Chloe Bailey e Michael B. Jordan dariam um belo casal? A cantora e atriz de Swarm, revelou no último episódio que foi ao ar de The Dotty Show, apresentado por Amplify Dot, que tem uma queda pelo ator de Creed. “Eu vou dizer isso. Michael B. Jordan é o famoso que tenho uma queda. Já disse isso em entrevistas há alguns anos.”
Ao ser perguntada por Amplify Dot, se já teria chegado nele, Chloe respondeu que não é de dar o primeiro passo. “Eu não atiro”, brincou Bailey.
Dot então tenta incentivá-lá. “Eu acho que você deveria mandar uma DM agora. Você pode estar bloqueando suas bênçãos e eu sei que você é muito abençoada”, comentou.
Mas ela disse fazer parte do time que espera pelas bênçãos. “Eu sou bastante abençoada, mas acho que Deus trará minhas bênçãos para mim quando elas deveriam estar aqui”, se defendeu. ”Quando nós tentamos forçar nós podemos bloquear outras bênçãos”.
Aparentemente, pensar no ator deixa a cantora sem graça. Quando o apresentador pergunta “o que há com Michael B. Jordan?” Chloe acaba ficando com vergonha e ri. “Isso é loucura, só de pensar nele. Isso é louco”, brincou Amplify Dot.
Após 60 anos do desaparecimento doOscar de Melhor Atriz Coadjuvantevencida por Hattie McDaniel em 1940, por seu papel em ‘…E O Vento Levou’, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e o Museu da Academia de Cinema de Hollywood anunciaram nesta terça-feira (26) que concederão um substituto no próximo domingo, 1º de outubro.
A estatueta será entregue para a Faculdade de Belas Artes Chadwick A. Boseman da Universidade de Howard durante uma cerimônia intitulada “Hattie’s Come Home”, em Washington D.C, que irá celebrar a vida e o legado de McDaniel.
Considerado um marco na história do cinema por se tratar do primeiro Oscar para uma pessoa negra, a atriz revelou antes de falecer em 1952, que o prêmio deveria ser doado para a universidade.
Hattie McDaniel como Mammy em ‘…E O Vento Levou’, de 1939 (Foto: Divulgação)
“Estou muito feliz que este Oscar esteja retornando ao que hoje é a Faculdade de Belas Artes Chadwick A. Boseman da Universidade de Howard. Este imenso pedaço de história estará de volta à Faculdade de Belas Artes para que nossos alunos se inspirem. A Sra. Hattie está voltando para casa!”, disse a atriz e reitora da Faculdade, Phylicia Rashad.
A cerimônia será realizada no Teatro Ira Aldridge e contará com a presença reitora da Faculdade de Belas Artes na abertura, e com a apresentação de canções de alunos atuais e um trecho da peça “Boulevard of Bold Dreams”, de LaDarrion Williams.
Entre 1936 e 1942, os atores e atrizes coadjuvantes não ganharam uma estatueta, mas uma placa de premiação. Porém, o Oscar substituto será uma icônica estatueta, revelaram em anúncio.
“Hattie McDaniel foi uma artista inovadora que mudou o curso do cinema e impactou gerações de artistas que a seguiram”, disseram Jacqueline Stewart, presidente do Museu da Academia e Bill Kramer, CEO da Academia, em comunicado. “Estamos entusiasmados em apresentar um substituto ao Oscar de Hattie McDaniel para a Howard University. Esta importante ocasião celebrará o notável trabalho artesanal e a vitória histórica de Hattie McDaniel”, completaram.
Nesta quarta-feira (27), movimentos negros vão se reunir às 16h em frente ao Ministério da Saúde, em Brasília, para um ato em defesa de uma ministra negra no STF. O ato acontece após o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva falar que cor e gênero não serão critérios para indicar nome ao STF no início da semana.
A manifestação faz parte da Campanha “Em Defesa de uma Ministra Negra no STF e por mais juristas negras e negros nos espaços do judiciário brasileiro”, organizada pela Coalizão Negra por Direitos, que reúne 292 movimentos negros e antirracistas de todo país.
