Home Blog Page 5

A confeiteira de Bangu que entrou na UFRJ aos 51 anos e conquistou pódio nacional com um bolo de literatura de cordel

0
Foto: arquivo pessoal

Flávia Agripino, de Bangu, ingressou na UFRJ aos 51 anos e conquistou o 2º lugar na AbraChefs com um bolo inspirado na literatura de cordel. Conheça sua história.

É um bolo de verdade? Dá pra comer? Essas são as primeiras perguntas que nos vêm à cabeça quando nos deparamos com o trabalho da confeiteira Flávia Agripino, de Bangu, Zona Oeste Carioca. Um talento aprimorado na sua trajetória de 15 anos de confeitaria e que agora ganha dois capítulos especiais: o ingresso aos 51 anos para cursar o Bacharelado em Gastronomia da UFRJ e o reconhecimento técnico dos pares em um concurso nacional. Flávia é uma daquelas personagens que nos inspira.

Quando entrei em sala de aula e a vi, rolou uma conexão que eu nem sei explicar – são coisas que a racionalidade não nos ajuda a desvendar. Madura, segura de si (sem ser arrogante) e com um propósito: fazer um curso superior em uma universidade pública federal. A motivação veio do filho Flávio, que a inscreveu no Enem e no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) – plataforma em que o pretendente à vaga no ensino superior federal concorrer às vagas nas instituições públicas. Ao lado dos filhos e da sobrinha (que também estudam na UFRJ) formam uma família que acessa a educação superior pública de qualidade. E posso dizer com conhecimento de causa que Flávia é uma aluna que vai continuar se destacando.

Foto: arquivo pesssoal

Nessa linda trajetória de uma empreendedora na confeitaria, suas vendas ajudam a complementar a renda de sua família com os doces e bolos. E, agora, em 2026, veio recentemente o reconhecimento técnico dos pares no concurso nacional da Associação Brasileira de Chefs de Cozinha e Bartenders AbraChefs, ficando em segundo lugar com o bolo “Brasilidades: Literatura de Cordel”. Delicado, cheio de detalhes, lindo e gostoso. Quem viu se encantou e tudo era comestível. De acordo com a confeiteira:

“Eu usei pasta americana como cobertura, e várias técnicas para os detalhes, tudo era comestível: como uma bandeira de tecido comestível, a “terra” era uma farofa de amêndoas, as pedras de noz pecã e os livretos de papel arroz. O recheio foi uma cocada com castanha do Brasil e uma ganache de maracujá com infusão de baunilha”.

Foto: arquivo pessoal

Credo, que delícia! Deu vontade em mim e em você? Se você está no Rio de Janeiro (RJ) ou na região metropolitana e quer um bolo que entrega beleza, história do cliente por meio de uma escuta ativa dos desejos do aniversariante e verdade gastronômica, a confeiteira Flávia Agripino te espera! Embora a gente coma também com os olhos, o sabor, estrutura e textura também importam.

Empreendimento: @flaviaagripinodoceria

Preto Gourmet

Breno Cruz é o criador do Prêmio Gastronomia Preta, do Pretonomia e do Festival Gastronomia Preta. Pós-doutor, professor de Gestão na Gastronomia, Empreendedor Social e autor de 15 livros nas áreas de Administração e Gastronomia

I Love Boosters’, filme estrelado por Keke Palmer, Naomi Ackie e Taylour Paige, chega ao Brasil em outubro

0
Foto: Divulgação

O filme “I Love Boosters”, novo trabalho do diretor e roteirista Boots Riley, teve sua estreia confirmada nos cinemas brasileiros para o mês de outubro, após o lançamento nos Estados Unidos. O filme marca o retorno do cineasta às telas desde o aclamado “Desculpe Te Incomodar” (2018).

Conhecido por combinar humor ácido, crítica social e elementos do surrealismo em suas produções, o diretor volta a explorar temas como consumo, poder e desigualdade por meio de uma narrativa que mescla ação, moda e sátira política em seu enredo.

A narrativa gira em torno de um trio de protagonistas negras e é estrelada por Keke Palmer, que dá vida a Corvette, líder de um grupo de mulheres que realiza roubos em lojas de luxo para enfrentar uma poderosa magnata da indústria fashion, interpretada por Demi Moore. Ao lado de Palmer, o elenco principal reúne Naomi Ackie e Taylour Paige.

Ackie é conhecida por interpretar Whitney Houston no filme biográfico “I Wanna Dance with Somebody”, lançado em 2022, produção que narra a trajetória de uma das vozes mais marcantes da história da música. Já Taylour Paige ganhou reconhecimento internacional por sua atuação em “Zola” (2020).

