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Lourenço Cardoso provoca a academia em obra sobre brancos que usam negros como objetos de estudo

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O historiador e escritor Lourenço Cardoso - Foto: Arquivo pessoal

“A inteligência negra chega na academia, passa a disputar os mercados totalmente pertencentes aos brancos. Os negros possuem, neste caso, maior profundidade e qualidade de maneira geral. Diante disso, ante um provável prejuízo econômico e de prestígio, o branco se protege, esse é o seu movimento, movimento de defesa. Numa disputa justa com o negro ele perderia”. Essa fala é de Lourenço Cardoso, homem negro, Professor do Instituto de Humanidades na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) – Campus de Araraquara.

Cardoso lança o livro “O branco ante a rebeldia do desejo: Um estudo sobre o pesquisador branco que possui o negro como objeto científico tradicional. A branquitude acadêmica. (Volume 2. Curitiba. Editora Appris, 2020). Nessa obra , o acadêmico quer trazer uma reflexão necessária sobre como o negro têm sido assunto de estudos de acadêmicos brancos, que muitas vezes se distanciam da sua branquitude na sua produção científica. “O branco persiste no lugar daquele que vai falar a respeito de tudo, inclusive sobre o negro”, argumenta o professor.

Capa da obra de Lourenço Cardoso

Nossa editora Silvia Nascimento conversou com Lourenço para entender mais sobre branquitude e como muitas vezes as estruturas racistas permanecem até quando o negro é o objeto de estudo de pessoas brancas.

Mundo Negro: Para você o que melhor define a branquitude?

Lourenço Cardoso: A branquitude é um conceito, um termo, uma palavra que tem sido utilizada para pensar, problematizar, os conceitos, os termos as palavras anteriores como, branco, identidade racial. A palavra branquitude antes era praticamente inexistente no nosso vocabulário acadêmico, ativista, popular. Todavia, nesses últimos anos, tem sido mais acionada com usos e sentidos múltiplos. Na verdade, desde sempre, na história desse conceito é colocado que branquitude se refere a uma identidade racial que procurava se ocultar. Por outras palavras, diz respeito a identidade branca, a existência social branca, sua identidade racial lhe confere vantagens simplesmente por ser branco. A branquitude como palavra, conceito, termo tem colocado em tensão o branco, a ideia de branco, a identidade branca. O branco que enquanto grupo ou indivíduo sempre procurou se esquivar da discussão sobre o conflito racial, desviando a atenção do seu lugar na sociedade racializada. A partir da palavra branquitude, na Internet por exemplo, o branco tem sido questionado. Isto gera incomodo porque o branco se encontra no lugar de opressor e explorador no contato racial. O branco ao procurar se silenciar a respeito da questão racial, procura se omitir da sua responsabilidade. É possível observar que o branco fica mais aborrecido quando a crítica dirigida parte do negro e da negra, se a crítica vem do branco, ele aceita melhor, quando vem da comunidade negra considera inadmissível, geralmente. Essa atitude arrogante representa a persistência da mentalidade colonial, um posicionamento de quem ainda se considera superior.

De que forma entender o que é branquitude ajuda no combate ao racismo?

O grupo a pessoa que pratica a ação é o branco nas sociedades racializadas como o Brasil e os Estados Unidos. A estrutura racista traz vantagem para ele. O conceito desigualdade racial significa vantagem para o branco por ser branco. Não somente desvantagem ao negro por ser negro. Numa ótica sistemática a desvantagem negra está relacionada a vantagem branca. Na prática, o conceito, a palavra branquitude problematiza o branco, questiona a pessoa e grupo que obtêm vantagens com a opressão e a exploração racial. O foco exclusivo no negro invisibilizando o branco torna a compreensão do fenômeno difícil. Problematizar somente o negro faz com que as propostas para resolução de conflitos racistas tornem-se ineficientes para uma solução definitiva. Não é o melhor caminho pensar somente naquele que enfrenta a ação, deixando de lado aquele que pratica o ato. No caso a prática de opressão e de exploração racista.

O seu livro volta o olhar para o branco que estuda o negro. A necessidade desse estudo surgiu de alguma inquietação sua?

