O projeto independente Wakanda Streamers atua para conectar e promover streamers negros no país. O idealizador da rede, Tales “TalixXGamer“, conta que seu objetivo é simples: servir à comunidade preta, sem custo. Não apenas streamers, mas criadores de conteúdo em geral.
Nascido em 2018, o projeto tem como meta unir e dar suporte a criadores(as) pretos(as) como uma rede de apoio com troca de experiências, incentivos, orientações, divulgação, ensino, assessoria, etc. É importante reforçar que a Wakanda Streamers não é apenas para streamers. Apesar do nome, o objetivo é abraçar e integrar toda a comunidade preta.
“Embora a isca do projeto seja o streaming, nós recebemos todos os profissionais na nossa comunidade justamente para tentar, através da interação mútua, ligar os profissionais aos possíveis clientes”.
Tales decidiu iniciar o projeto que aproximasse, apoiasse e promovesse influenciadores negros do Brasil a partir do questionamento sobre a escassez de negros no cenário, “comecei a procurar canais negros e, apesar da dificuldade, encontrei alguns e decidi fazer uma lista. A lista foi crescendo e também a vontade de juntar essas pessoas, trocar informações, apoio, etc. Em 2019 comecei a plantar as sementes do projeto, debatendo e fazendo a seguinte pergunta nas minhas lives: ‘Quantos streamers negros você conhece?'”.
No Twitter, o influenciador criou uma enquete com este questionamento. A pesquisa contou com mais de 3 mil votos e 44% dos usuários apontaram não conhecer um streamer negro.
A enquete não apenas comprovou a escassez e a dispersão de negros no streaming de jogos no Brasil, como conectou Talix a mais influenciadores negros. Foi então que o servidor público se juntou aos streamers Vinizera e VelhoX e, em seguida, deu início a uma rede de streamers na Twitch com o nome Wakanda Streamers.
Em poucos meses desde a sua criação, o Wakanda Streamers alcançou um número expressivo de influenciadores. Atualmente, o projeto reune 88 nomes no Discord e 53 canais na Twitch. Segundo Tales, aqueles que querem participar da rede não recebem qualquer restrição de conteúdo, jogo, região e não há nenhum tipo de cobrança ou taxa. Por isso, em suas palavras, “todos os streamers negros são bem-vindos ao Wakanda Streamers”.
Tempestade Numa Gota D’Água é o nome de novo álbum de Projota que chega nesta sexta-feira (22), em todas as plataformas digitais com quatro faixas sendo seu destaque o single Ombrim. O clipe é dirigido por Lázaro Ramos que também atua no vídeo ao lado de Taís Araújo.
Trata-se da primeira leva de canções que irão compor o disco completo que conta com direção musical do próprio rapper e que será liberado em etapas até o fim do ano. Como Projota explica, o álbum vem sendo produzido há meses e seu nome surgiu naturalmente a
partir de seu entendimento de que todo ser humano é apenas uma gota num universo infinito e que, portanto, precisa de equilíbrio para continuar existindo.
“Fazemos parte de um ciclo. Assim como a chuva que cai das nuvens chega ao
chão e evapora para recomeçar. Seguimos chovendo”.
Para apresentar o clipe gravado antes da pandemia, Projota queria um projeto completo e tinha dois desejos: uma atmosfera anos 1950, 1960 com alusão ao jazz e convidar Taís Araújo e Lázaro Ramos para estrelarem tal enredo. Deu tão certo que, por ideia de Taís, Lázaro passou também a ser o diretor. No enredo, o casal aparece também em suas versões “miniatura” representadas por MC Caverinha e Sara Christino.
O clipe foi feito em plano sequência exigindo de todos os atores dedicação máxima já
que, nesta modalidade de filmagem, o vídeo é gravado de uma única vez e a melhor
sequência é escolhida como a final.
Tempestade Numa Gota D’Água, estará disponível em todas as plataformas digitais a partir do dia 22 com as quatro faixas:
1- Ombrim
2- Salmo 23
3- Sai de Rolê – com participação de Cynthia Luz
4- Videogame
O termo Necropolítica foi cunhado pelo filósofo social camaronês Achille Mbembe e fala basicamente sobre como a morte é utilizada como artifício político pelo estado. Em essência, a discussão da necropolítica é sobre a morte e apropriação dos corpos como um objeto de gestão.
