As atrizes Cintia Rosa, Patri – Ca e Yaya DaCosta (Foto: Reprodução Youtube)
“Recomeçar”: Um cineasta negro do RJ fez curta à distância com atores do Brasil, EUA e Itália, países mais afetados pela pandemia
2020 tem sido um dos anos mais complexos da humanidade por conta da pandemia da Covid-19 que afetou todos os setores da sociedade, da economia aos relacionamentos pessoais.
O cineasta carioca Fernando Barcellos usou o isolamento social e a reflexão sobre o fim da quarenta, como fonte de inspiração do curta “Recomeçar”. O roteiro é assinado por Barcellos e Rafael Mike e conta a história de 4 personagens. Um homem branco italiano ( Stefano Fregni em Roma) e três mulheres negras, duas americanas (Yaya DaCosta em Chicago e Patri – Ca em Nova York) e uma brasileira (Cintia Rosa no Rio De Janeiro).
“O filme fala sobre recomeçar depois da pandemia, como pessoas diferentes em diferentes lugares do mundo estão lidando com a possibilidade do recomeçar e recomeçar diferente”, explica Barcelos.
Ele também nos deu detalhes sobre a complexidade de registrar imagens remotamente.
“Não foi nada fácil viu. Tive uma conversa com cada ator, acompanhado por um tradutor nos casos das atrizes americanas e do italiano, daí fizemos leitura pra eu entender o tom das falas e em seguida um ensaio técnico. Eles gravavam as cenas e enquadramentos propostos e me mandavam e eu dizia pra ser diferente ou manter o que já estava. Foi uma experiência muito boa. Deu trabalho demais, mas estou feliz com resultado”, detalhou o cineasta.
Um dos destaques da produção é a participação da atriz Yaya DaCosta, que faz parte do elenco da série Chicago Med.
Grupo Abayomi Juristas luta por um judiciário com mais mulheres negras
Existe uma parcela muito pequena de pessoas pretas ocupando o Sistema Judiciário Brasileiro, em média, apenas 15,6% dos magistrados(as) do país se autodeclaram como pessoas negras, segundo censo divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça.
Pensando nisso, um grupo de mulheres negras, juristas e pernambucanas se reuniu para ministrar cursos, palestras, e compartilhar estratégias de aprovação por meio de ferramentas de coaching e programas de mentoria em concursos públicos para outras mulheres negras.
O grupo Abayomi Juristas, oferece cursos preparatórios para OAB, mentoria para concursos públicos e outros, com o foco de contribuir para a mudança de um cenário jurídico que exclui mulher negra de suas prioridades.
“O ambiente jurídico é predominantemente composto por homens brancos e sem a pluralidade no sistema de Justiça, não há Justiça.” Disse Chiara Ramos, fundadora da Abayomi Juristas Negras.
Chiara Ramos é Procuradora Federal e nunca se sentiu representada em sua área, pensando nisso, foi atrás da Comissão de Igualdade Racial da OAB de Pernambuco e conheceu outras mulheres negras que sentiam o mesmo que ela. Focalizou nesse ponto e começou a entender a realidade da área jurídica pernambucana para mulheres negras.
A iniciativa da Abayomi, que não tem fins lucrativos, conseguiu financiamento do Fundo Baobá (Programa de Aceleração de Lideranças Marielle Franco e foi aprovada recentemente como uma das organizações encubadas entre os programas de empreendedorismo do parque do Porto Digital, o que garantiu o acesso a bolsas para alunas do projeto, muitas oriundas do Prouni e moradoras de regiões periféricas.
“Para pagar bolsas para que algumas continuem estudando. Existem algumas juristas que realmente ficam prejudicadas, porque, às vezes, têm que se submeter a trabalhar em telemarketing, por exemplo. Hoje temos oito bolsistas. Para manter essas bolsas, precisamos de recursos. Dessas pessoas muitas são advogadas, algumas já com mestrado, muitas que possuem pós-graduação ou que tentam atuar na advocacia privada mas sonham em exercer um cargo público”, explica Débora Gonçalvez, que foi uma das primeiras amulheres a utilizar o método de ensino de Chiara e hoje, é jurista e co-fundadora da Abayomi.
