Ser cria da periferia e nascer uma pessoa preta nesse país não é para amadores, agora, imagina ser gay, preto e pobre! Imaginou? Estamos nas estatísticas da vulnerabilidade do racismo e da homofobia.
Quando falamos em crime de assassinato no Brasil, não podemos esquecer que são as pessoas pretas as mais acometidas nesse quesito, também, são os LGBTQIA+ que mais morrem pelo crime de homofobia. O que tem sido feito para nos proteger? Existe políticas públicas?
O racismo dentro da comunidade é uma realidade e precisamos falar sobre isso. Já me deparei com a seguinte frase em um aplicativo de relacionamento: “não saio com pessoas acima do peso e negros”, sim. Já vi isso. O nome dessa atitude é “racismo”.
Parada do Orgulho em São Paulo. Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão
É importante que pessoa pretas ocupem papéis de destaque na Parada do Orgulho, seja pela música, ativismo ou pelas oportunidades e participações efetivas em cargos. Dialogar sobre essa pauta é fundamental para que possamos cuidar da saúde mental dos nossos. O que a Parada do Orgulho tem feito para essa população? Não dá para ser apenas um evento, tem que acolher e proteger.
Jovens negros e negras tem uma porcentagem muito maior em desenvolver depressão. Esse fator está relacionado a autoestima e a falta de oportunidades e exclusão. Existem dados estatísticos, eles evidenciam que entre pessoas queers a possibilidade de suicídio é muito mais frequente.
Tenho dito, cuidar, respeitar, e pensar na saúde mental das minorias é fundamental e urgente. A violência contra a comunidade LGBTQIA+ negra é absurda é isso tem que acabar. Nossa luta é pelos nossos.
Lançado nesta sexta-feira (9), The Age Of Pleasure é o quarto álbum de estúdio de Janelle Monáe, e o primeiro desde 2018 com Dirty Computer. De lá para cá, a artista que também é atriz se dedicou ao cinema, atuando em filmes como Harriet, Antebellum e Glass Onion.
Circulando entre o afrobeat, reggae e soul, o disco só peca em uma coisa: a curta duração de suas faixas. São quatorze músicas em 32 minutos, o que dá um gostinho de quero mais.
Porém se a quantidade é um problema, a qualidade não é. O disco conta com participações especiais de artistas como Doechii e Grace Jones, o que pode explicar um pouco sobre como a cantora consegue entregar tanta excelência em seus trabalhos: ela tem boas referências e está mais preocupada em produzir algo de qualidade com músicos talentosos do que se render à featurings que gerariam hits de gosto duvidoso.
Em ‘’The Age Of Pleasure’’, (A Idade do Prazer) Janelle trata da liberdade, sexo e amor de forma extremamente natural. O trabalho marca um certo distanciamento do R&B e afrofuturismo que marcaram toda a era Dirty Computer, mas honestamente? É isso que a gente espera quando um artista passa tanto tempo sem lançar algo, que ele não volte com mais do mesmo, músicas que pareçam descartes de trabalhos anteriores. Todavia, a identidade de Janelle não foi perdida durante o processo criativo- ainda tem a cara dela.
Entre a crítica especializada o retorno foi bem aceito, marcando 75 pontos no Metacritic baseado em 7 críticas até agora. Uma turnê de divulgação do álbum com 30 datas agendadas pelos EUA começa em agosto, e até o momento não sabemos se irá se estender a outros países, incluindo o Brasil (onde Janelle já se apresentou em 2011 no Palco Mundo do Rock In Rio)
Mas o que sabemos é que você pode ter o prazer de ouvir agora mesmo ‘’The Age Of Pleasure’’ em sua plataforma digital favorita.
Com clima de amor leve e energia de encontros e desencontros de São Paulo, “Um ano Inesquecível – Outono”, dirigido por Lázaro Ramos, se torna aquele filme que precisamos quando queremos apenas aproveitar o momento.
O segundo filme da quadrilogia da Prime Video, Outono traz a história de Anna Júlia. Uma estudante do primeiro ano de direito que conseguiu uma oportunidade única de talvez ser contratada como estagiária em um dos melhores escritórios de São Paulo. Atualmente ela vive com seu pai, um cara muito otimista e orgulhoso da filha que tem. Já sua mãe Patti, interpretada pela Iza em seu primeiro filme, “largou” a família para seguir seu caminho como cantora. Por causa da sua mãe, Anna Júlia odeia música.
