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Tia Má: Pyong, Babu e o acúmulo de privilégios que não permite que um seja julgado, enquanto o outro, pela aparência é constantemente marginalizado

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A jornalista Maíra Azevedo conhecida como Tia Má, usou suas redes sociais nesta terça-feira (17) para compartilhar uma reflexão sobre a sociedade em que vivemos e o que está sendo exposto no reality show Big Brother Brasil 2020, “lá dentro temos uma mostra de como o machismo faz parte do nosso cotidiano. De um lado, Babu, que faz comentários grosseiros, e que já comparou mulheres a um cardápio, o que faz os homens acreditarem que estamos sempre prontas para “o abate”. Já do outro lado, o Pyong, o tipo de assediador que passa imune. Ele se apresenta como engraçado, amigo, mas ao menor descuido feminino se apresenta. Passa a mão, tenta agarrar a força, pega nos seios. Mas depois se desculpa. Exatamente como ocorre no ciclo da violência”.

“Vivemos em uma sociedade machista! Isso é fato, a grande questão é alguém de fato assumir suas posturas que contribuem para os altos índices de feminicídio que assolam o Brasil”, além da nossa sociedade ser extremamente machista ela também é racista e julga o outro por sua aparência, Tia Má relembra isso ao dizer “A grande questão é que em um dos casos, o acúmulo de privilégios não permite que seja julgado, enquanto o outro, pela aparência constantemente marginalizada, basta falar para ser condenado”.

Leia ao relato completo de Maíra Azevedo (Tia Má): 

Naturalizamos posturas e comentários que objetificam as mulheres e reduzimos a “brincadeiras”. Não existe uma postura mais ou menos machista, mas é fundamental analisar comportamentos e atitudes que são criminosas.
Agora, vamos ao #bbb e lá dentro temos uma mostra de como o machismo faz parte do nosso cotidiano. De um lado, Babu, que faz comentários grosseiros, e que já comparou mulheres a um cardápio, o que faz os homens acreditarem que estamos sempre prontas para “o abate”. Já do outro lado, o Pyong, o tipo de assediador que passa imune. Ele se apresenta como engraçado, amigo, mas ao menor descuido feminino se apresenta. Passa a mão, tenta agarrar a força, pega nos seios. Mas depois se desculpa. Exatamente como ocorre no ciclo da violência. Primeiro a agressão, depois o pedido de desculpas. A cara de “bom moço” facilita a postura tóxica, pois até mesmo a vítima desculpa e acha que tudo não passou de um mal entendido. Um comportamento alimenta o outro, mas ambos devem ser evitados. A grande questão é que em um dos casos, o acúmulo de privilégios não permite que seja julgado, enquanto o outro, pela aparência constantemente marginalizada, basta falar para ser condenado!

https://www.instagram.com/p/B91_oWMj-mT/

COVID-19: Por meio de desafios, plataforma online vai dar dinheiro para pessoas em situações de vulnerabilidade

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Monique Evelle do Desabafo Social - Crédito: Reprodução Instagram

Nem todo mundo possui reserva de emergência, ou seja, dinheiro guardado para momentos como esse que estamos vivendo. Pensando a Desabafo Social, plataforma de inteligência coletiva para resolução de problemas e geração de renda através de desafios sociais e criativos, junto com a tecnologia itsNOON começou a distribuir renda e apoiar ideias, projeto e negócios de pessoas que interagem e respondem os desafios na plataforma.

“De dezembro até fevereiro, distribuímos R$ 18 mil, sem apoio de marcas e organizações. Agora é o momento de pensarmos estratégias para aumentar essa distribuição e criar desafios maiores, principalmente para o público que está sendo afetado pelo coronavírus”, explicou Monique Evelle, integrante do Desabafo Social e organizadora da mobilização para as pessoas afetas pelo Coronavírus.

Dentro do quadro de “pessoas afetadas” entram também os moradores das comunidades, moradores estes que geralmente não possuem dessa reserva e não possuem do privilegio de trabalhar por home office “pessoas que não têm ou não terão oferta de trabalho por agora, aquelas que não tem como comprar álcool em gel, que não tem água na quebrada/favela, que não tem como comprar alimentos para um mês. Tudo isso que você já sabe”. Instale o aplicativo itsNOON e construa a sua reserva para momentos de dificuldade.

