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‘A cor púrpura, o musical’ é o grande vencedor do Prêmio APTR

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“A Cor Púrpura” foi premiada em 5 categorias na cerimônia desta quarta-feira (01), dirigida por Fernando Libonati. “As Crianças”, “Estado de Sítio”, “Nastácia”, “Oboró – Masculinidades Negras” e “3 Maneiras de Tocar no Assunto” receberam,
cada um, dois troféus. “Merlin e Arthur: Um Sonho de Liberdade”, “Angels in America” e “A Ira de Narciso” levaram, cada qual, uma premiação.

Foi uma noite em que se exaltou a produção do teatro negro carioca no ano passado, com “A cor púrpura, o musical”, estrelado por um elenco de atores negros, vencendo cinco categorias, entre elas a de melhor espetáculo.

Na categoria especial, o reconhecimento ficou ainda mais claro com o prêmio dado ao “Movimento teatro negro do Rio de Janeiro”, representado pelo ator e dramaturgo Rodrigo França, da Associação Preta de Teatro e Artes (Apreta), que em seu discurso exaltou artistas e grupos de teatro negros de ontem e de hoje.

Neste ano o Prêmio foi diferente. Os ganhadores participaram da premiação ao vivo,
de suas casas. Seguindo os protocolos em tempos de Covid 19, a cerimônia
aconteceu em formato Live, no canal do YouTube da APTR. O Prêmio contou com a
arrecadação de recursos para a campanha APTR ao Lado do Trabalhador de Teatro, que está em plena execução.

A 15ª Edição do Prêmio APTR de Teatro está confirmada para o ano de 2021, em
formato a definir.

Veja o vencedores do 14º Prêmio APTR:


Produção:
“A cor púrpura, o musical”

Espetáculo:
Empate entre “A cor púrpura, o musical” e “Estado de sítio”

Especial:
Movimento teatro negro do Rio de Janeiro

Atriz:
Empate entre Analu Prestes (“As crianças”) e Letícia Soares (“A cor púrpura, o musical”)

Ator:
Gilberto Gawronski (“A ira de Narciso”)

Jovem talento (Troféu Manoela Pinto Guimarães):
Rafael Telles (“O despertar da primavera”)

Direção:
Empate entre Miwa Yanagizawa (“Nastácia”) e Rodrigo Portella (“As crianças”)

Autor:
Leonardo Netto (“3 maneiras de tocar no assunto”)

Atriz coadjuvante:
Patrícia Selonk (“Angels in America”)

Ator coadjuvante:
Alan Rocha (“A cor púrpura, o musical”)

Cenografia:
Ronaldo Fraga (“Nastácia”)

Figurino:
Gabriel Villela (“Estado de sítio”)

Direção de movimento:
Sueli Guerra (“A cor púrpura, o musical”) e Valéria Monã (“Oboró – Masculinidades negras”)

Iluminação:
Empate entre Anna Turra, Camila Schmidt e Rogério Velloso (“Merlin e Arthur: Um Sonho de Liberdade”) e Renato Machado (“3 maneiras de tocar o assunto”)

Música:
César Lira e André Muato (“Oboró – Masculinidades negras”)

#EMCASACOMSESC lança série de debates sobre alimentação na pandemia e os direitos das pessoas com deficiência

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Com o objetivo de incentivar a reflexão no contexto desafiador em que nos encontramos, a série Ideias, promovida pelo Sesc São Paulo por intermédio de seu Centro de Pesquisa e Formação (CPF), traz a transmissão ao vivo de debates sobre as principais questões que tencionam a agenda sociocultural e educativa atual. Sempre às 16h, as conferências acontecem pelo canal do YouTube do Sesc São Paulo, com participação do público e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Na terça-feira, dia 7, o debate Memórias, cicatrizes e fraturas trará reflexões acerca das fragilidades dos patrimônios e acervos, e as relações entre memória e esquecimento no Brasil. Participam a artista e professora da FAU – USP Giselle Beiguelman e a artista e doutora pela ECA – USP Rosângela Rennó, com mediação de Barbara Rodrigues, graduada em artes plásticas e técnica de programação em artes visuais no Sesc Pompeia, e apresentação de Sabrina da Paixão, historiadora e pesquisadora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

