A vereadora de São Paulo mais votada do Brasil é uma mulher negra e trans, em entrevista para a VOGUE na edição de dezembro Erika contou um pouco de sua trajetória e os desafios que enfrentou na infância até se tornar a primeira mulher negra e trans a ocupar a câmara dos vereadores de São Paulo.
Foto: Reprodução/Instagram
Erika foi eleita com 50.508 votos e durante o seu mandato pretende dar protagonismo as minorias e colaborar para a redução da violência na cidade e reduzir as desigualdes
“Minha mãe trabalhou muito para que eu não passasse necessidades como ela passou e como eu passei quando muito bebê” contou a vereadora em entrevista a VOGUE
Vinda de família humilde de matriarcas, Erika contou que pôde ser muito livre na infância, até chegar o momento em que a família se converteu ao cristianismo e Erika foi demonizada e expulsa de casa
“Elas foram convencidas de que minha identidade era uma coisa demoníaca” Lembrou Erika
Após expulsa de casa e sem apoio dos familiares, Erika caiu na prostituição ainda na adolescência “Fui uma criança muito amada na infância. Perder tudo me colocou em um lugar de desumanização” contou .
Após 6 anos Erika foi resgatada pela sua mãe, com quem hoje tem uma boa relação, mas a vereadora lembra que ambas foram vítimas da transfobia que ainda é muito forte no país.
Foto: Reprodução/Instagram
A ocupação de Erika na câmara dos vereadores, um lugar majoritariamente branco e masculino tem uma importância imensa, significa representatividade negra, feminina e LGBTQIA+, é importante que pessoas pertencentes a esse grupo se sintam representados e entendam que podem ocupar esses espaços. Erika quando ainda atuava como codeputada recebeu ameaças de mortes e hoje realiza trabalhos psicológicos para não se deixar abalar pelo preconceito e o racismo que sofre, Erika evita ver comentários das suas redes sociais e visualizar a caixa de mensagens “Também me protejo com uma escolta e muita coragem. Sei que estou na mira, mas não há muito o que fazer.” contou a vereadora.
A capa digital de dezembro estampar o rosto da primeira vereadora negra e trans de São Paulo é uma grande vitória e uma excelente forma de encerramos esse ano tão caótico para a comunidade negra e LGBTQIA+
O que os profissionais que são mestres na gastronomia gostam de comer? Nós do Mundo Negro perguntamos à 4 chefes negros quais são suas receitas preferidas de final de ano. Eles além de compartilharem os pratos, ingredientes e formas de preparo, ainda dividiram com a gente a sua relação emocional com a receita.
A Chef Aline Chermoula usou uma receita prática que agrada a sua família para também atender seus clientes nessa época de festas. O bolo de Natal , amado pelo esposo dela é gostoso e tão lindo que parece uma decoração de mesa.
BOLO DE NATAL
Foto: Divulgação
Ingredientes 3 ovos 1 xícara de chá de açúcar 2 colheres sopa de manteiga 2/3 de xícara de chá de suco de laranja puro 2 xícaras de farinha de trigo 1 colher de sopa de fermento Frutas cristalizadas Uvas passas Damascos
Cobertura 1 xícara e meia de chá de açúcar de confeiteiro 4 colheres de sopa de leite Misture tudo até formar uma calda.
Coloque as frutas cristalizadas, as passas e os damascos picados em um bowl, e adicione duas colheres de farinha de trigo! Mexa bem e reserve.
Na batedeira coloque a manteiga, os ovos e o açúcar! Bata bastante até formar um creme homogêneo! Em seguida, mexendo à mão, coloque a farinha, intercalando com o suco.
Adicione e incorpore o fermento.
Por fim, coloque as frutas enfarinhadas e dê uma leve incorporada na massa delicadamente, e leve pra assar em forno pré-aquecido a 180 graus por mais ou menos 45 min! Faça o teste do palito.
Para decorar, usei a cobertura, frutas, ramos de alecrim e ainda polvilhei um pouco de açúcar de confeiteiro! Se quiser, use cerejas também para enfeitar seu bolo!
