Após o assassinato brutal de João Alberto Freitas, homem negro espancado até a morte na véspera do Dia da Consciência negra no supermercado Carrefour em Porto Alegre (RS), o Supremo Tribunal Federal (STF) voltará a julgar nesta quinta-feira se a injúria racial é ou não considerada um crime imprescritível.
“Quem ofende, não sente, não lembra, mas quem é ofendido, nunca mais esquece, pelo que a imprescritibilidade cria lembrança no ofensor e daí a Constituinte de 1988 ter elegido o racismo como imprescritível, justamente por ser prática odiosa, com potencial de envenenar o comportamento de gerações”, diz um trecho da manifestação escrita pelo subprocurador-geral. De acordo com ele, nenhum dos crimes que remetem ao racismo pode ser iseento de pena, caso contrário haverá um descumprimento á Constituição, que repudia à discriminação racial.
Segundo o jornal “O tempo” O caso foi pautado a pedido do relator, ministro Edson Fachin, que analisou a ‘acentuada repercussão social’ do julgamento.
“Considerando a natureza penal da matéria objeto da presente demanda, com acentuada repercussão social, especialmente no que se refere às relações raciais no Brasil, nos termos do art. 129 do RISTF, indico preferência ao prosseguimento do julgamento da presente ação”, registrou no despacho no início deste mês.
Em 2018 os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Marco Aurélio Mello e o presiidente da corte Luiz Fux, proferiram os votos em julgamento que foi unânime. Na época, foi posto a julgamento o caso de um jornalista que publicou na internet que um colega de profissão só havia conquistado o sucesso por “ser negro e de origem humilde”, o jornalista chegou a dizer que o colega era “negro de alma branca” a tendência é que os ministros repitam esses votos no julgamento de quinta-feira.
Constituição:
A Constituição Federal de 1988 determina, no Art. 3, inciso XLI, que “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”; e no Art. 5º, inciso XLI, que “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”.
Injúria
Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.
§ 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena:
I – quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;
II – no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.
§ 2º – Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência.
§ 3 o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)
O ator, apresentador, dublador, diretor e escritor, Lázaro Ramos, entrevista, para o programa “espelho”, o heptacampeão mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton.
Hamilton contou ao ator como é ser o primeiro piloto negro da Fórmula 1 e sobre seus posicionamentos contra o racismo e violência. Ainda confessou ser um grande fã de Ayrton Sena e explicou “Costumava pedir qualquer coisa do Ayrton no Natal: capacetes, carrinhos, vídeos e livros. Gostava de ver como ele dirigia, como ele trocava as marchas. Quando tinha 13 anos, fui à McLaren e consegui ver o carro dele. Quando fui correr no Brasil, em 2007, senti a presença dele o tempo todo. Quando a família de Ayrton me honrou com o capacete dele, foi um dos meus melhores momentos.”
Ao falar sobre suas conquistas, Hamilton revelou que suas vitorias é como um “compromisso”, pois sabe, que deveria estar na frente, no topo do pódio, levantar seu punho. “E levantar a bandeira contra o racismo, mostrar a minha voz, além de espalhar conhecimento sobre essas questões e forçar mudanças”, completou ele.
Ontem, domingo, foi ao ar um trecho da entrevista no fantástico e hoje ela estará disponível na íntegra às 23:30h no canal Brasil (VIVO TV 566/103, Claro TV 150, Oi TV 66, SKY 113, NET 650).
Segundo Lázaro, a conversa foi tão boa que entrará para a história do programa.
É tradicional, em Belo Horizonte, o prêmio Zumbi da Cultura, que celebra 11 ano de existência. A premiação é distribuída em 14 categorias: teatro, atuação política, dança, personalidade negra, manifestação cultural, música, menção honrosa, literatura, religiosidade e protagonismo juvenil. Foram criadas para a comunidade: resistência LGBTQ+, representatividade mirim e artes visuais, além das categorias surpresas.
