A PowerList Mundo Negro, principal premiação dedicada a mulheres negras no Brasil, ganha em 2026 sua casa: a sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro. A cerimônia da 5ª edição acontece no dia 31 de julho, dentro do Julho das Pretas Latino-Americanas e Caribenhas, e marca a continuidade de uma parceria que começou em 2025 e cresceu para o protagonismo da edição mais aguardada da premiação.
A presença do Grupo L’Oréal na PowerList se dá através do AfroSOU, grupo de afinidade que reúne profissionais negros e negras dentro da companhia. Mais que um patrocínio institucional, a parceria é resultado direto da articulação de profissionais negros e negras dentro do Grupo L’Oréal, que enxergaram na PowerList uma oportunidade de visibilizar trajetórias que dialogam com a missão do AfroSOU: promover representatividade, equidade racial e desenvolvimento de carreiras.
Da articulação interna ao patrocínio máster
A parceria entre o AfroSOU e o Mundo Negro ganhou corpo em 2025, quando o Grupo L’Oréal entrou pela primeira vez como patrocinador da PowerList. Na edição de 2026, essa parceria se amplia: além do patrocínio máster, a companhia abre as portas de sua sede no Rio de Janeiro para receber a cerimônia de premiação, transformando o espaço corporativo em palco da celebração das 10 mulheres negras escolhidas pelo voto popular e pela curadoria técnica.
Camila Libório, em nome do AfroSOU L’Oréal Brasil, explica o que orienta essa escolha e o que ela representa para o grupo de afinidade dentro da companhia:
“Como grupo de afinidade racial, nosso papel fundamental é criar um ecossistema que conecte acolhimento, potência e visão de futuro. Para a AfroSOU, co-construir o Julho das Pretas ao lado da PowerList do Mundo Negro, em homenagem ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, fortalece diretamente o nosso pilar de 2026: ‘o que nos torna únicos enquanto nação’. Conectar-se com a força das mulheres negras brasileiras que movem as estruturas do país é a forma mais genuína de inspirar nossos colaboradores e construir, coletivamente, referências de um futuro possível, diverso e tangível.”
Eduardo Paiva, do Grupo L’Oréal, contextualiza a trajetória da parceria e o que representa para a companhia receber a premiação pela segunda vez em sua sede:
“É motivo de muito orgulho para o Grupo L’Oréal ser parceiro da PowerList Mundo Negro desde o início dessa iniciativa. Receber novamente a premiação em nossa sede, como aconteceu na primeira edição em 2022 e agora em 2026, reforça a continuidade de uma parceria construída a partir de um propósito em comum: ampliar a representatividade e o reconhecimento de mulheres negras que protagonizam histórias e inspiram futuros. Valorizar essas trajetórias e fortalecer espaços para que elas sejam celebradas faz parte do compromisso inabalável que temos com uma transformação mais diversa e inclusiva da sociedade.”
UMA EDIÇÃO HISTÓRICA
A 5ª edição da PowerList traz como grande novidade a possibilidade de autoindicação: pela primeira vez na história do prêmio, mulheres negras podem se inscrever diretamente em qualquer uma das cinco categorias do voto popular (Criadora Digital, Empreendedora do Ano, Profissional da Beleza, Destaque em Gastronomia e Profissional da Moda). As outras cinco categorias, definidas por curadoria técnica, contemplam Ciência, Tecnologia e Inovação; Liderança Corporativa; Diversidade e Impacto Social; Cultura, Artes e Entretenimento; e Trajetória Transformadora.
“Chegamos ao quinto ano do principal evento do Mundo Negro, que tem 27 anos de história. A potência de resistir só acontece pelas parcerias que acreditam nos nossos sonhos, pelas marcas e pela nossa audiência, que nos engaja e nos estimula a sonhar. Com L’Oréal e Globo presentes, podemos sonhar ainda mais alto e fazer do Julho das Pretas uma grande celebração”, afirma Silvia Nascimento, CEO e Head de Conteúdo do Mundo Negro.
Em 2025, a PowerList reconheceu nomes como a psicóloga social Cida Bento, autora de O Pacto da Branquitude, a cantora Majur e a cientista Lívia Rodrigues entre as 10 homenageadas. Para 2026, a expectativa é ampliar ainda mais o alcance da premiação.
COMO PARTICIPAR
As indicações para a PowerList Mundo Negro 2026 foram encerradas. A próxima etapa é a votação do Top 5 por categoria, que acontece entre 30 de maio e 22 de junho, totalmente online, em powerlist.mundonegro.inf.br/votar.
Após dez anos longe da capital fluminense, o Feira Preta Festival retorna ao Rio de Janeiro nos dias 29, 30 e 31 de maio com uma edição que ocupa a Pequena África e diferentes pontos da região portuária local. O evento, considerado o maior festival de cultura e economia preta da América Latina, acontece no Píer Mauá, Armazém Kobra e em espaços históricos do território, promovendo shows, talks, empreendedorismo, gastronomia, moda, cinema e experiências culturais com entrada gratuita.
