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‘Encantado’s’: turma retorna com novas aventuras, humor leve e referências sobre a comunidade negra

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Foto: Globo/Manoella Mello

O elenco divertido e maravilhoso da série ‘Encantado’s’ está de volta! A segunda temporada estreia nesta terça-feira (12) na plataforma da Globoplay com muitas novidades para se livrar dos sufocos no supermercado que se transforma em quadra de escola de samba à noite, mantendo a leveza no humor para assistir junto com a família, garantindo diversas piadas e referências relacionadas à comunidade negra. 

Após o final com muitas reviravoltas para a realização do desfile inesquecível da Joia do Encantado na avenida, os irmãos Eraldo (Luis Miranda) e Olímpia (Vilma Melo), estão mais unidos do que nunca. Mas eles terão que lidar com Maria Augusta (Evelyn Castro), que se autoproclamou como gerente após salvar o Encantado’s da falência. Com o seu jeito divertido e peculiar, a influenciadora vai fazer novas mudanças que devem mais atrapalhar do que ajudar a rotina de todos.

FlashBlack (Digão Ribeiro), Pandora (Dandara Mariana), Crystal (Ludmillah Anjos), Ana Shaula (Luellem de Castro), Melissa (Ramille), Pedro (Dhonata Augusto) e Celso (João Côrtes)/ Foto: Globo/Manoella Mello

No entanto, eles terão que tomar cuidado mesmo é com a nova vilã do bairro: Dalva (Eliane Giardini), uma antiga conhecida da família, não quer apenas comprar o terreno da família, mas causar muitas intrigas entre eles. A chegada dela, substituindo o Madurão (Tony Ramos), desperta muita curiosidade sobre o passado de Marlene, a matriarca da família Ponza (Dhu Moraes), já que elas têm uma rivalidade antiga, aparentemente motivada por um concurso de Musa do Carnaval na década 80.

Depois da trama com o casal FlashBlack (Digão Ribeiro) e Pandora (Dandara Mariana), os dois conseguiram se entender no final da primeira temporada e estão cada vez mais apaixonados. Namorando, eles ficam tão grudentos, que chegam a incomodar, especialmente a Ana (Luellem de Castro), que continua sem paciência para conversa mole, mas sempre muito engraçada. 

Ambrosia (Neusa Borges) / Foto: Globo/Manoella Mello

Os próximos episódios geram a expectativa para que o Flash possa enfim chegar nos “finalmentes” com a sua amada. Até lá, vamos continuar dando boas risadas com suas trapalhadas, já que ele continua um homem muito meigo e tímido, pegando as dicas hilárias do Pedro (Dhonata Augusto) e sendo envergonhado pela avó Ambrósia (Neusa Borges), que continua toda coruja e cheia de graça. 

Já Crystal (Ludmillah Anjos) e Celso (João Côrtes), seguem sendo a melhor dupla de colegas de trabalho, com as fofocas e piadas que só pessoas negras fazem ou entendem. 

Eraldo (Luis Miranda) e Olímpia (Vilma Melo)/ Foto: Globo/Manoella Mello

A série também vai contar com novas participações especiais, incluindo a Kate (Clara Moneke), mesma personagem da novela ‘Vai na Fé’, logo no primeiro episódio, amiga da Melissa (Ramille), que continua agindo como uma garota que não precisa de responsabilidades no dia a dia do supermercado e sempre garantindo muito humor quando tirando um onda com a sua mãe.

Os roteiristas Renata Andrade, Thais Pontes, Antonio Prata, Chico Mattoso e Hela Santana, acertaram novamente com a nova temporada, atualizando as brincadeiras que ocorrem entre a comunidade negra, mantendo um jeito leve e divertido que nos ajudam a se identificar com os personagens. Vale muito a pena acompanhar e já oficializar como uma nova série legal para assistir no horário das refeições das famílias brasileiras.

Madurão (Tony Ramos) e Ponza (Dhu Moraes)/ Foto: Globo/Manoella Mello

Léa Garcia é homenageada durante tributo “in memorian” no Oscar 2024

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Foto: Reprodução.

A atriz Léa Garcia foi homenageada no Oscar 2024. O nome da artista carioca, que faleceu em agosto do ano passado, apareceu numa lista no telão da premiação durante o tradicional tributo ‘in memorian’. Léa participou do filme francês ‘Orfeu Negro’, que ganhou o Oscar de ‘Melhor Filme Estrangeiro’, em 1960.