Esse ano, a programação conta com rodas de conversas sobre temáticas que envolvem a posição do negro na sociedade brasileira, passando por história, educação, racismo, ações afirmativas e cultura; Apresentações de grupos culturais que representam a arte negra; homenagem e premiação as pessoas que contribuem para a preservação da cultura afro-brasileira em Belo Horizonte e Minas Gerais.
A premiação será realizada no dia 27/11 às 19h no Teatro Sesiminas, homenageando os premiados 2020 e recebendo shows: Fabinho do Terreiro, Cia. Baobá Minas e Negras Autoras.
O projeto é idealizado por Júnia Bertolino, da Cia Baobá Minas, e o prêmio é confeccionado pelo artista plástico Jorge dos Anjos. Realizado desde 2010, através de parcerias com grupos culturais da cidade.
O prêmio também será mostrado online pelo canal do youtube e instagram da CIA BAOBÁ.
Confira a lista de homenageados:
Teatro: EFIGÊNIA MARIA
Dança: RAMON PAIXÃO
Protagonismo Juvenil: RAFAEL VICENTE
Menção Honrosa: MARIA ANTÔNIA EVARISTO
Música: JORGE DISSONÂNCIA
Literatura: SOLANGE OLIVEIRA SANTOS
Educação: REGIS TATÁ KITANJI
Atuação Política: NILA RODRIGUES
Personalidade Negra: MARCOS REIS
Destaque Mulher Negra: HERCÍLIA HERCULANO
Religiosidade: PADRE MAURO LUIZ DA SILVA
Manifestação Cultural: OFICINA DA CAPOEIRA INTERNACIONAL – MESTRE RAY
Artes Visuais: ANTÔNIO SERGIO MOREIRA
Representatividade Mirim: PROJETO ENCANTAR
Destaque Homem Negro: DJONGA
Resistência LGBTQIA+: PLATAFORMA QUEERLOMBOS.
Mais informações no instagram: @premiozumbidecultura
Na última terça-feira (17), Thelminha e Cris Vianna participaram do evento #EssaÉMinhaCor, transmitido ao vivo nas redes sociais de Avon. O encontro, focado em pele negra, marcou o lançamento da nova paleta de cores para bases, pós e corretivos da marca, feitas sob medida para a pele brasileira, e recebeu também nomes como Ludmilla, Zezé Mota, Larissa Luz, Ana Paula Xongani, Magá Moura, Winnie Bueno e Daniele Da Mata.
Sobre o momento de celebração da beleza negra nacional, Cris Vianna declarou: “A Avon é uma empresa que vem olhando para a pele preta de alguns anos para cá. E posso dizer isso lá de quando era menina mulher e atualmente como adulta. Agora, estando aqui com essas outras mulheres negras que admiro tanto, me sinto ainda mais conectada com o que de fato acho importante. Não somos só nós mulheres pretas que estamos ganhando, é todo mundo”.
PELE NEGRA
As maquiagens de Thelminha e Cris Vianna, assinadas por Edu Hyde e Ale de Souza, respectivamente, fizeram o maior sucesso. Confira as dicas dessas produções feitas com os produtos Power Stay da Avon: Com o skincare pronto, os maquiadores aplicaram a base líquida Power Stay nas cores 410 NQ para Thelminha e 430F para Cris Vianna. Por ser um item de 24 horas de duração, o produto foi ideal para resistir durante toda live. Agora, as consumidoras negras contarão com 11 novos tons da base pensados para elas, com uma gama maior de tons e subtons para representar toda a diversidade cromática brasileira.
Além das bases, corretivos e pós também foram transformados, ganhando mais tonalidades pardas e pretas. Um dos truques usados por Ale para criar uma pele mais iluminada foi feito com o corretivo: “Para criar um efeito de luz e sombra sempre utilizo corretivos pelo menos dois tons mais claros que a pele, assim consigo trazer maior destaque para as áreas que quero valorizar”, explica o beauty expert para a marca. As makes foram seladas com o Pó Compacto Facial Matte FPS 35.
