O cantor e compositor Jota.pêestreou hoje (14) o videoclipe de “Até Outro Dia Amor”, com a atriz Thainá Duarte dividindo os visuais ao lado do artista. O lançamento marca o primeiro single oficial de sua carreira solo após a consagração com três Grammys Latinos em 2024 pelo álbum “Se o Meu Peito Fosse o Mundo”.
Disponível desde ontem (13) em todas as plataformas digitais, a faixa antecipa um próximo álbum e chega como um novo capítulo da trajetória autoral do artista, que também se prepara para estreia no Rock in Rio 2026, em 11 de setembro, no Palco Sunset.
Produzido por Felipe Vassão — com coprodução do próprio Jota.pê —, “Até Outro Dia Amor” explora os encontros e desencontros do amor a partir de uma sonoridade que passeia pelo reggae e diferentes influências da música brasileira. A inspiração para a faixa nasceu de uma experiência pessoal: “Ela nasceu de um romance lindo que eu vivi, mas que acabou. Eu ia dizer que não deu certo, mas acabar não significa que não deu certo. Foi bonito. O nome vem muito desse lugar: de entender que o amor pode não funcionar hoje, mas que a gente espera encontrar esse sentimento novamente daqui a pouco. É como um ‘até logo’ para o amor”, comenta o cantor.
Sem abrir mão da mistura de referências que marca sua identidade artística, o cantor utiliza o reggae como ponto de partida para construir uma canção que transita por diferentes universos musicais. “Esse som tem uma influência de reggae, entre outras coisas. No meu trabalho solo eu misturo muito os gêneros. Meu samba nunca é apenas um samba, meu xote nunca é apenas um xote. Esse reggae também carrega outros elementos, não por falta, mas justamente pela vontade de misturar”, detalha.
“Até Outro Dia Amor” não aponta necessariamente para um destino já definido. Para o cantor, a faixa representa uma travessia criativa para o que vem por aí: “Eu acredito que esse single é um interlúdio, um caminho para um disco que eu ainda não descobri completamente como será. Quem ouvir vai perceber o mesmo amor e o mesmo tesão que eu tenho por fazer música. Eu amo o que faço e me divirto muito criando. Essa música tem muito disso”, finaliza.
A atriz Halle Berry completa 60 anos nesta sexta-feira (14) e celebra a chegada da nova década com otimismo e gratidão. Em entrevista recente à revista Hello!, a estrela de Hollywood afirmou estar vivendo um dos melhores momentos de sua vida, tanto pessoal quanto profissional.
“Eu me sinto muito bem com isso. Sinto que estou no melhor momento da minha vida, como atriz e em tudo o que faço. Chamei esse período de ‘meu capítulo mais importante’ e realmente acredito nisso”, declarou Berry.
Para a atriz, chegar aos 60 é motivo de celebração, não de receio. “Ser atriz, empreendedora e mulher nessa idade e poder fazer aquilo pelo qual sou verdadeiramente apaixonada é extremamente gratificante. Então, não tenho medo de envelhecer; estou apenas animada com o que vem pela frente”, completou.
Além da carreira no cinema, Berry tem se dedicado ao empreendedorismo na área de saúde e bem-estar. Ela é fundadora da Respin, empresa voltada para cuidados relacionados à menopausa. A premiada atriz afirma que sua maior conquista é a maternidade. “Tenho muito do que me orgulhar. Sou grata por isso [a vitória no Oscar]. Mas a minha maior fonte de orgulho são os meus filhos… Eles são as melhores coisas da minha vida”, disse a mãe de Nahla, 18, e Maceo-Robert, 12.
Halle está noiva do músico Van Hunt, 56, seu companheiro há cinco anos. “Olha só quem vai viajar para comemorar o aniversário de novo?! Dessa vez, só eu e o meu amor!”, escreveu no Instagram nesta semana, acompanhada de diversas fotografias celebrando a chegada dos seus 60 anos.
O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, foi alvo de ofensas racistas praticadas por torcedores do Rosario Central durante o jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, nesta quinta-feira (13), na Argentina.
Em entrevista logo após a partida, Hugo Souza relatou a recorrência do racismo em jogos no país vizinho. “Infelizmente toda vez que a gente vem aqui é assim, o jogo todo, parece uma coisa comum, que não pode ser. É o jogo todo chamando de macaco, mono, negro de merda. Isso é uma coisa que acontece frequentemente aqui. Minha única atitude que posso fazer é comunicar o juiz, porque infelizmente é algo que acontece com frequência aqui. O que tem de fazer é tentar manter a cabeça no jogo e torcer para que isso um dia mude”, disse o atleta.
