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Com obras inspiradas na fé de terreiro, artista goiana chega à final do Prêmio PIPA 2026

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Foto: arquivo pessoal

Única goiana na 2ª fase da votação popular, artista soma apoio até domingo (26) para representar o Cerrado na maior premiação de arte contemporânea do país.

A artista visual Òkun, de Goiânia, é a única goiana entre os 17 finalistas da segunda fase do Prêmio PIPA Online 2026, votação popular que decide dois dos nomes mais votados do ano em uma das principais premiações de arte contemporânea do Brasil. A fase começou nesta segunda-feira (20) e segue até domingo (26), com o público podendo votar diretamente no site do prêmio.

O Prêmio PIPA é uma iniciativa do Instituto PIPA, fundado em 2009 para apoiar e documentar a produção de arte contemporânea brasileira, e é considerado a principal janela do país para revelar novos nomes das artes visuais. Podem concorrer artistas com até 15 anos de carreira, indicados por um comitê de curadores e pesquisadores. Nesta edição, foram 67 indicados ao todo. Um conselho curatorial seleciona 4 artistas premiados, que recebem uma exposição no Rio de Janeiro, enquanto o PIPA Online funciona como uma categoria paralela, decidida por votação aberta ao público, que elege o primeiro e o segundo colocados entre os nomes que avançam de fase.

Criado em 2010, o Prêmio já reconheceu 32 artistas ao longo de suas edições, entre os quais 12 se autodeclaram negros, 5 indígenas e 3 pretos, além de 14 mulheres, 4 pessoas trans e um coletivo. O prêmio também busca mapear talentos nas cinco regiões do país, descentralizando um circuito de arte historicamente concentrado no eixo Rio-São Paulo, o que reforça a relevância da presença de artistas de estados como Goiás entre os indicados.

Entre os quatro Artistas Premiados escolhidos pelo conselho curatorial do PIPA 2026 está Jane Batista, fotógrafa performática e poeta de origem afro-indígena nascida no Piauí e radicada no território do Titanzinho, em Fortaleza. Autodidata desde 2020, ela constrói autorretratos com o próprio celular para investigar ancestralidade, identidade e os atravessamentos de corpos negros e periféricos, tema que dialoga diretamente com a pesquisa de Òkun sobre religiosidade de matriz africana.

Na votação popular, Òkun também vem se destacando. Na primeira fase do PIPA Online, que reuniu mais de 60 artistas, ela liderou a contagem de votos nos últimos dias antes do encerramento, à frente de nomes como João Vitor Araújo e Bárbara Banida, garantindo vaga entre os 17 selecionados para a segunda fase que começou nesta segunda-feira.

Nascida em 2000, Òkun é bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás, artista residente no Ateliê/Escola de Arte Sertão Negro e assistente de arte do artista Dalton Paula. Sua pesquisa investiga as relações entre pintura, espiritualidade, memória e ancestralidade, intersecionando visualidades de sua vivência em terreiro de Umbanda e de Kimbanda de Lei. A artista desenvolve o conceito de Pintura de Encruzilhadas, prática que invoca Exu e transforma o não-lugar em território de escuta, transformação e presença.

O trabalho de Òkun já passou por exposições como Dos Brasis: Arte e Pensamento Negro, no SESC Belenzinho, em 2023, Crônicas Cariocas, no Museu de Arte do Rio, em 2021, e Mulheres que Mudaram 200 Anos, na Caixa Cultural de Brasília, em 2023. Em 2025, a artista integrou a exposição internacional Sertão Negro: Território Vivo, no Storefront for Art and Architecture, em Nova York, e participou da instalação coletiva Sertões, do núcleo Sertão Negro, na 36ª Bienal de São Paulo. Sua produção também integra acervos como os do Museu de Arte do Rio, da Caixa Cultural de Brasília e do Instituto Ibirapitanga, além de ter ilustrado livros da escritora moçambicana Lilia Momplé e da pesquisadora Cidinha da Silva.

“Ser indicada a um prêmio de relevância nacional já é uma conquista imensa”, afirma Òkun, em depoimento ao Mundo Negro sobre a indicação. A artista diz que as oportunidades ainda são escassas para quem cria fora dos grandes circuitos, e que levar a pintura produzida no Cerrado ao Prêmio PIPA é uma forma de afirmar a potência e a relevância dessa produção. Para ela, a indicação também reforça que a afro-religiosidade existe e resiste no coração do Brasil.