A itsNOON é uma plataforma nacional de economia onde o que vale é a criatividade dos participantes. O objetivo da empresa é criar conexões diretas entre governos, empresas privadas e ONGs, gerando renda, educação e conhecimento. Na plataforma, 1 curtida = R$ 1,00 “Baixem o aplicativo itsnoon, respondam os desafios e comecem a juntar dinheiro para fazer sua reserva de emergência. Vamos juntas!”, concluiu Monique.

COVID-19: Lázaro Ramos pede prudência aos empregadores e diz o que fará durante o confinamento

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O Brasil se junta agora aos países com medidas urgentes para conter a escalada do Covid19 que fez sua primeira vítima nessa terça-feira, 17,  em São Paulo.

O ator Lazáro Ramos que teve a estreia do seu longa “Medida Provisória” cancelada por conta do coronavirus, usou seu Instagram para trocar uma ideia com seus seguidores sobre esses tempos tão difíceis e incertos.

“Nós vamos viver um período de confinamento nas nossas casas. Muitas pessoas não têm a possibilidade de não estar em seus trabalhos , o que é algo para gente refletir. É importante a gente fazer um alerta de prudência, tanto para os empregadores como para os empregados que continuarão trabalhando. Uma classe que continuará trabalhando é a dos profissionais da saúde. Meus melhores pensamentos estão com vocês”, destacou escritor.Lázaro também falou sobre os cuidados no consumo de conteúdo sobre a doença. “Procure documentos de confiança para se informar sobre o Covid19”.

O ator disse que vai usar a sua plataforma para dar sugestões de como lidar com esses tempos de confinamento. E ele começa falando sobre os idosos que “precisam ficar afastados o que não significa ficarem solitários”.

“Se tiver um vizinho idoso, liga para ele, manda whatsapp, pergunta como ele está. Nesse momento a solidão pesa muito mais.” A segunda sugestão de como passar o tempo dada por Lazinho é a leitura. “Aqui em casa a gente vai ler junto”.

“Adie a visita para matar a saudade”: Spartakus Santiago faz um alerta sobre a saúde dos mais velhos

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Crédito: Reprodução Instagram

Em seu perfil do Instagram,  o influenciador Spartakus Santiago incentiva e destaca a importância de cuidar dos idosos.

“Como essa é uma doença onde podemos estar infectados sem nenhum sintoma, manter distância dos nossos avós pode ser uma grande medida de proteção pra evitar passar a doença pra eles sem querer. Isso significa tanto evitar beijos e abraços quanto até adiar aquela visita pra matar a saudade”, destacou o apresentador do GNT.

https://www.instagram.com/p/B9zUlNsH3ZU/

No último dia 13 de março,  a OMS decretou pandemia do novo corona vírus, escolas já foram fechadas, torneios esportivos adiados e a indicação do governo é que a população evite sair de casa. O motivo é que se vírus continuar se proliferando nessa intensidade, não teremos recursos suficiente para salvar a todos.

A situação já foi dada como alarmante, mas, como estamos falando de um vírus que tem exclusivamente os idosos como grupo mais vulnerável, muitas pessoas não estão dando a devida atenção.

Na China, entre os chineses infectados de 80 anos ou mais, quase 15% morreram. É hora de tratar o assunto com importância merecida e cuidar dos mais velhos.

Lembrando: É distanciamento social, e não férias. Evite sair, a diversão pode esperar e embora você (jovem) possa sair imune de tudo isso, o risco de contagiar um idoso próximo à você é grande, então além de todo o cuidado para evitar o súbito espalhamento do vírus, é necessário ter empatia.

Nesse momento, os maiores gestos de amor e cuidado que devem ser direcionado aos idosos é o afastamento. Se mora longe, evite visitas. Se mora junto, evite contato. Nada de beijos ou abraços. É muito importante também, orientá-los, se informe e repasse as atualizações verificadas, não permita saídas desnecessárias, viagens que possam ser adiadas e aglomerações. E muito cuidado com as FAKES NEWS.

Alguns influencers já estão destacando a importância desta prática de proteção aos idosos, e é muito importante darmos visibilidade e levantar a TAG #protejaoosidosos.

