O cantor Gilberto Gil e a banda Baiana System lançaram na quinta-feira (30) o álbum Gil Baiana ao vivo em Salvador é um registro do show, que ocorreu no Parque de Exposições de Salvador para mais de 30 mil pessoas em novembro de 2019, na terra natal de ambos. O repertório conta com canções de Gil e outros compositores, selecionadas pelo Baiana e que são pontos em comum entre o cantor e o grupo.
Para celebrar a chegada do álbum, já lançado em vinil, nas plataformas digitais, Gilberto Gil, Roberto Barreto e Russo Passapusso participaram de um bate-papo virtual transmitido pelo canal de Gil no YouTube. A conversa teve legendas em tempo real, feitas pela STN Caption, incluindo a comunidade surda no papo e abraçando a campanha #SurdosQueOuvem.
A aglomeração, o aperto e, claro, a alegria do Carnaval, que combinam com a vida antes do coronavírus, estão escancarados no álbum:
A Netflix estreou nesta quinta-feira (30) “Ricos de Amor“, que reúne as atrizes, Jeniffer Dias e Alessandra Aires (Lellê) em uma aventura encantadora, mas que, mesmo cheia de clichês, discute temas fortes e importantes.
Em entrevista ao jornal Extra, Lellê anunciou a sua personagem, que se chama Monique, “vocês vão conhecer Monique, que tem um pouco de mim e da Jennifer. Amadureceu rápido, passou por cima das dificuldades e se tornou executiva de uma empresa poderosa”.
Em seu Instagram, Jeniffer Dias também comemorou a estreia do filme e a sua “primeira aparição na netflix” e o “primeiro filme longa metragem a gente não esquece”.
Ricos de Amor é uma comédia romântica e conta a história do jovem Teto (Danilo Mesquita) filho do poderoso Teodoro (Ernani Moraes), um bem-sucedido empresário conhecido como “O Rei do Tomate”; Confira o trailer:
Com berço em Nova Orleans, a expressão artística chegou na América junto com mais de meio milhão de escravizados vindos da África nos anos 1800. Apesar de hoje ser interpretado muitas vezes por artistas brancos, no começo era bem diferente, e havia muito preconceito em volta desse gênero musical. Aliás, não foi muito diferente com o Rap, samba ou funk.
Ao longo dos anos, o ritmo fez muitos adeptos e vários artistas conseguiram construir uma carreira cantando Jazz. Alguns deles são Louis Armstrong, Nina Simone, Billie Holliday, Ella Fitzgerald, Al Jarreau, Nat King Cole, Mahalia Jackson, Esperanza Spalding e Ray Charles.
O Dia Internacional do Jazz, foi comemorado pela primeira vez há 8 anos, em 30 de abril de 2012, declarado pela UNESCO e anunciada Por Herbie Hancock, pianista, compositor e tecladista norte-americano que é considerado um dos mestre dos jazz e completou 80 anos no último dia 12.
Hoje em dia, o jazz é visto erroneamente por muitos como algo elitista, talvez por que essa cultura tenha sofrido apropriação na medida que foi se popularizando.
Entretanto, é preciso lembrar que o jazz é sinônimo da luta pela liberdade e abolição da escravatura, fazendo parte de nossas origens. Considerando isso, separamos alguns materiais para quem quiser conhecer e também curtir mais sobre o que o jazz tem para oferecer. Música, dança e uma boa aula de história.
Na Netflix:
Miles Davis, O Inventor do Cool
O documentário conta a vida do bandleader, pianista e compositor de Jazz, falecido em 1991. Entretanto, seu legado para o Jazz e a música negra em geral, vive até hoje.
Chasing Trane
Lançado em 2016, o documentário que conta a vida do saxofonista e compositor John Contrane, recebeu boa aceitação da crítica especializada, sendo avaliado com 7.2/10 no Rotten Tomatoes.
Caso você queira começar a ouvir jazz mas não sabe por onde começar, recomendamos as playlists Jazz Classics, Jazz Classics Blue Note Edition e Coffee Table Jazz no Spotify.
