Home Blog Page 6

Família de Chadwick Boseman questionou analgésico após sua morte

0
Foto: Reuters

Cartas de 2020 e 2021 vêm a público no mesmo dia em que Taylor Simone Ledward contesta na Justiça o processo dos irmãos do ator pela herança

A família de Chadwick Boseman afirmou, em cartas enviadas aos advogados de Taylor Simone Ledward, com quem o ator era casado, que a autópsia encontrou em seu organismo uma concentração de hidromorfona quatro vezes acima do limite terapêutico, segundo documentos de 2020 e 2021 divulgados nesta quinta-feira (24) pelo site norte-americano TMZ. As correspondências vieram a público enquanto os irmãos do ator, Derrick e Kevin Boseman, tentam tirar Ledward da administração da herança na Justiça de Los Angeles, e no mesmo dia em que ela apresentou sua defesa ao tribunal.

Chadwick Boseman e Taylor Simone Ledward se casaram em 21 de agosto de 2020, em cerimônia celebrada por Derrick, irmão do ator. Boseman morreu seis dias depois, em 28 de agosto, aos 43 anos, após enfrentar por quatro anos um câncer de cólon que manteve longe do público, e não deixou testamento. Em outubro daquele ano, Ledward pediu à Justiça para administrar o espólio, estimado então em US$ 938,5 mil nos primeiros documentos do inventário.

Família pediu prontuários e dados do celular

Em 16 de novembro de 2020, os advogados dos pais, Leroy e Carolyn, e dos irmãos do ator enviaram à defesa de Ledward uma carta em que pediam a liberação dos prontuários médicos de Boseman, cópias digitais de celulares, computadores e iPads e os extratos de todas as contas bancárias. A família afirmava que sua “única esperança” era “cumprir a verdadeira intenção de Chad” na divisão dos bens e pedia eventuais gravações em que ele teria determinado que 90% dos direitos de seus filmes fossem repartidos entre os pais e os dois irmãos. Nenhuma gravação desse tipo foi divulgada publicamente.

O advogado de Ledward respondeu em 1º de dezembro de 2020, chamou a carta de “repentina, equivocada e agressiva” e disse que sua cliente vinha tentando compartilhar informações com os irmãos e incluí-los em projetos em homenagem ao marido. Na mesma resposta, afirmou que pretendia protegê-la das “alegações falsas e gananciosas” insinuadas pela família.

Laudo apontou hidromorfona acima do limite

Uma segunda carta dos advogados da família, datada de 23 de agosto de 2021, justificou o pedido dos prontuários com dúvidas sobre por que Boseman foi encontrado no chão do quarto no dia da morte. Segundo o documento, os parentes queriam uma autópsia, à qual Ledward inicialmente se opôs por considerar que o corpo do marido já havia sofrido o bastante, e o exame foi concluído em 1º de setembro de 2020 com “resultados alarmantes” sobre o acompanhamento médico que ele recebia.

A carta afirma que o exame toxicológico identificou 0,12 miligrama por litro de hidromorfona, um analgésico opioide, no organismo do ator. A família classificou o número como “extremamente preocupante” e afirmou que ele correspondia a quatro vezes a concentração terapêutica máxima, acima da faixa considerada tóxica.

A defesa de Ledward respondeu em 2 de setembro de 2021 que a família havia passado nove meses sem se manifestar e enviado a carta dias antes do primeiro aniversário da morte do ator “sem qualquer consideração” pelo luto dela.

A Justiça de Los Angeles determinou em 4 de outubro de 2022 a divisão da herança para o caso sem testamento, com 50% para Ledward e 25% para cada um dos pais. Pela decisão, os irmãos do ator não figuram entre os herdeiros. Os documentos do inventário avaliavam o patrimônio em US$ 3,8 milhões antes do pagamento de custas, impostos, despesas funerárias e honorários, com saldo estimado em US$ 2,3 milhões após os descontos.

Irmãos pedem troca de administrador

Derrick, Kevin e Taylor Simone Ledward estiveram juntos em 20 de novembro de 2025, quando Boseman recebeu uma estrela póstuma na Calçada da Fama de Hollywood. Em julho de 2026, os dois irmãos entraram com uma petição no Tribunal Superior de Los Angeles em nome dos pais, que transferiram suas participações no espólio para a empresa Boseman Family LLC, pedindo que Ledward fosse destituída do cargo de administradora e substituída pelo advogado Jason Rubin.