Construir carreira como artista em Goiás, unindo o tema à afro-brasilidade e à ancestralidade, segue sendo um desafio para quem produz fora do eixo Rio-São Paulo, historicamente mais concentrado no circuito nacional de arte contemporânea. A presença de Òkun na fase de votação popular do PIPA amplia a visibilidade de uma produção que parte do terreiro e do Cerrado para dialogar com o restante do país.

A votação do PIPA Online 2026 segue até domingo (26), no site do Prêmio PIPA. Quem alcançar o maior número de votos entre os 17 finalistas da fase leva o primeiro lugar, com o segundo colocado também sendo definido pela contagem de votos ao fim do período.

“Por Você”, nova novela das sete, terá novelinha vertical de apresentação

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Foto: Globo/ Manoella Mello

Sheron Menezzes estrela o prólogo digital com 20 episódios, que antecipa a amizade entre Bela e Juli antes da estreia na TV aberta em agosto.

A TV Globo lançará uma novelinha vertical como prólogo de “Por Você”, próxima novela das sete, marcando a primeira vez que a emissora usa esse formato para preparar o público antes da estreia de uma trama inédita na TV aberta. A novela chega às telas em 17 de agosto, protagonizada por Sheron Menezzes, atriz negra que retorna ao horário nobre após ter vivido, em 2023, o primeiro papel de protagonista da carreira, iniciada há mais de vinte anos.

A produção digital, com 20 episódios, aprofunda a amizade entre Bela (Sheron Menezzes) e Juli (Lucy Ramos), laço que sustenta a trama principal escrita por Dino Cantelli e Juliana Peres. O roteiro do prólogo é assinado por Cleissa Regina Martins, integrante da equipe de autores da novela, com direção de Jully Irie. As gravações começaram em 10 de julho, e o conteúdo está previsto para circular nas plataformas digitais da Globo nas semanas que antecedem a estreia na TV aberta.

Na história, a morte de Juli em um acidente de carro faz com que Bela, obstetra que nunca havia pensado em exercer a maternidade, assuma a criação dos quatro filhos da amiga: os adolescentes Peixe (Cauê Campos), Glorinha (Laura Luz) e Ítalo (Fabrício Assis), além do caçula Samuca (Kadu Spinola). Sem o pai presente na vida das crianças, a mãe era a única referência de cuidado da família, o que aprofunda o vínculo que Bela precisa construir com os quatro após a perda. O elenco da novela reúne ainda Alinne Moraes, Thiago Lacerda, Amaury Lorenzo, Renata Sorrah, Antonio Pitanga e José de Abreu.

“Por Você” substitui “Coração Acelerado” na faixa das sete, com estreia antecipada em uma semana para preservar o desfecho da novela atual. A trama se passa na Vila Maravilha, comunidade fictícia da Zona Sul do Rio de Janeiro onde Bela e Juli cresceram juntas, e usa o conflito entre Peixe e Bela, marcado por ressentimento e diferenças de classe entre os dois núcleos familiares, como um dos eixos centrais da primeira fase.

A escalação de Sheron Menezzes como protagonista dá sequência a um momento recente de maior presença de atrizes e atores negros à frente das novelas da Globo. Em 2023, a atriz viveu Sol em “Vai na Fé”, sua primeira protagonista depois de mais de duas décadas de carreira, em um ano que reuniu simultaneamente três protagonistas negros na grade da emissora, ao lado de Bárbara Reis, em “Terra e Paixão”, e Diogo Almeida, em “Amor Perfeito”. O período foi descrito à época como um marco na disputa histórica por representatividade nas telenovelas brasileiras, que por décadas relegou atores e atrizes negros a papéis secundários ou estereotipados. Antes da confirmação de Sheron para “Por Você”, o papel chegou a ser oferecido a Taís Araujo, que recusou o convite.

A trajetória de Sheron na Globo começou em 2002, aos 18 anos, quando estreou como Julia em “Esperança”. Passaram-se mais de vinte anos, e diversas novelas com personagens coadjuvantes, até a atriz assumir seu primeiro papel de protagonista em “Vai na Fé”. Com “Por Você”, ela retorna ao centro da trama do horário das sete, faixa em que já havia atuado em produções anteriores, mas nunca como protagonista.