A edição carioca, com o mote “Negra é a raiz da revolução”, propõe um encontro entre a herança ancestral e o futuro, reforçando a conexão histórica da Pequena África com a formação da cultura negra brasileira. Entre as atrações musicais confirmadas no evento estão Sandra Sá, Leci Brandão, Teresa Cristina, Tati Quebra Barraco, Nanda Tsunami, Marina Íris, Áurea Martins, Rita Benedito e a cantora angolana Titica, referência do kuduro africano.
A programação também incorpora cortejos e manifestações ligadas à memória do território, como os Filhos de Gandhi e o Cortejo Prata Preta, conectando música ancestral a movimentos de resistência em diferentes pontos da região portuária do Rio. Em paralelo à agenda cultural, o festival levanta um debate sobre inovação e economia preta por meio de uma vasta programação de negócios apresentada pelo SEBRAE, com talks, mentorias, workshops e painéis voltados ao empreendedorismo negro. Entre os nomes confirmados nas mesas estão Nath Finanças, Michel Alcoforado, Cordell Carter e a escritora e curadora Sharna Jackson.
O festival também funciona como plataforma de fortalecimento econômico da população negra, reunindo empreendedores de áreas como moda, gastronomia, literatura, design e bem-estar, além de integrar parte dos expositores do ecossistema Feira Preta Cria, iniciativa do Instituto Feira Preta voltada ao desenvolvimento e aceleração de negócios negros.
“Retornar ao Rio depois de 10 anos é reconhecer a força desse território na formação da cultura negra brasileira. A Pequena África é um símbolo vivo de memória e resistência, mas também de futuro”, afirma Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta.
Confira a programação completa no site oficial: https://feirapretafestival2026.com.br/
A peça “Mudando de Pele”, estrelada por Taís Araújo, ganhará uma temporada no Sesc 14 Bis, em São Paulo, a partir do dia 03 de junho. Após uma estreia de sucesso no Rio de Janeiro, a produção chega à capital paulista com o objetivo de proporcionar ao público uma experiência sobre conectividade, valor e identidade.
No enredo escrito pela britânica Amanda Wilkin, Taís interpreta Mayah, uma mulher de quase 40 anos que, em um momento de ruptura, abandona os ciclos em que precisava se encaixar para sustentar um trabalho e um relacionamento desgastado pelo tempo. Ao deixar para trás as prisões, ela inicia uma nova jornada de autodescoberta enquanto busca um novo lar e um novo trabalho aliados a novas conexões e outras formas de existir.
Durante esse processo, Mayah conhece Mildred, uma senhora jamaicana de 90 anos que dedicou a vida à luta pelos direitos civis, e Kemi, uma jovem irreverente que não pede licença para ocupar espaços. Nas entrelinhas de encontros, conflitos e aprendizados, as relações transformam a protagonista enquanto ela reconhece seu próprio valor em sua ancestralidade e identidade.
Ao lado de Dani Nega e Layla, Taís transforma o solo dirigido por Yara de Novaes e Yvi Souza, em uma experiência coletiva que constrói narrativas sobre a população negra para deslocando a dor do centro da trama. Com humor e sensibilidade, o espetáculo utiliza da poesia crítica como um meio para propor reflexões acerca da alegria, cura, afeto e protesto, revelando como a humanidade e a bondade podem surgir de lugares inesperados, imaginando futuros possíveis a partir das experiências de mulheres negras.
“Mudando de Pele” estará em cartaz do dia 03/06 ao dia 05/07 no Sesc 14 Bis, e os ingressos já estão disponíveis para compra no site oficial e nas unidades do Sesc SP.
As crianças do grupo de dança de Uganda, Triplets Ghetto Kids, receberam em maio deste ano o convite para se juntar a Shakira no show de encerramento da Copa do Mundo 2026. As finais acontecerão no dia 19 de julho, no estádio MetLife, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A reação do grupo africano ao receber o convite, compartilhada no Instagram oficial (@ghettokids_tfug), viralizou rapidamente nas redes sociais devido à animação e à energia contagiante dos integrantes. A notícia foi dada pela própria Shakira, em um vídeo emocionante no qual a cantora destacou o desejo de transformar o momento em algo inesquecível. “Quero que seja especial para todos nós, inesquecível, por isso decidi convidar vocês para dançarem comigo na final”, declarou a artista.
Eles sobem ao palco da primeira performance de intervalo da Copa ao som do single de Shakira em parceria com o artista nigeriano Burna Boy, “Dai Dai”, no qual eles participam do clipe musical. Além da cantora colombiana, Madonna e o grupo sul-coreano BTS também se apresentarão no evento.
