Jorge Ben Jor anunciou uma apresentação única do show inédito Alquimia Popular Brasileira em 17 de outubro, no Allianz Parque, em São Paulo. O espetáculo acontece reunindo sucessos aclamados pelo público, que marcaram a carreira do artista como uma das figuras mais influentes da música brasileira.
O show propõe uma imersão no universo musical de Ben Jor, em uma sonoridade reconhecida por diferentes gerações, trazendo referências de estilos musicais em união com aspectos da cultura popular brasileira, como samba, soul, groove, futebol e espiritualidade.
“Existem shows. E existe o Jorge Ben Jor”, diz o comunicado à imprensa. A apresentação foi descrita como uma experiência para os fãs que desejam emergir na autêntica trajetória do cantor. Nos últimos dias, o artista já havia movimentado as redes sociais ao divulgar uma página dedicada ao projeto, aumentando as expectativas do público sobre uma possível nova turnê. Porém, até o momento, apenas a apresentação em São Paulo foi confirmada.
A venda geral de ingressos começa no dia 27 de maio, às 13h, na plataforma de vendas Eventim.
Jorge Ben Jor — Alquimia Popular Brasileira
Data: 17 de outubro de 2026 Horário: 19h Local: Allianz Parque
Hub Mundo Negro e Luana Hazine unem criatividade, tradição e ancestralidade em uma experiência única de criação manual, em um brunch junino.
A oficina de marcenaria e customização convida o público a se aventurar no universo da produção artesanal por meio da montagem e customização de uma peça exclusiva, guiada pela marceneira, publicitária e consultora de marketing Luana Hazine, fundadora da LUANA HAZINE HANDCRAFTED.
A experiência presencial visa oferecer aos participantes não apenas uma aula prática, mas também um momento de troca, expressão artística e conexão com o fazer manual, inspirado na estética afrocentrada, em um brunch temático pensado para exaltar a potência cultural dos festejos juninos.
CONHEÇA A INSTRUTORA
Luana Hazine é marceneira desde 2017, consultora de marketing, publicitária e criadora da LUANA HAZINE HANDCRAFTED. Além de atuar como instrutora, levando sua experiência e conhecimento para novos públicos, ela está à frente de uma marca que une ancestralidade, design e utilidade, transformando madeira em peças que carregam identidade e narrativa.
Sua trajetória evolui para uma oficina profissional voltada à estética afrocentrada. Compartilhando técnicas, processos e inspirações nas redes sociais, seu trabalho já ultrapassa mais de 1 milhão de visualizações entre Instagram e TikTok.
LOCAL DO EVENTO
A Casa Zuri é um espaço multifuncional onde criatividade e gastronomia se encontram com o propósito de acolher eventos e experiências únicas. Criada por Vera e Amanda, a casa se destaca pelo ambiente acolhedor, funcional e versátil, idealizado especialmente com o intuito de reunir diferentes possibilidades em um só lugar.
INFORMAÇÕES
Data: 27/06/2026 Horario: 10 as 13hrs Local: Casa Zuri – Rua Nova Orleans, 34 – Brooklin.
Você já se perguntou quanto uma rede social pode movimentar financeiramente um país? Um levantamento inédito revelou que o TikTok adicionou entre R$ 18,6 bilhões e R$ 37,3 bilhões ao PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2025, considerando apenas os investimentos em publicidade na plataforma (TikTok Ads). O primeiro Relatório de Impacto Econômico do aplicativo no país, desenvolvido em parceria com a LCA Consultoria Econômica, revela como um ecossistema ainda apoiou a criação de 223 mil a 447 mil empregos diretos, indiretos e induzidos no período.
A pesquisa detalha o papel da ferramenta na expansão do empreendedorismo digital e revela dados que despertam a atenção sobre como os pequenos negócios estão crescendo. Mais da metade das pequenas e médias empresas (PMEs) pesquisadas afirmou ter expandido suas operações e alcançado novos públicos de forma orgânica, enquanto mais de dois terços utilizam a plataforma como fonte de aprendizado empreendedor.