Foi um caminho natural. O branco cientista estuda o negro, portanto, o negro é seu tradicional “objeto” científico. Durante muito tempo sendo tratado como “coisa”, exatamente isso. O negro e a negra entraram na universidade, no primeiro momento, serão formados pelos brancos, no segundo período, serão formados por negros e por brancos, apesar de que na universidade permanece a hegemonia branca. O negro acadêmico passa a estudar o negro, assim como o branco já estudava. Diante disso, o caminho natural foi olhar para outra direção, olhar o branco, problematizar o branco, não se restringir apenas ao negro, a negra sua história, cultura, etc. Sou produto desse momento de inversão metodológica que foi inaugurado pelo pensador negro Guerreiro Ramos. Uma questão fundamental que se coloca em meu livro é a seguinte? Por que o branco pensa o negro e não pensa em si?

No primeiro momento, a negra e o negro eram formados pelos orientadores brancos. No segundo período já existem orientadores brancos, negros, etc. Desde 1990, a produção acadêmica negra sobre a epistemologia negra, e mais recentemente a respeito do branco, tem se consolidado, existem muitos trabalhos, produções de conhecimentos excelentes. Nessa pauta, o negro e a negra se tornaram os maiores especialistas em regra. Inclusive os orientadores brancos aprenderam sobre a questão negra também a respeito da continente africano quando exerceram a função profissional de orientar jovens e também velhos pesquisadores negros e negras. Um crédito que intelectualidade negra possui que nunca é verbalizada, reconhecida. Qual orientador branco que não foi muitas vezes orientado pelo orientando negro? Qual orientador branco que não aprendeu muito a respeito sobre o que seria o seu tema de pesquisa principal com os orientandos negros e negras?

O qual o cenário dos intelectuais negros nesse contexto?

A inteligência negra chega na academia, passa a disputar os mercados totalmente pertencentes aos brancos. Os negros possuem, neste caso, maior profundidade e qualidade de maneira geral. Diante disso, ante um provável prejuízo econômico e de prestígio, o branco se protege, esse é o seu movimento, movimento de defesa. Numa disputa justa com o negro ele perderia. Logo, o branco faz uso do pacto narcísico, pacto entre brancos para manutenção da vantagem racial, conceito da intelectual negra Maria Aparecida da Silva Bento.

O pacto narcísico opera, o branco chama o branco para espaços de difusão jornalística, cultural, científica, etc., e mantém a vantagem racial do grupo. O branco persiste no lugar daquele que vai falar a respeito de tudo, inclusive sobre o negro. O negro e a negra estão em movimento de choque para quebrar isso, por isso ocorre o aumento da tensão que acompanhamos nas redes sociais e outros meios.

“A cidade negra” (o negro e negra) pode e deve falar academicamente, ou não, a respeito de tudo, não apenas sobre o negro e agora o branco. Isto acontece, já está acontecendo com maior força, os adolescentes e jovens “youtubers” têm executado uma pluralidade temática a respeito do Brasil. Em resumo, a intelectualidade branca realiza um pacto narcísico para defesa dos seus mercados, para não dividirem seus ganhos materiais e simbólicos. Neste caso, estou me restringindo ao aspecto econômico. Para eles, neste caso, o negro persiste somente como objeto de pesquisa e no máximo de consumo para os seus livros sobre questão racial negra ou branca.

Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta, é a única mulher brasileira na lista dos maiores inovadores sociais do ano no mundo

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Adriana Barbosa - Foto: Renato Stockler

Nesta terça-feira (22), a Cúpula de Impacto e Desenvolvimento Sustentável do Fórum Econômico Mundial divulgou a lista dos 22 Inovadores Sociais do Ano no mundo em 2020. Entre os 22 eleitos está Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta e única mulher brasileira a integrar a lista. O evento que acontece tradicionalmente em Nova York durante a Semana do Clima, neste ano foi virtual, reunindo de 21 a 24 de setembro mais de 3.200 participantes de 141 países.

“Os Inovadores Sociais de 2020 representam um novo ecossistema de lideres que estão impulsionando mudanças e transformando organizações e sistemas em direção a um futuro mais justo, inclusivo e sustentável“, afirmou Hilde Schwab, cofundadora da Schwab, ao dar as boas-vindas aos novos membros.

Os inovadores sociais do ano são agentes de mudanças reconhecidos por impulsionar impacto social e ambiental significativo, atuando em comunidades vulneráveis, as mais afetadas pela pandemia. O brasileiro Guilherme Brammer Jr., também integra a lista. A dupla brasileira foi indicada pela Folha, na condição de vencedores do Prêmio Empreendedor Social e do Troféu Grão no ano passado.