Na ação, os irmãos afirmam que, quase quatro anos após a ordem de partilha, Ledward não concluiu a distribuição dos bens e mantém controle exclusivo sobre o espólio. Segundo a petição, royalties, pagamentos residuais do sindicato de atores SAG-AFTRA, direitos de imagem, propriedade intelectual e imóveis não foram contabilizados nem repartidos, e contas bancárias que somam quase US$ 3 milhões seguem sem definição. Os irmãos também acusam Ledward de ter se tornado a única diretora da empresa Chadwick Boseman, Inc. sem realizar as reuniões de acionistas exigidas e de fechar contratos sobre a imagem do ator sem consultar os pais. Em comunicado divulgado em 23 de julho, Derrick e Kevin afirmaram que, “por anos, nossos pais buscaram clareza” sobre o espólio e o legado do irmão.

Ledward contesta o pedido na Justiça

Ledward protocolou sua defesa nesta quinta-feira (24) e sustenta que não deve ser removida porque cumpriu a ordem de partilha, listando os pagamentos feitos a Carolyn e Leroy nos anos seguintes à morte do ator. O advogado Adam Streisand classifica a petição como uma “manobra de relações públicas” para difamá-la nos tabloides e argumenta que os irmãos agem com a autorização dos pais, herdeiros ao lado dela.

Ledward afirma ter doado cerca de US$ 300 mil de seus próprios recursos aos quatro filhos de Derrick e diz ter feito isso porque o marido queria a família amparada após sua morte. A defesa cita também a criação da Chadwick Boseman Foundation for the Arts, a montagem da peça “Deep Azure”, escrita pelo ator, no Shakespeare’s Globe, em Londres, e um acordo para um documentário, que, segundo o documento, contaram com a participação dos irmãos.

Caso seja destituída, Ledward se opõe à nomeação de Jason Rubin, alegando que existem “sérias acusações” contra ele em outros processos. Ela declara não saber se as acusações são verdadeiras e pede que sejam investigadas antes que ele assuma o espólio.

Tribunal ainda não marcou audiência

O Tribunal Superior de Los Angeles vai analisar o pedido de destituição, a indicação de Rubin e a exigência de prestação de contas apresentados pelos irmãos, além da contestação protocolada por Ledward. Até a publicação desta reportagem, não havia data de audiência divulgada, e nenhuma das partes havia se manifestado publicamente sobre o laudo toxicológico citado nas cartas.

Primavera das Pretas reúne Marina Silva e Ruth Lopes em SP

0
Foto: reprodução redes sociais

Encontro na Ocupação 9 de Julho reúne candidatas e militância antirracista neste sábado (26), às 16h, a oito dias do primeiro turno das eleições.

A Ocupação 9 de Julho, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo, recebe neste sábado (26), a partir das 16h, a Primavera das Pretas, encontro que reúne candidatas ao Congresso Nacional, lideranças políticas e apoiadores das causas feminina e antirracista. Aberto ao público, o evento foi idealizado pela socióloga Ruth Lopes, cofundadora da OSC Mulher Negra & Cia. e candidata a deputada federal pelo PT-SP, com o objetivo de mobilizar a militância na reta final da campanha, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

“Nossa ideia é dar um gás na militância e nos apoiadores das causas feminina e antirracista nesta reta final da campanha, em São Paulo”, afirma Ruth. Segundo ela, o encontro surgiu diante das dificuldades que candidaturas de mulheres negras ainda enfrentam para chegar às ruas em condições competitivas.

Entre as presenças confirmadas está a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), candidata ao Senado por São Paulo com o número 180. Marina deixou o ministério em 31 de março deste ano e integra, pela Federação PSOL-Rede, a chapa apoiada pelo presidente Lula no estado, ao lado de Simone Tebet (PSB), que também disputa o Senado e estará no evento. A programação conta ainda com Duda Hidalgo, Ana Estela Haddad e Antônio Donato, e a apresentação ficará a cargo da jornalista Laura Capriglione e de Don Ernesto José de Carvalho.

Sub-representação

As mulheres negras, grupo que reúne pretas e pardas pela classificação do IBGE, somam 28,3% da população brasileira, mas seguem com presença reduzida nos espaços de decisão do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), com base nas candidaturas validadas pelo TSE até agosto, aponta que a participação feminina entre os concorrentes cresceu apenas 1% em relação a 2022, e a de mulheres negras avançou 0,5%. Os organizadores também citam o aumento dos casos de feminicídio, a falta de crédito para empreendedoras e a violência de gênero na política como fatores que motivaram a convocação.

A escolha do local, um prédio ocupado por movimentos de moradia no centro da cidade, faz parte da mensagem do evento, que leva o subtítulo “Mulheres no Centro do Poder”. “Ocupar é a palavra de ordem: ocupar a cidade, ocupar o debate público e ampliar a presença das mulheres nos espaços onde as decisões são tomadas”, diz Ruth.

A organizadora iniciou sua militância nos anos 1980, no diretório acadêmico da Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo, participou da fundação da ONG Afrobras, mantenedora da Faculdade Zumbi dos Palmares, e da criação do Troféu Raça Negra. Nos últimos anos, dedicou-se ao fomento de negócios liderados por mulheres das periferias por meio da Mulher Negra & Cia.

