Apresentação gratuita reúne Zezé Motta, Mariene de Castro, Melly, Karol Conká e MC THA neste domingo (26), na Praça Maria Felipa
Larissa Luz assume a direção artística e a condução do espetáculo inédito “ANCESTRANÇAS – Mulheres Negras Escrevem o Mundo”, que será apresentado gratuitamente neste domingo (26), às 18h30, na Praça Maria Felipa, no Comércio, em Salvador. Zezé Motta, Mariene de Castro, Melly, Karol Conká e MC THA integram o evento.
A montagem coloca música, literatura e pensamento em diálogo com as obras e os legados de mulheres como Conceição Evaristo, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, bell hooks, Maya Angelou e Victoria Santa Cruz. Além de dirigir o espetáculo, Larissa Luz conduz a narrativa da apresentação, compartilha textos e reflexões e divide o palco com as convidadas em encontros musicais inéditos.
Durante o espetáculo, as artistas apresentam canções que marcaram as suas trajetórias e releituras elaboradas especialmente para o evento. A proposta é aproximar o público de reflexões sobre memória, identidade, linguagem, pertencimento e futuros possíveis, reconhecendo a contribuição de mulheres negras para transformações sociais, políticas e culturais.
“ANCESTRANÇAS” integra a segunda edição do Circuito Mulheres Negras em Movimento e encerra a programação concentrada entre sexta-feira (24) e domingo (26). O circuito, no entanto, segue até 1º de agosto com atividades em diferentes espaços da capital baiana. A agenda reúne ações de formação, empreendedorismo, saúde, cinema, literatura, música e cuidado.
Com o conceito “Do Corre à Plenitude”, a edição está organizada nos eixos Prosperidade, Cuidado, Proteção e Celebração. A programação reconhece as trajetórias, conquistas e formas de mobilização das mulheres negras ao longo dos anos, ao mesmo tempo que reafirma o direito ao descanso, ao lazer, à segurança, à prosperidade e à realização pessoal das mesmas.
A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), dentro do programa Salvador Capital Afro. A realização conta com parceria da Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Veja a programação completa do evento no site: Visit Salvador.
Serviço
ANCESTRANÇAS – Mulheres Negras Escrevem o Mundo Data: domingo, 26 de julho Horário: 18h30 Local: Praça Maria Felipa, Comércio, Salvador Entrada: gratuita
Editorial reúne criações de Naya Violeta, Ângela Brito, Mônica Sampaio, Cíntia Felix e Natália Santos, celebrando a moda autoral feita por mulheres negras.
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha inspira reflexões sobre memória, protagonismo e futuro. Na moda, a data também convida a reconhecer mulheres que, por meio da criatividade e do empreendedorismo, ampliam referências, desafiam padrões e ajudam a construir uma indústria mais diversa. Entre tantas estilistas negras que vêm transformando a moda brasileira com seus trabalhos, este editorial apresenta um recorte de cinco criadoras cujas trajetórias e produções revelam diferentes formas de pensar, criar e vestir a moda autoral contemporânea.
Reunindo criações de Naya Violeta (@nayavioleta), Ângela Brito (@angela_d_brito), Mônica Sampaio (@monicasampaiosr), Cíntia Felix (@cintiafaustinofelix) e Natália Santos (@estilistanatalias), a produção evidencia a pluralidade da moda feita por mulheres negras. Embora cada marca siga um caminho próprio, todas compartilham o compromisso com uma criação autoral, marcada pela pesquisa, pelo cuidado com os processos e pela construção de uma identidade estética singular.
“Nossa intenção foi reunir estilistas que representam diferentes formas de criar e mostrar que a moda feita por mulheres negras é múltipla, sofisticada e contemporânea. Sabemos que há muitas outras profissionais desenvolvendo trabalhos relevantes, mas escolhemos cinco trajetórias que, juntas, revelam parte da riqueza e da diversidade da moda autoral brasileira. O resultado ficou maravilhoso”, afirma Ana Paula Fernandes (@anapauladks), que assina o styling e a direção criativa do editorial.
As produções aproximam diferentes expressões da moda autoral brasileira: da pesquisa têxtil de Naya Violeta à alfaiataria contemporânea de Ângela Brito; da proposta sustentável da AZ Marias, criada por Cíntia Felix, ao trabalho desenvolvido por Mônica Sampaio na Santa Resistência; passando pelas criações sob medida do Ateliê Natália Santos. Os acessórios da Zambia Brand completam as composições e reforçam o diálogo entre design, artesania e moda.
Este editorial celebra a potência criativa de mulheres negras que ajudam a ampliar o repertório da moda brasileira e inspiram novas gerações de criadoras. Ao reunir cinco trajetórias em uma mesma produção, o Mundo Negro presta uma homenagem à diversidade de talentos que vêm transformando o setor e reafirma a importância de tornar cada vez mais visíveis profissionais que escrevem, todos os dias, o presente, e o futuro, da moda brasileira.