A participação do coletivo de dança em um dos maiores eventos do mundo, expande o alcance da arte africana para torcedores de diversas nacionalidades presentes no evento.
O cantor de 19 anos, nascido no Morro do Imperador, no Rio de Janeiro, iniciou sua trajetória na música inspirado por sua maior referência artística: a mãe. Foi cantando no coral da igreja frequentada por ela que Kauê Penna deu os primeiros passos em sua carreira, mas foi aos 14 anos que o artista ganhou projeção nacional ao vencer a quinta temporada do programa The Voice Kids, em 2020.
Integrando o time de Carlinhos Brown durante a competição, Kauê conquistou um contrato com a Universal Music Group, lançando, em 2021, seu primeiro EP gospel, “Promessa”, composto por sete faixas. O artista também construiu, simultaneamente à música, experiência nos palcos ao atuar em musicais entre 2020 e 2025, com temporadas em cartaz no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Antes de integrar o grupo Santos Bravos, Kauê Penna também tentou uma vaga no grupo global Now United. O cantor participou das audições para representar o Brasil no lugar de Any Gabrielly, mas a XIX Entertainment optou por outro integrante.
Impulsionada pela expansão global do mercado derivada de grupos sul-coreanos como BTS e TXT, a HYBE iniciou uma nova fase de internacionalização com a criação da HYBE Latin America, inaugurada em 2024 no México. A empresa formou seu primeiro boygroup latino por meio do programa de sobrevivência Santos Bravos, que reuniu mais de 400 inscritos e selecionou apenas 16 participantes para a competição, sendo Kauê um dos escolhidos.
Ao longo da competição, o carioca se destacou entre os participantes e foi escolhido como um dos cinco membros do grupo, tornando-se o único brasileiro do Santos Bravos. O grupo estreou oficialmente em outubro de 2025 com o single “0%”, e faz show em São Paulo no dia 28 de maio, na Casa Rockambole.
O jovem natural da Baixada Fluminense também se consolida como um representante da cultura afro-brasileira dentro do pop latino. Na recém-lançada faixa “Velocidade”, o artista incorpora gírias, expressões e referências cariocas em meio às sonoridades latinas do grupo, apresentando elementos da vivência periférica brasileira para fãs de diferentes nacionalidades. A letra da música, cantada pelo grupo em português e espanhol, amplia o alcance da cultura brasileira no mercado internacional e evidencia a influência histórica dos ritmos negros e periféricos na construção do pop contemporâneo latino.
“Mesmo com toda a desigualdade, nós podemos vencer”: Única mulher a apresentar pré-candidatura à Presidência da República em 2026, Samara Martins (UP) afirma colocar a soberania alimentar e a valorização do trabalhador no centro de seu programa econômico.
Em entrevista ao Mundo Negro, a vice-presidente nacional da Unidade Popular defende medidas radicais para conter o endividamento que atinge mais de 80% das famílias brasileiras, propondo o aumento de 100% do salário mínimo nacional e o congelamento do preço dos alimentos atrelado a uma profunda reforma agrária. Mulher negra e mãe de dois filhos, ela afirma que sua chapa é a única que não busca reformar o capitalismo, mas sim construir o socialismo a partir das demandas da maioria da população.
No levantamento mais recente do Datafolha, divulgado na última sexta-feira (22), Samara pontuou com 3% das intenções de voto no primeiro turno, consolidando um empate técnico, dentro da margem de erro, com nomes como os governadores Romeu Zema (Novo, 3%) e Ronaldo Caiado (PSD, 4%). O cenário eleitoral segue liderado pelo presidente Lula (PT), com 40%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 31%. “Tentam nos esconder, mas a gente tem tentado quebrar esse bloqueio. A gente pode ir muito longe esse ano”, afirma Samara ao falar sobre as suas expectativas.
Além da reestruturação econômica, Samara traz para o debate sua experiência prática como dentista no SUS (Sistema Único de Saúde), dentro do sistema prisional. Na entrevista, ela denuncia a exclusão na saúde bucal — destacando que 37% dos estudantes de escolas públicas nunca foram ao dentista — e defende o fortalecimento do SUS por meio da suspensão e auditoria da dívida pública, além de propor a obrigatoriedade de que todos os políticos utilizem os serviços públicos de saúde e educação.
Nas eleições de 2022, Samara foi candidata a vice-presidente ao lado de Leonardo Péricles, compondo a única chapa presidencial formada inteiramente por pessoas negras naquele pleito.
Foto: Divulgação/UP
Leia a entrevista completa abaixo:
1) Você é, até agora, a única mulher pré-candidata à Presidência em 2026. Sendo ainda uma mulher negra, como você avalia a importância da sua candidatura e a luta para enfrentar a invisibilidade para participar dos debates eleitorais?