 

 

Ao lado da esposa Sabrina, Idris Elba declara que está com coronavírus: “Não entrem em pânico”

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Crédito: Reprodução Instagram

O ator inglês Idris Elba usou sua conta no Twitter nessa segunda-feira, 16, para anunciar que o resultado do seu teste para COVID 19, infelizmente deu positivo.

Ele fez a declaração por meio de um vídeo onde ele está ao lado da sua esposa, a empresária e modelo Sabrina Elba.

“Nesta manhã, eu tive resultado positivo para covid-19. Eu me sinto bem, não tive sintomas até agora, mas estou isolado desde que descobri que poderia ter sido exposto ao vírus. Fiquem em casa, pessoal, e sejam pragmáticos. Eu vou mantê-los atualizados sobre o que estou fazendo. Sem pânico”,  disse Elba.

A suspeita que o levou a fazer o exame, veio por conta de um contato que feito com uma pessoa contaminada.

Elba ainda recomenda que as pessoas fiquem em casa e lavem bem as mãos.

https://twitter.com/idriselba/status/1239617034901524481

 

Mulheres negras que vivem de música: Componentes da banda Dembaia Dai Ramos e Beà disputam o Prêmio Shell

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Dai Ramos e Beà, pertencem a banda Dembaia, que significa família, na língua da etnia Susu, e são nomes que concorrem a premiação, que aconteceria na noite desta terça-feira (17), no Copacabana Palace, mas que na primeira vez na história teve o evento cancelado por conta do coronavírus (Covid-19). Sobretudo, a organização do evento informou que o resultado da premiação acontecerá e está trabalhando na melhor forma para divulgação.

Dai Ramos recebe o título pela direção musical do espetáculo “Os Desertos de Laíde” e Beà por “Meus Cabelos de Baobá”.

A banda, que agora acumula duas indicações ao prêmio por dois espetáculos que abordam a ancestralidade, força e resiliência da população preta, se trata de um coletivo liderado por mulheres negras pesquisadoras, atuantes desde 2014, realizando apresentações, saraus, vivências, aulas e oficinas com conteúdos que abordam principalmente a cultura da África do Oeste, como Guiné, Conacry, Mali, Senegal, em conjunção com referências contemporâneas e afrodiaspórica como, por exemplo, o slam, a capoeira e o jongo.

Para Dai Ramos a experiência é mais que apenas um título, a indicação veio do projeto que trata das dores da personagem na morte de seus filhos e sua percepção de mundo e sentimentos, que também espelham a intimidade de mulheres comuns, que enfrentam cotidianamente a violência.

 “Quando fui convocada à musicalizar, para ajudar a dar à luz ao trabalho poderoso que é o espetáculo “ Os Desertos de Laíde”, só expressei: uau! São vísceras de multidões de mães pretas que perderam seus filhos, num contexto de negação de juventudes negras, que estão em cena. Eu aceitei o desafio por acreditar na importância que esses úteros negros devastados continham como narrativa. Estou me sentindo honrada por estar fazendo parte a história dessa peça que tem uma produção politizada, texturas estéticas intensas, encenações viscerais, uma direção sensível. Afinal, quando arte, afeto e política se encontram é um salve na melancolia morna da existência”, frisa Dai.

Já “Meus cabelos de Baobá”, que recebeu a indicação por meio da Diretora Musical, Beà, que aos 24 anos é indicada pelo segundo ano consecutivo a premiação na mesma categoria, e no ano passado realizou o marco de ser a primeira mulher negra a ocupar indicação na categoria em 31 anos de existência do prêmio.  A montagem que se desenvolve em torno de diálogos da Rainha Dandaluanda com o Baobá, árvore milenar de origem africana, que lhe ensina valores africanos e desperta sua autoestima: primeiro, como menina; em seguida, como mulher e, finalmente, como rainha, consciente de sua beleza singular, de sua força ancestral e identidade negra.

O trabalho tem como uma das características a mulher negra em lugar de articulação, pois além da música, elas estão a frente da atuação, produção, direção, e é um marco não só no quesito representatividade e lugar de fala, “é um conceito de vibração ancestral”, desde a Ana Paula Black que traz a voz dos ancestrais vivos da rainha Dandalunda, até a contação da história pela protagonista Fernanda Dias e a direção de muita classe, leveza e afeto e da Vilma Melo, a primeira atriz negra a ganhar o Prêmio Shell de Teatro que assina a direção. “Nesse espetáculo a gente se identifica com o que é dito, porque em algum lugar a gente passou por isso, a gente vive esse lugar e todas nós queremos existir lá”, ressalta Beà.