“Para que possamos nos enxergar verdadeiramente”: Georgia Niara abre vagas para segunda oficina de autorretrato

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Foto: Reprodução Instagram

No próximo dia 5 de outubro, a artista visual, fotógrafa e trabalhadora do audiovisual brasileiro Georgia Niara dará início a segunda oficina Abebé de Mim: Autoconhecimento baseado em autorretratos. Um projeto que entende o autorretrato como uma ferramenta para acessar nosso autoconhecimento. “Por enquanto a imersão tem como público mulheres racializadas e pessoas de gêneros dissidentes“.

“A intenção desta oficina é que possamos encontrar caminhos para o diálogo saudável entre Eu&Eu, sendo nós o espelho de nós mesmos, utilizando nossa imagem refletida como ferramenta principal do estudo do Eu. Entendendo nossas subjetividades, reconhecendo nossas emoções e os ciclos que nos regem, estabeleceremos conexão de afeto com nós mesmos através do nosso corpo refletido em imagem, compreendendo que somos àquilo que nós temos de mais precioso neste mundo. Para que possamos nos enxergar verdadeiramente, é necessário que olhemos para dentro de nós para colhermos com maestria a nossa verdadeira essência.
Muito longe, além do padrão e da estética que vivemos no mundo internet, é sobre o que só se encontra por dentro
“, explica Georgia Niara.

Conteúdo

O curso abordará as tecnologias ancestrais para promoção da auto cura;
Consciência cenestésico corporal;
Ciclicidade;
Conceitos básicos de fotografia;
Conceitos básicos de direção de arte.

Serviço

As inscrições devem ser feitas até o dia 3 de outubro via direct no Instagram @georgianiara_
Investimentos:
Social R$30,00
Ideal R$50,00

Grupo Mulheres do Brasil, de Luiza Trajano, realiza Fórum de Igualdade Racial pelo Youtube

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O Comitê de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil realiza, nessa terça-feira (22), às 19h, o VI Fórum de Igualdade Racial, pelo canal do YouTube, respeitando o momento de distanciamento social.
Mesmo on-line, o evento não perde sua força na discussão de temas que são tão caros para a sociedade: a inclusão racial no mundo corporativo, o protagonismo negro e o antirracismo.

“O Grupo Mulheres do Brasil tem como um de seus pilares combater a desigualdade racial, reconhecendo a dívida histórica e a injustiça racial“, afirma Eliane Leite, uma das líderes do Comitê de Igualdade Racial e organizadora do Fórum.

E para debater o tema, o VI Fórum de Igualdade Racial convidou CEOs, artistas e sociedade civil para propor soluções rumo a uma sociedade antirracista e antidiscriminatória. Durante o evento, o Comitê de Igualdade Racial apresentará ações concretas que estão sendo implantadas para reduzir essa desigualdade.

Na programação estão previstas a presença de importantes e representativos espaços de fala como Lázaro Ramos (ator e escritor), Tais Araújo (atriz), Theo van der Loo (CEO Bayer), Rachel O. Maia (CEO e executiva Executiva de Varejo), Rejane Santos (Líder Comunitária de Paraísópolis), Caio Maia (jornalista e empreendedor), Marcelo Melchior (CEO Nestlé), Mauricio Barros (CEO DHL), Jean Jereissati (CEO Ambev), Luiza Helena Trajano (Presidente do Grupo Mulheres do Brasil).

Realizado anualmente, o Fórum de Igualde Racial é um espaço, acima de tudo, de diálogo. “Nosso objetivo é contribuir para a conscientização da importância de aumentarmos a diversidade nas posições de liderança na sociedade brasileira“, explica Elizabete Scheibmayr, também uma das líderes do Comitê de Igualdade Racial.

Além dos painéis, haverá duas performances musicais com as participações do coral Zumbi dos Palmares e da cantora Sarah Roston.

Segundo Marisa Cesar, CEO do Grupo Mulheres do Brasil, o Fórum de Igualdade Racial é um importante espaço de diálogo, assim como as diversas ações de conscientização sobre o racismo estrutural que o grupo vem realizando. “Combater o racismo está entre nossas prioridades. A transformação e justiça social necessariamente passa igualdade racial“, enfatiza.