Já o nosso galã, João Paulo, é um músico de rua que está tentando viver do seu sonho e busca uma oportunidade de ser reconhecido. Em um desses encontros ao acaso na Avenida Paulista, os dois se esbarram e o músico se apaixona logo de cara, enquanto ela está focada em seu trabalho.
Neste ponto já dá para perceber que nosso par romântico vive aquele amor “yin & yang”, ou “A Dama e o Vagabundo”. Além de terem vidas diferentes, os dois possuem pensamentos diferentes, ainda mais quando o assunto é música.
Falando em música, o longa-metragem acerta na medida de cenas musicais e não incomoda aqueles que não são muito fãs desse estilo de filme. Aliás, ser um filme musical em uma história onde a protagonista não gosta de música é uma combinação certeira – para quem não gosta de música ela até canta bastante.
Diferente do primeiro filme do Lázaro Ramos, “Medida Provisória”, que traz o embate sobre racismo e um clima mais “hostil”. Em “Um ano Inesquecível – Outono” ele nova, com cenas mais animadas, com um clima mais “harmonioso”, onde o foco não é o racismo, mas sim a vida “normal” de um jovem negro que vive em São Paulo e se apaixona.
O roteiro também não tem nada de inovador, não há muita coisa diferente desse estilo de filme para esperar, mas isso não é necessariamente algo ruim. Dá para entender que a proposta do filme é ser algo leve, que possa ser assistido sem precisar de uma analise profunda, só que isso também não quer dizer que não aborde questões da vida cotidiana de um jovem negro, fazendo isso de forma sutil.
Os conflitos internos, e também externos, da vida da Anna Júlia fazem com que você queira acompanhar mais cada desdobramento, seja no seu relacionamento com João Paulo, com sua mãe, no trabalho ou na faculdade, que acaba ficando apagada por causa do tempo de duração do filme. O filme facilmente poderia ser uma série.
Já seu relacionamento com seu pai, talvez um dos personagens mais legais em cena, é leve e bonito do início ao fim. É bonito ver um pai preto sendo retratado em cena como um homem bom (até demais as vezes), que cuida muito bem da filha e faz com que ela entenda que o mundo corporativo e as mágoas do passado não podem dominar sua vida.
Iza também reforçou que seu talento ultrapassa sua voz. Ela que além de cantora é apresentadora e possui experiências como garota propaganda demonstrou que em poucas cenas que tem capacidade de trabalhar em outros projetos cinematográficos.
Caso esteja procurando algo leve, um romance de fim de tarde para passar o tempo e que possa se identificar não vai se arrepender da escolha. “Um ano Inesquecível – Outono” consegue abordar de forma tranquila negros acima de seus sofrimentos e recebendo o afeto que merecem.
Ontem, depois do anúncio da reserva de vagas para pessoas negras na farofa da Gkay, Antonio Isuperio, que seria o curador destas ações afirmativas, vem sofrendo uma série de questionamentos sobre sua autodeclaração como homem negro, e é sobre esta repercussão que me proponho a discorrer neste texto.
Este texto não terá respostas simples, até porque se querem uma resposta simples me perguntem se torço para o Galo ou para o Cruzeiro. Logo, sobre este tema é impossível ser tão simplista, e explicarei o porquê. Primeiro, que não acredito que a autodeclaração de Isuperio seja mero oportunismo. Penso que um cara que já recebeu ameaças de morte por se posicionar em defesa de grupos minoritários, tem mais amor pela vida do que pela fama.
Segundo, ele me parece viver bem nos EUA e não faria muito sentido tentar enriquecer no ativismo, como se o ativismo desse dinheiro. Eu realmente acho que Isuperio sustenta sua autodeclaração baseado nas experiências que teve ao longo de sua vida, que o fizeram acreditar ser uma pessoa negra. No entanto, eu também entendo as pessoas que encontram dificuldades em ler Antonio como uma homem negro. A leitura racial é sempre algo relacional e conectada a diversos fatores.
Para uns, é impossível ler uma pessoa que tenha a pele muito clara e os olhos claros como uma pessoa negra. Para outros, é difícil entender uma pessoa que tenha o cabelo crespo e traços associados aos negros como uma pessoa branca. Este é um lugar em que pessoas com o fenótipo de Isuperio, que decidiram se autodeclarar negras, terão de aprender a estar. Posto isso, o que não acho nada produtivo é o linchamento público. Penso que provocar um sofrimento identitário é uma pena pesada demais para uma possível ideia equivocada de cotas na farofa.