A produção teve sua estreia mundial durante o South by Southwest Film Festival (SXSW), em março, onde chamou atenção pelo estilo visual ousado ao acompanhar a história de um grupo de pessoas que pratica furtos em estabelecimentos comerciais, conhecidos como “boosters”. Durante o filme, o trio decide voltar suas ações contra uma influente figura do universo da moda, permitindo a construção de um enredo que utiliza recursos como o humor e a estética fashionista a fim de discutir questões relacionadas à concentração de poder, status social e consumo.

“I Love Boosters” chega aos cinemas brasileiros em outubro com um histórico de destaque devido aos elogios da crítica internacional pela originalidade e capacidade de mesclar temas como protagonismo feminino, consumismo e moda em uma narrativa cativante e pouco convencional.

Serena Williams volta às quadras após quase 4 anos

0
Foto: Reprodução

A atleta norte-americana conhecida por ser a maior campeã do tênis feminino na Era Aberta, Serena Williams, confirmou seu retorno às quadras após quase quatro anos longe das competições. Williams disputará, ainda em junho, a chave de duplas do WTA 500 de Queen’s Club, em Londres.

O anúncio foi feito pela própria tenista em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (1º), por meio de um vídeo compartilhado com seus seguidores: “Acho que todo mundo ouviu as notícias” e completou: “Boas notícias se espalham rapidamente”.

Pouco depois, o torneio confirmou oficialmente sua participação com uma imagem da tenista acompanhada da mensagem: “A rainha voltou”. Serena recebeu um “wildcard” para integrar a competição, que terá início no dia 8 de junho. Segundo informações divulgadas pela BBC, a norte-americana voltará às quadras ao lado da canadense Victoria Mboko, de 19 anos, uma das promessas do circuito internacional.

Serena possui 23 títulos de Grand Slam em simples, sendo dona de uma das carreiras mais premiadas da história do esporte em nível mundial, construindo um legado de representatividade e superação nas quadras e abrindo caminhos para novas gerações de atletas negras no esporte.

Michel Alcoforado: “Pessoas pretas, guardem dinheiro. O que brancos não estão preparados para ouvir é não”

0
Foto: 📷 @ntiuira | @atl4ntica.br

Por Sara Paixão do Rio de Janeiro

A feitura do best seller “Coisa de Rico” fez do antropólogo Michel Alcoforado um dos maiores especialistas no mercado de luxo do país. Não à toa, durante a Feira Preta, no Rio, ele foi um dos convidados da mesa Sebraeapresenta: Consumo, Poder e Invisibilidade, mediado por Cris Guterres, com participação da também jornalista Luanda Vieira, e do head de diversidade da L’Oreal, Eduardo Paiva. Durante o bate-papo, Michel deu conselhos valiosos para pessoas pretas conseguirem mudar de patamar financeiro. 

“A sociedade é racista. Nós negros é que precisamos saber muito bem é saber qual o nosso tamanho. Então a dica é: saiba o seu tamanho! Para não achar que será mais do que você é, mas também não deixar ninguém achar que você é menos do que você é. E um caminho importantíssimo é: pessoas pretas, guardem dinheiro. Porque o que os brancos não estão preparados para ouvir é não. Não quero comprar tua marca, não vou aceitar a tua oferta de trabalho, não me interessa fazer negócio com você. Então, guarda dinheiro, se der, para falar não. É dizendo não que a gente cresce e diz para o outro tamanho da gente”, defendeu ele, que completou que a escassez inviabiliza a independência: “Quando você está na precariedade, é obrigado a aceitar qualquer coisa, fica mais difícil”.

Michel lembrou ainda dos questionamentos que recebe se “Coisa de rico” deveria ter trazido uma discussão racial mais explícita. “Digo que o debate está dado, porque um branco não teria feito esse livro. Um branco não está treinado para receber tantos nãos, como eu recebi ao longo desse processo, e continuar acreditando que ia dar em algum lugar e ia conseguir entrar no mundo dos ricos”, explicou ele. 

Mesmo tendo o livro mais vendido no país em 2025, acumulando uma formação multidisciplinar nas áreas de Ciências Sociais, História e Antropologia, com doutorado (PhD) e especialização internacional em antropologia do consumo, ele revelou não ter sido considerado apto para ministrar uma formação recentemente. 

“Sugeriram o meu nome por um desses cursos em que convidam grandes personalidades para falar sobre determinado tema e o gestor do curso, um homem branco, virou uma pessoa que tinha sugerido o meu nome, a minha revelia, e disse: ‘Ainda falta um chão para o Michel conseguir dar uma aula nesse curso’. Eu pensei: ‘Falta o que mais? Falta ser branco!’”, refletiu ele. 

Ainda sim, o racismo não tira a fé de Michel na chegada de dias melhores. Depois de reforçar a importância das conquistas feitas pelo Movimento Negro no Brasil, ele deu sua receita para cuidar da saúde mental. 

