A Meta, empresa responsável pelo Instagram, desativou a conta reserva do comunicador e educador popular Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, que somava quase 500 mil seguidores. A exclusão ocorreu após a derrubada do perfil principal do ativista, que contava com mais de 1 milhão de seguidores, no último domingo (17). Com a desativação das duas contas, o influenciador perdeu o acesso a uma plataforma que alcançava mais de 1,5 milhão de pessoas.
Thiago Torres utiliza suas redes sociais para a produção de conteúdo relacionado a questões raciais e sociais, com foco em educação popular e na denúncia de violências que atingem a população negra, periférica e indígena. O bloqueio da conta principal ocorreu, segundo o próprio Chavoso da USP, após a publicação de um vídeo em que ele e lideranças indígenas denunciavam violações de direitos e o avanço de privatizações de rios no Brasil.
Em declaração nas redes sociais, o ativista lamentou a exclusão: “Mais uma conta excluída pelo Instagram, do nada, sem mais nem menos. É muito frustrante. Anos de trabalho pra chegar a um milhão de seguidores, pra tudo ser descartado assim por essa rede”.
O caso tem gerado forte mobilização nas redes sociais e entre organizações progressistas, que questionam a falta de transparência da Meta em suas decisões de moderação. O episódio reacende o debate sobre o poder das Big Techs em silenciar vozes engajadas em pautas sociais e políticas, enquanto conteúdos de ódio e desinformação continuam a circular amplamente nas plataformas.
O ativista segue buscando reverter a decisão e utiliza outros canais para manter a comunicação com seu público. Para continuar o contato com seus seguidores, Thiago Torres abriu sua conta pessoal, @thiagotorres_011, para o público.
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo realiza, no dia 20 de novembro, a quarta edição do Ocupa MAB – Festival de Música e Gastronomia, uma das principais atividades do Mês da Consciência Negra. O evento ocupa a marquise do museu, no Parque Ibirapuera, com programação gratuita que celebra a força cultural afro-brasileira e africana por meio da música, da comida e de experiências coletivas que reforçam o museu como território de memória e criação.
Criado em 2022, o Ocupa MAB se consolidou como um espaço de encontro entre artistas, educadores, chefs e coletivos que ressignificam o parque com ritmo, saberes culinários e partilhas. Em 2025, o festival amplia esse diálogo, reforçando o papel do museu como ambiente vivo de convivência, resistência e imaginação negra. A proposta é transformar o dia 20 em uma celebração aberta, diversa e afetiva, alinhada com a missão do museu de promover consciência, liberdade e futuro.
A programação começa às 10h30, com a oficina “RAP: Retomando a Memória e Construindo Imaginários”, conduzida por Gabrelú e Killa Bi, integrantes do Núcleo de Educação do museu. A atividade provoca reflexões sobre identidade, ancestralidade e expressão a partir do rap e da poesia falada, convidando o público para uma experiência de criação coletiva. Ao meio-dia, os artistas realizam uma intervenção que transforma o espaço em encontro de voz, ritmo e palavra.
A partir das 11h, a gastronomia toma a marquise com chefs afro-brasileiros e africanos que apresentam sabores da diáspora. Entre os participantes estão Chef Sebastian Januário, Tabuleiro do Alcides e Cozinha Ocupação 9 de Julho (Brasil); Salsabil Matouk (Sudão); Elga de Assunção (Angola); Sylvie Mutiene (República Democrática do Congo); Jessica Ebaku (Camarões); e Mohammed Taha (Sudão). A feira reúne comidas que carregam história, afeto e memória — ressaltando o papel da cozinha negra como arquivo vivo e elo entre continentes.
A trilha sonora do festival acompanha o público durante toda a tarde, destacando a pluralidade da música negra contemporânea. Sobem ao palco Sista Mari + DJ Pepe, DJ Nicolas Bahia, os tambores potentes de Nega Duda, a energia de DJ Carol Selecta + Sista Chilli e o encerramento com Preta Batuque, que transforma o festival em uma grande roda de samba e convivência. Para os produtores culturais Aline Santos e Maurício Monteiro, o IV Ocupa MAB representa “celebração, resistência e compromisso com a arte como instrumento de liberdade”.
Com entrada gratuita e programação acessível, o festival reafirma o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo como um dos mais importantes espaços de preservação e difusão das culturas negras no país — um lugar onde memória e futuro caminham juntos.