No Deezer, algumas boas opções são as playlists Pra Sempre Jazz e Women In Jazz.
E então, hoje não é dia de rock mas de outro ritmo que é nosso por origem. Hoje é dia Jazz, bebê!
Michael Jordan e Pernalonga protagonizaram um dos filmes mais especiais da história do cinema, que juntou amor ao basquete com a paixão por desenhos animados. Space Jam, título original de 1996 ganhou uma sequência que estreia no ano que vem.
A informação da data veio do protagonista do novo filme , Lebron James em seu Instagram.
Hoje ainda foi divulgado o nome oficial da sequência, “Space Jam: A New” Legacy (Um Novo Legado).
As aulas à distância, exigem criatividade e nem todos os professores tem o “molejo” necessário para manter o interesse dos alunos.
Agora por conta do isolamento devido ao coronavírus, o ensino remoto se tornou a única opção para muitas escolas.
Para apresentar uma solução diferenciada para as escolas durante a quarentena, o Afroinfância está oferecendo oficinas online para escolas . As atividades oferecidas incluem oficinas de bolha de sabão, culinária, máscaras africanas, histórias, brincadeiras, bonecas Abayomi.
“Sabemos, também que é impossível recriar a escola dentro de casa com seus horários, disciplinas, conteúdos e regras”, diz o comunicado do Afroinfância sobre o novo serviço.
Não precisa ser fada para ser sensata. A vencedora do BBB20 e a nova milionária mais querida do Brasil, Thelma Assis que é médica anestesiologista, revelou em entrevista o desejo de voltar a trabalhar e somar forças com os milhares de médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde que estão envolvidos no combate à COVID-19.
“Pretendo voltar, sim, voltar à medicina. Quero me dispor a ajudar no que puder. Medicina é o que eu amo. Ainda não tive oportunidade de reencontrar os meus colegas para saber como estão trabalhando. Provavelmente, estão trabalhando com o esquema de urgência, sem cirurgias eletivas”, disse a sister milionária em uma entrevista.
Thelminha teve uma amiga próxima infectada com o Corona, mas que já está se recuperando.
Com esse prêmio de 1,5 milhão de reais, ela poderia dar um tempo e descansar, mas ela não decepciona e é mais que necessária em um momento tão difícil para o país.
Há quatro anos Beyoncé lançava ‘Lemonade’, seu álbum visual repleto de referências pessoais, e denuncia a violência policial, por meio da faixa ‘Formation’, oriunda do racismo nos Estados Unidos.
Após Beyoncé performar a faixa durante o Super Bowl, um dos maiores eventos esportivos do mundo, políticos norte-americanos atacaram a artista, acusando-a de incitar ódio contra as forças policiais, e ganharam o apoio de setores conservadores da mídia. “Ultrajante”, diziam. Em minutos, a hashtag #BoycottBeyoncé ganhou destaque mundial.
“Se celebrar minhas raízes e minha cultura incomodou alguém, esses sentimentos já existiam muito antes do vídeo e muito antes de mim. Tenho orgulho do que nós criamos com ‘Formation’, e tenho orgulho de fazer parte de uma conversa que está levando as coisas para frente, de maneira positiva”, disse Beyoncé em uma de suas raras entrevistas na época. O clipe faz conexões com o grupo Panteras Negras e os ativistas Malcolm X e Martin Luther King.
Para ampliar o debate das questões propostas pela artista, uma versão online do curso “Politizando Beyoncé: raça, gênero e sexualidade” vai acontecer em maio, invocando obras de Angela Davis, Judith Butler, Achille Mbembe e Paul B. Preciado.
“Com seus álbuns visuais, Beyoncé mudou a forma como artistas de alcance global lançam suas obras, elevando o nível do jogo da indústria musical, e mudou ainda o conteúdo — a forma como retratou pessoas negras em seus videoclipes e imagens promove uma revisão do inconsciente, reeditando o lugar estereotipado em que esses sujeitos eram vistos anteriormente”, diz Ali Prando, filósofo e pesquisador criador do curso.