Serviço
Primavera das Pretas: Mulheres no Centro do Poder
Data: sábado, 26 de setembro
Horário: 16h
Local: Ocupação 9 de Julho, Rua Álvaro de Carvalho, 427, Bela Vista, São Paulo (SP)
Aberto ao público

Sesc Belenzinho promove experiência gastronômica inspirada nas comidas de Erês

0
Sesc Belenzinho promove oficina gastronômica inspirada nas comidas de Erês/Foto: Reprodução/Henrique Barreto

Atividade reúne sabores, aromas e ingredientes ligados às tradições de Erês, Ibejis e Curumins, com degustação e conversa sobre ancestralidade e memória

O Sesc Belenzinho, em São Paulo, promove a oficina “Cozinha de Erê: Infância e Memória”, uma experiência que propõe aos participantes um contato com sabores, aromas e ingredientes presentes nas comidas festivas de Erês, Ibejis e Curumins, aproximando alimentação, memória, ancestralidade e biodiversidade.

Realizada pela Matos de Comer, a atividade combina roda de conversa, exploração de ingredientes e contato com PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais). A programação também inclui uma degustação comentada, permitindo que o público experimente preparações e conheça os significados associados aos alimentos dentro dessas tradições.

A proposta parte da alimentação como uma forma de preservar e compartilhar conhecimentos, histórias e memórias. Ao abordar as comidas de Erês, Ibejis e Curumins, a atividade também amplia a conversa sobre as relações entre cultura, território e biodiversidade alimentar.

A programação acontece em duas datas: 27 de setembro e 11 de outubro, dois domingos, às 14h, na Sala de Oficinas III do Sesc Belenzinho. A participação é gratuita, com 30 vagas por encontro. As senhas devem ser retiradas 30 minutos antes do início da atividade, no Balcão das Oficinas.

Serviço

Cozinha de Erê: Infância e Memória
Local: Sesc Belenzinho — Sala de Oficinas III
Datas: 27 de setembro e 11 de outubro
Horário: 14h
Entrada: gratuita
Vagas: 30 participantes
Senhas: retirada 30 minutos antes da atividade, no Balcão das Oficinas

Se a maioria do Brasil é negra, por que o Congresso é tão branco?

0
Congresso Nacional, em Brasília/Foto: Wikimedia

Por: Liliane Rocha

Quando o Brasil for às urnas para escolher seus próximos senadores e senadoras, não estará decidindo apenas quem ocupará o Congresso Nacional. Estará escolhendo também quem terá poder para aprovar ou rejeitar os nomes indicados para algumas das posições mais importantes da República, entre elas, os ministros do Supremo Tribunal Federal.

Pela Constituição, cabe ao presidente da República indicar os ministros do STF, mas a nomeação só ocorre depois da aprovação da maioria absoluta do Senado. Ou seja, quando elegemos um senador, participamos, ainda que indiretamente, da definição de quem poderá ocupar a mais alta Corte do país nos próximos anos.

A mobilização em torno da campanha “Queremos uma Ministra Negra” mostrou que existe uma demanda concreta por maior representatividade racial também no STF, mas, há uma conexão que nem sempre fazemos: defender a presença de uma mulher negra ou de um homem negro no STF passa também por compreender o papel de quem elegemos para o Senado. Afinal, são os senadores e as senadoras que terão o poder de aprovar ou rejeitar uma futura indicação. Você, que participou, apoiou ou acompanhou essa campanha, compreende agora a importância do seu voto para o Senado nestas eleições?

É justamente aí que a questão racial ganha uma dimensão ainda maior. A população negra é maioria no Brasil, mas essa maioria está longe de ser refletida nos espaços que tomam algumas das decisões mais importantes do país. Segundo dados do Observatório Equidade no Legislativo, do Senado Federal, nas eleições de 2022, pretos e pardos representaram 47,93% das candidaturas ao Congresso Nacional, mas apenas 26,11% dos eleitos. Em números absolutos, foram 141 parlamentares negros entre os 540 considerados no levantamento. Pessoas brancas correspondiam a 50,46% das candidaturas e terminaram a eleição ocupando 71,67% das vagas.

No Senado, onde passam obrigatoriamente as indicações para o Supremo, essa desigualdade merece atenção especial. Em 2022, pessoas negras representaram 32,51% das candidaturas ao Senado, mas somente 22,22% dos eleitos, ou seja, seis dos 27 senadores escolhidos naquele pleito, sendo três pretos e três pardos. Pessoas brancas correspondiam a 64,61% das candidaturas e a 66,67% dos eleitos. Como aponta também a Cartilha Voto Inclusivo, da Gestão Kairós, houve um pequeno aumento da representação de negros no Senado, mas pessoas brancas seguem majoritárias.