LÁBIOS
Para realçar ainda mais os tons de pele, os maquiadores optaram por batons com acabamentos diferentes, que casaram com o estilo de cada uma. A escolha para Thelminha foi o batom líquido da linha Power Stay na cor Uva Rosada, que possui textura cremosa e acabamento matte vibrante com 16 horas de duração sem necessidade de reaplicação. “Hoje fui maquiada toda com produtos Avon e essa é uma das makes mais bonitas que já usei! É muito bom e importante ter esses produtos, bases, corretivos e pós, com a nossa cor certa” contou Thelminha.
Já Cris Vianna usou o Batom Ultramatte de Avon Maquiagem na cor Boca. Ele promove cor uniforme, sem desbotar. Sua fórmula garante conforto e alta cobertura.
OLHOS E TOQUES FINAIS
“Usei um pouco do mesmo batom nas maçãs do rosto da Thelminha, para criar um efeito de saúde. Já na região dos olhos, apliquei um corretivo mais escuro no côncavo para criar profundidade. Em seguida, passei nas pálpebras o pó bronzeador, que usei também nas maçãs do rosto. Finalizando, apliquei lápis escuro na raiz dos cílios superiores e esfumei para ampliar o olhar, depois curvei os cílios e apliquei a máscara”, explica o maquiador Edu Hyde.
LISTA DE PRODUTOS UTILIZADOS NOS OLHOS:
Máscara De Volume Efeito Extensão De Cílios – R$ 27,99
Lápis Delineador de Longa Duração Preto – R$ 19,99
LISTA DE PRODUTOS UTILIZADOS NOS LÁBIOS:
Batom Power Stay Líquido na cor Uva Rosada – R$ 34,99
Batom Ultramatte Avon Maquiagem na cor Boca – R$ 29,99
Na foto: Samantha Almeida, diretora do twitter next no Brasil
Jason Wright – Presidente do Washington Football Team (Time NFL)
Em sua terceira edição, a conferência conta com palestras de profissionais negros de destaque no mercado, sessões de treinamento e exposição de empresas engajadas com diversidade racial e inclusão.
A Conferência “Juntos 2020”, realizada anualmente desde 2018, começou no sábado, dia 21, mas seguirá com programação nos dias 25 e 28 de novembro, com duração aproximada de 3 horas por dia.
Este ano, pela primeira vez, o evento é 100% digital e continua com o propósito de influenciar a formação de uma geração de jovens profissionais negros.
Na programação do evento estão previstas palestras com profissionais negros de destaque no mercado e lideranças da McKinsey, sessões de treinamento em colaboração com Cia de Talentos e exposição de empresas engajadas na diversidade racial.
Entre os palestrantes, estão confirmadas as participações de nomes como Luana Génot, fundadora e diretora executiva do ID_BR; Samantha Almeida, diretora do Twitter Next no Brasil; Mafoane Odara, gerente do Instituto Avon; Giovani Rocha consultor de políticas educacionais, Nina da Hora, cientista da Computação e ativista por negros na tecnologia; Sofia Esteves, fundadora e presidente do Conselho da Cia de Talentos; Aldemir Cruz, Diretor de Estratégia e Operações de Negócios na BMS entre outros.
A Conferência Juntos é destinada principalmente ao público negro composto por estudantes universitários (com graduação prevista para os próximos dois anos) e jovens profissionais com até seis anos de formados, sendo que todos são bem-vindos para acompanhar a programação.
As inscrições e informações sobre palestrantes podem ser vistas através do link: https://conferenciajuntos.com.br/#home
A sequência ainda sem título tinha previsão de início de gravação para março de 2021, mas a pandemia de covid-19 e a prematura morte de Chadwick Boseman atrasaram o início das gravações
Algumas fontes revelaram ao The Hollywood Reporter que a Marvel está preparando a sequência de Pantera Negra para uma filmagem que começará em Atlanta em julho e durará mais de seis meses.
