Cantor, André Muato começou a estudar música, quando tinha 13 anos e segue fazendo shows e trabalhando com arte desde os 14 anos. Recentemente, após ser premiado pela música do espetáculo Oboró – Masculinidades Negras, ele lançou seu primeiro single autoral em parceria com Isabel Fillardis.
E, nesta sexta-feira (4) Muato lançou o projeto “AfroLove Songs ou A Canção Urbana de Amor Político”. Muato apresenta sua Música Urbana através de canções de amor dentro do contexto social vivido pelas pessoas pretas. Com uma linguagem própria que dialoga com o universo do Hip-hop e da Música Brasileira. Até o final do ano o artista lançará um total de três músicas dessa série.
A conexão com o público se dá por meio da poesia urbana carregada de elementos do cotidiano, da contemporaneidade e da sonoridade que mescla desenhos melódicos da canção brasileira e R&B com a mensagem direta e sagaz da linguagem do RAP em um mesmo universo criativo.
“Disputa” é a música de abertura dessa série de AfroLove Songs. É uma resultante do amor pós tragédias que se tornaram cotidianas.
Quatro anos após ter sido vitima de racismo, a trabalhadora Luanna Efigenia de Sousa Teofilo foi condenada a pagar indenização no valor de R$ 12.000 (Corrigido: R$ $ 15.185,62) a uma empresa por um post na rede social profissional LinkedIn onde Luanna faz alusão ao caso de racismo ocorrido dentro de uma empresa de comunicação americana com filial em São Paulo em 2016. A condenação foi deferida pela juiza Isabel Cristina Gomes da 16ª Vara Trabalhista de São Paulo.
A companhia acusa a trabalhadora de ter relacionado uma notícia sobre racismo com um fato acontecido na empresa em um post na rede focada no mundo das empresas e carreiras. Na época dos fatos, a funcionária fez uma denúncia criminal e administrativa. A empresa e a autora do fato o qual foi acusado de racismo, já haviam processado a funcionária outras duas vezes pelo mesmo motivo.
O caso
Em 2016, Luanna Teofillo trabalhava como Business Developer em uma empresa de comunicação americana com filial em São Paulo. Estava no período de experiência na empresa quando trançou seus cabelos num estilo chamado de box braids, tradicional de culturas pretas. Quando a gerente geral voltou de licença e notou o cabelo da funcionária, diante de toda a equipe, deu ordem para que ela tirasse as tranças: “Eu não vou aguentar. Tira isso!”. A funcionária denunciou ao RH da filial e da sede no exterior no que passou a ser discriminada e humilhada pela sua gerente geral em diversas ocasiões, e que finalmente culminou na sua demissão e uma peleja judicial que já dura quatro anos.
Em uma das sentenças de um dos processos impetrados pela gerente da empresa, onde pedia 50 mil reais por danos morais e retratação pública, diante da afirmativa da autora confirmando que o fato havia ocorrido, o juiz da 25º vara de São Paulo julgou improcedente o pedido garantido a liberdade de expressão da ré baseado em fato verdadeiro. Abaixo trechos da sentença cível:
Depois de dois processos julgados improcedentes, na terceira tentativa no foro trabalhista, a empresa conseguiu condenar em primeira e segunda instância a trabalhadora a pagar indenização no equivalente a 2,800 dólares por ter denunciado publicamente a situação de racismo que sofreu dentro da empresa. A companhia é tradicional na indústria da comunicação corporativa com mais de 80 anos e escritórios em diversos países.
Essa condenação é importante, não apenas pelo impacto da opressão judicial e financeira na vida da trabalhadora que desde de 2016 arca com honorários advocatícios, custas processuais, sucumbência e agora indenização, mas pelos efeitos sociais que esse tipo de jurispridência causa nos tribunais e na sociedade como um todo. Há poucos meses, uma juiza fundamentou uma decisão “em razão da raça” na condenação de um réu acusado de roubo e uma jovem preta ficou presa por mais de uma no por te sido erroneamente reconhecida pelo seu cabelo.