Diante desses números, a pergunta deixa de ser apenas quem está representado no Congresso. Precisamos perguntar também quem terá poder para participar das decisões sobre quem ocupará outras instâncias fundamentais da República.

Tenho algumas teorias, para além do racismo estrutural e dos vieses inconscientes. Em primeiro lugar, a população brasileira é pouco letrada politicamente, o que faz com que se concentre excessivamente nos cargos executivos, tais como presidente, governador e prefeito, praticamente se esquecendo do Legislativo.

Em segundo, pessoas brancas certamente têm votado em candidatos brancos, mas pessoas negras, em sua maioria, ainda não compreenderam que seu voto pode garantir mais proporcionalidade nos espaços de tomada de decisão e, portanto, a importância de um voto consciente que leve para o Congresso a representatividade da população brasileira.

E em terceiro, e acredito que o mais importante, as pessoas não têm nexo causal político. Falta compreensão de como elementos importantes se conectam. Por exemplo, em um momento no qual tanto falamos sobre o STF e o Judiciário, as pessoas pouco compreendem que o seu voto para senador neste ano fará toda a diferença na composição do Judiciário nos próximos anos.

Explico. Os ministros do STF são indicados pelo presidente da República, mas só podem ser nomeados após aprovação da maioria absoluta do Senado. E essa atribuição terá peso especial nos próximos anos, à medida que ministros da atual composição atinjam a idade de aposentadoria compulsória, fixada em 75 anos. Isso significa que a composição racial de uma das principais instâncias de decisão política do país também participa de escolhas capazes de influenciar, por décadas, a composição da mais alta Corte brasileira.

Notou como a representatividade no Senado ganha ainda mais relevância quando lembramos que a Casa participa diretamente da composição do STF? Recentemente, como citado anteriormente, tivemos a forte campanha “Ministra Negra no STF”, mas como chegaremos lá se 77% do Senado, considerando os que já estavam na Casa e os que foram eleitos nas últimas eleições, é branco e, ainda mais complexo que isso, sem letramento racial algum?

No fim, representatividade não é apenas sobre quem ocupa uma cadeira, mas sobre quem tem poder para decidir o futuro de quem. Se pessoas negras são maioria no Brasil, mas continuam minoria justamente nos espaços que fazem as leis, fiscalizam governos, definem prioridades e participam da escolha de quem ocupará algumas das posições mais poderosas da República, temos um problema que vai muito além dos números. Uma democracia em que a maioria da população permanece minoria nos espaços de poder precisa se perguntar, com urgência, quem está decidindo o Brasil e para quem.

Formação sobre equidade racial avança nas escolas e passa de 48% para 69% das redes municipais em dois anos

0
Foto: Canva

Diagnóstico Equidade 2026 aponta que percentual de redes municipais que ofereceram formações sobre relações étnico-raciais passou de 48,1%, em 2024, para 69,2% em 2026

Dados do Diagnóstico de Equidade Racial de 2026, elaborado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC), apontam avanços nas ações voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e ao enfrentamento do racismo nos ambientes de ensino.

De acordo com o documento, o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial passou de 48,1%, em 2024, para 69,2%, em 2026. O crescimento representa um aumento de 21,1 pontos percentuais nas ações de formação sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer).

Segundo o diagnóstico, o avanço dessas iniciativas está relacionado à promoção da equidade racial, à redução das desigualdades e à valorização da diversidade no ambiente escolar.

O Diagnóstico Equidade também mapeia a implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) nas redes de ensino. A política regulamenta a Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas brasileiras. A legislação foi posteriormente ampliada pela Lei nº 11.645/2008, que incluiu a temática indígena.

O ensino das culturas afro-brasileira, africana e indígena conecta o aprendizado escolar às vivências, histórias e identidades culturais dos estudantes, tornando o processo de ensino mais significativo e inclusivo.

A presença de referências culturais diversas em sala de aula pode ampliar as possibilidades de identificação dos estudantes com o conhecimento e contribuir para uma educação que reconheça diferentes trajetórias e experiências. Entre as iniciativas disponíveis está o Protocolo de Identificação e Resposta ao Racismo, elaborado para apoiar a implementação de ações de enfrentamento ao racismo nas instituições de ensino.

Nesse contexto, a Pneerq tem como objetivo implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, além de promover a política educacional para a população quilombola.

A implementação da política nas redes de ensino também contribui para que as redes públicas contem com o Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR), uma das modalidades de complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O VAAR destina recursos adicionais às redes públicas de ensino que cumprem cinco condicionalidades relacionadas à gestão e apresentam evolução em indicadores de atendimento e aprendizagem, com redução das desigualdades educacionais.