De acordo com o THR, o ator mexicano Tenoch Huerta, estrela de Narcos: Mexico, série da Netflix, está em negociações para interpretar um dos vilões do filme. Letitia Wright, Lupita Nyong’o, Winston Duke e Angela Bassett são os atores mais aguardados para continuar no novo filme, alguns fãs especulam para a sequência um protagonismo no personagem de Wright, Shuri.
A Marvel não revelou seus planos sobre como será a continuação sem Chadwick Boseman, embora tenha indicado que não usará CGI (imagens geradas por computador) para incluir a estrela falecida no filme.
Quem passa pelas ruas do Centro de Belo Horizonte já sabe que alguns dos principais prédios da capital estão tomados de cores. Mas um deles, o edifício Chiquito Lopes, pode perder toda a cor por conta de uma ação judicial. Segundo o Cura (Circuito Urbano de Arte), um único morador do prédio afirma que a pintura “é uma decoração de gosto duvidoso” e briga para que a arte seja apagada.
A obra em questão trata-se do mural feito pela artista mineira Criola, uma mulher preta e influente ativista na capital, que desenhou a pintura Híbrida Ancestral – Guardiã Brasileira. Ela retrata uma mulher negra com uma cobra coral em um útero. A pintura faz parte do CURA e foi feita no final do ano de 2018, e início de 2019.
“Infelizmente eu não recebi isso como surpresa. Porque sinceramente quem é preto no Brasil tá infelizmente cansado de vivenciar várias questões relacionadas ao racismo, ignorância e preconceito. Meu sentimento é que estou no caminho certo, estou incomodando quem tem que ficar incomodado mesmo pra modificar as atitudes”, comenta Criola.
Pelas redes sociais, o Cura se manifestou e diz que seguiu todos procedimentos para a contratação da obra junto ao Condomínio Chiquito Lopes. Além disso, explica que assumiu não só a realização da pintura mas também a reforma da fachada lateral do local. “O Síndico submeteu a questão ao Conselho Consultivo do Condomínio que decidiu pela aprovação da obra”, afirma trecho da nota.
O Cura, por meio das advogadas do Coletivo Margarida Alves (assessoria jurídica popular), entrou no processo como parte interessada, na qualidade de assistente dos réus, e já apresentou as razões de fato e de direito pelas quais entendem que o processo deve ser julgado improcedente. “Esses dizeres podem ser interpretados como expressão do racismo estrutural, por se tratar de uma obra afro-centrada de uma artista descendente da diáspora africana”, diz o comunicado. A ação é pública e corre na 22ª Vara Cível de Belo Horizonte e, segundo o advogado Joviano Mayer, o processo está concluso para sentença e aguarda julgamento.
O Roteirista, dramaturgo e diretor artístico, Elísio Lopes Jr, comandará nesta sexta-feira (27), a oficina promovida pelo musical NAU, dos diretores Daniel Arcades e Thiago Romero, que estará disponível à partir das 20h.
Elísio é Mestre em Comunicação e Cultura na UFBA e roteirista contratado da Rede Globo. Ele reúne no currículo experiências em teatro, televisão e cinema, assinando o roteiro de programas de TV como Esquenta (Rede Globo) e Espelho (Canal Brasil).
Elísio atuou, também, como diretor de conteúdo do Se Joga (Rede Globo) e é autor de mais de 20 textos teatrais montados no Brasil e dirigiu e roteirizou DVD’s e espetáculos de nomes como Ilê Aiyê, Carlinhos Brown, Saulo, Margareth Menezes, Mariene de Castro e Ivete Sangalo.
Quem se inscrever recebe ainda, por e-mail, dois materiais gravados previamente com Elísio, com conteúdos relacionados ao tema da oficina. Haverá transmissão simultânea no canal do YouTube do NAU.
A NAU reformulou o projeto e tem promovido uma série de oficinas formativas gratuitas que acontecem online para elenco, equipe e público em geral interessado em conhecer os bastidores da preparação de um espetáculo.