“Aqui ninguém deu nada pra gente de graça. Todo dia de manhã, mato um leão. A gente está mudando, só que o desafio é enorme. Esse é o país que tem 380 anos de escravidão, e a gente só tem 120 anos dessa transformação (…). Minha receita toda vez que me perguntam: ‘E a saúde mental, como é que você aguenta?’ Duas sessões de análise, se você puder pagar por semana, um pouco de macumba e se precisar, vai no psiquiatra tomar duas bolinhas…. Mas vai, não dá passo para trás. Acorda de manhã e mata outro leão”, defendeu ele, que, além de profissionais de saúde e de religião de matriz africana, procura ouvir a voz da experiência: “A dica é escutar os mais velhos, olhando para a realidade, desviando das cascas de banana e sabendo para onde se quer ir. Não sei qual será meu próximo projeto, mas continuo com o objetivo de colocar a antropologia na rua. A ciência é boa demais. É preciso compartilhar conhecimento. E conhecimento guardado só pra gente presta pra nada, né?”. 

L’Oréal dobra líderes negros e reduz racismo no consumo em 35%

0
Mesa de debate sobre consumo e diversidade com Eduardo Paiva na Feira Preta.
Foto: Nti Uira Nunes (@ntiuira)

Lançado em 2025, o Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro, do Grupo L’Oréal e o Mover (Movimento pela Equidade Racial), com a redação da Black Sisters in Law, foi um marco para a empresa, que vem colhendo anualmente os resultados do seu investimento em representatividade. Nesta sexta-feira, durante a Feira Preta, na mesa Sebrae apresenta: Consumo, Poder e Invisibilidade, ao lado do escritor Michel Alcoforado e da jornalista Luanda Vieira, com mediação de Cris Guterres, na Feira Preta, o Diretor de Diversidade, Equidade e Inclusão da L’Oréal, Eduardo Paiva, apresentou dados do impacto da política voltada a ampliar a diversidade entre os funcionários.  

“O código só foi possível em um time que se torna cada vez mais negro, que tem uma liderança que se torna cada vez mais negra. O resultado é mais coragem para discutir, mais transparência para a gente colocar o problema na mesa. Pela primeira vez, a principal fonte de incremento de novos líderes negros são as promoções, e não os recrutamentos. Então, o que isso quer dizer? Tem uma geração emergindo dentro da L’Oréal, fruto de todas essas políticas. A L’Oréal vem evoluindo. Hoje 46% dos colaboradores se declararam pessoas negras. A gente dobra o número de pessoas negras em cargos de liderança. Então, salta de 13%  para 25%. É um longo caminho, mas é uma cultura que se transforma. As iniciativas de negócio surgem. Uma delas é o Programa Afroluxo, a divisão de luxo, com marcas icônicas, como Lancôme e Yves Saint Laurent, que é um programa de enfrentamento ao racismo no varejo de beleza de luxo, que é a L’Oréal se colocando como parte da solução. Então, se o racismo é sistêmico, a solução tem que ser sistêmica”, defendeu ele, durante o evento, que após 10 anos, voltou a acontecer no Rio de Janeiro. 

Instrumento de autorregulação, o código ainda não possui valor legal, mas segue trazendo resultados palpáveis. “Em abril deste ano, lançamos junto ao Mover, uma grande coalizão, que todos os meses impactam mais de 100 milhões de pessoas em mais de 3 mil lojas em todo o Brasil, muito focada em sair do discurso para a prática. A gente revisa todos os protocolos de atendimento dentro das lojas e, no caso da L’Oreal, isso acabou resultando na capacitação do time que faz atendimento nas lojas de todo o Brasil. A gente vem acompanhando através de um novo processo que se chama Black Mystery Shopper para entender o quanto os dispositivos racistas estão diminuindo. Então, a gente fez uma onda antes da implementação do código, e outra após, e já vê que eles foram reduzidos 35% em menos de um ano. Então, essa correlação entre o ambiente onde a gente avança e combate a discriminação, melhora a experiência e aumenta esse mercado, e faz com que mais pessoas negras ocupem espaço de luxo”, apontou Eduardo.

A pesquisa feita para mapear como era a experiência de pessoas negras com o mercado de  revelou que 91% das pessoas negras de classe A/B já sofreram algum tipo de discriminação racial nesses estabelecimentos. “Fiquei chocado com só 91% das pessoas se sentirem discriminadas. Os outros 9% não devem ter percebido… Nada, nada apaga o racismo na nossa sociedade. Mas a nossa presença nesses espaços, é pedagógica. Luanda, quando entra no shopping chique, na loja mais cara que ela quiser e ela compra, sai todo mundo mais racializado. Porque esse ato, por si só, ele é pedagógico. Mesmo com toda a dificuldade, o próximo preto que entrar nessa loja não será lido do mesmo jeito. E isso vai transformando essa sociedade. O consumo também transforma”, acredita Michel Alcoforado. 

