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Quem era Paulo Soares, jovem videomaker de Osasco que morreu na queda de helicóptero com o cantor Rick

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O videomaker Paulo Soares morreu na queda do helicóptero que levava o cantor Rick, da dupla com Renner, em Santa Catarina — Foto: Reprodução/Instagram

Formado em audiovisual pela Uninove e vindo da escola pública, Paulo tinha 4 anos de carreira e estava migrando para a direção de fotografia

Paulo Soares, videomaker morador de Osasco, na Grande São Paulo, está entre as cinco vítimas da queda do helicóptero que levava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, na Serra de Santa Catarina. Os destroços foram encontrados nesta terça-feira (22), na região de Santa Bárbara, zona rural de Urubici.

Paulo trabalhava havia cinco meses como filmmaker e editor de vídeo na Poder do Network, empresa do empresário Bruno Avelar, com sede em Alphaville. Bruno também estava a bordo. Além deles e de Rick, morreram o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.

Da escola pública ao audiovisual

A trajetória de Paulo foi construída passo a passo. Ele terminou o ensino médio em 2019 na Escola Estadual Prof. Vicente Themudo Lessa, em Jandira, e depois se formou em Tecnologia em Produção Audiovisual pela Uninove, onde estudou entre 2021 e 2023.

Começou a trabalhar na área em 2022, como filmmaker autônomo no Instituto Destiny. Depois passou pela Assinco Cursos, fez produção de conteúdo para redes sociais nos institutos Tânia Zambon e Rogério Penna e trabalhou como filmmaker na Tizan de setembro de 2024 a janeiro de 2026. Em maio deste ano, entrou na empresa de Bruno Avelar.

Ao longo desse caminho, atuou como operador de câmera, editor e diretor de fotografia em publicidade, documentários e conteúdo para marcas. No perfil profissional, dizia que seu olhar vinha de uma estética documental urbana e que buscava capturar “textura, atmosfera e verdade nas imagens”. Também contava que estava migrando aos poucos para a direção de fotografia, cada vez mais envolvido com luz, enquadramento e narrativa visual.

Antes de o helicóptero desaparecer, Paulo publicou nas redes sociais imagens do voo, com uma legenda dizendo que achava ter nascido para aquilo. Depois da tragédia, internautas compartilharam bastante a postagem.

Fé e comunidade

Paulo fazia parte da Yah Church, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, onde servia no ministério REC – HouseMix. Durante as buscas, a igreja publicou um pedido de orações por ele, pelas famílias dos ocupantes e pelas equipes de resgate. Segundo as redes sociais, ele namorava uma psicóloga.

O acidente

O helicóptero, um Bell 430 fabricado em 2001, decolou na manhã de segunda-feira (21) de Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, rumo a São Joaquim, na Serra, um trajeto de cerca de 190 km. O contato com a aeronave foi perdido à tarde. Segundo a Anac, o helicóptero estava em situação regular, com certificação válida até agosto de 2027.

As buscas mobilizaram cerca de 40 bombeiros, cães farejadores, mais de 10 viaturas, drones com câmera térmica e uma aeronave, que localizou os destroços em uma área de mata fechada e relevo acidentado. Depois do resgate, os corpos serão levados ao IML de Lages.

O Mundo Negro se solidariza com familiares, amigos e colegas de Paulo e de todas as vítimas.

Com informações do g1.

Cacau Protásio revela que não estará em “Avenida Brasil 2”

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Cacau Protásio como Zezé em Avenida Brasil
Foto: Divulgação/ TV Globo

Cacau Protásio não estará, até o momento, em “Avenida Brasil 2”. A atriz, que interpretou a icônica Zezé na novela exibida pela TV Globo em 2012, confirmou que não recebeu convite para retornar à continuação da trama.

A declaração foi feita em um vídeo compartilhado pela atriz no Instagram nesta segunda-feira (22). Cacau aproveitou a publicação para agradecer o carinho dos fãs que têm pedido seu retorno à produção.

“Eu não fui convidada para fazer a novela”, declarou.

A atriz também afirmou que respeita e entende a decisão da produção e desejou sucesso para a nova fase da história.

Cacau agradece mobilização dos fãs

A ausência de Cacau entre os nomes anunciados para “Avenida Brasil 2” chamou a atenção do público. Nas redes sociais, fãs passaram a pedir o retorno de Zezé, personagem que conquistou espaço na trama original principalmente pelas cenas ao lado de Carminha, interpretada por Adriana Esteves.

Antes da confirmação sobre sua ausência, a atriz já havia manifestado publicamente o desejo de voltar a interpretar Zezé. Em meio à mobilização dos fãs, Cacau recebeu mensagens de apoio e agradeceu o carinho do público.

A atriz também já havia afirmado que a personagem foi importante para sua trajetória profissional e que aceitaria retornar caso recebesse um convite.

