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Vereador é expulso do partido após discurso racista contra trabalhadores resgatados de trabalho escravo

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Foto: Bruna Giusti

O vereador Sandro Fantinel, de Caxias do Sul (RS), foi expulso nesta quarta-feira (01) pelo partido Patriota, após repercussão do discurso na Câmara Municipal, em que o político ofendeu com racismo e xenofobia os trabalhadores baianos que foram resgatados em vinícolas, em situação análoga a escravidão em Bento Gonçalves, cidade vizinha.

Durante a tribuna na última terça-feira (28), o vereador afirmou que “a única cultura que eles têm é viver na praia tocando tambor” e sugeriu a contratação de trabalhadores argentinos alegando que eram “mais limpos”.

O diretório nacional do Patriota disse que a fala do Sandro Fantinel desrespeitou a dignidade humana e a igualdade. Segundo o partido, o vereador se referiu “de forma vil a seres humanos tristemente encontrados em situação degradante”.

Na tribuna, Sandro Fantinel ainda continuou culpabilizando os trabalhadores da Bahia: “Agricultores, produtores, empresas agrícolas que estão nesse momento me acompanhando, eu vou dar um conselho pra vocês. Não contratem mais aquela gente lá de cima”.

Apesar da expulsão, o vereador poderá prosseguir com o cargo, de acordo com casos semelhantes julgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ao julgar casos semelhantes.

Em entrevista ao g1, Sandro Fantinel disse que só falo da Bahia “porque é a Bahia que tá envolvida no processo de Bento Gonçalves, se fosse Santa Catarina, eu teria falado Santa Catarina”. que se arrepende de ter dito que “a única cultura que os baianos têm é viver na praia tocando tambor”.

Na semana passada, 207 pessoas foram resgatadas em condições análogas a escravidão, sendo exploradas na colheita e carregamento de uvas. Eles haviam sido contratados para uma empresa prestadora de serviço contratada pelas vinícolas Aurora, Salton e Cooperativa Garibaldi.

Com informações do g1*

Google for Startups abre inscrições para Black Founders Fund; iniciativa investe em startups lideradas por pessoas negras

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Foto: Freepik

Iniciativa já investiu US$ 34 milhões em recursos financeiros em mais de 440 empreendedores negros

Com o objetivo de ampliar a diversidade racial no ecossistema de inovação, os times do Google for Startups dos Estados Unidos, Europa e África anunciam a abertura de inscrições para o Black Founders Fund. A ação fornece recursos financeiros que serão investidos em startups criadas e/ou lideradas por pessoas negras. No Brasil, as inscrições continuam abertas.

Desde sua criação em 2020, o fundo já investiu US$ 34 milhões em 448 startups lideradas por pessoas negras no Brasil, Estados Unidos, Europa e África. Como um dos reflexos desse apoio, muitas dessas startups conseguiram captar investimento em rodadas subsequentes, somando mais de US$ 400 milhões.

No Brasil, as startups que já foram selecionadas pela iniciativa, receberam, além do investimento, mais de 40 horas em workshops, 45 sessões de mentoria individual e 180 horas de sessões de terapia focada na saúde mental dos fundadores, que foram oferecidas pela AfroSaúde, uma healthtech também investida pelo fundo.

Pluralidade em prol da tecnologia

Além do foco em startups lideradas por pessoas negras, a iniciativa busca empresas que prezam pela pluralidade dentro de seus times, como por exemplo a baruk, que conta com uma líder mulher e negra.

Selecionada pelo fundo em novembro de 2022, a startup que oferece soluções de software com uso de Inteligência Artificial para negócios foi fundada por Ana Cabral. Ela é uma exceção no mercado, como mostra o estudo “O impacto e o futuro da Inteligência Artificial no Brasil”, desenvolvido pelo Google for Startups em parceria com a Box1824 e a ABstartups, que aponta que, dentre as mais de 700 startups mapeadas pelo relatório, 49% não contam com mulheres em cargos de liderança.