A aposta no formato vertical também integra uma estratégia mais ampla da emissora de experimentação em dramaturgia para o digital, iniciada com produções como “Tudo Por uma Segunda Chance” e “Loquinha”, e seguida por “Onde Está a Boiadeira?”. Segundo a diretora-executiva da TV Globo, Leonora Bardini, o formato vertical permite explorar novas formas de contar histórias e ampliar os pontos de contato com o público. Já a roteirista Cleissa Regina Martins afirma que o universo criado pelos autores de “Por Você” abriu espaço para contar histórias que precedem o ponto de partida da novela original.

Com a novelinha em fase de finalização e a estreia de “Por Você” marcada para 17 de agosto, a expectativa da emissora é que o formato digital funcione como porta de entrada para a trama, aproximando o público dos personagens antes do primeiro capítulo ir ao ar às 19h.

Vini Jr. passa por harmonização facial após publicações que sugeriam mudanças em seus traços

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Fotos: Lumini Privilège/ Danilo Nascimento/ Reprodução

Procedimento em Goiânia ocorre dias após posts propondo mudanças no rosto do jogador, criticados por reforçarem padrões estéticos excludentes.

O atacante Vini Jr. passou por um procedimento de harmonização facial na clínica Lumini Privilège, em Goiânia, na segunda-feira (20), dias depois de retornar ao Brasil após a eliminação precoce da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. O jogador foi fotografado na cidade ao lado da influenciadora Virgínia Fonseca, durante a inauguração da academia dela, a WeGym, o que trouxe de volta os rumores de reconciliação do casal, separado desde maio.

O dermatologista Alessandro Alarcão, responsável pelo atendimento, publicou uma mensagem agradecendo a preferência do jogador, sem detalhar tecnicamente a intervenção. Em depoimento à revista Quem, o médico definiu o objetivo do trabalho como a busca por um resultado discreto, “baseado na reestruturação dos ligamentos da face e no refinamento da projeção do queixo, respeitando a identidade do paciente”.

O procedimento chega alguns meses depois de uma sequência de publicações nas redes sociais dedicadas a analisar o rosto de Vini Jr. sob a ótica do visagismo, técnica que associa traços faciais a propostas de harmonização estética. Uma dessas publicações, do perfil especializado em estética, apresentava uma “análise visagista” do jogador com a proposta de trabalhar sua imagem a partir do formato do rosto e da região do queixo. O post integra um conjunto maior de conteúdos semelhantes que circularam nos últimos meses, sempre sugerindo ajustes nos traços do atacante.

Essas publicações motivaram críticas de criadores de conteúdo, comunicadores e educadores que discutem racismo e padrões de beleza nas redes sociais. Para esse grupo, a insistência em propor mudanças nos traços de um dos jogadores negros mais visíveis do futebol mundial reproduz um padrão estético que historicamente trata características associadas à população negra como algo a ser corrigido, entre elas o formato do queixo, do nariz e da estrutura óssea da face. A repercussão negativa não impediu a circulação de novos conteúdos no mesmo formato ao longo dos meses seguintes, com diferentes perfis de estética propondo variações do mesmo tipo de intervenção para o jogador.

A discussão sobre a imagem de Vini Jr. voltou a ganhar espaço nas redes sociais, agora em outro contexto. Parte do público comemorou o novo visual do atacante, enquanto outra parte manifestou o desejo de vê-lo com os traços que sempre teve, reconhecendo neles parte da própria identidade do jogador. O tema retoma questões semelhantes às que já cercavam as publicações de visagismo meses antes.

A repercussão ocorre em torno de um jogador que construiu parte de sua trajetória pública no enfrentamento ao racismo dentro e fora de campo. Vini Jr. acumula denúncias formais contra insultos raciais sofridos na Espanha desde que chegou ao Real Madrid, e se tornou uma das vozes mais ativas do esporte mundial no tema, com campanhas e cobranças públicas a federações e clubes. É nesse cenário que a harmonização feita em Goiânia ganhou leitura além da estética, alimentando um debate sobre pressão por padrões de beleza que também atravessa atletas negros fora dos gramados.

Até a publicação desta matéria, Vini Jr. não se manifestou publicamente sobre o procedimento nem sobre as críticas anteriores às publicações de visagismo. A clínica responsável também não detalhou o valor ou a extensão completa do tratamento. A repercussão nas redes sociais segue ativa, com internautas comparando fotos do jogador antes e depois da intervenção.

