Nesta quinta-feira (20/05), das 18h às 18h30, o rapper Emicida, que estrela o quinto episódio da série Facebook LATAM Season, participa de uma Live Talk em seu IGTV (@emicida) com a diretora de Marketing de Negócios do Facebook para América Latina, Debora Nitta.
Um dos principais responsáveis por abrir espaço para o rap nacional na grande mídia e desmarginalizar a cultura hip-hop, Emicida também é reconhecido por seu lado empreendedor e por ter fundado com Fióti, seu irmão, o LabFantasma, hub de entretenimento que tem gravadora, editora, produtora de eventos e marca de streetwear.
Desde 2009, sua empresa trabalha com o propósito de transformar a realidade do mercado da música e da moda, colocando a cultura das ruas como protagonista.
Por conta disso, foi natural sua participação no Facebook LATAM Season, uma série documental que convida a comunidade empresarial da América Latina a refletir sobre nosso papel e responsabilidade na construção de modelos de representatividade mais inclusivos e, em última análise, a perceber que a diversidade é fundamental para o sucesso dos negócios.
Apresentador e narrador do quinto episódio, Emicida contou um pouco de sua experiência com o uso da criatividade no empreendedorismo:
“A criatividade é essencial para a minha arte. E isso não poderia ser diferente nos meus negócios. Eu acredito que com cocriação e colaboração é possível criar projetos que mostram diferentes possibilidades da gente se colocar no mundo. É assim a LabFantasma, coletivo do qual eu faço parte e que vem abrindo cada vez mais espaço para mais vozes.“
O conteúdo da Live ficará disponível até o dia 20 de junho.
Uma criança autista, de 8 anos, foi resgatada ontem, 19/05/2021, por agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro após várias denúncias de cárcere privado. O crime ocorreu na comunidade Gogó da Ema em Belford Roxo e foi cometido pela mãe e avó da criança que foram presas em flagrante. “A criança era mantida em cárcere privado, isolada das demais crianças, sem água, sem alimentação. Foi encontrada suja, mal asseada, sem nenhuma condição, num local totalmente desumano. Na verdade, era um galinheiro que foi adaptado para colocar essa criança em cárcere, separada das demais”, declara o delegado, Alexandre Neto, que acompanhou o caso.
E o delegado acrescenta, diante das alegações da mãe e avó de que a criança não passava muito tempo presa: “A criança foi encontrada com ferimentos e equimoses de idade diversa, o que revela que essa criança vinha sofrendo maus-tratos há um bom tempo. Caracteriza, com certeza, a síndrome da criança espancada, o que demonstra que não era simplesmente maus-tratos, mas a criança era submetida a um intenso sofrimento físico”. O fato é que, por mais chocante que seja o relato do delito, não se trata de um caso isolado e a sua reincidência continuará ocorrendo enquanto a sociedade não discutir o capacitismo que submete as pessoas com deficiência a crimes como este.
Capacitismo é toda forma de discriminação contra a pessoa com deficiência por causa da deficiência.
Em 20/01/21 foram libertas uma idosa de 83 anos e duas filhas, uma com deficiência intelectual e outra com deficiência física, do cárcere privado que o filho e irmão das vítimas cometiam contra elas no município de Boa Viagem, interior do Ceará.
Em 27/01/21 uma mulher de 64 anos, com deficiência intelectual, foi liberta de um porão de 12 metros onde era mantida em cárcere privado por 12 anos pelo marido na cidade de Sorocaba em São Paulo.
Em 28/02/21 um jovem de 23 anos com deficiência intelectual foi liberto de um quarto sem iluminação e ventilação em que era mantido em cárcere privado pelo pai e a madrasta, na Zona Leste de São Paulo, tendo uma bacia como banheiro.
Em 30/04/21 uma mulher de 33 anos, cadeirante com uma doença degenerativa foi liberta do cárcere privado de 7 meses em que era mantida pela irmã, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Em 05/05/21 foram libertas duas mulheres com deficiência que estavam em cárcere privado, junto com o sobrinho de 8 anos e a sobrinha de 5 anos, acorrentados pela mãe e irmã das vítimas. Desde sempre, na história da humanidade, o cárcere privado é cometido contra as pessoas com deficiência seja em suas próprias residências ou institucionalizadas em manicômios.