Há alguns anos atrás o cabelo loiro descolorido era extremamente marginalizado. O motivo? Amplamente utilizado por corpos pretos e periféricos, tanto que recebeu a alcunha de “loiro pivete”.
“Super Sayajin” diziam, entre memes, deboches e enquadros policiais aos indivíduos que adotavam essa estética o cabelo descolorido se projetou e ganhou hype, a moda periférica chegou ao asfalto e ao instagram de grandes influenciadores brancos, artistas e profissionais da moda. De repente o “loiro pivete” invadiu salões, cresceu no mercado e se tornou objeto de desejo e consumo, virando figura carimbada na classe média alta brasileira.
Nada incomum, aconteceu o mesmo com o “risco” na sobrancelha, a cultura dos paredões, o funk, e em tantos outros exemplos possíveis de se enumerar numa rápida reflexão de cinco minutos…
Já as pessoas pretas, aquelas para quem se endereçavam os memes e o racismo, continuaram sendo marginalizadas e demonizadas. De novo, nada incomum.
O debate sobre apropriação e como membros de uma cultura dominante incorporam elementos de grupos oprimidos é antigo e extenso. No nosso caso a premissa continua sendo a mesma: O que é criado na favela é objeto de desprezo até ser incorporado, virar moda e tendência em rostos, corpos e espaços brancos. Amam a cultura preta mas odeiam gente preta.
O rapper norte americano de 32 anos, não lançava um disco novo desde 2017 (quando lançou dois). O álbum vem como uma segunda parte de ”Detroit”, sua Mixtape de 2012, lançada como uma carta de amor para sua cidade natal. Sean, convocou um elenco de peso para participar de seu novo lançamento. Detroit 2 conta com participações especiais de Stevie Wonder, Erykah Badu, Travis Scott, Diddy, Ty Dolla $ign, Jhené Aiko entre outros. Quem assina a produção executiva é Kanye West e Hit-Boy.
Durante uma entrevista para o site Vulture, Big Sean contou que tem meditado sete dias por semana durante a quarentena, e que isso tem ajudado a se conectar com ele mesmo. ”É como carregar seu telefone. É como acordar com a carga completa, em vez de acordar com o telefone desligado.”, declarou. O artista também comentou como tentar forçar a criatividade pode causar ansiedade, e como isso estava o destruindo, pois uma vez que a ansiedade começa a transbordar ela se transforma em depressão. Quando questionado sobre um Tweet que fez dizendo “NÃO FINGE ESTAR BEM QUANDO VOCÊ NÃO ESTÁ!”, o rapper comentou sobre a mudança positiva no comportamento do homem negro ao longo dos anos. Ele lembrou de como seu avô, apesar de ser uma pessoa incrível, era frio e seco, não demonstrava emoções. Seu pai, já era mais expressivo, mas passou sobre muitas coisas das quais nunca falou. O artista declarou que fazer terapia é algo do qual ele se orgulha muito, e que isso inspirou seu pai a fazer o mesmo.
Big Sean, diz estar cem por cento feliz com o resultado final de seu novo álbum, mesmo que ele tenha demorado mais do que o esperado. Para ele, gravar Detroit 2 foi como voltar as origens de uma maneira muito profunda. O rapper declarou estar inspirado para continuar produzindo e que não deve ter outro hiato de três anos na carreira. Detroit 2 está disponível agora mesmo para download digital e streaming, e você pode ouvir agora mesmo.
Em maio deste ano, o site da produtora Film 45 dizia: “Em breve: Um olhar na vida pessoal e profissional de Rihanna. Dirigido por Peter Berg”. Dando a entender que um documentário sobre Rihanna estava sendo produzido.
Agora, o site da produtora revelava que existem mais de 1200 horas de material gravado. Recentemente, o diretor, Peter Berg, conversou com o site Collider e deu uma posição sobre o lançamento do projeto: “O documentário sobre Rihanna é algo em que venho trabalhando com ela há quase quatro anos. A Amazon vai lançá-lo no verão do próximo ano, esperançosamente em torno do 4 de julho. Foi uma jornada realmente épica, os últimos quatro anos com ela.”
