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Will Smith diz que se surpreendeu com a história de ‘King Richard’ por se tratar de ‘uma profecia poderosa de fé’

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Foto: Chiabella James / Warner Bros

Verdadeiro sucesso, o filme ‘King Richard: Criando Campeãs’ tem muito a celebrar. Com diversos recordes, obra recebeu 6 indicações ao Oscar 2022, prêmio máximo do cinema mundial. Longa deu a Will Smith sua terceira indicação à renomada premiação, na categoria de ‘Melhor Ator’. Além disso, Aunjanue Ellis também conquistou a primeira indicação de sua carreira ao Oscar, em ‘Melhor Atriz Coadjuvante’, pela atuação como Oracene “Brandy” Williams.

Baseado em fatos reais, o filme traz a força de Richard Williams, que motivado por uma visão clara e um detalhado plano de 78 páginas, se manteve determinado a escrever o nome de suas filhas, Venus e Serena, na história. Vencendo diversos obstáculos, o compromisso com a autenticidade familiar quebrou as barreiras do impossível, numa enredo cativante e fantástico.

Foto: Chiabella James / Warner Bros

Assinando como um dos produtores do filme e o principal nome à frente do projeto, Will Smith conta que após conhecer a história, se surpreendeu com a profecia criada por Richard, ainda antes do nascimento de Venus e Serena: “O que me pareceu mais surpreendente, antes de decidir que eu tinha que contar essa história – foi que Richard profetizou tudo“, detalha o ator.

“Ele assistiu uma partida de tênis em que Virginia Ruzici ganhou US$ 40 mil, e dois anos antes das meninas nascerem, escreveu o plano para toda a carreira delas. Ele contou esse sonho para Oracene, essa profecia, suas duas crianças que seriam as tenistas número um e número dois de toda a história do esporte. Eu pensei comigo: ‘Isso não pode ser verdade’. Pesquisei, e era, uma história tão poderosa de fé, amor, família e Deus”, conta Smith.

Venus, Serena e Richard Williams. Foto: Paul Harris/Online USA

Tim e Trevor White, produtores do filme, sabiam que a história deveria ser centrada em Richard, Oracene e suas filhas, porque esta é, na essência, a história de um pai protegendo sua família. Will Smith deixou claro durante a produção do longa que a beleza da história e da família Williams é que, no centro dela, está a fé. “Oracene ‘Brandy’ Richard é o centro da família em termos de fé, e Richard é a força motriz para a realização dos sonhos… e essa união foi espetacular. Tudo nesta família é sobre seu propósito, o que lhes deu a confiança no que queriam fazer. Acima de tudo estava Deus, depois a família, educação e o tênis. Isso é o que eu acho tão especial – e tão sustentável – em sua jornada”, conta o ator.

Para seu mergulho no personagem, Smith foi além da afinidade em leitura com Richard, ator conta que se inspirou em sua filha Willow para o processo: “Eu tentei seguir os mesmos passos que Richard seguiu. Ele não sabia nada sobre tênis. Ele e Oracene ensinaram a si mesmos sobre tênis nos dois anos antes de Venus nascer, aprenderam juntos sobre o esporte, como uma família e, a cada momento, tudo era novo“.

Willow Smith e Will Smith. Foto: Getty Images.

“É um processo muito estranho para o ator buscar a compreensão do personagem, você nunca sabe o que vai lhe trazer essa compreensão. Com Richard, foi a conexão com minha própria filha, Willow”, conta Smith. “Eu poderia me basear no meu relacionamento com Willow e sua carreira para realmente encontrar o espaço que Richard encontrou com Venus e Serena, no qual ele não está obrigando, empurrando, dirigindo, forçando. Foi Venus quem contou uma das passagens mais bonitas da história deles – quando elas estavam crescendo e se metiam em problemas, sua punição era não jogar tênis. Richard encontrou uma linda maneira de não forçá-las a nada… era ele que as seguia na realização do sonho que eles todos, como família, escolheram“, finaliza o ator.

Para Monark ódio às raças é um direito e partido nazista deveria ‘ser reconhecido por lei’

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O youtuber e podcaster Monark, do Flow Podcast, defendeu a existência de um partido nazista no Brasil e disse considerar um ‘absurdo’ opiniões neonazistas não serem vinculadas da mesma forma que ‘opiniões esquerdistas’, já que a disseminação dos dois fatores deveriam ser iguais. 