Além disso, penso no movimento cascata que isso provocou nas pessoas negras pardas que reviveram no linchamento de Antonio memórias das vezes que tiveram os portões de Wakanda fechados bem no meio de suas caras. Digo que o grupo pardo é um grupo em disputa, e não existe maior população negra fora da África sem os pardos. Devemos pensar que este movimento tem acendido um outro que o do “orgulho pardo”, que, muitas vezes, constitui-se como um movimento de ressentimento contra os pretos, nunca contra os brancos.
Desde Virgínia Bicudo a Kabengele Munanga, os conflitos entre “pretos e pardos” ou “Negros e mulatos” são abordados como um fator de enfraquecimento do grupo negro no Brasil. No que me cabe, respeito Antonio Isuperio, baseado no princípio de que a autodeclaração é um direito, assim como entendo as pessoas que não veem nele uma pessoa negra e que detestaram a ideia das cotas na farofa. Mas não posso compactuar nem respeitar seu linchamento, nem a ideia de que estamos batendo mais nele do que na própria G-kay, que outrora já se posicionou de forma bem racista contra as cotas raciais. Nessa farofa toda me preocupa muito o monstro que estamos alimentando com ela.
Nesta sexta-feira, dia 9, o Google presta uma homenagem ao falecido dançarino, coreógrafo e ícone LGBTQIAPN+ Willi Ninja com um Google Doodle. Conhecido como o “Padrinho do Voguing”, Ninja alcançou fama nas décadas de 1980 e 1990, criando a icônica comunidade social e trupe de dança chamada “The Iconic House of Ninja”, que perdura até os dias de hoje.
Foto: Reprodução
Willi Ninja, cujo nome de batismo era William Roscoe Leake, nasceu em 1961 e cresceu em Flushing, Queens, Nova York. Desde jovem, sua mãe o levava para assistir apresentações de balé no Apollo Theatre, o que despertou seu interesse pela dança. Ninja iria desenvolver seu próprio estilo de dança único.
O documentário “Paris is Burning”, lançado em 9 de junho de 1990, retrata a cultura LGBTQIAPN+ na América nos anos 1980. O filme apresentava Ninja de forma proeminente e foi reconhecido pela Biblioteca do Congresso americano como “cultural, histórico ou esteticamente significativo”. Em 2016, ele foi selecionado para preservação no Registro Nacional de Filmes dos Estados Unidos.
A dança de Ninja inspirou e influenciou diversos artistas, incluindo Madonna, para quem ele dançou em dois videoclipes, e o estilista Jean-Paul Gaultier, que o teve como modelo em suas passarelas.
Além de suas contribuições artísticas, Willi Ninja foi um defensor da educação e prevenção do vírus HIV e da AIDS. Infelizmente, ele faleceu em 2 de setembro de 2006, aos 45 anos, devido a uma insuficiência cardíaca causada pela evolução da AIDS.
O Google Doodle dedicado a Willi Ninja celebra seu estilo de dança com um clipe animado de 48 segundos. A ilustração, feita por Rob Gilliam, apresenta passos icônicos do dançarino conhecido por suas poses dramáticas. Ao clicar no Doodle, os usuários são direcionados a um breve vídeo sobre o artista, que também mostra performances de membros atuais da “The Iconic House of Ninja”.
Willi Ninja foi um artista aclamado que abriu caminho para a aceitação da comunidade negra LGBTQIAPN+ nas décadas de 1980 e 1990. Sua contribuição para a cultura do voguing e sua luta pelos direitos LGBTQIAPN+ são lembradas e celebradas por meio dessa homenagem do Google Doodle.
Celebrar o amor e fortalecer a economia local. Segundo a pesquisa “Persona Favela” realizada pelo NÓS, o Novo Outdoor Social, o dia 12 de junho é uma oportunidade não apenas de celebrar o amor, mas também de impulsionar a economia local e criar novas oportunidades de negócios.
O estudo, que entrevistou 2.168 pessoas que residem nas maiores favelas brasileiras e estão em relacionamentos amorosos, revelou que para 94% dos participantes, assumir uma relação é importante, independentemente do rótulo. Para esses casais, oficializar o relacionamento significa valorizar a pessoa amada e criar uma base sólida para a construção de uma família, uma opinião compartilhada por 72% dos entrevistados.
Além disso, o Dia dos Namorados fortalece os laços de amor para 48% dos participantes da pesquisa, independentemente do status de relacionamento. A data também contribui para manter o companheirismo, conforme afirmam 46% dos entrevistados.
