Uma modelo negra se recusou a entrar na passarela com acessórios considerados racistas durante um desfile em Nova York. Amy Lefevre, havia sido solicitada a usar “orelhas de macaco” e lábios grandes, mas não aceitou. O desfile em questão fora criado para mostrar o trabalho de 10 ex-alunos do curso de moda do tradicional Fashion Institute of Technology. A produção era parte de uma série de programações em celebração ao aniversário de 75 anos da instituição.

“Eu estava a ponto de desabar, dizendo à equipe que me senti incrivelmente desconfortável por ter que usar essas peças e que elas eram claramente racistas”, relatou ela ao New York Post. A resposta dos organizadores, segundo a modelo, foi, basicamente, ignorar sua indignação. “Disseram-me que não havia problema em me sentir desconfortável por apenas 45 segundos.”

Lefevre trabalha como modelo há quatro anos e já desfilou mais de duas dúzias de vezes, mas afirmou nunca ter vivenciado uma situação semelhante como a que presenciou durante a Semana de Moda de Nova York.

Segundo o jornal, New York Post, a instituição esclareceu que defende a liberdade artística de seus alunos, mas irá investigar o caso e tomar as medidas cabíveis.

“Este programa protege a liberdade dos alunos de criar, como estilistas, suas próprias perspectivas artísticas”, disse Joyce F. Brown, presidente do FIT, ao The Post. “Por mais que o design e a moda sejam provocativos, meu compromisso de garantir que as pessoas não se sintam desconfortáveis, ofendidas ou intimidadas também é da maior importância, não apenas para mim, pessoalmente, mas também para a comunidade universitária. Levamos essa obrigação muito, muito a sério e investigaremos e tomaremos as medidas apropriadas em relação a qualquer reclamação ou preocupação que seja feita nessa situação”.

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