Só em 2019, o consumo brasileiro por podcasts cresceu em 67%, sendo que 40% das pessoas conectadas à internet no País já ouviram um podcast e mais de 31 milhões ouvem com uma frequência mensal. Esses números deixam o Brasil atrás apenas do Estados Unidos, país com maior consumo global. Os dados são do IBOPE, Deezer e Spotify e revelam o quanto esse formato tende a continuar crescendo nesse contexto de Revolução Digital impulsionado pelo contexto do isolamento social que foi proporcionado pela pandemia do COVID-19. Além disso, os podcasts têm sido um grande atrativo à parcerias com marcas. De acordo com a pesquisa da Associação Brasileira de Podcasters, 63% dos ouvintes dizem já terem comprado produtos e serviços após serem anunciados em algum podcast.
Com isso, o Mundo Negro conversou com os apresentadores e apresentadoras de cinco podcasts negros para descobrir quais podcasts eles escutam e indicam. Confira:
Meteora Podcast Apresentação: Cris Guterres e Renata Hilário
A Cris indicou os últimos podcasts que mais ouviu no último mês, que foram o ‘Afrofuturo’, podcast apresentado por Maria Morenah e Luciane Nascimento, duas mulheres cariocas que falam sobre afrofuturismo e ancestralidade. O ‘Praia dos Ossos’ que para a Cris é um presente, um podcast muito rico com um trabalho de pesquisa absurdo e que vem para nos trazer novas reflexões sobre o machismo e o feminicídio. É um podcast da rádio Novelo, produzido pela jornalista Paula Scarpin. O podcast da ‘Michelle Obama’, que apesar da barreira do inglês, segundo ela é bem gostoso, e interessante para quem já vem acompanhando a trajetória de Michelle por meio do livro e do documentário no Netflix, trazendo as questões de forma mais aprofundada. O ‘Tudo Odara’, apresentado pela jornalista baiana Rita Batista, em que ela apresenta de forma livre um podcast bem curtinho, com cerca de 3 a 5 minutos, sobre como lida com questões do dia a dia, como um dia em que o pneu do carro dela furou duas vezes na mesma semana e ela conta como lidou com isso. E por fim, o ‘Café da Manhã’, podcast que escuta todo dia pela manhã, sendo o que mais se informa. Eles se aprofundam mais em um assunto e depois dão uma breve resumida sobre os assuntos que aconteceram no dia anterior, sendo diário de segunda a sexta-feira. Já Renata, também indicou o ‘Praia dos Ossos’, e o definiu como um estilo de rádionovela somado à documentário criminal, visto que é sobre a morte de Ângela Diniz em 1976. Ela também indicou o podcast da ‘Michelle Obama’, além do episódio com a Bozoma CMO do Netflix do ‘At home with Leaders’ e o ‘Oprha – Super Soul’.
Renata Hilário e Cris Guterres / Foto: Reprodução instagram
Negro da Semana Apresentação: Alê Garcia
Como a podosfera se torna uma dimensão cada vez mais gigantesca, repleta de programas diferentes para explorar, o Ale resolveu trazer alguns dos podcasts que adora escutar para tentar facilitar a entrada de novas pessoas prestes a se apaixonar. A ordem é completamente aleatória, a sua explicação sobre por que você deve ouvir serão as mais sucintas possíveis. Ele diz que se puder conquistá-lo em uma única frase, ficará feliz e começa pelo ‘Pretas na Rede’, em que mulheres negras falam sobre o que lhes é importante: essencialmente, cultura negra; o História Preta que traz histórias fundamentais sobre cultura negra; o ‘Podcast, Mano’ que é sobre cultura Hip-Hop profunda; o ‘Lado Black’, sobre cultura negra em doses maciças; o ‘Meteora Podcast’ que são duas minas negras poderosas falando sobre cultura negra poderosa; O ‘Lado Negro da Força’, que trata sobre cultura nerd por pessoas negras e o ‘Per Raps’, sobre comportamento, música, lifestyle, na perspectiva de pessoas negras.