O grande diferencial que move essa engrenagem econômica está na forma como o conteúdo é distribuído. De acordo com o relatório, 68% dos empreendedores dependem exclusivamente do alcance orgânico, ou seja, vendem sem gastar nada com publicidade. O sistema de recomendação do TikTok é baseado em interesses, e não apenas em conexões sociais, o que permite que um vídeo ganhe escala além das redes já existentes. Com isso, 51% dos empreendedores relataram crescimento de seguidores por vias não pagas e 52% afirmaram que a plataforma ajuda a acessar novos mercados.
Outro fator que ajuda a entender a dimensão desse impacto é o modelo mobile-first (prioritariamente para dispositivos móveis). Essa estrutura permite que o usuário gerencie um negócio de ponta a ponta usando apenas um smartphone, o que se torna um dado crucial de inclusão econômica se considerado que o celular é o principal dispositivo de acesso à internet para 87% da população de baixa renda do Brasil.
“Quando pequenas empresas ganham acesso a ferramentas digitais, conhecimento e comunidades engajadas, o impacto vai além das transações”, comenta Monica Guise, Diretora de Políticas Públicas do TikTok no Brasil. “A descoberta mostra o TikTok como um motor da economia do Brasil, onde a criatividade e a descoberta se traduzem em crescimento real”.
Uma nova jornada de compra e a força do Nordeste
À medida que as PMEs ganham espaço na economia digital — aumentando sua participação no e-commerce nacional de 4% em 2016 para 30% em 2024 —, o TikTok se consolida como uma ferramenta de democratização. A jornada de compra também passou por transformações: cerca de 58% dos usuários relatam ter concluído compras diretamente no TikTok Shop após descobrir um produto no aplicativo. O relatório também indica que a descoberta de produtos na plataforma impulsiona vendas fora do ambiente virtual, motivando o contato direto com vendedores e visitas a lojas físicas.
Geograficamente, o estudo destaca um crescimento descentralizado, com forte impacto no Nordeste do Brasil, região onde o e-commerce cresceu 413% entre 2016 e 2024. Nesse cenário, a plataforma atua reduzindo as barreiras de acesso ao mercado nacional e acelera a transição de iniciativas locais para negócios sustentáveis.
O aplicativo como fonte de educação empreendedora
O relatório também traz à tona um dado curioso sobre o comportamento dos usuários: a plataforma se tornou uma relevante fonte de aprendizado e qualificação para os negócios. Os números mostram que:
69% dos empreendedores utilizam o TikTok como fonte de conteúdo relacionado a negócios;
62% acompanham tendências de mercado por meio dele;
57% desenvolvem habilidades de marketing digital.
O consumo desse tipo de conteúdo educacional voltado ao empreendedorismo foi estimado entre 2,5 milhões e 6,4 milhões de horas em 2025. Essa busca por conhecimento gerou um ganho potencial de produtividade para a economia avaliado entre R$ 21 milhões e R$ 52 milhões anualmente.
Impacto que se estende pela economia e arrecadação
Os efeitos das atividades geradas na plataforma transbordam para múltiplos setores da economia, incluindo os mercados de logística, varejo e serviços, além de estimular o consumo geral por meio da renda gerada por empreendedores e pequenas empresas. O estudo estima ainda um impacto na arrecadação de impostos que varia entre R$ 2,5 bilhões e R$ 4,9 bilhões.
“O impacto do TikTok no Brasil vai além do ambiente digital. Ele se traduz em oportunidades concretas para que pequenas e médias empresas expandam seu alcance, fortaleçam capacidades e transformem conteúdo em resultados econômicos. Isso mostra como as plataformas digitais podem impulsionar a inclusão e o desenvolvimento”, completou Monica Guise.
A vereadora e ativista Benny Briolly (PT-RJ) foi conduzida ao hospital na última terça-feira (19), após sofrer agressões durante um protesto pacífico realizado no Plaza Shopping Niterói, em defesa do direito de pessoas trans utilizarem banheiros públicos de acordo com sua identidade de gênero.