Essa não é a primeira vez que o youTuber pronuncia algo polêmico em suas opiniões, recentemente, ele protagonizou a pergunta “ter opinião racista é crime? Não deveria ser”. O último comentário, no entanto,  foi feito ontem durante entrevista com os deputados federais Kim Kataguiri (Podemos) e Tabata Amaral (PSB).

“A esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical, na minha opinião. As duas tinham que ter espaço, na minha opinião […] Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei”, disse Monark.

No Brasil, é considerado crime fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas e objetos de divulgação do nazismo, conforme o artigo 1º da Lei 7.716/89. Caso seja caracterizado o ato de divulgar ou comercializar materiais com ideologia nazista, a pena pode variar entre um a três anos de prisão e multa. Na Alemanha, local onde o período foi maior concretizado, qualquer ato de apologia ao nazismo é considerado um dos crimes mais desrespeitoso a história do país. 

O podcaster foi rebatido na própria entrevista por Tabata, que afirmou que o nazismo coloca a população judaica em risco. “Liberdade de expressão termina onde a sua expressão coloca em risco coloca a vida do outro. O nazismo é contra a população judaica e isso coloca uma população inteira em risco”, disse a parlamentar.

“As pessoas não têm o direito de ser idiotas?”, questionou o apresentador.

Na sequência, Monark pergunta à deputada como o nazismo coloca os judeus em risco. “De que forma [isso acontece]? Quando [o nazismo] é uma minoria, não põe. Mas era [um risco] quando era uma maioria”, emendou.

“A comunidade judaica até hoje tem que se preocupar com sua segurança porque recebe ameaça. O antissemitismo é uma coisa que tem ser combatida todos os dias”, respondeu Tabata. Nas redes sociais, o Flash benefício emitiu uma nota afirmando que o flow podcast, apresentado por Monark, não faria mais parte de sua agência comercial e diversas pessoas se manifestaram sobre o assuntos, fazendo lembrar que qualquer forma de retalhação do outro por causa da raça, é crime.

O deputado Kim Kataguiri também entrou na discussão e trouxe o pensamento para um fato mais atual, lembrando que a ideia de raça pode ser estendida para diversos fatores. “Quando o Rui Costa, do PCO, fala em fuzilar burguês, por exemplo, aquilo está contemplado pela liberdade de expressão. Pelo menos no entendimento de hoje”, disse. “E isso entra em contradição com violação de Direitos Humanos. Então, por essa definição, o partido comunista não deveria existir”, completou.

Com aprovação da família, Michael Jackson ganhará filme biográfico

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Foto: Kevin Mazur / Getty Images.

Um novo filme biográfico de Michael Jackson está sendo desenvolvido em Hollywood. Obra terá Graham King, responsável pelo filme vencedor do Oscar ‘Bohemian Rhapsody’, como produtor executivo. Sendo construído com apoio da família do icônico cantor, o filme possuirá o título de ‘Michael’ . Já o roteiro do longa, ainda sem data de estreia, está sendo escrito por John Logan.

De acordo com o comunicado à imprensa, “Michael dará ao público um retrato detalhado do homem complicado que se tornou o Rei do Pop. Ele dará vida às performances mais icônicas de Jackson, fornecendo uma visão detalhada sobre o processo artístico e a vida pessoal do artista”.

A produtora Lionsgate, famosa por trabalhar em obras como ‘Jogos Vorazes’, ‘Jogos Mortais’ e ‘Crepúsculo’, distribuirá Michaelglobalmente.

Sinto-me honrado em trazer o legado de Michael para o cinema”, explicou o produtor Graham King. “Sentado no Dodger Stadium assistindo ao Victory Tour, eu nunca poderia imaginar que quase 38 anos depois eu teria o privilégio de fazer parte deste filme”, completou.

A mãe do falecido cantor, Katherine Jackson, declarou em comunicado: “Desde que Michael era pequeno, como membro do The Jackson 5 , ele adorava a magia do cinema. Como família, estamos honrados por ter nossa história de vida contada nos cinemas”.

Michael Jackson se tornou um dos artistas mais vendidos de todos os tempos, superando a casa dos 400 milhões de discos em todo o mundo. Artista quebrou recordes e remodelou a indústria da música, trazendo aspectos únicos de dança e ritmo para o cenário popular. Em 25 de junho de 2009, Michael faleceu, aos 50 anos, vítima de intoxicação por propofol e benzodiazepina em sua residência, em Beverly Hills, Los Angeles.