Vale ressaltar que o capacitismo, quando tratado e reduzido aos crimes de maus tratos e cárcere privado, não cessa com a punição das pessoas envolvidas. Por esta razão, nos casos citados, e não citados neste texto, questiona-se: qual será a sorte das pessoas com deficiência, se as pessoas que dizem amá-las estão presas e o Estado e a justiça brasileira não reconhecem a tipificação do capacitismo como crime? O crime de capacitismo equipara-se ao de racismo e prevê pena de um a três anos de reclusão e multa, podendo a reclusão ter o seu período aumentado dependendo das condições em que o crime foi praticado.
A ausência de compreensão da profundidade do crime sofrido pelas pessoas com deficiência delineia estruturalmente a relação capacitista que os órgãos responsáveis e envolvidos estabelecem com as, agora, suas vítimas.
Marcelo Zig é filósofo, escritor, palestrante, servidor público e ativista afrodeficiente. Idealizador do Projeto Mergulho Cidadão – campanha preventiva aos riscos de acidente por mergulho em águas rasas – terceira causa de lesão medular no Brasil, fundador da Comissão de Profissionais com Deficiência da Empresa de Águas e Saneamento do Estado da Bahia – Embasa, fundador do coletivo Quilombo PcD que trabalha a interseccionalidade de raça e deficiência no combate ao atravessamento do racismo e do capacitismo na vida da pessoa preta com deficiência.
A cantora Alcione se juntará ao rapper Criolo em uma live, no dia 22 de maio, sábado, 21h30, cantando grandes clássicos do samba.A live vai promover a arrecadação de doações para o projeto “Faça Parte: Comece Pelo Que Não Tem Preço”, que direciona as doações para ONGs que ajudam a combater a fome da população afetada pandemia. A live será transmitida no canal do YouTube da Mastercard Brasil e no Multishow.
O evento é uma homenagem ao movimento “Faça parte: comece o que não tem preço”, que doou o equivalente a mais de 5 milhões de refeições via ONGs para comunidades carentes em combate à fome e à pobreza.
Durante a live um QR Code ficará disponível na tela para doações. Cada real doado será revertido em um prato de comida a ser destinado às famílias mais afetadas pela pandemia por meio da ONG Ação da Cidadania.
Imagem: Divulgação
Com o mesmo propósito, a Mastercard já promoveu três lives inéditas no ano passado: Gilberto Gil e IZA, em junho; Milton Nascimento, Liniker e Xenia França, em julho; Elza Soares, Agnes Nunes e Seu Jorge, em setembro. Esse novo encontro foi pensado por Zé Ricardo, curador artístico do palco Sunset do Rock in Rio, e tem Cassius Cordeiro como Diretor Cinematográfico.
Seguindo o fio histórico a partir do clássico desfile da Salgueiro de 1963 e sendo denominado como uma Ficção e relato histórico, a obra em homenagem à personagem Xica da Silva resgata o contexto artístico de movimentos como o Teatro Experimental do Negro de Abdias do Nascimento, a poesia de Solano Trindade e a dança de Mercedes Baptista.
O livro denominado “Laroyê Xica da Silva” transmite sobre o icônico desfile, em homenagem a Xica da Silva, que redesenhou sua figura e a alçou à popularidade.
Os desfiles desse período que estende entre 1959 e 1971, amplamente abordado no livro, dialogam com uma série de iniciativas do movimento negro dos anos de 1960. O desfile que marca esse processo é realizado em 1960, narrando a história do Quilombo dos Palmares, idealizado pelo cenógrafo Fernando Pamplona, que convivia com nomes como Abdias e Solano Trindade na cena cultural carioca.
O pesquisador José Jorge Siqueira, autor de “Entre Orfeu e Xangô: a emergência de uma nova consciência sobre a questão do negro no Brasil 1944/1968”, acredita que o período entre 1944 e 1968 define uma nova consciência sobre a questão do negro na discussão cultural brasileira.
A forma como a narrativa é construída pelo desfile, que tratou Zumbi dos Palmares como herói, dialoga com a narrativa requerida por Abdias Nascimento, na qual o negro precisa ser representado como rei, como herói, não como escravo, já que a cultura e a dramaturgia brasileira ignoram o potencial humano do negro, sublimando a importância de escrever a epopeia das revoltas e dos levantes contra o regime escravocrata. Toda essa construção positiva de grandes personagens negros da nossa história foi feita em desfiles do Salgueiro nesse período.