A equipe da parlamentar informou em nota pública, que Benny foi agredida nas proximidades do banheiro feminino e precisou passar por um processo de estabilização médica após bater a cabeça no chão. Segundo a assessoria, a agressão teria sido cometida por um homem durante o protesto.
“Fui violentamente agredida durante o ato Libera Meu Xixi, mobilização pacífica em defesa do direito básico de pessoas trans usarem o banheiro de acordo com sua identidade de gênero. Fui atacada com violência física, jogada no chão, e precisei ser hospitalizada às pressas. Isso não é opinião política. Isso é ódio e violência. Chega de transfobia!”, escreveu a vereadora nas redes sociais.
Após o ocorrido, parlamentares ligados à oposição passaram a alegar que a vereadora teria sido atingida por spray de pimenta utilizado por integrantes do próprio grupo de manifestantes. Em resposta, a assessoria de Benny Briolly negou a informação e afirmou que a manifestação já havia sido desmobilizada devido às ameaças recebidas e à preocupação com a segurança dos participantes.
Em nota à imprensa, o Plaza Shopping Niterói afirmou que a equipe de segurança acompanhou toda a movimentação e prestou toda a assistência necessária durante o episódio. O estabelecimento, no entanto, não se posicionou sobre o uso de banheiros públicos por pessoas trans.
“O shopping é um espaço privado de visitação pública e, por isso, manifestações de qualquer natureza não são encorajadas, para preservar o bem-estar de todos. A equipe de segurança acompanhou toda a movimentação, que não impactou o funcionamento do empreendimento, prestando todos os auxílios necessários”, declarou o shopping.
Benny Briolly, primeira mulher trans eleita vereadora em Niterói, é conhecida pela atuação em defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+ e pelo enfrentamento à violência contra pessoas trans no Brasil.
“Nutrir nosso povo também é uma forma de revolução”. Nascido e criado na Mussuca, maior quilombo do estado de Sergipe, o jovem chef e articulador cultural Alexandre Marques carrega na cozinha as memórias, os afetos e os saberes ancestrais que atravessam gerações em seu território. A gastronomia passou a fazer parte da sua trajetória ainda na infância, muito antes de ser entendida como profissão.
“Eu cresci brincando pelos terreiros das casas das minhas avós. Minha rama inteira, como dizem os mais velhos, vem desse chão”, relembra Alexandre. Em meio às vivências comunitárias da Mussuca, as lembranças da infância carregam os sabores preparados pelas avós, como o pirão, o bolo manauê, a massa puba do pé de moleque e a meladinha servida para celebrar o nascimento de crianças na comunidade, sendo a comida sinônimo de encontro, cuidado coletivo, organização comunitária e permanência no território quilombola.
Foi ouvindo os mais velhos e observando o cotidiano da comunidade que o chef começou a compreender sua identidade e a potência dos conhecimentos produzidos dentro do quilombo. Em oposição à ausência dessas narrativas nos espaços formais de ensino, encontrou na memória viva do território uma ferramenta de construção política e cultural.
Alexandre relata que o reencontro com a espiritualidade e com o terreiro de candomblé fortaleceu ainda mais sua relação com a ancestralidade e com a luta coletiva. Dessa experiência nasceu a Cozinha de Vó, movimento comunitário criado para defender a permanência no território quilombola Mussuca e preservar os saberes alimentares ancestrais da comunidade.
“A Cozinha de Vó também nasce para dizer que a juventude quilombola está presente. Que nós não estamos perdidos, como tantas vezes disseram sobre nós. Estamos construindo caminhos a partir do legado dos nossos mais velhos. Porque comida para nós nunca foi apenas alimento. Comida é ciência ancestral, é saúde, é cultura, é economia, é espiritualidade, é política e também é luta pelo território vivo e saudável”, destaca Alexandre.