O Chef Thiago Nogueira nos apresenta a “Galinha Beba” e explica a importância desse prato em sua vida. “O momento de reencontro e soma que traz esse prato lá o natal foi do primeiro natal como pai, esse prato foi o que cozinhei e a cada toque na colher de pau as sensações se transformavam, aquilo que sempre pareceu ser negado a mim, por excessão de minha mãe, o sentimento familiar, de soma, de conjunto estava se construindo, enquanto cozinhava aproveitava o tempo para absorver e entender o quão incrível é, agora não era só o eu só, eu os dois contra o mundo, estamos em equipe, em quilombo, somos mais fortes”.
GALINHA BEBA
Itens:500 g sobrecoxa de frange500 ml de cerveja lager de sua escolha3 dentes de alho 2 Ramos de alecrim 1 cebolaPimenta de cheiro – a gostoSal – a gostoPimenta do reino – a gostoColorau – a gostoCerveja preta caracu – 500 ml Preparo:Em liquidificador, bater todos os intens, exceto o alecrim até formar líquido homogêneo. Após em uma tijela deserdar sobre o frango com pele mesmo e misturar o alecrim. Deixar marinar por cerca de 24 horas. Após em uma assadeira colocar o frango e metade do líquido para assar por uma hora em forno pré aquecido a 180 graus. Após o tempo, cozinhar em uma panela com a cerveja preta e alguns legumes de sua preferência, por cerca de 20 minutos. Para finalizar, tostar em frigideira ou chapa e partir para o abração! Rende até 3 porções.
Foto: Divulgação
A Palha Italiana Gourmet Natalina é uma receita sempre presente nas festas da família da Chef Michele Ferreira. “Eu sou confeitaria profissional eu quis trazer um versão natalina para este doce que é tão versátil.Brigadeiro, bolacha e frutas cristalizada não tem como não dar certo”, explica.
PALHA ITALIANA GOURMET
Foto: Divulgação
Ingrediente Chocolate ou leite 100g Leite Condensado 395g Creme de leite 200g Frutas Cristalizadas 40g Bolacha de Mazeima 50g
Modo de Preparo Em uma panela colocar o leite condensado, Creme de leite e Chocolate Fogo Médio Mexa sem para até dar o Ponto de Brigadeiro ( Soltando da Pamela) Desligue o Fogo e acrescente os Demais Ingredientes Em um Travessa untada com Manteiga despejar o conteúdo levar para freezer por 2h Cortar do Formato Desejado Sugestão Para Ceia Potinho Polvilhar açúcar palpável Banhar no Chocolate
Pães caseiros também são uma ótima opção para servir durante as festas. O Chef Rangel Egidio, que é além de padeiro é designer de marcas, compartilha conosco sua receita de final de ano preferida, o pão de Jamón:
” Quando comecei a comercializar os meus pães um grupo de venezuelanos que passariam as festas de fim de ano no Brasil, me encontrou pelas redes sociais e perguntaram se eu aceitaria fazer um pão típico dessa época na Venezuela: Pan de Jamón. Eles não poderiam viajar de volta para o país deles e gostariam de comer o pão. Aceitei. No dia 31/21 daquele ano eu fui levar o pão para eles, alguém atendeu a porta muito rápido e trocamos algumas palavras rápidas, recebi pelo meu trabalho e fui embora. Logo de manhã tinha uma mensagem, de uma pessoa emocionada, na minha caixa postal: “Olá Rangel, tudo bem? Queria te agradecer por nos ajudar a ter um jantar especial, com os sabores típicos dessas datas. Os pães ficaram muito bons, o pessoal la ficou muito contente, momentos de nostalgia. Muito obrigada!!!”Reproduzo sempre essa receita para minha família e amigos desde então”.
PÃO DE JAMÓN
Foto: Divulgação
Ingredientes:
Para o fermento:
– ¼ de colher de chá de açúcar refinado
– ½ xícara de água morna
– ½ colher de sopa de fermento para pão
Para a massa:
500 gr. de farinha
200 ml de leite
120 gr. de manteiga
1 pitadinha de sal
¼ de xícara de açúcar
Para o recheio:
30 gr. de manteiga derretida para pincelar a massa
20 fatias de presunto (ou peito de peru)
100 gr. de bacon em fatias
Mix de azeitonas pretas e verdes (sem caroço)
Mix de uvas passa branca e preta a gosto
Para pincelar
Uma gema de ovo misturada com uma colher de água
Modo de Preparo:
Misture a água morna, o açúcar e o fermento e deixe descansar alguns minutos para ativar o fermento.