SERVIÇO — IV OCUPA MAB
Data: 20 de novembro de 2025 (quinta-feira) Horário: Das 11h às 19h Local: Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega — Parque Ibirapuera Av. Pedro Álvares Cabral, s/n — Portão 10 — São Paulo/SP Entrada: Gratuita e aberta ao público
PROGRAMAÇÃO
10h30 — Oficina de RAP Retomando a Memória e Construindo Imaginários, com Gabrelú e Killa Bi (inscrições no site) 12h — Intervenção artística coletiva (resultado da oficina) 11h às 19h — Feira Gastronômica + programação musical
Atrações musicais:
11h — Sista Mari + DJ Pepe 13h30 — DJ Nicolas Bahia 15h — Nega Duda 16h — DJ Carol Selecta + Sista Chilli 17h30 — Preta Batuque
Moradores dos bairros Caxingui e Instituto de Previdência, na zona oeste de São Paulo, se mobilizam após a entrada de quatro policiais militares armados na EMEI Antônio Bento. A ação ocorreu depois que um pai acionou a PM ao ver que sua filha havia desenhado uma orixá durante uma atividade pedagógica sobre culturas afro-brasileiras. O caso provocou reação imediata da comunidade e abriu debate sobre abuso policial, intolerância religiosa e o cumprimento do currículo antirracista nas escolas municipais.
Segundo testemunhas, os policiais chegaram à unidade na quarta-feira (12/11) e abordaram a equipe escolar de maneira hostil. Um dos agentes portava uma metralhadora enquanto questionava professores e funcionários, afirmando que a atividade configuraria “aula de religião africana”. O pai que chamou a polícia teria rasgado o mural onde o desenho estava exposto, mas não foi tratado como autor de uma agressão, e sim como denunciante. Os policiais permaneceram cerca de uma hora dentro da escola.
A atividade que originou o conflito fazia parte da leitura do livro infantil “Ciranda em Aruanda”, de Liu Olivina, integrante do acervo oficial da rede municipal. O material apresenta ilustrações e textos sobre orixás e recebeu selo de recomendação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Após a leitura, as crianças produziram desenhos sobre a história, entre eles o da menina, que representou Iansã, orixá ligada aos ventos e às tempestades. A proposta é plenamente alinhada ao currículo que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.
Diante da ação policial, moradores organizaram um abaixo-assinado pedindo que a Corregedoria da PM investigue a atuação dos agentes por possível abuso de autoridade e violação dos direitos das crianças. O documento reúne reivindicações por responsabilização do pai, formação sobre diversidade cultural e combate ao racismo religioso, além da defesa pública do trabalho da escola, considerada referência na região. O abaixo-assinado ultrapassou 800 assinaturas em poucas horas.
A Secretaria de Segurança Pública afirmou que os policiais orientaram pai e direção a registrar boletim de ocorrência caso entendessem necessário e que o uso da metralhadora faz parte do equipamento padrão. Já a Secretaria Municipal de Educação esclareceu que a atividade integra o currículo previsto em lei e que o pai recebeu todas as explicações sobre o caráter pedagógico do trabalho. A Corregedoria da PM ainda não informou se abriu investigação sobre a conduta dos agentes.
Rihanna acaba de alcançar mais um marco histórico e reforçar sua posição como uma das figuras mais influentes da cultura global. Segundo veículos internacionais como Parade e Fashion Sizzle, a artista se tornou a primeira mulher negra a comandar duas empresas avaliadas na casa do bilhão: a Fenty Beauty e a Savage X Fenty. O feito coloca sua trajetória empresarial em um patamar raramente ocupado por mulheres negras no mercado de consumo e beleza.
A Fenty Beauty, lançada em 2017, rapidamente ultrapassou a marca de 550 milhões de dólares em seu primeiro ano e se tornou um símbolo global de disrupção. Com uma linha de bases inicialmente criada com 40 tons, a marca forçou o setor a rever o que chamava de “padrão”, abrindo espaço para públicos que por décadas foram ignorados pelas gigantes do mercado. Hoje, estimativas apontam a empresa com valor superior a 2,8 bilhões de dólares.
No segmento de moda íntima, a Savage X Fenty repetiu o impacto cultural e financeiro. A marca se consolidou ao unir tecnologia, diversidade e comunicação ousada, atraindo investimentos que a colocaram também na categoria de empresas bilionárias. Seus desfiles e campanhas romperam com a estética homogênea do setor e estabeleceram uma nova referência para o mercado.
