Home Blog Page 1030

Aprendi com a minha mãe a beijar meu braço

0
Crédito: Teddy

Certo dia, em uma palestra para profissionais de educação, eu falava da importância e responsabilidade da escola em trazer em seu conteúdo a valorização das crianças negras, de sua cultura e povo para dentro da sala de aula, assim como rege a lei 10.639/03. 

Em meio à uma sala repleta de educadores e profissionais de educação brancos, um homem negro pediu a palavra e disse: 

-Desde criança eu aprendi a valorizar e amar quem eu sou e a minha cor, através dos ensinamentos e exemplo da minha mãe. Ela fazia o seguinte gesto: beijava o seu braço e falava em seguida “eu amo e honro a minha pele negra”. Logo em seguida, pedia para eu repetir a ação, e assim eu fazia. 

O homem sentado na plateia é funcionário da zeladoria de uma das escolas públicas de uma cidade do interior Paulista. Ele afirmou que esse gesto de sua mãe fez com que ele sempre tivesse orgulho de sua negritude. Ele contínuo seu relato: 

– Eu já passei por diversas situações e episódios racistas, sempre que isso aconteceu, eu me lembrava dos ensinamentos da minha mãe e repetia seu gesto. Hoje, mesmo adulto, ainda faço essa prática de beijar meus braços e dizer eu amo e honro a minha cor negra. Sinto que isso me enche de alegria para enfrentar as adversidades do meu dia. 

Quero alertar, com esse exemplo, que identidade e pertencimento racial é algo que construímos desde pequeninos e a família tem papel fundamental nessa construção, já que alguns padrões de comportamento, apreendidos pelas crianças, introduz características da cultura e do meio em que ela se encontra, ao passo que outros são peculiares à própria família. 

Como a gente muito sabe, a nossa luta é imensa no combate ao racismo, porém, por ainda não ser uma luta aderida por toda a sociedade, infelizmente não podemos garantir que nossas crianças não sofrerão episódios racista, na verdade, temos certo é que sofrerão. Por isso está em nossas mãos trabalhar para quando o racismo as atingir, elas tenham conhecimento para identificar e força interna suficiente para lidar com isso. Esse é o papel da família.  

A criança aprende valores, sentimentos e expectativas de posição, por intermédio de cada membro de sua família e de outras pessoas com que convive. É preciso considerar que a família exerce, desde muito cedo, grande influência na transmissão de valores e crenças a respeito dos grupos raciais. 

Ou seja, por mais que há uma lei que obrigue as escolas a ensinarem a cultura africana e afro-brasileira, além da importância do protagonismo negro para a construção da nossa sociedade, é dever da família introduzir na educação das crianças um aprendizado sobre essa cultura e o pertencimento racial. 

A mãe do funcionário da escola, de forma simples e muito afetuosa, ensinou para ele esse pertencimento e com isso, transmitiu valores que estão presentes na vida dele até hoje. 

Desde dezembro do ano passado, eu venho fazendo um trabalho de conexão ancestral com mulheres negras, o objetivo é trazer algo para a vida delas que deveríamos ter aprendido desde a infância: a valorização de quem somos e o reconhecimento da luta de nossos ancestrais. 

Acredito que não é necessário chegarmos à vida adulta para fazermos essa conexão, podemos proporcionar hoje às crianças essa educação que valoriza: quem somos nossas lutas, a cor da nossa pele, a textura de nossos cabelos, etc. Então, convido você, que faz parte da família de uma criança negra, a introduzir na educação dessa criança esse amor e honra por quem nós somos. 

Eu amo e honro a minha cor presta e eu conto com você! 

Agnaldo Timóteo morre vítima da COVID-19

0

E ao Brasil perde mais um nome importante da nossa cultura popular. O cantor e político Agnaldo Timóteo morreu nesse sábado, 3, às 10h40 da manhã por complicações da covid-19. Ele tinha 84 anos.

Timóteo já tinha tomado a primeira dose da vacina, mas não resistiu aos efeitos do vírus.

A família emitiu um comunicado à imprensa:

“A família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha.

A Família informa que a Corrente de Fé, com pensamentos positivos e orações, permanecerá, em prol da cura final dessa doença e pelos que ainda estão lutando.”