O psicanalista Dr. Fábio Nóbrega Franco, em análise à obra de Mbembe, afirma que o estado se apropria da vida e, além de decidir quem irá morrer e quem irá matar, também decide a forma da morte segundo critérios diversos. Dentro dessa discussão fica fácil analisar que, em um país como o Brasil, onde a política de gestão se mescla a concepções estruturais de racismo, a necropolitica tenha um público alvo.
A gestão necropolítica está essencialmente ligada a opressões estruturais de raça, classe e gênero e se apropria de ferramentas públicas para se efetivar.
No Brasil, a gestão de segurança pública segue sob comando de mãos violentas e racistas e, como consequência, temos o descaso total para com vidas negras nas periferias. E, como se isso não bastasse, temos um direcionamento racista das instituições para se efetivar a gestão da vida e morte dessas populações.
Essa administração da segurança pública que gere a vida dessas populações e define, a partir de ideais racistas, quem e como essa população deve morrer é a realidade necropolítica brasileira.
Sob o disfarce de uma guerra de combate às drogas nas comunidades periféricas, estados brasileiros promovem genocídio de populações sem pudor algum e mesmo que digam não direcionar suas políticas dessa forma os números nos mostram diariamente o contrário.
Entre 2017 e 2018, mais de 75% dos mortos pela polícia foram pessoas negras.
Notem: os mortos possuem cor e classe social. Em sua grande maioria eles são homens negros das periferias.
João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, morto por um tiro de fuzil na barriga dentro de casa, na Ilha de Itaóca, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo – RJ
A ordem do capitão Ubiratan de Carvalho Góes pedia a intensificação do policiamento em ruas próximas ao Colégio Liceu, no bairro Taquaral, aos sábados das 11h às 14h, “(…) focando em abordagens a transeuntes e em veículos em atitude suspeita, especialmente indivíduos de cor parda e negra com idade aparentemente de 18 a 25 anos”. Um exemplo explícito de como a gestão de corpos negros pelos agentes de segurança funciona.
Mas a necropolitica não fala apenas de ações de gestão da vida de forma direta produzindo diretamente a morte, mas também de forma indireta gerindo as condições de existência de certas populações para que estas estejam em situações mais vulneráveis e passíveis de serem mortas, gerando conflitos e manipulando o medo como forma de controle de comunidades.
Fábio chama nossa atenção também para uma análise mais ampla da necropolítica. Uma vez que a formação de condições mortíferas nas comunidades existe não só em função de ações promovidas pelo estado, a necropolítica pode ser vista também como uma gestão feita ou auxiliada por forças paralelas a ele. O narcotráfico e as milícias, por exemplo, são forças que promovem controle e gestão de vidas nas comunidades brasileiras e acabam por administrar essas populações a partir do uso, justamente, da necropolítica.
A necropolítica é um projeto e, como todo projeto, possui diversas formas de se efetivar e alcançar seus objetivos. Falamos muito sobre a gestão da segurança pública mas, a partir do momento em que temos um estado que não se efetiva em fornecer condições básicas de existência a determinadas populações, temos então ambientes que favorecem a efetivação de mortes e genocídio dessas populações.
A falta de investimentos em infraestrutura nas comunidades, bem como a má gestão da saúde pública funcionam como braços do estado na produção de ambientes que facilitam a necropolítica.
Indo ainda mais além, falando sobre um assunto que já abordei aqui com vocês, podemos analisar o descaso com o meio ambiente e a efetivação do Racismo Ambiental como formas de atuação necropolíticas.
Gerenciar a vida a partir de uma visão seletiva e racista de quem vive e merece – indiscutivelmente – atenção, ambientes saudáveis e proteção, bem como a seleção de quem e como morre abandonado pelas forças do Estado é, em essência, parte de um projeto necropolítico do estado com a sociedade enquanto conivente.
Mas afinal, por que o estado brasileiro promove a necropolítica? O que ganham os governantes promovendo este tipo de gerenciamento da morte? Por que alguns corpos são selecionados para esse tipo de gerenciamento e outros não?
Primeiramente os ganhos são diversos e posso citar alguns. O Estado brasileiro promovendo condições limítrofes de existência para algumas populações acaba por economizar, isso porque não há investimentos e estes repasses passam a ficar disponíveis para a politicagem e até mesmo a corrupção.
Além disso, com a criação de um inimigo e objetivos como as facções e o tal combate às drogas, o Estado consegue justificar suas atuações sem que todas as atenções sejam direcionadas a ele.