Oscar 2022: Will Smith e Denzel Washington concorrem na mesma categoria

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Denzel e Will. Foto: Reprodução.

King Richard recebeu seis indicações, incluindo a de melhor filme.

Após muita expectativa, Will Smith recebeu a aguardada indicação ao Oscar na categoria de melhor ator por sua atuação em King Richard – Criando Campeãs . O filme recebeu, ao todo, seis indicações, incluindo a de melhor filme. O ator Denzel Washington também concorre a melhor ator pelo desempenho em A Tragédia de Macbeth.

A trilha sonora de King Richard, “Be Alive”, composta e interpretada por Beyoncé foi indicada na categoria Melhor Canção Original. Esta é a primeira indicação de Beyoncé ao Oscar.

A atriz Aunjanue Ellis foi indicada como melhor atriz coadjuvante, por interpretar Oracene Price, mãe das irmãs Serena e Venus Williams, e concorre com Ariana DeBose por sua atuação em Amor Sublime Amor.

King Richard recebeu ainda a indicação por Melhor Montagem, categoria que avalia a edição do filme, e também concorre ao prêmio de Melhor Roteiro Original.

Foto: Reprodução.

Confira a lista completa de indicados:

Melhor filme

Belfast
No Ritmo do Coração
Duna
Não Olhe para Cima
Drive My Car
King Richard – Criando Campeãs
Licorice Pizza
Ataque dos Cães
O Beco do Pesadelo
Amor, Sublime Amor

Melhor diretor

Paul Thomas Anderson, por Licorice Pizza
Ryusuke Hamaguchi, por Drive My Car
Kenneth Branagh, por Belfast
Jane Campion, por Ataque dos Cães
Steven Spielberg, Amor, Sublime Amor

Melhor Ator

Benedict Cumberbatch, por Ataque dos Cães
Andrew Garfield, por Tick, Tick … Boom!
Will Smith, por King Richard – Criando Campeãs
Denzel Washington, por A Tragédia de Macbeth
Javier Bardem, por Apresentando os Ricardos

Melhor atriz

Nicole Kidman, por Being the Ricardos
Olivia Colman, por A Filha Perdida
Kristen Stewart, por Spencer
Penélope Cruz, por Mães Paralelas
Jessica Chastain, por The Eyes of Tammy Faye

Melhor ator coadjuvante

Troy Kotsur, por No Ritmo do Coração
Ciarán Hinds, por Belfast
Kodi Smit-McPhee, por Ataque dos Cães
Jesse Plemons, por Ataque dos Cães
J.K. Simmons, por Being the Ricardos

Melhor atriz coadjuvante

Jessie Buckley, por A Filha Perdida
Ariana DeBose, por Amor, Sublime Amor
Judi Dench, por Belfast
Kirsten Dunst, por Ataque dos Cães
Aunjanue Ellis, por King Richard

Roteiro original

Belfast
Não Olhe para Cima
King Richard – Criando Campeãs
Licorice Pizza
The Worst Person in the World

Roteiro adaptado

No Ritmo do Coração
Drive My Car
Duna
A Filha Perdida
Ataque dos Cães

Animação

Encanto
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas
Flee
Raya e o Último Dragão
Luca

Filme internacional

Drive My Car, de Ryûsuke Hamaguchi (Japão)
Flee, de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca)
A Mão de Deus, de Paolo Sorrentino (Itália)
Lunana: A Yak in the Classroom, de Pawo Choynin

Documentário

Summer of Soul (…ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada)
Flee
Attica
Ascension
Writing With Fire

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FLUP 2022 celebra modernismo negro e homenageia Pixinguinha, Lima Barreto e Josephine Baker

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Pixinguinha. Foto: Reprodução.

Programação da festa une literatura, dança e música.

De 11 a 18 de fevereiro, a 11ª edição da Festa Literária das Periferias 2022, a Flup, ocupará o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu da História e Cultura Afro-Brasileira (Muhcab) com uma programação que integrará mesas de debate com shows, performances e espetáculos de dança. A escolha da região da Pequena África, no Centro do Rio de Janeiro, como local da festa não é à toa. No ano em que lembramos o centenário da Semana de Arte Moderna, a Flup 2022 celebra o modernismo negro, homenageando Lima Barreto, Pixinguinha e Josephine Baker. Entre as atrações, estão o afrofunk de Taísa Machado, o show de Amaro Freitas e as mesas “Fluxos Transatlânticos” e “O Jazz, a Lei Seca e o Degredo em Paris”. 