Mais do que nunca, se puder fique em casa.

Foto: Divulgação

Com muito humor e simpatia, influenciadora Patrícia Ramos comemora 2 milhões de seguidores no instagram

0
Imagem/Reprodução

Aos 20 anos e divertindo muitas pessoas na internet, a influenciadora Patrícia Ramos se tornou referência na nova geração de influenciadores gospel, compartilhando assuntos como casamento, autoestima e, especialmente, sua crença no evangelho cristão.

Muito carismática, Patrícia não levanta bandeira de religião, mesmo sendo cristã, ela acredita no quanto Deus gostaria de ver as pessoas sorrindo e elas só conseguiram isso se amando e se valorizando, por isso, adora brincar com o tema e levantar a auto-estima das pessoas.

A influenciadora digital viu sua vida se transformar completamente em poucos meses após um áudio seu viralizar no TikTok, sendo usado por outra blogueira em formado vídeo rápido, como é mais comum nessa rede social. Hoje, menos de um ano depois, ela conquista cada vez mais público e já atingiu a marca de 2 milhões de seguidores no TikTok – rede na qual estourou –  e outros 2 milhões no Instagram.

Com seu bordão “Para com isso” e muito bom humor, Patrícia anunciou pouco tempo atrás os seus quadros em mais um meio de comunicação, o Youtube, na qual ela já soma mais de 235 mil inscritos.

Um dos formatos de conteúdo que mais faz sucesso em suas redes é o quadro no Instagram “Pati Aconselha”, onde ela responde perguntas sobre o evangelho, relacionamentos, autoestima e beleza, conectando seu humor leve e descontraído a respostas sinceras. Esses vídeos posteriormente se tornam Reels, com alcance médio de 3 milhões de visualizações por publicação.

2 de abril: A importância do Dia Internacional do Livro Infantil

0
Imagem/Reprodução: Princesa Ameerah

Comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil no dia 2 de abril, porque esse é o dia do aniversário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, um nome importante na literatura mundial. Entre suas obras estão, por exemplo, “O Patinho Feio” e “A Pequena Sereia”.

A doce princesa da imagem que escolhi para representar este texto, se chama Ameerah e vive na Georgia (EUA). Sua mãe gentilmente cedeu a imagem que me encantou desde o primeiro momento em que vi, e prontamente me identifiquei.

Eu poderia ter me identificado por lembranças de infância, das brincadeiras num mundo de contos de fadas, com direito à coroa e vestido de tule, mas não. E também é fato: não cresci rodeada de livros em casa.

Na verdade, ao ver a pequena Ameerah, lembrei-me das tímidas visitas à biblioteca da minha escola e dos quantos livros que conheci através daquele espaço, muitos me lembro das histórias até hoje.

Quando me dei conta que podia viajar lado a lado com cada personagem, desfrutando da mesma aventura que eles viviam, estando eu sentada ali na biblioteca ou em qualquer outro lugar, me convenci de que a leitura era sim um momento prazeroso.

A sensação de ser capaz de ultrapassar os limites da minha perspetiva de criança e descobrir como a vida podia ser diversa, era algo que me enchia de plenitude e entusiasmo.

Criar um hábito de leitura desde a infância é a chave principal para abrir portas que nos levem a uma boa formação, a uma vida em sociedade mais saudável, ao acesso para o entendimento quanto aos nossos direitos quando chegamos à vida adulta.

É natural que a maioria das crianças veja a leitura mais como obrigação do que prazer. Ler só é bom quando nos sentimos bem com a escrita.

São muitos os pais que se sentem desmotivados quanto a esse engajamento à leitura, quando veem seus filhos lendo histórias em quadrinhos ou revistas de bancas de jornal.

Importante dizer que esse tipo de leitura não deve ser rejeitada e geralmente serve de ponte para a descoberta e o interesse, mais tarde, em outros livros.

Uma sugestão é presentear a criança com livros que tragam temas de algo que seja do interesse dela. Esse é um caminho, um incentivo para que o acolhimento esteja presente durante a leitura.

Destaco também a importância de se dedicar a encontrar tempo para lerem juntos em casa. Tentar mostrar para as crianças que estamos lendo e conversar sobre livros é uma forma de fazer, e não só falar. Ler na frente delas é uma ação poderosa quando a intenção é estimular a leitura nos pequenos.

