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O futuro da moda é hoje e preto: 12 nomes para ficar de olho em 2021​

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Quais são os caminhos que vão ditar o futuro da moda? Para se pensar o futuro da moda é preciso entender o contexto atual dessa indústria. Segundo o relatório The State of Fashion 2020 da consultoria McKinsey e do portal The Business of Fashion, após um aumento de 4% em 2019, o setor experimentou um declínio de aproximadamente 90% no lucro econômico globalmente em 2020.  

Apesar dos números serem desanimadores, é fundamental saber que a moda é muito mais sobre gente do que roupas, sapatos e acessórios. Sendo assim, para compreender os próximos passos da indústria da moda faz-se necessário atentar-se às pessoas que têm feito diferente para torná-la melhor. 

Felizmente nos últimos anos o Brasil tem assistido marcas incríveis emergirem e trazerem ao mercado novas formas de se criar e produzir moda. Coincidentemente essas pessoas são pretas e são elas que têm ditado o que podemos aguardar da moda nos próximos anos.

Trata-se de uma nova geração de criativos que trazem em suas marcas propósitos que ficam nítidos em cada peça e coleção. Marcas criadas para uma nova geração de consumidores cada vez mais atentos e conscientes também.  A seguir, uma lista com nomes que merecem atenção em 2021:

Hisan Silva e Pedro Batalha da Dendezeiro

Hisan Silva e Pedro Batalha da Dendezeiro 

Sem dúvidas a marca Dendezeiro (@dendezeiro) foi uma das maiores revelações de 2020 e promete muitas novidades para 2021. Fundada em Salvador há dois anos por Pedro Batalha e Hisan Silva, a marca mostra todo o potencial criativo do nordeste por meio da representação e criação de peças autorais para corpos diversos. Só em 2020 a Dendezeiro lançou 3 coleções, estreou na Casa de Criadores e passou a assinar editoriais da FFW. Motivos não faltam para acompanhar os próximos passos da dupla.

Jal Vieira Brand da Jal Vieira

Jal Vieira Brand da Jal Vieira 

Moda como afetividade. Esse é o objetivo da Jal Vieria Brand (@jalvieirabrand), marca da paulistana Jal Vieira, que também integrou o coletivo Célula Preta da 47ª edição da Casa de Criadores. Por meio da coleção Minha pele costura a minha história, a estilista condensou de forma única os atravessamentos e resistências de ser mulher preta. Também em 2020, Jal viu as peças da coleção Ruptura – saia e blazer – serem usadas no clipe de Me Gusta da cantora Anitta com participações de Cardi B e Myke Towers. Vale aguardar o que Jal Vieira reserva para 2021.

Athos Henrique da NOVE

Athos Henrique da NOVE

Criada em 2019 pelo estilista Athos Henrique de Belo Horizonte, a marca NOVE (@nove.mp4) mostrou em 2020 que é possível criar uma moda autoral e consciente, adequando-se a realidade dos consumidores com a leveza e frescor do slow fashion, mesmo num contexto pandêmico, por meio de lançamentos memoráveis. Depois de trabalhar durante 10 anos em grandes marcas do mercado de luxo nacional, Athos transformou a NOVE num verdadeiro laboratório de experimentações em construção. A coleção cápsula intitulada Memórias remodeladas, consolidou os sucessos da marca,  que apesar de jovem, tem muito para mostrar ao mercado nos próximos anos. 

Milena Lima da Mile Lab

Milena Lima da Mile Lab

Capitaneada por Milena Lima, mulher preta, lésbica e periférica, nascida e criada no Grajaú, São Paulo, a Mile Lab (@mile.lab) é em sua essência, uma marca de moda marginal ativista.  Milena que é designer por formação, também é poeta e em incorpora em cada coleção o apelo por reconhecimento do corpo periférico e do pertencimento desses corpos em todos territórios possíveis por meio da arte, movimento e resistência. A coleção mais recente, Baobá, é um manifesto popular à valorização da cultura e identidade negra periférica. Fica aí uma marca revelação que promete gratas surpresas em 2021.