Ao defender a valorização das cozinhas negras, quilombolas e de terreiro, ele reforça a importância da reafirmação identitária para a preservação de conhecimentos historicamente invisibilizados e da continuidade de formas ancestrais coletivas de existência, cuidado e bem-viver.
Esta matéria é parte de uma parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs, uma iniciativa que busca amplificar vozes e práticas que transformam a gastronomia brasileira a partir de suas raízes.
A parceria entre a Ashé Ventures, produtora comandada por Viola Davis, e a editora brasileira Todavia busca criar caminhos e ampliar o alcance de produções literárias afro-brasileiras no cenário internacional. A proposta envolve o desenvolvimento de projetos literários e possíveis adaptações audiovisuais, aproximando autores brasileiros do mercado norte-americano.
O lançamento da primeira obra fruto da parceria é da pesquisadora e autora paulistana Lília Guerra, conhecida pelo título “O céu para os bastardos”. A publicação do romance “Velha Guarda” está prevista para julho e já possui trechos traduzidos para a língua inglesa, visando a projeção da obra para parceiros no exterior.
Apesar de a literatura negra brasileira vir conquistando maior reconhecimento nacional, impulsionada por leitores que buscam narrativas mais plurais e conectadas às vivências e experiências provenientes da diáspora africana, o alcance dessas produções no exterior ainda encontra barreiras motivadas pelo déficit de investimento e visibilidade em outras culturas.
Ao apostar na circulação internacional dessas obras, a iniciativa da produtora reforça como a literatura também atua como ferramenta de preservação de memória e disputa de imaginário, ampliando o espaço de autores afro-brasileiros no mercado global e exportando histórias que afirmam que as nossas vozes também merecem ser lidas, traduzidas e reconhecidas mundialmente.
A 9ª edição do Prêmio Sim à Igualdade Racial, promovido pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) , será exibida na TV Globo no próximo domingo, 24 , após o ‘Fantástico’. A cerimônia homenageia personalidades, iniciativas, empresas e organizações que são reconhecidas por atuar em prol da igualdade racial no Brasil, reunindo cultura, arte e debates sociais em uma mesma celebração.
A jornalista e comunicadora Kenya Sade, é a apresentadora responsável por conduzir o público pelos principais momentos da premiação, incluindo apresentações musicais e discursos que dialogam com questões raciais, sociais e culturais do país.
Em 2026, a edição simbólica que marcou os 10 anos de atuação do Instituto, apostou no conceito “Surrealismo Afro-Indígena Brasiliano”, proposta que convida a sociedade a enxergar o Brasil a partir de suas raízes afro-indígenas, utilizando o sonho como ferramenta política, social e de transformação coletiva. O tema também tem como enfoque, ampliar discussões sobre justiça climática, valorização de saberes ancestrais e conexões entre diferentes territórios brasileiros.
A cerimônia realizada no Rio de Janeiro, reuniu artistas de diferentes linguagens e gerações da música brasileira. Entre as atrações presentes no evento estavam Péricles, A Julia Costa, Melly, Duquesa, Majur, Mestrinho, Lucy Alves e Kaê Guajajara, em reforço ao compromisso da premiação com a valorização de artistas negros e indígenas do cenário cultural brasileiro.
Representatividade negra no K-POP! Samara Siqueira, a jovem carioca de 20 anos, debutou, recentemente, no novo grupo feminino global Saint Satine, nova aposta da empresa de entretenimento sul-coreana HYBE (antiga Big Hit Entertainment), responsável pela formação, lançamento e gestão de sucessos mundiais como BTS e SEVENTEEN.
Samara nasceu em 2005, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e deu os seus primeiros passos na música ainda na infância, por influência da família. O sonho de se tornar artista começou a ganhar forma em 2021, quando a brasileira foi selecionada para representar o país em um bootcamp em Los Angeles, promovido pelo grupo global Now United com o intuito de selecionar novos integrantes para o grupo.