O feito de Rihanna ganha ainda mais peso quando lembramos de sua origem. Vinda de Barbados, de uma infância longe dos círculos de poder da indústria global, ela transformou carreira, cultura e negócios em uma trajetória que atravessa continentes.
O cineasta afro-italiano Fred Kudjo Kuwornu, vencedor do Prêmio Dan David, desembarca no Brasil para apresentar seu documentário ‘Nós Estávamos Lá – A História Não Contada dos Africanos Negros no Renascimento Europeu’, em sessões gratuitas nos dias 18, 19 e 21 de novembro, no Rio de Janeiro, em celebração à Semana da Consciência Negra. A produção integra a disputa por uma vaga no Oscar 2026 na categoria Melhor Documentário de Longa-Metragem.
A obra revisita capítulos ocultados da história mundial ao investigar a presença negra no Renascimento europeu, destacando personagens como Ne Vunda, embaixador do Reino do Kongo no Vaticano, e São Benedito, figura profundamente reverenciada no Brasil e símbolo de fé e resistência na diáspora africana.
Filmado na Itália, Espanha, Portugal, França, Países Baixos, Reino Unido e Brasil, o documentário traça um percurso visual que revela como pessoas negras circularam por cortes reais, ordens religiosas, ateliês artísticos e espaços intelectuais entre os séculos XV e XVII. A pesquisa evidencia que a presença africana ajudou a moldar aspectos culturais, políticos e artísticos da Europa renascentista — um capítulo frequentemente excluído dos registros tradicionais.
Durante sua passagem pelo Brasil, Kuwornu também realiza visitas de pesquisa para seu próximo filme, que será dedicado à história e à devoção a São Benedito, fortalecendo ainda mais as conexões entre África, Brasil e Europa.
Apresentado no Pavilhão Central da 60ª Bienal de Veneza, sob curadoria de Adriano Pedrosa,‘Nós Estávamos Lá’ combina investigação histórica com linguagem cinematográfica envolvente, recolocando a África no centro das discussões globais sobre memória, arte e identidade.
Agenda de apresentações gratuitas no Rio de Janeiro:
18 de novembro de 2025 – 18h30 Museu Afrodigital Rio – R. São Francisco Xavier, 524 – Bloco F, térreo – Maracanã
19 de novembro de 2025 – 18h30 Teatro Itália – Av. Pres. Antônio Carlos, 40 – 4º andar – Centro Em colaboração com o Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro
21 de novembro de 2025 – 20h00 CUFA Madureira – R. Francisco Batista, 1 – Madureira Sessão integrada à programação da FLUP
A conta do Instagram do comunicador e educador popular Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, foi desativada novamente pela Meta no último domingo (17). O bloqueio ocorreu após a publicação de um vídeo em que ele, ao lado de lideranças do movimento indígena, denunciava graves violações aos direitos e territórios originários, além de alertar para o avanço das privatizações de rios no Brasil.
“Mais uma conta excluída pelo Instagram, do nada, sem mais nem menos. É muito frustrante. Anos de trabalho pra chegar a um milhão de seguidores, pra tudo ser descartado assim por essa rede”, desabafou nas redes sociais.
Atualmente, Chavoso da USP é uma das vozes mais influentes da internet, por defender a educação popular e denunciar violências que atingem a população negra, periférica e indígena, aproximando jovens de temas como política, direitos humanos e justiça social.
A remoção da conta tem gerado forte mobilização nas redes sociais, especialmente entre organizações e movimentos sociais. Para setores progressistas, o episódio reforça o debate sobre o poder das Big Techs e a falta de transparência em decisões que afetam criadores de conteúdo engajados em pautas sociais — enquanto mensagens de ódio e desinformação seguem circulando amplamente.
Enquanto busca reverter a derrubada de seu perfil principal, Thiago segue ativo por meio de sua conta reserva: @chavosodausp_reserva.
Após o lançamento do filme ‘Pecadores’, o diretor Ryan Coogler confirmou oficialmente que ‘Pantera Negra 3’já está em desenvolvimento e será seu próximo projeto. A informação foi revelada durante o evento Deadline’s Contenders Film: Los Angeles, onde o cineasta afirmou que o novo longa do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) está avançando: “Estamos trabalhando duro nisso… Sim, é o próximo filme”.
A confirmação reforça a continuidade da franquia sob o comando de Coogler, responsável por conduzir Pantera Negra a um impacto global histórico e por estabelecer uma narrativa ainda mais profunda e emocional em Wakanda Para Sempre, lançado após a morte de Chadwick Boseman, eternizado como o Rei T’Challa.