Helena Vieira, Luana Vitória e Thaiane Clarissa da STUDIO 64

Outra marca que tem como propósito reinventar e ressignificar a moda é a Studio 64 (@studio___64), das soteropolitanas Helena Vieira, Luana Vitória e Thaiane Clarissa. A marca nasce no final de 2019 com o garimpo de peças jeans que foram reutilizadas e transformadas em tops, biquínis, saias e regatas. O objetivo, segundo as sócias, é oportunizar peças que se adequem às formas e aos corpos das mulheres brasileiras. Em sua última coleção lançada no final do ano passado, Welcome Summer,  a marca celebra a diversidade e a estação mais quente do ano através de patchwork de tecidos. A Studio 64 também integra o coletivo criativo Pala. 

Gabriel Carneiro da Carneiro Studio

Gabriel Carneiro da Carneiro Studio

Apesar de ter nascido em meio ao caos (abril de 2020, auge da pandemia da covid-19 no Brasil e no mundo) a Carneiro Studio (@carneiro_sstudio) chegou trazendo todo o frescor e personalidade da nova geração de designers pretos à moda atual. Gabriel Carneiro, o jovem estilista de 25 anos por trás da marca, já assinou desfiles, editoriais e o estilo de artistas como Linn da Quebrada, Rincon Sapiência e Liniker. A marca de Gabriel, que também é publicitário,  carrega em sua essência memórias familiares e vivências enquanto homem preto no universo da moda. Vale acompanhar o que a Carneiro Studio apresentará em 2021.

Iury Aldenhoff da Negro Piche

Iury Aldenhoff da Negro Piche

Com estampas vibrantes e super coloridas as peças da marca Negro Piche (@negropiche) do jovem empreendeor cearense Iury Aldenhoff de 24 anos, aposta numa moda agênero carregada de empoderamento, ancestralidade, leveza e conforto. As coleções da marca possuem peças que vão desde camisas, vestidos a pijamas com tecidos leves e estampas características do nordeste brasileiro, com produção local e artesanal – as roupas costuradas pela mãe do Iury, Ionete Rodrigues.

Gláucia Lopes da 370

Gláucia Lopes da 370 

Despertar a consciência nos movimentos. Com esse propósito, Gláucia Lopes criou em 2016 a 370 (@370oficial). Gláucia sempre conviveu com a costura em sua vida por influência das mulheres de sua família, em especial, sua avó e sua tia. A marca se baseia em processos conscientes para oferecer uma moda que seja responsável, sem abrir mão do conforto. Dessa forma, uma pantalona da 370 pode ser facilmente transformada num macacão, acompanhando os movimentos do corpo nos diversos momentos do dia a dia. Vale acompanhar de perto os próximos lançamentos da marca em 2021. 

João Belfort da Moda do João

João Belfort da Moda do João

De São Luís no Maranhão vem a marca Moda do João (@modadojoao), que combina em suas peças alfaiataria, tecidos naturais, muitas cores e estampas transbordando as riquezas da região nordeste. João Belfort, publicitário e stylist de 30 anos, criador da marca, se inspira nas vivências locais para transformar cada coleção num verdadeiro manifesto de amor à moda autoral e regional. A Moda do João, que está presente no estilo de fashionistas como Luiza Brasil e Loo Nascimento, é uma das marcas residentes da HAUS 337, casa de criação coletiva localizada em São Luiz e grande aposta para este ano.

É revigorante ver marcas que nasceram ou que elevaram ao máximo suas criações mesmo em meio a um período tão conturbado sanitária, social e  economicamente. 2020 revelou o potencial de criação e experimentação dos novos estilistas e designers pretos que irão moldar a moda das próximas décadas. Uma moda que fala de ancestralidade, arte e resistência. 

Essa geração de criativos é a comprovação que o futuro da moda é sim preto. Que existem muitos caminhos a serem abertos e espaços que precisam ser ocupados. Agora é acompanhar os próximos passos, consumir e vibrar com cada uma dessas marcas e empreendedores. 