Zezé ficou fora do elenco anunciado

A TV Globo confirmou em setembro parte do elenco de “Avenida Brasil 2”, que tem estreia prevista para janeiro de 2027. Entre os nomes que retornam estão Adriana Esteves, Débora Falabella, Murilo Benício e Cauã Reymond, além de outros atores que participaram da produção original.

Cacau, entretanto, não aparece entre os 20 nomes anunciados pela emissora. A nova trama será ambientada 14 anos depois dos acontecimentos da primeira novela e terá novamente João Emanuel Carneiro à frente do roteiro.

Cantor Rick, da dupla com Renner, morre em acidente aéreo

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Foto: reprodução

Corpo de Bombeiros encontrou os destroços do helicóptero em Santa Catarina nesta terça-feira; cinco pessoas foram encontradas mortas, entre elas o cantor.

O cantor Rick, da dupla sertaneja com Renner, morreu aos 59 anos em um acidente de helicóptero na Serra catarinense. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina confirmou a morte nesta terça-feira (22), depois de localizar os destroços da aeronave por volta do meio-dia, ao fim de uma operação de buscas iniciada na tarde de segunda-feira (21). Cinco pessoas que estavam a bordo foram encontradas sem vida, incluindo o cantor e o empresário Bruno Avelar, que também viajava na aeronave.

O helicóptero, um Bell 430 de matrícula PP-MGR, havia decolado de Porto Belo, no litoral catarinense, com destino a São Joaquim, na Serra, e perdeu contato durante o trajeto. Os destroços foram localizados pela aeronave Arcanjo 03, do próprio Corpo de Bombeiros, na região de Vacas Gordas, em Urubici. A operação de buscas mobilizou cerca de 40 bombeiros, mais de dez viaturas, dois cães farejadores e drones equipados com tecnologia de identificação térmica.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que os próximos passos envolvem o resgate dos corpos das vítimas, para que a Polícia Científica realize as perícias necessárias e os órgãos competentes conduzam as investigações sobre as causas do acidente.

Rick, cujo nome de batismo é Geraldo Antônio de Carvalho, nasceu em Monte do Carmo, no Tocantins, em 5 de dezembro de 1966. Ele era um dos poucos cantores negros do sertanejo de sua geração. Formou a dupla com Renner Reis, nome artístico de Ivair dos Reis Gonçalves, em Brasília, em 1986, e os dois lançaram o primeiro disco juntos em 1992. Renner não estava na aeronave. Rick deixa a esposa, Geralda Helena, e seis filhos.

As identidades de todos os ocupantes do helicóptero ainda não foram divulgadas oficialmente pelas autoridades.

Grande júri decide não indiciar ninguém por morte de Nolan Wells

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Foto: reprodução/Getty Images

Colegiado de 23 membros analisou provas por meses e concluiu não haver evidência de crime na morte do jovem negro Nolan Wells, no Mississippi.

O grande júri do condado de Jackson, no Mississippi, decidiu na noite de segunda-feira (21) não indiciar ninguém pela morte de Nolan Wells, jovem negro de 18 anos encontrado morto em julho após um passeio de barco com amigos brancos. A promotora Angel Myers McIlrath anunciou a decisão e divulgou o relatório do colegiado, formado por 23 pessoas, entre elas cinco integrantes negros, segundo o New York Times. O júri analisou 132 intimações, ouviu 43 testemunhas e teve acesso a laudos forenses de celular, dados de GPS e imagens de câmeras de segurança.

Wells desapareceu em 4 de julho, durante um passeio de barco com amigos até Horn Island, ilha barreira a cerca de 16 quilômetros da costa de Pascagoula, no Mississippi, onde o grupo foi comemorar o feriado de Independência dos Estados Unidos. Ele foi visto pela última vez por volta das 15h daquele dia. Segundo os amigos, o rapaz optou por ficar na ilha depois que o grupo decidiu retornar mais cedo por causa de um problema no barco, e planejava voltar depois com outra turma. A mãe de Wells, Christine Wonsley, registrou o desaparecimento do filho ainda naquela noite. O corpo foi encontrado dois dias depois, em 6 de julho, na costa da ilha.

Foto: Christine Wonsley / Facebook

O grande júri concluiu não haver evidência crível de conduta criminosa por parte de ocupantes dos três barcos envolvidos no passeio, batizados Triton, Palm Beach e Tideline, e classificou como falsas diversas alegações que circularam nas redes sociais sobre o caso. Entre elas, a de que teria havido uma briga envolvendo Wells, a de que fotos de uma festa na piscina seriam do dia do desaparecimento (eram de datas anteriores) e a de que um áudio de uma ligação feita de um dos barcos para o serviço de resgate SeaTow teria sido adulterado. O relatório também informou que a posição, o estado, o horário de localização e o local em que o corpo de Wells foi encontrado são compatíveis com afogamento.