Celebrado em 25 de julho, o Dia Nacional de Tereza de Benguela homenageia a mulher negra que governou por 20 anos um quilombo próspero no Mato Grosso.
O Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrado em 25 de julho e instituído pela Lei 12.987, de 2014, homenageia uma das lideranças quilombolas mais importantes da história do Brasil colonial. Tereza governou por cerca de duas décadas o Quilombo do Quariterê, também chamado de Quilombo do Piolho, localizado no Vale do Guaporé, região que hoje corresponde ao estado do Mato Grosso, na fronteira com a Bolívia. Sua trajetória reúne estratégia militar, habilidade política e capacidade de administrar uma comunidade inteira em um contexto de perseguição constante, mas segue menos conhecida do que a de outras figuras da resistência negra brasileira.
A origem de Tereza divide os registros históricos até hoje. Documentos portugueses da época a descrevem como uma mulher africana, embarcada no porto de Benguela, atual segunda província mais populosa de Angola, o que explicaria o sobrenome pelo qual ficou conhecida. Outros pesquisadores defendem que ela nasceu em território brasileiro, filha de pessoas já escravizadas na região das minas do Guaporé, e não existe consenso definitivo entre os historiadores sobre qual dessas versões está correta.
Foto: Alpar/Reprodução
O que se sabe com mais segurança vem dos chamados Anais de Vila Bela, principal fonte documental produzida pela própria administração colonial sobre o Quariterê. Tereza era casada com José Piolho, homem negro que fundou o quilombo ainda nas primeiras décadas do século XVIII, quando a descoberta de ouro e pedras preciosas na região atraiu um contingente cada vez maior de pessoas escravizadas para o trabalho forçado nas minas. Após a morte do marido, assassinado por soldados a serviço da Coroa portuguesa, Tereza assumiu o comando da comunidade e passou a ser chamada de Rainha Tereza, ou Rainha Negra do Pantanal, título que os próprios documentos coloniais da época já registravam.
Uma sociedade organizada e autossuficiente
Sob a liderança de Tereza, o Quariterê deixou de ser apenas um refúgio de pessoas fugidas da escravização e se transformou em uma sociedade estruturada, com economia própria e sistema de governo coletivo. A comunidade cultivava algodão, milho, feijão, mandioca e banana, mantendo excedente suficiente para comercializar produtos com povoados vizinhos. Também desenvolveu produção têxtil a partir do algodão colhido e técnicas de metalurgia para fabricar ferramentas e armas, reaproveitando inclusive o ferro que antes servia para marcar e subjugar corpos escravizados, em um gesto que historiadores descrevem como símbolo direto da inversão do instrumento de opressão em ferramenta de autonomia.
Foto: reprodução redes sociais
A organização política do quilombo também chamava atenção dos próprios colonizadores, que registraram o funcionamento da comunidade com uma mistura de espanto e desconfiança. Representantes de diferentes núcleos do Quariterê se reuniam periodicamente em um sistema de decisão coletiva, descrito nos Anais de Vila Bela como semelhante a um parlamento, em um momento histórico em que esse tipo de governo representativo ainda não existia de forma organizada nas colônias portuguesas na América. As estimativas sobre o número de moradores variam entre os registros consultados, indo de pouco mais de cem pessoas a números bem maiores em fontes menos consensuais, mas a maioria dos historiadores concorda que o Quariterê reunia negros e indígenas, sendo por isso descrito como o maior quilombo já registrado no atual estado do Mato Grosso.
Estratégia, defesa e resistência
A dimensão militar do Quariterê foi determinante para sua sobrevivência por tanto tempo, em uma era em que a maioria das comunidades formadas por pessoas fugidas da escravização era destruída em poucos anos pelas forças coloniais. Tereza estruturou um sistema de defesa que aproveitava o próprio armamento capturado dos colonizadores em confrontos anteriores, transformando cada ataque frustrado em reforço para a próxima investida contra o quilombo. A localização do Quariterê, de difícil acesso em meio ao Pantanal e cercada por rios e vegetação densa, também funcionava como proteção natural contra as expedições enviadas para destruí-lo, exigindo dos soldados portugueses um deslocamento longo e arriscado.
Foto: Gravura Jean Baptiste Debret
Essa combinação de organização econômica, estrutura política e capacidade de defesa permitiu que o Quariterê resistisse por mais de duas décadas sob o comando de Tereza, período em que a comunidade chegou a negociar e trocar mercadorias diretamente com colonizadores da região, driblando o isolamento que normalmente condenava outros quilombos ao esgotamento de recursos.