Chef Dani Pimenta inaugura Fulô, um espaço que exalta a gastronomia e a ancestralidade negra em SP

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Chef Dani Pimenta sorrindo na cozinha
Foto: Divulgação

A Chef Dani Pimenta deu um passo marcante em sua trajetória ao abrir as portas da Fulô, sua nova casa de eventos em São Paulo. O espaço foi idealizado e estruturado para receber desde eventos corporativos e encontros culturais até imersões e experiências gastronômicas exclusivas da ancestralidade negra.

No dia 7 de julho, às 7 da noite — porque números e datas também contam histórias — eu abri as portas da Fulô, minha casa de eventos. E não é força de expressão: é uma casa mesmo. Um espaço pensado para receber pessoas de verdade, com sofisticação que nasce da terra, não da vitrine“, disse a chef ao Mundo Negro e ao Guia Black Chefs.

A criação da Fulô é fruto de uma caminhada de mais de 15 anos dedicada à pesquisa e à prática da gastronomia ancestral afro-brasileira. “Depois de tanto tempo cozinhando a nossa história em pratos, eu senti que precisava de um lugar onde essa ancestralidade pudesse habitar por inteiro — não só na comida, mas no espaço, na acolhida, no cuidado com cada detalhe“, explica.

Foto: Divulgação

Com flexibilidade de horários para respeitar a dinâmica e o tempo de cada celebração, o local traz como premissa central o fortalecimento e o protagonismo da comunidade negra, mantendo-se de portas abertas para todos que buscam vivenciar essa experiência de reconexão e afeto.

Foi um dia muito emocionante para mim. Abrir essa casa em meio a tudo que a gente está atravessando tem um peso e um significado enormes. É a materialização de um sonho, mas também um compromisso: o de continuar construindo espaços onde a nossa cultura seja protagonista“, celebra Dani Pimenta.

Toda a culinária servida na casa leva a assinatura autoral da chef, mantendo como pilar a matriz ancestral afro-brasileira, que é sua marca registrada.

Foto: Divulgação

A Fulô fica localizada na Av. Indianópolis, perto da estação de Metrô São Judas. Saiba mais no perfil oficial no Instagram: @fulocasadeeventos.

6 filmes com protagonismo negro para celebrar o Dia do Amigo

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Cena do filme Viagem das Garotas
Foto: Divulgação

Celebrar a amizade entre pessoas negras é, antes de tudo, celebrar a sobrevivência, a cura e a alegria comunitária. O afeto é um dos pilares de sustentação para trajetória de cada um. Neste Dia do Amigo, celebrado em 20 de julho, o Mundo Negro preparou uma seleção especial de filmes disponíveis nas plataformas de streaming que mostram como a lealdade, a risada solta e o apoio mútuo transformam qualquer caminhada.

Veja a lista completa abaixo:

1. Viagem das Garotas

A comédia acompanha quatro amigas de longa data — interpretadas brilhantemente por Regina Hall, Queen Latifah, Jada Pinkett Smith e Tiffany Haddish — que viajam para Nova Orleans para se reconectarem no festival Essence. Entre gargalhadas incontroláveis, confusões e momentos de vulnerabilidade, o filme exalta a importância de ter uma rede de apoio entre mulheres negras que te abraça sem julgamentos. Disponível no Telecine.

2. Os Irmãos

Um clássico dos anos 2000 que aborda a vulnerabilidade e o companheirismo masculino sob a perspectiva negra. Estrelado por Morris Chestnut, Shemar Moore, Bill Bellamy e D.L. Hughley, o longa gira em torno de quatro amigos enfrentando as complexidades dos relacionamentos, medos do compromisso e dilemas da vida adulta. Para além da comédia romântica, a obra destaca como a amizade entre homens negros pode ser um espaço seguro para expor sentimentos e evoluir juntos. Disponível na Netflix.

3. Falando de Amor

Dirigido por Forest Whitaker e protagonizado por um elenco de peso liderado por Whitney Houston, Angela Bassett, Loretta Devine e Lela Rochon, Falando de Amor é um marco do cinema afro-americano dos anos 90. O filme acompanha quatro mulheres que navegam por desilusões amorosas, carreira e família, encontrando na amizade entre elas o porto seguro para reconstruírem suas vidas. É uma aula sobre acalento, escuta e a certeza de que nunca estamos sós. Disponível no Disney+.

4. Ó Paí, Ó 2

O retorno do clássico baiano traz a essência do Pelourinho e a força das relações comunitárias no Brasil. Sob a liderança de Roque (Lázaro Ramos) e um elenco recheado de talentos do teatro baiano, o filme transborda a vivacidade da cultura preta, a solidariedade de vizinhança e os laços que se formam na luta diária e na festa. É a celebração em tom de humor, música e afeto genuíno. Disponível no Prime Video.