Junte em uma panela o leite, a manteiga, sal e açúcar, aqueça até manteiga derreter e reserve.
Em um bowl coloque a farinha, o fermento ativado e aos poucos a mistura de leite e manteiga morna, amassando até que a massa desgrude das mãos. Se precisar, coloque mais farinha até chegar no ponto em que a massa fique lisa e uniforme. Deixe crescer até dobrar de tamanho, em seguida, abra a massa com um rolo ou garrafa até ficar com uma altura de uns 2 mm, pincele a manteiga derretida, distribua sobre a massa as fatias de presunto, o bacon, as azeitonas e as passas, dobre os lados da massa para dentro e enrole em formato de rocambole, dobre as pontas para baixo. Pré aqueça o forno em 180º enquanto a massa descansa. Pincele gema de ovo sobre a massa, faça pequenos furos com um garfo e leve para o forno por aproximadamente 60 minutos a 180º. Retire do forno quando estiver dourado. Pode ser servido inteiro ou fatiado.
O Chef João Diamante traz sua versão da Rabana feita com brioche. Ele lembra que essa receita fez parte da sua infância porque rende muito bem para famílias grandes. “Eu gostava quando a minha mãe fazia. Assim que saia da fritura eu comia quentinha com refrigerante que eu bebia na época. E era legal que ver toda a família junto no processo de cortar, passar farinha, passar no ovo… tudo isso lembra muito a minha família”, disse Diamante.
Rabanada com creme inglês de cumaru e geléia de frutas vermelhas
Foto: Divulgação
Para a rabanada:
6 fatias generosas de pão brioche
500 ml de leite integral
50 g de açúcar refinado
1 ovo
1 semente de cumaru
10 g de manteiga sem sal
100 g de açúcar refinado para polvilhar
5 g de canela em pó
Modo de Preparo:
Aqueça o leite integral com a semente de cumaru ralada. Coe e reserve.
Bata o ovo levemente e misture ao leite já frio, em seguida acrescente o açúcar.
Em uma frigideira antiaderente, coloque a manteiga e deixe derreter em fogo médio-baixo.
Mergulhe com cuidado as fatias de pão, uma a uma, na mistura do leite. Quando bem absorvido, leve à frigideira até dourar todos os lados.
Misture o açúcar refinado com a canela num recipiente, e transfira diretamente a rabanada da frigideira para este recipiente.
Para o creme inglês:
250 ml de leite integral
250 ml de creme de leite fresco (ou a mesma quantidade de leite integral)
1 semente de cumaru
2 gemas
100 g de açúcar refinado
Modo de Preparo:
Aqueça o leite, creme de leite e a semente de cumaru ralada. Coe e reserve mantendo aquecido.
Misture as gemas com o açúcar até ficar esbranquiçado.
Verta o leite aquecido aos poucos sobre a mistura de gemas, misture continuamente.
Volte todo o creme para a panela, e continue mexendo com uma espátula em fogo baixo.
Continue mexendo o creme, controlando a temperatura, até engrossar levemente. Reserve.
Para a geléia de frutas vermelhas:
500 g de frutas vermelhas
200 g de açúcar refinado
50 ml de limão siciliano
Modo de preparo:
Higienize as frutas e leve para a panela com o açúcar e o sumo do limão.
Cozinhe em fogo baixo até reduzir lentamente.
Montagem: Sirva a rabanada com o creme inglês e a geléia.
Colaboração para o texto, da Chef Aline Chermoula @aline-chermoula
O influenciador e ganhador do reality “bar aberto”, na qual levou o título de ‘melhor bartender amador do Brasil’, Leandro Santos, separou 5 melhores drinks fáceis para fazer em casa neste final de ano.
Leandro, aos 37 anos, ficou conhecido nas redes sociais como Mussum Alive e começou a se interessar por drinks em 2013 fazendo um um canal no youtube destinado ao assunto.
Usando ingredientes que, muitas vezes, temos disponíveis em casa, Leandro gosta de compartilhar suas receitas diante das redes sociais e mostra, todos os dias, que podemos nos deliciar e curtir uma bom drink com nossa família.
O ganhador do reality show da Band separou três drinks com álcool e dois sem álcool para que todos possam beber e desfrutar as bebidas que levam nome como ‘Black is King’ e ‘Sangue Bom’, por exemplo.