No dia seguinte, quarta-feira, 8, A força ancestral na celebração da vida será o tema do bate-papo sobre os modos de (re)existir de manifestações culturais e comunidades tradicionais afro-brasileiras do Sudeste, como a Caiumba (conhecida como Batuque de Umbigada) e Moçambiques (presente nos festejos do congado). Com Iara Aparecida Ferreira, fundadora e coordenadora do Terno de Congado Moçambique Estrela Guia (Uberlândia-MG), membro estadual dos Pontos de Cultura de Minas Gerais e Delegada Nacional dos Pontos de Cultura (representando a Cultura Popular); Mestre Malaquias, conhecido como Preto, fundador e capitão do Moçambique Estrela Guia, casado há 33 anos com Iara, com quem faz parte da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito de Uberlândia; e Antônio Filogênio de Paula Júnior, membro do projeto Casa de Batuqueiro, ligado ao grupo Batuque de Umbigada de Piracicaba, Tietê, Capivari e Rio Claro-SP. Na mediação e apresentação, estará a jornalista e animadora cultural do Sesc Consolação, Renata Celano.

Seguindo com a programação, no dia 9, quinta-feira, estarão em pauta Os efeitos da pandemia na alimentação dos brasileiros. Serão discutidos quais os caminhos para enfrentar a subnutrição e a fome neste contexto de preocupação em relação à disponibilidade e ao acesso a alimentos, agravado pelos fortes impactos sociais e econômicos causados pela pandemia. Dentre os debatedores, estão José Graziano da Silva, ex-Ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome do primeiro governo de Lula da Silva, função na qual coordenou a implementação do Projeto Fome Zero, e Renato Maluf, professor titular do CPDA/UFRRJ, onde coordena o Centro de Referência em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, e membro do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. Na mediação, Elisabetta Recine, integrante do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutricional e professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília. A apresentação será de Mariana Ruocco, assistente técnica da Gerência de Alimentação e Segurança Alimentar.

E encerrando a programação da semana, no sábado, 11, será realizado o debate Direitos das pessoas com deficiência: reflexões para o pós pandemia à luz do conceito de capacitismo. Estarão em xeque discussões sobre os direitos das pessoas com deficiência e uma reflexão sobre o capacitismo – fenômeno social ainda presente de forma velada ou explícita no cotidiano e que afeta a participação social deste segmento. Também será abordado como a adoção da acessibilidade atitudinal, entre outras medidas, pode contribuir para ampliar a qualidade de vida e os horizontes das pessoas com deficiência no cenário pós-pandemia em sociedade. Participam a coordenadora executiva do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas, Marta Gil, e a professora aposentada da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Izabel Madeira Maior. O debate será mediado por Jairo Marques, jornalista da Folha de S. Paulo, e apresentado por Giovanna Togashi, doutora em Ciências pela USP e pesquisadora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

De “Pele Mulata” para “Lambari Roxo”: famosa marca de tintas altera nomes de cores com referência aos tons de pele

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“Cor da pele”,  “nude”, “pele de mulata” eram alguns nomes de cores de tintas da marca Suvinil que resolveu renomeá-los de forma que estivessem mais alinhados à nova história da empresa.

Os novos  nomes das cores agora são Fio de Rami, Flor de Cerejeira e Lambari Roxo, respectivamente. Outras seis cores também tiveram seus nomes atualizados.

Gráfico das novas cores da Suvinil ( Imagem: Divulgação)

Percebemos que havia nove nomes de cores em nosso leque que não estavam adequados a nossa nova história, e entendemos que era necessário promover a mudança desses nomes, a fim de que todos sintam-se parte e inspirados a pintar suas histórias com a gente”,  afirma Juliana Hosken, diretora de Marketing da Suvinil.

A campanha comunicando a mudança dos nomes de cores que faziam referência ao tom de pele foi lançada na última segunda-feira (29/06).  Nas redes sociais da marca nem todos os consumidores ficaram satisfeitos com a mudança.