Diego Mouro, Lídia Viber, Daiara Tukano e Robinho Santana estão no Circuito Urbano de Arte

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O Diego Mouro, autor de um painel em homenagem a Mandela, foi vencedor da convocatória do CURA

A 5ª edição do Cura – Circuito de Arte Urbana acontece entre os dias 22 de setembro e 04 de outubro em Belo Horizonte. Desta vez, serão pintadas 04 empenas no hipercentro da cidade, que também receberá outras intervenções artísticas. Por conta da pandemia, o restante da programação acontece exclusivamente online.

Neste ano, o festival convidou duas artistas para compor a comissão curadora: Arissana Pataxó, de Coroa Vermelha – Cabrália, e Domitila de Paulo, de BH. Elas, juntamente com as criadoras do festival – Janaína Macruz, Juliana Flores e Priscila Amoni – são os nomes por trás de tudo. O festival defende a resistência através da arte e cuidado com as pessoas, afetos e natureza e decide por uma curadoria que se aprofunda em um Brasil que não é somente urbano, trazendo artistas de diversas regiões e por isso com perspectivas estéticas diversas no seu lineup de obras públicas e também na Galeria CURA. É urgente ouvir as vozes que apontam outros caminhos.

Na Rua

Diego Mouro (São Bernardo do Campo/ SP) – o selecionado da convocatória promovida pelo festival – Lídia Viber (Belo Horizonte/MG), Robinho Santana (Diadema/SP) e Daiara Tukano (São Paulo/SP) são os artistas responsáveis pelas artes nas empenas dos edifícios Almeida, Cartacho, Itamaraty e Levy respectivamente. Todas visíveis da rua Sapucaí, bairro Floresta, consolidando o Mirante CURA na rua Sapucaí com 14 murais gigantes.

Bandeiras produzidas pelos artistas Denilson Baniwa (Bercelos/AM), Randolpho Lamonier (Contagem/MG), Célia Xakriabá (São João das Missões/MG), Ventura Profana (Salvador/BA) e Cólera e Alegria (diversos/Brasil) serão instaladas no antigo prédio da Faculdade de Engenharia da UFMG. A obra também será vista do Mirante CURA.

Programação

Toda a programação virtual do Cura 2020 é gratuita e acessível. Uma programação diversa, que discute a atualidade e traz nomes em destaque no cenário nacional, entre eles Preta Rara, rapper e arte-educadora, importante nome do feminismo negro brasileiro e Ailton Krenak, uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro.

28/09 – segunda-feira, 19h30

Bate Papo – Imaginar caminhos: ocupando o mercado de arte contemporânea 

Convidados: Thiago Alvim e Comum, artistas e idealizadores do JUNTA; Cristiana Tejo, curadora e uma das idealizadoras do Projeto Quarantine; Micaela Cyrino, artista visual e integrante da Nacional Trovoa. 

Mediação: Fabiola Rodrigues, MUNA – Mulheres Negras nas Artes

29/09 – terça-feira, às 19h30

Bate Papo – Transformando, ocupando e criando novas narrativas: os olhares de artistas, curadores e pesquisadores contra o colonialismo sobre suas produções

Convidadas: Nathalia Grilo Cipriano, pesquisadora de cultura e cosmovisões negro-africanas, editora da revista digital diCheiro; Ventura Profana, escritora, cantora, performer e artista visual; Sandra Benites, antropóloga, arte-educadora e curadora-adjunta do MASP – Museu de Arte de São Paulo.

Mediação: Luciara Ribeiro, educadora, pesquisadora e curadora independente.

30/09 – quarta-feira, às 19h30

Aulão – O hip-hop resiste

Com Preta Rara, rapper, historiadora, turbanista, e influenciadora digital.

01/10 – quinta-feira, às 19h30

Bate Papo – Arte e Vida, Arte é Vida

Covidados: Maurinho Mukumbe, ferreiro; Ibã Hunikuin (Isaías Sales), txana, mestre dos cantos na tradição do povo huni kuin e pintor. Integra o coletivo MAHKU – Movimento dos Artistas Huni Kuin; Bordadeiras do Curtume (Vale do Jequitinhonha).

Mediação: Célia Xakriaba, professora e ativista indígena

02/10 – sexta-feira, às 19h30

Aulão – A Vida não é útil

Com Ailton Krenak, líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro. É considerado uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro, possuindo reconhecimento internacional.