“Novo homem preto”: Estilistas baianos fazem ensaio abordando moda atemporal

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Foto: Kaila Campos e Gabriel Telles

Novo homem preto surge com o conceito de uma nova produção sem acúmulo de matérias e fundamentos que mostrem isso. A moda que pode ser não consumista e aatemporal.

Segundo o apresentador e idealizador do projeto, Uran Rodrigues, “é tempo do desapego e olharmos as nossas reais necessidades. Lembra quando ouvíamos que éramos o futuro da nação? O futuro é agora e se faz necessário pensarmos nesse instante e muitas são as preocupações.  O planeta clama por medidas eficientes para destinarmos de forma correta todo lixo que produzimos.”

 Feito por 11 estilistas baianos, foi abordado significado como as reais necessidades que podem aparecer diante as temáticas da vida no cotidiano.

“Minha criação para esse homem do futuro foi mostrar através da explosão de cores que podemos usar e ousar sempre . Calça , camisa e blazer, tudo na mesma estampa, materialização da força para imprimir toda nossa personalidade e estilo . Afinal, nós somos o que nós vestimos. As peças fazem parte da coleção Ghetto da Guiné, uma homenagem ao Guiné Bissau, país localizado na parte ocidental do continente africano” contou Júnior Rocha- estilista da Meninos Rei, um dos estilistas que participou do ensaio.

Muitas ideias inspirou os estilistas que participaram do movimento, um deles foi o pensamento de mostrar socialmente que roupa de homem não precisa se adequar aos padrões. O estilista Soujê revela que ao fazer o look para ensaio quis mostrar ancestralidade, liberdade, sensibilidade e força de forma leve.

Roupa feita pelo estilista Soujê; Imagem: Kaila Campos e Gabriel Telles

Além da Meninos Rei e Soujê, que foram citados na matéria, estão envolvidos no ensaio os estilistas Areia, Luciana Galeão, Rey Vilas Boas, Jeanne Gubert, Chato Afro Culture, Filipe Dias, Realce, KF Pratas, Fagner Bispo e Filipe Dias com produção de Moda assinada por Júnior Rocha e make por Beberes.

Pesquisa da FGV mostra que o impacto do Covid-19 em profissionais de saúde negras é maior

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Foto: Divulgação

Segundo pesquisa realizada pela FGV, mulheres negras na linha de frente no combate ao covid são mais impactadas que profissionais brancas. Elas representam a maioria das técnicas de enfermagem ou agentes comunitárias de saúde e estão mais expostas ao vírus pois recebem menos treinamento, orientação e equipamento para se proteger da doença.

A pesquisa aponta a desigualdade racial na área de saúde e expõe que mulheres negras estão mais expostas e recebem menos suportes para a segurança. Mostrando as diversas faces do racismo na nossa sociedade.

“Temos que olhar na dimensão da interseccionalidade. As mulheres negras que estão na base do sistema de saúde, são, em geral, técnicas de enfermagem ou agentes comunitárias de saúde, que são profissões menos valorizadas e com menor nível educacional. Por isso, elas estão mais expostas ao risco do contágio, recebem menos treinamento, orientação e equipamento de proteção. A pandemia exacerba uma desigualdade estrutural que já existe, e isso impacta na sensação de mais medo e despreparo em relação aos outros profissionais”, disse Gabriela Lotta, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e uma das autoras do estudo.

A exposição não é somente ao vírus, além da falta de proteção, essas mulheres estão expostas diariamente ao assédio moral, segundo os dados da FGV as profissionais de saúde negras afirmaram sentir medo (84%), desconfiança (28%) e tristeza (53%), além de declararem mais sensação de despreparo (59%)

Sobre o assédio moral a pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas diz “É ser constrangida e obrigada a trabalhar em condições ruins sem o governo assumir a responsabilidade e sobre o risco de ser demitido. Isso aumentou profundamente na pandemia, o que mostra como as condições de trabalho desses profissionais são precárias e vulneráveis.”