“A Inteligência Artificial (I.A.) não está apenas ajudando pessoas a se tornarem mais eficientes – ela também está revolucionando a forma que fazemos negócios. A baruk ajuda empresas a usarem I.A. para automatizar seus processos e crescer. Com as soluções do Google, consigo oferecer aos meus clientes recursos essenciais para tornar nossos bots inteligentes, humanizados e poliglotas”, comenta a fundadora.

Como se inscrever?

As startups brasileiras que queiram se candidatar para receberem investimentos devem seguir os seguintes requisitos:

  • Ser fundada ou liderada por pessoas que se autodeclaram negras;
  • Buscar uma rodada de investimento pre-seed ou seed para financiar o próximo estágio de desenvolvimento;
  • Oferecer uma solução criada com base em tecnologia;
  • Ter um negócio em operação, com produto ou serviço e ter clientes.

As inscrições podem ser realizadas no link: goo.gle/BlackFoundersFundBrasil
Saiba mais sobre o Black Founders Fund e histórias de empreendedores no blog do Google for Startups Brasil.

Terceira temporada de ‘Atlanta’ chega em março na Netflix

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Foto: Divulgação

Acabou a espera! A terceira temporada da série “Atlanta“, protagonizada por Donald Glover e pelo indicado ao Oscar deste ano, Brian Tyree Henry, chega na Netflix no dia 24 de março, um ano após estreia nos Estados Unidos.

A temporada chegou a ser anunciada pelo Star+ em agosto do ano passado, porém, não ocorreu o lançamento. Procurada pelo Mundo Negro, a assessoria informou na época que a data havia sido adiada e não tinha mais previsão de estreia.

Vencedora de dois Globos de Ouro e cinco Emmys, nesta temporada, a série acompanha a jornada de Paper Boi na turnê pela Europa após sucesso das músicas. Junto com Earn (Donald Glover), Darius (Lakeith Stanfield) e Van (Zazie Beetz), o grupo começa a lidar com questões de ambientação e sucesso nesse novo mundo.

A quarta e última temporada, ainda indisponível oficialmente no Brasil, estreou em novembro de 2022.

Adriana Barbosa, idealizadora do PretaHub, participa da Weaving Resilience, evento internacional sobre a crise global de desigualdade

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Foto: PEGN

O PretaHub é o único hub do Brasil participante do evento, que conta com mais de 50 líderes inovadores do Sul Global

Referência no empreendedorismo negro no Brasil e na América Látina, Adriana Barbosa, idealizadora da Feira Preta e CEO do PretaHub, está participando da Weaving Resilience, na África do Sul. O evento, que começou ontem, dia 28 de fevereiro e vai até 02 de março, é realizado pela Ford Foundation e busca apoiar organizações da sociedade civil e estabelecer conexões entre líderes globais.

Criadora do maior festival de cultura e empreendedorismo negro da América Latina, Adriana, que é Fellow da Ford Foundation, vai apresentar e aplicar parte da metodologia Afrolab, um programa de capacitação para empreendedores negros, realizado pelo PretaHub, e responsável por impulsionar o afroempreendedorismo no Brasil.  

“É com muita alegria que informo que o Pretahub está representando o Brasil na Weaving Resilience. Para mim é extremamente importante levar o projeto para fora do país e com isso adquirir mais conhecimentos sobre anti Racismo, anti patriarcado, anti capacitismo e anti colonialismo no impacto social na perspectiva global, comenta Adriana Barbosa.

Com o tema “Tecendo Resiliência para uma Sociedade Civil Forte no Sul Global”, o evento evidencia que para enfrentar a crise global de desigualdade é preciso reconhecer o papel que cada país desempenha. Além de defender que para construir um verdadeiro ecossistema internacional de resiliência é preciso ter uma sociedade mais aberta, inclusiva e livre de autoritarismo.