A nossa pré-candidatura cumpre um papel importante na conjuntura política do nosso país, porque somos a representação da maioria da população brasileira, que é justamente de mulheres negras e trabalhadoras, não apenas pela minha figura pessoal, mas principalmente pelo programa de transformações profundas da Unidade Popular, a UP, que é o programa do socialismo no Brasil. Há de fato uma tentativa enorme de invisibilizar a nossa pré-candidatura, mas temos conseguido, por meio do trabalho de base, mesmo nas ruas e nas redes digitais, romper o bloqueio das grandes mídias, dos institutos de pesquisa e fazer nossas propostas chegarem nas pessoas. E mesmo já tendo pontuado nas pesquisas, em pesquisas relevantes como o Datafolha, a Quaest, a Atlas, a Intel, ainda tentam esconder, fingir que a minha pré-candidatura simplesmente não existe. Mesmo assim, na pesquisa do Datafolha, eu estou em terceiro lugar, no empate técnico com gente que tem muito mais espaço na mídia, que conta com um poder de dinheiro, de fundos partidários enormes e também de dinheiro dos grandes empresários. O fundamental, então, é nas ruas para nós da UP, né? E nas ruas a UP tem crescido. Em todo o Brasil eu tenho recebido apoio da classe trabalhadora, de pessoas já conhecendo a nossa pré-candidatura, e isso dá muita força pra gente seguir no que a gente tem chamado de guerra eleitoral, porque é um processo extremamente desigual.
Foto: Divulgação/UP
2) Entre muitas demandas relacionadas ao atendimento de saúde no Brasil, está o menor acesso a serviços odontológicos para pessoas negras e de baixa renda. Como uma dentista que atua no SUS, você tem estudado propostas a respeito? Como a sua própria vivência tem lhe ajudado a propor melhorias na saúde?
Com certeza as políticas de saúde pública estão entre as prioridades do nosso programa. Eu, como dentista e trabalhadora do SUS, na Estratégia Saúde da Família, tenho a atenção primária na saúde bucal como uma das minhas prioridades. É o que eu mais estudo, é no que eu me especializei: na saúde pública. Eu faço hoje atendimento num presídio no Rio Grande do Norte, onde atendo uma grande população, que são os jovens negros que hoje estão encarcerados por essa lógica de negação de direitos, de acesso aos serviços e de encarceramento em massa. Realmente, em sua maioria estão já presos, mas sem julgamentos. Então, eu sempre digo que são privados de liberdade, mas também são privados de sorrir, nesse meu papel na saúde bucal dentro do presídio. E a saúde bucal, além da saúde geral, traz dignidade pras pessoas. Esse tem sido o meu esforço profissional.
A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar mostrou que 37% dos estudantes de escolas públicas que estão entre 13 e 17 anos nunca foram ao dentista na vida. Isso me alarmou bastante. São adolescentes que passaram 13, 17 anos da vida sem nunca ter ido ao dentista. E além disso, a cobertura odontológica na atenção básica no Brasil é estimada em apenas cerca de 45% da população. Então, nem todo mundo tem acesso à saúde bucal. E ainda há uma desigualdade regional grande, onde os centros urbanos, as capitais, principalmente do Sudeste, têm acesso a serviços odontológicos, enquanto as regiões Nordeste e Norte acabam tendo menos atenção. Na atenção especializada a situação é bem semelhante, mas o nosso povo merece sorrir, né? E é preciso ampliar o entendimento de que a saúde bucal faz parte da saúde integral das pessoas e que a odontologia deve ser exercida na prevenção, e não só na intervenção, que ainda é mutiladora no Brasil. A gente precisa acabar com a lógica de que o Brasil é o país dos desdentados. Para isso, é preciso aumentar os recursos da saúde num geral, o que passa pela divisão do orçamento e, nesse sentido, auditar e suspender o pagamento da dívida pública. Uma das nossas propostas é a necessidade de investir no SUS e em outras áreas sociais. Então, é necessário garantir que isso aconteça. Além disso, garantir a valorização dos cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal.
Nós estamos inclusive na luta nacional pela aprovação do piso salarial dos dentistas para incentivar essa abertura maciça de concursos, para que os profissionais atuem na saúde pública mais felizes, mais valorizados. A saúde bucal deve ser um direito de todos, e não só para quem pode pagar por procedimentos estéticos caríssimos, que é o que está mais aí na moda e o que tem sido falado.
Quero lembrar também que nós temos feito a defesa de que todos os políticos sejam obrigados a usar o SUS e a educação pública, do presidente da República ao vereador. Isso é básico, na minha opinião, para que os investimentos na saúde aumentem e que as pessoas sejam atendidas integralmente em sua saúde.
Foto: Reprodução/Instagram
3) Em um cenário em que mulheres ainda são cobradas a conciliar tudo ao mesmo tempo, o que a experiência de ser mãe muda na forma como você pensa o trabalho, cuidado, Estado e direitos sociais?
