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Modelo negra se recusa a usar orelhas e lábios de macaco no desfile da semana de moda de Nova York

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Uma modelo negra se recusou a entrar na passarela com acessórios considerados racistas durante um desfile em Nova York. Amy Lefevre, havia sido solicitada a usar “orelhas de macaco” e lábios grandes, mas não aceitou. O desfile em questão fora criado para mostrar o trabalho de 10 ex-alunos do curso de moda do tradicional Fashion Institute of Technology. A produção era parte de uma série de programações em celebração ao aniversário de 75 anos da instituição.

“Eu estava a ponto de desabar, dizendo à equipe que me senti incrivelmente desconfortável por ter que usar essas peças e que elas eram claramente racistas”, relatou ela ao New York Post. A resposta dos organizadores, segundo a modelo, foi, basicamente, ignorar sua indignação. “Disseram-me que não havia problema em me sentir desconfortável por apenas 45 segundos.”

Lefevre trabalha como modelo há quatro anos e já desfilou mais de duas dúzias de vezes, mas afirmou nunca ter vivenciado uma situação semelhante como a que presenciou durante a Semana de Moda de Nova York.

Segundo o jornal, New York Post, a instituição esclareceu que defende a liberdade artística de seus alunos, mas irá investigar o caso e tomar as medidas cabíveis.

“Este programa protege a liberdade dos alunos de criar, como estilistas, suas próprias perspectivas artísticas”, disse Joyce F. Brown, presidente do FIT, ao The Post. “Por mais que o design e a moda sejam provocativos, meu compromisso de garantir que as pessoas não se sintam desconfortáveis, ofendidas ou intimidadas também é da maior importância, não apenas para mim, pessoalmente, mas também para a comunidade universitária. Levamos essa obrigação muito, muito a sério e investigaremos e tomaremos as medidas apropriadas em relação a qualquer reclamação ou preocupação que seja feita nessa situação”.

Nem Maju, nem Iza: Não tem nenhum negro entre as top personalidades mais influentes do Brasil

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E no país mais negro fora da África quem colhe os louros da fama e influência são as pessoas brancas. Obviamente se repete um padrão estabelecido desde sempre, no país das apresentadoras infantis com fenótipo dinamarquês.

O triste é ver que mesmo com a democratização da tecnologia, onde a Internet já com uma das principais formas de acesso ao conteúdo, ou seja, de casa e com um celular, qualquer um (teoricamente) pode ficar famoso, ainda assim, o padrão de quem os brasileiros seguem e apoiam é branco.

Esse fato faz com que a publicidade invista muito, mas muito dinheiro nas pessoas mais citadas em pesquisas como a “Most Influential Celebrities”, realizada no Brasil pela Ipsos pela segunda vez.  Cerca de 1000 pessoas acima de 16 anos foram entrevistadas .

Ao perguntarem quais personalidades são mais famosas, a pesquisa considerou a popularidade, ou seja, o conhecimento da audiência a respeito daquele artista. A Influência, foi medida como o poder daquele artista de promover mudanças e influenciar comportamentos, como explicou Cintia Lin, diretora da Ipsos ao Meio & Mensagem.

Na pesquisa, celebridades são os nomes que participaram recentemente de novelas e de campanhas publicitárias, a quantidade de seguidores nas redes sociais e quão frequente é sua presença na mídia.

Confira a lista com os cinco nomes mais citados:

Celebridades mais conhecidas:
1- Rodrigo Faro
2- Juliana Paes
3- Luciano Huck
4- Ana Maria Braga
5- Ivete Sangalo 

Celebridades mais influentes
1- Evaristo Costa
2- Paulo Gustavo
3-Ivete Sangalo
4- Paolla Oliveira
5- Juliana Paes

Cabe um mea culpa? Ou seja, a comunidade negra tem uma parcela de culpa nesse tipo de resultado? Não e sim.

Não, porque toda lista de popularidade onde rostos negros estão ausentes é um reflexo do racismo estrutural. Érico Brás, Ludmilla, Iza, Lázaro e Taís, Glória Maria, Maju Coutinho, sem dúvida são nomes de grande impacto do ponto de vista da influência e não tem como não racializar isso.

Todavia precisamos apoiar os nossos mesmo quando o ingresso é caro, o programa não é perfeito, o produto assinado com nome dele ou dela tem um valor pouco acima da outro marca. É literalmente o preço a ser pago para chacoalhar as estruturas.