Falando em representatividade, Dai Ramos lembra que a trajetória de mulheres negras na música não começou agora, “Essa indicação significa muito porque representatividade importa. As mulheres negras são potência na música há anos. E ser a terceira mulher preta a ser indicada a esta premiação, em 32 anos (as primeiras foram a Bèa e a Larissa Luz no ano retrasado) nos mostra que somos muitas e que as estruturas precisam se mover, pois mesmo que não queiram nós existimos”, afirma.

Beà acredita e afirma que a vitória de um igual é uma vitória coletiva. “Quando a Larissa Luz, que ano passado estava concorrendo a premiação comigo na mesma categoria, ganhou com o musical Elza, eu comemorei junto. Era como se eu também tivesse ganhado, afinal, no momento político que a gente tá vivendo, nosso momento enquanto pretos que tem toda uma ancestralidade, ninguém ganha. São todas essas mulheres que vivem as mesmas coisas pra estudar música, afinal, somos potência de Orunmilá, somos potência do universo”, concluiu.

Os Desertos de Laíde:

Criando Crianças Pretas:” Você tem que ser duas vezes melhor!”

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Crédito: Reprodução Instagram

Era início de 1992, eu tinha 7 anos, e estava animada para começar o ensino básico, na primeira série. Eu estava nervosa e com medo de não dar conta de tudo, de não conseguir aprender. Eu sempre gostei de estudar e, mesmo com pouca idade, sabia que aquela seria uma etapa importante que estava começando.

Era domingo à noite, minha mãe tinha acabado de refazer as minhas tranças. Eu pedi para ela fazer as “trancinhas caídas”, bem fininhas, para o meu cabelo ganhar movimento, isso demorou o dia todo, mas ela fez, uma a uma, e só terminou a noitinha. Meu pai estava passando o uniforme de estreia – o uniforme da escola tinha a camiseta branca e um shorts vermelho. Foi nesse momento, que meu pai, como numa conversa informal disse: “Agora filha, você tem que ser duas vezes melhor do que os outros, e se esforçar duas vezes mais, porque, mesmo assim, vão duvidar da sua capacidade e da sua inteligência”

E esse peso eu carrego até hoje…

Mas, não foi só meu pai que disse isso, os pais de alguns amigos pretos também os instruíram assim. Na introdução da música do Racionais “A Vida é Desafio” [do álbum – 1000 Tretas 1000 Trutas] diz a mesma coisa: “Desde cedo a mãe da gente fala assim: ‘Filho! Por você ser preto, você tem que ser duas vezes melhor'”.

Assistindo uma série norte americana chamada Scandal, em que a protagonista é uma mulher negra, há uma cena  em que o pai dela faz uma pergunta:

– Eu treinei você para ser o que?

E ela responde:

– Duas vezes melhor.

Trago esses fatos para dizer que esse discurso NÃO É COINCIDÊNCIA.

Queremos aqui, propor uma nova educação para a próxima geração de pretinhos que estão vindo, mas não podemos deixar de ENALTECER NOSSOS PAIS.

Esse tipo de frase que muitos de nós escutamos dos nossos cuidadores quando éramos crianças, era a expressão mais sincera de uma militância preta que nos permitiu sobreviver, se estamos vivos hoje, esse discurso de nossos pais pode ter feito toda a diferença.

Nossos pais, por terem vivido situações extremas de racismo e terem passado pela violência da ditadura militar, numa tentativa de nos preparar para a “guerra”, nos educavam dessa forma. Muitas vezes, eles não falavam do racismo, na intenção de não causar revoltas. O objetivo era nos preparar para fugirmos o máximo possível de situações que pudessem nos colocar em perigo ou nos expor ao racismo.

“Tira esse boné”, “não anda com a mão no bolso”, “não saia de toca na rua”, “se ver a polícia, não corra”, “ande com boas companhias”, “não faça nada de errado que eu vou descobrir”, “não arrume confusão na escola”, “nunca ande sem documentos” e tantas outras frases, que agora parecem ser traumáticas, eram, na verdade, para proteger nossas vidas.