O quilombo foi destruído em 1770 por uma expedição comandada por Luís Pinto de Sousa Coutinho, então governador da capitania de Mato Grosso, que via na força e na autonomia do Quariterê uma ameaça direta ao controle colonial sobre a região das minas. A partir desse ataque, os relatos sobre o destino de Tereza divergem entre os historiadores. Parte da bibliografia afirma que ela foi capturada e morta pelas tropas portuguesas junto com outros quilombolas, enquanto outros registros sugerem que Tereza teria tirado a própria vida diante da destruição do quilombo, recusando-se a ser reescravizada depois de anos governando como mulher livre. Não há consenso documental sobre qual dessas versões corresponde exatamente aos fatos, e essa é uma das lacunas que a historiografia sobre Tereza ainda tenta preencher, resultado direto de como a história oficial do período tratou a experiência de lideranças negras como registro secundário.
Foto: gerada por IA
Um nome que ainda precisa ser lembrado
A imagem mais difundida atribuída a Tereza de Benguela, com escarificações no rosto, não corresponde às marcas tradicionais dos povos da região de Benguela, o que indica que a ilustração não representa de fato sua aparência física. Como nenhum retrato de Tereza foi produzido em vida, a representação em circulação hoje foi adotada posteriormente por organizações do movimento negro como símbolo de sua liderança, e não como registro fiel de sua imagem. O detalhe reforça um ponto central para pesquisadores do tema, o de que tratar todas as pessoas escravizadas como um grupo homogêneo apaga as identidades étnicas e culturais específicas de cada povo africano trazido ao Brasil.
Foto: reprodução
Mesmo com a data oficial instituída há mais de uma década, Tereza de Benguela segue menos presente do que outras figuras da resistência negra brasileira nos currículos escolares e nas comemorações de 25 de julho. Seu nome ganhou espaço em manifestações culturais ao longo dos anos, como o enredo “Tereza de Benguela, Uma Rainha Negra no Pantanal”, apresentado pela escola de samba Unidos do Viradouro no carnaval de 1994, e em composições musicais posteriores que buscaram resgatar sua memória fora dos livros de história. Ainda assim, sua trajetória como estrategista, administradora e líder política de uma comunidade autossuficiente permanece como um dos registros mais concretos de que mulheres negras construíram, sustentaram e defenderam estruturas de poder próprias no Brasil desde o período colonial, muito antes de qualquer reconhecimento oficial existir para contar essa história.
Personal trainer Juliane Daianny explica como a atividade física ajuda a mulher negra a enfrentar sintomas da menopausa com mais saúde e autonomia
A menopausa marca o fim natural da fase reprodutiva feminina, caracterizada pela última menstruação espontânea da mulher e dA menopausa é o fim natural da fase reprodutiva feminina, caracterizada pela última menstruação espontânea da mulher. Diagnosticada após 12 meses consecutivos sem sangrar, ocorre geralmente entre os 45 e 55 anos devido à queda na produção dos hormônios estrogênio e progesterona pelos ovários, fase em que a mulher chega à transição da vida reprodutiva para a não reprodutiva. Antes dela, existe a perimenopausa, período em que as oscilações hormonais já provocam alterações como ondas de calor, insônia, alterações de humor, fadiga, perda de massa muscular e osteoporose. Além disso, mulheres negras costumam estar mais expostas a fatores de risco, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.
Durante muito tempo, a menopausa foi tratada como um assunto íntimo, mas cercado de silêncio e desinformação. Para mulheres negras, esse silêncio é ainda mais profundo. Além de transformações hormonais naturais dessa fase da vida, muitas enfrentam desigualdades no acesso a serviços de saúde, tem seus sintomas minimizados e convivem com uma sobrecarga física e emocional que pode tornar essa transição ainda mais desafiadora.
É nesse contexto que o exercício físico deixa de ser apenas uma estratégia apenas estética e passa a ser uma ferramenta de cuidado integral. A prática regular de atividades físicas contribui para preservar a massa muscular, reduzir a perda de massa óssea, melhorar o equilíbrio e diminuir o risco de quedas. Também favorece o controle da pressão arterial, melhora a sensibilidade à insulina, auxilia na qualidade do sono e contribui diretamente na redução de sintomas de ansiedade e depressão, que são comuns durante essa fase.
Os exercícios de força ajudam a preservar a massa muscular, fortalecer os ossos e manter a independência nas atividades do dia a dia. Já os exercícios aeróbicos como caminhada, dança, jump, bicicleta e corrida, colaboram para a saúde cardiovascular, enquanto desenvolvem mobilidade, flexibilidade, equilíbrio, reduzindo os riscos de lesões e melhorando a qualidade de vida.
Mas talvez o maior benefício do exercício físico seja lembrar as mulheres que seus corpos continuam capazes. Em uma sociedade que frequentemente inviabiliza mulheres maduras – e ainda mais as mulheres negras- movimentar-se também pode ser um gesto de autonomia, autoestima, autocuidado e pertencimento.
Falar sobre a menopausa na população negra é reconhecer que saúde na menopausa não depende apenas de reposição de hormônios. Ela também é influenciada pelas condições de vida, pelo acesso à informação, ao cuidado de qualidade e às oportunidades para manter hábitos saudáveis. Envelhecer faz parte da vida. Envelhecer com saúde, dignidade e autonomia deve ser um direito de todas as mulheres. E o exercício físico é um dos caminhos mais acessíveis, seguros e eficazes para tornar essa jornada mais leve, ativa e mais justa.