Quem também participou ativamente destes cortejos foi Mercedes Baptista. A primeira bailarina negra do Municipal foi convidada por Fernando Pamplona a coreografar alas para o desfile do Salgueiro, algo inédito até então. “Os anos de 50 e 60, até a ditadura civil militar, fez florescer uma série de artistas negros na cena cultural carioca, movimentando todo um debate sobre a história afro-brasileira. Não à toa isso se refletiu no carnaval, os temas até então pautados pela história oficial, ganharam nova visão”, explica Leonardo Antan.
Um enredo comum da bibliografia sobre o período é dizer que o Salgueiro introduziu na festa os temas afro-brasileiros. Já haviam outras iniciativas de narrativas sobre a escravidão e o próprio samba, mas fato é que o Salgueiro promoveu um processo de mudança estética e narrativa ao dialogar com referências do Balé Folclórico de Mercedes Baptista e o Teatro Experimental do Negro.
O livro “Laroyê Xica da Silva” é fruto do mestrado em História da Arte no Instituto de Artes da UERJ pelo escritor Leonardo Antan, com orientação do professor Felipe Ferreira. Tem a orelha assinada pela pesquisadora Helena Theodoro e o prefácio escrito pelo historiador Luiz Antonio Simas, no qual afirma que “o texto pode ser lido de várias maneiras: a encruzilhada não é metáfora, mas conceito fundante da reflexão. O que posso dizer é que li o trabalho fabuloso de Leonardo Antan sorrindo e, vez por outra, gargalhando.”
O livro está à venda na lojinha do “Carnavalize” e foi viabilizado com a lei Aldir Blanc, através do Edital de Fomento à Produção e Aquisição de Bens e Serviços da Secretaria Municipal de Cultura de Nova Iguaçu.
A Casa Sueli Carneiro iniciou suas atividades para o público no Twitter e entre as primeiras ações estão bate-papos ao vivo com a escritora e jornalista Bianca Santana e a dançarina, da perfomer Luanda Carneiro Jacoel, idealizadoras da Casa Sueli Carneiro, e a própria Sueli Carneiro, ativista pelos Direitos Humanos. O público poderá enviar perguntas no Twitter por meio da hashtag #PergunteParaSueliCarneiro.
O bate-papo será dia 24, segunda-feira, 19h e terá como tema a recém lançada biografia “Continuo Preta: A Vida de Sueli Carneiro” (Companhia das Letras), escrito pela jornalista e pesquisadora Bianca Santana, com mediação de Fernando Gallo e Natália Neri, ambos do Twitter Brasil. O livro é parte de um projeto amplo de salvaguarda da memória e história do ativismo de Direitos Humanos no Brasil. A casa onde Carneiro viveu por mais de quarenta anos e que guarda importantes documentos históricos principalmente do ativismo antirracista e sua biblioteca estará aberta para atividades culturais e de pesquisa. O acervo que vem sendo digitalizado também estará disponível nas plataformas em que a instituição está presente, entre elas, o Twitter.
Bianca Santana e Sueli Carneiro fazem um bate-papo na próxima segunda-feira às 19h, com mediação de @fernandogallo e @NerisNati do Twitter Brasil, para falar sobre o livro “Contínuo Preta: a vida de Sueli Carneiro”. Participe enviando sua pergunta com a #PergunteParaSueliCarneiropic.twitter.com/O7k16f5kvn
Antes do bate-papo, para apresentar a Casa, comentar sobre a recém-lançada biografia e apresentar os planos futuros, Bianca Santana e Luanda Carneiro, participarão de um Espaço (novo recurso do Twitter que conecta as pessoas por meio de conversas de áudio ao vivo) realizado pelo perfil da Casa Sueli Carneiro amanhã, dia 21, a partir das 17h. Para acompanhar, basta entrar no link Tweetado pelo perfil no dia do evento.
O babalorixá e professor Sidnei Nogueira, vai conduzir a aula nesta quainta-feira. Foto: Divulgação
A intolerância religiosa estará em foco na masterclass desta semana no projeto Tesouros do Nossos Ancestrais. Ministrada pelo professor e Babalorixá Sidnei Nogueira de Xangô,Intolerância Religiosa e as religiões de matrizes africanas, acontece nesta quinta (20), às 20h, e traz à cena um tema que tem sido recorrente nos principais meios de comunicação, e que abrange a relação intrínseca entre a fé, africanidades e religiões com matriz civilizatória africana. Totalmente gratuita, a inscrição para a aula pode ser feita através do link https://linktr.ee/casaheranca.