O segundo filme, marcado pela homenagem à morte do herói, apresentou Shuri, interpretada por Letitia Wright, assumindo o manto de heróina. Agora, para a próxima sequência, a expectativa é de que um novo ator ocupe o posto. As especulações apontam para Damson Idris (F1) como o principal nome cotado para assumir o papel do Pantera Negra.
Embora a Marvel não tenha anunciado oficialmente qualquer negociação, Idris foi questionado sobre o assunto em entrevistas recentes e não escondeu sua empolgação. De forma bem-humorada, o ator chegou a responder “sim-não!” quando perguntado se estaria em conversas com o estúdio, mas deixou claro que aceitaria o convite.
A mobilização das mulheres negras já começou em todo o país para a Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, marcada para 25 de novembro de 2025, em Brasília. A expectativa é reunir 1 milhão de participantes, em uma articulação que reúne Comitês Impulsores Estaduais, Regionais, Temáticos, Nacional e, pela primeira vez, um Comitê Internacional, responsável por fortalecer alianças e mobilizar ativistas negras em diversos países, especialmente na América Latina. Desde 2022, coletivos vêm organizando caravanas, formações e ações para garantir que mulheres negras de diferentes territórios e frentes de luta estejam presentes.
Em contagem regressiva, as organizações lançaram um vídeo manifesto com a participação de atrizes como Taís Araujo, Camila Pitanga, Roberta Rodrigues, Cinnara Leal, e outras mulheres negras. A cantora Larissa Luz também se soma à convocação com o jingle oficial da Marcha, “Mete marcha negona, rumo ao infinito”.
Informações completas para quem deseja participar estão disponíveis no informe logístico publicado no site oficial (https://marchadasmulheresnegras.com.br/), com versões em espanhol, inglês e francês.
A Marcha de 2025 acontece dez anos depois do ato histórico de 2015. Naquele 18 de novembro de 2015, cerca de 100 mil mulheres negras e apoiadores ocuparam Brasília na Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver, considerada a maior mobilização política de mulheres negras da história do Brasil. O ato impulsionou a criação de dezenas de grupos e coletivos pelo país, fortaleceu redes de articulação e pavimentou caminhos para a incidência política em diferentes frentes.
Alguns avanços marcariam a década seguinte: a representatividade de mulheres negras na Câmara dos Deputados passou de 2% em 2014 para 5,7% em 2022, enquanto no ensino superior público elas passaram a representar 27% do total de estudantes. Ainda assim, as estruturas racistas, sexistas e violentas que atravessam a sociedade brasileira permanecem firmes, exigindo organização coletiva contínua e políticas efetivas de reparação.
É nesse contexto que as mulheres negras retornam às ruas com uma marcha ainda mais ampla, internacionalizada e politicamente estruturada para enfrentar desigualdades que seguem profundas — reafirmando que a luta por bem viver e reparação é urgente, necessária e inegociável.
A Polícia Federal (PF) indiciou na última sexta-feira (14) o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida pelo crime de importunação sexual. O indiciamento encerra a fase de inquérito, iniciada após denúncias de assédio terem se tornado públicas em 2024, incluindo a ministra de Igualdade Racial Anielle Franco, entre as vítimas. O caso tramita em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre a apresentação de denúncia, pedido de novas diligências ou arquivamento.
O inquérito no STF está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça. Caberá ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, analisar o material reunido pela PF. O Código Penal considera o crime de importunação sexual como a prática de ato libidinoso sem consentimento, com pena prevista de um a cinco anos de reclusão.
Acusações e início das investigações
As denúncias contra o ex-ministro vieram a público em setembro de 2024, após reportagem do Metrópoles sobre relatos recebidos pelo movimento Me TooBrasil, organização que atua no acolhimento de vítimas de violência sexual. À época, o grupo afirmou que mulheres haviam procurado seus canais para relatar condutas atribuídas ao então ministro. No entanto, os relatos que serviram de base para a instauração do inquérito pela PF, não foram enviadas com detalhes. A organização apresentou um relatório de duas páginas, sem logomarca, com informações genéricas sobre cinco supostas vítimas, sem especificar datas, canais de denúncia ou detalhes dos contatos.
A repercussão das denúncias de assédio sexual resultou na demissão de Silvio Almeida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 6 de setembro daquele ano.