Juliane Daianny é personal trainer especialista em treinamento feminino, CREF 199042-G/SP, proprietária do Studio JD011 e integrante do time Nike.
Marchas, shows, festivais e encontros literários ocupam cidades como Salvador, Belém, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraty entre os dias 23 e 26 de julho
O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, será marcado por uma programação que reúne marchas, shows, festivais, exposições, debates e atividades culturais em diferentes cidades brasileiras.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Salvador, Belém, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraty recebem eventos que destacam a produção artística, a atuação política e os saberes construídos por mulheres negras. No Brasil, a data também celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela.
Confira nove eventos que integram essa agenda:
Festival Stella do Patrocínio com Linn da Quebrada no Rio
O Museu Bispo do Rosário realiza, no sábado (25), a primeira edição do Festival Stella do Patrocínio. A programação homenageia a artista, conhecida por seu “Falatório”, conjunto de registros em áudio que transformou sua voz em um importante testemunho contra o racismo, o patriarcado e a antiga lógica manicomial.
Com início às 13h30, o festival terá a abertura da exposição “Na Boca da Noite”, de Medusa Yoni, além de ato cênico, exibição de curta-metragem, apresentações, feira de economia criativa e uma conversa musical com Linn da Quebrada. A programação termina com uma roda de samba comandada por Carol Cardoso.
Serviço: Data: 25 de julho Horário: a partir das 13h30 Local: Museu Bispo do Rosario, Rio de Janeiro (RJ)
Marcha das Mulheres Negras ocupa Copacabana por reparação e Bem Viver
A 12ª Marcha das Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro acontece no domingo (26), com concentração a partir das 10h, no Posto 2 da Praia de Copacabana.
Coordenada pelo Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro, a mobilização reúne organizações, coletivos e movimentos sociais em defesa da democracia, da reparação histórica e do Bem Viver. A marcha também denuncia o racismo, o sexismo e as desigualdades que atingem a população negra.
Serviço: Data: 26 de julho Horário: concentração às 10h Local: Posto 2 da Praia de Copacabana, Rio de Janeiro (RJ)
Casas de Cultura de São Paulo promovem programação gratuita para todas as idades
As Casas de Cultura Municipais de São Paulo recebem atividades gratuitas em celebração ao mês da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A agenda contempla públicos de diferentes idades com teatro, palestras, oficinas e performances.
Entre as atrações estão o espetáculo “Resgate Ancestral”, na Casa de Cultura Campo Limpo; a palestra “Trançando caminho: O Protagonismo da Mulher Negra Latino-Americana no Empreendedorismo”, na Cidade Ademar; a oficina de tranças “Força das raízes”, em São Miguel; e a segunda edição do evento “DIVAS”, na Casa de Cultura Hip Hop Sul.
Serviço: Datas: 23, 25 e 26 de julho Horários: 10h, 12h, 14h e 16h, conforme a atividade Locais: Casas de Cultura Municipais de São Paulo (SP) Entrada: gratuita
Marcha das Mulheres Negras da Bahia percorre o Centro de Salvador
O Movimento de Mulheres Negras da Bahia ocupa as ruas de Salvador no sábado (25) com uma marcha por reparação e Bem Viver. A concentração começa às 8h, na Praça da Piedade, e segue em direção ao Terreiro de Jesus.
O ato integra a 14ª edição do Julho das Pretas, que neste ano reúne 675 atividades organizadas por 292 organizações e coletivos. A mobilização defende a reparação histórica, a justiça racial, a democracia e os direitos de meninas e mulheres negras.
Serviço: Data: 25 de julho Horário: concentração às 8h Local: Praça da Piedade, com caminhada até o Terreiro de Jesus, Salvador (BA)
Marcha das Mulheres Negras Amazônidas chega à 11ª edição
Em Belém, a 11ª Marcha das Mulheres Negras Amazônidas acontece no sábado (25), com o tema “Ancestralidade: um projeto de futuro que se faz agora”.
A concentração será às 9h, no Quilombo da República, com percurso pelo entorno da Praça da República. A mobilização destaca os saberes ancestrais, a defesa dos territórios, a justiça racial, a participação política e o protagonismo das mulheres negras da Amazônia.
Serviço: Data: 25 de julho Horário: concentração às 9h Local: Quilombo da República, com percurso pela Praça da República, Belém (PA)
Angela Davis e Wole Soyinka participam de diálogo em Paraty
A ativista e filósofa Angela Davis e o escritor nigeriano Wole Soyinka, vencedor do Nobel de Literatura, participam do encontro “América e África: uma conversa Atlântica”.
Com mediação da jornalista Flávia Oliveira, a conversa propõe um diálogo sobre a luta negra, as conexões entre os dois continentes e o pensamento pan-africano.
