Home Blog Page 604

Entenda o impacto da Inteligência Artificial na vida da população negra

0
Foto: Getty Images

Por Kelly Baptista, Gestora Pública, diretora executiva da Fundação 1Bi, mentora, membro da Rede de Líderes Fundação Lemann e Conselheira do  Instituto Djeanne Firmino e CMOV.

A nova onda de inteligência artificial (IA), vem trazendo várias discussões nos últimos tempos, mas como isso pode auxiliar pessoas negras? 

Pensando nisso, aqui estão algumas áreas em que a IA pode ser útil, para o auxílio a temas tão sensíveis para a população negra:

1. Educação: A IA pode fornecer recursos educacionais personalizados, como tutoriais e cursos online, adaptados às necessidades e interesses específicos, principalmente para que professores consigam mais recursos, para exemplificar melhor a história do povo negro ao redor do mundo.

2. Emprego: A IA pode ajudar na busca de emprego, analisando currículos e vagas de emprego para encontrar as melhores correspondências entre candidatos e empregadores. Além disso, pode ajudar a combater o viés racial no processo de contratação, identificando e corrigindo possíveis discriminações.

3. Saúde: A IA pode auxiliar no diagnóstico e tratamento de doenças, bem como na identificação de padrões de saúde específicos para a população negra, contribuindo para a redução das disparidades de saúde.

5. Ativismo e conscientização: A IA pode ser usada para analisar e identificar padrões de discriminação racial e injustiça social, ajudando a criar estratégias eficazes para combater esses problemas. Além disso, pode ser usada para ampliar vozes e histórias de pessoas negras nas redes sociais e outras plataformas.

Foto: Freepik

Mas não podemos esquecer que todos os prós tem os contras e a inteligência artificial (IA) pode prejudicar pessoas negras de várias maneiras, principalmente devido a vieses e discriminação presentes nos dados de treinamento e nos algoritmos. 

Algoritmos de recomendação podem perpetuar estereótipos e preconceitos raciais se os dados de treinamento incluírem padrões de consumo discriminatórios. Isso pode levar a recomendações enviesadas e limitar a exposição a conteúdos diversos e inclusivos.

Para combater esses problemas, é importante que os desenvolvedores de IA trabalhem para garantir que os dados de treinamento sejam representativos e livres de vieses,e que os algoritmos sejam projetados para serem justos e transparentes. Além disso, é crucial envolver comunidades diversas no desenvolvimento e na avaliação de sistemas de IA para garantir que as necessidades e preocupações de todos sejam levadas em consideração.

É importante lembrar que, para que a IA seja verdadeiramente benéfica e inclusiva, é fundamental abordar questões de viés e discriminação nos algoritmos e no desenvolvimento de tecnologias. Isso inclui garantir a diversidade nas equipes de desenvolvimento e na coleta de dados, bem como a implementação de práticas éticas e responsáveis no uso da IA.

“Solta aí suas tranças”, dançarina denuncia abordagem da polícia federal em aeroporto de Rondônia

0
Foto: Reprodução

Em mais um caso de racismo em aeroporto, dessa vez em um aeroporto de Rondônia, a dançarina e ex-bailarina do Faustão, Marcelly Batista, relatou nas suas redes sociais que foi parada pela Polícia Federal e pediram para ela soltar suas tranças.

Marcelly Batista estava esperando para embarcar em um vôo para São Paulo em um aeroporto de Rondônia quando ela foi abordada pela polícia federal. No momento ela estava esperando sua equipe e já tinha passado pelo raio-x.

Marcelly relatou que a polícia a abordou sozinha e a levou para uma sala, onde revistaram sua bolsa e suas tranças, que estavam presas no momento do ocorrido. “Aí do nada o pessoal aqui da Polícia Federal vieram e me pararam, sozinha. E aí me levaram para sala, revistaram minha bolsa e me mandaram tirar as tranças: ‘solta aí as tranças’. Pediram o número do cartão [de embarque], tiraram foto. Só Marcelly foi abordada”, disse a dançarina por meio de uma live no Instagram.

Ela também relatou que também pegaram seu celular e pediram a senha. Por ser a primeira vez passando por essa situação ela entregou e olharam suas mensagens com seu namorado e grupos procurando algo suspeito. “Na inocência, porque nunca fui abordada, eu dei. Viu a mensagem com meu namorado, viu a mensagem do grupo para ver se eu estava fazendo alguma coisa.”