Em uma análise mais subjetiva, mas também assertiva, manter populações vulneráveis sob gerenciamento necropolítico acaba por colocar o Estado em controle do medo e submissão dessas populações que, muito numerosas, em levantes contra a força governamental, representariam ameaça.
Remover as esperanças de reação de grandes populações ajuda a blindar reações populares à má gestão do estado. Isso explica o porquê dessa necropolítica e tantas outras falências do Estado se concentrarem efetivamente nas populações pobres e pretas.
A sociedade brasileira possui uma sensibilidade muito baixa a injustiças direcionadas a populações negras. Como herança da escravidão nossa sociedade construiu uma empatia seletiva e com isso o Estado mantém suas falências direcionadas aos nossos grupos, já que as chances de reação popular são menores.
A soma do descaso estatal ao projeto de genocídio de nossas populações e existência quase nula da empatia de outros grupos sociais, gera opressões e cria ambientes perfeitos para a efetivação da necropolítica do Estado e outras opressões.
O Dr. Fábio Nóbrega Franco afirma, ainda, que a sustentabilidade e manutenção da necropolítica brasileira é a sua articulação com o discurso da saúde nacional, que promove uma ideologia nacionalista e errônea de que o Brasil só irá prosperar a partir de determinadas ações. Quase como se a morte de algumas populações fosse apenas um passo para se alcançar um objetivo ou plano maior da nação brasileira.
Em análise, o professor e doutor Silvio Almeida, afirma que a necropolítica serve como ferramenta de gestão de um capitalismo em crise e tem como principal sintoma opressão e o genocídio de grupos já vulnerabilizados, ou seja, a população negra e pobre brasileira.
Pensar a necropolítica é pensar sobre como o Estado, seus braços e suas ferramentas exercem poder político social administrando a vida e a morte de grupos marginalizados promovendo assim ainda mais opressões e efetivando o projeto de genocídio de populações negras no Brasil.
Vitória dos movimentos sociais e estudantis. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será adiado “de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais”, de acordo com decisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Ministério da Educação (MEC).
Houve uma pressão sobre a mudança das datas devido aos efeitos do isolamento por conta da COVID-19 no ensino à distância em escolas públicas.
Ontem o Senado aprovou projeto que adia Enem e o texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados.
De acordo com o G1, no mês passado, o Inep adiou apenas a versão digital, que seria realizada nos dias 11 e 18 de outubro e passou para os dias 22 e 29 de novembro. A aplicação da prova impressa estava prevista para 1º e 8 de novembro.
As novas datas não foram divulgadas, mas as inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio.
Confira a nota oficial.
“NOTA OFICIAL | Adiamento do Enem 2020
Atento às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação dos exames nas versões impressa e digital. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais.
Para tanto, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio.”
Segundo o portal de noticias, Notícias da TV, a primeira participação de Thelma como apresentadora de um quadro na Globo se deu em caráter provisório e experimental. Mas a direção avaliou que a campeã do BBB20 tem potencial para, além de entreter, informar o público de casa, que ainda está carente de informações sobre a pandemia da Covid-19.
“A Thelma foi convidada a participar do É de Casa mostrando histórias de pacientes e médicos em hospitais públicos durante a pandemia, como ocorreu no último sábado. A participação da médica está prevista nos próximos programas”, disse a Globo em nota enviada ao Notícias da TV.
Thelma Assis, integrará ao time do É de Casa e vai comandar um quadro sobre saúde. Sua estreia, ocorreu no último sábado (16), A campeã do BBB 20 entrevistou seus amigos médicos que estão trabalhando na linha de frente no combate à pandemia do novo coronavírus para mostrar ao público parte do drama que estes profissionais têm enfrentado nos hospitais.
A segunda temporada de ‘Coisa Mais Linda’, produzido pela Prodigo Films chega no dia 19 de junho na plataforma de streaming Netflix. Além da data de lançamento, foram divulgadas, nesta quarta-feira (20), as primeiras imagens da nova fase da série nacional.
Depois daquele final eu NÃO VEJO A HORA de ver o próximo episódio de #CoisaMaisLinda. Essas fotos já aqueceram um pouco meu coração. A segunda temporada chega dia 19 de junho! pic.twitter.com/jLDcZyANHx
Nessa nova fase, a série conta com os novos integrantes: Eliana Pittman, Perré, Breno Ferreira, Angelo Paes Leme, Alejandro Claveaux e Kiko Bertholini.