“Se esse é o pensamento da sua empresa, sinto muito. Cores, são cores. Nada a ver com racismo. Se a empresa assim fizer, não mais comprarei seu produto”, disse um seguidor do perfil da Suvinil no Instagram.

O Spotify lança hoje no Brasil o Sound Up, projeto criado para descobrir a próxima geração de podcasters

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Spotify vem procurando maneiras de continuar apoiando os aspirantes a criadores de conteúdo através de treinamentos virtuais. O programa já estava sendo estruturado antes mesmo da recomendação de isolamento social, mas foi adaptado para poder começar em 2020, levando em conta a nova realidade dos possíveis participantes. O Sound Up é gratuito e aberto para jovens negros ou indígenas entre 18 e 30 anos de todo Brasil. Os interessados podem se inscrever pelo site https://soundupbrasil2020.splashthat.com até o dia 17 de julho de 2020.

O programa foi desenvolvido para funcionar em duas fases: workshop virtual de um mês em 2020 e uma imersão presencial de uma semana no escritório do Spotify, localizado em São Paulo, em 2021. Após a inscrição, nosso comitê irá analisar e escolher 30 finalistas para entrevistas. Uma vez concluídas as entrevistas, 20 participantes serão escolhidos para participar do programa de treinamento virtual focado no desenvolvimento de técnicas importantes da produção de podcasts.

Neste workshop virtual ao longo de um mês, os participantes aprenderão desde como desenvolver a sua ideia, tipos de narrativa, produção, como realizar entrevistas, edição e todas as demais etapas com diversos especialistas da área. O Sound Up virtual consistirá em sessões ao vivo não-presenciais programadas, lições gravadas, reuniões individuais com a equipe e os facilitadores do Spotify, além de tarefas leves e dinâmicas. Após o fim do workshop os participantes terão oito semanas para preparar seu projeto final e apresentar ao Spotify.

Todos os 20 participantes do programa virtual receberão um gravador, computador, fones de ouvido e acesso à Internet. Os candidatos devem se inscrever individualmente, e não como podcasts ou grupos, e devem obrigatoriamente morar no Brasil.

Dessa turma com 20 participantes, 10 serão selecionados para participar da segunda fase do programa em 2021. Nessa etapa, eles terão cursos imersivos durante uma semana, aulas de segunda à sexta-feira, conexão com especialistas e profissionais do setor, mentoria com suporte contínuo do Spotify e a criação de um episódio piloto de podcast. Os participantes que forem selecionados para a segunda etapa receberão apoio contínuo durante todo o ano. Após essa etapa, o Spotify escolherá os 5 ganhadores da primeira edição do Sound Up Brasil.

É importante ressaltar que para fazer parte do programa, você não precisa de nenhuma experiência anterior em podcast, apenas uma ideia e o desejo de usar podcasts para desenvolvê-la. No mundo todo é notável um grande interesse no Sound Up, que já recebeu mais de 20.000 inscrições nos últimos três anos. Por fim, 60 pessoas já concluíram o programa no Reino Unido, Austrália, Estados Unidos e Alemanha. Dez desses graduados lançaram seus próprios podcasts e três deles se tornaram podcasts Spotify Originals.

Livro ‘A Pequena Princesa’ homenageia Lua Oliveira, vítima de diversos casos de bullying pelas redes sociais

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Lançado recentemente no Brasil, o livro A Pequena Princesa, do autor Carlos Gomes (RJ), homenageia a garota carioca Lua Oliveira, vítima de diversos casos de bullying pelas redes sociais e que superou o preconceito das ofensas inaugurando uma biblioteca comunitária em Copacabana (Ladeira dos Tabajaras). Modelo, atriz e embaixadora mirim da leitura no Brasil, ela também passa a contar com o título de modelo e representante literária da obra A Pequena Princesa, inclusive com participação sob os direitos autorais. “Justo e coletivo, exatamente como o brilho da Lua”, disse Carlos Gomes.