De acordo com a pesquisa, 42% dos participantes consideram o dia 12 de junho essencial para manter o relacionamento em alta. Esse percentual é ainda mais expressivo entre os jovens de 18 a 24 anos, com 46% deles destacando a importância da data. Entre os homens, 46% demonstram criatividade ao organizar surpresas românticas.
No que diz respeito aos presentes, 42% dos entrevistados afirmam que pretendem comprar algo para seus parceiros, sendo que esse número sobe para 46% entre os casados. Além disso, 23% planejam realizar algum programa romântico a dois. Roupas, perfumes, calçados, acessórios e chocolates são os principais itens escolhidos para presentear a pessoa amada. As lojas de shopping, de departamento, perfumarias e comércios locais são os locais preferidos para realizar as compras.
A fundadora e CEO do NÓS Holding, Emília Rabello, destaca que o amor presente na favela impulsionará a economia local. Além do comércio, restaurantes e bares também serão beneficiados. Segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados pretendem investir entre R$50 e R$100 em presentes, podendo chegar a 46% entre namorados, noivos e mulheres. Destaca-se ainda que 37% dos homens apaixonados gastarão até R$200 para surpreender seus parceiros, demonstrando um investimento maior em romantismo e criatividade.
Os resultados da pesquisa revelam oportunidades de negócio tanto para as grandes marcas, que podem criar parcerias com empreendedores locais, quanto para sites e aplicativos de relacionamento e eventos e baladas que desejam atingir esse público.
Você já deve ter visto várias declarações de amor por aí, fotos de duas pessoas extremamente felizes entre rosas, velas e o bordão “você é minha vida”, mas a real é que todos nós sabemos que uma relação amorosa não é feita somente disso, então muito cuidado com os gatilhos emocionais.
O amor não é um sentimento, o amor é uma ação, um movimento, uma escolha e precisamos falar sobre isso com uma visão ancestral de resgate de vida.
Dentro da visão ioruba o amor é considerado uma força poderosa e sagrada que conecta as pessoas entre si e com o mundo espiritual, o amor, conhecido como “ifé” é muito mais do que um sentimento romântico. É uma expressão de conexão, respeito e cuidado mútuo, é um compromisso de apoio, valorização e partilha de vida, ele transcende o individualismo e se estende a comunidade e a natureza.
Na cosmopercepção iorubá, os relacionamentos tão são considerados um caminho para o crescimento espiritual, pois oferece a oportunidade de aprender e evoluir enquanto individuo, gerando harmonia e equilibrio a toda comunidade. As relações são vistas como fonte de apoio emocional e espiritual, onde podemos encontrar segurança e alegria.
É necessário saber o que é o amor ancestral e como as relações se desenvolvem, não para suprir uma falta ou uma carência e sim, para reafirmar o amor-próprio que nutri e gera prosperidade para toda uma casa.
Não se engane ou se distraia com declarações de completude e perfeição, o amor é uma ação de transformação, um movimento de resgate e ele só acontece fora, depois que acontece dentro.
A influencer Gkay anunciou nesta quarta-feira (07) que sua festa de aniversário, conhecida como “Farofa da Gkay”, onde ela comemora com uma mega festa e influencers de todo Brasil, quer que 50% dos seus convidados sejam negros até 2026. Porém, essa “cota de diversidade”, acabou gerando críticas e piadas na internet. Ela teria apagado o post após a repercussão.
Segunda o post feito nos stories do seu Instagram, até 2026 seu evento teria 50% dos convidados negros e contaria com uma curadoria de diversidade, que seria realizada por Antônio Isuperio.
Mas diferente do que a Gkay esperava, sua “cota” de inclusão virou motivo de piada nas últimas horas. Muitos internautas compararam a atitude dela com serviço público, que também há cotas para negros entrarem.
Outros questionaram o motivo do anúncio, considerado desnecessário, já que a Farofa da Gkay é também a festa de aniversário dela e todos são convidados pela própria influencer.
Eu não acho ruim a ideia de ter mais pessoas negras na Farofa. É um evento que dá muita visibilidade pros influenciadores
Porém eu não entendi porquê anunciar isso e Porque até 2026
Tipo, no final é a festa de aniversário dela. Não é só ela chamar mais pessoas negras e pronto?
Após a repercussão negativa, Gkay disse em seus stories que ela e Isuperio vão explicar as ações e o objetivo disso tudo, mas depois apagou e não comentou mais sobre o caso. A live está programada para hoje, às 20h.
A lenda do hip-hop, Tupac Shakur, ganhou oficialmente uma estrela póstuma na Calçada da Fama, em Hollywood, na última quarta-feira (08). Conhecido por sua carreira na música, no cinema e lealdade a Los Angeles, o rapper foi assassinado em 1996.