Na época, porém, ainda não havia chegado o momento de estreia para Samara. Em 2023, seu talento foi descoberto pela HYBE e pela gravadora norte-americana Geffen Records através de seu Instagram. Entre mais de 120 mil inscritos, ela foi uma das 20 selecionadas para participar do reality transmitido pelo YouTube, The Debut: Dream Academy, que posteriormente teve seus bastidores transformados na produção da Netflix, Pop Star Academy.
Apesar de ter conquistado o 7º lugar ao final do reality e não integrar o grupo de seis integrantes KATSEYE, Samara construiu uma forte comunidade de fãs, chamando atenção pelo talento vocal, representatividade, potencial artístico e profissionalismo, mesmo após sofrer uma lesão durante o programa.
Após sua marcante participação e o crescimento da sua popularidade e visibilidade, Samara Siqueira foi anunciada, em de agosto de 2025, como integrante oficial do novo girl group global da empresa, até então ainda sem nome, durante o programa Prelude: The Final Piece, nova parceria entre a HYBE e a Geffen Records, responsável por definir a integrante final do grupo.
Mais do que uma estreia no cenário da cultura pop mundial, a trajetória de Samara Siqueira marca a chegada de novas narrativas brasileiras e negras ao centro da indústria global do entretenimento. Ao atravessar fronteiras culturais e linguísticas, a jovem artista inicia não apenas uma carreira promissora, mas também se torna um marco de representatividade, ressaltando a identidade e o potencial da comunidade negra também na cena pop internacional.
Para acompanhar os próximos capítulos da trajetória de Samara Siqueira no Saint Satine, acompanhe as redes sociais oficiais da artista e do grupo: @samisiqueiraa e @saintsatine
Danilo dos Santos de Oliveira nasceu em 29 de abril de 2001 em Salvador, na Bahia, e cresceu em Fazenda Coutos III, bairro do Subúrbio Ferroviário, uma das regiões mais populosas e periféricas da capital baiana. Foi ali, no campo do Realce e na escolinha de futebol do professor Adenílson de Jesus Freitas, o Dego, que o menino começou a jogar bola, se destacando mesmo sem ter ainda uma posição definida. De acordo com Dego, que o acompanhou desde a infância, a família de Danilo era de origem humilde e o pai chegava a pegar dinheiro emprestado para que o filho pudesse treinar.
Paralelamente à escolinha, Danilo ingressou nas categorias de base do Bahia em 2008, onde permaneceu por oito anos. Em 2015, aos 14 anos, foi dispensado pelo clube tricolor sem que nenhuma explicação consistente fosse dada à família. Segundo o pai do jogador, a notícia chegou por telefone, pelo técnico da equipe sub-15, que informou apenas que o nome de Danilo estava na lista de dispensas e que a decisão havia vindo de instâncias superiores. Para o jovem, que havia dedicado quase toda a infância ao clube, o impacto foi profundo o suficiente para fazê-lo cogitar abandonar o futebol definitivamente.
Foi Dego quem impediu que isso acontecesse. O professor o convenceu a continuar, levou Danilo para o Instituto Social Manassés, projeto que combatia o uso de drogas nas comunidades de Salvador e mantinha parceria com o Cajazeiras Esporte Clube. Pelo Cajazeiras, Danilo foi relacionado para a segunda divisão do Campeonato Baiano e passou a chamar atenção de olheiros. Antes disso, ainda fez uma rápida passagem pelo juvenil do Jacuipense. A trajetória pelos clubes menores da Bahia foi o caminho que o levou até São Paulo.
O Palmeiras e os títulos
Em 2018, Danilo assinou com o Palmeiras e integrou as categorias de base do clube paulista. Nos primeiros meses, enfrentou outro momento de desânimo: pouco utilizado na transição do sub-17 para o sub-20, chegou a falar ao próprio Dego que queria desistir novamente. Em documentário produzido pela Conmebol, o professor relembrou que respondeu ao jogador com uma mistura de firmeza e afeto, citando o esforço que o pai havia feito para que ele chegasse até ali. Danilo ficou.