Durante todo o primeiro tempo, foi presenciado xingamentos racistas vindos das arquibancadas atrás do gol defendido por Hugo. Na saída de campo no intervalo, um torcedor continuou as ofensas contra o goleiro; Hugo ouviu e reclamou em direção às arquibancadas.
No segundo tempo, após uma cobrança de tiro de meta em que chutou errado para a lateral, Hugo voltou a reclamar das ofensas e acionou a arbitragem. O capitão do Rosario Central, Ángel Di María, chegou a pedir calma aos torcedores ao ser avisado das ofensas pelo goleiro. O árbitro uruguaio Andrés Matonte fez o sinal de protocolo antirracismo com os braços, comunicando o ocorrido ao delegado da partida, mas não paralisou o jogo naquele momento.
O Corinthians emitiu nota oficial repudiando o episódio. Confira, na íntegra, o posicionamento do clube:
“O Sport Club Corinthians Paulista repudia veementemente e lamenta mais um episódio de racismo no futebol.
Na noite desta quinta-feira (13), no confronto contra o Rosario Central no estádio Gigante de Arroyito, válido pelas oitavas de final da CONMEBOL Libertadores, torcedores da equipe mandante cometeram atos racistas na arquibancada voltados ao goleiro Hugo Souza, do Timão, durante a partida.
O Clube cobrará uma investigação que resulte na identificação e punições apropriadas aos torcedores que cometeram tais atos.
É revoltante estarmos, mais uma vez, presenciando cenas como esta que não representam o que é o futebol.”
Aos 11 de agosto de 2026, Vercilene Francisco Dias defendeu sua tese de doutorado em Direito na Universidade de Brasília (UnB) e alcançou um marco inédito: tornou-se a primeira pessoa quilombola a obter o título de doutora em Direito no Brasil, segundo as informações apresentadas sobre sua trajetória acadêmica. A defesa ocorreu no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Direito da universidade.
Quilombola do território Kalunga, em Goiás, Vercilene construiu sua formação acadêmica e atuação profissional em torno de questões diretamente relacionadas aos direitos territoriais, à organização comunitária e às formas próprias de produção de conhecimento de seu povo.
Sua tese, intitulada “Começo, meio e começo: O Direito Achado Entre os Vãos do Território Quilombola Kalunga”, investiga como o povo Kalunga produz formas próprias de normatividade e organização social, articulando identidade, territorialidade, ancestralidade e vida comunitária.
O trabalho parte de uma perspectiva que reconhece o território não apenas como espaço físico, mas como lugar de memória, pertencimento, produção de vida e organização coletiva. A pesquisa também analisa a relação entre as práticas jurídicas desenvolvidas pela comunidade e o direito estatal.
Do território Kalunga ao Direito
A trajetória de Vercilene já havia ganhado reconhecimento nacional antes da chegada ao doutorado. Em 2022, ela foi escolhida pela Forbes Brasil para integrar a lista “20 Mulheres de Sucesso”, que naquele ano reuniu mulheres de diferentes áreas de atuação
Graduada em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), ela também concluiu mestrado em Direito Agrário na mesma instituição, tornado-se a primeira quilombola com título de mestre em Direito no Brasil.
Sua atuação na defesa de direitos territoriais quilombolas acompanha sua trajetória acadêmica. Vercilene é advogada popular e atua na defesa dos direitos das comunidades quilombolas, tendo exercido funções jurídicas na Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).
A relação entre pesquisa e território aparece diretamente na tese defendida na UnB. O estudo investiga práticas comunitárias, mecanismos próprios de decisão e estratégias de organização territorial do povo Kalunga, além dos desafios relacionados à regularização fundiária.
Uma pesquisa construída a partir das vivências Kalunga
A defesa do doutorado reforça uma característica central do trabalho de Vercilene: a aproximação entre conhecimento acadêmico e experiência comunitária.
Na pesquisa, a autora utiliza abordagens ligadas ao pluralismo jurídico, às epistemologias negras e às perspectivas contra-coloniais para analisar a existência de formas próprias de juridicidade dentro do território Kalunga.
O estudo conclui que essas práticas constituem uma expressão viva de pluralismo jurídico e aponta para a construção de uma teoria jurídica quilombola Kalunga comprometida com a autodeterminação, a justiça territorial e a continuidade dos modos de vida da comunidade.