Com a chegada da aposentadoria da Rosa Weber, que deve acontecer no início de outubro, nesta semana também foram realizados outros atos. Na segunda-feira (25), foram estendidas faixas e colados lambes por periferias de todo o país.
Na terça-feira (26), foi realizado um coquetel com a presença de parlamentares, membros do Ministério da Igualdade Racial, atores políticos e representantes da sociedade civil, para ampliar o apoio a primeira ministra negra do STF.
Também foi lançado no mês de agosto o site Ministra Negra no STF, para conscientizar e recolher assinaturas da população.
27 de setembro é dia de celebrar Cosme e Damião no Brasil. Pelo país afora, pessoas se reúnem para distribuir doces entre as crianças e a correria é geral, com os pequenos batendo de porta em porta esperando suas doações de guloseimas. Na Bahia, e também nas casas de pessoas devotas de religiões de matriz africana e dos orixás gêmeos, os Ibeji, a entrega do caruru e a cerimônia dos sete meninos é esperada quando chega esta época do ano. Estas cenas, no entanto, são cada vez menos comuns e um dos grandes motivos é o avanço do racismo religioso promovido pelas igrejas neopentecostais no Brasil.
Com a clássica desculpa de que “é do diabo”, crianças são constrangidas nas ruas e impedidas de se divertirem nas brincadeiras de Cosme e Damião e de aceitarem os doces, o que passam adiante, constrangendo outras crianças a não aceitarem, por estarem “em pecado”, “aceitando coisas do diabo”.
Existe também, por outro lado, um saudosismo quase apático por parte de pessoas que contam que “no tempo da minha avó, ela fazia um caruru e enchia a casa de gente”, sem se darem conta de que somos nós as herdeiras das tradições de nossas avós, e se a gente não passá-las adiante, quem vai?
Manter vivas as tradições de nossas pretas mais velhas é resistência contra o racismo, contra a intolerância religiosa que atinge majoritariamente as religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. Permitir que essas narrativas de que os doces são do diabo se espalhem sem resistência, simplesmente por achar que manter esse legado não é nossa obrigação, é compactuar com esse projeto nefasto de dominação que mira, desde cedo, em nossas crianças.
É certo que é necessário compromisso, entendimento e compreensão para se responsabilizar por manter uma tradição. Mas viver é compromisso. Manter vivas nossas histórias é um exercício de devolver para a natureza e para o mundo um pouquinho do que nos fez chegar até aqui.
Mano Brown, L7NNON, Papatinho e Lil Baby cantam “Atura o Baile” (Foto: Divulgação)
KondZilla ganhou duas estrelas de ouro e prata com “Atura o Baile”, cantado por Mano Brown, L7NNON, Papatinho e Lil Baby
A KondZilla, holding de empresas da indústria audiovisual comandada pelo empresário Konrad Dantas, ganhou duas estrelas de ouro no 48º Anuário do Clube de Criação por “Atura o Baile – Budweiser” na categoria Digital, e “Outros MC’s – Heinz” em Cases Integrados.
Além disso, duas estrelas de prata com “Atura o Baile – Budweiser” na categoria Relações Públicas e “Outros MC’s – Heinz” em Ação promocional ou de marketing direto. Já as estrelas de bronze foram duas vezes com “Salve a Favela” nas categorias TV, Cinema e Outras Telas e Trilha Original.
“Salve a Favela” ainda conseguiu duas menções premiadas no anuário, quando além de vencer na categoria a campanha também será mencionada no livro como melhores campanhas do ano, em Branded Content e Digital/Melhor Uso de Criadores e Influenciadores, assim como, “Pretos na Mira” também com dois em TV, Cinema e Outras Telas e Branded Content.
O Anuário foi apresentado no Festival do Clube de Criação, dirigido pela Chapa Preta, realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo, no último final de semana, dias 23 e 24 de setembro. O evento também realizou diversas palestras, mesas de debates, shows, avaliação de portfólios e oportunidades de networking.