Tanto o legista-chefe do Mississippi quanto o patologista forense contratado pela família classificaram a causa e a forma da morte como indeterminadas, descrevendo o afogamento como um diagnóstico por exclusão. A promotora Angel Myers McIlrath rejeitou publicamente a hipótese de motivação racial no caso, afirmando não haver nenhuma evidência de que o desaparecimento ou a morte de Wells estivessem ligados a racismo.

Ben Crump, advogado de direitos civis que representa a família, contestou a decisão horas depois de sua divulgação. Segundo ele, o legista do estado já havia identificado dois hematomas na parte posterior da cabeça de Wells no início da investigação, e a autópsia independente, conduzida pelo patologista forense Roger A. Mitchell, documentou vestígios de sangue e ferimentos recentes por força contundente na parte posterior da cabeça e nas costas do jovem, sem explicação até o momento. Para Crump, a decisão do grande júri deixa mais perguntas do que respostas, e a família não vai descansar até saber o que aconteceu com Nolan.

Nolan Wells era ex-aluno do colégio Ocean Springs High School e cursava o segundo ano na Southwest Mississippi Community College, onde jogava como wide receiver no time de futebol americano. Segundo a legislação do Mississippi, não há prazo de prescrição para casos de homicídio, e o caso pode ser reaberto caso surjam novas evidências. A família e Ben Crump convocaram uma coletiva de imprensa para tratar do caso, e os pais do jovem, Christine Wells-Wonsley e Elmore Wonsley, devem se manifestar publicamente nos próximos dias.

Buscas por helicóptero com cantor Rick continuam há mais de 24h

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Foto: reprodução redes sociais

Rick Sollo, Bruno Avelar, Paulo Soares e o piloto estão desaparecidos há mais de 24h após helicóptero sumir na Serra catarinense; buscas seguem.

O helicóptero que levava o cantor Rick Sollo, da dupla Rick & Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto da aeronave está desaparecido desde a tarde de segunda-feira (21), quando perdeu contato durante um voo entre Porto Belo e São Joaquim, em Santa Catarina. A aeronave, um Bell 430 de matrícula PP-MGR, decolou por volta das 10h30 e teve o último sinal registrado próximo às 13h, na região rural de Urubici, na Serra catarinense. Até a manhã desta terça-feira (22), decorridas mais de 24 horas, o helicóptero e os quatro ocupantes ainda não haviam sido localizados. O nome do piloto ainda não foi divulgado pelas autoridades.

A operação de busca e resgate mobiliza o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, a Defesa Civil, a Polícia Militar e a Força Aérea Brasileira, que empregou um helicóptero Black Hawk e uma aeronave SC-105 Amazonas, ambos especializados em resgate. Nesta terça-feira, as equipes passaram a contar com drones equipados com câmeras térmicas, capazes de identificar calor emitido por pessoas em áreas de mata fechada, além de cães farejadores. Segundo o prefeito de Urubici, Leandro de Souza Corrêa, os trabalhos seguiram durante toda a madrugada e foram organizados em diferentes frentes, com centro de comando na prefeitura do município.

As equipes atuam em dois pontos da Serra catarinense, distantes cerca de 30 quilômetros entre si. Um deles corresponde ao local do último sinal do transponder da aeronave. O outro foi indicado após o registro do último sinal de celular de um dos ocupantes. Chuvas fortes e o relevo acidentado da região têm dificultado o acesso das equipes terrestres. Sobrevoos com aeronaves ou drones particulares estão proibidos na área das buscas, segundo a prefeitura.

Não há confirmação de que o helicóptero tenha caído. As autoridades trabalham com a hipótese de pouso forçado em região de mata fechada, e o dispositivo de emergência da aeronave, acionado automaticamente em caso de impacto forte, não teria disparado até o momento.

Geraldo Antônio de Carvalho, o Rick Sollo, tem 59 anos e integra a dupla Rick & Renner desde os anos 1990. A esposa do cantor, Geralda Helena, e a jornalista Lívia Avelar, mulher de Bruno Avelar, se manifestaram publicamente nas redes sociais pedindo orações pela segurança dos ocupantes. As buscas continuam nesta terça-feira, sem prazo definido para conclusão.

Uerj é condenada a pagar R$ 105 mil a candidatas negras por racismo

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Fotos: O Globo/Canva

Justiça do Rio determinou que a Uerj pague R$ 35 mil a cada uma de três candidatas negras obrigadas por fiscais a prender o cabelo antes de uma prova.

A 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou a Universidade do Estado do Rio de Janeiro a pagar indenização de R$ 35 mil a cada uma de três candidatas negras que foram obrigadas por fiscais a prender os cabelos crespos antes de entrar na sala de um concurso, em outubro de 2024. A soma das três reparações chega a R$ 105 mil. A decisão, tomada por unanimidade, aumenta o valor que havia sido fixado em primeira instância, de R$ 20 mil por candidata.