Enfrentar barreiras

As políticas de equidade buscam enfrentar barreiras que afetam a aprendizagem e que ainda estão presentes nas redes públicas de ensino.

Um dos relatos apresentados no contexto dessas discussões é o da amazonense Lorena Castro, mulher negra formada em Economia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Aos 30 anos, ela afirma que enfrentou situações de racismo durante a educação básica e relata que o isolamento por ser negra marcou sua trajetória escolar.

“Nas periferias, o ensino é feito pensando que as pessoas devem aprender apenas o básico para sobreviver, e não que elas podem ter um futuro a partir do estudo”, disse.

Segundo Lorena, o afastamento dos colegas não aconteceu por uma escolha dela, mas em um ambiente em que a cor da pele se tornou motivo de exclusão.

Para ela, o avanço das políticas de equidade no ensino básico é fundamental para que mais pessoas negras tenham oportunidades de ocupar espaços de maior prestígio e renda na sociedade.

Mainha’s Party propõe “diversão sem função” em Salvador

0
Mainha’s Party
Foto: Divulgação

Dançar, ouvir música, conversar e aproveitar uma festa sem precisar transformar o momento em networking, autocuidado ou desenvolvimento pessoal. É essa a proposta do Mainha’s Party, projeto criado em Salvador que reúne mulheres adultas, especialmente mães, em torno da música e da convivência.

Com o conceito de “diversão sem função”, a iniciativa chega à segunda edição no dia 17 de outubro, no Horto Florestal, em Salvador. A festa é exclusiva para mulheres e terá programação das 15h às 21h.

De onde veio a ideia

O Mainha’s Party foi criado por Rachel Moreira, mentora e consultora de mulheres empreendedoras à frente da Inspiraiê. A ideia surgiu a partir da convivência de Rachel com diferentes grupos de mulheres e da percepção sobre a dificuldade de encontrar momentos de lazer desvinculados das demandas do cotidiano, especialmente depois da maternidade.

A inspiração para criar o projeto veio de uma referência sobre clubes voltados para mães, compartilhada por uma prima. Rachel decidiu adaptar a ideia para Salvador e construir uma festa em que a diversão fosse o motivo principal do encontro.

“Eu já ocupava esse lugar de conectar mulheres de diferentes círculos e percebia como era difícil, depois da maternidade, a gente se permitir momentos de lazer e diversão sem os filhos. Quando recebi essa referência, pensei imediatamente: por que não criar algo assim em Salvador?”, declarou Rachel.

A primeira edição aconteceu em outubro de 2025, no Boteco da Tetê, e reuniu cerca de 60 mulheres. O encontro funcionou como projeto-piloto e ajudou a equipe a entender o formato, a programação e a recepção do público.

Agora, a segunda edição amplia a estrutura e mantém a proposta de criar uma noite em que as participantes possam dançar, conversar e estar juntas sem transformar o lazer em mais uma atividade produtiva. Segundo a idealizadora do projeto: 

“O Mainha’s nasceu de uma inquietação muito simples: por que a gente pensa em tantos espaços para mulheres e mães a partir de uma função e pensa tão pouco na diversão? […] A mulher que chega ao Mainha’s não precisa produzir nada, aprender nada ou resolver nada. Ela pode simplesmente estar ali, dançar, conversar, encontrar outras mulheres e se divertir. Essa continua sendo a nossa principal proposta.”

Serviço

Mainha’s Party — 2ª edição

  • Data: 17 de outubro de 2026
  • Horário: 15h às 21h
  • Local:  Rua Waldemar Falcão, 1916, Rooftop, Horto Florestal — Salvador/BA
  • Entrada exclusiva para mulheres
  • Atrações: DJ Leplê, Kaline Rabelo e DJ Belle
  • Ingressos disponíveis pela Sympla.

Para mais informações acesse o Instagram oficial do Mainha’s Party.

Habeas Corpus estreia na Netflix com Any Gabrielly e Naruna Costa

0
Foto: divulgação/Netflix

Série baseada em caso real de revisão criminal estreou na Netflix com Any Gabrielly e Naruna Costa no elenco e se inspira no Innocence Project Brasil.

A Netflix lançou nesta quarta-feira (23) “Habeas Corpus”, primeiro drama jurídico brasileiro da plataforma, com Any Gabrielly e Marjorie Estiano nos papéis principais. Com oito episódios de cerca de uma hora, a série acompanha um grupo de estudantes de direito que tenta provar a inocência de um jovem condenado por um crime que afirma não ter cometido, enredo inspirado em casos reais e na atuação do Innocence Project Brasil, organização que investiga e reverte condenações injustas no país.