Sim, a sobrecarga de nós, mulheres trabalhadoras, mães, a dupla, tripla jornada imposta a nós, é na maioria das vezes um grande empecilho para as mulheres não se colocarem nos espaços de poder e de decisão política. Nós, mulheres, somos convencidas de que temos que dar conta de tudo sozinhas: da casa, do cuidado com os filhos, da comida, da roupa, da escola, da saúde, e ainda ser uma trabalhadora formal ou informal ganhando muito pouco e administrando as finanças da casa para que a família viva bem.
Além do peso físico, a sobrecarga mental é muito grande. Quando nos tornamos mães, o nosso objetivo é garantir que a vida dos nossos filhos seja a melhor possível, e no sistema capitalista isso é impossível porque o bem-estar das pessoas não está em primeiro lugar; é tudo pensado para o lucro, e os direitos e serviços essenciais viram mercadoria. Então a moradia, o transporte, a alimentação, tudo vira uma mercadoria. E na lógica do Estado, ou se privilegia o bem-estar das pessoas e suas necessidades fundamentais, ou se prioriza o lucro da classe dominante. Os grandes empresários, o agronegócio, os banqueiros, os especuladores… não dá para atender os dois lados e achar que vai dar para conciliar essas classes.
Nós, da Unidade Popular, defendemos que a vida está em primeiro lugar e que a lógica capitalista, que tem o capital, o lucro como principal, deve ser destruída e construída em seu lugar uma sociedade socialista em que o social esteja no centro. Que um país que tanto produz beneficie o seu povo, e não a exportação com alto custo, que é a destruição do meio ambiente e dos nossos territórios.
É importante lembrar também que, no socialismo, as mulheres sempre foram prioridade. O Estado deve servir para nos libertar do trabalho doméstico, das jornadas extras, e garantir que nós, mulheres, possamos ser livres para viver. Isso sim é ser radical, é ser revolucionário, ou seja, resolver o mal pela raiz de fato.
Foto: Reprodução/Instagram
4) Uma das principais queixas da população brasileira hoje é o preço dos alimentos, levando muitos ao endividamento com parcelamentos feitos nos mercados. Na sua opinião, como a Unidade Popular se diferencia das outras candidaturas para pensar a economia, emprego e renda?
A diferença é que o nosso programa não se propõe a reformar o capitalismo, mas a construir o socialismo. A minha pré-candidatura apresenta a proposta de aumentar em 100% o salário mínimo, congelar o preço dos alimentos, vinculado ao controle de toda a cadeia produtiva de alimentos — a produção, a distribuição, o estoque —, com o início de uma profunda reforma agrária. Hoje as famílias brasileiras se endividam até para fazer as compras do mês. Quase 81% das famílias possuem algum tipo de dívida, e isso significa quase 82 milhões de pessoas inadimplentes. É metade da população adulta. As pessoas estão endividadas com cartão de crédito, com crediário, com empréstimos pessoais. Essas são as principais formas de endividamento, e isso se deve justamente ao desemprego, aos baixos salários, aos preços dos alimentos, aos aluguéis cada vez mais caros. Então, a solução não é distribuir mais crédito, garantir mais crédito, inclusive vinculado ao uso do FGTS das pessoas, etc. É necessário priorizar a soberania alimentar do povo, planificar a economia e acabar com a anarquia que é a produção, bem como revogar o arcabouço fiscal que limita o índice de reajuste salarial. Isso é determinante.
Foto: Reprodução/Instagram
5) A violência contra meninas e mulheres tem sido um grande foco de debate com o grande aumento das ocorrências neste ano. Quais medidas você tem estudado para prevenir as vítimas?
São quatro mulheres vítimas de feminicídio por dia. A cada 6 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil; aumenta a violência de todos os tipos contra as mulheres. E é uma realidade alarmante num Brasil que ainda inferioriza mulheres e as retira dos espaços de poder. Por isso, nossa pré-candidatura propõe garantir um programa de formação sobre violência de gênero desde o ciclo básico nas escolas. É preciso educar as crianças, os adolescentes, os jovens, fomentar uma educação não sexista, que não inferiorize as mulheres.
Além disso, criar casas de referência para as mulheres em situação de violência, mas também de prevenção à violência para apoio psicológico, jurídico, político, a exemplo das casas de ocupações que o movimento de mulheres tem realizado, que é o movimento do qual eu faço parte, o Movimento de Mulheres Olga Benário; assim como garantir mais casas-abrigo e delegacias 24 horas, que são pouquíssimas nas cidades e nos estados, preparadas para atender as mulheres, para que não violentem novamente essas mulheres.