Segue as receitas:
Fluxo
Ingredientes
– 200ml whisky
– 75ml Ramazzotti Rosato
– 40ml Licor de laranja
– 1 Limão siciliano fatiado
– 1 Carambola fatiada
– 400ml Água de coco
– Ramos de manjericão
Modo de preparo
Em uma jarra com gelo, adicione a dose de whisky, Ramazzotti Rosato e licor de laranja. Adicione as fatias de limão siciliano e carambola. Complete com água de coco e mexa levemente. Finalize com ramos de manjericão.
TRUTÔNICA – O Gin Tônica dos Trutas
– 2 fatias de gengibre
– 20 ml de mel
– 70 ml de Gin London Dry
– Água Tônica
– Laranja
– Gelo
Modo de preparo:
Em uma coqueteleira, macere o gengibre e o mel. Adicione 3 pedras de gelo e o gin. Bata bem e coe na taça já gelada e com gelo. Adicione fatias de laranja para decorar.
BLACK IS KING
Ingredientes
– Gelo
– 50 ml vodka
– 30 ml curaçau blue
– 100 ml suco de cranberry
Modo de preparo:
Bata os ingredientes em uma coqueteleira e sirva em um copo baixo com gelo. Use laranja desidratada para guarnição.
SANGUE BOM (Sem Álcool)
Ingredientes
– Gelo
– 2 fatias de laranja pera
– 50 ml água
– Suco de 1/2 limão
– 50 ml mel
– 1 sachê chá mate com groselha negra
– Refrigerante de limão
Modo de preparo
Colocar o gelo, mel, água, suco de limão, sachê de chá e as fatias de laranja cortadas em cruz dentro do copo e misturar bem até dissolver todo mel. Completar o copo com refrigerante de limão
CORRERIA (Sem Álcool)
Ingredientes
– 2 Morangos
– 30 ml de mel
– 50 ml de Suco de manga
– Gelo
– Suco de 1/2 limão
– 100 ml suco de abacaxi
Modo de preparo
Bater todos ingredientes em uma coqueteleira e servir em uma taça preparada com gelo. Use uma fatia de limão para decorar.
O heptacampeão mundial, Lewis Hamilton, anunciou em suas redes sociais um pouco do que está passando em seu tratamento contra a covid-19. O atleta, que ainda está isolado, foi diagnosticado com a doença a quase um mês. Agora, praticamente curado, relatou um pouco do que viveu em seus dias de ‘quarentena obrigatória’.
“Perdi 6 kg nos últimos dois meses, 4 deles quando tive Covid. Perdi muito massa muscular. Começo de baixo agora, não é divertido, mas estou determinado a me recuperar ficar 100% novamente. Sem dor, sem ganho¨, referindo-se a volta aos treinos e as competições do próximo ano, vale constar que Lewis teve sintomas leves da doença.
O atleta acaba de vencer mais uma disputa e foi eleito ‘Personalidade Esportiva do ano’, em eleição feita pela BBC inglês.
“Estive pensando em todos que votaram para me apoiar na última noite. Sou muito grato. Obrigado ao público britânico por mais esta honra. Significa muito vindo de vocês. Mando toda positividade. Obrigado a todos do fundo do meu coração”, finalizou ele.
Lewis Hamilton não pode participar do GP de Sakhir, disputado duas semanas atrás, por causa do vírus e relatou que foi uma das dores mais causadas nele “Não poder competir, depois de tantos anos participando dos GP, isso sim, doeu em mim”.
No último domingo (19) uma reportagem do programa Fantástico contou a triste história de Madalena, mulher negra que há 38 anos vivia em condições análogas à escravidão. O assunto repercutiu nas redes sociais, e os internautas revoltados compartilharam suas angústias sobre o assunto, infelizmente o caso de Madalena não foi o primeiro, e pode ser que também não seja o último.
“A origem da riqueza, das heranças, do poder político, econômico e cultural no Brasil se chama escravidão.” Publicou a deputada estadual de São Paulo, Erica Malunguinho
Em sua publicação Erica mencionou a angústia que a reportagem causa em pessoas pretas e lembrou que Madalena pode não ser a única mulher negra que viveu essa situação. Somente no ano de 2020 dois casos como esse vieram à tona e um deles envolvia uma gerente de uma grande marca de cosméticos reconhecida no país.