O episódio ocorreu durante o processo seletivo para o programa de Serviço Social da Residência em Saúde da Uerj. Segundo os autos do processo, fiscais determinaram que apenas as três candidatas autodeclaradas negras prendessem os cabelos para poder ingressar na sala de prova, sob a justificativa de que o volume dos fios crespos poderia servir para esconder celulares ou outros objetos. A exigência não constava do edital do concurso e não foi aplicada aos demais participantes.

O relator do recurso, desembargador Luiz Alberto Carvalho Alves, classificou a conduta dos fiscais como discriminação indireta e racismo institucional. Segundo o voto do magistrado, as candidatas foram submetidas a tratamento manifestamente desigual e vexatório, já que o critério adotado pela fiscalização incidiu exclusivamente sobre características físicas associadas à população negra. O desembargador considerou ainda que o valor fixado em primeira instância não atendia aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, tampouco cumpria a função pedagógica esperada da reparação civil diante da gravidade dos fatos.

As três candidatas haviam recorrido da sentença de primeiro grau justamente para reverter o entendimento de que não existiam provas suficientes de motivação racial no episódio. Na ocasião, pediram também que a indenização individual subisse para R$ 50 mil. A Câmara optou por um valor intermediário, mantendo o reconhecimento explícito de discriminação racial exigido pelas autoras, mas sem chegar ao patamar solicitado.

A própria Uerj reconheceu administrativamente que a atuação dos fiscais destoou das orientações institucionais da universidade. Após o episódio, os profissionais envolvidos foram afastados e a prova da área de Serviço Social acabou anulada em razão da violação identificada no processo seletivo.

A Uerj ainda pode recorrer da decisão da 7ª Câmara de Direito Público em instâncias superiores. Até a publicação desta nota, a universidade não havia se manifestado publicamente sobre o novo valor fixado pelo tribunal.

“A Sombra do Meu Pai”: conheça a história do premiado filme nigeriano

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Cena de "A Sombra do Meu Pai"
Foto: Divulgação/Netflix

Primeiro longa de Akinola Davies Jr., filme acompanha dois irmãos em um dia ao lado do pai durante a turbulência política da Nigéria em 1993.

Antes dos prêmios, A Sombra do Meu Pai (My Father’s Shadow) é uma história sobre família. Dirigido pelo britânico-nigeriano Akinola Davies Jr., o filme acompanha dois irmãos que passam um dia com o pai pelas ruas de Lagos, em 1993.

O que começa como um momento de convivência familiar ganha novos contornos quando a crise política toma conta da cidade.

Um dia em Lagos

A trama acontece após a anulação da eleição presidencial nigeriana de 1993, período marcado por protestos e instabilidade política. Nesse cenário, Taiwo e Kehinde atravessam Lagos ao lado do pai, Femi.

Enquanto a tensão aumenta nas ruas, os irmãos tentam encontrar o caminho de volta para casa. A experiência faz com que eles percebam a cidade e o próprio pai de uma maneira diferente.

Pelos olhos das crianças, acontecimentos políticos que parecem distantes ganham uma dimensão pessoal. O medo, a incerteza e as mudanças na rotina passam a fazer parte daquele dia em família.

Uma história sobre memória e paternidade

O filme é inspirado nas próprias memórias de Akinola Davies Jr., que passou parte da infância na Nigéria. A experiência pessoal do diretor aparece na relação entre os personagens e na maneira como Lagos é apresentada.

O filme retrata como uma crise nacional pode impactar na vida cotidiana de uma família. A produção foi filmada inteiramente em Lagos e tem no elenco Ṣọpẹ́ Dìrísù, Godwin Egbo e Chibuike Marvellous Egbo. O roteiro é assinado por Akinola e seu irmão, Wale Davies.

Do cinema nigeriano para o mundo

Primeiro longa de Davies Jr., A Sombra do Meu Pai fez história ao se tornar o primeiro longa nigeriano selecionado para a Seleção Oficial de Cannes, onde recebeu a Menção Especial da Caméra d’Or.

A produção também conquistou o BAFTA de Melhor Estreia de um Roteirista, Diretor ou Produtor Britânico, além de outros reconhecimentos internacionais. Em 2026, levou cinco troféus no Africa Magic Viewers’ Choice Awards (AMVCA), incluindo Melhor Filme e Melhor Direção.

Nesta segunda-feira (21), o filme chegou à Netflix em países africanos, incluindo Nigéria, Gana, Quênia e África do Sul. No Brasil, está disponível no MUBI, e pode ser acessado pelo Prime Video.