Porque diante dos fatos de violência, de feminicídio, é preciso endurecer as punições, as penas para práticas de violência contra as mulheres, os crimes de feminicídio, mas a misoginia também deve ser punida. Garantia de igualdade salarial, garantia de emprego, para que nenhuma mulher tenha que se manter numa relação abusiva e violenta devido a uma dependência financeira. É inadmissível que isso ainda aconteça, reforçando que uma parte das demissões acontece por conta da maternidade, e isso é uma forma de misoginia estrutural.
Muitas mulheres são demitidas até 2 anos após terem seus bebês em consequência da maternidade, ou sofrem outras punições no local de trabalho no retorno das licenças. Mas é importante lembrar que a opressão às mulheres também é fruto do capitalismo, que precisa desse mecanismo de violência para justificar a exploração de um ser humano por outro, que precisa diminuir, que precisa inferiorizar, que precisa oprimir para explorar ainda mais as mulheres.
No socialismo, as relações entre as pessoas serão diferentes, porque as relações econômicas também serão outras, serão relações de cooperação, não de exploração. O capitalismo precisa da opressão de gênero, da opressão de raça, da LGBTfobia, do capacitismo, da xenofobia para existir e para explorar esses que são considerados menores por esse sistema.
Por isso, ser contra o patriarcado, ser contra o machismo, contra a misoginia ou qualquer tipo de opressão é necessariamente ser contra o sistema capitalista.
Foto: Wildally Souza
6) Considerações finais
Para finalizar, eu queria pedir a todas as pessoas que têm gostado das nossas propostas que possam nos seguir nas mídias digitais, compartilhar os nossos conteúdos com os familiares, com os amigos, participar da nossa vaquinha pela internet — e, se puderem, divulgar o link no final da entrevista — nos ajudar a sermos mais conhecidos. Tentam nos esconder, mas a gente tem tentado quebrar esse bloqueio. A gente pode ir muito longe esse ano. Nós estamos na disputa e, mesmo com toda a desigualdade, nós podemos vencer, porque se o nosso povo estiver convencido, estiver consciente, pode tudo, inclusive mudar as figuras que estão no poder, que exercem o poder no nosso país.
As críticas do apresentador Luciano Huck ao Bolsa Família, que viralizaram nas redes sociais, abriram espaço para um debate histórico acerca dos preconceitos construídos em torno de um dos maiores programas de transferência de renda existentes no Brasil.
Durante comentário sobre o município de Senhor do Bonfim, na Bahia, em participação no 5º Fórum Esfera, Huck afirmou no último sábado (23): “Ao concentrar 56% da sua economia no Bolsa Família, você não gera nenhum estímulo para elas saírem. Na verdade, elas queriam um monte de atalhos para conseguir ficar no programa ‘ad aeternum’”.
Após a repercussão negativa da fala, o apresentador se pronunciou através das redes sociais no domingo (24), afirmando que sua declaração havia sido retirada de contexto e alegando manter um posicionamento favorável a programas sociais. O caso evidencia a persistência de discursos que associam pobreza à acomodação e revela desconhecimento sobre economia e vulnerabilidade social, ignorando fatores históricos e estruturais relacionados à desigualdade, emprego e distribuição de renda no Brasil.
Dados da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, indicam que 2.069.776 famílias deixaram o Bolsa Família entre janeiro e outubro de 2025 após aumento da renda familiar, seja pela conquista de um emprego formal ou pela abertura do próprio negócio.
Desse total, cerca de 1,3 milhão de famílias deixaram o programa por superarem o limite de renda estabelecido, enquanto aproximadamente 727 mil concluíram o período da chamada “regra de proteção”, mecanismo que garante metade do benefício por até 12 meses após o aumento da renda per capita familiar.
A medida existe justamente para evitar que famílias retornem à extrema pobreza diante da perda de emprego ou da instabilidade financeira, realidade comum entre trabalhadores brasileiros. O levantamento também aponta que o número de pessoas que optam por permanecer exclusivamente dependentes do benefício representa uma parcela mínima entre os beneficiários. Em abril deste ano, o valor médio pago pelo programa a 18,9 milhões de famílias foi de R$ 678,22.
Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas mostra que, de cada dez pessoas que recebiam o Bolsa Família em 2014, seis conseguiram deixar o programa nos dez anos seguintes. A pesquisa também destaca que a garantia de uma renda mínima foi fundamental para ampliar o acesso das famílias à educação, alimentação e estabilidade financeira, criando condições favoráveis ao empreendedorismo, ao ingresso na universidade e ao mercado de trabalho formal.
Vale ressaltar que o programa possui critérios ligados à frequência escolar e à vacinação, fatores que contribuem diretamente para a melhoria da qualidade de vida e para a redução das desigualdades sociais. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que a taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro foi de 5,8%, a menor para o período desde 2012.