Nova temporada de “American Gods” tem a presença dos orixás

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As Iabás dançam em American Gods - Foto - Reprodução

Oxum plena e dançando em um seriado americano? Sim! A nova temporada do seriado American Gods disponível no Amazon Prime Video (aqui no Brasil também) traz novos deuses, incluindo agora alguns da cultura iorubá como Oxum, Iemanjá e Iansã.

Para quem não conhece a história, o seriado que está na terceira temporada, conta a jornada de Shadow Moon (Ricky Whittle), um homem negro com uma vida complicada que começou com uma grande perda pessoal quando ele era adolescente e tudo se transforma quando ele, adulto, ao sair da prisão, começa a trabalhar para Mr Wednesday (Ian McShane).

No exercício do seu trabalho, Shadow conhece novos e antigos deuses que circulam em carne e osso nos EUA contemporâneo. Vale destacar as divindades negras das primeiras temporadas da série como Mr Nancy/Anansi (Orlando Jones),  Bilkis/Rainha de Sabá (Yetide Badaki)  , Mr Ibis/ Tote ( Demore Barnes) e Mr Jacquel/Anubis ( Chris Obi ).  

Mr Nancy/Anansi (Orlando Jones) aparece na primeira e segunda temporada da série – Foto: Reprodução

A série é baseada no livro American Gods de Neil Gaiman e se você curte histórias repletas de mitologia, com certeza vai se divertir.

“Vai tomar seus remédios”: negra e autista, ativista sofre ataques no Twitter

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Imagem: Reprodução/Instagram

A professora e ativista pelos Direitos Humanos, Luciana Viegas descobriu sozinha que tinha autismo. E isso não é tão raro. Para casos “mais brandos” da doença, sobretudo o autismo de alto funcionamento, em que a pessoa apresenta resultados acima da média em algumas atividades, é bem comum que o autista viva sem saber que faz parte do espectro e seja lido só como alguém muito sensível ou anti-social.

Por meio do Twitter, Luciana resolveu compartilhar suas experiência pessoais com o transtorno focando no que ela descobriu sozinha sem ajuda médica. E não precisou muito para que os “cientistas” brancos da rede a atacassem, defendendo a “ciência” e ignorando as narrativas íntimas de Luciana.

Em um vídeo em sua conta no Instagram, postado nessa segunda-feira, 11/12, a ativista relatou quer recebeu postagens racistas e capacitista na qual era chamada de “macaca” e outra postagem disseram: “vai tomar os seus remedinhos”.

Foto: Reprodução Twitter.

Viegas disse que estava bem, apesar de tudo, denunciou as redes das pessoas que fizeram os ataques e que não permitiria que alguém – sendo deficiente ou não – fizesse racismo. A conta dela do Twitter ficou trancada por 24 horas por causa das denuncias feitas e ela ainda disse que “o racismo dói, por mais que saibamos o que está acontecendo, ele dói”.

A professora foi chamada de ‘burra’ e outros adjetivos, por opinar em uma linha de estudo que ela pesquisa, sobre o modelo de denuncia no modelo biomédico. Luciana ainda falou que, uma das pessoas que a ofenderam, publicou uma foto (que foi apagada) imitando o bigode de Hitler.

Foto postada pelo perfil @pcdliberal no Twitter

Além de entender e denunciar os crimes ocorridos, ela rebate que não irá parar de lutar por aquilo que acredita e pela luta antirracista e anticapacitista.

Como era se de se esperar, depois das manifestações de Luciana, muitos dos links originais das postagens foram deletados e só restaram os prints.

O Mundo Negro procurou a assessoria de imprensa do Twitter durante a tarde, que disse que não teria tempo de responder às nossas dúvidas pelo volume de demandas.

Atualização:
O Twitter tem regras que determinam os conteúdos e comportamentos permitidos na plataforma, entre as quais as políticas que proíbem o comportamento abusivoe a conduta de ódio. Inclusive, a atualização da política contra conduta de ódio passou a incluir, recentemente, a linguagem que desumaniza alguém devido à sua raça, etnia ou origem. Violações a essas regras estão sujeitas às medidas cabíveis. Temos sido cada vez mais proativos em detectar conteúdos abusivos na plataforma, mas também contamos com as denúncias das pessoas de eventuais violações às nossas regras.