Nesta terça-feira (26) foram abertas as vendas gerais para o ‘Navio Numanice’ de Ludmilla. O cruzeiro musical está programado para ocorrer de 04 a 08 de março de 2024, a bordo do navio MSC Preziosa. Através das redes sociais, a cantora anunciou que metade dos ingressos foram vendidos em apenas 4 horas.
GENTEEEE O NAVIO NUMANICEEEEEEE!
Vcs não brincam em serviço hein?! Mas eu também não, se preparem! O site caiu de tanto acesso, mas já tá de volta. Mais da metade das cabines já foram vendidas em tempo recorde!!! Obrigada meu Deus e meus fãs! ❤️
Com preços variando de R$2.868 para cabines quádruplas até R$14.748 para cabines duplas, o projeto já um dos mais aguardados do ano, seguindo a estética ‘Numanice’, já consagrada por Ludmilla no Brasil. O site de vendas para o novo evento chegou a sair do ar com a alta quantidade de acessos. “Vocês não brincam em serviço hein?! Mas eu também não, se preparem! O site caiu de tanto acesso, mas já tá de volta. Mais da metade das cabines já foram vendidas em tempo recorde!!! Obrigada meu Deus e meus fãs“, celebrou a artista através das redes sociais.
“Estou muito feliz com a proporção que o Numanice tomou e com mais esse projeto. Estou ansiosa para viver esses quatro dias com meus fãs, curtindo muito, tudo numa nice”, disse Ludmilla. Nas redes sociais, muitos fãs da cantora celebraram a aquisição dos ingressos para o cruzeiro musical. “Comprei o Cruzeiro do Numanice e não sei como eu vou pagar, Deus proverá“, publicou uma fã.
Comprei o Cruzeiro do numanice e n sei como eu vou pagar kkkkk Deus proverá 😂🙏🏼
Na tarde desta terça, 26, o Ministério da Igualdade Racial anunciou a exoneração da assessora especial Marcelle Decothé da Silva, após uma polêmica envolvendo suas postagens nas redes sociais durante a final da Copa do Brasil entre São Paulo e Flamengo, que aconteceu no último domingo, no estádio do Morumbi, em São Paulo. As postagens, que continham comentários considerados ofensivos por parte da servidora, geraram uma série de críticas.
A polêmica teve início no último domingo, quando Marcelle Decothé fez postagens em sua conta pessoal no Instagram, onde se referiu à torcida do São Paulo como “branca, descendente de europeu safad*” e chamou a diretoria do Flamengo de “fascista”. Além disso, ela expressou descontentamento com a ideia de entrar no estádio do Morumbi em um carro da Polícia Federal, qualificando a experiência como uma “morte horrível”.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, entrou em contato com o presidente do São Paulo, Julio Casares, para se desculpar pelas postagens feitas por Marcelle Decothé e informou que “medidas serão tomadas”. Posteriormente, o Ministério emitiu um comunicado oficial reafirmando seu compromisso com a promoção de direitos e a igualdade étnico-racial, destacando que a exoneração da assessora era necessária devido à incompatibilidade das manifestações dela com os princípios e objetivos da instituição.
“De acordo com esses princípios, e para evitar que atitudes não alinhadas a esse propósito interfiram no cumprimento de nossa missão institucional, informamos que Marcelle Decothé da Silva foi exonerada do cargo de Chefe da Assessoria Especial deste Ministério na data de hoje. As manifestações públicas da servidora em suas redes estão em evidente desacordo com as políticas e objetivos do MIR”, informou a nota.
O comunicado também afirmou que o Comitê de Integridade, Transparência, Ética e Responsabilização, uma instância interna destinada a debater e deliberar sobre questões relacionadas à transparência, integridade pública, ética e disciplina no contexto do Ministério da Igualdade Racial deverá investigar o caso: “Recém-instalado pelo Ministério, o Comitê de Integridade, Transparência, Ética e Responsabilização – instância interna de debate e deliberação sobre situações que envolvam temas de transparência, integridade pública, ética e questões disciplinares de caráter abrangente – vai investigar o caso e atuar para prevenir ocorrências que contrariem os princípios norteadores da missão do Ministério”.