Foi através do filme ‘Orfeu Negro‘, que Léa se tornou a primeira atriz negra brasileira indicada ao prêmio de Melhor Interpretação Feminina no Festival de Cannes.

Com uma carreira extensa, Léa, que é considerada a “Dama do teatro Negro” possui trabalhos marcantes no teatro, na TV e no cinema. A atriz estreou nos palcos em 1952, na peça “Rapsódia Negra”, de Abdias do Nascimento. Quatro anos depois, fez parte do elenco da montagem de “Orfeu da Conceição”, espetáculo que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com cenários de Oscar Niemeyer.

Na TV, participou de sucessos como “Selva de Pedra” e “Escrava Isaura”, obra em que viveu a marcante vilã Rosa.

‘Sambas Contados’: novo podcast exalta a cultura do gênero musical na voz de Emicida    

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Foto: Bruno Trindade

Apaixonado pela história do samba, o cantor Emicida lança o seu mais novo projeto: “Sambas Contados”, podcast Original Globoplay em parceria com a Laboratório Fantasma (LAB), que chega ao streaming da Globo e às plataformas de áudio nesta segunda (11). 

Em 10 episódios, o cantor e compositor percorrerá pela história do gênero, abordando temas de tamanha pluralidade e questões nem sempre exploradas em sua contextualização. Envolvido diretamente na construção dos roteiros, Emicida mergulha na trajetória dos precursores, ao mesmo tempo em que faz conexão com outras manifestações artísticas, como os quadrinhos chineses de Lianhuanhua e de Will Eisner. 

“No podcast, apresentamos esse universo imenso. Os quadrinhos chineses seculares e os quadrinhos em geral são usados como uma analogia para comparar a importância da cultura popular em diferentes ambientes”, conta. 

A trilha sonora é assinada pela dupla ‘Os Prettos’, que a cada episódio homenageia um artista. “O samba sempre esteve conectado a grandes ideias de emancipação, criatividade e futuro, e é isso que apontamos no projeto”, finaliza. O podcast “Sambas Contados” é gratuito e tem novas publicações de segunda a sexta-feira.

O Mundo Negro recebeu fotos exclusivas do Emicida para o lançamento do novo projeto. Confira abaixo:

Foto: Bruno Trindade
Foto: Bruno Trindade
Foto: Bruno Trindade
Foto: Bruno Trindade

Filha de Kanye West, North West anuncia que está trabalhando em seu primeiro álbum de estúdio

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Foto: Pierre Suu / Getty Images.

Com apenas 10 anos de idade, North West revelou que está trabalhando em seu primeiro álbum de estúdio. A filha de Kanye West e Kim Kardashian também informou que o projeto se chamará ‘Elementary School Drop Out’. Ao longo dos últimos meses, North se mostrou muito próxima da carreira musical do pai e até participou da música ‘Talking / Once Again’.

O futuro álbum ‘Elementary School Drop Out’ ainda não possui data de lançamento. A informação do projeto foi revelada pela própria North durante um evento musical organizado por Kanye West. Nas redes sociais, fãs celebraram o desejo da jovem em seguir carreira musical.

Essa não é a primeira vez que North revela ao público seu amor pela músicas. Em suas redes sociais, frequentemente ela está produzindo conteúdos musicas ou referenciando as obras de seu pai. Em vídeos que já acumulam milhões de visualizações, é possível ver North dançando e cantando.

Janja da Silva, Benedita da Silva e Rachel Maia falarão sobre equidade de gênero em evento do Pacto Global da ONU, Rede Brasil, em NY

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Foto: Reprodução

O Brasil fará parte do maior evento global sobre equidade de gênero do mundo, o CSW, 68ª Sessão da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres, que acontece entre os dias 11 e 22 de março. A participação brasileira, composta de uma delegação de cerca de 150 pessoas, acontece por meio de eventos paralelos nos dias 13 e 14 de março. O Mundo Negro foi um dos veículos de comunicação convidados para participar do evento. 

Em um mundo onde os cortes de orçamento nas pastas de diversidade crescem a cada dia, é fundamental se reunir para apresentar dados e discutir propostas visando o fortalecimento e permanência de mulheres em espaços de poder.  E o foco do Pacto Global é justamente o meio corporativo. 