Se não apoiarmos, compartilharmos, repercutirmos o que os nossos fazem, esses rostos ricos, famosos e influentes sempre serão brancos.

Lázaro Ramos dirige clipe de Projota com Tais Araújo e modelos de Madureira no casting

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É black money! É sororidade! É comunidade! Nessa semana o rapper Projota divulgou imagens do seu novo clipe.

O nome da música não foi revelado, mas a boa surpresa é que Lázaro Ramos e Taís Araújo fazem parte do vídeo.

Lazinho comanda a direção enquanto Taís atua no clipe juntamente com um casting selecionado por Raymundo Jonathan do projeto  Wakanda em Madureira.

https://www.instagram.com/p/B8qoaigJQzH/

“Esse é o diretor do meu próximo videoclipe. O nome dele todos vocês já sabem, o talento dele todos vocês conhecem… a humildade, a garra e a energia de luz que ele possui, eu quero poder testemunhar para vocês. Obrigado, meu irmão, Lázaro Ramos… sonho realizado! Não tenho palavras para descrever minha alegria. Aguardem!”, escreveu Projota em suas redes sociais.

O clipe será lançado em Março.

Sequestrador obriga mulher a assistir 9h da série “Raízes” para ela entender o que é racismo

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Medidas extremas!

Robert Lee Noye, de 52 anos foi preso na cidade de Cedar Rapids (Iowa), acusado de ter sequestrado uma mulher para força-la a assistir episódios da série “Raízes”, uma das mais emblemáticas sobre a questão racial.

Durante 9 horas, a mulher ficou ao lado de Robert que ameaçou cortá-la em pedaços caso ela não assistisse ao seriado.

De acordo com o jornal da cidade The Gazette, Robert disse à polícia que a obrigou a ver os episódios “para ela entender melhor o seu racismo.”

Não há informações sobre a vítima, mas é possível que ela tenha sido  racista com Robert que se vingou de uma forma bem peculiar.

 

Nike: Ingrid Silva está em campanha do Mês da Consciência Negra americana

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Quando a excelência negra brasileira ganha destaque no exterior, todos nós ganhamos.

A bailarina Ingrid Silva é um  dos rostos da campanha americana Nike em celebração do Black History Month, que é o Mês da Consciência Negra nos EUA.

Com 31 anos, a brasileira está ao lado de grandes nomes negros do esporte contemporâneo.

Ingrid mora nos EUA e hoje é a primeira bailarina da Dance Theatre of Harlem umas das mais importantes companhias de dança dos Estados Unidos!⁣

Veja como ficou incrível:

 

Em parceria com a MAC, Iza lança batom em tom que ela achava proibido para o seu tom de pele

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Roxo rosado. Finalmente a MAC Comestics divulgou a cor do batom assinado pela Iza. A cor foi concebida pela própria cantora nos escritório da marca em NY, no ano passado e a ideia realmente era focar em uma cor que valorizasse o tom de pele da cantora.

“Ter optado por esse tom tem uma razão muito especial. Quando era mais nova eu não tinha coragem de usar muitas cores na maquiagem porque achava que não combinavam com a minha pele”, detalhou Iza em sua conta no Instagram.

A parte não tão colorida é o preço. Cada batom custa R$ 140 reais, um valor compatível com os produtos da marca. O produto estará disponível para compra a partir do dia 6 de março.

https://www.instagram.com/p/B8sBSJJprEw/

Empreendedora negra tem seu trabalho em prol da diversidade no Brasil reconhecido no exterior

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Liliane Rocha é a única brasileira na lista de indicações do prêmio 101 Top Global Diversity&Inclusion, promovido pelo World HRD Congress, CEO e Fundadora da Gestão Kairós, Liliane acaba de conquistar, pelo segundo ano consecutivo, a premiação que reconhece todo o trabalho que vem desenvolvendo no Brasil pela valorização da Diversidade nas empresas.

Mestre em Políticas Públicas, Professora de Diversidade na pós graduação na Universidade do Estado de SP (USP-FIA) e do Senac, Liliane Rocha enfrentou situações de preconceito na sociedade e no mundo corporativo e por anos pode olhar de dentro das empresas o que funcionava e o que não funcionava quando o assunto era diversidade. Foram 15 anos atuando nas áreas de Sustentabilidade e Diversidade de Multinacionais. Hoje, é CEO da Gestão Kairós uma empresa que tem se tornado referência ao apoiar grandes empresas na implantação de estratégias exitosas da diversidade.