O PretaHub, hub de criatividade, inventividade e tendências pretas, nasceu a partir do mapeamento, capacitação técnica e criativa do empreendedorismo negro no Brasil realizado pelo Instituto Feira Preta, desde 2002. Até hoje, mais de 10.600 empreendedores foram impactados pela iniciativa.

“Quero mostrar aos homens negros que podemos fazer qualquer coisa”, diz Brian Tyree Henry, indicado ao Oscar 2023

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Foto: Myesha Evon Gardne.

Único ator negro indicado ao Oscar 2023, Brian Tyree Henry, 40, apareceu na capa da revista Essence. O artista concorre ao prêmio mais importante do cinema pela atuação no filme ‘Passagem’. No longa, o ator interpreta o personagem James Aucoin, um mecânico que lida com traumas físicos e mentais após passar por um acidente de carro. “James veio em um momento em que eu precisava encontrar uma superfície reflexiva para descobrir muitas partes da dor e do sofrimento que eu estava passando em minha vida pessoal”, contou Henry. “Havia algo sobre ele que realmente tocou em mim”.

Enquanto homem negro, Henry reconhece que sua vivência é diversa e repleta de momentos desafiadores. “Na minha existência, percebo que posso, em um caso, trazer muita alegria às pessoas e, em outro caso, trazer muito medo”, diz ele. “E o mesmo pode ser dito sobre o meu sucesso. O mesmo pode ser dito sobre a minha educação. Acho que a única maneira de combater tudo isso é continuar a viver e existir, acordar todas as manhãs e colocar os dois pés no chão para me levantar e apenas me preparar para o que está lá fora“.

Foto: Myesha Evon Gardne.

Sempre com muita confiança, o ator diz que trabalha com propósito e representatividade. “Quero mostrar ao povo preto que podemos fazer qualquer coisa (…) Acho que todo esse sucesso, todos esses projetos, todos esses lugares em que estive são realmente apenas o ponto culminante de pessoas dizendo: ‘continue tentando’”, diz o astro.

Embora esteja claro que Henry conquistou as mentes e os corações de Hollywood, o ator destaca seu foco principal continua sendo a imaginação e as imagens dos homens negros. “Eu faço esse trabalho para cada homem negro que existe. Para todo homem negro que ama como quer amar. É por isso que faço isso”, conta ele. “Quero que haja uma representatividade de todos os nossos diferentes tons e formas, porque não somos apenas uma coisa”.

Foto: Myesha Evon Gardne.

A observadora de futuros: Andreza Maia, a mineira que trabalha para avançar a inovação inclusiva

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Foto: Reprodução

Entrevista: Kelly Baptista

Andreza Maia é uma mineira da periferia de Contagem, co-fundadora do observatório de futuros inclusivos Futuros Possíveis, especialista em inovação inclusiva, Linkedin Top Voice e Creator. 

Palestrante, influencer corporativa e uma das vozes mais relevantes nas temáticas de inclusão no Brasil, que só no último ano impactou mais de 6 milhões de pessoas. 

Com mais de uma década de experiência em RH, Andreza atuou em várias das mais relevantes empresas do Brasil. Hoje, é especialista sênior na maior foodtech da América Latina, mentora de carreira e conselheira em empresas de tecnologia. Seu propósito é de construir ambientes mais diversos, contribuir para práticas mais inclusivas e encurtar distâncias através do conhecimento.

Conheça um pouco mais sobre a Andreza nesta conversa.

O Brasil é taxado como um dos países mais desiguais do mundo, e temos vivido ondas recentes de ESG (Environmental, social and Governance) e diversos novos temas sobre sustentabilidade que muitas vezes não chegam ao grande público. Como trazer os temas de diversidade e inclusão de forma acessível e descomplicada?

Com intencionalidade. É muito mais confortável informar quem pensa igual a gente. Acessibilizar informação e desburocratizar narrativas, requer intencionalidade e foco. O famoso ‘’querer’’. 