Estamos num momento de confinamento mundial. Trazer a leitura mais para perto das nossas relações com eles pode ser uma grande oportunidade de descobrimento e conhecimento mais profundo, no tocante ao próprio vocabulário infantil durante a análise da história escolhida.

Sem dúvida, isso é um ganho para as nossas vidas, é uma proximidade linda, e um hábito que pode ser adquirido agora e permanecer no pós-pandemia.

Enquanto escrevo, volta e meia admiro a foto da linda menina princesa que está na tela ao lado do meu texto.

Em suas mãos, ela carrega um livro que escrevi, e conta a história de uma princesa que se parece com ela. Acompanhe Ameerah no Instagram: @lele_meerah_.

“A criatividade preta cria hits todos os dias”, diz Felipe Silva da Gana, CEO de agência com time 100% negro

0
O publicitário Felipe Silva, CEO da Gana - Foto: Roger Monteiro

Quem aí já notou o maior número de pessoas negras nas campanhas publicitárias? Essa evolução representativa está diretamente ligada ao aumento no número de pessoas negras dentro das agências publicitárias brasileiras. Porém ainda estamos muito longe de ver de forma significativa o retrato do que o Brasil realmente é: um país de maioria negra.

Nesse cenário, a comunidade negra ganhou uma forte aliada. A Agência Gana nasceu em 2019, em formato de Coletivo, com o propósito de reunir grandes expertises pretas da publicidade para mostrar como a diversidade pode ampliar a qualidade dos produtos finais. Agora, ela assume sua posição no mercado como uma agência de publicidade com um diferencial sem precedentes na história que é um time 100% preto em todas as camadas do negócio.

Apesar do pouco tempo de mercado, a agência já acumula grandes projetos no portfólio, como o rebranding da Ponte Jornalismo e a campanha de lançamento do canal Trace Brazuca, da Trace Brasil, que usou, pela primeira vez, a música Negro Drama, do Racionais MC’s, em uma campanha publicitária. 

Felipe Silva CEO da Gana, contou para gente mais sobre a Gana. Além da agência, ele é redator e fundador da Escola Rua — primeira escola de criatividade focada em capacitar estudantes publicitários de baixa renda.

Mundo Negro – Como aconteceu essa migração do coletivo para uma empresa. Como fazer esse misto de pessoas experientes com as com diversas carências, como nossos talentos periféricos?

Felipe Silva – Começamos a ganhar cada vez mais projetos e clientes, e com isso precisávamos de uma estrutura que suprisse essa demanda. Foi um movimento natural e também uma vontade nossa de criarmos uma alternativa sólida dentro de um mercado majoritariamente branco. Temos uma composição bem rica de talentos fazendo parte da Gana hoje. Temos um time sênior formado por profissionais que passaram pelas maiores agências do país e que dão um peso grande à nossa entrega publicitária. E temos também jovens talentos que muitas vezes foram preteridos pelas agências, porque a gente sabe que o mercado não absorve a quantidade de profissionais pretos que existe no Brasil hoje. Temos um manifesto que fala que a criatividade preta e periférica cria hits todos os dias, só não fazia isso para marcas porque nunca teve espaço nas agências. É nosso papel mostrar que esses talentos estão aí. Na Gana temos a possibilidade de criar essa troca de experiências e vivências, com pessoas de diferentes partes do Brasil, um ensina o outro.

Você sente ainda uma resistência das marcas em relações aos projetos ligados à negritude? Quando você apresenta a Gana com uma equipe 100% preta, as pessoas não assustam?

Há um movimento cada vez maior entre marcas e agências de abraçar a diversidade. Estamos saindo na mídia e a repercussão tem sido incrível. Mas ainda é difícil encontrar no mercado projetos que sejam construídos majoritariamente por pessoas negras, é um problema estrutural. O resultado disso são campanhas que não nos representam de verdade ou que não geram impacto real nas comunidades. Ou seja, que não representam a realidade brasileira. Quando nos apresentamos como uma equipe 100% preta e mostramos nossas caras, acho que ainda assusta porque não é o que se espera de uma agência de publicidade. Mas estamos aqui pra mudar isso, né?