A Flup 2022 questiona a narrativa que estabelece o modernismo como um fenômeno centralizado em figuras eminentes da intelectualidade paulistana. Decerto, a São Paulo de Oswald e Mário de Andrade parecia se destacar como a vanguarda cultural do país, uma vez que o festival de arte moderna ocorrera, efetivamente, no Theatro Municipal da cidade. Sabemos hoje, porém, que o protagonismo “dos paulistas” é oriundo de um apagamento da diversidade cultural do Brasil, refletindo desigualdades históricas, como a marginalização da cultura negra. 

Enquanto a Semana de Arte Moderna acontecia em São Paulo, Paris sediava o primeiro encontro de músicos negros na diáspora. Dele, fizeram parte Pixinguinha e seu grupo, o Oito Batutas – também formado por Donga, Raul Palmieri, Nelson Alves, China, José Alves e Luis de Oliveira. Os brasileiros encontraram-se com músicos norte-americanos, que saíram do sul, foram para o norte dos Estados Unidos e emigraram para a França. Formava-se, então, um cenário de música negra, que resultou em um intercâmbio entre ritmos brasileiros, danças de salão do século XIX, jazz e expressões musicais caribenhas. 

Os músicos negros compartilharam o palco, tocaram juntos, trocaram instrumentos, e criaram então uma nova música, feita de muitas misturas. A partir do encontro em Paris, Pixinguinha passa a tocar saxofone, e dois instrumentos chegam ao Brasil: o banjo e a bateria. A abertura da Festa Literária das Periferias 2022, em 11/02, acontece no mesmo dia que Pixinguinha chegou na França e terá o lançamento de uma exposição biográfica com fotos, cartazes, reportagens e obras de artistas como Arjan, Jaime Lauriano, Mulambo, Yhuri Cruz e o TTK, Rabisco do Santo Amaro, em homenagem ao Mestre e esse encontro de músicos negros que mudou a música do Brasil e do mundo. A programação contará, ainda, com uma mesa de debate com o ator, jornalista, escritor e sambista Haroldo Costa.

A cantora e dançarina norte-americana Josephine Baker revolucionou o estatuto da mulher negra em suas quatro visitas ao Brasil, com performances que a creditam como feminista antirracista e ícone LGBTQIAP+ de primeira hora. A Flup terá o dia 17/02 dedicado ao “ícone de uma década louca”, com espetáculo da atriz Aline de Luna, debate com Terri Francis, mulher negra dos EUA que escreveu a biografia de Josephine, e Audrey Pulvar, jornalista e escritora francesa. A Festa ainda contará com uma experiência Afrofunk com Taísa Machado, a Josephine Baker pós-moderna, e sua ciência do Rebolado. 

Lima Barreto, morto em novembro de 1922, teve na condição marginalizada o ponto de partida para a investigação da identidade nacional, retratada no clássico “Triste Fim de Policarpo Quaresma” (1911). O Grande esquecido de 22 será homenageado no dia 18/02 na mesa “Herdeiros da Pequena África”, com a participação de Tom Faria e Eduardo Assis, para falar de uma elite negra que existiu na década de 20 e foi apagada. O dia ainda terá um espetáculo com Leandro Santana (diretor do Muhcab), além de uma exposição de cartazes com 22 trechos de obras de Lima Barreto escolhidos pela Lilia Moritz Schwarcz.

Nas mesas de debate, estão confirmados grandes escritores como o franco-congolês Alain Mabanckou e Maboula Soumahoro. Mabanckou irá participar da mesa “Fluxos Transatlânticos” e terá o desafio de explicar como se deu a cena de músicos negros em Montmartre. Também estará em pauta o apagamento das personagens negras na “lost generation” e, sobretudo, por que se criou em Paris a primeira experiência não racista da história, no contexto do encontro transatlântico. Já a professora do departamento de Inglês da Universidade de Tours, na França, e referência no campo dos estudos africanos, Soumahoro participa da mesa “Modernismos negros – Da Expropriação à Reapropriação”, onde falará sobre o passado, quando a riqueza africana foi expropriada, e sobre as novas inquietações artísticas da população negra. 

