Ponto de convergência da experiência de turismo por temporadas e diálogo entre pessoas pretas de diferentes lugares do país, a casa coletiva e itinerante é mais que uma hospedagem, é um verdadeiro espaço para criar memórias em uma das cidades mais importantes do Brasil.
Coletividade e pretitude são alguns dos pilares que descrevem a AKAZA, residência coletiva itinerante com edição de 2022/2023 localizada na Ribeira, bairro da cidade baixa de Salvador (BA). O projeto é conduzido por cinco curadores – Gabriela, Louis, Mariana, Matheus e Thalita – de diferentes regiões do Brasil envolvidos em projetos culturais, artísticos e de pesquisa.
Dividida em temporadas, de aproximadamente dez dias cada, previstas para acontecer entre os dias 29 de dezembro de 2022 a 24 de fevereiro do próximo ano, a casa coletiva conta com uma seleção de atividades que fomentam a partilha e a criação de novas memórias entre pessoas pretas. Tudo de frente para o mar da Ribeira.
A iniciativa nasce justamente para subverter a lógica do apagamento identitário perpetuado por séculos. O que torna a AKAZA ainda mais especial, por ter suas edições atuais ancoradas na cidade mais preta do mundo fora do continente africano.
Além da estrutura que oferece aos visitantes vista para o mar, quartos confortáveis, café, almoço e espaço de home office, há a mistura perfeita entre o moderno e o ancestral a partir de experiências ritualísticas, de celebração e que incentivam o autoconhecimento.
Sendo a pretitude a palavra que nomeia o convite às pessoas pretas a serem protagonistas de suas histórias, a AKAZA é onde ocorre a materialização deste encontro. Lugar de conexões facilitadas pelo que é comum e, principalmente, pelo que é diferente, entendendo o valor e a contribuição de cada visitante que se propõe a viver uma das temporadas junto com o coletivo.
Experienciar AKAZA configura uma oportunidade real de turismo em que os participantes têm a possibilidade de se conhecer e se reconhecer. Temporadas
Tudo preto – 29/12/2022 a 05/01/2023 Desatando nós – 07/01/2023 a 17/01/2023 Perene – 19/01/2023 a 29/01/2023 Yemanjá – 30/01/2023 a 09/02/2023 Carnaval – 14/02/2023 a 24/02/2023 Material completo sobre temporadas e espaço: bit.ly/3EUETK6 Fotos:https://bit.ly/fotosAKAZA – créditos mencionados por arquivo para @paraguassu_ @louissrodrigues @be
A ancestralidade de nossas comidas ganham cada vez mais espaço e reconhecimento em nossa comunidade. Pesquisas explicam a ligação de comidas ancestrais africanas e nossas comidas contemporâneas, mesmo em localidades distintas que receberam as populações africanas escravizadas.
Curioso é descobrir em países do continente africano resquícios de comidas que compõem nossa mesa em várias localidades no Brasil e em outra países das Américas. Por exemplo a pamonha o Tamali, no continente africano, especificamente em Gana há o Kenkey. Sua receita nos dá indícios das influências no uso da folha da bananeira e do milho para envolver as comidas e fazer cocção.
Kenkey é um prato típico de Gana feito de milho branco fermentado, que é amplamente consumido em todo o país pelo povo Ga. Alimento guarda muitas semelhanças com nossas pamonhas.
Foto: Reprodução.
Kenkey é tão popular em Accra, a capital de Gana, que há até um festival realizado uma vez por ano, onde você pode saborear o alimento de várias maneiras com batatas fritas, guisados e saladas.
A tribo Ga chama isso de komi, os Fante, que vivem no centro do país, o chama de dokono . Kenkey costuma ser acompanhado por peixes fritos em toda a África Ocidental, onde a pesca é amplamente praticada e onde os peixes são geralmente consumidos frescos e fritos ou secos ou defumados para melhor preservação.
As pessoas também adicionam shito , um molho feito de peixe defumado e vegetais crus, como pimentão fresco, que traz muito frescor, por isso se torna um prato bastante completo.