Durante o tempo de isolamento e sobretudo por conta do caso George Floyd as empresas finalmente se tocaram que nós existimos. Quais os planos da Gana para se aproveitar dessa porta que se abriu e que fomos convidados a entrar?

Queremos mostrar a potencia da criatividade preta em todos os momentos. Mostrar para as marcas que o povo preto produz hits todos os dias as redor do mundo. Não é só agora que devemos ser olhados, não fomos convidados a entrar, nós arrombamos a porta com a nossa potência e não vamos mais sair. Vamos mostrar com nosso talento a que viemos. E construir caminho para ajudar mais empresas negras a ocupar o espaço nesse lugar.

A diversidade é uma seara linda e vantajosa. Se você pudesse selecionar uma única vantagem sobre diversidade na publicidade, qual seria?

O Brasil é um país com 56% da população declaradamente negra. Quando você tem uma agência totalmente preta, no mínimo, você já tem pessoas que entendem a maior parte da população. Além disso, mais uma vez ressalto a potência da criatividade preta em todas as esferas. Nós criamos o funk, o hip hop, o rock. Tudo o que é sucesso no mercado criativo passou por mãos negras. A publicidade pode ganhar a mesma coisa com mais diversidade.

Você pode saber mais sobre a Gana pelo Instagram e Linkedin.

Samba de Roda do Recôncavo lança o seu primeiro álbum visual

0

O grupo musical “Samba de Roda Filhos do Varre Estrada” se prepara para lançar álbum visual com 15 faixas que fazem parte do seu repertório. O material estará disponível no YouTube para livre acesso do público a partir do dia 08 de abril, às 18h. Intitulado “Sambas de Roda de Seu Eugênio e os Filhos do Varre Estrada“, o álbum apresenta canções autorais do grupo.

Comandado por Seu Eugênio Bispo da Silva, mais conhecido como Mestre Geninho, o grupo foi fundado em 1972 e homenageia em seu nome a Rua Varre Estrada, localizada na cidade de São Félix-BA. Durante quase cinco décadas, vem sendo mantido como uma tradição que passa de pai para filho, representando o tradicional samba de roda.

O Recôncavo Baiano é uma das maiores diásporas africanas do mundo, internacionalmente reconhecido por sua diversidade cultural, que é resultado das inúmeras matrizes que se cruzaram e resultaram em manifestações singulares e genuínas. O samba de roda é uma das expressões mais marcantes da cultura local e foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 2005.

O projeto é uma produção Corvo Vermelho e Odé produções e conta com o apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Serviço

O quê: Lançamento do Álbum Visual “Sambas de Roda de Seu Eugênio e os Filhos do Varre Estrada”

Quando: 08 de abril, às 18h.

Onde: Canal no YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCdVCEt9SujaVCb9k3rqh8Fw)

Quanto: Gratuito

Acompanhe pelo instagram.com/varre_estrada e facebook.com/Samba-de-Roda-Filhos-do-Varre-Estrada-101487745365150

Jornalista Rudmira Fula cria projeto documental “Mira Em África” com produção de Oswaldo Faustino

0

Jornalista Rudmira Fula cria projeto documental Mira Em ÁfricaUm Outro Olhar Sobre O Continente com a finalidade de trazer um outro panorama do continente africano ignorado pelos veículos de informação global, tendo sua cultura por sinal demonizada. O projeto mostra o que há de bom e belo no continente, sua diversidade, seu desenvolvimento, além disso, possibilita conhecer o seu povo sob o olhar e voz de uma mulher africana. 

Rudmira Fula é jornalista, de nacionalidade angolana, formada em Comunicação Social e Jornalismo pela Universidade Paulista/UNIP. Estagiou na revista Angola Yetu, do Consulado Geral de Angola em São Paulo. É idealizadora do Projeto Mira Em África – Um Outro Olhar Sobre O Continente. Atriz, Modelo e palestrante – palestrou em instituições como Cásper Líbero, 33 Bienal de Artes de São Paulo. Trabalhou também com eventos e produção cultural e apresentação, como o Miss África Brasil I edição, FESCALA – I festival internacional de cinema, arte e literatura africana, sarau Somos Todos Cabo Verde, entre outros. A jornalista vive no Brasil há 8 anos, em São Paulo. É mãe de um menino de 12 anos. 