Ter uma escrita mais acessível, evitar jargões internacionais e referências que só uma parte da população tem acesso já é uma excelente iniciativa. Mas para além disso, é preciso pensar onde estes conteúdos são divulgados. Vivemos um Brasil onde mais de 33 milhões de pessoas não têm acesso à internet todos os dias, entende? A mesma informação que chega nos canais que falam pra quem já entende do assunto, precisa chegar também ao jornalzinho do bairro, ao programa de rádio e ao mural da escola pública. 

Como co-fundadora de uma plataforma denominada Futuros Possíveis, que tem foco em comportamento, tendências, tecnologia e possibilidades, além de frentes de atuação nas áreas de pesquisas exclusivas, curadoria de conteúdos, eventos e experiências onde futuros são discutidos a partir de perspectivas diversas e inclusivas, como você enxerga a inclusão dos grupos minorizados no mercado de trabalho?

É algo crucial, estas ações promovem iniciativas com foco em equidade e inovação. Não é apenas uma questão de justiça social, é o entendimento de que não dá pra criar produtos para todas as pessoas sem considerar as mais diversas percepções. Além disso, não é somente contratar, a inclusão é criar um ambiente em que estes grupos se sintam pertencentes e sejam protagonistas.

No Futuros Possíveis, uma das frentes que usamos para democratizar o papo sobre inovação e tendências é o nosso podcast. Trazemos pessoas diversas para protagonizar estes debates. Na primeira temporada, discutimos o futuro do trabalho, na perspectiva de várias pessoas entrevistadas, incluindo mulheres negras e trans. Nossa segunda temporada, vai falar sobre o futuro do trabalho no contexto da cidade, ela é ainda mais diversa, de uma forma interseccional. 

Além disso, nossa missão inclui promover debates e manifestos para um futuro mais inclusivo, mas queremos que pessoas impactadas por estes cenários participem da conversa. Vamos gerar inteligência sobre e ajudar a mídia a tornar estes debates mais acessíveis. Este é só o começo da nossa atuação, que esperamos que tenha um impacto significativo e abrangente.    

Hoje você também tem um trabalho de mentorar, encorajar e capacitar mulheres para processos seletivos, como você estimula essa coragem em mulheres que muitas vezes estão em um processo de baixa autoestima?

Inicialmente, sem romantizar. Porque, por mais que a frase “se você quer você consegue’’ seja inspiradora, pra gente, não é bem assim que funciona, né? É super difícil acreditar que você pode, quando diversos fatores te dizem o contrário.

Mentoria é um processo de muitas perguntas, e geralmente as primeiras que faço são: “O que é sucesso para você? E felicidade?’’ Porque às vezes a baixa autoestima vem daquele emprego super legal que todo mundo tem e eu não. Mas é possível que eu consiga estar naquele mesmo emprego e ainda sim não seja feliz. 

E por último, tem um ponto muito importante que é compartilhar as minhas vivências, dificuldades e aprendizados. A gente sonha, com o que a gente vê, e se elas me veem como referência, quero ensiná-las a sonhar também! 

Instragram: https://www.instagram.com/euandrezamaia_/

Linkedin https://www.linkedin.com/in/andreza-maia/

Drake, Lil Nas X, Ludmilla e mais: confira os artistas negros que se apresentarão no Lollapalooza 2023

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Foto: Jordan Strauss/Invision/AP ; Reprodução / Rock In Rio.

A 10ª edição do Lollapalooza Brasil acontece nos dias 24,25 e 26 de março, em São Paulo. Este ano, Drake e Lil Nas X aparecem entre os artistas principais do evento. Além deles, Ludmilla promete levar toda sua versatilidade musical para o Autódromo de Interlagos. Outros artistas como Gilsons, Tássia Reis, L7nnon, Black Pantera e Willow também estão entre os confirmados.

Lil Nas X em ‘MONTERO’. Foto: Divulgação.