“Não bastasse tamanha violência, segundo a reportagem, Madalena foi saqueada. Uma mulher que sobrevivia com muito pouco, quase nada. Estamos falando de um saqueio histórico. Não sei se podemos chamar de “falha do governo”. Afinal, me parece muito mais “projeto de governo”. Todavia, sei que o fato de estarmos em 2020 e termos pessoas vivendo em situação análoga à escravidão diz muito sobre o que o nosso país foi, e diz mais ainda sobre o que ele é.” Publicou a deputada Confira o post:
Não basta ser presente com toque afro. Pessoas negras são diversas e ao presenteá-las durante as festas é importante saber um pouco sobre a sua personalidade, afinal, não adianta dar um turbante para quem não curte moda africana.
Para facilitar a sua vida selecionamos alguns produtos legais, todos de afro-empreendedores, para vários perfis.
PARA QUEM É DO AXÉ
Natureza e aromas tem tudo a ver com pessoas do axé, místicas ou que amam estímulos sensoriais.
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Foto: Reprodução Mercado Livre
PARA QUEM DE PREOCUPA COM O CABELO ATÉ DORMINDO
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Foto reprodução Mercado Black Money
PARA QUEM AMA DEVORAR LIVROS
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Um Exu em Nova York é uma obra de ficção da escritora Cidinha da Silva.
Ao longo de 90 páginas ela apresenta uma perspectiva contemporânea e ficcional do cotidiano, sobre temas como política, crise ética, racismo religioso, perda generalizada de direitos (principalmente por parte das mulheres), negros e grupos LGBT. A autora considera que esses são marcadores importantes do século XXI e classifica a obra como um livro-dínamo.
O Chef Mailson você vai ensinar em um curso que acontece no final de janeiro, técnicas e conceitos básicos de mixologia, a arte da coquetelaria. São quatro receitas clássicas: Gin & Tônica, Caipirinha, Margarita e Piñacolada, para você aprender as versões tradicionais e algumas variações conhecidas.
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Foto: Reprodução Diáspora Black
PARA QUEM PIRA NAS MAKES
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Foto: Reprodução Instagram Negra Rosa
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No último sábado (19) o Griot – III Festival de Cinema Negro Contemporâneo anunciou os vencedores da Mostra Competitiva e encerrou o evento com o longa documentário “Chico Rei Entre Nós“, de Joyce Prado. Durante nove dias foram exibidos 48 filmes, debates, oficinas, laboratório de desenvolvimento de roteiros, masterclasses, tudo transmitido gratuitamente para todo o Brasil pela plataforma Todesplay. O grande vencedor da noite foi o filme do diretor Rodrigo Ribeiro, “A Morte Branca do Feiticeiro Negro“.
Assim como o sentido desse Festival, o melhor filme do Griot 2020 trabalha a perspectiva do negro, no caso, de um escravizado chamado Timóteo que escreveu uma carta de suicídio no tempo do Brasil Colônia. O relato desta obra revela a melancolia do personagem diante da existência da qual vivia e desejava libertar-se pedindo perdão ao seu Deus por tal sentimento e vontade de tirar a própria vida.
A distante lembrança da escravidão, e até em muitos aspectos romantizada, não leva em consideração os indivíduos que por ela passaram por tal situação. Não faz referência que estes indivíduos eram pessoas com histórias e desejos. Um retrato que também vai ao encontro com o filme escolhido pela curadoria para encerrar o Griot – III Festival de Cinema Negro Contemporâneo, chamado “Chico Rei Entre Nós”, de Joyce Prado.
No documentário de Prado temos acesso a história de Francisco, “Chico”, um Rei congolês que libertou a si e aos seus súditos durante o ciclo de ouro em Minas Gerais. O ícone desta figura está imersa em como a comunidade de Ouro Preto se expressa. O poder, a religião, os costumes e acessos ainda fazem parte dos conflitos sobre raça e classe.
A plataforma TODESPLAY foi quem tornou possível a exibição de toda a programação de 48 filmes, além da transmissão ao vivo de debates e masterclasses. Entendendo a importância do espaço, a plataforma deu o Prêmio TODESPLAY de incentivo para o filme “Ditadura Roxa”, de Matheus Moura, que corresponde a uma ambientação do intangível quando se é diferente, abordando com potência a questão dos privilégios sociais.