Any Gabrielly interpreta Marina, aluna bolsista e a mais brilhante do grupo de revisão criminal liderado pela professora Inez Franco, vivida por Marjorie Estiano. Marina se aproxima de Inez com um objetivo que esconde da professora: reparar uma injustiça que atingiu a própria família no passado, segredo que conduz as reviravoltas da temporada. Segundo Any, Marina tenta sempre demonstrar segurança enquanto concilia os estudos com uma rotina cheia de responsabilidades. “A Marina dentro da sociedade é uma personagem vulnerável. E o sistema é tão cruel com essas pessoas que a gente não tem nem oportunidade de demonstrar essa vulnerabilidade”, afirmou.

A atriz relacionou essa condição ao ambiente onde a história se passa, uma faculdade de direito inspirada na USP. “Para navegar pelo mundo, pelo sistema, para chegar numa faculdade de direito como a USP, que é onde a gente faz a nossa série, e sobreviver nesses ambientes, a vulnerabilidade que existe não pode ser mostrada”, explicou. Any ficou conhecida como integrante brasileira do grupo pop Now United e também é a voz de Moana nas animações da Disney no Brasil.

Naruna Costa vive Eliane, mãe de Marina. A atriz ganhou projeção internacional como Cristina em “Irmandade”, série policial da Netflix, e esteve também em “Sintonia” e “Todxs Nós”. Fora das telas, Naruna atua como diretora de teatro premiada.

Hypólito interpreta Jonathan, o jovem cuja condenação movimenta a trama. O personagem foi sentenciado a 47 anos de prisão por latrocínio e já cumpriu seis anos quando o grupo de Inez decide reexaminar o processo. Ao assumir o caso, Inez e cinco alunos passam a incomodar gente poderosa e colocam antigos parceiros em lados opostos. A história dialoga com o trabalho do Innocence Project Brasil, que conseguiu inocentar dez pessoas desde 2018 e já recebeu mais de 9 mil pedidos de ajuda. Os fundadores da organização prestaram consultoria à produção.

Na cena que abre a série, divulgada pela Netflix antes da estreia, Inez aparece ainda como advogada criminalista defendendo um cliente diante do júri. “O tribunal é um circo romano das nossas paixões”, diz a personagem, que se inclui entre os gladiadores dispostos a vencer a qualquer custo, independentemente da verdade, e provoca os jurados: “Vocês vão ter que decidir em que mundo querem viver”. Anos depois, Inez abandona a advocacia após uma tragédia em pleno julgamento e passa a dar aulas. O elenco reúne ainda Vladimir Brichta, que vive Murilo Villar, ex-marido de Inez, e Marisa Orth, no papel da delegada-geral da Polícia Civil Cristina Ogino, conhecida como Tina, uma das figuras mais perigosas para quem tenta rever decisões do passado. Completam o elenco Danton Mello, Natália Lage, Renata Gaspar, Tato Gabus Mendes, Luiza Gabus, Pedro Roza, Felipe Ricca, Nicolas Lee e Vinicius Carvalho.

Criada por Luiz Villaça, Leonardo Moreira e Donna Oliveira, a série tem direção-geral de Villaça e Flávia Lacerda, roteiro final de Moreira e produção da Café Royal. Os oito episódios da primeira temporada já estão disponíveis na Netflix, e os três primeiros minutos da série podem ser vistos no Tudum, site oficial da plataforma.

Os dados vieram da checagem: Naruna Costa interpreta Eliane, mãe de Marina, e o personagem de Hypólito foi condenado a 47 anos de prisão por um latrocínio. Não achei fonte que confirme se Hypólito é um ator negro, então vale checar antes de publicar com ele no destaque.

“É difícil se sentir poderosa quando homens brancos continuam ferrando tudo”, diz Issa Rae

0
Foto: reprodução/Variety

Premiada como Empreendedora do Ano no Power of Women, Issa Rae culpou homens ricos e brancos pela crise em Hollywood e pediu ação ao público.

Issa Rae recebeu nesta quarta-feira (23) o prêmio de Empreendedora do Ano no Entretenimento no Power of Women, evento anual da revista Variety realizado em Beverly Hills, na Califórnia, e aproveitou o discurso para apontar quem considera responsável pela instabilidade que atinge Hollywood e os Estados Unidos. “É difícil se sentir uma mulher poderosa quando os homens continuam ferrando tudo”, afirmou a atriz, roteirista e produtora, depois de atribuir a crise a “homens ricos e brancos”.

A fala aconteceu num momento em que fusões entre grandes empresas de mídia e o avanço da inteligência artificial reorganizam a indústria do entretenimento norte-americana. Rae abriu o agradecimento contando, em tom de brincadeira, que não tinha conseguido escrever nada inspirador porque estava distraída com o que acontecia no país, e citou “a indústria se autodestruindo”, os desastres climáticos, a política e a ascensão da IA. Ao listar esses problemas, identificou um ponto em comum entre todos eles. “Tudo isso é culpa dos homens. Homens ricos e brancos, para ser mais específica”, disse, arrancando risos da plateia.