Galeria de Arte Virtual

A Galeria de Arte CURA vai funcionar no site www.cura.art durante o período do festival com mais de 30 artistas de todo o Brasil, que terão suas obras expostas e disponíveis para compra. Entre eles artistas que já participaram de outras edições do CURA ou participam desta edição como Thiago Mazza e Davi DMS (Cura 2017), Criola (Cura 2018), Luna Bastos (Cura 2019) e Diego Moura (Cura 2020) e artistas contemporâneos entre eles Heloísa Hariadne (São Paulo/SP); Mulambö (Saquarema/RJ), Alex Oliveira (Jequié/BA) e Luana Vitra (Belo Horizonte/MG).

Emmy 2020: Ron Cephas Jones levou o prêmio de Melhor Ator Convidado em Série de Drama, por This is Us

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Reprodução/Internet

O ator Ron Cephas Jones que interpreta o querido vovô William em “This is us” foi o vencedor da categoria de Melhor Ator Convidado em Série de Drama”.

Ron foi nomeado 4 vezes pela sua participação na série de sucesso da NBC e levou o prêmio 2 vezes, em 2018 e na edição deste ano.

“#ThisIsUs está se sentindo tão grata por William ter entrado em nossas vidas. Parabéns, @cephasjaz“ Parabenizou a conta oficial da série.

Reprodução/Instagram

“Melhor pai biológico fictício! Parabéns, @cephasjaz“, parabenizou Sterling Kbrown que interpreta Randall o filho de William

Além da sua premiação, o Ron foi um dos assuntos mais falado do Emmy 2020 por outro motivo. Pois, com a premiação da sua filha Jasmine Cephas Jones que levou o prêmio de melhor atriz em série de comédia curta ou de drama eles se tornaram os primeiros pai e filha a serem premiados na mesma edição.

Reprodução/Instagram

O ator de This Is Us falou sobre sua premiação e a da sua filha: “Ganhar outro Emmy é a cereja do bolo, mas ver minha filha progredir e estar neste lugar em que ela ganhou um Emmy está além das palavras. Ron disse emocionado.

“Para ser honesto com você, eu choro sempre que penso nisso, o ponto alto de toda esta jornada é fazer com que minha filha siga nossos passos e se torne bem-sucedida, feliz e saudável. Esse é o sonho de qualquer pai” . Ele completou.

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ID_BR promove Fórum e Prêmio “Sim à Igualdade Racial” com exibição no Multishow

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O Instituto Identidades do Brasil promove no próximo dia 10 de outubro, a partir das 10h, o Fórum e o Prêmio “Sim à Igualdade Racial”. Organizado anualmente pelo Instituto, o primeiro tem o objetivo de discutir a empregabilidade negra, criando debates, apresentando tendências e trajetórias profissionais para inspirar soluções. Já a premiação busca reconhecer os principais nomes e instituições que atuam em prol da igualdade racial no Brasil. Os dois eventos terão formato virtual e serão exibidos em sequência no Facebook e canais digitais do ID_BR. O Prêmio “Sim à Igualdade Racial” também terá exibição no Multishow, a partir das 17h.

“Estamos unindo o Prêmio e o Fórum pela primeira vez na história do ID_BR, pois entendemos que seria uma grande oportunidade de desenvolver ações em formatos diferentes para conscientizar e engajar ainda mais organizações e sociedade em prol da igualdade racial. O Prêmio é uma forma de homenagearmos os agentes dessa mudança no Brasil, que são exemplos de engajamento, comprometimento e influência na causa. Já o Fórum é uma oportunidade de discutirmos mais a fundo as questões raciais dentro do mercado de trabalho divulgando vagas de emprego, programas e posicionamentos corporativos relativos à promoção da igualdade racial, aproximando empresas que intencionalmente querem atrair este público por entender que sem ele não conseguirão avançar em um país de maioria negra. Serão, no total, oito horas de conteúdo. E toda e qualquer pessoa poderá ter acesso aos dois eventos através dos nossos canais digitais”, afirma Luana Génot, Diretora-Executiva do ID_BR.