Berg disse que a dificuldade é terminar o projeto por conta de todos os lançamentos que a cantora de está envolvida com as várias empresas dela. Assim, tudo vira material para a produção:
“Ela é uma mulher notável, que todos os dias parece crescer e se ramificar em novos negócios e novos empreendimentos a um ritmo que é quase difícil de acompanhar. Então, toda vez que pensamos que vamos terminar o filme e lançá-lo, ela faz algo como começar uma linha de moda como Fenty, ou sua linha de lingerie, ou sua linha de cuidados com a pele.”
A produção deve ser lançada pela Amazon, podendo chegar aos cinemas, canais de TV e ao streaming Prime Video.
O atleta Ângelo Assumpção desabafou em suas redes sociais sobre diversas situações de racismo que sofria no seu antigo clube E.C.PINHEIROS. Um dos maiores nomes da ginástica brasileira atualmente se encontra desempregado.
Relembrando os momentos mais difíceis de sua carreira no clube E.C PINHEIROS Ângelo mencionou 2015, -o ano em que conquistou ouro na Copa do Mundo de Ginástica Artística em São Paulo- mas que foi apagado por lembranças da publicação de um vídeo em que era vítima de racismo nas redes sociais, pelos seus então colegas de equipe. Ângelo era o único atleta negro da seleção
“Seu celular quebrou: a tela quando funciona é branca… quando ele estraga é de que cor? “, perguntou Nory aos risos. “Preto!”, respondeu outros atletas brancos. (…) O saquinho do supermercado é branco… e o do lixo? É preto!” No vídeo, Ângelo aparece constrangido e o caso repercutiu na internet o que levou Nory a deletar o vídeo e pedir desculpas.
Em recente entrevista ao Metropoles Assumpção falou sobre o vídeos “Toda a minha história de vida foi comparada com lixo, inferior ou algo quebrável. Isso não é fácil de lidar.” Disse Ângelo
Após 16 anos no clube, em entrevista para a UOL esportes Ângelo contou que saiu de lá em 2019 pelas portas dos fundos, segundo o atleta “Como se fosse um marginal”.
O clube alegou que Ângelo teria passado por cima dos técnicos ao levar os casos de racismo constante que sofria à diretoria.
“Desde pequeno aqui em casa eu aprendi uma lição: em qualquer atividade eu teria de ser três vezes melhor para ser reconhecido. E assim foi a minha carreira até agora. Só que há momentos em que é cansativo ter que mostrar o nosso valor a toda hora”, lamentou.
Atualmente, 11 meses após sua demissão, amigos e familiares do atleta levantam campanha para que outros clubes contratem Ângelo, que está entre os melhores ginastas do Brasil com um excelente currículo.
– Campeão da Copa do Mundo de Ginástica Artística – 3 vezes campeão Sul-Americano – 6 vezes campeão Brasileiro – 6 vezes campeão Brasileiro por equipe
Campanha de apoio
Indignados com a falta de oportunidade de Ângelo, artistas, atletas e intelectuais criaram uma campanha exigindo apoio dos clubes e das marcas para o ginasta.
Juntos eles produziram o vídeo que você pode assistir abaixo.
Com a missão de democratizar os estudos culturais, ensinar, formar e qualificar profissionais na área artística, chega ao mercado a Escola Nacional das Artes – a primeira escola online de artes do Brasil. Com um Sistema de Ensino exclusivo, a Escola conta com uma plataforma de streaming que permite a qualquer pessoa no mundo se conectar para assistir às aulas gravadas em vídeo, quando quiser e por onde quiser (computador, celular, tablets etc).
Um dos idealizadores e fundadores da escola é o produtor e empresário Caio Bucker, atuante há mais de 12 anos no mercado artístico e com produções de sucesso (como “Ícaro and The Black Stars”, com Ícaro Silva; e “Parem de Falar Mal da Rotina”, com Elisa Lucinda). Ele aposta na experiência digital como uma forma de acessibilidade aos iniciantes, profissionais da área ou apenas aos amantes dela. “O mundo online vem crescendo cada vez mais, e nesse momento de isolamento social tornou-se necessário. A companhia das pessoas em casa é justamente a arte e o entretenimento, como séries e lives de shows e peças. Os cursos online, além de entreter, vão ensinar e qualificar”. Por ser online, a escola oferece amplo alcance ao ensino de excelência para todo o país e até para todo o mundo. “A partir de conteúdos bem elaborados e inéditos, podemos tirar a ideia de que os cursos online são caça níqueis e que a escola pode contribuir muito no ensino das artes.” Conclui.