A repercussão das falas de Luciano Huck revela o cenário em que a pobreza ainda é enxergada no Brasil, onde programas sociais persistem sendo tratados sob a ótica da desconfiança e atravessados pelo discurso da meritocracia, especialmente quando direcionados à população pobre, negra e periférica. O episódio demonstra como políticas de assistência social ainda enfrentam resistência em uma sociedade acostumada a questionar direitos básicos quando eles alcançam as camadas mais vulneráveis da população.
As indicações para a PowerList Mundo Negro 2026 encerram amanhã, dia 26 de maio, à meia-noite. A premiação, que já soma mais de 3.500 votos e 600 mulheres negras indicadas desde a abertura no dia 12 de maio, chega ao fim da primeira fase com números que mostram o quanto a comunidade negra brasileira abraçou esse movimento. Ainda dá tempo de indicar ou se autoindicar, e cada voto conta.
O que é a PowerList
Em sua 5ª edição, a PowerList Mundo Negro se consolida como a principal premiação dedicada exclusivamente a mulheres negras no Brasil. A cada edição, a premiação homenageia 10 mulheres, uma em cada categoria, escolhidas em duas frentes complementares: cinco por voto popular, em que a comunidade indica e elege as homenageadas, e cinco por curadoria técnica, definidas por um júri especializado convidado pelo Mundo Negro. A cerimônia acontece no dia 31 de julho, dentro do Julho das Pretas Latino-Americanas e Caribenhas, na sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro, com patrocínio do Grupo L’Oréal, por meio do grupo de afinidade negra AfroSoul, e da TV Globo, que assina a parceria com a novela A Nobreza do Amor.
“Chegamos ao quinto ano do principal evento do Mundo Negro, que tem 27 anos de história. Com L’Oréal e Globo presentes, podemos sonhar ainda mais alto e fazer do Julho das Pretas uma grande celebração”, afirma Silvia Nascimento, CEO e Head de Conteúdo do Mundo Negro.
As categorias
São cinco categorias abertas ao voto popular com indicações encerrando amanhã: Criadora Digital, para mulheres negras que produzem conteúdo autoral e consistente nas plataformas digitais; Empreendedora do Ano, para fundadoras, cofundadoras, sócias ou gestoras à frente de negócios com operação real e impacto comprovado; Profissional da Beleza, para cabeleireiras, trancistas, maquiadoras, manicures e esteticistas negras; Destaque em Gastronomia, para chefs, cozinheiras, quituteiras, confeiteiras, doceiras, padeiras e gestoras de negócios de alimentação; e Profissional da Moda, para estilistas, costureiras, designers, consultoras de imagem, modelistas, bordadeiras e demais profissionais que reinventam estilos e tendências. As outras cinco categorias, definidas por curadoria técnica, são Ciência, Tecnologia e Inovação, Liderança Corporativa, Diversidade e Impacto Social, Cultura, Artes e Entretenimento e Trajetória Transformadora.
A novidade da autoindicação
Pela primeira vez na história da premiação, mulheres negras podem se inscrever diretamente em qualquer uma das categorias de voto popular, em um movimento que reforça o protagonismo e o reconhecimento próprio como atos políticos de afirmação. Quem optar pela autoindicação responde a duas perguntas: uma descrição do trabalho profissional e das conquistas mais impactantes nos últimos 12 a 18 meses, e a justificativa de por que merece estar na PowerList 2026.
Como indicar
O processo é totalmente online e simples. Acesse powerlist.mundonegro.inf.br/votar, selecione a categoria, indique o nome da profissional ou inscreva o seu próprio trabalho, informe seu e-mail e confirme. As indicações encerram amanhã, dia 26 de maio, à meia-noite. Na sequência, a curadoria consolida o Top 5 de cada categoria entre os dias 27 e 29 de maio, a votação final abre no dia 30 de maio e segue até 22 de junho, quando as homenageadas são definidas antes de subirem ao palco no dia 31 de julho.
“O mercado americano entendeu há muito tempo que mulheres negras não produzem só o commodity da representatividade. Nós produzimos linguagem, audiência, franquias, dinheiro”. A cineasta, roteirista e diretora Luh Maza desabafou sobre um grande incômodo na indústria do streaming nacional: as plataformas continuam excluindo mulheres negras e pessoas trans dos cargos de showrunner (liderança criativa e de gerenciamento de séries) e dão as costas para o modelo de sucesso bilionário dos Estados Unidos.
Roteirista de sucessos dos streamings como ‘Os Quatro da Candelária’ e ‘Da Ponte Pra Lá’, Maza utiliza a própria história das matrizes norte-americanas dessas plataformas para expor o atraso do mercado brasileiro. Nos EUA, nomes que moldaram a história da televisão e do streaming são mulheres negras que ditaram — e ainda ditam — regras de mercado, audiência e faturamento.
A cineasta relembra referências incontestáveis que provam o valor comercial e cultural de ter narrativas diversas chefiadas por quem as vivencia:
Shonda Rhimes: Uma das maiores e mais lucrativas showrunners da história da TV mundial.