Foto: Cesar Greco
A decisão de permanecer rendeu resultados que poucos conseguem acumular em tão pouco tempo. Em setembro de 2020, foi promovido ao elenco profissional pelo técnico Vanderlei Luxemburgo e estreou na vitória por 2 a 1 sobre o Red Bull Bragantino. A partir daí, consolidou-se como titular sob o comando de Abel Ferreira e viveu o período mais vitorioso da carreira, conquistando duas Copas Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Recopa Sul-Americana e Campeonato Paulista. Em 141 partidas pelo Palmeiras, marcou 12 gols. Sua primeira convocação para a seleção brasileira veio em junho de 2022, quando tinha 21 anos e ainda atuava pelo clube paulista.
A Premier League e a lesão
O desempenho constante no Palmeiras abriu caminho para o futebol europeu. Em janeiro de 2023, Danilo foi negociado com o Nottingham Forest, da Premier League inglesa, por 20 milhões de euros, cerca de R$ 110 milhões à época. No clube inglês, atuou em 62 partidas, marcou seis gols e deu quatro assistências, mas teve a temporada de 2024 interrompida por uma grave lesão na perna esquerda sofrida numa disputa aérea contra o Bournemouth, em agosto, que resultou em fratura e lesões parciais nos ligamentos do tornozelo. A recuperação demandou meses e colocou em dúvida seu retorno ao nível anterior.
Foto: Visionhaus via Getty Images
Superada a lesão, Danilo retornou ao Brasil em julho de 2025, contratado pelo Botafogo por 22 milhões de euros, cerca de R$ 142 milhões em valores fixos, metas e bônus, tornando-se a contratação mais cara da história do clube carioca. A negociação foi facilitada pela relação entre John Textor, dono da SAF do Botafogo, e Evangelos Marinakis, proprietário do Nottingham Forest. No Alvinegro, assinou contrato até julho de 2029 e rapidamente assumiu a titularidade.
O retorno à seleção e a Copa
No Botafogo, Danilo encontrou o melhor futebol da carreira. Na temporada atual, soma 21 partidas, nove gols e duas assistências, números expressivos para um volante e que chamaram atenção de Carlo Ancelotti. Na Data Fifa de março de 2026, foi convocado e marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira no amistoso contra a Croácia, pelo qual o Brasil venceu por 3 a 1. A atuação consolidou seu nome entre os 26 escolhidos para a Copa do Mundo.
Com a convocação anunciada no Museu do Amanhã no dia 18 de maio, Danilo se torna um dos representantes mais simbólicos do elenco, carregando uma trajetória que passou por um campo de projeto social em Fazenda Coutos, por uma dispensa aos 15 anos, por duas Libertadores, pela Premier League e por uma lesão grave, até chegar ao maior torneio do futebol mundial. O Brasil estreia em 13 de junho contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no Grupo C ao lado de Haiti e Escócia.
A PowerList Mundo Negro 2026 abre as indicações para a categoria Profissional da Moda até 26 de maio, e neste ano, pela primeira vez, quem quiser também pode se autoindicar. A cerimônia da 5ª edição acontece no dia 31 de julho, na sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro, com patrocínio do Grupo L’Oréal e da TV Globo.
Quem Pode Concorrer
Podem ser indicadas, ou se autoindicar, estilistas, costureiras, designers de moda, consultoras de imagem, modelistas, bordadeiras e demais profissionais negras que reinventam estilos e tendências, com atuação real e impacto comprovado no Brasil.
O Que Conta na Avaliação
A comunidade vota e define a homenageada, mas a curadoria valida as indicações com base em critérios claros: inovação criativa, impacto cultural e social, consistência na atuação e geração de renda. Quem se autoindica descreve o próprio trabalho e as conquistas dos últimos 12 a 18 meses, mostrando por que merece estar na PowerList 2026.
Em 2025, Moda e Beleza eram uma categoria única, homenageada por Najara Black pelo voto popular. Em 2026, a Profissional da Moda ganha espaço próprio, um reconhecimento de que esse mercado tem histórias, talentos e trajetórias que merecem holofote exclusivo.