A presença de uma quilombola na produção acadêmica de alto nível diversifica e define uma nova imagem de quem pode produzir conhecimento sobre territórios, direitos e comunidades tradicionais.
A Amazon Brasil realiza nesta quinta-feira (13) a 4ª edição do Encha Seu Kindle, campanha que reúne eBooks gratuitos e títulos com descontos superiores a 90% durante 24 horas.
Apesar do nome da iniciativa, não é preciso ter um aparelho Kindle para aproveitar os livros gratuitos. Os títulos adquiridos ficam vinculados à conta da Amazon e podem ser lidos pelo aplicativo Kindle em smartphones e tablets com iOS ou Android, pelo Kindle Cloud Reader no computador ou em dispositivos Kindle.
A campanha reúne livros de diferentes gêneros, incluindo ficção, romantasia, suspense, negócios e literatura infantojuvenil. Obras de autores independentes publicados pelo Kindle Direct Publishing (KDP), plataforma de autopublicação da Amazon, também participam.
Mais de 130 editoras são parte da iniciativa, entre elas Intrínseca, Nova Fronteira, HarperCollins Brasil, Companhia das Letras, Thomas Nelson Brasil, Biblioteca Azul e Conrad. Em títulos selecionados, os descontos ultrapassam 90%.
Machado de Assis e outros clássicos estão entre os gratuitos
A programação também inclui títulos clássicos da literatura disponíveis gratuitamente durante a campanha.
Segundo a Amazon, a seleção desta edição reúne obras de autores como Machado de Assis, Franz Kafka, William Shakespeare, Edgar Allan Poe, Platão, Eça de Queiroz e Monteiro Lobato.
Para facilitar a navegação pelo catálogo, a Amazon renovou a parceria com Íris, criadora do perfil @DivulgaNacional, que atua como curadora oficial da campanha e reúne indicações, sinopses e sugestões de leitura.
Como baixar os livros sem ter Kindle?
Para aproveitar a campanha, o leitor precisa ter uma conta da Amazon. Os eBooks adquiridos ficam associados à biblioteca digital dessa conta.
No celular ou tablet, é possível utilizar gratuitamente o aplicativo Kindle, disponível para aparelhos com iOS e Android. Também é possível acessar os livros pelo Kindle Cloud Reader, no computador.
Na hora de resgatar um título gratuito, é importante conferir se a página apresenta a opção de compra por R$ 0,00. Essa é a alternativa que adiciona o livro à biblioteca. A opção relacionada ao Kindle Unlimited corresponde a outro serviço e não significa que o eBook foi adquirido gratuitamente.
Encha Seu Kindle acontece por 24 horas
A 4ª edição da campanha acontece nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, durante 24 horas. Como as condições são válidas somente durante o período da campanha, os preços e a disponibilidade podem variar de acordo com cada obra.
Serviço
Encha Seu Kindle – 4ª edição
13 de agosto de 2026
Milhares de eBooks gratuitos e títulos com descontos superiores a 90%
João Vitor, Caio e Quezia, selecionados na terceira edição do BlackSTEM.
(Foto: Thalita Guimarães)
Com bolsas de R$ 42 mil anuais, três jovens negros embarcam para universidades nos Emirados Árabes, Estados Unidos e Espanha para revolucionar as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. A conquista foi celebrada na semana passada, na sede da B3, no centro de São Paulo, durante o evento de recepção da terceira turma do Programa Black STEM, uma iniciativa realizada pelo Fundo Baobá para a Equidade Racial em parceria com a B3 Social.
Criado em 2024, o programa tem como objetivo apoiar a permanência de pessoas negras em cursos de graduação no exterior especificamente nas áreas STEM. Os estudantes selecionados, que darão início à jornada acadêmica internacional ainda em 2026, receberão o benefício financeiro anualmente — com possibilidade de renovação até o fim da graduação — para custear moradia, transporte, alimentação e material acadêmico.
A nova turma de bolsistas reflete a diversidade, o talento e o compromisso de jovens negros em transformar seus destinos e os de suas comunidades:
Caio Ramos, 23 anos (Rio de Janeiro/RJ): Aprovado em Design no Dubai Institute of Design and Innovation (DIDI), nos Emirados Árabes Unidos. Descendente do Povo Bakongo por parte de mãe e de judeus sefarditas por parte de pai, Caio vê na oportunidade a chance de honrar a memória de seu pai, falecido no início do ano, e abrir caminhos de prosperidade familiar.