A acidez do kenkey vai muito bem com peixe frito. Pode ser preparado com antecedência porque leva muito tempo para ser concluído. Este prato é emblemático da gastronomia de Gana, é consumido durante todo o ano, é também o principal alimento fermentado da culinária ganense.
COMO FAZER KENKEY? A preparação do kenkey requer dois dias de fermentação, o tempo de preparação na cozinha também é importante e por isso requer um pouco de organização, por isso muitas vezes é preparado em família. A farinha de milho branca é combinada com o amido de milho. A água é gradualmente adicionada a 100 C, até que uma massa lisa e homogênea seja obtida. A massa kenkey é então coberta com um pano e deve fermentar por dois dias em local aquecido. A massa pode então ser dividida em dois e um dos dois pedaços será cozido em uma panela grande de água salgada levada para ferver. É essencial misturar regularmente para evitar que a massa grude nas bordas da panela. O segundo pedaço de massa é incorporado até que toda a mistura fique homogênea.
Foto: Reprodução.
A massa Kenkey pode então ser dividida em porções e estas podem ser enroladas em bolas e colocadas em folhas de milho secas. As folhas devem ser amarradas com um barbante para evitar que se abram sob o efeito do calor. O resto do cozimento consiste em cozinhar no vapor por uma hora e meia. A água do cozimento também pode ser consumida separadamente. Assim preparadas, as bolas podem ser armazenadas por alguns dias na geladeira e simplesmente serem cozidas no vapor ou colocadas no forno de micro-ondas, ou mesmo congeladas para serem consumidas posteriormente.
QUAIS SÃO AS VERSÕES DO KENKEY? Se o Kenkey é geralmente preparado com fubá branco, também pode ser feito com grãos de milho secos que são primeiro mergulhados em água por vários dias para amolecer. Em seguida, são transportados para um moinho de farinha, onde serão moídos e transformados em massa. É essa massa que vai ser fermentada. Em Accra, existem comerciantes que vendem em todos os lugares. O povo Fante não usa cascas de milho secas para embrulhar o kenkey, mas sim folhas de bananeira. Kenkey também é popular nos países vizinhos de Gana, como Costa do Marfim , Togo e Benin ocidental , mas também foi exportado para a Jamaica , onde é chamado dokono , e Guiana, onde é chamado konkee . Em Trinidad , é chamado de paime . Na cozinha coreana, é geralmente usado como acompanhamento de vegetais como abóbora ou banana.
Ingredientes 3 xícaras de fubá branco 1 colher de sopa de amido de milho 3 xícaras de água morna 1 colher de chá de sal Folhas secas de milho Instruções de Preparo: Despeje a farinha de milho e o amido de milho em uma tigela grande. Adicione água morna e mexa até obter uma massa lisa. Cubra a tigela com um pano e coloque em local aquecido por 2 dias. Divida a massa formada ao meio. Leve 2 xícaras de água para ferver em uma panela grande, adicione sal e reduza o fogo para médio. Coloque metade da massa na água e misture. Cozinhe por 10 minutos, mexendo regularmente. Retire a panela do fogo, junte o resto da massa e misture bem. Divida a massa em 3 ou 4 porções grandes, forme bolinhas e coloque cada bolinha sobre uma folha de milho. Enrole a folha de milho em torno de cada bola, amarrando-a com um barbante. Steam da seguinte forma: Despeje uma grande quantidade de água quente em um vaporizador. Coloque o kenkey embalado na cesta de vapor e leve a água para ferver em fogo alto. Reduza ao fogo baixo e cozinhe por cerca de 1 hora e 30 minutos.
Neste sábado (10), a jornalista Natália Romualdo, do canal “Papo de Preta”, faleceu vítima de uma parada cardiorrespiratória. Aos 26 anos, ela chegou a ser levada ao hospital, em São Paulo, mas não resistiu. Sua amiga e companheira de trabalho, a jornalista Maristela Rosa postou um comunicado aos seus seguidores.
“Esse é o texto mais difícil que já escrevi na minha vida inteira, jamais esperei que isso fosse acontecer. Eu, Maristela, estou aqui em respeito e amor à vocês, amigos e seguidores do Papo de Preta“, disse Maristela. “A Natália, a nossa Nat, passou mal, teve uma parada cardiorrespiratória e faleceu”.