Até o momento não houve nenhum pronunciamento oficial do aeroporto.

O caso de Marcelly acontece no mesmo final de semana em que um comandante da Gol chama a polícia federal para retirar uma mulher negra à força do avião sem nenhum motivo específico. 

Paulo André volta para as competições após BBB 22, mas se lesiona e termina prova em último

0
Foto: Van Campos/AgNews

O atleta e influencer Paulo André voltou neste domingo (30) para as competições no desafio de 100m da CBAt/CPB, no Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, após participar do Big Brother Brasil 22. Mesmo fazendo o melhor tempo na semifinal, ele sentiu uma lesão na coxa enquanto competia a final e terminou em último.

PA, como ficou conhecido após o BBB 22, voltou oficialmente para as pistas de corridas após um ano e meio afastado. A última competição do velocista foi em outubro de 2021, no mesmo ano, ele também participou das Olimpíadas de Tóquio. Em 2022, PA participou do BBB, onde foi o vice-campeão, e dedicou o último ano para sua carreira de influencer e modelo.

O desafio de 100m da CBAt/CPB, organizado junto com a Confederação Brasileira de Atletismo, começou com o que parecia ser o retorno triunfal do atleta. Na semifinal, Paulo André fez 10s18, o melhor tempo da competição. Já na final, ele teve a melhor saída e estava na frente, quando na metade da prova sentiu uma fisgada na posterior da coxa direita e ficou com a última posição da prova. O vencedor foi Gabriel Garcia, que terminou a prova em 10s23.

https://twitter.com/piuesportes/status/1652669094775205889

Mas para PA, mesmo terminando em último, foi uma boa prova. “Muito tempo parado, é normal. Competição é diferente de treino. Sente mesmo, normal. Mas o recado foi dado, estou de volta. Foi mais um leve desconforto, não foi um estiramento. Agora é pensar no Troféu Brasil. Acredito que hoje ainda ia fazer 10s10 ou 10s12, era o que eu estava esperando” disse o atleta para o GE.

Em seu Twitter, ele disse que esse foi seu melhor início de temporada da carreira.

https://twitter.com/iampauloandre/status/1652687940764463106

Mesmo com a vida de fama e os holofotes, Paulo André pretende conciliar a vida de famoso com a vida de atleta e quer conquistar uma vaga na equipe brasileira de revezamento 4x100m e ir ao Mundial de Atletismo de Budapeste, em agosto. Ele também pretende conseguir uma vaga para competir os Jogos Pan-Americanos de Santiago e as Olímpiadas de Paris, em 2024.

Paulo André é considerado o terceiro homem mais rápido da história do Brasil. Sue recorde é de 10s02 em 2018 e fica atrás apenas de Erick Felipe, com a marca de 10s01, e Robson Caetano, com 10s.

“Fria, criativa e cruel”: Tudo o que sabemos sobre o papel de Viola Davis como vilã em ‘Jogos Vorazes’

0
Foto: Reprodução / Lionsgate.

Nesta última semana foi anunciado o primeiro trailer de ‘Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes‘. O filme, com previsão de estreia para novembro de 2023, traz Viola Davis como grande vilã da franquia. As primeiras imagens da atriz caracterizada como a Dra. Volumnia Gaul surpreenderam a internet.

Na obra de ficção, Volumnia é retratada como uma mulher fria, calculista e cruel. Ela não tem escrúpulos em manipular os tributos que lutam pela vida na competição, usando táticas psicológicas para fazê-los lutar até a morte. Ela também é conhecida por sua falta de empatia e compaixão pelos tributos, vendo-os apenas como peões em um jogo de xadrez.

A escolha de Davis era um sonho para os produtores do novo filme. “Dra. Volumnia Gaul é tão cruel quanto criativa e tão temível quanto formidável, disse o diretor do longa, Francis Lawrence. “Desde o início, Viola era o nosso sonho por causa da inteligência e da emoção que ela traz para cada papel. Um estrategista brilhante e excêntrica, Gaul é fundamental para moldar um jovem Cornelius Snow no homem que ele se tornará“.