Recheada de atrações e diversidade, um Palco de Música será montado para a  apresentação de renomadas rodas de samba cariocas, incluindo o Awurê e o Samba das Rosalinas; Velha Guarda da Portela seguida do show da cantora Teresa Cristina; Amaro Freitas; Majur; Dj Rennan da Penha; Encontro de Corais Gospel; e muito mais. A Flup 22 ainda prestará reverências ao mestre Bangbala, ogã mais antigo do país, que nasceu no mesmo ano de 1919 em que os Oito Batutas se formaram, num encontro envolvendo cem ogãs cariocas.

A programação infantil da Flup deste ano homenageia Sonia Rosa, primeira escritora de livros para crianças negras. Autora de mais de quarenta livros, Rosa ganhou o selo de “altamente recomendável” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), em 1999, pela publicação de “Amores de Artistas”. Inspirado em sua trajetória, o Museu da História e Cultura Afro-Brasileira (Muhcab) recebe diversas opções de entretenimento para crianças. Como parte da programação, Sonia Rosa será homenageada com o Sarau nas Alturas, em que um balão subirá aos céus da Praça Mauá. Nele, crianças poderão viver essa experiência ouvindo histórias de autoria da escritora.

A Flup 22 é apresentada pelo Ministério do Turismo, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura. Tem o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Itaú e Globo, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS. Apoio da Fundação Ford e do  Instituto Ibirapitanga. Parceria do Museu de Arte do Rio de Janeiro – MAR, do Museu da História e da Cultura Afro-brasileira – MUHCAB, do Sesc RJ e do Grupo Pensar. Realização: Instituto 215, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

SERVIÇO

Festa Literária das Periferias 2022

Data: 11 a 18 de fevereiro

Locais: MAR, Muhcab 

Horário: 16h às 23h

Entrada gratuita

Site: https://www.flup.net.br

Instagram: @fluprj

MC Soffia faz apresentação ao lado de BNegão e Ministereo Público, em Salvador

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Foto: Divulgação.

A convite do Coletivo Ministereo Público Sound System, a rapper Mc Soffia se apresenta nesta quinta-feira (10) no Baile Quintas Dancehall, no Largo da Tieta, centro histórico de Salvador. No repertório, músicas já conhecidas da cantora e o novo single Tô de Moto, lançado recentemente. Além de Soffia e dos anfitriões da casa, o rapper BNegão completa o line-up da noite.

“Estou muito feliz em voltar a Salvador, cidade linda, para divulgar minha música nova e fazer um show com artistas tão legais e um público  maravilhoso que sempre me recebeu tão bem”, diz MC Soffia, que completa 18 anos no próximo dia 22/02.

Essa é a terceira vez que a rapper canta em Salvador. A primeira vez foi com o Dream Team do Passinho, e a segunda vez com a grande diva da música baiana, Margareth Menezes.

Os ingressos custam R$ 60,00 e podem ser adquiridos no site de vendas do evento.

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Chef Aline Chermoula lança 2ª temporada de cursos sobre a culinária da diáspora africana

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(Divulgação)

A primeira temporada de cursos foi em 2021 e foi grande sucesso “o público carece de mais informações sobre nossa cultura culinária, então sempre pede cursos” diz Aline Chermoula.

Autoridade no assunto Aline é chefe de cozinha em seu empreendimento Chermoula Cultura Culinária, onde apresenta menus com ingredientes da diáspora africana, é professora da Gastromotiva, colunista da Vogue Brasil e do Site Mundo Negro.

O curso voltado ao público em geral que tenha desejo de aprofundar os conhecimentos sobre nossa cultura culinária afrodiaspórica, pois uma das consequências mais marcantes da apropriação cultural é a descaracterização de algum elemento de determinada cultura. Percebemos que nossas receitas ancestrais sofreram mudanças estruturais nos ingredientes, modo de preparo e até modo de servir, estas mudanças causaram o que chamamos apagamento cultural.
Este curso tem como o objetivo resgatar e promover nossa cultura culinária ancestral africana, a partir de estudos sobre alimentos, modos de preparo e também dialogando com práticas que visam o resgate de nossa culinária ancestral.