Sidnei é especialista em epistemologia de terreiro. Babalorixá da CCRIAS – Comunidade da Compreensão e da Restauração Ilê Axé Xangô, professor de linguística e africanidades, mestre e doutor em Semiótica e Linguística Geral pela USP, além de coordenador do Instituto Livre de Estudos Avançados em Religiões Afro-brasileiras – ILÊ ARÁ. Também é autor dos livros “Coisas do Povo do Santo” (2011) e “Intolerância Religiosa” (2020) pela coleção Feminismos Plurais.
O projeto Tesouros de Nossos Ancestrais faz parte da programação que antecede a exposição de peças do acervo particular do rei OOni de Ifé, na Nigéria, Ojaja II. A coleção imperial de arte iorubá, composta por obras milenares e contemporâneas que chegaram a ser extraviadas do continente africano durante o processo de colonização dos séculos XIX e XX, conta a história de Oduduwa, o ancestral maior do povo Iorubá, e seus descendentes através de esculturas produzidas na vasta terra iorubá, por artistas de diferentes povos locais.
Projeto idealizado pelo rei de Ile Ifé, Ojaja II, vai expor obras de arte sagrada do povo iorubá. Foto: Divulgação.
Agora recuperado, este verdadeiro tesouro histórico, religioso e cultural, será exibido pela primeira vez ao público a partir de junho, como forma de aproximar as culturas, auxiliando o povo brasileiro a conhecer melhor suas origens, heranças, histórias e até feições, possibilitando este intercâmbio cultural entre povos irmãos, trabalho que vem sendo feito de forma intensa pela Casa Herança de Ododuwa, através de palestras e cursos oferecidos, atualmente de forma virtual.
“Não existe caminho possível para o futuro da humanidade sem olhar para o continente africano e compreender o legado que nossos ancestrais nos deixaram. Sem dúvida, é essa herança que irá auxiliar a construirmos juntos um mundo melhor para todos. Nossos ancestrais deixaram conhecimentos vitais para os problemas da humanidade e tenho certeza de que o futuro é ancestral”, conta Ooni de Ifé.
A programação completa do evento entre outros conteúdos culturais poderão ser acessados no perfil oficial da Casa Herança Oduduwa no Instagram.
Pensando no desenvolvimento de profissionais da área, a Suvinil investe em diversas iniciativas que oferecem conteúdo qualificado e oportunidades de negócios. Com arquitetos e designers de interiores não é diferente: a fabricante é mantenedora da construtech Archademy, primeira rede de aceleradoras de escritórios de interiores no mundo, e apoia diversas ações que começam a se espalhar e a transformar a cena arquitetônica.
Um dos primeiros matchs de 2021 foi entre a Suvinil e o projeto Arquitetas Negras, como mantenedora da Achademy, a Suvinil tem direito a 30 acessos ao programa de aceleração desenvolvido pela startup e, neste ciclo, todas as vagas foram destinadas ao projeto Arquitetas Negras. “Buscar a igualdade de oportunidades na arquitetura é transformar a arquitetura em ferramenta social “, diz Gabi de Matos, fundadora do Arquitetas Negras.
O objetivo do programa e em especial neste clico, é fazer com que arquitetas e designers de interiores, donas dos seus próprios escritórios ou autônomas, recebam a orientação adequada para que organizem os seus negócios, sejam mais valorizadas e reconhecidas, e consigam novos e melhores clientes. “Sabemos das dificuldades e dos desafios encontrados por profissionais negras para que consigam se inserir, manter e tornar seus negócios sustentáveis, então quando surgiu o convite, a empolgação veio junto“, conta Audrey Carolini, co-coordenadora do Arquitetas Negras.
“Contamos com um time engajado com práticas inclusivas que tem permitido acesso a jovens que muitas vezes precisam apenas de um direcionamento profissional“, ela relata.
O investimento para participar do projeto é de R$2.997, mas para as profissionais selecionadas, será totalmente gratuito.