“Sabendo dos diversos perfis de público alvo e buscando a efetiva inclusão, a Abayomi Juristas Negras abre espaço para que graduandas ou advogadas negras de baixa renda possam se candidatar à bolsa gratuita.
Além disso, a Abayomi Juristas Negras também oferece Cursos Abertos ou In Company, em diversos formatos sobre temáticas buscam colaborar para a construção de uma ética antirracista no meio coorporativo e institucional.” Afirmou o grupo.
Para conhecer e ter acesso ao programa, basta acessar o site da Abayomi Juristas.
O livro será mostrado em live no instagram da editora
A escritora e jornalista Eliana Alves Cruz lança seu terceiro livro “Nada digo de ti, que em ti não veja”. O livro foi anunciado em uma live da escritora com o historiador e escritor Luiz Antônio Simas com mediação do editor Paulo Werneck.
O romance histórico se passa no Rio de Janeiro de 1732 e conta com uma narrativa muito atual. Entre as temáticas abordadas, estão presentes a transexualidade e fake news dos séculos passados que são mostradas através de cartas anônimas, ameaçando as duas famílias ricas e poderosas da história.
Para fechar o romance, o livro mostra a presença de um amor impossível, forte e verdadeiro, segundo a autora.
Toda a história é narrada diante de uma cidade com milícia, racismo, fake news, delação premiada, conservadorismo, fanatismo religioso e ruas sujas. Mostrando que o século ficcional passado por ser bem parecido com o atual.
A live de apresentação do livro foi feita no dia 10 de julho, às 17:00 horas no instagram da editora ‘Quatro Cinco Um’.
Eliana é autora de mais dois livros ‘O crime do cais de Valongo’ ‘Água de barrela’ e é conhecida pelos seu trabalho como escritora, redatora e colunista de sites como The Intercept Brasil.
Erika James falou que gostaria de influenciar jovens a acreditarem neles mesmos.
Wharton School, que é conhecida tanto pelo seu rigor acadêmico quanto por ser a mais antiga escola de administração dos Estados Unidos, nomeou na semana passada sua primeira reitora mulher preta em 139 anos de instituição.
Erika James é empresária, especialista em mulheres na liderança, liderança em crise, gerenciamento, equidade na renumeração em gerenciamento e agora, primeira afro-americana reitora da universidade de negócios mais importante dos EUA.
O anuncio que Erika assumiria o cargo foi feito em fevereiro deste ano, mas só agora que ela oficialmente foi nomeada. “Treinada como psicóloga organizacional, Dean Erika James é uma das principais especialistas em liderança em crises, diversidade no local de trabalho e estratégia de gerenciamento. Damos boas vindas para a décima sétima diretorada da Wharton School.” Anunciou o perfil oficial da universidade.
Em entrevista para o programa Good Morning America, Erika incentivou os jovens a seguirem seus sonhos “Quando saímos do nosso caminho e realmente apostamos em nós mesmos, é quando começamos a criar a confiança de outras pessoas em nós. Meu conselho mais forte para os jovens é sempre apostar em si mesmo”, falou ela.
James completou: “Essa é uma responsabilidade impressionante, não apenas em termos da magnitude do papel de reitor da Wharton School, mas muitos olhos estão me observando e tantos olhos estão observando você e as pessoas que estão nessas posições para realmente fazer uma diferença”.
Cris Vianna é Sofia, uma assistente virtual intuitiva da primeira áudio série brasileira do spotify, que já estreou na plataforma e tem roteiro com formato podcast, contando uma história de drama ficcional.
Sofia é a uma áudio série baseada em Sandra, uma produção original da Gimlet, empresa comprada pelo Spotify em 2019. Além do Brasil, o Spotify também lançou versões nacionais em outros países.
No elenco, podemos encontrar Monica Iozzi dando vida para Helena, uma das milhares operadoras de Sofia, com uma vida conturbada e prestes a se divorciar de Dani, que é feito por Hugo Bonemer. Podemos ouvir, também, a atuação de Otaviano Costa com o personagem Carlos.