Em ‘A Cantiga dos Pássaros e das Serpente’, teremos detalhes sobre a construção visual da personagem de Viola. Inteligente, Gaul começou a carreira como obstetra, mas com o tempo, se tornou uma cientista com táticas de guerra. Ela criou várias mutações distorcidas em um laboratório subterrâneo, que também foram utilizadas dentro dos chamados ‘Jogos Vorazes’. Espera-se ainda que o papel de Gaul seja expandido em outros filmes da nova franquia.

Espetáculo ‘A Cor Púrpura – O Musical’ volta ao RJ para nova temporada

0
Foto: Guilherme Silva

A aclamada versão brasileira “A Cor Púrpura – O Musical“, retorna para mais uma temporada no centro do Rio de Janeiro, no Teatro João Caetano, entre os dias 3 e 27 de maio. O espetáculo iniciou sua temporada em setembro de 2019 e recebeu mais de 100 prêmios. 

Escrito há mais de 35 anos pela Alice Walker e vencedor dos Prêmios Pulitzer, Grammy e Tony, “A Cor Púrpura” é um musical baseado em uma história passada na primeira metade do século XX, na zona rural do Sul dos Estados Unidos, com personagens típicos dessa região.

O musical apresenta a trajetória e luta de Celie (Amanda Vicente) contra as adversidades impostas pela vida a uma mulher negra, na Geórgia. Na adolescência, a personagem tem dois filhos de seu suposto pai (Jorge Maya), que a oferece a um fazendeiro local para criar seus herdeiros (entre eles, Harpho – Caio Giovani), lavar, passar e trabalhar sem remuneração. Ela é tirada à força do convívio de sua irmã caçula Nettie (Lola Borges) e passa a morar com o marido Mister (Wladimir Pinheiro). Enquanto Celie resigna-se ao sofrimento, Sofia (Érika Afonso) e Shug (Flávia Santana) entram em cena, mostrando que há possibilidade de mudanças, novas perspectivas, esperança e até prazer. A saga de Celie é permeada por questões sociais de extrema relevância até os dias atuais como a desigualdade, abuso de poder, racismo, machismo, sexismo e a violência contra a mulher.

Foto: Guilherme Silva

Após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, em São Paulo, Salvador e por diversas cidades do país, o musical iniciou sua turnê 2023 em março pelo Nordeste, para, em seguida, voltar ao Rio de Janeiro, trazendo à cena a produção que consagrou o espetáculo: 17 atores, 90 figurinos, um palco giratório de 6 metros de diâmetro e uma escada curva com sistema de traveling em volta do cenário.

“Para mim, como cidadão, o espetáculo é uma grande oportunidade, acho importante falar sobre uma mulher que vence; sobre amor; representatividade negra e feminina. A peça tem muito humor e é emotiva. É um texto de emoção”, diz o diretor Tadeu Aguiar.

Serviço:

A Cor Púpura – O Musical

Local: Teatro João Caetano, Rio de Janeiro – Prç. Tiradentes, s/n – Centro

Quando: Entre os dias 3 e 27 de maio de 2023

Quartas, Quintas e Sextas às 19h; Sábado às 16h

Ingresso: R$ 75

Classificação etária: 12 anos

Racismo institucional nas companhias aéreas

0
Foto: Freepik

Texto: Shenia Karlsson

Onde está Samantha Barbosa? Essa é a pergunta que o Brasil fez à Polícia Federal e ainda não obteve resposta. Quem sabe nas próximas horas a informação chega, entretanto este artigo está sendo escrito antes dessa resposta e com uma profunda indignação e revolta.

Foram três, três agentes da Polícia Federal ao qual os salários são pagos com nossos impostos que por pouco não agrediram Samantha fisicamente, e isso não aconteceu porque houve uma mobilização e gravação, sabemos qual é o comportamento desses senhores em ambientes controlados por eles. Sim, eles expulsaram uma mulher negra sem qualquer questionamento e nem se deram ao trabalho de verificar se a ordem do excelentíssimo senhor comandante branco Sergio Pereira Gomes tinha qualquer fundamento.