2020 foi um marco para a causa antirracista em todo o mundo. No Brasil, não foi diferente. A pauta, muitas vezes deixada de lado, permeou rodas de conversa, manifestações, movimentos e ações de grandes corporações. Para relembrar, o ID_BR destacou sete fatos que marcaram o ano.
Autores negros como Machado de Assis e Djamila Ribeiro ficaram no topo dos livros mais vendidos. Segundo relatório do Google Trends, desde 2006 não se pesquisava tanto sobre o tema. Com o assassinato de George Floyd em maio, a onda de protestos “Black Lives Matter” tomou conta dos Estados Unidos, ressoou no Brasil, assim como em várias partes do o mundo. Os investimentos no tema também atingiram níveis recordes.
Mas apesar do avanço da causa, o Brasil se viu frente a números e dados assustadores. De acordo com o mapa da violência produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública 2020, o Brasil mata 17 mais vezes negros do que os Estados Unidos.
“Os assassinatos de João Alberto no estacionamento de um supermercado por agentes de segurança brancos não é isolado. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado de acordo com a Anistia. Um dos efeitos mais cruéis do racismo é que ele mata. E no Brasil precisamos parar de relativizar ou dizer que é menos pior do que em outros lugares. A população negra quer ter direito à vida e a oportunidades em vida“, comenta Luana Genot, Diretora-Executiva do Instituto Identidades do Brasil.
A pandemia da Covid-19 também afetou diretamente essa camada da população, formada por mais de 17 milhões de pessoas. Segundo estudo da FioCruz, morrem 40% mais negros do que brancos por conta da doença, em decorrência das já conhecidas desigualdades socioeconômicas. Além disso, de acordo com o Cebrap, o número de estudantes pretos, pardos e indígenas sem atividade durante a pandemia é quase o triplo que o de brancos. Ainda durante o período, o ID_BR realizou um levantamento sobre a Saúde Financeira das Mulheres Negras e identificou que 80% não tinham reservas financeiras.
“A gente pode acompanhar que o número de empreendedoras negras por necessidade aumentou em pelo menos 15% nos últimos meses por conta do nosso levantamento. Dados do Ipea a partir da Pnad Covid-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o trabalho remoto foi mais presente entre os brancos (63,8%) do que entre pretos e pardos (34,4%). Também segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), a taxa de desocupação dos negros foi 71,2% maior que a dos brancos. O cenário de pandemia nos mostrou que nunca estivemos no mesmo barco. A Covid-19 e seus efeitos escancararam ainda mais desigualdades e suas cores“, analisa Luana.
2020 também foi marcado pela eleição de um novo grupo de vereadores e prefeitos. No caso das prefeituras, oito de 26 serão ocupadas por negros, mas nenhuma por uma mulher negra. Em setembro, o TSE determinou que houvesse cota para candidatos pretos e pardos em recursos financeiros e tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV para as eleições deste ano. A OAB aprovou que a partir de 2021 em suas eleições internas, 30% das vagas sejam ocupadas por pessoas negras.
O engajamento de personalidades e marcas na pauta antirracista também foi muito significativo durante o ano. Os Estados investiram 4.2 bilhões de dólares a mais do que o somatório dos últimos nove anos. No Brasil, a história foi um pouco diferente. Segundo dados públicos, pelo menos 72 milhões de reais foram direcionados a ações ou investimentos para a pauta.
“Vimos este ano como nunca antes alguns compromissos públicos com investimentos e metas relacionadas a pauta antirracista surgindo no mundo corporativo. Neste quesito é como se tivéssemos avançado 10 anos em 1. Mas no Brasil ainda estamos atrás. Investimos cerca de 800 vezes menos na causa que nos EUA mesmo tendo quase três vezes mais negros por aqui. Segundo o jornal O Globo, o Governo Federal gastou em 2019 cerca de 70% a menos com ações de promoção da Igualdade Racial e Superação do Racismo. O ID_BR tem apoiado empresas na construção de planos de ações a longo prazo para tratar da pauta de forma estruturada através do Selo Sim à Igualdade Racial. Temos feito esforços para expandir esta conversa num âmbito global, uma vez que mesmo entre as empresas que dizem ter um programa a nivel mundial a respeito da pauta antirracista, seus investimentos geralmente são restritos ao território onde estão sediadas, normalmente nos Estados Unidos. Precisamos fomentar uma conversa real e global sobre esse assunto que é de todos e merece mais investimento das empresas mundialmente“, analisa Genot.