“São quase 10 anos de amizade, mais de 7 anos de canal; das coisas mais incríveis que vivi na minha vida, muitas foram ao lado dessa mulher incrível! Ainda não acredito nisso. Tá doendo muito pra mim, pra família, pra todos que conheceram a Natália. Por favor, peço as orações de vocês nesse momento”, lamentou ela. “A ficha ainda não caiu, estamos nos esforçando pra manter a força e nos lembrarmos apenas dos momentos de alegria que ela nos proporcionou. Obrigada pelo carinho e apoio de todos“.
Com mais de 8 milhões de visualizações no Youtube, o canal Papo de Preta nasceu com o objetivo de dar vez e voz para a mulher negra. Temas voltados à cultura pop, cotidiano, beleza e sociedade são discutidos pela plataforma criada por Natália e sua colega Maristela.
Hoje, 10 de dezembro, é o Dia Internacional dos Direitos Humanos. A data é uma celebração da oficialização da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas, que ocorreu nessa data, em 1948. São trinta artigos que fazem a defesa de uma vida digna para todos, independentemente de nacionalidade, cor, sexo ou orientação sexual, convicção política e crença religiosa.
Mas, em 2022, as violações de Direitos Humanos ainda são noticiadas diariamente, no mundo inteiro. “Mais do que uma pauta de interesse coletivo, é uma pauta que tem tudo a ver com o povo negro”, afirma Liliane Rocha,CEO e Fundadora da Gestão Kairós, em entrevista exclusiva para o Site Mundo Negro.
Mestre em políticas públicas, Liliane reflete como os direitos humanos da população negra continuam sendo violados, os desafios que o Lula (PT) enfrentará no terceira mandato como presidente do Brasil, os retrocessos deixados pelo Bolsonaro (PL) e o ataque racista contra o jogador Mbappé na Copa do Mundo no Catar.
Foto: Nicola Labate
Leia a entrevista abaixo:
O que o tema “Direitos Humanos” tem a ver com o povo negro? E quanto ao recorte de gênero e idade?
Há exatos 74 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi criada na cúpula das Nações Unidas, e em seu artigo 23, temos que “todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”, seguido de “todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho”.
Faço essa reflexão pois é algo que tenho levado para os diálogos com Conselheiros de Administração e Presidentes de grandes empresas. De fato vemos essa equidade de direitos? O Brasil tem 56% de negros (pretos mais pardos), sendo que 29% são mulheres negras.
Negros são 33% do quadro geral das grandes empresas e 17% das lideranças no nível gerente e acima, sendo que somente 3% são mulheres negras, segundo o Estudo Diversidade, Representatividade e Percepção da Gestão Kairós 2022. A taxa de pobreza das populações preta e parda é duas vezes maior do que entre a população branca, segundo o Relatório de Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil do IBGE, 2022).
E podemos ir além, o que não faltam são estatísticas! E ainda, uma das expressões mais cruéis do racismo nosso de cada dia se manifesta nos números da violência: Negros representam 77% das vítimas de homicídio, segundo o Atlas da Violência de 2021, e a chance de um negro ser assassinado é 2,6 vezes superior à de uma pessoa não negra. Então Direitos Humanos, mais do que uma pauta de interesse coletivo, é uma pauta que tem tudo a ver com o povo negro.
Foto: Reprodução/Instagram
O que esperar do Lula no próximo mandato no que se trata a questão racial/direitos humanos?
Em pilares essenciais da sociedade na qual a população negra, historicamente, tem sido privada, como economia, educação e meio ambiente, de acordo com IBGE, FGV, Governo Federal e Observatório do Clima, o Brasil retrocedeu em indicadores que remontam a década de 90, voltando, por exemplo, para o mapa da fome que atinge 33 milhões de brasileiros.
Durante a fase de alta nos casos da pandemia da COVID-19, foi comprovado que a população negra, principalmente mulheres negras, foram os mais afetados com o desemprego e saúde (ONU, Mulheres Negras e o COVID 2020).