O cantor Usher foi anunciado como a atração principal do Super Bowl 2024. Dono de grandes sucessos, o astro disse, em entrevista para a CBS, que sua apresentação terá muita dança e muita patinação. Ele utiliza skates em diversas apresentações e ao longo dos anos aperfeiçoou sua técnica de palco. “Estou emocionado com a oportunidade de fazer isso, mas estou mais feliz por poder comemorar com as pessoas que mais amo e comemorar de uma forma que as pessoas vão se lembrar através da dança, através do patins, através de colaborações, então será uma noite de celebração“, adiantou o cantor.
Foto: GQ Magazine.
Usher conta que se apresentar no Super Bowl é um sonho antigo que ele possui desde quando começou a carreira nos anos 90. “Cada aspecto do que me influenciou a ser o artista que sou, vou tentar trazer isso à tona naquele momento. Esse é um momento pelo qual esperei minha vida inteira e eu não vou decepcionar“, disse ele. “Há trinta anos assumi o compromisso de oferecer o meu melhor e aqui, 30 anos depois, agora estou sendo recompensado com uma das apresentações e palcos mais prestigiados que alguém poderia tocar”.
Apesar da empolgação, o cantor diz que foi difícil esconder a novidade da família. Usher recebeu a confirmação de sua apresentação no Super Bowl 2024 diretamente de Jay-Z, através de uma ligação telefônica. “Era uma surpresa que ninguém na casa possa saber. Então, meus filhos não sabiam, minha mãe não podia saber, tive que manter em segredo até Jay-Z me ligar. A parte mais difícil é o suspense foi manter a surpresa porque meus filhos ficaram tipo, ‘Pai, você deveria jogar o Super Bowl! Fizeram uma petição online’. Mas eu já sabia antes de todo mundo”, finalizou o astro.
O Super Bowl 2024 acontece no dia 11 de fevereiro.
Na noite desta terça-feira, 26, a diretora executiva do Mover (Movimento pela Equidade Racial), Marina Peixoto, foi reconhecida como embaixadora na luta antirracista durante a terceira edição do prestigioso Prêmio Ubuntu Cultura Negra. O evento, que celebra a cultura negra e suas contribuições para a sociedade brasileira, teve lugar na icônica Sala Cecília Meireles, localizada na Lapa, Centro do Rio de Janeiro.
Foto: Reprodução
Marina Peixoto, uma voz ativa na promoção da igualdade racial, recebeu este reconhecimento em virtude de seu compromisso e dedicação à causa antirracista. Ela se juntou a outras personalidades notáveis que também foram homenageadas por seu trabalho na luta contra o racismo estrutural.
A terceira edição do Prêmio Ubuntu Cultura Negra, que contou com o apoio de instituições como o Instituto Nacional Antirracista da Diversidade e Inclusão e a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro, destacou a importância de reconhecer e celebrar a riqueza da cultura afro-brasileira. O evento reuniu renomados artistas, incluindo Sandra de Sá, Xande de Pilares, Mart’nália, Toni Garrido, Dudu Nobre e MC Buchecha, que se apresentaram no palco, proporcionando uma noite inesquecível de música e cultura.
“Reconhecer, e mais que isso, premiar figuras negras importantes para a construção do nosso país é fundamental quando a gente pensa no racismo estrutural herdado por nossos antepassados. O apoio do Mover ao Prêmio Ubuntu vem somar nesse objetivo. A gente quer ampliar e influenciar a sociedade como um todo, isso se faz no agora e todo mundo junto, com fomento às iniciativas e à atuação dessas pessoas negras”, declarou Marina, que além de estar à frente do MOVER, é membro dos conselhos consultivos do Pacto pela Equidade Racial e possui um histórico de trabalho pautado na Diversidade & Inclusão.
O tema central desta edição do Prêmio Ubuntu foi “O Baile Continua no Céu,” um momento especial produzido pelo cantor MC Buchecha, com o apoio de “Os Crias do Funk,” e um coletivo de MCs da Antiga e DJs que prestaram homenagem a ícones do Funk que nos deixaram ao longo das últimas duas décadas.