João Vitor, 19 anos (Cruz das Almas/BA): Segue para a Northwestern University, nos EUA, no curso de Ciência da Computação. Movido pelo desejo de ocupar espaços de decisão, João enxerga no programa a confirmação de que pode mudar não apenas seu futuro, mas o de toda a sua comunidade.
Quezia Fernanda, 19 anos (Rio das Ostras/RJ): Cursará Engenharia Elétrica na Universidade de Jaén, na Espanha. Para ela, a conquista abre portas para um sentimento inédito de pertencimento e de conexão com uma rede de profissionais negros de sucesso.
Evento de boas-vindas
A cerimônia de recepção reuniu familiares, amigos, mentores e equipes do Fundo Baobá e da B3 Social, além de contar com a presença de bolsistas das edições anteriores. O momento solene foi marcado pela assinatura dos contratos e por painéis sobre o impacto do programa.
Durante a recepção, Giovanni Harvey, Diretor Executivo do Fundo Baobá, destacou que o suporte vai além do recurso financeiro:“Essa bolsa significa que eles vão ter dinheiro para comprar a passagem e o casaco para enfrentar o frio. Além disso, terão o suporte necessário para a permanência nesses espaços. Para isso, oferecemos também essa ampla rede de apoio para que possam aproveitar da melhor forma possível suas formações.”
A dimensão ancestral e política de ocupar esses espaços internacionais também marcou a fala de Tainá Medeiros, Gerente de Programas do Fundo Baobá: “O edital Black Stem é uma celebração do passado, mas também uma resposta ao presente e uma aposta no futuro. É preciso reforçar que nenhuma inovação nasce do nada; lembrar quem veio antes para abrir portas é essencial para a longevidade do conhecimento, pois toda criação carrega uma herança do que já foi vivido, pensado e testado. Celebrar esses jovens negros é relembrar todas as contribuições que cientistas negros brasileiros fizeram em todas as áreas de conhecimento, em especial nas áreas de Ciências, de Tecnologias, Engenharias e Matemática”, afirma.
O historiador e mentor Natanael Conceição reforçou o papel do programa na garantia da justiça cognitiva nas universidades globais: “Estamos falando de um compromisso individual e coletivo com a reparação: uma ação realizada no presente que transforma o passado e projeta o futuro. Trata-se de garantir oportunidades para que pessoas negras acessem a universidade, não apenas do ponto de vista físico, mas também no sentido simbólico de pertencer a esses espaços.”
A presença de acadêmicos de destaque como Igor Dantas (UFRB), Halisson Paz (co-fundador do canal Programação Dinâmica), Ana Cecília Sousa e Anna Benite (UFG) reiterou o compromisso de construir uma base sólida para a permanência dos alunos no exterior.
Fabiana Prianti, head da B3 Social, reforçou a importância estratégica do projeto: “Para a B3 Social, apoiar iniciativas como essa é contribuir para a construção de um futuro mais representativo nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Entendemos que a educação de excelência tem o poder de ampliar horizontes, desenvolver talentos e gerar impacto positivo para toda a sociedade.”
Ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo, Orixás: O poder dos filhos do Tempo acompanha jovens descendentes de orixás em uma jornada que conecta ancestralidade, memória e futuro.
A ancestralidade também pode ser uma chave para imaginar o futuro. É a partir dessa perspectiva que o sociólogo e educador João Raphael Ramos estreia na literatura com Orixás: O poder dos filhos do Tempo, romance ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo que combina afrofuturismo, fantasia e referências às tradições afro-brasileiras.
Na trama, sete jovens — Akin, Ayô, Mali, Jana, Raoni, João e Zian — descobrem que carregam uma herança que ultrapassa o presente. Eles são os Supraviventes, descendentes diretos dos orixás, marcados pelo axé e pela responsabilidade de preservar a conexão entre o mundo humano e o divino.
A jornada começa quando os personagens são convocados ao Tempo Espiralar, espaço em que memória, ancestralidade e destino se encontram. A partir dele, os jovens atravessam diferentes momentos da história, entre reinos, guerras, travessias forçadas e experiências de resistência.
Ao mesmo tempo em que enfrentam os ajoguns e buscam reequilibrar seus Oris, os personagens precisam lidar com conflitos próprios. Afetos, rivalidades, dúvidas e segredos marcam a relação entre eles e colocam à prova a capacidade de permanecerem unidos diante de uma ameaça maior.