“Todas as nossas iniciativas, debates e premiações em Nova York abrangem diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, mas, principalmente, o ODS 5, de igualdade de gênero. A desigualdade que atinge mulheres e meninas é uma pauta urgente e até tardia, sobretudo em países como o Brasil. Precisamos avançar nessa agenda e é missão do Pacto Global trazer as lideranças das empresas à ação e ajudar as organizações”, explica Camila Valverde, diretora da Frente de Impacto e COO do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.

A série de eventos acontecem em Yale e na própria sede da Organização das Nações Unidas, e reunirão nomes como Rachel Maia, Presidente do Conselho Administrativo do Pacto Global da ONU no Brasil, a primeira dama do Brasil, Janja da Silva, a deputada federal Benedita da Silva; Cida Gonçalves, ministra das Mulheres do Brasil; Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; entre outras lideranças empresariais, representantes da sociedade civil, membros da imprensa, autoridades da ONU e autoridades governamentais. Também fazem parte da delegação brasileira personalidades e influenciadoras como Rafa Brites, Cris Guterres, Leticia Vidica e Monique Evelle. A programação paralela do Pacto Global da ONU – Rede Brasil à CSW tem Instituto Avon e YouTube como apoiadores e 1MiO e Global Citizen como parceiros institucionais.

No dia 13, quarta-feira, um café da manhã no The Yale Club of New York City abre a programação paralela à CSW promovida pelo Pacto Global e contará com a presença da queniana Sanda Ojiambo, assistente do Secretário-Geral e CEO do Pacto Global; Ana Fontes, delegada líder do Brasil no W20, vice- presidente do Conselho de Administrativo do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, fundadora e presidente da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME; Camila Valverde, COO do Pacto Global da ONU – Rede Brasil; e Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil; entre outros nomes. Também neste dia o Datafolha anuncia os dados preliminares do Censo de Inclusão Produtiva LGBTQIAPN+, realizado em uma parceria inédita do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, Almap BBDO e Nhaí, é primeiro estudo aprofundado que visa coletar dados qualificados sobre a inclusão dessa população no ambiente de trabalho

Ainda no dia 14, o Pacto Global da ONU – Rede Brasil vai anunciar as práticas vencedoras das empresas em uma premiação promovida pelos Movimentos da Ambição 2030 na área de Direitos Humanos e Trabalho da instituição. Maite Schneider, fundadora da Transempregos, e a jornalista Cris Guterres serão as mestres de cerimônia do evento, que contará com uma performance musical da cantora Raquel.

“Por meio do Elas Lideram 2030, Raça é Prioridade, Salário Digno e Mente em Foco, Movimentos do Pacto Global, iremos premiar as melhores práticas adotadas por empresas participantes no último ano. Esse reconhecimento é um dos eixos da nossa estratégia de alavancagem da Ambição 2030, iniciativa criada para acelerar a jornada das empresas no cumprimento dos ODS”, diz Tayná Leite, Head de Direitos Humanos e Trabalho do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.

Segundo informações fornecidas pela ONU Mulheres e pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (ONU DESA), caso as tendências atuais persistam, estima-se que cerca de 8% da população feminina global, o equivalente a 342,4 milhões de mulheres, viverá com menos de 2,15 dólares por dia até o ano de 2030.  

No contexto brasileiro, de acordo com dados do IBGE, as taxas de pobreza diminuíram de 36,7% para 31,6% até o ano de 2022. No entanto, ao analisarmos os dados relativos à população negra, observa-se que 40% dela estava em situação de pobreza em 2022, o dobro da taxa registrada entre a população branca, que foi de 21%. É importante ressaltar que os lares chefiados por mulheres pretas ou pardas, sem parceiro e com filhos menores de 14 anos, apresentaram a maior incidência de pobreza, com 72,2% dos residentes nesses arranjos vivendo abaixo da linha da pobreza.

“Que não seja mais uma exceção”, diz Conceição Evaristo ao se tornar primeira mulher negra a ingressar na Academia Mineira de Letras

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Foto: Reprodução/ AML

Na noite de sexta-feira, 8, a escritora Conceição Evaristo conquistou um feito histórico ao se tornar a primeira mulher negra a integrar a Academia Mineira de Letras, na cerimônia que ocorreu em Belo Horizonte.