E agora? Agora, agradeça seus pais por estar vivo. E retribua a educação que eles lhe deram propondo uma educação consciente e combativa para seus filhos.

Sobrevivemos e somos pretos e pretas que crescemos com certa liberdade de vida e de pensamentos, é hora de preparar nossos filhos não apenas para sobreviverem e sim para viverem!

Bora fazer isso juntos?

“Sem febre”: Preta Gil informa que está com Coronavírus “os sintomas são de uma gripe leve”

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Preta Gil, usou o Instagram para conscientizar seus seguidores sobre o coronavírus, doença com a qual descobriu estar contaminada na manhã de sábado (14). “Desde quarta-feira (11) eu estava apreensiva quando soube que estive em um mesmo ambiente com pessoas contaminadas. Eu sabia que o resultado poderia ser positivo e estava preparada… Desde que entendi que poderia ser atingida, cancelei compromissos me isolei e procurei me informar sobre tudo”.

A artista contou ter se sentido na obrigação de falar sobre o caso e os sintomas, que no caso de Preta Gil, não teve febre: “Hoje com a confirmação me senti na obrigação de informar a todos sobre o caso. Apesar de calafrios e dores de cabeça, os sintomas são de uma gripe leve, não sinto nada muito forte e o que mais me incomoda é saber que nenhum de nós está imune”.

https://www.instagram.com/p/B9u10_oByG_/

Preta Gil realizou o teste após se apresentar no casamento da Influenciadora Digital Marcela Minelli, outros três convidados da festa atestaram positivo para coronavírus. Nesse domingo (15), Preta publicou outro relato e disse que está bem, em seu quarto dia de isolamento “Passei bem meu quarto dia de isolamento.Os sintomas foram os mesmos do comecinho: calafrio, dor no corpo e de cabeça, mas sem febre graças a Deus”.

A cantora concluiu dizendo que informará tudo o que for possível sobre seu estado de saúde e agradecendo ao carinho que vem recebendo. “Se Deus quiser vamos atravessar essa situação, rezemos por todos nós e pelos profissionais de saúde que estão atuando bravamente. Vamos juntos vencer essa batalha”, finalizou.

https://www.instagram.com/p/B9xddpihxe1/?igshid=1lsgyhgieho09

Piada sobre cabelo de Babu no BBB20 é racismo: “Quem penteia o cabelo com um trem desse?”

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Reprodução BBB - TV Globo.

Nas últimas horas a participante do BBB 2020 Ivy Moraes revoltou a comunidade negra ao questionar em rede nacional “quem penteia o cabelo com um trem desse?” ao se referir ao pente-garfo usado por Babu Santana, um dos dois únicos negros na casa mais vigiada do Brasil, levando outros participantes ao riso:

Essa é uma das tentativas mais comuns de velar o racismo na sociedade: por meio da piada, o que chamamos de Racismo Recreativo. É quando colocam a pessoa negra na posição de depreciação, de chacota, apenas por ser quem é, por ter o cabelo que tem ou simplesmente por usar um pente-garfo – grande aliado dos nossos belos cabelos-afro – que naturalmente é desconhecido por grande parte das pessoas que não o utilizam no cotidiano.

Historicamente o pente-garfo tem origem Africana datada em mais de 6 mil anos A.C. Desde África, o cabelo-afro traz consigo muito mais do que estética. Traz uma história de resistência, simbologia e alguns penteados feitos com esse objeto podiam indicar religião, classe social, estado civil, identidade étnica e até detalhes sobre a vida pessoal.

Modelo antigo de pente-garfo

Piada que ofende pessoas negras não é piada. É racismo, como bem destacado pelo Prof. Dr. Adilson Moreira em seu livro Racismo Recreativo:

“O humor racista é um tipo de discurso de ódio, é um tipo de mensagem que comunica desprezo, que comunica condescendência por minorias raciais.”

E respondendo à pergunta de Ivy, mais de 100 milhões de brasileiros – que são negros – podem usar o pente-garfo se assim quiserem.

Após o episódio, se iniciou um movimento nas Redes Sociais em repúdio à fala racista da participante:

https://twitter.com/franca_rodrigo/status/1239228250842451969

Dicas preciosas de economia doméstica para comunidade negra em tempos de crise

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Bia Santos - Crédito Reprodução)

A comunidade negra é a base da pirâmide econômica brasileira, mas é a primeira a sofrer com as consequências financeiras oriundas em tempos críticos como agora, onde o coronavírus reflete globalmente no bolso das pessoas.