Para aproveitar o ineditismo, o ID_BR, em parceria com a agência Ogilvy, inspirado no conceito desenhado por Elísio Lopes Jr., optou por criar uma mesma narrativa para os dois eventos, inspirada no movimento Griô, tradição oral de diversos povos africanos, que é a transmissão de vivências e saberes culturais de uma comunidade. Através dos chamados contadores de história, a ideia é mostrar da tradição à contemporaneidade, se apoiando em saberes e conectividade, em um formato dinâmico e divertido para comunicar diretamente aos jovens e marcas empregadoras. O Fórum será transmitido do estúdio OtaLab, enquanto o Prêmio do Teatro Riachuelo, e ambos os cenários vestirão o afrofuturismo para dialogar com a tradição e sabedoria Griô, no Prêmio representados por Antônio Pitanga e Isabel Fillardis, em performances artísticas, e com depoimentos de Helena Theodoro e Zulu Araújo. A captação e edição de imagens do Prêmio ficará por conta do Multishow, já a edição do Fórum será realizada pela Play 9, empresa de conteúdo digital comandada pelo influenciador Felipe Neto e pelo jornalista João Pedro Paes Leme. 

Fórum “Sim à Igualdade Racial”

Com foco em profissionais negros e marcas que dialogam com a causa racial, o Fórum também poderá ser acompanhado pelo Facebook e canais digitais do ID_BR, a partir das 10h, e será dividido em três atividades:

– Painéis de Debates: rodas de conversas, com tempo médio de 40 minutos por painel, que abordarão diversas temáticas, como a saúde da população negra em tempos de pandemia, liderança responsável, saúde financeira da mulher negra, entre outros. 

– Oráculos: exposição de ideias, performances e palestras com o objetivo de inspirar e mostrar possíveis caminhos sobre como construir uma história de sucesso.

– Trampa Comigo: ação em parceria com a 99 Jobs em que empresas parceiras e patrocinadores mostram para profissionais negros os benefícios de se trabalhar nas instituições. É uma inversão do que geralmente acontece nos processos de seleção: no Fórum quem define onde quer trabalhar é o candidato e os interessados poderão se inscrever para as vagas via QRCode.

Com apresentação de Ícaro Silva e Dandara Mariana, durante a transmissão do Fórum, o público ainda poderá assistir pocket shows com Késia Estácio, Rico Dalasam e da Banda Black Pantera. O evento conta com direção artística de Shirlene Paixão e orientação de direção de Dani Gleiser. 

O Fórum conta com o patrocínio de Bradesco, Itaú e Renner, como cotistas prata, Ambev, BMS, DSM, EF, Ifood, O Boticário, P&G e Suzano, como cotistas bronze, e o apoio da BMW Foundation Herbert Quandt e do Consulado Americano.

Prêmio “Sim à Igualdade Racial”

O Prêmio é uma celebração da arte negra. Apresentado por Lellê e Ludmilla, o evento conta com O Boticário como cotista premium e será exibido a partir das 17h, no Facebook e canais digitais do ID_BR e na TV, pelo Multishow, intercalando momentos gravados no Teatro Riachuelo e outros produzidos remotamente. O teatro e a dança negra estarão em cena, a música fica a cargo de convidados especiais em performances exclusivas, entre eles Iza, Martnália, Margareth Menezes, Rosa Maria Calling, entre outros. O espetáculo contará ainda com uma roda virtual de convidados entre eles Thelminha Assis, Babu Santana, Flávia Oliveira, Rodrigo França, Mc Sophia, Luís Miranda, entre outras personalidades negras. A direção musical é de Zé Ricardo, o  roteiro final e a direção artística de Elísio Lopes Jr.

Com 11 categorias divididas entre os pilares de educação, empregabilidade e cultura, a premiação reconhece pessoas, empresas e organizações que são agentes da mudança na questão da igualdade racial. As indicações aconteceram nos meses de janeiro e fevereiro de 2020 e o Instituto recebeu mais de 16 mil nomes e projetos, mas, o Prêmio, que aconteceria presencialmente no mês de maio, precisou ser adiado por conta da pandemia. 

Os vencedores serão escolhidos por um conselho julgador formado por nomes como o advogado Silvio Almeida, a jornalista Flávia Oliveira, o chef João Diamante, a publicitária Samantha Almeida, o apresentador Luciano Huck, a VP de marketing da Pepsico Daniela Cachich, as atrizes Regina Casé e Patrícia Pillar, entre outros. Os ganhadores receberão em casa suas estatuetas, que levam a obra “Mad World”, de Vik Muniz. 