Da Converse à Target: 12 marcas que retiraram campanhas e produtos após acusações de racismo

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A campanha da Devassa foi acusada de racismo por sexualizar a mulher negra/Reprodução

Converse, Target, Gucci, H&M, Prada e outras grandes empresas já precisaram retirar peças publicitárias ou produtos após críticas relacionadas a estereótipos raciais, blackface e referências à violência contra pessoas negras

O episódio mais recente envolvendo a Converse reacendeu uma discussão recorrente no mercado publicitário: até que ponto marcas e agências conseguem identificar semióticas e referências raciais ofensivas antes que uma campanha chegue ao público? Nos últimos anos, empresas como Gucci, Burberry, H&M, Prada, Dove, Nivea, Bombril, Devassa, Target, Sanex e Heinz enfrentaram situações semelhantes, com diferentes níveis de repercussão e respostas.

1. Converse

Em setembro de 2026, a Converse pediu desculpas e retirou uma publicidade estrelada por Karina, integrante do grupo de K-pop Aespa, depois que usuários apontaram possíveis referências visuais à Ku Klux Klan e a linchamentos. Em uma das imagens, a iluminação sobre a saia da cantora foi interpretada como semelhante ao formato de um capuz da KKK. Em outra composição, a posição dos tênis foi associada por críticos aos pés de uma pessoa vítima de linchamento. A empresa reconheceu o impacto das imagens e anunciou a retirada do material.

O caso não é isolado. Ao longo da última década, marcas globais e brasileiras foram alvo de críticas por imagens consideradas racialmente ofensivas, algumas delas envolvendo referências históricas ao blackface, caricaturas de pessoas negras, associações entre negritude e sujeira ou representações relacionadas à violência racial.

2. Gucci

Em fevereiro de 2019, a Gucci retirou de suas lojas e de seu site um suéter de gola alta que cobria parte do rosto e possuía uma abertura vermelha ao redor da boca. A peça foi comparada nas redes sociais a representações de blackface, prática historicamente utilizada para zombar com caricaturas de pessoas negras.

A repercussão ocorreu durante o Mês da História Negra nos Estados Unidos. A Gucci retirou o produto de circulação e pediu desculpas após a reação pública.

3. Burberry

Também em fevereiro de 2019, a Burberry apresentou na Semana de Moda de Londres um moletom com uma corda amarrada em formato semelhante a uma forca na região do pescoço.

A modelo Liz Kennedy, que participou do desfile, criticou publicamente o desenho e afirmou que a peça evocava tanto suicídio quanto a história de linchamentos de pessoas negras. A Burberry pediu desculpas, retirou o produto da coleção de outono/inverno e removeu as imagens da peça de seus canais. O então diretor criativo Riccardo Tisci afirmou que o desenho havia sido inspirado em uma temática náutica, mas reconheceu que o resultado era insensível.

4. H&M

Um dos casos mais conhecidos aconteceu em 2018. A H&M publicou em seu site uma fotografia de um menino negro vestindo um moletom com a frase “Coolest monkey in the jungle” (em tradução: “o macaco mais legal da selva”).

A escolha provocou forte reação nas redes sociais, já que a palavra “macaco” possui um histórico de uso como insulto racial contra pessoas negras. A situação ganhou ainda mais repercussão porque outras peças da mesma linha eram apresentadas por crianças brancas com frases diferentes.

A H&M pediu desculpas, retirou a fotografia e informou posteriormente que o próprio produto também seria retirado de seu portfólio global.

5. Prada

No fim de 2018, a Prada enfrentou críticas por personagens da coleção Pradamalia, exibidos na vitrine de uma loja em Nova York. Os bonecos tinham pele escura e grandes lábios vermelhos, características que consumidores e ativistas associaram a antigas caricaturas racistas de pessoas negras e ao blackface.

A advogada de direitos civis Chinyere Ezie chamou atenção para os produtos após encontrá-los na loja da marca no SoHo. A Prada inicialmente afirmou que os personagens eram criaturas fictícias e que não tinham relação com o blackface. Depois da repercussão, porém, retirou os produtos de circulação, pediu desculpas e anunciou medidas relacionadas à diversidade e à inclusão.

6. Dove

Em 2017, a Dove publicou no Facebook uma peça de sua campanha para produtos de cuidados corporais que mostrava uma mulher negra retirando a camiseta e, na sequência, aparecendo uma mulher branca.

A sequência foi interpretada como uma representação de que o uso do produto transformaria uma mulher negra em uma mulher branca. A imagem foi retirada e a empresa pediu desculpas, afirmando que havia “errado” na escolha da representação.

O episódio também recebeu posteriormente uma discussão mais complexa: a modelo negra que participou da produção, Lola Ogunyemi, afirmou que não considerava a campanha racista e explicou que a versão completa apresentava uma sequência com diferentes mulheres.

7. Nivea

Também em 2017, a Nivea publicou um anúncio com a frase “White is Purity” (“Branco é pureza”).