O histórico do racismo institucional nas companhias aéreas no Brasil é antigo, e não é um problema só aqui, é no mundo. Quem não se lembra daquele fatídico vôo da Ryanair que saiu de Barcelona rumo a Londres (uma companhia de baixo custo) em que um homem branco idoso asqueroso (digo isso porque era realmente uma criatura asquerosa) cometeu violência verbal e física contra uma senhora negra sentada ao lado dele? Vários insultos racistas foram registrados, e o que os comissários fizeram? Nada. Expulsou o senhor branco do voo por questões de segurança? Não. Provavelmente a Gol agiria da mesma forma caso Samantha fosse uma mulher branca. Sabemos.

Desde a época do crescimento econômico promovido pelos governos do PT e o acesso aos bens e serviços que a classe trabalhadora pode usufruir, a presença deste grupo social nos aeroportos tornou-se mais frequente, porém isso nunca foi tolerado com bons olhos. De fato podemos enumerar milhares de casos de abusos, negligência, violência, racismo cometido pelas companhias aéreas, principalmente pelos seus colaboradores que colocam em prática comportamentos que expressam a síndrome do pequeno poder. São colaboradores em sua maioria brancos, acostumados a “servir” um público diferenciado, e incomodam-se profundamente com a presença da classe trabalhadora em seus turnos de trabalho, principalmente negros. 

Comissários antipáticos, grosseiros e péssimos profissionais, quando contrariados utilizam-se de condutas abusivas submetendo passageiros a situações vexatórias e humilhações públicas. Foi o que aconteceu com a Samantha, afinal, quando não achamos um lugar para guardar nossa bagagem de mão, direito previsto quando adquirimos o bilhete aéreo, é de responsabilidade do comissário(a) de bordo fazer essa gestão. Para isso estão lá. 

Segundo a ANAC em seu relatório do terceiro trimestre de 2021, a Gol Companhias aéreas foi a que mais recebeu reclamações, quase o dobro que a LATAM segunda no ranking, e também foi a Gol  que menos  solucionou os problemas encaminhados pelos clientes. São cancelamentos, atrasos, problemas com o sistema operacional, ou seja, uma infinidade de absurdos.  E os preços só aumentam.

Voltando ao assunto que nos interessa, a Samantha. Novamente cenas como essas nos traumatizam coletivamente, pois sabemos que poderia ser qualquer um de nós, não é?! Sem contar com o estresse, o medo, a vergonha, a humilhação e a violência contra os nossos corpos que as consequências do racismo causa em nossa saúde mental. Isso mesmo, foi racismo, não tem outra palavra. NUNCA, em momento algum, uma mulher branca teria recebido esse tratamento degradante por conta de uma bagagem de mão. Essa é a verdade.

O racismo institucional promovido pelas empresas – e digo promovido porque esse antirracismo de Selo de Diversidade e Inclusão para discurso bonito se revela nesses momentos, é uma política institucional em que brancos perpetuam práticas de silenciamento com o único objetivo: subtrair nossos direitos e afirmar quem manda. O que a Samantha sofreu foi uma prática de silenciamento, na medida que funcionários não a reconheceram como consumidora ou cliente e sim, uma mulher negra. Foi só o que viram… Essa redução está profundamente arraigada no inconsciente coletivo branco e sempre que há oportunidade, eles lançam mão de tais violências para afirmarem lugares hierárquicos sociais. Como todas as instituições, seja de segurança ou da justiça não só corroboram mas garantem a eles que essas práticas continuem, punindo assim as vítimas e protegendo os algozes com os quais eles mesmos identificam-se, somos todos obrigados a engolir injustiças como se fosse a ordem normal. Samantha ousou levantar a voz e reclamar seus direitos, e foi punida.

Isso tem que acabar. Os brancos não só no Brasil, mas no mundo afora, têm que perceber urgentemente o quão violentos eles são, e também mentirosos e manipuladores. Distorcem realidades ao seu favor e deixam um rastro de sofrimento, desrespeito e desumanidade até quando estão em suas atividades laborais. Essas práticas são desprezíveis e merecem punições severas. 

E quanto a Samantha Barbosa, mais um dia em que sua humanidade foi extirpada e sua saúde mental foi posta em perigo. Situações como essas causam angústia, sentimento de impunidade, dor, tristeza, raiva, pensamentos recorrentes sobre o que deveria ou não ter feito, às vezes culpa porque o algoz tenta a todo momento provar que nós estamos erradas, achar uma justificativa para o injustificável. Samantha está em sofrimento, como muitos e muitas de nós já estivemos em frente ao racismo. E assim vamos sofrendo junto e lutando por uma sociedade menos perversa. Gratidão a todas mulheres negras que lançam do enfrentamento e colocam suas vidas em risco em prol de uma sociedade decente e justa.