Além de O Boticário, o Prêmio “Sim à Igualdade Racial” tem como parceiros a Oreo e Pepsico, com a cota ouro; Coca-cola, Citi e Suzano com a prata; Aegea, BMS, Cisa Trading, EGCN, Extra/Instituto GPA, Farm, iFood, Ipiranga, Metrô, Ogilvy, Takeda, Ambev e Unisuam, com a bronze. 

Para obter mais informações sobre os dois eventos, assim como perfil completo dos indicados e agenda de palestras e debates, acesse: http://simaigualdaderacial.com.br/site/

https://www.instagram.com/p/CFZ5MyZplts/

Kristal Hansley é a primeira mulher negra a lançar uma empresa de energia solar

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Foto: Reprodução

Determinada a ajudar famílias de comunidades carentes que enfrentam problemas com contas de serviço público altas, a empresária e defensora do uso da energia solar Kristal Hansley lançou a WeSolar a primeira empresa de energia solar comunitária comanda por uma mulher negra.

A empresária que liderou por um bom tempo a política de assuntos comunitários no escritório da congressista Eleanor Norton. Disse ter entendido como “A energia solar poderia reduzir efetivamente o custo da eletricidade para as famílias” e então passou a se envolver no mundo da comunidade solar.

Hansley já tinha contato com assuntos envolvendo energia solar quando trabalhou para uma companhia regional em Maryland. E ao acompanhar o impacto positivo desta energia na vida de pessoas negras e baixa renda decidiu criar sua própria companhia. Que beneficiará especificamente famílias de comunidades como Baltimore.

Sabendo que pessoas negras de Baltimore têm enfrentado problemas em obter uma parcela justa de energia do governo, Hansley garantirá que pessoas negras e pobres tenham acesso aos benefícios trazidos pela energia solar, e a redução de gastos com as contas de luz são um deles.  

Kristal é a primeira mulher negra a frente de uma companhia de energia solar. Por isso visa desestabilizar a indústria, que hoje é majoritariamente comandada por homens brancos. Embora recente, a “WeSolar” tem crescido rapidamente sendo a única a oferecer energia solar a preços acessíveis e priorizando comunidades carentes. 

Emmy 2020: Tyler Perry recebe o prêmio Governors e conta emocionante história sobre a colcha de sua avó

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Na 72ª edição do Emmy, que aconteceu na noite deste domingo (20), Tyler Perry recebeu um prêmio especial de reconhecimento pela sua carreira. A estatueta de ‘Governors‘, que reconhece realizações extraordinárias ou cumulativas: “Isso é incrível”, disse ele.

Leia também: Emmy Awards 2020: Confira o que rolou na noite mais importante da TV norte americana

Ao receber o prémio, Tyler fez um discurso sincero que ligou uma história sobre a sua avó às experiências de vida dos afro-americanos. O ator expandiu a metáfora central de uma colcha ao aceitar o prêmio anual, que homenageia um indivíduo ou organização que fez um trabalho “excepcional” na televisão que transcende as categorias tradicionais do Emmy.

Os homenageados anteriores incluem Star Trek (2018), a empresa de televisão ITVS (2017), American Idol (2016) e A + E Networks (2015). indivíduos como Norman Brokaw, Marian Dougherty e Sheila Nevins também receberam o prêmio. Nenhum Prêmio Governadores foi entregue em 2019.

“Isso é incrível, eu não esperava me sentir assim”, começou Perry. Ele então contou a história de sua avó que lhe deu uma colcha feita à mão quando ele saiu de casa aos 19 anos. Perry não ligou para isso, disse ele; na verdade, ele estava “bastante envergonhado com isso. Eu não via nenhum valor nisso … Eu não tinha respeito por esta colcha.” Mas um dia, ele passou por uma loja de antiguidades e viu uma colcha igual à que sua avó lhe dera. Ele descobriu que uma mulher que foi escravizada havia feito uma colcha semelhante para refletir suas experiências de vida: “uma parte era de um vestido que ela estava usando quando descobriu que estava livre, outra parte era de um vestido de noiva”. Perry lembrou. “Ao ouvir essa história, fiquei muito envergonhado”, acrescentou. “Aqui estava eu, uma pessoa que se orgulha de celebrar nossa herança, nossa cultura, e eu nem reconheci o valor da colcha da minha avó. Eu descartei seu trabalho e sua história”.