Cris Vianna dar a vida a uma assistente virtual inteligente que sabe tudo sobre a vida de seus seguidores: desde as batidas do coração, o histórico de compras aos eventos mais obscuros de sua vida.
“A Sofia é um desafio, pois qualquer movimento [físico] dá diferença na voz. Escolhi gravar a Sofia descalça, o tempo todo. As minhas emoções refletem na voz. Ela é uma mulher controlada. Fazê-la foi um equilíbrio grande”, comentou Cris Vianna na coletiva online de estreia.
Os atores prometeram ainda momentos de muitas risadas, principalmente nos últimos episódios, além de momentos de tensão, felicidade, alegria e tristeza.
A atriz Javicia Leslie acaba de ser anunciada como a nova protagonista da série “Batwoman”. Ela entra na vaga de Ruby Rose que deixou a produção. Será a primeira negra a viver a heroína da DC Comics.
De acordo com o site Entertainment Weekly, a personagem será o alter ego civil da nova Batwoman, a Ryan Wilder, um completo oposto de Kate interpretado por Rose na primeira temporada. Na descrição oficial da personagem, Ryan está prestes a se tornar Batwoman. Ela é simpática, bagunçada, um pouco pateta e indomável.
“Estou extremamente orgulhosa de ser a primeira atriz negra a desempenhar o papel icônico de Batwoman na televisão e, como mulher bissexual, tenho a honra de participar deste programa inovador que foi um pioneiro para a comunidade LGBTQ +”, disse Leslie em entrevista.
Leslie é reconhecida por trabalhos como as séries “God Friended Me”, “The Family Business”, “MacGyver” e o filme “Always a Bridesmaid”.
A segunda temporada, chegará em breve.“O estúdio e a emissora estão comprometidos firmemente com a segunda temporada de ‘Batwoman’ e seu futuro a longo prazo e nós, juntos da talentosa equipe criativa da série, estamos ansiosos pela sua nova direção, incluindo a escolha de uma nova atriz principal e membro da comunidade LGBT nos próximos meses”, afirmavam as responsáveis pela produção.
O programa que tem como tema abordar a pluralidade do universo feminino, estava atualmente sob comando de Camila Pitanga, mas já foi comandado por Taís Araujo entre os anos de 2006 e 2009.
E em sua nova temporada, que está sendo gravada remotamente terá novamente a atriz Taís Araujo como apresentadora, a atriz já deixou alguns spoilers em sua conta no instagram, e de casa postou uma selfie com uma convidada mais que especial, Alcione.
https://www.instagram.com/p/CCcM7U-AzMd
O retorno do programa ainda não tem uma data de lançamento, mas em breve veremos Taís Araujo nas telinhas novamente.
A cantora Rihanna tem uma marca de lingerie, Savage X Fenty, uma grife de roupas, Fenty, e uma empresa de cosméticos, a Fenty Beauty.
A Fenty Beauty é uma marca de cosméticos lançada em setembro de 2017 pela cantora. A marca é popular por sua ampla inclusão em tons de pele e gênero, especialmente sua fundação Pro Filt’R. O lançamento original da fundação incluiu 40 tons, desde que foi expandido para 50.
A Fenty Beauty faz sucesso no mundo todo, mesmo não sendo oficialmente comercializada em todos os continentes. Ou seja, muitos acabam por decidir importar os produtos, sem a possibilidade de comprar em uma loja nacional.
Para que o produto seja comercializado no Brasil, ele precisa ser credenciado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e ser aprovado por este órgão. E, cinquenta produtos da empresa foram registrados no órgão da ANVISA. Assim, este seria o primeiro passo para uma loja Fenty Beauty no Brasil ou o começo das vendas da marca em alguma loja de departamentos, por exemplo.
Além disso, a empresa detentora do registro, Avenue Hoche e a Sephora USA aparece no quadro de sócios neste portal de consultas. O credenciamento dos produtos está válido até 2030 e nenhuma confirmação foi dada.
No julho das pretas o curso “Casa PRETA” ganha sua edição “Mulher negra” o curso que tem como método o modelo de troca entre professores e participantes, tem em sua equipe pesquisadoras negras com pesquisas no campo do racismo e sexismo no Brasil.