Culinária da Diáspora Africana pelas Américas tem como principal objetivo promover e resgatar memórias ancestrais, por meio da pesquisa sobre comida africana e suas representações em países do continente americano. Esse tipo de fazer é conhecido como culinária afrocontemporânea, uma cozinha que utiliza como principais ingredientes alimentos que fazem parte das dietas alimentares de vários países continente Africano. Essa cozinha que denominamos de Diaspórica Africana pelas Américas, não é um conceito muito propagado ainda.
 
A culinária da diáspora africana pelas Américas, apesar de familiar, por trazer ingredientes como azeite de dendê, leite de coco fresco, castanha de caju, banana da terra, farinha de milho branco, tamarindo, quiabo, camarão seco, amendoim, entre outros, não tem suas raízes reconhecidas ou valorizadas.

Esta culinária das Américas tem como principal característica a grande diversidade de origens, que se dão a partir das misturas de ingredientes, técnicas de preparo e conservação dos alimentos, além das influências dos nativos, exploradores, imigrantes escravizados e conquistadores.

Encontros semanais total: 4 encontros com os seguintes temas:

1) A diáspora dos alimentos

2)As culinárias Afro-brasileiras

3) Comidas Ancestrais nos quilombos.

4) Culinaria Ancestral e Sensorial experiência
Prática

Turma 1 início 16/02 às 19:30

Turma 2 início 19/02 (sábado) à 10h

Valor 300 reais
Em até 3x
Aline Chermoula: Informações
www.chermoula.com.br

Yuri Marçal ampliará projeto que oferece terapia gratuita para pessoas negras

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O humorista Yuri Marçal anunciou novidades com seu Projeto Geni. O programa, criado para dar assistência psicológica gratuita a pessoas negras, está passando por reformulação, visando atingir um maior número de indivíduos. O projeto já atendeu mais de 100 pacientes desde setembro de 2020. Após contratar dez psicólogos, também negros, para sessões virtuais, a reforma visa também ocupar um espaço físico em São Paulo, com previsão para este primeiro semestre de 2022.

Esse trabalho se deve ao fato de que, assim como todo mundo, os negros tem suas particularidades mais severamente por conta do racismo estrutural no Brasil, então é de extrema importância esse apoio”, ressalta Yuri. “Através dessa ideia dela, pensei que poderíamos ampliar esses atendimentos trazendo outros profissionais que pudessem cuidar dessas pessoas para além do eixo Rio de Janeiro x São Paulo, que pertence a minha rotina”, explicou.

Para participar do Projeto Geni, basta ser uma pessoa negra e enviar mensagem com nome e sobrenome no Instagram: @projetogeni.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, com a ausência de sentimento de pertencimento, as chances de um jovem cometer suicídio é 45% maior entre negros. Entre os do sexo masculino, aumentam em 50% se comparados aos brancos também na faixa etária entre 10 e 29 anos. Além disso, sentimentos de inferioridade, incapacidade, rejeição, violência e solidão também influenciam o quadro de suicídio.

Yuri acredita ser fundamental a naturalização da terapia, já que há um preconceito com quem busca cuidar de si e da saúde mental. “Sempre falo nas redes sociais e entrevistas que devemos cuidar das nossas mentes e que essa mensagem chegue ao máximo possível de pessoas, para que elas normalizem a terapia e o atendimento psicológicos, em prol de uma saúde mental boa, já que o nosso inconsciente está sempre ocupado, ansioso, com medo e isso não é normal. O fato de eu contratar psicólogos que são negros também para cuidar dessas pessoas, é para que a gente chegue mais perto do que é necessário para o bem estar dessa população”, afirma.

O país ainda vive as mazelas da escravidão e, com isso, a população negra brasileira ainda é privada de dignidade, de condições dignas de moradia, estudos, empregabilidade, de condições adequadas de cuidar da saúde mental. “Com esses psicólogos, a gente acaba passando para pessoas de comunidades, periferias e favelas que é importante cuidar da mente com um profissional. É muito bom receber feedback das pessoas contando como a terapia tem as ajudado”, revelou. “É preciso naturalizar a terapia para que haja a diminuição dos casos de depressão, ansiedade, entre outras doenças entre a população negra e, assim, diminuir casos mais graves como suicídio. O intuito é cuidar da saúde mental dos assistidos para que tudo flua melhor; na família, no trabalho, nas relações interpessoais, na expectativa de vida”, conclui. 