Serviço: Data: 25 de julho Horário: 18h Local: casas parceiras da Flip, em Paraty (RJ)
Espetáculo “Ancestranças” reúne diferentes gerações de artistas negras em Salvador
A Praça Maria Felipa recebe, no domingo (26), o show “Ancestranças – Mulheres Negras Escrevem o Mundo”. A apresentação reúne Larissa Luz, Zezé Motta, Mariene de Castro, Melly, Karol Conká e MC Tha.
Gratuito, o espetáculo promove um encontro entre gerações, linguagens e territórios por meio da música, da poesia e de homenagens a artistas e pensadoras negras.
Serviço: Data: 26 de julho Horário: 18h30 Local: Praça Maria Felipa, Salvador (BA) Entrada: gratuita
Marcha das Mulheres Negras de São Paulo ocupa as ruas e reivindica poder político
Com o mote “Mulheres negras nas ruas e nas urnas”, a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo realiza sua 11ª edição no sábado (25). A concentração acontece às 13h, na Praça Roosevelt, seguida de cortejo até o Theatro Municipal.
A programação inclui uma aula pública com Cida Bento, Lenny Blue e Astrogilda, leitura do manifesto de 2026 e intervenções culturais. O ato reivindica justiça para Luana Barbosa, reparação, democracia e maior presença de mulheres negras nos espaços de decisão e poder.
Serviço: Data: 25 de julho Horário: concentração às 13h Local: Praça Roosevelt, com cortejo até o Theatro Municipal, São Paulo (SP)
Ryane Leão conversa sobre literatura e vivências de mulheres negras
O Museu Afro Brasil Emanoel Araújo recebe a poeta e educadora Ryane Leão para um bate-papo sobre literatura, processos de escrita e as vivências de mulheres negras.
A atividade acontece no sábado (25), na Biblioteca Carolina Maria de Jesus, localizada dentro do museu.
Serviço: Data: 25 de julho Horário: das 14h às 16h Local: Biblioteca Carolina Maria de Jesus, no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, São Paulo (SP)
Museu da Inconfidência celebra mulheres negras com programação gratuita
O Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, realiza, nos dias 24 e 25 de julho, uma programação especial pelo Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, pelo Dia Nacional de Tereza de Benguela e pelo Dia Municipal de Efigênia Carabina.
No dia 24, a agenda começa às 18h, no anexo do museu, com a exibição do documentário “O Afeto é Ancestral”, de Jade Iasmin, seguida de uma roda de conversa. No dia 25, a partir das 13h30, a programação reúne DJ sets com Roa e Guarasuca, oficinas de samba de roda e ritmos populares, além de uma feira e exposição de arte e artesanato.
Serviço: Datas: 24 e 25 de julho Horários: às 18h, no dia 24, e a partir das 13h30, no dia 25 Locais: Anexo do Museu da Inconfidência, no dia 24; Museu da Inconfidência — Praça Tiradentes, 139, Centro, no dia 25 Entrada: gratuita
Tem mês que pede celebração, e julho é um deles. Mês das mulheres pretas, mês de reafirmar histórias e de reconhecer quem sustenta, no dia a dia, projetos que nascem da nossa gente para a nossa gente. Em Aracaju, essa celebração ganha endereço e data marcada: no dia 25 de julho, a partir das 17h, a Casa do Dendê realiza mais uma edição da Gira da Casa, um encontro em que comida, música, arte e afroempreendedorismo caminham juntos.
À frente do movimento está a chef Bianca Oliveira, pesquisadora da cultura alimentar afro-brasileira e fundadora da Casa do Dendê (@casadodendearacaju). Para ela, a Gira é muito mais do que um evento gastronômico. “A Gira da Casa é um movimento que nasce da Casa do Dendê para celebrar a nossa ancestralidade por meio do alimento e fortalecer o afroempreendedorismo. É um espaço onde a comida, a música, a arte e os encontros caminham juntos, valorizando o trabalho de empreendedores negros, de Axé e da comunidade LGBTQIA+”, conta.
O alimento tem lugar de destaque nessa história. Nesta edição, a Casa do Dendê preparou um cardápio que celebra as raízes da cozinha regional, com o angu de milho com rabada aquecendo a mesa ao lado de acarajé, abará, creme de macaxeira, xinxim de galinha com vatapá e farofa de dendê, bolinhos de feijoada, coxinha de xinxim, bolinho de estudante, caldos, drinks com ervas e muitos outros sabores. “Nossa ideia é criar um ambiente de troca, afeto e celebração, onde as pessoas possam conhecer artistas, escritores, marcas e projetos que movimentam a cultura preta em Sergipe”, explica Bianca.
A Gira também abre espaço para outras mulheres à frente de projetos potentes. Nesta edição, participam as marcas Zawadi Afro, Cria de Malandra, Brilho Tribal, Adupe Corpo Coreográfico e Afroliz Cosméticos, movimentando juntas a economia e a criatividade que, como diz a chef, já nasce com a gente. A programação inclui samba de terreiro a partir das 20h, num ritmo que é só nosso e de pés no chão. Quem se sentir à vontade pode ir vestido de branco e azul.