Sobre a Archademy
A Archademy é o primeiro e o maior Market Network de Arquitetura e Design de Interiores do Brasil. Por meio de sua plataforma e comunidade, a Archademy capacita arquitetos com conteúdos especializados, fomenta transações em seus centros de negócios, possibilita o gerenciamento de projetos e oferece crédito para a realização de projetos.
Na última quarta-feira (19), a cantora fez um agradecimento aos fãs em seu Instagram comemorando a marca de um bilhão de reproduções com o disco “Dona de Mim” no Spotify.
“Meus talismãs, vocês são incríveis. Demais!”, agradeceu Iza compartilhando a postagem de um fã clube.
A cantora foi a segunda mulher negra brasileira a atingir a marca de mais de um bilhão de views em seus clipes, e com esse feito, Iza se junta a Ludmilla que atingiu a marca no ano passado.
O disco “Dona de mim” conta com diversas parcerias de muito sucesso e o clipe da música que dá nome ao disco viralizou em trends do app Tiktok no último ano, tem mais de 200 milhões de visualizações no Youtube e mais de um milhão de likes.
A Netflix anunciou os títulos que entrarão para seu catálogo em junho, entre eles, no dia 3, “Infiltrado na Klan“, de Spike Lee. O filme levou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado de 2019 e tinha na edição as indicações a Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator Coadjuvante (Adam Driver), Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Edição.
O longa acompanha a história real de Ron Stallworth(John David Washington), um policial negro do Colorado que se infiltra na organização racista Ku Klux Klan para expor os crimes de ódio cometidos pelo grupo. Ele se comunica com os participantes da KKK por telefone e cartas, mas nas reuniões presenciais quem assumia era o policial branco Philip “Flip” Zimmerman, interpretado por Adam Driver (“Star Wars – O Despertar da Força“).
Imagem/ b Divulgação
O filme conta com 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes, site agregador de críticas. Apesar da aclamação de crítica e da temática poderosa para um momento em que a Academia pedia representatividade, o filme de Spike Lee perdeu o Oscar de Melhor Filme para a narrativa de “branco salvador” de “Green Book“. No mesmo ano tínhamos concorrendo na mesma categoria “Pantera Negra”, que assim como ‘Infiltrado na Klan’ é exaltado por crítica e público como símbolo de representatividade clássicos instantâneos da cultura pop, ao contrário de “Green Book”, rechaçado até pela família do famoso pianista negro Donald Shirley, interpretado por Maershala Ali. A família aponta o filme como um insulto à memória de Shirley.
“Infiltrado na Klan” não ganhou o prêmio da academia para Melhor Filme, mas deu o primeiro Oscar para Spike Lee, que estava na lista dos eternos injustiçados pela maior premiação da Indústria. Um soco no estômago para assistir mais de uma vez.
Negra Li lança o single “Comando“, que fará parte de seu novo álbum, em 27 de maio. O anúncio está no Twitter da artista e o lançamento inclui videoclipe da mesma música
Segundo a rapper, a nova música é um manifesto contra os preconceitos enfrentados pela comunidade preta no Brasil. “Comando” ganhará videoclipe gravado em uma fazenda no interior de São Paulo, construída por trabalho escravo na época dos barões de café e terá participação de Sofia, filha de Negra Li, representando a continuidade do seu legado, em cenas de muita representatividade e evidenciando sua ancestralidade. A equipe de gravação foi formada majoritariamente por profissionais pretos.
O verso “Chego Chegando, incendiando no meu comando, sou eu quem mando …” dá a linha de que Negra Li está em controle total de sua carreira, potencial musical, ressignificando forte sua trajetória, aos 41 anos.
Imagem: Divulgação
Negra Li tem carreira reconhecida dentro e fora da cena do rap, tendo cantado ao lado do astro internacional Akon, da banda de rock Charlie Brown Jr, do rapper Mano Brown, entre outros. Surgiu na cena como integrante do lendário grupo RZO, a rapper lançou seu último disco em 2018, “Raízes”, que possui onze faixas que passeiam pelos estilos que influenciaram a cantora, tais como R&B, trap, reggae, pop e rap. Considerada uma referência para a nova guarda de rappers, Negra Li participou de projetos de êxito da cena atual como “Favela Vive” e “Poesia Acústica“.
O clipe ficará disponível no dia 27 de maio, as 11h, no canal oficial da cantora.