O curso também traz referências brasileiras, aproximando a discussão da realidade local, como a filósofa Sueli Carneiro. No Brasil, entre 2015 e 2017, dentre as mais de 5 mil vítimas de incursões policiais, 76,1% eram pessoas negras. Ao reunir essas referências e dados, “Politizando Beyoncé” provoca reflexões sobre como a cultura pop pode auxiliar na denúncia de questões sociais.
Inscrições para o curso acontecem através da plataforma Sympla com valor único de R$ 150 por quatro aulas.
Confira a programação do curso:
Encontro 1 – Beyoncé e os paradigmas pós-feministas;
Encontro 2 – ‘Formation’ e o extermínio de corpos e devires minoritários;
Encontro 3 – Hackeamentos de plataformas na indústria cultural;
Encontro 4 – Para onde ir depois de Beyoncé? Caminhos possíveis para uma agenda audiovisual libertária.
“Eu já dava aulas de gerenciamento de mídias sociais em periferias há dois anos, mas, por causa do coronavírus, percebemos que havia uma necessidade urgente por parte desse pequeno empreendedor. Alguns, que eu já conhecia, entraram em contato comigo pedindo ajuda, fui fazendo o que pude. Elaborei esse curso pensando em todos os outros que eu não conheço, mas que também precisam de suporte”, aponta Tássia, que é especializada em Marketing Digital e Cultura Contemporânea.
https://www.instagram.com/p/B0d9OLGpiWl/
Além do treinamento que será dado através de plataformas digitais, a jornalista, que fundou e dirige há quatro anos uma agência de comunicação em ações de impacto social, a Agência Is, também fará o acompanhamento dos alunos até dezembro, através de mentorias coletivas online.
“Para cada um real doado, a Benfeitoria nos dará mais dois, totalizando R$ 3, o que nos ajudará a chegar mais facilmente na proposta, de capacitar 300 empreendedores. Para dar o treinamento e fazer o acompanhamento por seis meses, teremos um custo de R$ 100 por cada aluno. Estamos convidando quem já nos acompanha e segue nosso trabalho a colaborar com R$ 33, a Benfeitoria triplicará o valor, nos fazendo chegar bem mais perto do nosso custo. Mas se não puder doar esse valor, convidamos que todos doem o quanto puderem, pois cada real faz diferença.”
Até o momento, a campanha já conseguiu arrecadar o suficiente para capacitar 47 empreendedores. Quem quiser colaborar, pode acessar: www.benfeitoria.com/comunicacaodigital.
Para saber mais sobre o trabalho que Tássia desenvolve, acesse www.agenciais.com.br ou @agenciais nas redes sociais.
Aos 55 anos Dona Jacira, mãe de Emicida e Fióti, passou a confeccionar então bonecas de pano em parceria com pessoas que moram no Cachoeira, bairro na Serra da Cantareira, na Zona Norte de São Paulo.
Feitas artesanalmente com retalhos descartados por confecções de vestuário, todas as bonecas passam pelas mãos de Dona Jacira. “Assim como nós, todas são únicas. Elas variam no tamanho, na estatura, no perfil e no gênero, pois não retratam somente mulheres cisgênero. Nenhuma se repete. Gosto de pensar que essas diferenças são como as personalidades de cada uma delas”, diz. “Quando eu brinco de boneca, é como se eu estivesse pegando a minha criança pelas mãos para cuidar dela”, completa.
“Na minha infância, brincar era quase um pecado, tudo era voltado ao trabalho. A gente praticamente tinha que fugir para brincar”, lembra Dona Jacira. Como parte da campanha de Dia das Mães da Laboratório Fantasma, ela estende o convite de brincadeira e reconexão a outras mulheres que tiveram a sua infância roubada. A boneca já está disponível.
Além disso, a matriarca da LAB e autora do livro “Café”, Dona Jacira aproveita o momento também para estrear o podcast Estórias de Família, disponível em todos os serviços de streaming.