A cerimônia oficial contou com a presença de Sekyiwa “Set” Shakur, irmã de Tupac, que também contou com a presença do Big Boy, personalidade da rádio e organizador do evento, YG, rapper de Compton, e membros do grupo Outlawz de Shakur.
“Tupac sabia que estava destinado para algo grande. E, como sua irmã, tive o privilégio de ver essa grandeza surgir”, comentou Sekyiwa Shakur.
Dono do hit “California Love”, Tupac Amaru Shakur nasceu em Nova York, mas se mudou para Califórnia na adolescência e desde então foi leal ao seu bairro. Lá, ele se tornou um dos artistas mais influentes da costa oeste e da história do hip-hop. Em sua carreira, gravou diversas músicas, como “Dear Mama” e “All Eyez On Me”, e participou de filmes, como “Poetic Justice”.
Na sua trajetória, passou por diversos conflitos, o mais conhecido foi a briga entre rapper da costa oeste e costa leste, que levou a sua morte aos 25 anos, em 96, quando saia de uma luta em Las Vegas e foi baleado. Até hoje o crime não foi resolvido. No dia 16 de junho, ele completaria 52 anos.
“Hoje não estamos apenas homenageando uma estrela no solo, mas estamos honrando o trabalho e a paixão que ele colocou para tornar seus sonhos realidade. Sua estrela celestial brilhará um pouco mais forte hoje. E mais uma vez, ele nos deixou extremamente orgulhosos. Nós amamos você, Tupac”, declarou Big Boy.
Recentemente, ele e sua mãe, Afeni Shakur, integrante dos Panteras Negras, ganharam um documentário intitulado “Dear Mama: The Saga of Afeni and Tupac Shakur”, disponível na Hulu. O diretor e produtor do documentário estiveram presentes na cerimônia.
No intuito de promover a formalização e garantir direitos para as trancistas, a Mandata Coletiva de vereadora Débora Dias, de São Paulo, Quilombo Periférico, iniciou um importante movimento por meio de um abaixo-assinado, que busca a inclusão da categoria MEI de trancistas na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), permitindo que essas profissionais possam abrir um CNPJ com sua real classificação.
A proposta de incluir a categoria de trancistas no CNAE, ao invés do cadastro de ocupação, baseia-se na natureza do trabalho relatada por essas profissionais. Geralmente, são pessoas que atuam de forma autônoma e, à medida que avançam em suas carreiras, tendem a abrir seus próprios negócios, como salões, em vez de trabalhar em estabelecimentos já existentes.
Além de promover a formalização, essa iniciativa visa garantir direitos e benefícios para as trancistas. Ao se tornarem Microempreendedoras Individuais (MEI), elas poderão optar pelo Simples Nacional, um sistema de unificação de recolhimentos que engloba contribuições previdenciárias proporcionais. Isso influencia na possibilidade de assistência em momentos de dificuldades no trabalho ou no período de aposentadoria.
Michele Reis, trancista e defensora da causa, destaca a importância desse movimento: “É gratificante ver um coletivo lutando pelos direitos de nós, trancistas. Precisamos unir forças em todo o Brasil, trancistas e apoiadores, para se juntar a essa causa”. Michele compartilha sua experiência ao se formalizar como MEI em 2015, enfatizando a diferença entre trancistas e cabeleireiros. Ela destaca os benefícios proporcionados pelo MEI, como o auxílio-maternidade, que lhe permitiu dedicar-se integralmente à maternidade nos primeiros meses de vida de sua filha. “Quando me tornei mãe, usei um dos benefícios que o MEI nos dá direito, o auxílio-maternidade. Foram 4 parcelas na época, que me ajudaram muito enquanto eu não podia atender minhas clientes. Pude descansar e aproveitar os primeiros meses de vida da minha filha, me dedicar apenas a ela. E fiquei mais tranquila durante o puerpério”, destacou.
A discussão em torno da criação de uma CNAE própria e específica para trancistas vai além da busca por um trabalho digno. Ela envolve a garantia de direitos sociais, o reconhecimento de uma prática que atravessa gerações e que representa não apenas um elemento estético, mas uma conexão com os antepassados, simbolizando resistência e desempenhando um papel essencial na memória e identidade da população negra. A classificação oficial da profissão como patrimônio cultural da população afro-brasileira é fundamental para o fortalecimento e valorização desse ofício.
Clique aqui e apoie o abaixo-assinado pela criação da categoria MEI para trancistas.
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