Antes de passar a palavra para Luanda Vieira, Cris Guterres confessou sua estratégia também “pedagógica” para devolver o constrangimento sofrido nesses espaços: “Eu sou aquela pessoa que, em lojas chiques, pergunto para pessoas brancas: ‘você trabalha aqui?”

Nascida em família estruturada financeiramente e acostumada a frequentar espaços de luxo, Luanda tem pensado em sua responsabilidade como espelho para sua comunidade no lugar do consumo. “Tem mulheres negras com quem falo que, de fato, frequentam os lugares que eu frequento, viajam de classe executiva como eu viajo, e tem aquelas que me escrevem dizendo que estão juntando dinheiro para se dar o produto que eu estou indicando. Aí, percebo a importância de ter seriedade com o que estou divulgando, e, de hoje ser contratada do maior shopping de luxo de São Paulo. Estou nesse lugar de abrir espaços, mas não digo que eu caminhe à vontade por esses ambientes. Alguém vai ter que sentir essa dor. Mas acho muito bonito quando as pessoas se sentem possíveis nesses lugares”, atestou Luanda. 

Começa a segunda fase da PowerList Mundo Negro 2026: conheça as Top 5 de cada categoria e venha votar

0
PowerList Mundo Negro 2025 (Foto: Divulgação/Mundo Negro)

A PowerList Mundo Negro 2026, principal premiação dedicada exclusivamente a mulheres negras no Brasil, entra em sua segunda fase. Em menos de duas semanas desde a abertura das indicações, no dia 12 de maio, mais de 3 mil votos foram registrados e mais de 850 mulheres negras de todas as regiões do país foram indicadas nas cinco categorias de voto popular, um resultado que confirma a premiação como o principal espaço de reconhecimento de mulheres negras no país.

Na primeira fase, a audiência indicou e autoindicou nomes em cinco frentes: Criadora Digital, Empreendedora do Ano, Profissional da Beleza, Destaque em Gastronomia e Profissional da Moda. A partir desse volume de indicações, a curadoria consolidou o Top 5 de cada categoria, as finalistas que agora disputam o reconhecimento na reta final.

“Pelo segundo ano colocamos nossa preciosa audiência para votar e indicar nomes de pessoas que talvez sem ela a gente nunca conheceria”, afirma Silvia Nascimento, CEO e Head de Conteúdo do Mundo Negro.

São elas:

Top 5 | Criadora Digital

Cynthia Mariah (@cynthiamariah)

Referência em moda afro-brasileira e afrofuturismo, a criadora digital usa suas plataformas para engajar, educar e fortalecer a identidade negra, transformando cultura e ancestralidade em experiências interativas e inspiradoras.

Cicih Lima (@misteriosdaluz)

Oraculista há 14 anos, enfermeira e educadora popular, ela é uma mulher negra periférica especialista em Saúde Pública. Idealizadora do Mistérios da Luz e do Ateliê Valioso Aroma, atua com letramento racial no combate ao Racismo Oracular, promovendo cuidado e espiritualidade inclusiva.

Palmira Tonet (@palmiratonet)

Influenciadora e enfermeira, a criadora compartilha rotina, saúde, beleza e lifestyle com leveza e autenticidade. O trabalho traz dicas, inspiração e um pouco da vida real. 

Luciane Santos (@lu_blackstylist)

Funcionária pública, graduanda em Biologia, modelo e criadora de conteúdo, ela exalta o poder feminino e a beleza negra. Mãe solo e carioca, compartilha sua rotina real, treinos e autocuidado, inspirando o público a elevar a autoestima e quebrar padrões.

Sarah Fonseca (@sarahafonseca)

Começou na internet falando de corrida e, inquieta e apaixonada por inspirar, expandiu sua voz para a beleza e autoestima, principalmente através do quadro “Finaliza e Fala”. Hoje também assina sua marca de skincare, a Skin Quer.

Top 5 | Empreendedora do Ano

Fany Miranda (@fanymirandaoficial)

Fany é mãe, artista visual, ativista e CEO da Casa Empreendedora Hub. Preside a AME-PB, organizando a maior feira de empreendedorismo feminino do Nordeste. É apresentadora de rádio, tem sua história no acervo do Museu da Pessoa e criou o 1º Ateliê LGBTQIAPN+ no sistema prisional do Brasil.

Ednusa Ribeiro (@ednusaribeiro)

Mulher preta em movimento, palestrante, produtora de conhecimento, articuladora em políticas públicas e no empreendedorismo preto.

Geovana Lima (@geolima_)

Fundadora do Entre Pretas, uma comunidade que conecta mais de 5 mil mulheres pretas. Cria espaços de pertencimento, impacto cultural e bem-estar, fortalecendo e impulsionando mulheres negras em todo o Brasil.

Elayne Almeida (@lacreafro)

Empreendedora no ramo da beleza, ela traduz autoestima, identidade e geração de renda através da beleza afro. Na sua atuação, une impacto social, ambiental, formação profissional e acolhimento, criando iniciativas que fortalecem futuras lideranças e valorizam a cultura preta.