Confira o cronograma dos artistas negros no Lollapalooza Brasil 2023, abaixo:

24 de março, sexta-feira:

Lil Nas X

Black Alien

Brisa Flow

25 de março, sábado

Ludmilla

Tássia Reis

Valentina Luz

Gilsons

26 de março, domingo

Drake

L7nnon

Willow

Rashid

Tuyo

Black Pantera

Larissa Luz

Anvisa descarta que problemas com pomadas modeladoras sejam causados por trancistas

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Foto: Freepik

Na noite de ontem (28), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma nota de posicionamento sobre os comentários racistas feitos por fabricantes de pomadas modeladoras durante uma reunião técnica realizada no dia 17 de fevereiro com o objetivo informar o andamento das investigações sobre os casos de reações adversas.

Na ocasião, fabricantes de pomadas modeladoras relacionaram as reações adversas ao modo como trancistas e pessoas com cabelo crespo usavam seus produtos. “As pessoas que utilizam as pomadas para tranças, deixam muito tempo no cabelo imagina a quantidade de bactéria que fica nos fios”, disse um dos participantes. 

No comunicado, a Anvisa afirmou que “refuta e abomina qualquer forma de discriminação, em especial o racismo” e informou que não existem dados que liguem a forma de uso às reações “não há alegações técnicas de que os eventos adversos graves estejam relacionados ao uso por pessoas negras e mais especificamente à prática de trançar cabelos”. 

O órgão também informou que “diversas potenciais causas dos eventos adversos graves relatados após o uso de pomadas capilares para trançar, modelar ou fixar os cabelos estão sob investigação, incluindo a formulação dos produtos, o modo de uso e eventuais impurezas”.

Em uma reunião com a Terceira Diretoria da Anvisa, no dia 24 de fevereiro, a Expert em tranças, Michele Reis, esteve presente como representante das trancistas e contou que explicou como o trabalho das profissionais é realizado, além de destacar que toda a polêmica em torno do uso das pomadas prejudicou os ganhos da categoria, já que muitas matérias sobre os casos de reações compartilhavam imagens que davam destaque para o uso das tranças e não para a composição química das pomadas em si. 

“A pomada é usada por nós trancistas para facilitar nosso trabalho. É uma grande aliada para uma boa simetria (divisão), camuflagem e acabamento. Principalmente para cabelos crespos. Só que o que muita página fez, inclusive a Anvisa também, foi associar esse problema colocando fotos de mulheres negras de trança. Teve trancista me contando que tinha cliente achando que as tranças estão causando alergia. Pois as pessoas observam mais a imagem do que a notícia, infelizmente”, comentou Michele.

“Recebi muitos relatos de trancistas querendo desistir da profissão, por bater o desespero. Muita notícia equivocada em vários sites, o que assustou muitas pessoas”, contou a especialista, que acredita que mudanças na composição química das pomadas podem ter causado as reações. “Não acredito que esses incidentes da pomada modeladora tenham sido falta de cuidado durante o uso. Assim como Anvisa citou na reunião, pode ser uma modificação indevida na fórmula com produtos proibidos pela própria Anvisa, completou.

“Prego que se destaca leva martelada”, diz Fred Nicácio, eliminado do BBB 23

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Foto: João Cotta / TV Globo.

Fred Nicácio, 36, é o novo eliminado do Big Brother Brasil 23. O médico deixou o programa com 62,94% dos votos. Sua jornada no reality foi marcante, repleta de reflexões, conselhos e memes. “Eu fui para o BBB com uma missão muito maior do que eu, que era a de trazer representatividade. Acho que isso eu trouxe do começo ao fim”, conta Nicácio em entrevista para a TV Globo. “Eu representei muitas pessoas iguais a mim e diferentes de mim, que precisavam de um ponto de referência, de um norte; que buscavam olhar para poder se inspirar e, a partir dessa inspiração, trazer novas narrativas para suas próprias vidas. Porque quando você vê alguém, você sabe que é possível. Exemplos falam mais do que palavras e são muito importantes para as pessoas conseguirem rumar novos caminhos”.

Fred Nicácio. Foto: João Cotta / Divulgação.