Oprah Winfrey: Pioneira que desbravou a função e fundou impérios de mídia.
Issa Rae, Michaela Coel e Lena Waithe: Roteiristas e criadoras contemporâneas que transformaram a cultura pop global e geram franquias de sucesso.
Janet Mock: A primeira mulher trans e negra a ocupar o cargo de showrunner e diretora na TV americana.
Enquanto a indústria global fatura alto apostando na genialidade dessas mulheres, Maza aponta que, no Brasil — um país de maioria negra e majoritariamente composto por mulheres —, o cenário é de completo apagamento. “Nós não temos sequer acesso real à possibilidade de contar as nossas histórias, porque os nossos projetos já chegam tortos para essas executivas”, afirma.
A crítica de Luh Maza toca em um ponto sensível sobre a divisão do poder no audiovisual brasileiro. Ela chama a atenção para o fato de que a maior parte das cadeiras de tomada de decisão nas plataformas é ocupada por mulheres brancas. No entanto, a escolha delas para a liderança criativa recai quase sempre sobre o mesmo perfil.
“A maioria esmagadora dos showrunners, que são os líderes criativos das séries que elas escolhem, são homens — homens brancos e cisgêneros”, pontua a diretora. “Até a proporção de mulheres brancas nessa função é irrisória. Mulheres negras, nenhuma. Mulheres negras e trans, menos ainda.”
Diante dessa barreira, a cineasta questiona diretamente a postura das profissionais brancas que gerenciam esses fundos de produção. “Eu não sei se elas não entenderam qual deveria ser as suas funções ou se estão exercendo exatamente o papel para o que foi designado a elas, agindo como se fossem porteiras de um prédio de alto padrão, julgando quem pode entrar, quem pode permanecer e quem ameaça demais o ambiente do edifício”, desabafa Maza.
A diretora sublinha que a branquitude que lidera esses processos é diretamente responsável pelo estado criativo, financeiro e psicológico das profissionais negras e trans que tentam sobreviver no mercado. Ela deixa, ainda, um alerta sobre a volatilidade dos cargos corporativos: “Vocês são funcionárias, não as donas dessa cobertura. E na dança das cadeiras da indústria, uma hora também vai faltar para vocês se sentarem.”
Ao revelar que sua trajetória é marcada por histórias absurdas de constrangimento, manipulação e apagamento — “como se o lugar reservado para mim já estivesse delimitado antes mesmo de eu chegar” —, Luh Maza enfatizou que começará a expor essas vivências publicamente.
O objetivo, segundo ela, é mostrar que o problema não é uma insatisfação individual, mas sim uma engrenagem estrutural que sabota o progresso de profissionais negros. Ao abrir o canal para que outras pessoas compartilhem suas experiências, a cineasta convoca o mercado a romper a demagogia e as desculpas.
O evento Date My Mate chega em junho à Embaixada Preta, em São Paulo, propondo transformar apresentações entre amigos em experiências autênticas de conexão, sendo uma alternativa aos aplicativos de namoro e às dinâmicas cada vez mais automatizadas.
Idealizado por Daniela Benoit, responsável pelo movimento de netweaving Connecting Brains, o evento promove encontros presenciais e apresentações entre amigos, buscando incentivar conexões construídas fora dos algoritmos.
O Date My Mate transforma a paquera em uma experiência coletiva de forma leve e bem-humorada. Durante o evento, participantes sobem ao palco para apresentar amigos solteiros, compartilhando suas histórias e curiosidades por meio de criativas apresentações em PowerPoint diante de uma plateia aberta à possibilidade de encontrar um novo amor.
A dinâmica inovadora resgata o encontro presencial como experiência social e afetiva em meio ao desgaste provocado pelos aplicativos de relacionamento. Em vez de perfis robotizados e cuidadosamente montados para plataformas digitais, o projeto cria espaço para interações verdadeiras e espontâneas, apostando em trocas genuínas entre os participantes.
A escolha da Embaixada Preta como sede desta edição, em uma localização estratégica no centro de São Paulo, reforça a proposta do evento. O espaço tornou-se referência na cidade ao reunir iniciativas voltadas à arte, cultura, inovação, empreendedorismo e impacto social, sendo um importante ponto de encontro criativo e comunitário.
A proposta do evento parte de uma provocação simples: “Cansou de ouvir seu amigo reclamar que não encontra ninguém? Então talvez esteja na hora de você resolver isso pessoalmente.”
Os participantes podem assistir às apresentações ou subir ao palco para apresentar um amigo solteiro, com criatividade, respeito e bom humor.
O evento ocorre no dia 11 de junho, na Embaixada Preta, localizada na Avenida Nove de Julho, 50, em São Paulo. Os ingressos podem ser adquiridos pela plataforma Sympla.
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