Ao longo de oito episódios, ela explora muitas das suas memórias. Quando pensou no formato do seu podcast, a artista dividiu a sua história de sete em sete anos.
Tal decisão veio inspirada pela teoria dos setênios, que faz parte da linha do pensamento antroposófico e entende a vida, as evoluções e as mudanças do corpo humano, além de emoções e atitudes, em ciclos de sete anos. “Foi então que percebi que a teoria não poderia ser aplicada à uma vivência em que a segregação existe. Imagine que aos 14 anos eu já estava casada e com dois filhos…”, explica. Ao seu modo, Dona Jacira segue de sete em sete anos de maneira cativante e com a certeza de que cada pessoa tem uma forma de existir. Ela conta a sua.
Não pense que a periferia não lê jornal, assiste noticiário ou ouve pronunciamento de presidente. Ela sabe interpretar e também teme pelo futuro, aliás lidar com a perspectiva de um futuro melhor e ter fé que as coisas irão melhorar lhe ajuda a seguir um dia após o outro.
A periferia está tensa em meio a epidemia, com o que será do amanhã se é que ele irá existir. Sem emprego, sem recursos, sem assistência, ninguém ali está fugindo do trabalho, fazendo corpo mole, sendo vagabundo. A questão é que os que podem ficar em casa em meio a crise do coronavírus, não podem fazer carreata.
Sim aos que podem, pois tem gente aí no corre que nunca nem ao menos se isolou, não tem direito a homeoffice ou reserva de emergência para pedir demissão. Afinal, o dinheiro da janta se ganha no almoço, a luta pela sobrevivência é diária e muitas vezes uma corrida contra o tempo para não encarar (outra vez) a fome.
Essa periferia que muitos chamam de desinformada, mal qualificada, massa de manobra está preocupada com a vida dos seus. Tentando por comida na mesa de desconhecidos, pois possuem empatia e sabem que a fome dói. Se mobilizando para levar cestas básicas a famílias carentes, como o #Sobrevivendo ao Coronavírus a São Paulo ou Corona no Paredão,Fome não a todo o Brasil. Costurando máscaras na garagem de casa e distribuindo de graça entre os seus e a população de rua já que ninguém o faz, reafirmando que toda vida importa e deve ser protegida.
Ela também está na frente de combate, assistindo aos infectados, tentando frear o contágio, honrando um juramento de proteger a vida enquanto tenta proteger os seus. Como o técnico de enfermagem Josenildoque dormia no terraço de casa por falta de escolha e em uma tentativa de proteger a mãe de 73 ano e mais quatro familiares que residem em dois cômodos em uma casa em Campina Grande.
Impressiona né, como tanta gente pode caber em um espaço tão pequena. Essa é a realidade de muitas gente que vive nas periferias pelo Brasil. Pessoas que dividem dois cômodos com seis, oito, doze pessoas, sem a possibilidade de manter a distância segura.E ainda precisa lidar com as ofensas e cobranças de gente que tira o domingo para fazer carreata no conforto de seus carros de 60 mil reais para cima, usando máscara, na porta de hospital, onde pessoas estão entre a vida e a morte, para protestar contrauma quarentena que quer preservar a vida.
Não em nome da Periferia, essa que muitos chamam de desinformada, mal qualificada, massa de manobra não vai a carreata em meio a uma pandemia, até porquê geralmente usa transporte público. Ela sabe a muito tempo que acesso e qualidade dos recursos de saúde podem ser determinantes para determinar quem vai viver ou morrer, pois a tempos vem perdendo os seus em corredores lotados de hospitais públicos.
Então, essa periferia que a tempos lida com escassez de recursos, com filas em hospitais, falta de médicos e precariedade do SUS, faz a única coisa que está ao seu alcance para diminuir a curva de infectados e preservar a vida : fica em casa!
Nathália Arrudaé criadora de conteúdo voltado a empoderamento de pretos e periféricos dentro do mercado corporativo no Linkedin e discussões econômicas e raciais no medium