Nesse sentido, o grande desafio e o que esperamos do próximo governo é justamente uma resposta assertiva e transparente em relação ao gerenciamento dessas questões em uma visão 2026, assegurando ações focadas na reparação e aceleração de populações vulneráveis no acesso aos direitos básicos essenciais.
Foto: Reprodução/Instagram
O que foi pior na gestão Bolsonaro nestas pautas?
Inegavelmente, a invisibilidade das pautas de diversidade, o que evidencia a pouca ou nenhuma importância dada a este governo para a temática. As políticas orientadas para questões de raça e etnia, origem, posição econômica e social, gênero, orientação sexual, identidade de gênero, tipos de deficiências, questões geracionais, entre outros temas, foram pormenorizadas, causando um retrocesso nos diálogos dentro das estruturas de poder, o que é fundamental para avançarmos enquanto sociedade.
Como você avalia a visibilidade da pauta dos Direitos Humanos na temática racial durante esta Copa do Mundo?
Desde 2010, quando foi anunciado a escolha do Qatar (primeiro país do Oriente Médio a sediar uma copa do mundo) lançou-se luz, agora mais intensivamente, sobre a problemática e crônicas violações de Direitos Humanos que ocorrem neste território, por vias institucionais, inclusive.
Fato é, inegavelmente, as pautas debatidas são: 1) A LGBTfobia materializada na criminalização de qualquer diversidade sexual que fuja da heteronormatividade e 2) A supressão dos direitos das mulheres, colocando, portanto, em segundo plano a temática racial.
Tratando-se de Brasil, ao pensar na temática racial, imediatamente nos vem à memória a dicotômica relação (em questões de direitos e oportunidades) entre negros e brancos, por conta do histórico escravocrata, mas cabe ressaltar que, embora exista um forte racismo no Ocidente que incide sobre as culturas do Oriente Médio, ainda vemos ataques contra pessoas negras em virtude da sua cor de pele, independente do contexto.
Foi o caso ocorrido com o jogador da seleção francesa Kylian Mbappé. Torcedores argentinos que estão no Qatar davam entrevista à emissora argentina TyC Sports e entoaram um cântico racista contra ele.
Dado a grandeza do evento em cenário internacional (o alcance estimado do campeonato é de 5 bilhões de pessoas), a falta de posicionamento da FIFA e de órgãos oficiais, demonstra que ainda estamos longe de conseguir encarar o combate ao racismo com a seriedade que ele merece.
Após longos 5 anos, a cantora norte-americana SZA lançou nesta última sexta-feira (9) o álbum ‘S.O.S’. Contendo 23 faixas e abordando temas como perda, angústia, mistério, confusão, reflexão e transição, o projeto vem sendo amplamente aclamado pela crítica especializada. Publicações destacam a capacidade da artista em compor obras profundas e de extrema maestria lírica.
“S.O.S é uma jornada segura, ambiciosa, expansiva e que desafia o gênero nas profundezas do desgosto e nas muitas tonalidades que ele apresenta – raiva, medo, angústia, tristeza, desolação, niilismo“, definiu a revista Consequence Of Sound. “É um disco absoluto, um dos melhores do ano, que marca pouco mais de 67 minutos com impressionantes 23 faixas. Valeu a pena esperar. Se ‘Ctrl’ foi uma estreia quase perfeita, S.O.S pode estar um centímetro mais perto do status de masterclass”.
Em 2017, ao lançar o ‘Ctrl’, SZA também recebeu ampla aclamação por parte da mídia especializada. Álbum foi considerado um divisor de águas no R&B moderno. “O talento de SZA é de outro mundo, mas você também pode conhecer alguém um pouco como ela. Pode até ser você”, destacou a Pitchfork ao comparar o teor global do novo álbum da cantora.
“SOS” inclui participações de Travis Scott, Don Toliver, Phoebe Bridgers e Ol’ Dirty Bastard. Disponível em todas as plataformas de streaming.
ESG (do inglês environmental, social and governance) foi um termo cunhado em 2004, através de uma provocação do secretário geral da ONU, Kofi Annan, a grandes instituições financeiras com intuito de ressaltar a importância de integrar questões sociais, ambientais e de governança no âmbito corporativo.