Rodrigo França foi convidado a ministrar o curso de Teatroda Escola, e oferece uma experiência para o exercício de interpretação para atores iniciantes e profissionais, possibilitando um mergulho na história do teatro e análises de obras teatrais e de sua recepção, além da relação com diversos processos de criação da cena contemporânea. Ator, diretor, dramaturgo, articulador cultural e artista plástico, começou a carreira em 1992 e já trabalhou em 42 espetáculos como ator e 8 como diretor. Foi o vencedor do Prêmio Shell de Teatro 2019 na categoria “Inovação”, e no 18º Prêmio Questão de Crítica, ambos pelo trabalho no Coletivo Segunda Black, onde é cocriador e curador. Dos trabalhos mais recentes como diretor, destacam-se “Oboró – Masculinidades Negras”, “O Amor como Revolução”, “Yabá – Mulheres Negras” e “Enlaçador de Mundos”. Escreveu os livros “O Pequeno Príncipe Preto” e “Confinamentos & Afins – o olhar de um homem negro sobre resistência e representatividade”, e já expôs suas pinturas no Brasil, Estados Unidos e Portugal. Atua também como pesquisador, consultor e professor de direitos humanos fundamentais, sendo ativista pelos direitos civis, sociais e políticos da população negra no Brasil.
Os cursos podem ser adquiridos através do site da Escola (https://www.escolanacionaldasartes.com.br/). As aulas são gravadas e ficam disponíveis para o aluno assistir quando quiser.
Na terça-feira (1) chegou nas plataformas de streaming e com clipe no YouTube o timbre forte e ancestral de uma mulher que mistura sonoridades do samba e da cultura pop nacional. Marvvila, de 21 anos, tem a raiz na sua voz e o discurso feminista na ponta da língua que o pagode precisava. Natural de Bento Ribeiro, subúrbio do Rio de Janeiro, ela estreia na gravadora Warner Music com a música “Dizendo por Dizer”.
Depois de uma introdução feita com bateria, teclado e violino, ela começa a cantar: “Tô de olho em você / tá dizendo coisas por dizer / tá fingindo que tá bem / te conheço melhor que ninguém”. Se o pagode era marcado pela descontração da vida de solteiro ou pelo amor platônico de um homem por uma mulher, Marvvila vai inserir a subjetividade feminina nessa história: “Você diz que não, mas ama sim / Faz amor sozinho toda vez que pensa em mim / E assim só perde tempo / Por fora tá sorrindo, mas tá chorando por dentro”.
“Dizendo por Dizer” é a confirmação de Marvvila no gênero, depois de sua participação no EP de pagode da Ludmilla, chamado “Numanice”. A cantora ficou conhecida nacionalmente em 2016 no programa The Voice Brasil e ganhou a internet com seus covers de pagode e sertanejo. Agora, ela se firma trazendo todas as suas influências – Alcione, Ferrugem, Marília Mendonça e Beyoncé. Para ela, “o samba já é cheio de referências de mulheres fortes, como Alcione, Jovelina, Dona Ivone… elas e muitas outras artistas foram muito importantes para a minha geração ter mais voz na música brasileira e, principalmente, no samba. Agora, no pagode, quero levar essa força feminina, território de muitos ídolos homens. Pagode e samba são dois ritmos que conversam muito, então as mulheres precisam ocupar mais esse espaço também”.
Todas crianças têm a sua beleza e é possível elogiá-las sem usarmos termos que também usamos para nos referirmos aos adultos. Exemplos do que NÃO deve ser feito são os comentários nas fotos do Bless, de 5 anos, filho do ator Bruno Gagliasso e da apresentadora Giovana Ewbawk.