5. Bad Boys II

Para quem busca ação com muita química e tiradas cômicas, a parceria entre Mike Lowrey (Will Smith) e Marcus Burnett (Martin Lawrence) é imbatível. Mais do que uma dupla de detetives em Miami, a franquia constrói uma das parcerias mais icônicas do cinema. No meio de toda a ação, Lowrey passa a se interessar por Syd, irmã de Burnett, o que põe a amizade dos detetives à prova. É uma história que entrega um ritmo frenético de aventuras, sem perder a essência da cumplicidade da dupla. Disponível na HBO Max.

6. Nosso Sonho

Cinebiografia de uma das duplas de maior sucesso do funk melody nacional, o longa acompanha a trajetória de amizade e cumplicidade entre Claudinho (Lucas Penteado) e Buchecha (Juan Paiva). O filme retrata desde a infância humilde na periferia até a ascensão ao estrelato, mostrando como a união, a lealdade e o amor pela música superaram as adversidades e transformaram a história de dois amigos em um marco da cultura popular brasileira. Disponível na Telecine.

Adolescente sofre racismo e ameaças por dois meses em grupo de WhatsApp do condomínio

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Print do Whatsapp com ofensas raciais
Crédito: Arquivo pessoal

⚠️ Alerta Gatilho! ⚠️

Um adolescente negro de 16 anos foi alvo, por cerca de dois meses, de injúrias raciais, perseguições e ameaças de violência física e sexual em um grupo de WhatsApp de moradores de um condomínio na Zona Leste de São Paulo, segundo o pai da vítima. A família registrou boletim de ocorrência por injúria racial e ameaça na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que investiga o caso.

O grupo, criado inicialmente para organizar partidas de futebol na quadra do condomínio, começou com mensagens amistosas, segundo o pai. A situação mudou depois que pessoas que não moravam no prédio foram adicionadas. A partir desse momento, publicações do adolescente passaram a ser ridicularizadas de forma sistemática.

Segundo o relato, os integrantes chegaram a renomear o grupo com um trocadilho racista relacionado à série ‘Todo Mundo Odeia o Chris’ e trocaram a foto por uma caricatura do garoto. Em áudios, o jovem foi chamado de “analfabeto”, “burro” e “mulambo”. Perfis do Instagram dele teriam sido monitorados e reproduzidos nos prints e gravações compartilhadas para expô‑lo; após bloquear o compartilhamento, o adolescente diz que foram criados perfis falsos para continuar o monitoramento.

Créditos: Arquivo pessoal

O pai afirma que as ofensas se intensificaram depois que o filho, que participa de batalhas de rima, rebateu em vídeo após ser chamado de “saci”. A partir de 15 de maio, passou a haver conteúdo racial mais explícito, com xingamentos como “macaco”, “urubu”, “negão” e “pixe”, acompanhados de imagens de animais e de pessoas negras, conforme o relato da família.

Em 18 de maio, ao trocar novamente o nome e a foto do grupo na tentativa de encerrar a exposição, o adolescente foi removido pelos administradores. Ainda naquela noite, dois integrantes teriam feito uma chamada de vídeo por volta das 23h afirmando estar no prédio da família e ameaçando subir até o apartamento. Na ligação, teriam mostrado imagens de uma arma e de um soco‑ingles, mencionado traficantes de uma via próxima e ameaçado cometer abuso sexual contra o jovem, pedindo que tudo fosse filmado.

No dia seguinte, o adolescente teria sido reincluído apenas para visualizar um vídeo em que aparece com a bermuda abaixada ao se aproximar de uma moradora; o print desse arquivo teria se tornado a nova imagem do grupo. Com medo de que as ameaças fossem cumpridas, a família registrou boletim de ocorrência.

Crédito: Arquivo pessoal

Dias depois, ao tomar conhecimento de que participantes do grupo combinavam de se encontrar na quadra do condomínio, o pai desceu para avisar que tomaria providências. Segundo ele, houve confronto verbal e, em seguida, agressão física entre ele e um dos adolescentes apontados como responsáveis pelas humilhações.

A família diz que o grupo reunia cerca de 15 pessoas — dez moradores e cinco pessoas de fora, apontadas como agressoras — e que ao menos um dos participantes é maior de idade. O condomínio emitiu nota sobre o caso e informou ter aplicado multas aos moradores envolvidos.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Decradi investiga o caso e realiza diligências para esclarecer os fatos, acrescentando que detalhes da investigação serão preservados para garantir a autonomia do trabalho policial.