Beyoncé revela que desenhou todas as peças da nova coleção IVY PARK x adidas

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Foto: Beyoncé para a IVY HEART / Divulgação.

Ela não para! Além de cantora, produtora, diretora, atriz, dançarina e empresária, Beyoncé agora é estilista. A artista revelou em entrevista para a Vogue China que ela mesma desenhou todas as peças de sua nova coleção IVY PARK x adidas, a IVY HEART. Nas palavras da Queen B: “Eu desenhei esta coleção [IVY PARK HEART] honrando a celebração do amor universal. Eu usei tecidos e texturas que imitam a linguagem figurativa do amor. Vermelho sempre significou alegria e sensualidade para mim“.

Com novas imagens da cantora, um novo trailer da IVY HEART foi disponibilizado neste último domingo, 6 de fevereiro.

Beyoncé também declarou seu desejo em tornar a marca de roupas cada vez mais inclusiva e universal: “Ao montar a campanha foi importante pra mim que o elenco representasse o mundo, uma verdadeira representação do universo e a linguagem universal do amor. Quando você projeta algo em torno do amor, a inclusão é inevitável. O elenco representa a China, os Estados Unidos, o Japão e o Vietnã“, conta ela.

“Todos nós temos aquela roupa que instantaneamente faz nos sentirmos poderosos, sexys, confiantes e amados. Eu queria criar uma coleção que trouxesse a alegria de se olhar no espelho juntamente com a celebração do amor próprio“, diz a intérprete de ‘Halo’. “Flaux látex de ilusão misturado com spandex, impressões em paetês, veludos anos 90, malhas. Os corações repetitivos criaram o padrão da estampa de cobra trench coat de lantejoulas (que também funciona como um vestido), bem como o spandex e roupas esportivas”, finaliza sobre o conceito em torno da nova coleção.

A coleção IVY HEART estará disponível no Brasil no próximo dia 10 de Fevereiro.

“Querem que o preto abaixe a cabeça”: Esposa de Douglas Silva diz que o ator não possui a visibilidade que merece

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Douglas Silva. Foto: TV Globo.

Em entrevista ao SPASH, do UOL, a psicóloga Carolina Brito, esposa do ator Douglas Silva, comentou sobre a falta de oportunidades que seu marido enfrenta no mercado de trabalho. Mesmo acumulando obras grandiosas no cinema, televisão e uma impressionante indicação ao Emmy, Douglas não conseguiu a visibilidade que deveria. “A vida não é fácil para ninguém, mas pro negro é muito mais difícil, eles têm que provar que são bons num nível muito maior. Você vê o ator que ele é, a indicação que ele teve com 17 anos. Ele tem 33 anos e eu acredito que ele poderia estar com outra visibilidade, mas não é o que acontece. Se a gente parar para pensar, o que pode ser isso?”, declarou.

“Ele foi indicado [ao Emmy] quando tinha 17 anos, numa entrevista que ele deu tempos depois, eu me lembro que perguntaram como era a sensação e ele disse: ‘na hora de fechar contrato isso não muda muito’. Por ele ter esse peso no currículo era pra ter muito mais visibilidade do que ele estava tendo”, alega a psicóloga.

Com trabalhos em sucessos da TV como “Amor de Mãe”, “Cidade dos Homens”, “Caminho das Índias” e “Toma Lá Dá Cá”, Douglas viu seu nome ser reconhecido mundialmente após a indicação ao Emmy Internacional, em 2005. Foi o primeiro ator do Brasil a receber tal nomeação. Contudo, Caroline ressalta que feito não foi suficiente para alavancar carreira de Douglas como merecia, e que isso acontece, por conta do racismo estrutural presente na sociedade.

Em declaração exclusiva para o jornalista Léo Dias, Carolina também comentou sobre a participação de Douglas no BBB 22 e a recepção com o público: “Sabe o que acontece infelizmente? Acontece que um preto, favelado ganhando espaço em rede nacional incomoda. Uma pessoa que tem atitudes semelhantes às dos demais participantes é tida como arrogante sem ser. Querem é que o preto abaixe a cabeça e quando isso não acontece, pensam que algo não está certo. E vocês sabem o nome disso”, desabafou.

Douglas está no paredão desta semana no Big Brother Brasil. Ator luta pela permanência na casa contra Naiara Azevedo e Arthur Aguiar.

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