Aos 77 anos, Evaristo é a 10° mulher a ocupar uma cadeira e a primeira mulher negra a assumir o posto nos 115 anos de história da Academia Mineira de Letras. Ela recebeu o distintivo das mãos do escritor e ativista Ailton Krenack e ocupa a cadeira 40.

Ao falar sobre sua nomeação, a escritora destacou que sua nomeação não deveria ser uma exceção: “Alguma coisa há pra se arrumar na sociedade brasileira, pra que não seja mais uma exceção uma mulher negra chegar na academia mineira de letras, ou em outras academias, ou em outros espaços de poder”.

Ela também afirmou que se tornar imortal era um sonho: “Eu fiquei feliz, mas com a sensação de que a Academia tava cumprindo um papel, inclusive, de justiça”.

Krenack destacou a influência de Conceição Evaristo na literatura brasileira e na produção de saberes: “Ela já influencia a partir daqui, desses gestos da Academia Mineira de Letras, um pensamento mais amplo sobre a produção de saberes, de conhecimento no Brasil e como que ele se expressa na literatura, nas várias literaturas”.

Natural de Belo Horizonte, Conceição Evaristo se mudou para o Rio de Janeiro na década de 1970, onde estudou para se tornar professora. Em seguida ela cursou mestrado e doutorado em Literatura.

Justiça torna réus mãe e filho que mantinham idosa em condição análoga a escravidão por 72 anos

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A justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia feira pelo Ministério Público e tornou réus Yonne Mattos Maia e André Luiz Mattos Maia Neumann, mãe e filho, que são acusados de manter a idosa Maria de Moura em condição análoga a escravidão. Ela trabalhava para a família há 72 anos, sem salário, e foi resgatada em maio de 2022.

A reportagem que foi ao ar na noite de domingo, 10, no Fantástico, na TV Globo, mostrou que os ex-patrões controlavam as visitas de Maria de Moura à própria família, além disso, o celular da idosa de 87 anos ficava sob domínio do patrão.

Além da acusação de trabalho análogo à escravidão, a reportagem mostrou que André Luiz Mattos Maia Neumann tambem está sendo acusado de coação e de um crime mais recente, por se apropriar de cartões magnéticos, em especial de idosos e pessoas que não tem condições de responder por si mesmas. Ele também estava de posse do cartão do INSS da idosa no dia em que foi resgatada e admitiu ter a senha.

A denuncia do MPT também revela que no dia do resgate, André segurou Maria pelo braço e disse: “você não diga que trabalhou para a minha mãe, senão você vai…”, soltando um palavrão.

Maria de Moura foi resgatada da família de Yonne e André pelo Ministério Público em 2022, quando tinha 85 anos, após uma denúncia anônima. O caso da idosa é o mais longevo já registrado no país.

O fato de a idosa dormir em um sofá sem lençol que ficava ao lado de Yonne, sem lençol, coberta ou travesseiro, chamou a atenção da promotora do MPT, Juliane Mombelli. A defesa alega que Maria era ‘considerada da família ‘.

Maria de Moura estava com a saúde debilitada. Ela vivia com a família desde os 12 anos, época em que seu pai trabalhava para o pai de Yonne Matos Maia na fazenda dele.

O que dizem os familiares de Maria de Moura

De acordo com a matéria do Fantástico, a família de Maria de Moura contou que só viam a idosa no máximo dias vezes por ano e por pouco tempo. Ela também não tinha plano de saúde e só passou a receber uma aposentadoria como autônoma depois de receber apoio da irmã.

A idosa está praticamente cega e não sai de casa. Ela recebe a aposentadoria e um salário mínimo pago pela família de Yonne Mattos Maia depois de uma liminar da justiça.

A defesa da família quer que Maria seja ouvida pela justiça, mas o pedido não foi atendido porque a idosa apresenta sinais de demência. Corre atualmente na justiça um processo de interdição da idosa.

Nas palavras de Marcos Vecchi, advogado da família Mattos Maia, a idosa “frequentava samba e desfiles”: “Ela conviveu nessa família a vida toda. Ela frequentava samba, desfiles, viajava com a família. Estão tratando a Maria de Moura como se ela fosse um objeto. Estão subtraindo dela a humanidade dela. De ouvi-la. Você quer ficar com quem? “, afirmou.