“A história se aplica de forma mais universal, disse ele, porque “quer saibamos ou não, estamos todos costurando nossas próprias colchas com nossos pensamentos, nossos comportamentos, nossas experiências e nossas memórias”. Perry, o diretor por trás de 22 filmes, 13 programas de televisão e 20 peças de teatro, então se lembrou de como sua mãe, na colcha de sua própria vida, não poderia ter imaginado suas realizações até o momento. “Estou aqui esta noite para agradecer a todas as pessoas que estão celebrando, que sabem o valor de cada remendo, cada história e de cada cor que compõe esta colcha que é o nosso negócio, esta colcha que é a nossa vida, esta colcha que é a América “, disse ele. Não havia remendos que representassem os negros na televisão. Mas, na minha colcha, o neto dela está sendo homenageado pela Academia de Televisão”.

Perry aceitou o desafio dos meios de produção durante a COVID-19 no Tyler Perry Studios de Atlanta ao criar um modelo de “Camp Quarantine” para segurança no set. O método de produção, que Perry usou para reiniciar a produção em seus programas exige que os atores se isolem antes da produção, permaneçam no campus dos estúdios durante a produção e sejam testados na chegada, passem quatro dias em produção e realizem o testes novamente antes de sair.

A espera valeu a pena: Novo álbum de Alicia Keys conquista a crítica especializada

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Alicia em sessão de fotos para o álbum ALICIA.

Finalmente, ele saiu. O sétimo álbum de estúdio de Alicia Keys foi lançado na ultima sexta-feira dia 18. A principio, seu lançamento estava marcado para o dia 20 de março, entretanto, como tudo esse ano, precisou ser remanejado devido a pandemia de Covid-19. Os fãs então ficaram ansiosos para ouvir o lançamento no dia 15 de maio, quando mais um balde de aguá fria foi derramado sob suas cabeças: Uma nova data foi marcada para o lançamento: dia 18 de setembro.

Entretanto, se para os fãs a situação não era confortável, tampouco era para Alicia que precisou enfrentar um vazamento ilegal do álbum na internet poucos dias antes de seu lançamento oficial nas plataformas digitais, e também em formato físico já que para quem gosta o novo trabalho da cantora está sendo lançado em CD e vinil.

Enquanto esperávamos para ouvir o disco completo, Alicia nos presenteou com alguns singles do projeto como Good Job, onde os profissionais na linha de frente da quarentena são homenageados, Perfect Way To Die que fala sobre violência policial, além de canções como Underdog, Love Looks Better, e a dançante Time Machine.

Outro ponto alto do novo álbum da nova iorquina, são as participações especiais. Ela conseguiu reunir um time que conta com nomes como Miguel (na faixa Show Me Love), Khalid (na faixa So Done), Jill Scott, Sampha, Tierra Whack, Diamond Platnumz e Snoh Aalegra. Mais uma vez, Alicia nos mostra ser uma artista completa. Ela co-escreveu todas as 15 faixas do álbum ”Alicia”, e co-produziu 10 delas.

O álbum que foi lançado sob o selo da gravadora RCA, recebeu avaliações majoritariamente positivas da critica especializada. ”Este é um álbum que brilha com calor e otimismo cauteloso do início ao fim.”– reconheceu a revista NME. Já a revista Slant afirma que ”Alicia é ao mesmo tempo seu álbum mais acessível e inovador em anos.” Quem também não economizou elogios, foi a Slant Magazine. Em sua avaliação do álbum, a publicação diz: ”Um álbum perfeitamente equilibrado que combina com sua vibe recém-descoberta como uma mulher pronta para dizer a verdade. Este álbum é uma nota de que coisas boas vêm para quem espera.”

O álbum, ira ganhar um turnê de divulgação (antes prevista para esse ano), mas que agora acontecerá em 2021, com datas já marcadas entre 3 de junho e 21 de setembro em diversos países da Europa e cidades norte-americanas. Ainda não se sabe se a turnê ganhará novas datas e lugares, incluindo o Brasil.

Vale lembrar que São Paulo é a cidade no mundo que mais ouve Alicia Keys no Spotify, com mais de 341 mil ouvintes mensais. E a segunda cidade que mais a assiste no Youtube, com 837 mil visualizações por mês.

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