A escolha das palavras provocou críticas por sua associação com ideias históricas de superioridade racial. A controvérsia se tornou ainda maior depois que grupos de extrema direita e supremacistas brancos passaram a compartilhar a publicidade.

A Nivea retirou o conteúdo e pediu desculpas. Em comunicado, a empresa afirmou que a imagem era inadequada e não representava seus valores, destacando diversidade e inclusão como princípios da marca.

8. Bombril

No Brasil, um dos casos mais emblemáticos envolve a Bombril. Em 2020, consumidores passaram a questionar o nome Krespinha, utilizado por uma esponja de aço destinada à limpeza pesada. A crítica apontava para a associação entre a palavra “crespo” e o cabelo de pessoas negras.

Após a repercussão, a Bombril anunciou a retirada da esponja de seu portfólio e informou que revisaria sua estratégia de comunicação.

O caso também chegou ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). A representação recebeu 1.873 e-mails de consumidores, além de manifestações de organizações e representantes políticos. O órgão determinou a sustação e advertência da publicidade.

9. Devassa

Outro caso brasileiro remonta à campanha da cerveja Devassa Tropical Dark, veiculada entre 2010 e 2011. A publicidade apresentava a imagem de uma mulher negra em pose sensual acompanhada da frase “É pelo corpo que se conhece a verdadeira negra”.

A peça foi alvo de críticas por associar o corpo da mulher negra à própria cerveja e, segundo autoridades, transformá-la simbolicamente em objeto de consumo.

Em 2011, o Conar analisou a publicidade e determinou alterações. Em 2013, o Ministério da Justiça abriu processo administrativo depois de uma denúncia encaminhada pelo Procon do Espírito Santo. Segundo informações divulgadas na época, o órgão considerou a campanha abusiva por estabelecer uma comparação entre o corpo da mulher negra e um produto.

10. Target

Em agosto de 2026, a Target retirou de seu catálogo uma fantasia infantil de Halloween depois que consumidores apontaram semelhanças entre a representação do produto e caricaturas racistas associadas ao blackface e aos minstrel shows dos Estados Unidos.

O produto, chamado “Kids’ Glows Under Blacklight Circus Clown Halloween Costume”, era uma fantasia de palhaço que incluía uma roupa preta e laranja, luvas pretas, capuz e uma máscara com um sorriso exagerado. A fotografia utilizada na divulgação mostrava uma criança negra usando a fantasia.

Após a repercussão, a Target retirou o produto das vendas e publicou um pedido de desculpas. A empresa afirmou que a fantasia era ofensiva e que “nunca deveria ter feito parte” de seu catálogo. Também disse que investigaria como o produto havia sido aprovado e o que precisaria ser alterado no processo.

O episódio ocorreu em um contexto particularmente sensível para a Target. A varejista havia anunciado mudanças em suas políticas de diversidade, equidade e inclusão. Entre as medidas divulgadas pela própria companhia estão o encerramento de suas metas de DEI de três anos e a conclusão, em 2025, das iniciativas do programa Racial Equity Action and Change (REACH). Ao mesmo tempo, a Target afirma manter uma estratégia de inclusão chamada “Belonging at the Bullseye”.

11. Sanex

Em 2025, uma campanha da Sanex foi proibida no Reino Unido pela Advertising Standards Authority (ASA), órgão responsável pela regulação da publicidade no país.

O anúncio de um sabonete corporal mostrava uma mulher negra com marcas vermelhas e outra com a pele coberta por uma textura semelhante a argila. Na sequência, uma mulher branca aparecia tomando banho com o produto.

A Sanex argumentou que a publicidade apresentava um efeito de “antes e depois” e que as diferentes modelos demonstravam que o produto poderia ser utilizado por pessoas de diferentes tons de pele. A ASA, entretanto, considerou que a construção da peça estabelecia uma comparação negativa: a pele negra aparecia como problemática e desconfortável, enquanto a pele branca era apresentada como limpa e resolvida.

Por isso, o órgão concluiu que a publicidade poderia reforçar o estereótipo de que a pele negra seria problemática e a pele branca, superior, determinando que o anúncio não voltasse a ser exibido daquela forma.

12. Heinz

Em 2024, a Heinz retirou duas campanhas publicitárias após críticas relacionadas à representação de pessoas negras.

Uma delas, veiculada no Reino Unido para divulgar embalagens maiores de seus produtos, mostrava um casal negro recém-casado ao lado dos pais brancos do noivo e apenas da mãe negra da noiva. A composição foi criticada por reforçar o estereótipo de ausência paterna em famílias negras.

Outra peça, da campanha “Smiles”, apresentava um homem negro com o rosto coberto de ketchup. A imagem foi associada por críticos a representações de blackface, principalmente pelas características faciais enfatizadas pela fotografia.

A Kraft Heinz pediu desculpas e informou que retiraria as peças após a repercussão.