Essa ameaça é a MAAFA, uma sombra ancestral alimentada pelas dores acumuladas ao longo da história humana. Na narrativa, sua aproximação coloca em risco tanto o mundo dos vivos quanto o espiritual, fazendo com que os Supraviventes precisem compreender a própria herança para decidir os caminhos do futuro.
Ancestralidade como possibilidade de futuro
A proposta de Ramos dialoga com o afrofuturismo, movimento estético e cultural que utiliza diferentes linguagens para imaginar futuros a partir de perspectivas negras, articulando identidade, tecnologia, ancestralidade e protagonismo.
O autor atua como educador, sociólogo e pensador afro-brasileiro, desenvolvendo pesquisas no campo da educação antirracista e das raízes africanas. Professor de sociologia e filosofia nas redes pública e particular do Rio de Janeiro, ele também produz conteúdo nas redes sociais e atua como colunista sobre África no Opera Mundi, além de apresentar o programa E, aí, professor?, no Canal Futura.
Em seu primeiro romance, esse repertório aparece na construção de uma narrativa que coloca personagens negros e referências afro-brasileiras no centro da aventura, sem separar ancestralidade e imaginação de futuro.
Serviço
Livro: Orixás: O poder dos filhos do Tempo Autor: João Raphael Ramos Valor: R$ 69,90 | 322 páginas Editora Galera | Grupo Editorial Record
Natural de Maranhão, o professor e militante do movimento negro é o único presidenciável que não declarou bens ao TSE
Hertz Dias, candidato do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) à Presidência da República, é o único candidato à Presidência que não declarou nenhum bem ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para as eleições de 2026. Ao registrar sua candidatura, o professor informou à Justiça Eleitoral que não tinha bens a declarar. A chapa tem Vanessa Portugal como candidata à vice-presidência.
Único homem negro na corrida presidencial, Hertz Dias nasceu em São José de Ribamar, no Maranhão. Licenciado em História e mestre em Educação, e atua como professor da rede pública. A trajetória do candidato é marcada pela militância no movimento negro e pela participação em iniciativas culturais ligadas ao hip-hop. Ainda jovem, participou da fundação do Quilombo Urbano no estado.
O candidato também integra o grupo de rap Gíria Vermelha. Em uma publicação nas redes sociais, ele afirma que sua atuação artística aproxima a música da mobilização política e das reivindicações da classe trabalhadora, especialmente dos profissionais da Educação.
Antes da disputa presidencial, Hertz Dias foi candidato a vice-presidente da República na chapa com Vera Lúcia, candidatura que recebeu 25.625 votos. Dois anos depois, disputou a Prefeitura de São Luís e, posteriormente, concorreu ao governo do Maranhão.
Entre as pautas associadas à pré-candidatura de Hertz Dias estão o fim da escala 6×1, sem redução salarial, e o aumento geral dos salários. O candidato também defende a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores assalariados e a revogação das reformas trabalhista e previdenciária.
Com a candidatura à Presidência, Hertz Dias leva para a disputa nacional uma trajetória que reúne educação pública, cultura hip-hop e militância antirracista. Uma chapa formada com Vanessa Portugal pretende apresentar uma política alternativa vinculada às pautas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais.
Angela Bassett pode voltar como a Rainha Ramonda em“Pantera Negra 3”. Segundo a insider Alex Perez, do site The Cosmic Circus, a personagem poderá aparecer no Plano Ancestral, espaço espiritual associado aos antigos reis de Wakanda. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada pela Marvel Studios.
Segundo o relatório, o Plano Ancestral terá uma participação mais significativa na trama do terceiro filme da franquia, mas não há detalhes sobre como Ramonda influenciará os acontecimentos ou qual será a extensão da possível participação de Bassett.
Vale lembrar que a Rainha morreu em “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” ao salvar Riri Williams durante a invasão de Wakanda. Por isso, um eventual retorno da personagem precisaria estar relacionado a uma narrativa de memórias ou ao ritual de sucessão do manto do Pantera Negra pelo príncipe T’Challa II, que será interpretado por David Jonsson.
Na nova sequência do MCU (Universo Cinematográfico Marvel), Letitia Wright deverá retornar como Shuri, enquanto Winston Duke reprisará o papel de M’Baku. A produção também deve apresentar participações especiais, incluindo a possível aparição de Tempestade, integrante dos X-Men. A presença da personagem, porém, também não foi confirmada oficialmente.