Depois das risadas, Rae mudou o tom e falou sobre as dificuldades que enfrenta. “É difícil se sentir inspirada quando você se sente impotente e inútil”, declarou. Segundo ela, como escritora, convive com frequência com esse sentimento, mas aprendeu a direcionar a energia para aquilo que está sob seu controle. “Eu posso decidir com quem me relaciono, com quem trabalho, quem defendo, em quem invisto, cujas histórias conto, a quem dou visibilidade, a quem respondo. Posso usar o poder que tenho para investir na minha pequena comunidade e garantir que qualquer sucesso que eu tenha a sorte de alcançar não pare por aí.”

A atriz afirmou ainda que o desânimo com o cenário atual não a impede de buscar formas de contribuir. “Mesmo quando estou cansada, irritada ou profundamente desmotivada com o que está acontecendo ao meu redor, posso dizer honestamente que nada pode me impedir de tentar descobrir onde posso ser útil. Porque, por mais desanimada que eu fique, nunca vou parar de tentar.” Rae encerrou o discurso com um pedido direto ao público: “Talvez seja tudo o que qualquer um de nós possa fazer: descobrir onde temos algum poder e usá-lo para o bem, por favor. Então é isso que eu vou fazer. Espero que vocês façam o mesmo.”

O prêmio foi entregue por Courtney Kelso, vice-presidente executiva sênior do US Bank, que ao chamar Rae ao palco destacou que ela “colocou sua própria comunidade aqui em Los Angeles no centro de todos os seus projetos”. Indicada ao Emmy, a homenageada criou, produziu e estrelou “Insecure”, série da HBO exibida por cinco temporadas, entre 2016 e 2021. No cinema e na TV, atuou em “Barbie”, de Greta Gerwig, em “American Fiction”, de Cord Jefferson, e no episódio “Hotel Reverie”, de “Black Mirror”, além de integrar “A Black Lady Sketch Show”, da qual também foi produtora executiva. Também dá voz a Jessica Drew em “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso”, da Sony Pictures, e a Angela na série “Young Love”, da HBO Max.

Atrás das câmeras, Rae produziu o filme “Gray Matter”, de 2023, e “One of Them Days”, estrelado por Keke Palmer e SZA, e foi produtora executiva de “Rap Sh!t”, da HBO Max. O próximo trabalho já está definido: ela vai escrever e produzir para a HBO um piloto de comédia ainda sem título, centrado em amizade masculina, ampliando a parceria com a emissora que exibiu “Insecure” e “A Black Lady Sketch Show”.

“Garota do Momento”é indicada ao Emmy Internacional

0
Elenco de "Garota do Momento"
Foto: TV Globo

A história de Beatriz, personagem interpretada por Duda Santos em Garota do Momento, ganhou mais um capítulo internacional. A novela de Alessandra Poggi foi indicada ao Emmy Internacional 2026, na categoria Telenovela. A lista de indicados foi divulgada nesta quarta-feira (23) pela Academia Internacional de Artes e Ciências Televisivas.

A indicação acontece na 54ª edição do Emmy Internacional, que reúne 64 indicados em 16 categorias, representando produções de 22 países. Os vencedores serão anunciados em 23 de novembro, durante a cerimônia de gala realizada em Nova York, nos Estados Unidos.

Globo recebe cinco indicações

Além de Garota do Momento, a Globo aparece em outras quatro categorias da premiação. Ao todo, são cinco indicações:

  • Telenovela: Garota do Momento
  • Atualidades: Profissão Repórter: Feminicídio
  • Notícias: Fantástico: Retorno à Terra Yanomami
  • Série de curta duração: Jornada da Vida: Rio Mekong
  • Infantil: Factual e Entretenimento: Terceirão – Um ano, quatro vidas

As produções brasileiras estão entre os trabalhos selecionados pela Academia Internacional para a edição deste ano. Exibida pela Globo entre 2024 e 2025, a trama concorre com as produções turcas Leyla e Uzak Sehir, além da espanhola Valle Salvaje – 2ª temporada. 

Na novela, Duda Santos interpreta Beatriz, uma jovem que busca reencontrar a mãe, Clarice, interpretada por Carol Castro, depois de acreditar durante anos que havia sido abandonada por ela. Criada pela avó, Carmen, vivida por Solange Couto, a personagem constrói sua própria trajetória enquanto enfrenta os conflitos sociais e raciais presentes no Brasil dos anos 1950.

Beatriz no centro da trama

Produzida pelos Estúdios Globo, criada e escrita por Alessandra Poggi, com direção artística de Natália Grimberg e produção de Juliana Castro, Garota do Momento foi exibida na faixa das 18h entre 2024 e 2025.