Oscar 2024: DaVine Joy Randolph e ‘Ficção Americana’ são os destaques negros da premiação

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Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Oscar 2024 aconteceu neste domingo (10). Os destaques negros da premiação ficaram com a atriz Da’Vine Joy Randolph, que venceu o prêmio de ‘Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel no filme ‘Os Rejeitados’ e o longa-metragem ‘Ficção Americana’, protagonizado por artistas negros, e que venceu o troféu de ‘Melhor Roteiro Adaptado’.

Foto: Reprodução / Universal Pictures.

Durante o discurso de vitória, Da’Vine Joy se emocionou e lembrou sua trajetória como atriz. “Não pensei que deveria seguir isso como carreira. Comecei como cantora, e minha mãe me disse, atravesse aquela rua até aquele departamento de teatro, há algo para você lá. Mãe, muito obrigada por fazer isso“, destacou a atriz.

Nesta edição do Oscar, pessoas brancas representaramm impressionantes 80% de todos os 200 indicados ao troféu. Os outros 20% são divididos entre pessoas de grupos sub-representados, como negros, asiáticos e indígenas. A informação foi publicada pelo USC Annemberg, que apresentou um extenso relatório sobre o histórico de diversidade na maior premiação do mundo.

Influenciador relata detalhes sobre o Navio Numanice: “Público negro com tudo muito luxuoso”

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Foto: Reprodução / Navio Numanice.

Ludmilla chamou atenção do Brasil com a primeira edição do Navio Numanice. Com mais de 4 mil passageiros distribuídos em 1700 cabines, os pacotes adquiridos pelo público incluíam hospedagem, alimentação, shows, festas, serviços e muito mais.Prometendo uma experiência de luxo, os preços de cada cabine variavam de R$ 7 mil a R$ 45 mil.

O navio MSC Preciosa partiu de Santos, no litoral paulista, seguiu até Búzios e voltou para a cidade da Baixada Santista.

O MUNDO NEGRO participou do Navio Numanice e realizou uma cobertura com o influenciador Maycon Cabral. Em entrevista, ele relatou alguns detalhes importantes que fizeram toda a diferença dentro do cruzeiro, como por exemplo, o pagamento em dólar americano para todos os serviços a bordo, que é uma prática comum em todos os cruzeiros, e a necessidade de se comprar pacotes de internet.

“Eu já sabia que a maioria dos cruzeiros não são baratos, porque é um cruzeiro, e que tudo lá dentro que você for comprar, que você consumir, beber, comer, caso você não tenha adquirido o pacote, inclusive o pacote de bebidas, vai ser em dólar”, relatou Cabral. “O valor vai estar em dólar e na hora do pagamento vai ser feita uma conversão para real e você vai pagar o valor convertido com seu cartão de crédito ou com a sua cédula, caso você tenha levado. Na verdade, o cartão que você tem do quarto que você ganha, você vai passando as coisas que você está comprando e no final você faz o pagamento na hora do checkout. E aí as compras eram em dólar e eu sabia disso antes do embarque”.

Público majoritariamente preto

Nas redes sociais, os vídeos compartilhados pelos usuários mostravam a predominância de um público negro no Navio Numanice. Cabral acredita que a chave desse feito é a presença da própria Ludmilla. 

“Foi muito lindo de ver, porque a gente estava dentro de um navio. O navio é algo muito luxuoso, por isso que as coisas são caras também, e ver pessoas pretas lá dentro num lugar de diversão e não em um lugar apenas de trabalho, foi muito lindo. Nesse momento nós estávamos lá num lugar de lazer, de consumo, de diversão, de festa. Então isso foi muito legal também”, diz o influenciador.

E o preço das bebidas?

Curiosidade de muitas pessoas, as bebidas dentro do Navio Numanice também eram cobradas em dólar. “São os preços normais de qualquer cruzeiro. Falando de bebida, os shops eram 6 dólares e tinham diversos drinks de 8, 9, 10 dólares. Mas tinha pacote de bebida a partir de 70 dólares que você poderia pegar drinks”, diz Maycon. “Tinha outras coisas que eram mais caras, sim, como o pacote de internet, mas isso é um preço que não é nada envolvendo o projeto no Numanice. Isso é um valor da MSC Preciosa. Qualquer cruzeiro que forem realizar, vão ser esses valores”.