Fonte: g1*

Will Smith vem ao Brasil para a Expert XP 2026 em SP

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Will Smith, atração principal da Expert XP 2026 em São Paulo
Foto: Reuters

Ator e produtor participa do evento nesta sexta-feira (24), às 18h15, para falar sobre carreira, resiliência, propósito, inovação e empreendedorismo

Will Smith será uma das principais atrações da Expert XP 2026, realizada entre os dias 23 e 25 de julho, no São Paulo Expo. O ator, produtor, músico e empresário norte-americano participa da programação na sexta-feira (24), às 18h15.

Durante o painel, Smith falará sobre os diferentes momentos de sua carreira, os aprendizados construídos ao longo de sua trajetória e sua atuação no empreendedorismo e na produção audiovisual. 

Will Smith iniciou a carreira na música e conquistou projeção internacional como protagonista da série Um Maluco no Pedaço, exibida originalmente entre 1990 e 1996. Nas décadas seguintes, construiu uma trajetória que atravessa televisão, cinema, produção e negócios, com trabalhos em filmes como Bad Boys, Homens de Preto, Eu Sou a Lenda, Ali e À Procura da Felicidade.

Em 2022, recebeu o Oscar de Melhor Ator por sua interpretação de Richard Williams, pai e treinador das tenistas Venus e Serena Williams, em King Richard: Criando Campeãs. O longa, também produzido pelo artista, recebeu seis indicações à premiação, incluindo a de Melhor Filme.

A presença de Smith em diferentes áreas da indústria do entretenimento também está ligada à construção de narrativas protagonizadas por pessoas negras diante e atrás das câmeras. Além de atuar, ele é cofundador da Westbrook Inc., empresa de mídia criada com a atriz e produtora Jada Pinkett Smith, Miguel Melendez e Kosaku Yada.

A companhia reúne projetos de cinema, televisão, conteúdo digital e distribuição, com o objetivo de ampliar as condições para que artistas desenvolvam histórias capazes de alcançar diferentes públicos ao redor do mundo.

Copa do Mundo Feminina 2027: confira as cidades brasileiras que receberão os jogos

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Marta e Kerolin representando a seleção brasileira feminina de futebol.
Marta e Kerolin (Foto: Livia Villas Boas/CBF)

Encerrada a Copa do Mundo masculina no domingo (19) realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, agora o Brasil se prepara para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027, a primeira edição do torneio realizada na América do Sul. A competição terá 32 seleções, 64 partidas e está marcada para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho, com a final prevista para o Maracanã, no Rio de Janeiro.

Ao todo, oito cidades foram escolhidas entre 12 candidaturas: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e Porto Alegre. Belém, Cuiabá, Manaus e Natal também se candidataram, mas ficaram de fora após avaliações de infraestrutura iniciadas em agosto de 2024 e concluídas em maio do ano seguinte.

Cidades-sede e estruturas

  • Rio de Janeiro: Maracanã. Prevista para receber a final, a arena precisa de intervenções pontuais, como limpeza de fachada e revisões técnicas após mais de uma década desde a Copa de 2014.
  • São Paulo: Neo Química Arena. A prefeitura e o Corinthians discutiram ampliação por arquibancadas fixas para superar 60 mil lugares, mas a administração municipal sinalizou intenção de sediar a abertura mesmo sem obras de aumento de capacidade. A arena já iniciou serviços de fachada com previsão de conclusão em novembro.
  • Belo Horizonte: Mineirão. Estádio mantido dentro dos padrões Fifa, porém sujeito a adequações, incluindo exigência de gramado híbrido.
  • Recife: Arena de Pernambuco. Selecionada entre as sedes, a arena passará por ajustes de infraestrutura conforme as exigências técnicas.
  • Fortaleza: Castelão. Outra praça aproveitada da estrutura da Copa de 2014, com demandas por modernização de iluminação e tecnologia.
  • Salvador: Arena Fonte Nova. Já utilizada no Mundial anterior, não há previsão de retorno das arquibancadas móveis que ampliaram capacidades em 2014.
  • Brasília: Mané Garrincha. Em condição de receber partidas, deve cumprir exigências como melhorias em cadeiras e serviços de limpeza.
  • Porto Alegre: Beira-Rio. Entre as solicitações à equipe local estão reposicionamento de cadeiras em setores específicos e outras adequações de segurança e acesso.