Recentemente uma pesquisa do Google em parceria com a plataforma de pesquisa MindMiners e o Sistema B, afirmou que a maioria dos brasileiros não sabe o que é ESG (em portuguê ASG – Ambiental, Social e Governança), mas entendem que é necessário consumir de marcas com responsabilidade social.
Das 3 mil pessoas entrevistadas de todos os gêneros, regiões do país e classes sociais, 47% dizem que não conhecem as marcas que tratam deste assunto e uma em cada cinco pessoas, dizem que já ouviram falar do tema, no entanto, quando recebem explicações, 87% acreditam que a prática deve ser adotada e tratada como prioridade por instituições públicas e privadas.
Grandes corporações já identificaram que precisam acelerar rumo à igualdade, e lançam compromissos públicos Antirracistas, que estabelecem um conjunto de objetivos até 2030, incluindo mulheres negras em posições de liderança, contratação de metade de pessoas negras no board, letramento e sensibilização das equipes, apoio ao empreendedorismo negro feminino e maior representatividade negra nas áreas de Comunicação, Recursos Humanos, Marketing e Vendas.
Num país em que a população negra é maioria, observamos que praticamente todos cursos, seminários e mesas de ESG têm maioria de pessoas brancas nos locais de discussão e tomada de decisão, com parâmetros objetivos e metas é possível tornar o impacto das estratégias de ESG tangível e com maior potencial de angariar recursos. Além disso, possibilita contornar desafios como o greenwashing , que é a falsa aparência de sustentabilidade promovida por ações pontuais de empresas que não estão de fato realizando as iniciativas que divulgam.
A necessidade é para ontem, as empresas precisam amadurecer e absorver as estratégias de ESG e, no país que vivemos, principalmente o S (Social). Precisamos analisar cada área e verdadeiramente pôr em prática.
A pesquisa avaliou 274 marcas com atuação no Brasil, analisando o quanto os consumidores as associam com critérios relacionados ao meio ambiente, panorama social e governança. No geral, a análise constatou que o ESG ainda é um espaço com baixo nível de associação de marcas – 13% foi a média de associação que os brasileiros fizeram entre as marcas e o tema no Brasil.
O estudo traz ainda dados sobre os hábitos das pessoas quando o assunto é ESG: 72% faz separação do lixo eletrônico e de materiais perigosos, 69% faz separação de lixo reciclável e orgânico, 72% utilizam meios de transporte coletivos ou alternativos ao carro/moto movido à gasolina, 42% participam ou apoiam ONGs/projetos pelos direitos de populações sub-representadas. Das 274 marcas avaliadas, os setores que tiveram as maiores notas foram, em ordem: Beleza, Finanças, Bens de Consumo, Alimentação, Cuidados Pessoais, Tecnologia, Moda e Varejo. Pesquisa do Google (Google/Reprodução).
A pesquisa ainda mostra que as marcas mais queridas do Brasil, também são as de melhor reputação quando se trata de ESG, reforçando o quando é positivo o posicionamento das marcas, sobre tais temáticas e trazendo paixão e interesse para seus consumidores.
Vale ressaltar que estarão fadadas ao fracasso as empresas que não tiverem as políticas de ESG e as políticas de diversidade cultural. Empresas que desejam obter índices elevados nas métricas ESG para compor portfólios de grandes fundos e chamar a atenção de investidores precisam expor sua gestão sobre seu capital humano e mostrar quanto de engajamento tem as partes interessadas em seu negócio para que desempenhem um papel socialmente benéfico para toda a sociedade.
Estrelado por Will Smith, o filme “Emancipation” chegou na plataforma Apple TV+ nesta sexta-feira (9). Nas redes sociais, o ator disponibilizou um link para os fãs terem acesso gratuito durante dois meses ao streaming e assistir ao filme.
Inspirado na emocionante história real de um homem que faria qualquer coisa por sua família e pela liberdade. Quando Peter, um homem escravizado, arrisca sua vida para escapar e voltar para sua família, ele embarca em uma perigosa jornada de amor e resistência, onde é forçado a despistar caçadores implacáveis e os pântanos impiedosos da Louisiana numa tortuosa jornada em direção ao Norte.