Edição: Silvia Nascimento

Filho de Spike Lee é o primeiro homem negro na função de embaixador do Golden Globe

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BEVERLY HILLS, CA - JANUARY 06: (L-R) Jackson Lee, Tonya Lewis Lee, Spike Lee, and Satchel Lee attend the 76th Annual Golden Globe Awards at The Beverly Hilton Hotel on January 6, 2019 in Beverly Hills, California. (Photo by Jon Kopaloff/Getty Images)

Jackson e Satchel Lee, filhos de Spike Lee e da produtora Tonya Lewis Lee, foram anunciados nesta terça-feira (12) como embaixadores da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood em 2021. A entidade é a responsável pela realização do Golden Globe. A novidade foi anunciada em um evento virtual comandado por Dylan e Paris Brosnan, filhos do ator Pierce Brosnan, que assumiram a função no ano passado.

Com a posse, Jackson Lee se torna o primeiro homem negro a assumir a função. “Estamos orgulhosos de dar as boas-vindas a uma lista incrível de embaixadores”, disse em nota Ali Sar, presidente da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. “Parecidos com seu estimado pai, também cineasta e conhecido por uma narrativa intransigente e provocativa, Satchel e Jackson já começaram a trilhar os próprios caminhos nas artes. Estamos honrados em ver como eles usarão esta plataforma para elevar as questões importantes da saúde queer e orientação juvenil”.

Ano após ano, os embaixadores são escolhidos pela Associação. Tipicamente, são filhos de celebridades vencedoras do Golden Globe. Já receberam a honraria as proles de Melanie Griffith, Laura Dern, Sosie Bacon, Corinne Foxx, entre outros. Além de auxiliar na execução da cerimônia, os jovens também fazem o intermédio e a seleção de doações da Academia para instituições filantrópicas. Cada uma recebe em média um incentivo de cerca de US$ 25 mil.

O Golden Globe 2021 acontece no próximo dia 28 de fevereiro. Nesta edição, marcada pela pandemia, Tina Fey e Amy Poehler retornam à função de apresentadoras.

Issa Rae, de Insecure, dá aula online sobre criatividade para quem quer produzir séries

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Issa Rae - Foto: Reprodução Instagram

“Estou torcendo para todo mundo que é preto”. Quem não lembra dessa frase da Issa Rae durante o Emmy em 2017. A atriz, produtora e diretora completa 36 anos nessa terça-feira (12/01) é considerada um dos maiores nomes da indústria do entretimento nos EUA.

A Chefinha - 18 de Agosto de 2019 | Filmow
Issa Rae com Marsai Martin em a Chefinha – Foto: Divulgação

A marca de Issa é valorizar a comunidade negra em suas produções, com roteiros originais, personagens humanizados sem contar a fotografia e trilha sonoras indefectíveis. Sua obra prima é o seriado Insecure da HBO que já foi indicado ao Emmy.

O início de carreira da produtora foi marcado pelo racismo, onde ela tirou do bolso grana para bancar a série no “The Misadventures of Awkward Black Girl” porque muito produtores não acreditavam que contar histórias sobre mulheres negras seria algo rentável.

Uma parte da sua jornada se tornou uma aula. Issa estreia na plataforma Masterclass ensinando a criar séries para TV e para web.

Para quem tem um bom inglês é uma ótima oportunidade de aprender com uma das melhores da atualidade.

Ciara é capa da ‘Self Magazine’ e fala sobre pandemia, família e autocuidado

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Imagem: Travis Matthews/Self Magazine

“Estou amando cada parte de mim, e isso é bom.” Ciara posa para a revista ‘Self’ e fala um pouco mais sobre autocuidado e família nesse período que ela mesma denomina de ‘caos organizado’ em sua casa.

Desde 2004, quando lançou o álbum multiplatina Goodies aos 18 anos e encantou a todos com seus movimentos de dança impecáveis, ficou claro que se trata de uma mulher com ética de trabalho, mas a cantora afirmou na entrevista que está no melhor lugar de sua vida e carreira nesse momento. Após passar por conhecimentos que ela mesma diz que a fez crescer, a mãe de três filhos revela que encontrou sua maneira de abraçar o mundo.