Em nota, Gol afirma que retirada de Samantha Barbosa do vôo foi “por medida de segurança”

0
Foto: Reprodução

Após a repercussão do vídeo que mostra a professora de inglês, Samantha Barbosa, sendo retirada à força de um vôo da Gol que partia de Salvador para São Paulo na noite de ontem (28), a empresa aérea emitiu uma nota afirmando que a expulsão aconteceu por “medida de segurança”.

Um vídeo divulgado Samantha sendo abordada por policiais federais no vôo depois que o comandante solicitou sua retirada. A mulher havia reclamado que não encontrava um lugar para guardar sua mochila dentro do avião e que nenhum tripulante a ajudou, “se eu despachasse meu laptop, ele ficaria em pedaços. Os comissários não moveram um dedo para me ajudar”, disse Samantha.

Na nota, a Gol diz que “havia uma grande quantidade de bagagens para serem acomodadas a bordo e muitos clientes colaboraram despachando volumes gratuitamente” e sem dizer quais alternativas foram apresentadas à Samantha, a empresa justificou que “Mesmo com todas as alternativas apresentadas pela tripulação, uma cliente não aceitou a colocação da sua bagagem nos locais corretos e seguros destinados às malas e, por medida de segurança operacional, não pôde seguir no voo”, disse.

Mesmo depois de ter sua mala acomodada no bagageiro, Samantha é retirada do vôo. Um vídeo compartilhado pelo Instituto Identidades Brasil mostra os policiais tentando convencer a professora a deixar a aeronave, afirmando ter uma ordem do comandante da aeronave para retirá-la: “eu acho melhor a senhora, por bem, acompanhar a gente”, diz um dos agentes.

Novas imagens de dentro do vôo da Gol em Salvador também mostram uma passageira conversando pelo telefone com a mãe da professora de inglês. “Eu tô aqui em São Paulo, minha filha está sozinha aí, meu Deus”. O vídeo também mostra a mulher que conversa com a mãe de Samantha indo até um funcionário da companhia aérea para explicar para a situação a ela. 

Entenda o caso

Um vídeo divulgado na noite de ontem (28) pela jornalista Elaine Hazin nas redes sociais, mostra uma mulher negra identificada como Samantha, sendo abordada por policiais federais em um vôo da Gol, que ia de Salvador para São Paulo, depois que o comandante solicitou sua retirada. A mulher havia reclamado que não encontrava um lugar para guardar sua mochila dentro do avião. “se eu despachasse meu laptop, ele ficaria em pedaços. Os comissários não moveram um dedo para me ajudar”, disse Samantha.

O vídeo mostra Samantha conversando com os policiais federais e tentando entender o motivo de ela estar sendo retirada do vôo. Ela reclama que nenhum integrante da tripulação a ajudou a guardar sua mochila e afirma que precisou da ajuda de outros passageiros para fazer isso. Enquanto ela tentava entender o que estava acontecendo, pessoas no vôo gritavam a palavra “racismo”.

“Os comissários falaram para mim que se a gente pousasse em Guarulhos, a culpa seria minha, porque eu não queria despachar a mochila. Ele teve a coragem de falar isso para mim. A culpa não é porque o voo está mais de 2 horas atrasado. Sendo que faz mais de 1 hora que eu coloquei a mochila aqui e o voo não decolou. Agora, há três homens para me tirar do voo sem me falar o motivo. Eu perguntei e ele disse que não vai falar. E disse que se eu não sair desse voo, ele vai pedir para todo mundo sair, que eu estou desobedecendo e estaria cometendo um crime”, dizia Samantha no vídeo.

“Estou lhe tirando da aeronave por determinação do comandante”, disse um dos agentes. Outro alegou que ela estava sendo retirada para “segurança do vôo”. Durante a confusão, Samantha foi retirada à força do vôo. Em relato da testemunha que compartilhou o vídeo falou que o vôo já estava com mais de uma hora de atraso. “Mais uma hora de atraso, nenhuma satisfação da cia área, gente passando mal no Aviao e eis que 3 homens da Polícia Federal entram de forma extremamente truculenta no Aviao para levar a “ameaça” do voo embora – a Samantha”.