Ainda segundo a insider, parte da história de “Pantera Negra 3” deve se passar em Talokan, o reino subaquático apresentado em “Wakanda Para Sempre”. O The Cosmic Circus aponta ainda para o retorno de Tenoch Huerta, Mabel Cadena e Alex Livinalli como Namor, Namora e Attuma, respectivamente. Até o momento, a Marvel Studios não confirmou oficialmente os nomes no elenco.
A possível retomada do núcleo de Talokan pode ampliar os conflitos e as alianças apresentados no filme anterior, que terminou com uma trégua entre Wakanda e o povo subaquático.
A Marvel Studios anunciou oficialmente “Pantera Negra 3” no Hall H da San Diego Comic-Con, em julho. Ryan Coogler está confirmado como roteirista e diretor, após comandar os dois primeiros filmes da franquia. O longa tem estreia prevista para 15 de dezembro de 2028.
Em meio ao mistério que envolve a morte do jovemNolan Wells, de 18 anos, encontrado sem vida em Horn Island, no Mississippi, após passeio de barco no dia 4 de julho, uma nova polêmica ganha força: a mãe do adolescente, Christine Wonsley, está sendo apontada por amigos do filho como responsável por alimentar narrativas virais e hostilidade online contra eles. Em entrevista ao programa “The Officer Tatum Show”, Morgan Seymour, Warren Hudson e Jax Pitalo afirmaram que as postagens nas redes sociais foram, pelo menos em parte, responsáveis pelas ameaças direcionadas a eles. Eles negam qualquer envolvimento com a morte do jovem.
Nas redes sociais, o jornalista Don Lemon afirma que transformar a busca de uma mãe enlutada por respostas em parte do problema “não ajuda ninguém a entender o que aconteceu com Nolan Wells”, e destacou que Wonsley fez perguntas legítimas, publicando fotos e revelando com quem Nolan estava na tentativa de obter respostas sobre o que ocorreu. “Se eles estão recebendo ameaças, isso é errado. Ninguém merece sofrer assédio. Mas culpar a mãe de Nolan pelo escrutínio em torno da morte inexplicável do filho é apontar na direção errada”, afirmou.
Os amigos de Nolan foram algumas das últimas pessoas a vê-lo com vida e, desde então, têm dado entrevistas, voltado a Horn Island para conduzir investigação própria, e segundo Lemon, eles contrataram um advogado que já representou Donald Trump e tem ameaçado tomar medidas judiciais.
Jax Pitalo disse que, além de desejar que “Nolan ainda estivesse aqui”, a mãe do jovem “nos criticando nas redes sociais desde o início” desencadeou muitos ataques. Segundo Jax, Christine é a razão pela qual eles têm recebido tantas críticas, pois ela teria revelado as identidades deles ao compartilhar uma foto do filho com ele e Morgan e supostamente mencionar o nome de Warren. Ele acha que a história foi “exagerada” por causa de toda a atenção da mídia, e afirma que Nolan era como um “irmão” para eles.
Nolan foi visto pela última vez na ilha naquela tarde e seus amigos dizem que ele não voltou para o continente no barco deles. O corpo de Nolan foi encontrado na água dias depois, perto de onde foi visto com vida pela última vez. A família está conduzindo uma investigação independente sobre o que aconteceu, sem que ainda haja uma causa ou forma oficial da morte.
Uma autópsia independente encomendada pela família de Nolan Xavier Wells apontou que a causa e a maneira da morte do jovem de 18 anos são “indeterminadas”, pendentes de investigação adicional. Os achados da autópsia estadual ainda não foram divulgados, aguardando os resultados de exames toxicológicos de rotina.
O advogado da família, Ben Crump, anunciou que a equipe obteve a gravação completa de uma chamada de socorro feita pelo barco em que Wells teria viajado para Horn Island e contratou especialistas em engenharia de áudio para analisar a chamada. A família também está consultando “especialistas em engenharia oceânica” para compreender melhor como as marés e o clima podem ter afetado o local onde o corpo de Wells foi encontrado.
O caso de Nolan Wells tem gerado especulações e desconfiança, em parte devido à história racial tensa do Mississippi, ao fato de Wells parecer ser a única pessoa negra em uma imagem com amigos na viagem e a uma declaração anterior do xerife dizendo que não suspeitava de irregularidades, mas sem explicar o porquê. Enquanto os amigos de Nolan negam qualquer envolvimento na morte do jovem e afirmam que estão sendo injustiçados, a família busca respostas e clareza sobre o que realmente aconteceu.
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