Nascido no Rio de Janeiro, membro da UBE – União Brasileira de Escritores e da FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil, Carlos Gomes, atualmente viaja por todo o Brasil visitando escolas e eventos literários para falar sobre seus livros com os pequenos leitores. Vem trabalhando ultimamente com releituras de clássicos da literatura para crianças.

A história apresenta a linda menina negra como principal personagem, representando os que mais constroem pelo mundo e também o gênero responsável pela continuidade da nossa espécie. A força feminina tem destaque entre o encontro da escritora viajante e a pequena princesa com seus leitores. O comentário da contracapa por Anielle Franco e as ilustrações assinadas por Lhaiza Morena Castro enriquecem ainda mais a proposta do tema.

Serviço:

Adquira o livro através deste link: https://livroscarlosgomes.com.br/

Os livros serão enviados autografados e com frete grátis para o Brasil.

Imagens de protestos antirracistas compõem o novo clipe de Jorja Smith

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A Cantora britânica lançou hoje, o clipe para a sua regravação da música Rose Rouge, que fará parte da coletânea Blue Note Re:imagined, que reunirá grandes clássicos do Jazz na voz de talentos da atualidade.

O vídeo que conta com a direção de Samona Olanipekun, que levou o troféu na categoria ”Experimental” no Aesthetica Short Film Festival de 2019, reúne imagens dos protestos em Londres, Glasgow, Los Angeles, New York, Paris e outras diversas cidades ao redor do mundo, não só das ultimas semanas mas dos anos 60 também, além de citações famosas de Nina Simone, Marthin Luther King e Malcolm X.

As vendas do single serão revertidas para a ONG Kwanda, uma plataforma que visa o empoderamento da comunidade negra. No instagram, Jorja agradeceu ao diretor do clipe, e disse: ”Temos que continuar a conversa em torno de injustiças que foram infligidas a negros em todo o mundo. Este vídeo é uma homenagem a todas as pessoas que abriram caminho para o empoderamento negro e liberdade. Não vamos ficar quietos, vidas negras importam. Elas sempre importaram.”

“Sinto que ela está em mim”, diz Jennifer Hudson sobre interpretar Aretha Franklin

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O filme “Respect” chega aos cinemas norte-americanos em dezembro deste ano e ganhou um primeiro trailer na última segunda-feira (29). O longa narra a história da lendária cantora Aretha Franklin e é estrelado por Jennifer Hudson.

Desde o lançamento da prévia, muitas pessoas elogiaram a caracterização de Hudson. Em uma entrevista à revista People, publicada na quarta-feira (01), Hudson disse ser muito fã de Aretha.

“Em abril de 2003, eu abri um show dela em Merrillville, Indiana, onde ela fez um concerto. Isso foi antes de ‘Dreamgirls’, antes que eu sonhasse em interpretá-la um dia. Eu tenho prestado homenagem a ela muitas vezes desde então, mas toda vez é como a primeira vez.”

Hudson também revelou que senti como se Franklin estivesse bem próxima dela durante as gravações e até hoje:

“Ainda sinto que ela está em mim, realmente sinto. Só espero atender aos pedidos dela. Você acha que respeita Aretha, mas depois de ver o filme e aprender a história dela, você não pode deixar de ter um novo respeito por ela.”

Junto à Jennifer, o filme também conta com a atuação de Forest Whitaker, Marlon Wayans, Audra McDonald e Marc Maron. A produção tem direção de Liesl Tommy, que promete mostrar toda a carreira de Aretha desde a infância até o sucesso internacional.

“Respect” chega aos cinemas em 25 de dezembro nos EUA. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil; Assista ao trailer:

Netflix destina US$ 100 milhões em apoio à comunidades negras nos EUA

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A Netflix anunciou que irá comprometer 2% de seu patrimônio em prol da igualdade racial, gerando “oportunidades econômicas às comunidades negras”. A empresa planeja destinar inicialmente até US$ 100 milhões para instituições e organizações financeiras que apoiam diretamente tais grupos nos EUA.