Anielle Franco
Entre as mulheres que prestaram depoimento, está a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Em outubro de 2024, ela depôs à PF e confirmou, em entrevista à revista Veja, ser uma das vítimas, declarando que não havia denunciado antes por receio de não ter sua versão reconhecida.
Segundo o relato de Anielle à PF, episódios de importunação teriam ocorrido ainda durante a transição de governo, em 2022. Reportagem da revista Piauí descreveu uma das situações investigadas, supostamente ocorrida em dezembro daquele ano, envolvendo contato físico e comentários de cunho sexual.
Outras mulheres também foram ouvidas, mas as identidades são mantidas em sigilo.
Defesa de Silvio Almeida
Até o fechamento dessa matéria, o ex-ministro Silvio Almeida não tinha se manifestado sobre o indiciamento nas redes sociais. Em declarações públicas nos últimos meses, nega todas as acusações, afirma ser alvo de perseguição política e de ataques motivados por racismo. Em entrevista concedida ao Portal UOL em fevereiro deste ano, o ex-ministro disse ter convivido pouco com Anielle Franco e rejeitou qualquer conduta inadequada.
Ao retomar suas atividades profissionais no início deste ano, Almeida afirmou, em seu canal no Youtube, que está sendo alvo de tentativa de “apagamento” e criticou a atuação do movimento Me Too, que, segundo ele, buscaria prejudicá-lo por motivos políticos. Ele classificou os relatos como “mentiras e falsidades”. Em março, a ministra do STF Cármen Lúcia pediu explicações a Almeida sobre as declarações contra o movimento Me Too Brasil, que acusa o ex-ministro de difamação.
Próximos passos
Com o indiciamento concluído, o caso aguarda manifestação da PGR. O órgão poderá oferecer denúncia ao STF, pedir novas diligências ou arquivar o inquérito, caso avalie não haver elementos suficientes para prosseguir.
Paralelamente ao processo criminal, o ex-ministro também respondeu a procedimentos na Comissão de Ética da Presidência da República. Duas novas denúncias foram protocoladas em 2024, sem relação com assédio sexual, e uma delas foi arquivada no fim do mesmo ano.
O ator James Pickens Jr., que interpreta o Dr. Richard Webber há 22 temporadas em‘Grey’s Anatomy’, revelou que foi diagnosticado com câncer de próstata no início deste ano. A notícia foi divulgada na última sexta-feira (14).
“Não é o tipo de notícia que alguém quer ouvir, mas, para ser honesto, o câncer de próstata é hereditário na minha família”, afirmou em entrevista à plataforma Black Health Matters (“Saúde Negra Importa”).
Por conta desse histórico, o ator sempre manteve uma rotina rigorosa de cuidados. Ele contou que faz exame físico anual há mais de três décadas e iniciou o exame de PSA aos 41 anos. Hoje, aos 73, atribui a detecção precoce ao acompanhamento constante. “Meu urologista disse: ‘Como você foi tão cuidadoso nesse aspecto da sua saúde, isso foi uma vantagem. Conseguimos detectar o câncer tão cedo porque você estava fazendo os exames’”, explicou.
Segundo Pickens, os médicos identificaram uma variante rara do câncer, o que levou a equipe a optar pela cirurgia como medida preventiva. Felizmente, o tumor não se espalhou para outras partes do corpo. “Era um caso tão raro que eles queriam ter certeza de que estavam verificando todos os detalhes. Mas eles nunca tinham visto um caso detectado tão cedo quanto o meu”, completou.
O ator agora utiliza sua visibilidade para conscientizar outras pessoas — especialmente homens negros, grupo que enfrenta maior risco de desenvolver câncer de próstata e costuma receber diagnóstico mais tardio. A reação do público foi imediata. Comentários nas redes celebraram sua coragem e reforçaram a importância da detecção precoce.
“Isso me emocionou… não porque meu pai morreu de câncer de próstata — ele não morreu. Na verdade, ele venceu o câncer anos atrás. Mas ouvir Grey’s Anatomy falar sobre detecção precoce me lembrou o quão importante ela realmente é. A detecção precoce realmente salva vidas. Meu pai é a prova viva disso. Por favor, faça exames, ouça seu corpo e não espere. Sua saúde importa”, escreveu uma fã nas redes sociais.
Presente em todas as temporadas de ‘Grey’s Anatomy’, James Pickens Jr. segue interpretando um dos personagens mais queridos da série. Em episódios recentes, Richard Webber revelou à Dra. Miranda Bailey (Chandra Wilson) que também enfrenta um diagnóstico de câncer.