Em 2015, nasceu-lhe a ideia e logo começou a fazer os primeiros registros, em 2016, seu desenvolvimento e busca por formas para realizá-la. De lá para cá, foram muitas buscas, idas e vindas, muitos nãos, portas fechadas e choros, mas, no final de 2019, a Mira conseguiu visibilidade de empresas e entidades internacionais que se interessaram pelo propósito, porém, já era final de ano e o projeto não estava no orçamento dessas empresas, portanto não se podia fazer muita coisa e 2020 o mundo foi tomado pela Covid-19. 

Neste momento, Rudmira Fula está realizando uma campanha de captação online na plataforma Abacashi MIRA EM ÁFRICA e conta com a produção do jornalista e autor Oswaldo Faustino, da Cavalo Marinho Audiovisual, Espaço Isokan e Atu Produtoras Negras. O formato da série Mira Em África, que originalmente é uma viagem pelo continente africano, ganha uma adaptação online, para o momento de restrição da pandemia de covid19, em formato de entrevista com pesquisadores como Carlos Machado, artistas como Edi Rock, acadêmicos como Isaac Paxe e Ivan Lima e empreendedoras como Bia Moremi da Báfrika. 

A campanha conta também com ações de mobilização como encontros online com autoras e autores como Plínio Camillo, Oswaldo Faustino, Carmem Faustino e Maitê Freitas. Também compreendem formativos como recompensas para os colaboradores, sendo: encontros com autores como Plínio Camillo, Isidro Fortunato, Carmen Faustino e workshops com Carlos Machado, Thais Scabio e Joyce Prado, para integrar às ações de cumprimento da Lei 10.639/03 para o ensino da cultura africana e afro-brasileira. 

O cronograma da campanha online tem 3 meses e a pré-produção e produção da série tem 4 meses. O objetivo da rede de apoio para o projeto – intelectuais, economistas, autoras e autores, artistas e produtores – é impulsionar as ações da série Mira Em África e manter Rudmira Fula no Brasil. Para que, num futuro próximo, conectarmos o Brasil a real África, bem como as demais diásporas.

“Enciclopédia Negra” traz mais de 500 personalidades negras ignoradas pelos livros

0
Obra que integra o livro 'Enciclopédia Negra', da editora Companhia das Letras Reprodução

O livro “Enciclopédia Negra”, de Flávio Gomes, Jaime Lauriano e Lilia Schwarcz, foi lançado na última terça-feira (30), com um bate-papo virtual mediado por Djamila Ribeiro. A obra, que sai pela Companhia das Letras, contará com duas obras da artista plástica baiana Nádia Taquary.

Sinto alegria e honra por participar desse grande projeto com trabalhos que retratam Roque José Florêncio (Pata Seca) e as mulheres ancestrais do remanescente do quilombo Campinho da Independência”, disse Nádia. Nascido em Sorocaba na primeira metade do século XIX, Roque José Florêncio foi comprado por um fazendeiro e escolhido para ser “escravo reprodutor”. Familiares e um estudo afirmam que ele teve mais de 200 filhos e, segundo a certidão de óbito, morreu com 130 anos.

O livro reúne mais de 550 biografias de nomes que marcaram o Brasil, incluindo os de revolucionários, intelectuais, artistas, atletas, líderes religiosos e outras personalidades negras esquecidas pela historiografia em grande parte branca colonial ainda praticada no país.

Na capa do livro está estampado o retrato de uma das diversas personagens da enciclopédia, Afra Joaquina Vieira Muniz, que viveu em Salvador, na Bahia, no século 19, e representa bem a complexidade do regime escravagista da época.

Muniz, que teve sua liberdade comprada pelo marido e ex-senhor, Sabino Francisco, de origem africana como ela, herdou uma série de bens valiosos quando viúva, incluindo a propriedade sobre as escravas recém-libertas Severina e Maria do Carmo, que embora tenham recorrido à Justiça para sair das amarras de Muniz, foram obrigadas a servir a ela até a sua morte.