Além de conquistar por mais uma vez o 101 Top Global Diversity and Inclusion Leaders no Diversity & Inclusion Excellence Awards, Liliane será um das palestrantes do New Diversity Summit 2020, evento internacional que acontece em 6 de abril sob o tema “De ‘Fazer diversidade’ a ‘Ser inclusivo’: liderar e viver em tempos incertos”. A palestra de Liliane abordará a liderança inclusiva e o exemplo do País nessa temática.

Casados há 10 anos, Ana Preta e Thaíde lançam videoclipe de ‘Não me leve a mal’

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Lançado na ultima quarta-feira (12), o videoclipe foi gravado no litoral norte de São Paulo.

Casados há 10 anos, Ana e Thaíde demonstram toda química e sensualidade no videoclipe que também carrega uma pegada dancehall com melodia e rimas envolventes que acompanham imagens que dão vida à história de uma amizade que virou uma paixão.

Seguindo o clima de romance, Ana Preta aproveitou o Valentine’s Day – Dia dos Namorados em alguns países – comemorado sexta-feira (14), e compartilhou uma foto feita no dia da gravação do videoclipe: “Em tempos que falar de amor é resistência, não nos leve a mal”.

Assista ao videoclipe:

 

Moussa Marega: Mais uma vez a vítima de racismo em campo sofre punição

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HUGO DELGADO/EPA-EFE/Shutterstock

O árbitro do jogo Porto e Vitória de Guimarães, partida do Campeonato Português que aconteceu nesse domingo (16), é um exemplo de como ainda há profissionais que não entendem o impacto do racismo nos atletas. Ainda mais quando as agressões acontecem durante a partida. Ignorância ou conivência?

O atacante Moussa Marega, do Porto  abandonou o jogo após receber ataques racistas dos torcedores do time rival, além de ter que se esquivar de cadeiras jogadas nele, quando ele fez um gol. (O time dele ganhou de 2×1 ).

O jogador deixou o campo extremamente nervoso, apesar da tentativa dos colegas em acalmá-lo e apontou o dedo do meio para torcida.

O juiz puniu Moussa com um cartão amarelo.

Marega usou suas redes socias para manifestar sua indignação:

“Gostaria apenas de dizer a esses idiotas que vêm ao estádio fazer gritos racistas … vá se foder 🖕🏾🖕🏾 E também agradeço aos árbitros por não me defenderem e por terem me dado um cartão amarelo porque defendo minha cor da pele.
Espero nunca mais encontrá-lo em um campo de futebol! VOCÊ É UMA VERGONHA !!!!”

https://www.instagram.com/p/B8pCtxgKqhf/?utm_source=ig_embed

 

 

“Ela enfrentou um grande desafio”: Lupita lamenta a morte de Nikita Pear Waligwa, a Glória de Rainha de Katwe

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Um dos rostos mais marcantes do filme Rainha de Katwe, da Disney, era de Glória. Ela era a linda menina de cabelos trançados, com muita autoestima e amor ao xadrez. O papel dela foi interpretado pela jovem atriz Nikita Pearl Waligwa que faleceu nesse final de semana, vítima de câncer no cérebro aos 15 anos de idade.

A diretora da “Rainha de Katwe”, Mira Nair, ajudou a organizar esforços para financiar o tratamento de Waligwa durante as filmagens, segundo a BBC.

Waligwa havia sido diagnosticada com um tumor cerebral em 2016 e parecia se recuperar um ano depois. No entanto, em 2019, outro tumor foi encontrado.

Lupita Nyong’o , que contracenou com Nikita no longa da Disney, usando seu Instagram para homenagear a jovem atriz.

“É com muita tristeza que publico sobre a morte de Nikita Waligwa, a doce, calorosa  e talentosa garota com quem trabalhei no filme, Rainha e Katwe. Ela fez Gloria com tanta vibração. Na vida real, ela teve o enorme desafio de combater o câncer no cérebro. Meus pensamentos e orações estão com sua família e comunidade,  que tem  que dizer adeus tão cedo. Que ela realmente descanse em paz. Que tudo fique bem com sua alma”.

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