Mariana Nunes (@soumariananunes)

Fundadora do Movimento Rosalina, defensora popular representando São Paulo e conselheira da Rede Agbara. Atua na liderança de iniciativas de empreendedorismo, impacto social e fortalecimento de mulheres negras e territórios periféricos, articulando redes e transformação social.

Top 5 | Profissional da Beleza

Dinaura França (@dinaurafrancabeauty)

Fundadora da Dinaura França Beauty, atua na área da beleza transformando autoestima através do design de sobrancelhas, maquiagem e estética facial. Acredita na beleza como ferramenta de acolhimento, confiança e representatividade.

Gleisi Souza (@glei__souza)

Especialista em cabelos com curvatura há 15 anos. Pioneira em Juiz de Fora com salão voltado exclusivamente para fios naturais. Transforma a autoestima através da saúde capilar, técnica, acolhimento e liberdade de assumir a própria textura.

Letícia Maria (@leticiamaria.imbali)

Terapeuta integrativa, esteticista e cofundadora da Imbali, ela dedica quase 20 anos ao cuidado da beleza, autoestima e bem-estar. Sua atuação humana une estética, saúde mental e terapias naturais através do toque e da escuta, defendendo que a verdadeira beleza floresce de dentro para fora.

Léia Abadia (@pretabrasileira)

Hairstylist, comunicadora e fundadora da Preta Brasileira, salão criado em 2010. Atua com corte, coloração, tratamentos, maquiagem, visagismo e tranças, unindo técnica, ancestralidade e inovação no fortalecimento da beleza negra.

Andreia Pires (@projetoraizes)

CEO do Projeto Raízes, ela une tranças e ancestralidade há mais de 20 anos na Zona Sul de SP. Ela transforma beleza em empoderamento e resgate cultural, movendo toda a sociedade na periferia.

Top 5 | Destaque em Gastronomia

Tayná Passos (@taynapassosoficial)

Pernambucana, nordestina e afrodiaspórica, ela fundou a Dùn Ajeun com o propósito de colocar a cultura alimentar negra de Pernambuco no centro que ela sempre mereceu. Para Tayná, cozinhar é afirmação, é autonomia, é a preservação viva de tudo que as culturas negras construíram e seguem construindo.

Saint Clair Cezar (@saintclaircezar)

Chef e educadora baiana à frente do Saint Clair Aromas e Afetos, ela soma 13 anos na gastronomia. Já cozinhou para o presidente Lula, Djavan e Guns N’ Roses. Ex-instrutora do Senac, une culinária e formação humana em palestras, produtos digitais, além de escrever sua autobiografia.

Luiza Felix (@felixluiza)

Cozinheira, pós graduanda em gastronomia e nutrição, geógrafa, pesquisadora alimentar e dona do Malawi Vegetariano, criando e recriando pratos à base de plantas a partir de uma perspectiva ancestral e afetiva.

Chef Cacau Alves (@ajeumdapreta)

À frente do Ajeum da Preta, a chef valoriza a culinária de terreiro como expressão ancestral e política. Cria releituras que desmistificam o candomblé, levando essa potência para eventos corporativos e sociais, além de atuar como personal chef, palestrante e facilitadora de oficinas.

Chef Priscila Novaes (@kitandadasminas)

Chef, empresária e Ìyábase, Priscila foca na gastronomia afro-brasileira e ancestralidade. É dona da Kitanda das Minas e CEO da Kitanda Café, na Biblioteca Mário de Andrade (SP). Autora do livro “Ajeum – O Sabor das Deusas”, pesquisa mulheres negras e patrimônio imaterial.

Top 5 | Profissional da Moda

Cangaceira Futurista (@cangaceirafuturista)

Iniciativa das multiartistas baianas Heleonora Pinheiro e Iasmine Cristina, o projeto une moda e arte, celebrando raízes nordestinas. O espaço propõe o fortalecimento da comunidade por meio de oficinas de costura, customização, debates e produção de fashion films.

Mônica Sampaio (@monicasampaiosr)

Ex-engenheira eletricista no Exército Brasileiro, Mônica mudou de carreira aos 45 anos e criou a Santa Resistência, estreando no SPFW. Com moda ancestral, já vestiu artistas como Lázaro Ramos e Cris Vianna. Palestrante e mentora de empreendedorismo feminino, sustentabilidade e mudança de carreira.

Keila Vianna (@ateliekeilavianna)

Há 18 anos na moda e no setor têxtil, Keila vê o segmento como força de afirmação e impacto político. À frente de seu próprio ateliê, transformou o espaço em um legado de pesquisa sobre moda, cultura e arte, com o propósito de contar histórias ancestrais e contemporâneas através de suas criações.