Foto: Divulgação
Influência Negra Apresentação: Nath Braga e Cleyton Santanna
O Cleyton dividiu suas indicações por diferentes formatos e necessidades que ele tem. Ele começa pelo ‘Foro de Teresina’, que tem recorte político e pelo ‘O Assunto’, do G1, que são podcasts que escuta bastante e com perfil mais jornalístico. Este dois são para que possa se manter antenado, pensar no que pode transformar em conteúdo, além de fazer recorte para suas produções pessoais. Já os podcasts que escuta para se inspirar e alimenta seu bem-estar no ouvir, ele começa pelo podcast ‘Afetos’, o qual passa horas escutando. Ele diz que por morar só, parece que está com elas em casa tendo uma conversa. Também gosta muito do ‘Abroadcast’ da Bel Oliveira, que traz a perspectiva da mulher preta morando fora do Brasil e explorando outros países. Outro podcast é o ‘Sofia’, uma rádio-novela original do Spotify, um formato que já tinha pensado em fazer, mas que não colocou em prática por ser muito trabalhoso. Cleyton também indicou o ‘Praia dos Ossos’, como as apresentadoras do Meteora. Ele diz que a narração é um pouco arrastada e lenta no começo, mas gera uma reflexão importante sobre como o assassinato de uma mulher repercute nos anos 70. Já Nath, fez um vídeo em seu canal no Youtube só para falar sobre suas indicações. Aqui selecionamos algumas delas, que são o ‘Meteora Podcast ‘(mais uma vez, estão arrasando hein Cris e Renata!), também indicou o ‘Afetos,’ da Gabi Oliveira e Karina Vieira (inclusive elas deram spoiller no último episódio sobre o feat de Afetos com Influência Negra); o ‘Angu de Grilo’, apresentado pelas jornalistas Flávia Oliveira e Isabela Reis, que são mãe e filha. Outra indicação é o ‘Afropai’, o qual ela comenta sobre o quão raro é vermos homens negros falando sobre paternidade e conta que apesar de estar há alguns meses sem novos episódios, maratonar os já gravados vale muito a pena. E por fim, outra indicação internacional, que é o ‘Jesus and Jollof’, feito por duas mulheres negras nigerianas e cristãs que vivem nos Estados Unidos, que são bem-sucedidas por lá e contam sobre como é essa vivência.
Ilustração: Pamella Paixão @pretailustre
Afropausa Apresentação: Guilherme Dresch, Igor Pinheiro, Julia Teodoro, Laise Alves, Larissa Araújo e Larissa Santos
É Formado por seis jovens publicitários, sendo um deles a Júlia Teodoro que dividiu os principais podcasts que escuta que são, o’ AmarElo’ do Emicida, que considera muito bom! E o outro que ela gosta de escutar para dormir, e que é infantil, mas tem histórias muito legais é o ‘Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes’, com várias mulheres negras que contam histórias de um jeito leve e que contribui muito para aumentar seu repertório.
Foto: Divulgação
O Lado Negro da Força Apresentação: Augusto Oliveira
Indico meus cinco podcasts favoritos, que são o ‘People’s Party With Talib Kweli’, podcast de um MC que não parou no tempo, nem de produzir. Cheio das histórias de estúdio e de rolê que eu amo tanto. O podcast não tem medo de abordar conversas difíceis e discordar com força do convidado. O ‘AfroPausa’, que ele considera como os primos publicitários do Lado Negro. Com um tom de voz mais institucional e foco no mercado publicitário esse time aí entrega as pautas difíceis num pacotinho muito bonito. O ‘Factually With Adam Conover’, podcast que me ensina muito sobre o funcionamento do mundo. Quando eu tô bravo com o Brasil lembro que tem outros lugares com problemas piores e mais específicos através desse podcast. O ‘Comedy Trap House’, para quando você só quer ouvir uma besteira. Esses 5 negrões são comediantes que consegue fazer episódios de uma hora sobre como um deles não sabe a letra de “It wasn’t me” e canta tudo torto. Ou como um deles furou a quarentena pra transar mas nem tudo saiu como esperado. E por fim, o ‘Programa Freestyle’. Apresentado por Marcílio Gabriel, que foi o primeiro podcaster preto do Brasil. Ele é amante do Hip-Hop, jornalista que, segundo Augusto, sabe exatamente como extrair o melhor de cada entrevistado e andou pra que muita gente pudesse correr.