O isolamento da liderança feminina negra que representa apenas 3% dos cargos

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Foto: Reprodução

Apenas 3% de mulheres negras ocupam cargos de liderança, de acordo com o estudo ‘Representatividade, Diversidade e Percepção – Censo Multissetorial da Gestão Kairós 2022′.

Frequentemente se diz que estar à frente em posições de liderança pode ser uma experiência isolada, especialmente quando se trata de liderar enquanto se navega pelas complexidades de raça e gênero. Falando abertamente, e como a única mulher negra em muitos dos espaços que ocupei e ocupo, vejo essa afirmação como verdadeira.

Costumamos idealizar um líder perfeito, à frente de uma equipe diversificada e empoderada, crescendo sob a orientação de uma líder quase mítica, capaz de manter tudo em equilíbrio. Mas será que essa visão corresponde à realidade?

Para nós, mulheres negras, a solidão se manifesta de maneira sutil no cotidiano, pois raramente encontramos outros líderes com experiências semelhantes às nossas e que estejam disponíveis para troca. Claro, aprender com os colegas é valioso, mas muitas vezes precisamos adaptar esses aprendizados à nossa própria realidade e essência.

Considerando que muitas líderes também são mães, essa responsabilidade se intensifica. Cresci em uma época que afirmava que a maternidade era um obstáculo para a carreira de uma executiva, mas hoje percebo que ser mãe me tornou uma líder melhor e é um impulsionador para nossa carreira.

Frequentemente, questionamos as escolhas que fizemos, sabendo que o caminho para a liderança, para uma pessoa negra, é marcado por muito esforço, insegurança e pela responsabilidade de inspirar e apoiar aqueles que ainda estão chegando.

No Brasil, atualmente, nosso quadro funcional é composto por 32% de mulheres e 33% de negros. No entanto, ao analisarmos a interseccionalidade, observamos que apenas 8,9% são mulheres negras. Em posições de liderança, como gerentes e cargos superiores, temos 25% de mulheres e 17% de negros. A interseção dessas categorias revela que apenas 3% são mulheres negras.

De maneira estruturada, tenho me dedicado a desenvolver ações, tanto interna quanto externamente, com o objetivo de promover as carreiras de mulheres negras e outros grupos minorizados, através de situações práticas, exposição da realidade e a necessidade de combater o machismo e racismo estrutural, integrando vida pessoal e profissional, entre outros desafios que enfrentamos diretamente.

Como virar o jogo?

É crucial fortalecer e acolher aqueles que vêm de situações de vulnerabilidade, garantindo que as oportunidades sejam justas e criando uma rede de apoio.

Para aumentar a presença de mulheres negras em cargos de alta liderança, as organizações precisam adotar ações efetivas como:

Mentoria e Patrocínio: Estabelecer programas de mentoria e patrocínio para mulheres negras, conectando-as com líderes experientes que possam oferecer orientação, apoio e exposição a oportunidades de crescimento.

Desenvolvimento de Liderança: Oferecer programas de desenvolvimento de liderança específicos para mulheres negras, incluindo treinamentos, workshops e cursos que abordem tanto habilidades técnicas quanto competências de liderança.

Cultura Organizacional Inclusiva: Trabalhar ativamente para criar uma cultura organizacional que valorize a diversidade e a inclusão, promovendo um ambiente de trabalho onde todos se sintam valorizados e capazes de contribuir plenamente.

Redes de Apoio: Fomentar a criação de redes de apoio internas para mulheres negras, proporcionando espaços seguros para compartilhamento de experiências, apoio mútuo e desenvolvimento profissional.

Implementando essas e outras medidas, as organizações podem não apenas aumentar a representatividade de mulheres negras em cargos de alta liderança, mas também criar um ambiente de trabalho mais justo, inclusivo e produtivo.

Trabalhar pela transformação social e na cultura das empresas é uma missão diária e muitas vezes cansativa, mas é nosso dever como líderes negros influenciar, inspirar e cuidar dos que virão depois de nós, pois quando um de nós vence, todos vencemos.

*Kelly Baptista, Mãe, Diretora executiva da Fundação 1Bi, Gestora Pública, membro da Rede de Líderes Fundação Lemann e Linkedin Top Voice.

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