O médico defende que recebeu uma maior quantidade de votos na casa porque sempre foi uma pessoa de posição marcante, que nunca deixou de se manifestar. “Ah, figurinha premiada brilha no escuro, né? E prego que se destaca leva martelada. Desde o primeiro paredão, o primeiro monstro, sempre fui eu porque eu me posiciono mesmo. Não deixo quieto, falo o que eu preciso falar, o que eu acho que tenho que falar; me calo quando vejo que tenho a necessidade de refletir um pouco mais“, diz o ex-brother. “Mas as pessoas que se posicionam elas agradam e são odiadas ao mesmo tempo. As pessoas que gostavam de mim, gostavam por eu ser quem eu sou. E as que não gostavam, era pelo mesmo motivo. Então, como as pessoas lá me consideravam um grande jogador, uma personalidade com potencial para ganhar o programa, essa perseguição aconteceu desde a primeira semana por eles perceberem que isso atrapalharia todo mundo quanto mais tempo eu ficasse lá dentro. Tanto que, até eu sair, fui o campeão de votos da casa“.

Fred Nicácio. Foto: João Cotta / Divulgação.

Mesmo com muita determinação, Fred admite que o jogo, apesar de parecer fácil para quem assiste, é nebuloso e difícil de interpretar para quem está dentro da casa. “Me arrependo de não ter seguido a minha intuição quando ela apitou“, conta ele. “Mas, como lá dentro tem muita interferência, eu acho que eu relevo isso e vou me perdoar com muita facilidade porque segui a minha intuição dentro daquilo que eu consegui perceber. E sobre aquilo que era turbulento, nebuloso, eu vou me desculpar porque não deu para entender o que a minha intuição estava falando no momento“.

Nicácio também declarou torcida para Domitilia. Ele acredita que a ativista ganhará o BBB 23. “Desde o primeiro jogo da discórdia, quando tinha o pódio e as duas bombas, eu puxei para o pódio a Domitila. E eu vou permanecer nesse lugar porque ela é uma jogadora que joga com o coração, assim como eu, mas também tem bastante racionalidade. A vivência dela é muito parecida com a minha. Acho que ela merece muito o primeiro lugar e espero que ela chegue lá“, destaca o médico.

Para o futuro, Fred diz que deseja continuar investindo em sua carreira como comunicador. “Quero continuar investindo na minha carreira como apresentador e como médico dentro do audiovisual, que foi o lugar onde eu consegui juntar essas minhas duas grandes paixões, duas grandes vocações. É um lugar onde eu me realizei muito, onde eu consigo fazer acolhimento, trazer informação e abranger isso de uma maneira que somente o audiovisual consegue trazer para mim“, pontua ele.

Série “Manhãs de Setembro”, protagonizada pela cantora Liniker, vai virar filme

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Foto: Reprodução

Transmitida pela Amazon Prime Video, a série “Manhãs de Setembro”, protagonizada pela cantora Liniker, será transformada em filme. O longa dará continuidade a história de Cassandra e deve mostrar como está a vida das personagens cinco anos após os eventos da segunda temporada.

Além do retorno de Cassandra, veremos como estarão os personagens Gersinho (Gustavo Coelho), filho de Cassandra com a ex-namorada Leide (Karine Teles), que também estará no longa metragem. O filme ainda não tem previsão de lançamento, mas os fãs da série ainda podem assistir às duas primeiras temporadas pelo serviço de streaming. 

Aclamada, “Manhãs de Setembro” também está concorrendo ao 34ª GLAAD Media Awards, nos Estados Unidos. O prêmio reconhece as conquistas de integrantes da comunidade LGBTQIAP+ no cinema, na televisão, na música e no jornalismo.

Em entrevista para o jornal O Globo, o diretor Luis Pinheiro, responsável pela direção do longa e de alguns episódios da série celebrou a importância do prêmio: “Ele pode ajudar a série a ser mais vista principalmente nos Estados Unidos. Se ganharmos, o prêmio pode criar uma visibilidade. É a única estrangeira no meio de séries consolidadas dos Estados Unidos”.

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