Coisa Mais Linda contará com seis episódios de 50 minutos cada, produzidos por Beto Gauss e Francesco Civita. A criação é de Heather Roth e Giuliano Cedroni. A direção geral é de Caito Ortiz, com Julia Rezende à frente de parte dos episódios.
Marcelo D2 tem usado o tempo livre durante a quarentena para produzir o álbum de sua antiga banda, Planet Hemp, que deve sair ainda neste ano.
Segundo ele, o processo está quase na metade. “No começo da quarentena eu já tinha 30% das letras escritas. Percebi que iria entrar nesse período escrevendo letra que não é fácil para cabeça. Estamos falando basicamente de tudo que o Planet Hemp falava. Está um disco bonito, forte e diferente”, disse em entrevista ao programa “Trace Trends” da RedeTV! na terça-feira (19).
Ele também lançará um talk show no Instagram, o “Procurando a Batida Perfeita Em Casa”. “Vou juntar um pouco das lives que fiz. A primeira teve bastante conteúdo, mostrei livros e filmes, vou me aprofundar nisso, além da música. A segunda live teve uma rapidez de câmeras, quero usar dessa fluidez”.
O Marcelo D2 contou no programa um pouco sobre como tem sido a sua quarentena: “Dentro dessa quarentena, tem dias que você fica: ‘Eu vou mudar o mundo’ e tem dias que vou lá para baixo. Tem dia que eu só fico na cama, vendo filme. Cultura é sempre uma coisa que me deixa muito esperançoso. Quando eu estou meio triste, eu leio um livro ou vejo um filme. Sempre me dá um canal de que tem jeito de mudança”.
O cantor Péricles foi internado na segunda-feira (18) no Hospital Vila Nova Star, Zona Sul de São Paulo, com quadro de infecção urinária. A assessoria do cantor informou que ele deverá ter alta médica dentro de alguns dias, após ser medicado na unidade de saúde.
Em seu Instagram, Péricles compartilhou um vídeo para tranquilizar os fãs: “Meus amigos, me surpreendi com uma infecção urinária e estou me cuidando. Recebi várias mensagens carinhosas, preocupadas comigo. Gostaria de agradecer por cada boa vibração. Estou bem e em breve volto a cantar para vocês, via internet ou pessoalmente claro… em um futuro próximo, se Deus quiser”.
A revista Vanity Fair liberou a edição de junho, que vem estampada com a atriz e cantora norte-americana, Janelle Monáe. Por conta da pandemia de Covid-19, Monáe não foi a nenhum estúdio fazer a sessão de fotos. O ensaio aconteceu através de uma videochamada no Zoom com imagens capturadas por Collier Schorr.
Além de uma entrevista com a artista, a publicação de junho, trouxe depoimentos de amigos de Janelle, como Julia Roberts, Michelle Obama, Erykah Badu e Billy Porter. Logo de cara, Roberts aproveitou para elogiar a colega e sua atuação na segunda temporada do seriado “Homecoming”, do Amazon Prime Video.
Sobre o papel, Monáe confessou ser o mais difícil que já interpretou e a carga da personagem a assustou, tendo de analisar cuidadosamente de seguiria em frente ou não.
E para Michelle Obama, a amiga tem um talento incandescente, em todas as áreas que atua, além de estar plena em todas as situações: “Ninguém fica na plenitude de seu poder como Janelle Monáe. Como artista, ela está em constante evolução, não importa o que Janelle faça, seja música, atuando ou produzindo, ela aborda tudo isso com graça, bondade e um senso de estilo intocável. Ela é um talento incandescente”.
Em seu Instagram, Janelle Monáe comemorou a sua primeira capa em uma revista e agradeceu a todos que participaram junto com ela dessa edição, desde os assistentes aos colegas entrevistados.
O Instagram estreou, nessa terça-feira (19), um novo recurso com foco na saúde mental em tempos de pandemia. Além do Brasil, participam da iniciativa Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, India e Indonésia
De acordo com a empresa, em cada país, um instituto de prevenção ao suicídio será responsável por selecionar, agrupar e ordenar vários conteúdos relacionados à saúde mental em uma aba chamada “Guia”. O objetivo é oferecer informações que possam facilitar a adaptação das pessoas às mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19.
No Brasil, o Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção (sobreviventes) do Suicídio é o primeiro a usar o recurso. Outras instituições que abraçam a iniciativa são: Fundação Americana para Prevenção do Suicídio, Heads Together, klicksafe, Headspace Deepika Padukone, SudahDong e e-Enfance.
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