A jornalista que gravou o vídeo contou que entrou em contato com Manoel Soares para ajudar. “Graças ao meu amigo Manoel Soares, Samantha não ficou só e teve o apoio de dois advogados. Mas está história não termina aqui, queremos justiça e respeito para todos, queremos que a Gol, este comandante e a tripulação (especialmente um homem chamado Erick) paguem por este crime e os policiais também respondam por tamanha violência”, disse Hazin.

No Instagram, Manoel Soares firmou que “Após prestar depoimento e ter que assinar um Termo Circunstanciado, ela pode sair da delegacia do aeroporto”, publicou o jornalista.

MJ Rodriguez entra no elenco da nova temporada de ‘American Horror Story’

0
Foto: Variety

A atriz Michaela Jaé Rodriguez, 32, estará na 12ª temporada da série “American Horror Story“. Dois anos após o fim de “Pose“, a estrela volta a trabalhar com o criador Ryan Murphy da série, afirma o portal Deadline. Kim Kardashian, Emma Roberts e Cara Delevingne também se juntam ao elenco.

“American Horror Story”, criado por Murphy e Brad Falchuk, é uma série antológica dos gêneros horror, suspense e drama, que conquistou dois Emmy’s Internacional, além de diversas outras indicações ao longo dos anos.

No Brasil, as onze temporadas de “American Horror Story” estão disponíveis no Star+, mas ainda não há previsão de estreia da 12ª. 

MJ Rodriguez fez história nos últimos, ao se tornar a primeira mulher trans a ganhar um Globo de Ouro e ser indicada ao Emmy, pela sua atuação como Blanca Rodriguez em “Pose”.

Comandante da Gol chama polícia federal para retirar mulher negra à força de vôo

0
Foto: Reprodução

Um vídeo divulgado na noite de ontem (28) pela jornalista Elaine Hazin nas redes sociais, mostra uma mulher negra identificada como Samantha, sendo abordada por policiais federais em um vôo da Gol, que ia de Salvador para São Paulo, depois que o comandante solicitou sua retirada. A mulher havia reclamado que não encontrava um lugar para guardar sua mochila dentro do avião. “se eu despachasse meu laptop, ele ficaria em pedaços. Os comissários não moveram um dedo para me ajudar”, disse Samantha.

O vídeo mostra Samantha conversando com os policiais federais e tentando entender o motivo de ela estar sendo retirada do vôo. Ela reclama que nenhum integrante da tripulação a ajudou a guardar sua mochila e afirma que precisou da ajuda de outros passageiros para fazer isso. Enquanto ela tentava entender o que estava acontecendo, pessoas no vôo gritavam a palavra “racismo”.

“Os comissários falaram para mim que se a gente pousasse em Guarulhos, a culpa seria minha, porque eu não queria despachar a mochila. Ele teve a coragem de falar isso para mim. A culpa não é porque o voo está mais de 2 horas atrasado. Sendo que faz mais de 1 hora que eu coloquei a mochila aqui e o voo não decolou. Agora, há três homens para me tirar do voo sem me falar o motivo. Eu perguntei e ele disse que não vai falar. E disse que se eu não sair desse voo, ele vai pedir para todo mundo sair, que eu estou desobedecendo e estaria cometendo um crime”, dizia Samantha no vídeo.

“Estou lhe tirando da aeronave por determinação do comandante”, disse um dos agentes. Outro alegou que ela estava sendo retirada para “segurança do vôo”. Durante a confusão, Samantha foi retirada à força do vôo. Em relato da testemunha que compartilhou o vídeo falou que o vôo já estava com mais de uma hora de atraso. “Mais uma hora de atraso, nenhuma satisfação da cia área, gente passando mal no Aviao e eis que 3 homens da Polícia Federal entram de forma extremamente truculenta no Aviao para levar a “ameaça” do voo embora – a Samantha”.

A jornalista que gravou o vídeo contou que entrou em contato com Manoel Soares para ajudar. “Graças ao meu amigo Manoel Soares, Samantha não ficou só e teve o apoio de dois advogados. Mas está história não termina aqui, queremos justiça e respeito para todos, queremos que a Gol, este comandante e a tripulação (especialmente um homem chamado Erick) paguem por este crime e os policiais também respondam por tamanha violência”, disse Hazin.