A edição que seguirá linhas de pensamentos de nomes como Angela Davis, Bell Hooks, Lélia Gonzalez entre outras referências negras femininas, conterá 12 cursos que discutirão: poesia negra feminina, feminismo, sexismo e narrativas femininas africanas.
Cada aula terá 3 horas de duração e já tem suas datas definidas, mas o material será disponibilizado para a revisitação do aluno durante 30 dias.
O Coletivo Di Jejê é um espaço para produção de conhecimento sobre feminismo negro e a questão racial no Brasil, os interessados no curso podem acessar o site Diaspora Black para mais informações e aquisição.
Nos dias 9 e 10 de julho, acontece a primeira edição do Festival Crossover de Podcasters Negros, organizado pelo podcaster Hector Sousa em parceria com o coletivo Podcasters Negros, grupo que reúne produtores de podcast do Brasil e da diáspora africana.
Segundo a organização, o Festival surge do hiato que a podosfera tem, no que diz respeito à circulação e divulgação de conteúdo produzidos pelos podcasters negros em seus diferentes segmentos e temas: maternidade, cinema, música, comportamento, esportes, política e variedades.
O objetivo do Festival Crossover de Podcasters Negros é estabelecer um espaço de troca entre os diversos podcasts. Por conta do período de pandemia e para abarcar pessoas de todas as regiões, o festival acontecerá on-line através de lives no Youtube no próprio canal do festival.
Live 1 – 09/07 – 19h: Melhores filmes e séries negros
Participantes: Porém preto; Plano sequência; Negro da Semana
Durante nossa vida assistimos muitos filmes e séries, muitos deles nos marcaram e até influenciaram no que somos hoje. Quais são esses filmes e séries criado e protagonizados por pessoas negras? Quais são os melhores filmes e séries negros?
Live 2 – 09/07 – 20h: A influência da música nas nossas vidas
Participantes: Na ponta da língua; HYcast; Lado Black
Em tempos de smartphones, smart tvs e tantos eletrônicos multiusos, em todos eles temos acesso a música, por consequência acabamos utilizando elas em boa parte das nossas atividades. Mas a música está no nosso cotidiano apenas como uma trilha de fundo? Ou ela tem um verdadeiro significado em nossas vidas e molda nossa visão de mundo?
Live 3 – 10/07 – 19h: Família Preta
Participantes: Mães pretas pelo bem viver; Depois da roda
As famílias pretas são as que mais se encontram à margem da sociedade, são as que sofrem com o racismo e preconceito diário. Como essas famílias podem criar uma rede de apoio para lidar com a violência que sofrem. Como educar e ensinar as crianças a lidarem e enfrentarem o preconceito racial, e por vezes social também?
Live 4 – 10/07 – 20h: Quando o Futebol e a Política se encontram?
Participantes: 45 de acréscimo; Santa Melanina; Ogunhê
Por muitas vezes já vimos o futebol sendo usado como artifício político para alguém que está ou quer chegar no poder conquistar o apreço da população. Já vimos também dirigentes de futebol usando contatos e artifícios políticos para ganhar vantagens no jogo. Futebol e política estão interligados? Quando se encontram? Quais as consequências que um pode causar no outro?
Live 5 – 10/07 – 21h: A importância das narrativas negras na ficção
Participantes: O Lado negro da força; Quebradacast
Pessoas negras crescem sem se reconhecer nas obras que consome, seja filmes, séries, desenhos, livros, quadrinhos, etc. É muito comum nos depararmos com o protagonismo branco e personagens negros, quando existem, serem secundários e únicos na trama. Nos últimos anos temos visto uma crescente de obras não só protagonizadas, mas também criada por pessoas negras. Qual a importância de pessoas negros se reconhecerem nas obras que consomem? É significativa essa crescente de obras produzidas por pessoas negras? O negro está ganhando realmente espaço e representatividade dentro da cultura pop? Ou é um movimento das empresas para apenas ganharem dinheiro em cima da ‘diversidade?’
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