Ciara, sempre muito determinada e confiante, pausa para falar sobre seu autocuidado. Como mãe, diz que até quando está pensando em si mesmo, os filhos ocupam o seu tempo, ela menciona andar de carro com eles para apontar algumas cabras perto de sua casa na Califórnia. “Isso tem sido bom para a mente”, diz a cantora. Mesmo quando ela está pensando em si mesma, seus filhos ocupam o centro do palco.

 Mãe, esposa e mulher de negócios, Ciara também falou um pouco sobre os relacionamentos.

“Eu acredito que o maior desafio é ser capaz de simplesmente se comunicar. Se tivermos algum desafio com alguma coisa, sempre que tivermos, vamos para a comunicação. E às vezes é difícil entrar na conversa de comunicação, mas então, você sabe que é um lugar seguro porque sempre falamos sobre estar igualmente jugo. Acho que é uma virada de jogo porque somos capazes de voltar ao marco zero com bastante facilidade porque estamos alinhados na maneira como pensamos e abordamos as coisas ”.

Aos 35, Ciara está com um humor particularmente introspectivo sobre para onde vai a partir daqui. Ela está pensando em como “subir de nível”.

“Como estou sendo a melhor mãe? Como posso me envolver mais? Como posso estar ciente de certas coisas para ficar realmente ligado aos meus bebês? Como esposa, o que posso fazer para garantir que continuo sexy? O que posso ter certeza de que estou fazendo para cuidar das minhas coisas, cuidar de mim? Como estou me amando para continuar me sentindo jovem? ” 

Todas essas são perguntas que ela se faz ao contemplar seus próximos cinco anos. “E quando eu chegar lá, quais são os próximos cinco anos?”

“Até hoje a ficha não cai”, Madalena fala sobre a situação análoga à escravidão que viveu nos últimos 38 anos

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Foto: Arquivo Pessoal

1 mês e duas semanas após ser resgatada da casa de família de escravocratas, Madalena Gordiano comenta sobre a situação em que viveu por 38 anos e falou como tem sido sua vida desde que saiu da casa da família Rigueira

Em entrevista para o portal UOL Madalena contou que passou por momentos de muita amargura e solidão. A mulher de 46 anos, foi escravizada desde os 8 anos, e parece ainda não ter noção da gravidade do crime que foi cometido contra ela.

“Eu levantava cedo, passava um monte de roupa, fazia café, ia limpar a casa, banheiro… Ficava até de noite arrumando as coisas, até a hora de deitar, não parava um minuto as costas até doía. Tá doendo ainda.” Contou Madalena sobre a sua rotina.

Madalena conta que os patrões saíam e ela tinha que arrumar a casa toda, era privada de pintar as unhas, arrumar o cabelo entre outros tratamentos básicos.

“Eles gostavam do meu cabelo curtindo, eu não podia deixar crescer, que falavam que tava feio” contou Madalena. O único momento em que Madalena não ficava sob o controle da família Rigueira era quando ia pra missa, e ainda assim isso deixava os “patrões” insatisfeitos. “Você tá indo pra missa só pra fofocar” dizia Maria das Graças para Madalena.

Quando foi resgatada, gravações de Madalena fazendo compras e passeando no shopping repercutiram nas redes sociais, e ela contou que ficou muito feliz em poder comprar roupas novas e no ínicio da entrevista, mostrou contente aos entrevistadores um vestido de bolinhas. “Antes eu comprava as roupas, mas ficava devendo aos outros”, lembrou.

Madalena, que é religiosa contou que pedia a Deus para sair da situação e já chegou a conversar com o padre sobre não aguentar mais viver da forma que estava vivendo. “Entra no seu quarto, reza um ave-maria, um pai nosso, deixa pra lá isso vai acalmar!” dizia o padre para Madalena.

Atualmente, longe da família Rigueira, Madalena está em um projeto de ressocialização da Universidade Federal de Uberlândia Uberaba (MG) e tenta se recuperar dos traumas dos anos em que foi escravizada.