A entrada custa R$ 15, valor destinado a cobrir parte dos custos de um movimento feito por elas e para elas. “A Gira é isso: fortalecimento da cultura alimentar, um encontro para celebrar quem somos e quem empreende e movimenta esse Axé”, resume Bianca Oliveira.
Serviço
Gira da Casa, edição Julho das Pretas Data: 25 de julho de 2026 Horário: a partir das 17h (samba de terreiro às 20h) Local: Casa do Dendê, Rua Dr. Bezerra de Menezes, 116, Coroa do Meio, Aracaju (SE), CEP 49035-240 Entrada: R$ 15 Traje sugerido: branco e azul Instagram: @casadodendearacaju Chef: Bianca Oliveira (@chefbiancaoliveira)
A atriz Taís Araujo foi anunciada como a protagonista de ‘As Mulheres do Meu Pai’, adaptação para o cinema do romance do escritor angolano José Eduardo Agualusa. O filme será dirigido pelo o cineasta português Mário Patrocínio (Maria Vitória).
No filme, Taís vai interpretar Laurentina, uma jovem moçambicana adotada por um casal luso-brasileiro e criada no Brasil. Ao receber uma carta do pai biológico, um renomado contrabaixista angolano, ela viaja a Angola para encontrá‑lo, mas descobre que ele havia morrido pouco antes de sua chegada. A narrativa se desenvolve a partir deste momento como uma busca por memória, identidade e pertencimento, conectando diferentes territórios do espaço lusófono.
“Interpretar uma personagem que embarca numa jornada para descobrir a sua própria identidade reflete o tipo de histórias que busco ao longo da minha carreira”, afirmou Taís Araújo ao site norte-americano Deadline. “Fazer parte de um filme que celebra a beleza da ancestralidade africana, contada pela perspectiva dos nossos irmãos e irmãs portugueses, é profundamente gratificante, e mal posso esperar para partilhá-lo com o público.”
‘As Mulheres do Meu Pai’ é fruto de uma coprodução entre a brasileira Elo Studios e a portuguesa Bro Cinema. “O romance de Agualusa é uma obra literária poderosa que aborda identidade e ancestralidade a partir de uma perspectiva universal, e acreditamos que esta adaptação tem um grande potencial para repercutir globalmente”, destacou Sabrina Nudeliman Wagon, CEO da Elo Studios.
Autor de reconhecida trajetória, José Eduardo Agualusa é uma das vozes mais proeminentes da literatura africana em língua portuguesa. Entre os prêmios e indicações, estão o Independent Foreign Fiction Prize e a candidatura ao Booker International Prize. Sobre a adaptação, o autor declarou que o romance “nasceu, antes de tudo, como cinema” e expressou confiança na direção de Mário Patrocínio: “Confio na visão de Mário e em sua capacidade de preservar a delicadeza do livro, ao mesmo tempo que abraça a liberdade criativa que o cinema exige. Acredito que somente um cineasta com sua maturidade e relação orgânica com a África pode transformar isso não apenas em uma adaptação, mas em um encontro.”
A Elo Studios também ficará responsável pela distribuição do longa no Brasil. Não há, até o momento, informações sobre início de filmagens ou data de estreia.
Cantora celebra conquista, relembra a falta de diversidade corporal em sua infância e responde a quem se incomoda com sua presença na publicação.
Lizzo é a estrela da capa digital de julho de 2026 da Sports Illustrated Swimsuit. Fotografada por Robin Harper em Miami, nos Estados Unidos, a cantora e empresária aparece pela primeira vez na capa da publicação usando peças de diferentes marcas, incluindo sua linha Yitty Swim.
Em entrevista de capa conduzida por Mickey Boardman, diretor editorial da Paper Magazine, Lizzo contou que acompanhava a edição de moda praia desde a infância, mas não imaginava que uma pessoa com seu tipo de corpo pudesse ocupar aquele espaço.
A percepção da cantora está ligada à história da publicação, marcada durante décadas pelo protagonismo de mulheres brancas e magras. Pessoas negras e gordas chegaram às capas de forma tardia e ainda pouco frequente: Tyra Banks se tornou a primeira mulher negra a aparecer na capa em 1996 e, no ano seguinte, protagonizou a primeira capa solo de uma modelo negra. Já Ashley Graham foi a primeira modelo plus size a conquistar a edição, em 2016. Os marcos são reconhecidos pela própria Sports Illustrated Swimsuit em sua retrospectiva sobre diversidade corporal.
Aos 38 anos, Lizzo faz história ao ser a primeira mulher negra e gorda na capa. Para ela, a imagem mostra como as referências ligadas à beleza, à confiança e ao conceito de “corpo de moda praia” se transformaram desde sua infância.