Em entrevista ao canal americano Fox 5 DC, no final de novembro, Will foi questionado sobre que tipo de mensagem que ele mandaria para pessoas que estão hesitando em vê-lo na telona depois do escândalo do tapa no Chris Rock durante a cerimônia do Oscar.
“Entendo perfeitamente. Se alguém não estiver pronto, eu certamente respeitaria e daria esse espaço para quem ainda não se sente pronto”, explicou.
A premiada atriz Octavia Spencer recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood nesta quinta-feira (9). Com uma carreira brilhante, Spencer já foi indicada três vezes ao Oscar, incluindo uma vitória na categoria “Melhor Atriz Coadjuvante“, em 2012, pelo filme “Histórias Cruzadas“.
A inauguração da estrela contou a ilustre presença da Viola Davis e o marido Julius Tennon, que foram prestigiar a conquista da amiga Spencer.
Tennon, Spencer e Davis na Calçada da Fama (Foto: Reprodução/Instagram)
“Estar para sempre cimentado na mitologia desta cidade e da indústria cinematográfica é uma honra incrível”, disse a atriz no evento. “Levei um minuto para absorver a profundidade deste momento, a culminação dos meus sonhos realizados, o trabalho duro recompensado após uma quantidade justa, mas saudável, de fracasso e rejeição”.
Spencer voltou a agradecer novamente pelas redes sociais. “Para todos que tem um sonho, continue. Todos eles são possíveis, mesmo para uma jovem de 26 anos dirigindo de Montgomery, Alabama para Los Angeles, para viver o dela”.
Octavia Spencer ganha estrela na Calçada da Fama (Foto: Reprodução/Instagram)
A atriz também fez história com o filme “Estrelas Além do Tempo” ao ganhar uma segunda indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela se tornou a primeira mulher negra a acompanhar uma vitória no Oscar com outra indicação.
Na zona sul da cidade de Natal, uma gerente de vendas registrou dois boletins de ocorrência contra duas vizinhas, um por lesão corporal e outro por injúria racial. De acordo com a vítima, o caso aconteceu no condomínio onde ela mora. Um vídeo, registrado pelas câmeras de segurança do elevador do prédio, captou os momentos em que a moradora foi atacada pelas agressoras.
De acordo com informações do advogado da vítima, Abaeté Mesquita, tudo aconteceu após a gerente de vendas reclamar sobre o barulho que estava acontecendo no prédio. “Me chamaram de preta safada e negra nojenta”, declarou a vítima, que no vídeo divulgado aparece no chão recebendo socos e pontapés. O crime de injúria racial tem pena máxima de três anos de prisão.
O advogado declarou ainda que um processo foi aberto contra as agressoras, que não tiveram os nomes revelados.
Os brasileiros ainda estão superando a derrota de hoje e se despedindo mais uma vez do Hexa! Em um jogo difícil, o Brasil perdeu para a Croácia nos pênaltis pelas quartas de final e está fora da Copa do Mundo2022.
Agora, muitos brasileiros perguntam para qual seleção torcer e a mais querida pela comunidade negra é a do Marrocos, a última seleção representando o continente africano e os árabes na Copa.
Marrocos entra em campo neste sábado (10), às 12h, contra Portugal. Essa é a primeira vez na história que os marroquinos jogam nas quartas de final. E caso vença o jogo de amanhã, será a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo.
Otimista com a próxima etapa, o técnico Walid Regragui não teme favoritismo de Portugal. “Nessa altura do campeonato todas as equipes se analisam mutuamente, temos fraquezas como todas as equipes, talvez Portugal tenha menos do que a gente, estamos acostumados com esses jogos, tentaremos estabelecer um plano para criar um efeito surpresa. Ao mesmo tempo se concentrar no adversário pode ser contra produtivo, temos que aprimorar nossa estratégia a cada jogo. Portugal é favorito, pode ganhar, mas podemos ser a pedra no sapato como foi com a Espanha. Vamos fazer com que seja difícil que eles ganhem o jogo”, diz confiante.