Foto de Bless no perfil da sua mãe Gio Ewbank [clique na foto para vê-la no Insta]
Pelo Twitter, a influenciadora Jacy July compartilhou um print com comentários que destacavam atributos físicos do menino de forma sexualizada, como por exemplo a boca. ‘”Essa boca gente esse vai dá um trabalho quando crescer”, disse uma seguidora.
Outros comentários falam de Bless como alguém com potencial de ser sexualmente atraente quando adulto.
“Mds [sic] que negão, imagina quando crescer”
“Hoje menino lindo, amanhã negão de babar”
“Esse menino é lindo mesmo, quando crescer vai ser aqueles negão [sic] de tirar o chapéu”.
Foto: Reprodução Twitter @jacyjuly
Uma pesquisa americana mostrou que meninas negras são vistas de forma sexualizada antes do que as meninas brancas. “Os resultados sugerem que garotas negras são vistas mais como adultas do que as brancas praticamente em todos os estágios da infância, dos 5 anos, sendo acentuado entre 10 e 14 anos” diz Rebecca Epstein uma das autoras do estudo feito pela The Georgetown Law Center on Poverty and Inequality em 2017.
Informações como essas explicam o cenário de violência sexual contra menores.
Inclusive exercitar elogiar as pessoas sem mencionar parte do corpo delas ainda é de graça. Pratique.
O jornalista e escrito Edu Carvalho - Foto Gabriela Azevedo
Muitos assistem perplexos pela TV as notícias sobre as favelas do país. A violência, o desamparo por parte do Estado, as precariedades. Esses espaços, no entanto, não são uma massa de concreto. Existem milhares de pessoas com histórias de vidas como em qualquer lugar do planeta . A literatura é uma forma eficiente de humanizar esse ambiente e foi justamente as favelas foi o tema escolhido pelo jornalista Edu Carvalho para o seu livro “Na curva do S: Histórias da Rocinha (Editora Toda Via Livros)” , com 10 contos ficcionais sobre favelas e Covid-19.
A obra faz parte do projeto “Ensaios sobre a Pandemia”, que reúne autores e autoras que se dedicaram a refletir e a provocar o pensamento em livros e textos sobre o momento atual da humanidade.
Nos contos do seu livro, Carvalho transporta o leitor para as ruas e vielas do universo de mais de 100 mil habitantes da Rocinha, agora sob a ameaça da pandemia. São os motoristas de Uber, os vendedores, os pastores, as mães preocupadas e os jovens que lidam com o tédio de um mundo cheio de limitações.
Edu vive na Rocinha e o seu talento como jornalista rendeu trabalhos importantes. Ele foi vencedor do Prêmio Vladmir Herzog em 2019, integrou a equipe de criação do programa Conversa com Bial e também foi repórter da CNN Brasil.
Conversamos com ele sobre a forma como a imprensa tem tratado as favelas, muitas vezes insistindo na narrativa de que bandidos são a maioria nesses espaços.
“É um casamento entre desconhecimento e arrogância (e de todos os níveis, sobretudo o intelectual). Eliana Sousa, diretora da Redes da Maré, sempre pontua que ‘favela não é violência, favela é potência’”, explica Carvalho.
O jornalista dá vários exemplos dessas potências tão ignoradas pela mídia: “Olha o quanto de inovação, em todos os eixos, começa a ser pensada de dentro das favelas e parte para todos os cantos. Tomemos como exemplo a atuação das periferias nesse contexto de pandemia. Complexo do Alemão, Paraisópolis (SP) e a própria Rocinha foram exemplos para todo o país. É isso porque teve moradores que empreenderam suas ciências (galera que trabalha com dados, com assistência social, saúde, direitos) e trabalharam no território, numa espécie de retorno. São os que chamo de intelectuais orgânicos (muitos não fizeram faculdade, mas tem diploma de vida e de rua)”.
“É má fé denomina-los como “bandidos”. É mais uma vez pautar a criminalização não só da violência, como da favela de modo geral”, finaliza o escritor.
O eBook já está disponível para venda no link abaixo. O valor é R$ 14,90.