No Instagram, Manoel Soares firmou que “Após prestar depoimento e ter que assinar um Termo Circunstanciado, ela pode sair da delegacia do aeroporto”, publicou o jornalista.

Até agora a Gol não se pronunciou sobre o caso.

Dandara Mariana e Digão Ribeiro vivem ‘amor preto’ na série “Encantado’s”; comédia estreia na TV aberta

0
Foto: Globo/Victor Pollak

A série brasileira ‘Encantado’s’ estreia no dia 2 de maio na TV Globo, após a novela das 21h ‘Terra e Paixão’, e já tem a sua segunda temporada em produção. Original Globoplay, a comédia mostra as trapalhadas e as relações entre colegas de trabalho e a família Ponza, no supermercado que dá nome a série.

Já no primeiro episódio da história são apresentados o FlashBlack (Digão Ribeiro) e Pandora (Dandara Mariana). Afilhado de Olímpia (Vilma Melo) e Eraldo (Luis Miranda), o mestre de bateria da Joia do Encantado e monitor das câmeras de vigilância do supermercado fica fascinado com a chegada de Pandora, caixa recém-contratada do estabelecimento. Com isso, além das situações que pautam cada episódio e da saga permanente dos irmãos protagonistas, a história de amor entre FlashBlack e Pandora dá pano pra manga.

Inexperiente no quesito relacionamento, ele tem dificuldades de revelar seus sentimentos à amada, por isso, ambos acreditam não haver reciprocidade na relação e vivem com receio de se entregar um ao outro. Entre trocas de olhares e aulas de tamborim, os dois flertam e passam a suspirar um pelo outro, mas cabe aos personagens Pedro (Dhonata Augusto) e Crystal (Ludmillah Anjos) a tentativa de intermediar o relacionamento com dicas e alfinetadas para os colegas, que acabam se atrapalhando e se desencontrando com os métodos sugeridos.

Foto: Globo/Sergio Zalis

“O público pode esperar uma linda história de amor. Pandora e FlashBlack têm um encontro muito bonito e são dois personagens que carregam uma ingenuidade. O Flash apresenta um novo universo para a Pandora. Ela vê nele um homem que até então desconhece. O supermercado como um todo abre os olhos da Pandora para um outro mundo, e o Flash é muito responsável por isso”, comenta Dandara Mariana.

Neste outro mundo, o relacionamento de Pandora com o noivo, Nelsinho (Caito Mainier), acaba sendo questionado. Isso porque o cara é um sem noção que espera que ela dê conta de tudo na sua vida e não percebe a mulher incrível que tem ao seu lado. Já FlashBlack, por sua vez, não se incomoda com a falação característica da amada e a todo tempo a incentiva e apoia. Ao longo dos episódios, o casal promete despertar a torcida do público.

Além da paixão pela nova caixa do supermercado e pela bateria da Joia, FlashBlack ainda guarda o sonho de se tornar um cineasta. Pelos monitores da sala de vigilância, enxerga as imagens das câmeras do estabelecimento com o olhar da sétima arte: faz curtas-metragens com takes de corredores, closes de produtos, ângulos de clientes e afins. Na preparação para o personagem, Digão Ribeiro mergulhou no universo do samba. Inserido em novas rotinas e comandos da função musical, o ator criou vínculo com os colegas de cena, que são, em sua maioria, componentes da bateria da União da Ilha do Governador, na realidade. O ator ainda passou por um treinamento com os músicos da Arrastão de Cascadura, uma das escolas parceiras da equipe de produção.

O ator conta que interpretar o personagem é um grande presente em sua vida. “Ele representa não só uma geração, mas também uma classe de homens pretos que não se veem na tela, com o seu biotipo, com o seu estilo, com o seu jeito de falar e de pensar. Eu sinto que poder ser eu, fazendo o FlashBlack, é uma honra porque ele é um espelho muito próximo”, observa o ator. “O FlashBlack é muito sonhador, ele é um pequeno príncipe conservado pela família, pelos amigos e pela comunidade. Isso fez com que ele crescesse na essência de uma pessoa boa, de bom caráter, de bom exemplo”, explica.

error: Content is protected !!