Conversei com Bia Santos, CEO da Barkus Educacional, empresa voltada para a democratização do conhecimento sobre economia. Nessa entrevista ela dará dicas práticas para que pessoas com menor poder aquisitivo não se sintam inseguras, caso não possam fazer estoques de alimentos, como a elite tem feito, além de saber como não aumentar suas dívidas em momentos como esse.

Mundo Negro – Você acha que os preços já estão sendo impactados pela crise da gripe?

Bia Santos: Sim, principalmente de máscaras e de produtos de higiene, como o álcool em gel. Os preços dos alimentos ainda não aumentaram significativamente por conta da gripe (até hoje, dia 14/03). Com a medida de quarentena pelos próximos 15 dias em alguns estados brasileiros e as campanhas de prevenção, a tendência é diminuir o surto de contágio e estabilizar a crise. Por isso, é importante seguir à risca as indicações do Ministério de Saúde. É momento de preocupação moderada, sem alardes.

É recomendado comprar e estocar alimentos?

O grande problema em comprar e estocar alimentos e produtos para a casa, em geral, é que, com a diminuição da capacidade de produção da Indústria, a tendência é que esses alimentos e produtos aumentem de preço e/ou faltem no mercado. Para aqueles que têm possibilidade financeira de comprar em grandes quantidades ou a preços mais caros, isso funcionará bem, o problema é que boa parte da população não tem essa condição. Mesmo em momento de histeria, é preciso pensar no coletivo. Grandes estoques ou compras exageradas são ruins para todos. Recomendo comprar os alimentos necessários, inicialmente, para o mês, como normalmente já é feito.

Para quem não tem grana para fazer compras grandes, qual seria a sua sugestão?

Não faça. Mantenha seu ritmo de compras semanal, quinzenal ou mensal, dependendo das suas condições. É importante acompanhar os meios de comunicação confiáveis que trazem informações reais e atualizadas sobre o coronavírus no Brasil. Muito cuidado com informações compartilhadas em redes sociais, especialmente no Whatsapp, onde fake news são veiculadas muito fortemente. Isso pode causar uma histeria coletiva e prejudicar muito mais do que ajudar.

Pegar empréstimo para compras de mantimentos seria uma boa opção?

Não. Empréstimo deve ser a última opção para compras de mantimentos. Como o estado de quarentena tem previsão para durar entre 15 e 30 dias, é importante seguir algumas dicas: 1) caso possível, diminua gastos com supérfluos e compre apenas o necessário, 2) priorize as contas básicas, como água, luz, gás e telefone, 3) em caso de falta de grana, use o cartão de crédito para as compras emergenciais e de itens básicos. Uma super dica: em caso de dívidas e problemas com pagamento, contraia dívidas “mais baratas” para pagar as “mais caras”, ou seja, pegar empréstimos com taxa de juros menores para quitar os empréstimos com taxa de juros maiores. É uma alternativa para ganhar mais tempo para pagar as contas.

Bia finaliza com conceitos muito importantes sobre espírito comunitário:

Para os negros, nas mais diversas situações econômicas, é importante relembrar o que nos une como povo.

De um ponto de vista afroperspectivo, consigo citar três dos sete princípios éticos (Nguzo Saba), que nos faz refletir e ajuda em momentos de crise: Umoja: fazemos parte de uma comunidade e devemos nos dedicar por e para ela; Ujima, devemos construir e nos unir a comunidade, ajudando a solucionar o problema dos outros como se fossem os nossos; e Ujamaa, os recursos podem e devem ser compartilhados, na construção de uma economia cooperativa. Em momentos como esse, de crise e insegurança, o olhar para nós, negros, precisa ser de compartilhamento e união, ou seja, ajudar aos nossos quando possível e pedir ajuda se necessário.

Existem diversos trabalhadores que não podem ficar de quarentena, por exemplo, porque trabalham em locais de atendimento ao público, produção, entregas, etc. Eles estão muito mais suscetíveis ao contágio. Pior ainda é a situação para os trabalhadores informais, que precisam sair de casa para vender seus produtos ou prestar serviços. É momento de apoio. O pensamento precisa ser coletivo.

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