“Tanto que eu chorei, hoje não tenho mais vontade de chorar.” disse Madalena que vive com suporte psicológico e na companhia de uma assistente social. Madalena está recebendo carinho dos brasileiros pelas redes sociais, onde mostra um pouco da sua nova rotina, rodeada de pessoas que cuidam dela.

Madalena ainda contou sobre seu sentimento em relação a família Rigueira e disse ter medo de os encontrar de novo. “Eu choro muito. Nossa! Medo dos homens me seguirem, de sair, medo de morar sozinha. É difícil. Tenho medo de eles mandarem alguém para me perseguir. É medo” desabafou.

Com um pouco mais de 1 mês longe da família que a escravizou durante décadas, Madalena falou sobre seus sonhos e o que espera para o futuro. “Eu ainda não escolhi a cidade. Mas sabe onde quero morar? Rio Grande do Sul, Uberlândia, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis” contou suas preferências.

Os últimos 38 anos foram roubados de Madalena, sem poder ter amigos, comemorar aniversários, ter suas próprias coisas e ver sua família, Madalena contou que viveu momentos de muita angústia, mas agora pretende aproveitar a sua vida.

“Eu quero ter o meu lugar. É hora de arrumar o meu lugar. Eu quase não tenho sonho de nada. Eu não sonho com muita coisa não. Só mudança de casa” completou. Madalena já criou uma conta no Instagram, onde dividi um pouco da sua nova rotina.

Ainda não foram divulgadas novas informações sobre a situação atual do caso.

Kevin Hart faz acordo milionário com a Netflix para estrelar no mínimo 4 filmes

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Foto: Reprodução/Instagram

A HartBeat Productions de Kevin Hart (Policial em apuros e Entrando numa fria maior ainda) assinou um contrato milionário de longo prazo com a Netflix.
Segundo o Deadline, o acordo inicial de Hart com a Netflix é para a produção de pelo menos 4 filmes. Em pelo menos nesses quatro filmes que Hart irá produzir, ele também estrelará. 

Em um comunicado, o ator falou sobre o contrato e disse se tratar de uma grande oportunidade: “Uma oportunidade incrível para HartBeat e para mim”.

“Estou animado para atuar e produzir filmes de ponta com a Netflix”, disse ele. “Sou extremamente grato a Ted Sarandos e Scott Stuber, compartilhamos a mesma visão criativa e sempre colocamos o público em primeiro lugar. Este negócio é sobre crescimento e minha equipe HartBeat continua a exceder minhas expectativas com sua capacidade de desenvolver histórias e relacionamentos.” completou o ator.

Segundo o ator, o objetivo é tornar o nome da produtora HartBeat sinônimo de entretenimento e narrativas de primeira classe.

O presidente da HartBeat, Bryan Smiley, também disse no comunicado que está “além de entusiasmado” com o “novo capítulo emocionante” da empresa com a plataforma de stream.

“Kevin e eu estamos comprometidos em fazer os melhores filmes da classe com nossos novos parceiros da Netflix”, ele continuou. “Este acordo inovador garante que as produções da HartBeat serão vistas por milhões de pessoas em todo o mundo, por muitos anos.”

Scott Stuber, da Netflix, também disse que o streamer “desfrutou de um longo relacionamento” com Hart e está ansioso para trabalhar com ele em projetos futuros.

“Ele é um produtor ativo e tem sido ótimo vê-lo construir uma empresa incrível com HartBeat”, disse ele em um comunicado. “Existem poucos artistas que podem atrair o público de todas as idades e ter sucesso em fazer comédias, dramas e filmes para a família. Estamos entusiasmados com a parceria com Kevin e sua grande equipe na HartBeat, para entreter nosso público nos próximos anos.”

Hart está programado para estrelar e ser o produtor executivo da recém-anunciada série da Netflix ‘True Story’, produzida pela HartBeat Productions e Eric Newman ( Narcos e Narcos: México ), marcando a estreia dramática de Hart na série.

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