Em publicação no blog oficial, a gigante do streaming anunciou que os primeiros US$ 35 milhões do montante serão divididos em: US$ 25 milhões doados ao fundo “The Black Economic Development Initiative”, enquanto os outros US$ 10 milhões serão administrados à “Hope Credit Union”. A Netflix ainda não detalhou como utilizará os US$ 65 milhões restantes.

Outras grandes empresas de tecnologia também estão empenhadas no combate ao racismo, após a morte de George Floyd, homem negro assassinado por um policial em Minneapolis. O YouTube e a Apple prometeram doar US$ 100 milhões para fundos. Google, Facebook, Amazon e outros assumiram compromissos focados também na justiça racial e social.

Desabafo de Viola Davis, em entrevista sobre o racismo estrutural volta a viralizar e se torna o assunto mais comentado nas redes

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O desabafo de Viola Davis sobre racismo estrutural, no qual a atriz fala sobre discriminação e desigualdade salarial na indústria do cinema, em fevereiro de 2018, durante entrevista à jornalista Tina Brown, viralizou na web nesta quarta-feira (1) em meio à protestos contra a conduta de Hollywood.

As pautas apresentadas recentemente pela carta aberta do ‘Hollywood 4 Black Lives’, foi assinada por mais de 300 artistas e executivos negros, inclusive Davis. A carta pede à indústria que mude questões sistêmicas, incluindo as diferenças salariais, falta de representação no nível de liderança e a desvalorização de projetos liderados por negros.

Os comentários de Davis ressurgiram à medida que o protesto ‘Hollywood 4 Black Lives’ ganha repercussão nos EUA e no resto do mundo, chegando até ao Brasil. E o nome da atriz ficou entre os assuntos mais comentados do dia, no Twitter, com esse discurso.

Confira:

“Eu tenho que lutar pelo meu valor. É isso que sinto que estou fazendo”, disse Viola. “Eu consegui o Oscar, o Emmy, os dois Tonys. Fiz Broadway, fiz fora da Broadway. Fiz TV, fiz filme. Fiz tudo isso Eu tenho uma carreira que provavelmente é comparável a Meryl Streep, Julianne Moore, Sigourney Weaver. Todas elas vieram de Yale, de Juilliard, de NYU. Eles percorreram o mesmo caminho que eu, e ainda assim não estou nem perto delas. Nem perto do dinheiro, nem perto das oportunidades de trabalho, nem perto disso “.

“Mas eu tenho que pegar o telefone e escutar: ‘Você é a Meryl Streep negra’. ‘Não há ninguém como você.’ Ok, então se não há ninguém como eu – e você acredita nisso – você vai me pagar o que eu mereço”, finalizou Viola Davis.

Documentário sobre Tia Ciata, uma das figuras mais importantes para o samba carioca, está disponível on-line

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O documentário estreou em 2017 e, de lá pra cá participou de diversos festivais de cinema nacionais e internacionais, recebeu mais de 15
prêmios e foi exibido em cineclubes, escolas, universidades, praças
públicas, canal de tv.
Agora com o filme disponível on-line e, “principalmente neste momento de
quarentena, a nossa proposta é que ele alcance um público cada vez maior e diverso”. Contribuindo sob a importância das nossas próprias narrativas ao audiovisual.

Hilária Batista de Almeida, conhecida como Tia Ciata foi uma cozinheira e mãe de santo brasileira, considerada por muitos como uma das figuras mais influentes para o surgimento do samba carioca. 

O documentário traz depoimentos de mulheres negras que são referências na luta contra o racismo e pela visibilidade do protagonismo feminino negro em diferentes áreas de atuação.

São elas: a escritora Conceição Evaristo, a filósofa e escritora Helena Theodoro, a historiadora Giovana Xavier, a pesquisadora de cinema negro brasileiro Janaina Oliveira, a atriz e antropóloga Angela Peres, as cantoras Marina Íris e Nina Rosa, a bisneta de Tia Ciata, Gracy Mary Moreira e Iyalorixá Mãe Beata de Iyemonjá, que faleceu recentemente deixando um legado de luta pela igualdade de direitos para o povo negro e sempre será referência de força ancestral e resistência, inspirando gerações.

Assista ao filme:

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