Ana Carolina Golin Da Silva (@golinjoias)

Ex-enfermeira oncológica, Carolina começou em uma nova carreira depois dos 30 anos. Descobriu na ourivesaria um hobby que virou profissão e criou sua própria marca, Golin Joias, com itens autorais e personalizados forjadas a mão. 

Madá Negrif (@madanegrif)

Filha de costureira, Madá é graduada em Moda e fundadora da Negrif, marca afrocentrada de Salvador que une ancestralidade e resistência. Com duas lojas físicas e presença em seis estados, ela traduz a força da mulher preta desde os anos 2000 em peças autorais com foco em identidade e pertencimento.

Como votar

A votação final está aberta de 30 de maio a 22 de junho, totalmente online. Acesse powerlist.mundonegro.inf.br/votar, selecione a categoria, escolha a candidata, informe seu e-mail e confirme. Cada pessoa pode registrar um voto por categoria. As homenageadas serão celebradas na cerimônia presencial do dia 31 de julho, dentro do Julho das Pretas Latino-Americanas e Caribenhas, na sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro.

A 5ª edição da PowerList Mundo Negro tem patrocínio do Grupo L’Oréal e da Globo.

“O axé é força, mas ele também é ética”: Ernesto Xavier fala sobre seu livro e religiões de matriz africana enquanto conteúdo nas redes

0
Foto: Divulgação

Ernesto Xavier cresceu dentro de um terreiro. Aos oito anos, foi iniciado como Ogã de Oyá. Essa experiência atravessa tudo que ele escreve, pesquisa e fala. Em Na trilha dos orixás: sabedoria ancestral e caminhos de axé no mundo contemporâneo, lançado pela Editora Goya, selo de não ficção da Aleph, o jornalista, ator, roteirista e mestre em Antropologia pela UFF parte da mitologia dos orixás para falar do que é mais cotidiano e urgente: amor, poder feminino, masculinidades, saúde física e mental, perda e luto. Um livro que recusa o exotismo e reposiciona as tradições de matriz africana como sistemas de pensamento vivos, complexos e profundamente conectados à vida de hoje.

Em entrevista ao Mundo Negro, Xavier fala sobre os riscos do espiritualismo de vitrine nas redes sociais, sobre o orixá que atravessa sua história de forma mais pessoal e sobre o que significa escrever a partir de quem aprendeu desde criança que a ancestralidade não ficou no passado.

RELIGIÃO NÃO É TENDÊNCIA

O bem-estar virou mercado. E as religiões de matriz africana entraram nesse circuito. Para Xavier, isso exige atenção. “As religiões de matriz africana não devem ser uma tendência de bem-estar, porque não é um produto, não é um atalho social, não é uma estética para rede social. É uma tradição, é um senso de comunidade, é um fundamento. Tem muita responsabilidade.”

Ele reconhece o papel das redes na divulgação e no combate ao preconceito, mas aponta o risco da superficialidade. “Às vezes tudo acaba virando conteúdo, tudo vira promessa, uma evolução rápida, às vezes vira muita performance. Isso é muito perigoso. As religiões de matriz africana não funcionam desse jeito. Elas são construídas no tempo, na convivência, no chão de terreiro, no respeito aos mais velhos, na escuta, no cuidado, no compromisso.”

Para saber em quem confiar, ele propõe um olhar atento à postura de quem fala. “Essa pessoa respeita a tradição? Ela tem vínculo com uma casa? Ela reconhece os seus limites como um ser humano que erra? Ela fala com responsabilidade? Ela não transforma orixá em mercadoria? Ela promete uma cura milagrosa, uma salvação imediata, uma solução mágica para os problemas?” São sinais de alerta, diz ele. E vai além: “Religião de matriz africana não pode ser usada para manipular, ameaçar, explorar ninguém. Tem vídeos que mostram esse tipo de atitude. Isso me preocupa demais. Porque o axé é força, mas ele também é ética.”

Capa da obra: Na trilha dos orixás de Ernesto Xavier – Foto: Divulgação

A confiança, para Xavier, se constrói no tempo. “Com a trajetória que aquela pessoa está mostrando, se ela tem coerência, se ela tem esse senso de comunidade, principalmente se ela tem respeito com os fundamentos. Essas tradições são muito profundas e sagradas. É muito difícil você colocar tudo isso em vídeos de poucos segundos.”

OYÁ, A FORÇA QUE NÃO DEIXA A VIDA ENDURECER

Entre todos os orixás que aparecem no livro, há um que carrega um peso diferente para o autor. “Tenho um carinho muito especial por Oiá, que também conhecem como Inhansã, e não tem como ser diferente, porque a minha história passa por ela de uma maneira muito profunda. Minha avó Chica Xavier era uma mulher de Oiá, minha irmã Luana Xavier é uma mulher de Oiá, e eu fui iniciado ainda criança, com oito anos de idade, com o Ogã de Oiá.”