Além das apresentações emocionantes, o Prêmio Ubuntu reconheceu o ativismo dos movimentos sociais, políticos e culturais fluminenses por meio da categoria “Ubuntu Movimentos”, agraciados com a “Medalha Honrosa Ubuntu.”
Personalidades como Martinho da Vila, Flávia Oliveira, Deo Garcez, Luana Xavier, Juliana Alves, Dr. Kathleen Conceição, Rodrigo França, Yuri Marçal, Levi Asaf, Adalberto Neto, Carla Cristina Cardoso, Rebecca e Ernesto Xavier estiveram presentes no evento, tornando a noite ainda mais especial.
O Prêmio Ubuntu Cultura Negra continua a desempenhar um papel fundamental na promoção da diversidade, inclusão e respeito à cultura negra no Brasil, lembrando a todos que somos quem somos porque somos todos nós. A premiação é uma realização da ONG Afrotribo, com o apoio e parceria de diversas instituições comprometidas com a causa, incluindo o Mover (Movimento pela Equidade Racial) de Marina Peixoto. A iniciativa visa ampliar e influenciar positivamente a sociedade, impulsionando as ações e atuações de pessoas negras em prol de um Brasil mais igualitário e justo.
Numa dessas noites quentes de São Paulo, assisti a uma peça de teatro: Samba da Paulicéia e sua gente. Um belo espetáculo dessa brava gente da dramaturgia paulista.
O espetáculo percorre a trajetória musical de grandes sambistas do século XX, como Geraldo Filme, Talismã, Paulo Vanzolini e Adoniran Barbosa. E temos a grata, grande e maravilhosa surpresa da homenagem a um ícone da cultura paulista: Aldo Bueno.
Foto: Bárbara Campos
É raro termos uma homenagem a artistas negros em vida, mas quando Aldo entra no palco, ele traz a história de vida dedicada à arte no século XX. É difícil não se impactar ao ver aquele homem gigante, de setenta e três anos, que nos alegrou, entristeceu, emocionou e nos despertou para as causas de liberdade e democracia com seu trabalho no cinema, na música, teatro e televisão.
Aldo começou a fazer teatro a partir de 1972, em espetáculos marcantes nos palcos nacionais como: “Bonitinha, Mas Ordinária”; “Arena Conta Zumbi” e “Ópera do Malandro” de Chico Buarque de Holanda. Obras que fazem parte do cenário nacional como inesquecíveis. Aldo esteve lá.
Compositor e intérprete da Escola de Samba Vai Vai, participou de muitos filmes, entre eles “Doramundo”; “Os Amantes da Chuva”; “O Homem que Virou Suco”; “Eles Não Usam Black-Tie”; “A Próxima Vítima”, com o qual ganhou prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Gramado.
A Companhia Coisas Nossas de Teatro acertou em cheio com o resgate da figura de Aldo Bueno, que participa e ilumina o espetáculo com seu canto e sua representação.
Em uma localidade imaginária chamada de Vila Primavera, convivem homens e mulheres que vivem e moram à margem da sociedade e serão despejados em nome da modernização urbana da fria cidade de São Paulo.
Na figura de uma mulher negra, Madrinha, muito bem interpretada pela atriz Carlota Joaquina, os moradores recorrem para saber o que fazer diante da dura situação. Como matriarca daquela comunidade ela serve de inspiração, resiliência e memória. Com músicos como Ildo Rogério Alves, representante das rodas de choro da cidade que engrandece sobremaneira a atuação dos artistas.
Um dos sambistas que recebem destaque na peça de teatro é Geraldo Filme com o seu famoso samba: Silêncio no Bexiga.
“Silêncio o sambista está dormindo Ele foi, mas foi sorrindo A notícia chegou quando anoiteceu Escolas eu peço o silêncio de um minuto O Bexiga está de luto O apito de Pato n’água emudeceu
Partiu Não tem placa de bronze Não fica na história Sambista de rua morre sem glória Depois de tanta alegria que ele nos deu Assim Um fato repete de novo Sambista de rua, artista do povo E é mais um que foi sem dizer adeus”
Um samba que sintetiza a história de muitos sambistas anônimos, que ficaram na memória das escolas de samba de São Paulo.
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