Quando a publicidade reproduz imagens de uma história de violência

A repetição desses episódios levanta uma questão para o mercado: em que momento da criação de uma campanha a diversidade de repertórios culturais é considerada?

Mais do que retirar uma peça depois da repercussão, os casos mostram a importância de avaliar previamente imagens, palavras e referências históricas que podem carregar significados diferentes para públicos distintos. Além disso, manter uma equipe diversa, com diferentes etnias, origem e linguagens é obrigatório para a avaliação de campanhas em diferentes perspectivas. Em alguns dos episódios, as próprias empresas reconheceram falhas em seus processos internos e anunciaram mudanças.

No caso da Converse, a discussão volta ao presente. A retirada da campanha e o pedido de desculpas encerram a circulação daquela peça, mas não eliminam a questão que aparece repetidamente nos casos anteriores: como uma referência visual carregada de significado racial conseguiu chegar à publicidade de uma das maiores marcas de tênis do mundo sem ser identificada antes de sua publicação?

A arte de gestar na LFW 2027

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Leigh-Anne Pinnock grávida desfila para a Di Petsa na LFW 2027
Foto: Getty

Grávida do terceiro filho, Leigh-Anne Pinnock encerrou o desfile da Di Petsa com uma performance inspirada na maternidade durante a London Fashion Week

A maternidade ganhou espaço no centro da passarela da London Fashion Week nesta segunda-feira (21). Grávida do terceiro filho, Leigh-Anne Pinnock, cantora e ex-integrante do Little Mix, foi responsável pelo encerramento do desfile da Di Petsa, marca da estilista grega Dimitra Petsa, durante a apresentação da temporada Primavera/Verão 2027.

Vestindo um dos característicos looks de efeito molhado da grife, Leigh-Anne apareceu com a barriga à mostra e protagonizou uma performance que levou a ideia de amamentação para a passarela. O figurino branco incluía um top desenvolvido para simular a saída de leite materno, enquanto a cantora acariciava a barriga e caminhava entre modelos posicionadas ao seu redor. O momento encerrou a apresentação de “Holy Milk”, coleção que colocou a maternidade e o corpo feminino como elementos centrais.

A cena dialoga diretamente com a estética que tornou a Di Petsa conhecida internacionalmente. A grife explora tecidos drapeados e construções que criam a impressão de que as peças estão molhadas, transformando líquidos e fluidos corporais em elementos visuais. Para Holy Milk, essa linguagem ganhou uma dimensão ainda mais ligada à maternidade, com referências ao leite, à gestação e à relação entre criação e corpo.

Leigh-Anne Pinnock: do Little Mix à própria narrativa

Aos 34 anos, Leigh-Anne Pinnock construiu sua carreira como integrante do Little Mix, grupo formado em 2011 durante o The X Factor UK. Ao lado de Perrie Edwards, Jade Thirlwall e Jesy Nelson, ela fez parte de um dos grupos femininos britânicos de maior sucesso da última década, antes de iniciar sua carreira solo.

Leigh-Anne também foi, durante toda a formação original do grupo, a única integrante negra do Little Mix. A posição fez com que sua experiência na indústria musical fosse atravessada por questões de raça, representação e pertencimento.

Em seu livro de memórias, “Believe”, lançado em 2023, a cantora revisita justamente esse período. Ela relata ter se sentido invisibilizada nos primeiros anos do grupo e descreve como passou a questionar a própria aparência e a tentar encontrar formas de se encaixar em um ambiente predominantemente branco.

Segundo relatos recuperados de sua entrevista ao The Guardian por ocasião do lançamento do livro, Leigh-Anne conta que tentou modificar diferentes aspectos de sua imagem e comportamento enquanto buscava entender por que sentia que não era recebida da mesma maneira que as outras integrantes. A cantora relacionou posteriormente essas experiências ao racismo que enfrentava na indústria.

A questão também esteve no centro do documentário “Leigh-Anne: Race, Pop & Power”, lançado pela BBC em 2021, no qual ela falou publicamente sobre sua experiência como mulher negra em uma das maiores girlbands do Reino Unido.

O corpo como linguagem

A coleção da Di Petsa parte da ideia de que fluidos, transformação e corporeidade podem fazer parte da narrativa da moda. No encerramento, a gravidez de Leigh-Anne se tornou parte da própria performance, enquanto o efeito de leite materno ampliou o conceito de Holy Milk.

A cantora está esperando seu terceiro filho com o jogador de futebol André Gray. O casal já é pai de duas meninas gêmeas, nascidas em 2021. A gravidez foi anunciada por Leigh-Anne em julho de 2026, e a cantora vem compartilhando alguns momentos da gestação nas redes sociais.