Conheça negras e negros que ganharam biografias em 'Enciclopédia Negra'

Ludmilla vence a categoria ‘Artista do Ano’ no ‘Prêmio Sim São Paulo’

0
Foto: Chico Cerchiaro

Na última quarta-feira (31), a cantora Ludmilla foi anunciada como “Artista do Ano” no Prêmio SIM São Paulo. A cantora venceu a categoria mais disputada do prêmio e concorria com outros onze finalistas.

Os vencedores foram anunciados online e a cantora agradeceu pelo prêmio e dedicou aos fãs em um vídeo nos stories:

Vídeo: Reprodução/Instagram

“Estou honrada de fazer parte de um time que, entre tantas dificuldades que enfrentamos, pode levar alegria por meio da música. Estar nessa categoria ao lado de tantas pessoas que admiro e levar esse prêmio é muito gratificante”, diz Ludmilla.

O candidatos começaram a ser cotados em fevereiro por meio de votação aberta, (a SIM São Paulo solicitou ao público que indicasse seus nomes favoritos em cada uma das categorias.) Com as indicações do público o Conselho Consultivo da SIM 2021 decidiu a seleção dos finalistas. E em outra votação, Ludmilla foi escolhida como vencedora entre os finalistas.

Ludmilla concorreu com nomes como Iza, Manu Gavassi, Emicida e Teresa Cristina. A cantora tem celebrado diversos recordes em sua carreira, em 2020 Ludmilla se tornou a primeira mulher negra e latina a alcançar a marca de um bilhão de streams no Spotify e em 2021 se tornou a 2º brasileira mais ouvida da plataforma.

“Eu não canto para ganhar prêmios, faço isso por amor, pelo meu público, pra realizar sonhos. Mas essa premiação vem em um momento muito especial como quem diz: Continua, Ludmilla. Apesar deles, continua. Ta dando certo e tem muita gente que vê, ama e se inspira em você. Então me sinto muito feliz e honrada”.

Informações:

Evandro Fióti fala sobre documentário “AmarElo – É Tudo Pra Ontem”, no Fade To Black Festival

0
Foto: Pedro Margherito

Luta, esperança, sensibilidade e poder coletivo. O documentário “AmarElo – É Tudo Pra Ontem”, disponível na Netflix, além de jogar luz na importância que a cultura negra teve (e tem) na história e na construção do Brasil, potencializou a presença da negritude no streaming. Pela primeira vez, Evandro Fióti, que assina a produção da obra, falará em um evento sobre o processo de elaboração do trabalho. O papo inédito será no dia 10 de abril, encerrando a programação do FADE TO BLACK Festival. As credenciais, com vagas limitadas, estão disponíveis em: www.fadetoblackfestival.com

Idealizado pela cineasta Gautier Lee, o FADE TO BLACK Festival ocorrerá de 06 a 10 de abril, no formato virtual, reunindo mais de 30 painelistas entre nacionais e internacionais que atuam na criação de narrativas negras do audiovisual no Brasil e também no cenário internacional. Entre alguns nomes estão confirmadas as presenças de: SUE-ELLEN CHITUNYA, uma das coordenadoras de pós-produção de filmes da Marvel Studios, STEFON BRISTOL, diretor do longa A Gente Se Vê Ontem (Netflix) e parceiro de Spike Lee, RAE BENJAMIN, roteirista da série de sucesso Bridgerton (Netflix), e a atriz e multiartista ZEZÉ MOTTA, como convidada especial.

O FADE TO BLACK Festival é contemplado pela lei Aldir Blanc de incentivo às produções culturais (Lei federal nº 14.017/2020), idealizado pela produtora audiovisual Gautiverse, de Gautier Lee, e realizado em parceria com a Reina Produções. Além disso, o FADE TO BLACK Festival conta com parceiros internacionais: Organization of Black Screenwriters, Black Film Space, Black Film Allegiance, Black Femme Supremacy Film Fest e parceiros do mercado nacional: Macumba Lab, APAN, Revista Exibidor, Griottes Narrativas, Frapa, Rota, Roteiraria, Películas Negras/Saturnema Filmes, Cabíria, ABRA e Serie Lab.

Serviço

Para mais detalhes da programação completa acesse: www.fadetoblackfestival.com e as redes sociais do evento: Instagram @fadetoblack_festival, Facebook @fadetoblackfestival  e Twitter @fadetoblackfes1.

error: Content is protected !!