Mas é preciso celebrar as ações afirmativas desenvolvidas nos últimos 12 meses. As atuações em parceria entre empresas e órgãos públicos mostram que o caminho é esse. E as iniciativas de Magazine Luiza, Bayer, Vivo e Diageo em desenvolverem processos seletivos exclusivos para pessoas negras mostram que o olhar a longo prazo é a forma de promover e garantir a igualdade racial para as próximas gerações. Na última semana, Rachel Maia foi convidada a integrar o conselho de administração do Grupo Soma tornando-se a primeira conselheira negra do país.
“No final do ano passado, tínhamos cinco empresas aderentes ao selo Sim à Igualdade Racial. Finalizamos 2020 com 22, um número quatro vezes maior que o de 2019. Este ano tão caótico e triste pela perda de vidas, também trouxe às empresas urgência em relação à pauta. A pressão social está cada vez maior. Estamos atrasados e não queremos esperar 150 anos para a igualdade racial chegar. Esperamos acelerar ainda mais em 2021“, completa Luana.
2020 veio marcar de uma vez que, mais importante do que dizer não ao racismo, é imprescindível dizer Sim à Igualdade Racial.
A jornalista e produtora de audiovisual Queen Cristina ganhou o prêmio TAL na categoria Melhor Série Documental Sobre Diversidade e Inclusão Regional, com a Série documental Caminhando com Tumbao, que numa tradução livre para o português seria Caminhando com Gingado.
“Este prêmio, é muito importante pois me incentiva a redobrar esforços na disseminação das tradições ancestrais das filhas étnicas da diáspora africana.” Disse Cristina Viana, que diz se sentir muito honrada em receber este prêmio pelo seu filme
A série de documentários Caminhando com Tumbão conta com 6 capítulos, que estão disponíveis no Youtube. O filme mostra o trabalho jornalístico que descobre imensas semelhanças na história construída pelos afrodescendentes de Salvador da Bahia e de Santiago de Cali, Pacífico colombiano.
“O som do tambor milenar nos torna cidades irmãs e marca o caminho para continuar CAMINHANDO COM TUMBAO e poder contar outras histórias que contribuíram para a consolidação de nossas nações. Uma caminhada que nos une e estabelece laços comuns com as comunidades afro da América Latina e do Caribe, o que nos permite reconhecer-nos como diferentes, diversos e multiculturais, sentindo orgulho dessa mistura indígena, ibérica e africana.” Diz a jornalista
Equipe:
Os diretores Zumaya Mayers e Rodrigo Cuervo, em equipe com os produtores Cristina Viana e Carolina Sterling no Brasil e Colômbia, John Alex Castillo, apresentador; Diretora de Melisa Jurado, Fredy Sarria e Tomas Reinales – cinegrafistas, Julián Sabolgal e David Salazar – produtores de som, Diego Badillo, e Daniel Mina – pesquisador
“Recebemos esse reconhecimento com grande humildade, o que nos compromete a continuar documentando as contribuições herdadas da África na consolidação de uma identidade afro-latino-americana. Vamos continuar no caminho, ANDANDO COM TUMBAO.” Agradece a equipe
Neste ano, realizaremos a primeira edição do Prêmio Melhores do Ano Mundo Negro. O prêmio foi uma ideia de vocês, nossos leitores, devido a baixa indicação de personalidades negras em grandes prêmios já existentes.
Para mudarmos essa realidade e sermos protagonistas das nossas histórias, teremos essa primeira edição de pessoas pretas sendo contempladas e homenageadas pelo seu público preto. Nesse ano, o prêmio não terá uma versão física mas estamos trabalhando para que esse seja o primeiro ano de um extenso legado de premiações do Mundo Negro.
Nesta primeira edição teremos ao todo oito categorias, sendo elas: ⠀ (1)Jornalista (2) Artistas de TV (3) Artista Musical (4) Revelação (5) Influencer (6) Artista Mirim (7) Atleta (8) Podcast
Ao longo das semanas abrimos uma seleção no nosso Instagram para descobrirmos a opinião do público sobre quem NÃO poderia faltar nas respectivas categorias.
Selecionamos os quatro mais indicados em cada categoria e agora, novamente, é com vocês! Clique aqui para ter acesso ao formulário e vote na personalidade negra que você quer ver como vencedora desse prêmio.
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