A novela acompanha Beatriz, interpretada por Duda Santos, uma jovem que deixa Petrópolis em busca da mãe, Clarice (Carol Castro), no Rio de Janeiro. Ao chegar à capital, ela descobre uma série de informações ocultadas sobre sua própria história e passa a reconstruir sua identidade e sua relação com a família.

Ambientada no Brasil dos anos 1950, a trama articula romance, humor e melodrama com discussões sociais e acompanha transformações culturais do período a partir de universos como publicidade, televisão, música e moda.

A personagem de Duda Santos ocupa o centro dessa narrativa como uma jovem que constrói sua trajetória em meio às relações familiares e às tensões raciais presentes naquele contexto histórico.

Reconhecimento internacional

Para a diretora artística Natália Grimberg, a indicação reconhece o trabalho desenvolvido por toda a equipe da novela.

“Eu tô muito feliz que Garota do Momento teve esse reconhecimento. A gente sempre falou que era uma fábula de esperança. E é isso mesmo, foi uma novela que jogou luz a um tema muito importante, no protagonismo pra essa menina que podia mudar realmente a visão do país, trazendo toda uma força e ao mesmo tempo uma alegria”, afirmou.

A autora Alessandra Poggi também celebrou a indicação e destacou o trabalho coletivo realizado durante a produção.

“Garota do Momento fez história por apresentar um recorte de um tema pouco abordado com protagonismo numa novela. A ideia era mostrar um Brasil que poderia ter sido e provocar uma reflexão: que país seríamos hoje se setenta anos atrás tivéssemos vencido tantos preconceitos?”, afirmou. 

Duda Santos celebra indicação

Nas redes sociais, Duda Santos compartilhou o momento em que recebeu a notícia da indicação e voltou a publicar o vídeo de seu monólogo como Beatriz no último capítulo da novela.

O reconhecimento internacional chega depois de outros prêmios e indicações para a produção. Em 2025, Garota do Momento venceu o prêmio de Melhor Telenovela Romântica no Prêmios PRODU e também recebeu indicações no Seoul International Drama Awards, incluindo uma para Duda Santos na categoria de Melhor Atriz.

O resultado será anunciado em 23 de novembro, em Nova York.

Anok Yai retorna à Victoria’s Secret em 2026 após cirurgia

0
Anok Yai na passarela da VSFS 2025
Foto: Getty

Supermodelo egípcia retorna a passarela do Victoria ‘s Secret Fashion Show em outubro, depois de ser eleita Modelo do Ano de 2025 e passar por uma cirurgia cardíaca e pulmonar. 

Anok Yai está de volta à passarela da Victoria’s Secret. A supermodelo teve seu retorno ao Victoria’s Secret Fashion Show confirmado nesta terça-feira (22). O desfile acontece em 18 de outubro, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e marca a terceira participação consecutiva da modelo no evento.

Aos 28 anos, poucas trajetórias na moda contemporânea reúnem tantos marcos em um espaço de tempo tão curto quanto a de Anok Yai. Nascida no Cairo, em 1997, filha de pais sudaneses que deixaram o país em meio aos conflitos, ela cresceu em Manchester, no estado de New Hampshire, nos Estados Unidos. Antes da moda, o plano era estudar bioquímica e se tornar médica. 

Em 2017, durante um evento da Howard University, uma fotografia feita por um fotógrafo de rua ganhou repercussão nas redes sociais e abriu caminho para sua entrada na indústria da moda. Desde então, a modelo construiu uma carreira marcada por campanhas, capas e desfiles para algumas das principais grifes do mundo, além de se tornar a segunda modelo negra a abrir um desfile da Prada, depois de Naomi Campbell. 

Anok se consolidou como um dos grandes nomes da moda contemporânea. Em 2025, ela foi eleita Modelo do Ano pelo The Fashion Awards, reconhecimento que veio após uma sequência de trabalhos de destaque nas principais passarelas internacionais.

O retorno ao Victoria’s Secret Fashion Show acontece em um momento de celebração de sua trajetória, após um período dedicado à recuperação da saúde. 

Anok Yai fala sobre recuperação após cirurgia

Em dezembro de 2025, Anok revelou nas redes sociais que havia passado por uma cirurgia para tratar uma anomalia congênita que afetava seu coração e seus pulmões. Segundo a modelo, a condição permaneceu assintomática durante boa parte de sua vida, mas posteriormente passou a provocar sintomas como tosse persistente, dores no peito, tosse com sangue e dificuldades para respirar.

Na ocasião, Anok compartilhou registros do período em que esteve internada e falou sobre a decisão de interromper a rotina de trabalho para cuidar da saúde.

“Sempre achei que poderia superar qualquer coisa com trabalho ou corrida, mas o universo tem um jeito de nos fazer parar e nos despertar”, afirmou.

error: Content is protected !!