Para Xavier, Oiá fala diretamente com o presente. “É uma força que me lembra que a vida não é parada, que eu preciso aprender a atravessar as mudanças, as perdas, as rupturas, ter muitos renascimentos. Isso para mim é muito contemporâneo.” Ele a descreve como “essa força ancestral que não deixa a vida endurecer. Ela se desloca, ela sacode, ela abre caminho. Ao mesmo tempo, uma força ligada à coragem diante da morte, diante do invisível, diante daquilo que muita gente prefere não encarar.”

Essa visão também define o livro. “As histórias dos orixás não são histórias distantes da gente, elas não estão presas no passado. Elas continuam falando com a gente agora. Ali se fala muito de amor, de poder, de medo, de cuidado, de comunidade, luto, saúde, desejo, pertencimento.” E conclui: “Oiá especialmente me ensina, e eu tento trazer isso nas páginas do livro, que a transformação é um axé poderosíssimo. Mudar pode ser doloroso, mas também pode ser libertador.”

Na trilha dos orixás: sabedoria ancestral e caminhos de axé no mundo contemporâneo, de Ernesto Xavier, está disponível nas livrarias pelo preço de capa de R$ 54,90. Publicado pela Editora Goya, selo de não ficção da Aleph.

Entrevista realizada por Silvia Nascimento, Head de Conteúdo do Mundo Negro.

Foto: Divulgação

Estudante de odontologia que publicou guia antirracista processa universidade após risco de desligamento e denuncia discriminação

0
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A estudante do último semestre de odontologia da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Ariane Moura Reis, entrou na Justiça contra a instituição após se tornar alvo de um processo administrativo disciplinar que pode resultar em sua expulsão do curso. A defesa da estudante acusa a instituição de ensino de conduzir o procedimento em sigilo, sem oferecer a garantia de acesso integral aos autos e sem assegurar plenamente seu direito à ampla defesa.

Ariane conquistou visibilidade nacional ao lançar um guia sobre antirracismo na odontologia, ao lado de outros profissionais da área, denunciando práticas discriminatórias historicamente naturalizadas e presentes diariamente no atendimento clínico e no ambiente acadêmico, como falhas no acolhimento de pessoas negras nos serviços de saúde e desigualdades estruturais na formação universitária.

Devido a veloz repercussão do material, a aluna começou a participar de diversas palestras e encontros em universidades e espaços acadêmicos ao redor do Brasil. Segundo a defesa, a situação teria se agravado após Ariane ser apresentada equivocadamente como “doutora” em um material de divulgação de um evento da UERJ. 

Após o ocorrido, a universidade decidiu pela instauração de processo administrativo disciplinar, determinando o afastamento cautelar da estudante.No mandado de segurança protocolado, os advogados defendem que Ariane foi submetida a um processo conduzido “sob manifesta clandestinidade”, sem acesso integral aos documentos e sem a real possibilidade de exercer o contraditório e a ampla defesa. A ação pede a suspensão imediata do PAD, a nulidade dos atos já praticados e a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial.

A defesa também destaca que devido ao processo, a estudante, que está prestes a concluir a graduação, corre o risco de perder os últimos cinco anos de formação acadêmica, tendo assim, que enfrentar danos em sua carreira e reputação.

O advogado Hédio Silva Jr., descreve o caso como uma prática discriminatória velada dentro do ambiente acadêmico. “Ariane está sendo punida não por um fato concreto de gravidade, mas porque ousou produzir conhecimento antirracista, conquistar reconhecimento público e ocupar espaços historicamente negados à população negra”, afirmou.

Em nota pública à imprensa, a Universidade Veiga de Almeida apresentou uma versão diferente do caso alegando ter recebido comunicação formal da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro acusando a estudante, estagiária da rede municipal, de estar se apresentando nas redes sociais como dentista formada e cirurgiã-dentista antes da conclusão da graduação e sem registro profissional. Segundo a UVA, a estudante ainda pode recorrer ao Conselho Superior Universitário para revisão da decisão com direito à ampla defesa e ao contraditório durante toda a tramitação.

Grupo L’Oréal selecionará 10 creators negros para contratos de um ano em nova edição do Beleza Mais Diversa; inscrições abertas

0
Foto: arquivo pessoal

Se você é um criador de conteúdo negro e quer levar o seu perfil para o próximo nível, esta pode ser uma excelente oportunidade. O Grupo L’Oréal no Brasil anunciou a terceira edição do Beleza Mais Diversa, programa de aceleração voltado à formação e inclusão de creators negros no mercado de influência digital. Com inscrições abertas a partir deste dia 29 de maio, a iniciativa pretende impactar até 15 mil criadores por meio de uma jornada gratuita de capacitação entre julho e novembro de 2026.

O programa selecionará 10 participantes para contratos de um ano com o Grupo L’Oréal no Brasil, entre janeiro e dezembro de 2027, com possibilidade de atuação em campanhas e projetos das marcas da companhia. As inscrições já estão abertas e para participar, os candidatos precisam ter uma conta pública ativa no Tik Tok,  serem maiores de 18 anos, residentes em qualquer região do território nacional e se autodeclararem negros (pretos ou pardos). 