MOVER abre 19 mil vagas gratuitas para pessoas negras estudarem até seis idiomas

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MOVER oferece 19 mil vagas gratuitas para curso de idiomas/Foto: Canva

Programa oferece cursos de inglês, espanhol, francês, alemão, sueco e português para estrangeiros; aulas são 100% online e inscrições vão até 30 de setembro

Pessoas negras interessadas em aprender um novo idioma poderão se inscrever gratuitamente no programa MOVER Mundo Idiomas, iniciativa do Movimento pela Equidade Racial (MOVER) em parceria com a EF. Ao todo, são 19 mil vagas para cursos de inglês, espanhol, francês, alemão, sueco e português para estrangeiros. As inscrições ficam abertas até 30 de setembro e podem ser feitas por meio do site.

Os participantes terão seis meses de acesso à plataforma e poderão estudar mais de uma língua simultaneamente. A formação é totalmente online, permitindo que cada pessoa organize os estudos de acordo com sua disponibilidade e seus objetivos profissionais ou pessoais.

Desde o início da parceria, em 2022, MOVER e EF já distribuíram mais de 130 mil bolsas de idiomas. A iniciativa ocorre em um contexto no qual o domínio do inglês ainda representa um desafio para boa parte dos brasileiros. Segundo o ranking de proficiência da EF citado pelo programa, o Brasil aparece na 75ª posição entre 123 países analisados.

Do desenvolvimento profissional à vida pessoal

A experiência de quem já participou do programa mostra que o aprendizado pode ultrapassar os resultados obtidos em testes de proficiência.

Renata Carvalho tinha o inglês como um objetivo antigo. Após tentativas de estudar o idioma durante a juventude, ela retomou os estudos por meio do MOVER Mundo e estabeleceu como uma das metas para 2026 desenvolver maior domínio da língua.

No início do curso, Renata marcou 41 pontos no teste de nivelamento, correspondente ao nível B1. Depois de seis meses, 133 lições e aproximadamente 60 horas de estudo, chegou a 70 pontos e avançou para o nível B2.

A evolução também passou a ser percebida no ambiente profissional. “Um momento muito marcante foi participar, pela primeira vez, de uma reunião internacional no meu trabalho e conseguir compreender o que estava sendo discutido. Depois de várias tentativas de estudar inglês na juventude, que acabaram em desmotivação e desistência, o MOVER Mundo e a EF foram minha virada de chave”, conta.

Para Fernanda Cristina Silva, o aprendizado também ganhou um significado dentro de casa. Seu filho, que aprendeu inglês de forma autodidata, passou a acompanhar sua evolução e ajudá-la nos momentos em que encontrava dificuldades.

“Quando eu estava com muita dificuldade no inglês, ele chegava e falava: ‘Não, mãe, não é assim. É assim’. Até hoje, quando peço alguma coisa para ele, ele fala: ‘In English, please’. Ele sempre me incentiva e me motiva não só a estudar, mas também a falar”, relata.

A evolução também trouxe mais segurança para situações profissionais. “Se eu precisar fazer uma viagem de negócios, consigo me comunicar. Desde o básico até uma situação em que precise falar sobre questões de uma empresa, o curso me deu uma base muito boa”, afirma.

Formação e equidade racial

Para Tarsiane Diniz, diretora de Impacto Social da EF, o acesso ao ensino de idiomas pode contribuir para ampliar as possibilidades profissionais de pessoas negras.

“Mais do que aprender um novo idioma, esta iniciativa amplia horizontes e cria caminhos para que profissionais negros possam acessar novas oportunidades e ocupar, com confiança e preparo, os espaços que desejarem. A educação tem um papel fundamental na promoção da equidade e na transformação de talentos em possibilidades concretas de futuro”, afirma.

A nova oferta de bolsas integra a estratégia do MOVER de ampliar o acesso da população negra à qualificação profissional. O movimento estabeleceu como meta gerar 3 milhões de oportunidades de capacitação, conexão com emprego e empreendedorismo até 2030.

Segundo Fernando Soares, gerente de Projetos, Operações e Dados do MOVER, o conhecimento de outros idiomas pode contribuir para a formação profissional em diferentes áreas.

“O domínio de outros idiomas deixou de ser um diferencial restrito a determinadas carreiras e passou a fazer parte das competências valorizadas em diferentes setores e níveis profissionais. Ampliar o acesso de pessoas negras a esse conhecimento contribui para fortalecer sua preparação, favorecer o acesso a conteúdo e conhecimentos produzidos em outros idiomas e ampliar as possibilidades de ascensão profissional”, afirma.

Com as novas vagas, os participantes poderão escolher entre seis idiomas e, durante os seis meses de acesso, estudar mais de uma língua simultaneamente.

Serviço

MOVER Mundo Idiomas
Inscrições: até 30 de setembro
Formato: 100% online; gratuito
Idiomas: inglês, espanhol, francês, alemão, sueco e português para estrangeiros
Acesso: seis meses
Site: https://tinyurl.com/y3ydsec9

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