Adequações necessárias

O Brasil optou por estádios utilizados na Copa do Mundo masculina 2014 para aproveitar a infraestrutura já existente, mas as arenas precisarão de intervenções atualizadas. Seis das oito sedes terão de implementar gramado híbrido — a exceção são a Neo Química Arena e o Maracanã. Outras demandas incluem troca ou recolocação de cadeiras, limpeza de fachadas, modernização da iluminação e ampliação de infraestrutura tecnológica. A Fifa trabalha com as capacidades máximas atuais dos estádios, que podem ser reduzidas por ajustes de segurança e instalação de assentos.

Calendário e definição de partida

O sorteio dos grupos está previsto para o fim deste ano. Entre o final de julho e o início de agosto, a Fifa deve divulgar o mapa de jogos por cidade — isto é, quantas partidas de fase de grupos e que fases eliminatórias cada sede receberá, segundo apuração do ge. Assim como em 2026 no torneio masculino, a entidade pretende definir, antes do sorteio, em quais cidades a seleção brasileira atuará, para facilitar a venda de ingressos. A equipe executiva do Mundial feminino visitou os Estados Unidos para acompanhar a operação da Copa masculina e incorporar aprendizados.

Seleções classificadas

Até o momento, 15 das 32 vagas estão definidas, incluindo o Brasil como país-sede. As confederações da Ásia e da Oceania encerraram primeiro suas eliminatórias. A fase de classificação segue até fevereiro de 2027, quando será disputada a repescagem mundial.

Listagem das seleções já garantidas:

  • Brasil (país‑sede)
  • Austrália
  • China
  • Coreia do Norte
  • Coreia do Sul
  • Filipinas
  • Japão
  • Nova Zelândia
  • Alemanha
  • Argentina
  • Colômbia
  • Dinamarca
  • Espanha
  • França

Com informações do ge*

Governo federal aciona ONU e Fifa sobre casos de racismo na Copa de 2026

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Foto: Reprodução/YouTube/ishowspeed

CNDH cita quase 90 mil publicações abusivas entre seis milhões analisadas na Copa, com 11% de conteúdo racial contra jogadores negros e autoridades públicas.

O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), órgão vinculado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), formalizou uma denúncia à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Fifa contra episódios de racismo, discriminação racial e discurso de ódio registrados durante a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A representação foi enviada com base em um levantamento que identificou cerca de 89 mil publicações com conteúdo abusivo entre mais de seis milhões de mensagens analisadas nas redes sociais durante a fase de grupos do torneio, das quais 11% tinham caráter racial.

O documento foi encaminhado a quatro instâncias distintas: o Comitê de Direitos Humanos da ONU, a Relatoria Especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Racismo, o Grupo de Trabalho da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos e o canal oficial de denúncias da Fifa. Em relação à entidade que organiza o torneio, o CNDH pede que sua atuação seja avaliada à luz dos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, verificando se as medidas adotadas durante a competição foram compatíveis com os compromissos internacionais de proteção aos direitos fundamentais.

Na manifestação enviada aos organismos internacionais, o conselho sustenta que os três países-sede da competição, junto aos demais Estados envolvidos, têm obrigações previstas em tratados internacionais de direitos humanos para prevenir, investigar e responsabilizar autores de manifestações de ódio ocorridas sob suas respectivas jurisdições.

Entre os episódios mencionados pelo CNDH está a onda de ataques racistas contra o atacante francês Kylian Mbappé, disputando a artilharia da competição. Os insultos partiram inclusive de autoridades públicas, caso da senadora paraguaia Celeste Amarilla e do ex-primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy, que questionou a nacionalidade de jogadores da seleção francesa. O conselho também registrou ataques em massa nas redes sociais contra jogadores negros da seleção holandesa após a eliminação da equipe nos pênaltis, além de manifestações atribuídas a comentaristas esportivos, ex-jogadores e treinadores ao longo do torneio.

A presidente do CNDH, Ivana Leal, afirmou em comunicado enviado à imprensa que os dados reforçam a necessidade de os Estados adotarem medidas efetivas de prevenção, responsabilização e proteção das vítimas. Já o relator da instituição, Carlos Nicodemos, sustenta que os casos ultrapassam o âmbito esportivo e demandam resposta coordenada dos organismos internacionais, já que o futebol reflete dinâmicas sociais mais amplas.