A artista também destacou a diversidade apresentada no desfile da revista durante a Swim Week, em maio. A programação reuniu pessoas com diferentes corpos, incluindo grávidas, e contou com uma apresentação musical de Lizzo, que também exibiu peças da Yitty Swim.
Segundo a cantora, a capa representa o encontro de dois projetos que ela já imaginava próximos. Ao desenvolver a Yitty Swim, Lizzo acreditava que a linguagem da marca poderia dialogar com a Sports Illustrated Swimsuit e afirmou ter, de certa forma, “manifestado” essa conquista.
Ao comentar as possíveis reações à imagem, Lizzo descreveu a própria presença na capa como “sexy, gorda e fabulosa”. Em vez de reduzir sua expressão diante das críticas, deixou uma resposta direta para quem se sentir incomodado:
“Uau… ver essa capa, com meu visual sexy, gordo e fabuloso usando meu traje de banho da Yitty, pode incomodar algumas pessoas. Mas, sabe… que continuem incomodadas.”, afirmou a Paper Magazine.
Para a artista, a confiança não depende de um modelo específico de corpo ou traje de banho, mas da liberdade de cada pessoa para se sentir bem com suas escolhas. Depois de alcançar diferentes objetivos profissionais, Lizzo afirmou que agora busca sonhos mais pessoais, ligados ao bem-estar, à alegria e ao direito de aproveitar a vida no próprio corpo.
Nanã, a orixá mais velha do candomblé, ensina através de seus itans que esperar não é ficar parado, mas confiar no tempo próprio de cada conquista
O sató, ritmo grave e vagaroso reservado a Nanã, obriga o corpo a desacelerar antes mesmo de o transe começar. Os passos são curtos, os punhos cerrados, as mãos estendidas à frente, uma sobre a outra, como quem apoia um bastão e ampara um corpo cansado de uma longa jornada. Não há pressa nesse movimento porque não há pressa em Nanã, e quem já viu essa dança entende, antes de qualquer explicação, que está diante da orixá mais antiga do panteão.
Nanã chegou ao culto iorubá vinda de mais longe do que a maioria dos orixás que hoje dividem terreiro com ela. De origem jeje, do antigo reino do Daomé, na região que corresponde ao atual Benin, seu culto é anterior à própria formação do panteão nagô-iorubá, e pesquisas de Pierre Verger indicam que, nas terras onde ela era originalmente cultuada, ocupava um posto hierárquico próximo ao de Olorum, a divindade suprema. Quando os povos nagôs entraram em contato com o Daomé, Nanã foi incorporada à mitologia iorubá sem perder o peso que já carregava, e é exatamente essa antiguidade que a tradição preserva quando a chama, com carinho e reverência, de avó.
Foi Nanã quem entregou a Oxalá o barro primordial retirado do fundo das águas paradas, e foi com esse barro que os primeiros corpos humanos foram moldados. Antes de sermos gente, fomos lama, e é para essa lama que a tradição afirma que retornamos ao fim da vida. Não por acaso, Nanã é chamada de senhora da morte em muitas casas de candomblé, mas o ensinamento que os terreiros guardam não trata a morte como interrupção brusca. Trata-a como continuidade, o fechamento de um ciclo que abre espaço para outro começar, da mesma lama de onde tudo partiu.
Essa relação entre origem e retorno explica por que Nanã é tão associada às águas que não correm, os pântanos, os mangues, os lagos profundos, os lugares onde nada se move depressa. Um rio corre porque busca o mar. Um pântano simplesmente é, e permanece sendo, guardando em silêncio o que se decompõe em sua superfície até que a decomposição vire, de novo, matéria de vida.
Um dos itans mais conhecidos sobre Nanã narra o dia em que os orixás se reuniram para decidir qual deles era mais indispensável à humanidade. Ogum, senhor dos metais, reivindicou o posto, e a maioria concordou, já que o ferro havia trazido caça, ferramenta e progresso a todos. Nanã foi a única que discordou, e Ogum a desafiou a provar que conseguiria viver e realizar seus rituais sem nada do que ele fabricava. Ela aceitou. A partir daquele dia, Nanã declarou que jamais usaria o que vinha de Ogum, e seus filhos, caçadores, passaram a abater os animais destinados a seu culto com facas de madeira em vez de metal, prática que os terreiros mantêm até hoje.
O que essa disputa ensina não é apenas sobre resistência, mas sim, sobre a diferença entre o que parece indispensável no momento e o que de fato sustenta alguém no tempo. Ogum ofereceu velocidade, o corte rápido, a ferramenta eficiente. Nanã escolheu o caminho mais lento, o pedaço de madeira lascado à mão, e não perdeu poder algum por isso. Ao contrário, seu culto segue firme séculos depois, provando que aquilo que se constrói sem pressa não precisa da urgência de ninguém para se manter de pé.