A terceira edição amplia a iniciativa, que passa a construir, além de um ecossistema mais plural, representativo e economicamente inclusivo para creators negros, uma plataforma estruturada de desenvolvimento profissional dentro da economia criativa.

“Estamos entrando em uma nova etapa do Beleza Mais Diversa, com foco ainda maior em legado e transformação concreta. Queremos colaborar para a construção de um novo mapa de creators negros no Brasil, ampliando acesso, formação e oportunidades reais de crescimento profissional dentro da economia criativa”, afirma Loana Coelho, Diretora de Marketing Digital, Influência e CRM do Grupo L’Oréal no Brasil.

Integrado à plataforma L’Oréalistar, o Beleza Mais Diversa irá promover lives conduzidas por especialistas, missões gamificadas de conteúdo e acompanhamento contínuo da participação dos inscritos ao longo do processo seletivo. A creator Carolinne Gonçalves, conhecida nas redes sociais como @carolinnega, onde conta com mais de 600 mil seguidores, integrou a primeira turma do projeto e destaca a importância da iniciativa em sua trajetória profissional.

“Participar do Beleza Mais Diversa me trouxe uma musculatura essencial para a construção e crescimento do meu perfil. Vejo essa iniciativa como uma excelente porta de entrada para o meio da criação de conteúdo, e é muito importante ser um programa voltado para pessoas negras. Promover a diversidade no mercado de influência é necessário”, comenta.

Em alinhamento ao pilar de representatividade da iniciativa, todos os facilitadores, convidados e profissionais envolvidos na formação do Beleza Mais Diversa serão pessoas negras, com o objetivo de fortalecer ferramentas de inclusão profissional e promover oportunidades concretas de trabalho, consolidando o programa como uma das principais iniciativas voltadas à presença de creators negros no mercado brasileiro de influência digital.

Para se inscrever e saber mais informações sobre o programa, acesse o site: https://cloud.mail-br.lorealistar.com/beleza_mais_diversa_2026

“Por que não existe flor preta?” educadora Janine Rodrigues lança livro infantil sobre relações raciais, identidade e pertencimento 

0
Foto: arquivo pessoal

A escritora, psicanalista e educadora Janine Rodrigues lança, em 31 de maio, o livro “Por que não existe flor preta?”, obra infantil que utiliza ciência, ancestralidade e imaginação como estopim para dialogar sobre as raízes do racismo estrutural e fortalecer a autoestima de crianças negras. O lançamento oficial acontece na Casa Cosmos, em São Paulo, pela Piraporiando, editora fundada pela própria autora e dedicada a temas relacionados à educação antirracista e às relações étnico-raciais.

A narrativa parte de uma pergunta feita pela autora ainda na infância: “Por que não existe flor preta?”. A partir desse questionamento, a história é construída em torno do diálogo entre uma criança e sua avó, conectando explicações biológicas e reflexões sobre identidade e beleza negra de forma sensível ao público infantil.

Do ponto de vista científico, a ausência de flores pretas está relacionada à inexistência de pigmentos naturais capazes de produzir essa tonalidade e à dinâmica da polinização, que depende da visibilidade das cores para atrair insetos e aves. Porém, no livro, essa explicação também funciona como ponto de partida para levantar questionamentos acerca de associações históricas que vinculam o preto à ausência, ao vazio ou à negatividade.

“A ausência de flores pretas tem uma explicação biológica simples. A justificativa de não entender um fenômeno não é premissa para pensar ou agir de forma preconceituosa. Estes danos atravessam gerações, e precisamos investir continuamente no cuidado com crianças negras, para que elas construam sobre si mesmas boas memórias”, afirma Janine.

A literatura combina dimensão educativa e simbólica ao transformar a ausência das flores pretas em uma metáfora sobre presença e resistência. Em uma das imagens do livro, as flores não desaparecem, mas se reinventam livres para cantar, falar, circular e existir de outras maneiras. O conceito também dialoga com o projeto gráfico desenvolvido inteiramente em preto e branco, com ilustrações da artista francesa Anne Muanaw.

O lançamento acontece em um momento crucial para a literatura infantil brasileira no debate sobre representatividade racial. Embora pessoas negras sejam maioria no Brasil, personagens negros ainda ocupam poucos espaços como protagonistas em livros voltados à infância.

Segundo Janine, o livro foi pensado para ser compartilhado entre adultos e crianças como ferramenta de escuta e reflexão coletiva. “Eu não quis escrever um livro que desse respostas prontas. Quis escrever um livro que sustentasse a pergunta, porque é a partir daí que começamos a revisar aquilo que parecia óbvio, independente da idade que possamos ter”, finaliza.

error: Content is protected !!