O CNDH funciona como o principal órgão de direitos humanos vinculado ao governo federal e tem entre suas atribuições monitorar, investigar e recomendar medidas em casos de violações praticadas no Brasil e no exterior quando envolvem cidadãos ou interesses brasileiros. O conselho reúne representantes do poder público, de movimentos sociais e de entidades da sociedade civil, e costuma atuar em parceria com relatorias da ONU em temas ligados a discriminação racial, liberdade religiosa e proteção de populações vulnerabilizadas.

A atuação do conselho junto a organismos internacionais durante grandes eventos esportivos ganhou força a partir de casos anteriores de racismo no futebol europeu, que já haviam motivado manifestações de entidades de direitos humanos e de confederações nacionais. Jogadores negros de ligas como a espanhola e a francesa relataram, nos últimos anos, episódios recorrentes de ofensas raciais em estádios, o que levou organismos como a Uefa a endurecer protocolos internos de punição, sem que o problema fosse eliminado das competições.

A escalada de episódios discriminatórios ao longo da Copa de 2026 tem sido acompanhada por entidades antirracistas e por federações de futebol de diferentes países, que cobram da Fifa protocolos mais rígidos de identificação e punição de torcedores e autoridades envolvidos em manifestações de ódio dentro e fora dos estádios.

Com a denúncia formalizada, o CNDH aguarda manifestação da ONU e da Fifa sobre a abertura de investigações e a adoção de medidas de responsabilização. A cobrança ocorre a poucos dias da final da competição, que reúne Espanha e Argentina em Nova Jersey, e deve pautar debates sobre o legado social do torneio nas próximas edições do Mundial.

Preta Maria: Bela Gil inaugura restaurante de cozinha africana com homenagem à irmã

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Bel Gil no restaurante Preta Maria
Foto: Divulgação/Preta Maria

Durante o Julho das Pretas, o Mundo Negro e o Guia Black Chefs celebram a inauguração do Preta Maria, novo restaurante da chef e apresentadora Bela Gil. O empreendimento de cozinha autoral africana fica no complexo Mata São Paulo, ao lado da avenida Paulista. Batizado em homenagem à irmã, a cantora Preta Gil, que faleceu há quase um ano, o espaço chega à cena gastronômica da cidade com uma proposta inédita entre casas de fine dining: colocar ingredientes e técnicas de países como Nigéria, Angola, Moçambique e Senegal no centro do menu.

O Preta Maria é fruto de três anos de pesquisa da chef. Bela Gil diz não pretender reproduzir “a culinária da África” na totalidade, mas apresentar uma porta de entrada para essas tradições alimentares a partir de seu olhar. “Acho que as pessoas já esperam de mim algo como ‘eu vou experimentar uma coisa que nunca provei na vida’”, afirma a chef em entrevista ao Guia Folha.

Foto: Alba Reis/Divulgação Mata São Paulo

O cardápio aposta em receitas que dialogam com a base vegetal, mas não exclui opções para clientes que comem carne. Entre os destaques estão o mafé (R$ 70), ensopado cremoso à base de amendoim com legumes e sobrecoxa de frango, finalizado com espuma de leite de coco e chilli oil; o arroz jollof (R$ 89), preparado com tomate, cebola, pimentões, gengibre e especiarias, servido com camarões e lulas grelhados; e o sega wat (R$ 80), guisado bovino inspirado na culinária etíope, acompanhado de purê de cará, arroz da terra, couve crispy, picles de cebola e ovo.

A casa também dialoga com as raízes afrodiaspóricas presentes na culinária brasileira. Entre as opções de influência nacional estão acarajé e abará (R$ 75), servidos com vatapá de cará e molho lambão; moqueca de banana-da-terra com arroz de coco e farofa de dendê (R$ 75); e angu de fubá com ragu de cogumelos ao vinho e ervas (R$ 80).

Foto: Alba Reis/Divulgação Mata São Paulo

Bela afirma que encontrou poucas referências de apresentação em formato fine dining para muitas das receitas pesquisadas, o que a desafiou na construção de pratos “impactantes” adequados ao público do Mata São Paulo, complexo de alto padrão onde o restaurante está instalado. “Estar nele também representa muita coisa”, diz.

O Preta Maria entra em soft opening por um mês. Para chegar à casa, é preciso acessar o complexo Mata São Paulo pela alameda Rio Claro e seguir por um caminho lateral arborizado até o salão de 165 m².
Instagram: @restaurante.pretamaria

Informações do Guia Folha*

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