O culto a Nanã atravessou o Atlântico dentro da tradição jeje, distinta da nagô que trouxe a maioria dos orixás mais populares no Brasil, e por isso Nanã costuma ocupar um lugar mais discreto nos terreiros urbanos, cultuada com a mesma seriedade, mas sem o alarde que cerca outros nomes do panteão. Seu emblema é o ibiri, um cetro de palha da costa entrelaçado com talos de dendezeiro e búzios, usado para afastar espíritos e energias que atrapalham a passagem entre um estado e outro. No Brasil, seu culto foi aproximado de Sant’Ana, avó de Jesus na tradição católica, e as duas são celebradas na mesma data, 26 de julho, uma coincidência de calendário que os terreiros transformaram em ponte entre duas ancestralidades femininas.
Numa sociedade que mede valor pela velocidade de quem chega primeiro, pedir a Nanã é pedir o oposto do que se costuma pedir aos orixás mais aclamados. Não se pede a ela um atalho, porque atalho não é da natureza de quem escolheu o bastão em vez da faca afiada, o passo curto em vez da corrida. Pede-se paciência, e paciência, na tradição que Nanã representa, não significa ficar parado esperando que a vida aconteça. Significa acalmar o coração o suficiente para reconhecer o próprio tempo das coisas, seja uma carreira que se constrói alicerce por alicerce, seja um relacionamento que amadurece porque duas pessoas resistiram à pressa de queimar etapas.
O barro que Nanã entregou a Oxalá não virou gente da noite para o dia; ele precisou de tempo para secar, tempo para tomar forma, tempo para receber o sopro que o transformou em vida. É esse mesmo tempo que a tradição pede a quem chega até ela, não a certeza de que tudo vai dar certo rápido, mas a confiança de que o que é de fato seu vai até você, no momento em que estiver pronto para sustentar o peso do que pediu.
Lista reúne celebridades da música, do cinema, da moda e do esporte com raízes em Cuba, Colômbia, Peru e Panamá, celebrando o Dia 25 de julho.
Dez celebridades que carregam ascendência latino-americana ou caribenha reúnem, cada uma à sua maneira, histórias de origem que atravessam a música, o cinema, a moda e o esporte em escala global. A lista foi organizada pelo Mundo Negro em referência ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, data que nasceu em 1992 durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, e reconhecida posteriormente pela Organização das Nações Unidas.
No Brasil, o mesmo dia também celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder que comandou o Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, no século 18. A seleção a seguir olha para fora do país, reunindo nomes que, por herança familiar ou local de nascimento, carregam raízes de países como Cuba, República Dominicana, Colômbia, Peru, Porto Rico, Panamá, Trinidad e Tobago, Barbados e Guiana.
Rihanna
Foto: WireImage /Getty Images
Nasceu em Saint Michael, em Barbados, ilha caribenha de onde também vem seu pai, enquanto a mãe tem ascendência da Guiana, e construiu carreira na música antes de se tornar empresária à frente de marcas de cosméticos e moda íntima.
Cardi B
Foto: Gilbert Flores /Getty Images
Nasceu no Bronx, filha de pai dominicano e mãe trinitária, união que molda sua identidade caribenha dentro da cena musical americana, onde se consolidou como uma das rappers mais ouvidas do mundo.
Celia Cruz
Foto: Getty Images
Nasceu em Havana, Cuba, e tornou-se símbolo da diáspora cubana nos Estados Unidos, onde construiu carreira na música como uma das vozes mais reconhecidas da salsa latino-americana.
Zoë Saldaña
Mike Coppola/Getty Images
É filha de mãe dominicana e pai porto-riquenho, cresceu entre as duas culturas caribenhas e se consolidou no cinema como uma das atrizes latinas mais bem-sucedidas de Hollywood.
Nia Long
Foto:NY Magazine
Nasceu no Brooklyn, filha de mãe com ascendência de Trinidad e Tobago, Granada e Barbados, e construiu carreira no cinema e na televisão carregando essa identidade caribenha.
Tessa Thompson
Foto: PhilipRomano
Nasceu em Los Angeles, filha de pai com ascendência afro-panamenha e mãe de ascendência mexicana, herança que atravessa sua trajetória no cinema.
Amara La Negra
Foto: Aleesha Carter
Cresceu entre Miami e a República Dominicana, país de onde vem sua família, referência que atravessa toda sua carreira na música e na televisão.
Susana Baca
Foto: divulgação
Nasceu em Lima e tem raízes na comunidade afro-peruana do país, tradição musical que passou a representar internacionalmente ao longo de sua carreira na música.
Sheryl Lee Ralph
Foto: reprodução redes sociais
Nasceu em Waterbury, Connecticut, filha de pai afro-americano e mãe jamaicana, e construiu carreira como atriz e cantora, hoje reconhecida pelo papel de professora em “Abbott Elementary”
Caterine Ibargüen
Foto: getty images
Nasceu em Apartadó, no Urabá antioquenho, na Colômbia, região que a formou antes de se tornar referência mundial no esporte, como campeã olímpica de salto triplo.
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