Foto: Reprodução instagram
Bônus: As top indicações em comum entre os podcasters foram os podcasts Praia dos Ossos, Afetos, Michelle Obama e o próprio Meteora Podcast que foi entrevistado para essa matéria.
Desde o dia 2 de Novembro o coletivo Periferia Preta realiza a 5ª edição do seu festival anual de modo online, com lives-ocupações de gastronomia, dança, yoga e contação de histórias infantis. O evento, até este ano acontecia presencialmente na quebrada onde o coletivo está localizado, na Fazenda da Juta, região de Sapopemba, em São Paulo. Neste ano, 100% online, as apresentações artísticas ocorrerão nos dias 27, 28 e 29 de novembro e conta com artistas como Bia Ferreira, Bixarte e Ventura Profana no lineup.
A preocupação em manter o festival acessível e plural seguiu a mesma, por isso mulheres e LGBTQIA+ foram priorizadas no line, e as apresentações serão transmitidas de graça pelo Youtube e pelo site do Periferia Preta. “Nosso festival nasceu com a necessidade de ecoar o trabalho de artistas periféricos, especialmente do nosso território. Com isso, nossa curadoria baseou-se em mapear os artistas que neste ano apresentaram trabalhos que acreditamos no potencial e que dialoga com os princípios do coletivo. Trazendo para seus shows inclusive a provocação do que é possível produzir em tempos de pandemia, onde somos as primeiras a sofrer os revezes da falta de investimento financeiro em nossos trabalhos”, explica o ator e gestor cultural Thiago Felix, um dos integrantes do coletivo, sobre a curadoria musical.
Para ele, colocar os artistas do território junto com artistas de maior projeção – ainda sim oriundos de outras periferias -, foi o ponto positivo que o festival online pôde trazer. “Há muitas das nossas ganhando espaço na mídia ou no mercado, mas sabemos o quanto esses espaços ainda são hegemonicamente brancos e juntar essas artistas em um line composto inteiramente por corpos fora da norma e periféricos, é uma celebração do quanto somos plurais e potentes”, aponta.
O festival Periferia Preta deste ano é também a celebração de uma conquista há muito aguardada: a conquista de um espaço físico que servirá de centro cultural. Ainda não inaugurado oficialmente, o local já está pronto, mas só será aberto dentro de um contexto sanitário futuro e mais favorável em relação ao controle da pandemia da Covid-19 em São Paulo.
PROGRAMAÇÃO, todos os dias a partir das 19:00:
Sexta, 27 de Novembro Intervenção poética: Sueli Ribeiro e Ariane Oliveira DJ set: Paulete Lindacelva Pocket shows: Diane e John Halles Shows Lives: Bixarte e Bia Ferreira
Sábado, 28 de Novembro Intervenção poética: Pikeno Kebra e Tari Eshe DJ set: Thalligeira Pocket show: Alinega e JahPam Shows Lives: Ventura Profana e Lei Di Dai
Domingo, 29 de Novembro Intervenção poética: Lais Borges, Caru e AFRODUN DJ set: Aline Vargas Shows Lives: Pituka Santos e Didi Carvalho com participação de Sidnei Ferreira e Marcelo Glick
SERVIÇO 5ª edição Festival Periferia Preta
Atrações: Shows, Pockets shows, DJ sets e Intervenções artísticas
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