Miniformação reúne quatro aulas ao vivo sobre fiscalização eleitoral, transe religioso e legislação envolvendo crianças em rituais afro-brasileiros.
O Instituto de Defesa da Cultura e Religiosidade Afro-Brasileira (IDAFRO) abre inscrições para a Miniformação IDAFRO para Terreiros, curso jurídico voltado a lideranças e defensores de religiões de matriz africana. As aulas são ministradas pelo advogado Hédio Silva Jr., referência nacional na defesa judicial dessas religiões, com transmissão ao vivo pelo Zoom. O investimento é de R$ 97, com acesso gratuito garantido para associados do instituto.
A primeira aula, no dia 19 de setembro, sábado, das 10h às 12h, aborda a fiscalização eleitoral em terreiros e explica em quais situações a atividade político-partidária no espaço religioso pode resultar em multa de até R$ 8 mil. No dia 28, segunda-feira, das 20h às 22h, a segunda aula trata do consumo de álcool por adolescentes durante estados de transe religioso e discute se a prática configura crime.
A terceira aula, marcada para o dia 29 de setembro, terça-feira, no mesmo horário, aborda o uso de tabaco por adolescentes em rituais e o que a legislação autoriza nesses casos. A formação se encerra no dia 30, quarta-feira, com uma aula dedicada às práticas de cura e escarificação envolvendo crianças, com análise da legislação vigente e da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça sobre o tema.
Segundo o IDAFRO, as aulas seguem uma abordagem objetiva e sem linguagem jurídica excessiva, fundamentada em lei e em decisões dos tribunais. A formação é indicada para quem dirige, defende ou pretende advogar em causas ligadas às religiões afro-brasileiras.
Serviço
Miniformação IDAFRO para Terreiros, com Dr. Hédio Silva Jr.
Aula 1: 19 de setembro (sábado), das 10h às 12h Aula 2: 28 de setembro (segunda), das 20h às 22h Aula 3: 29 de setembro (terça), das 20h às 22h Aula 4: 30 de setembro (quarta), das 20h às 22h
Formato: ao vivo, pelo Zoom Investimento: R$ 97,00 (gratuito para associados do IDAFRO) Inscrições: comente “EU QUERO” nas publicações oficiais do IDAFRO Informações para associados: contato@idafro.org.br
Desde as últimas eleições municipais, temos observado um movimento crescente que se consolida também nas eleições gerais. Políticos de diferentes espectros, inclusive os mais tradicionais e com longas carreiras construídas fora do ambiente digital, parecem priorizar cada vez mais o posicionamento e a comunicação por meio das redes sociais. Essa mudança, no entanto, não ocorre em um ambiente neutro. Para pessoas negras, historicamente sub-representadas nos espaços de poder, a transferência crescente do debate político para plataformas digitais acrescenta outra camada de desigualdade. O racismo algorítmico, capaz de reproduzir e amplificar vieses presentes na sociedade. Se negros já encontram barreiras para acessar e disputar o poder político, o que acontece quando parte cada vez maior dessa disputa passa a ser mediada por algoritmos?
As redes sociais se tornaram especialmente atraentes para a política porque funcionam sob regras e mecanismos de controle distintos daqueles presentes nos espaços tradicionais de comunicação. O primeiro motivo é que as redes sociais ainda funcionam como um ambiente mais informal, com regras e mecanismos de controle distintos daqueles presentes nos espaços tradicionais de comunicação. Em uma entrevista ou debate, o político é confrontado por jornalistas, adversários e perguntas que não controla. Nas redes, ele consegue definir com total autonomia o tema, o momento, o formato e a narrativa que deseja apresentar.
O segundo fator talvez seja ainda mais relevante. Nas redes sociais, o político não precisa necessariamente falar com toda a sociedade. Pode falar prioritariamente com o seu próprio público.Os algoritmos favorecem a formação de comunidades de interesse e ambientes nos quais determinadas visões de mundo circulam e são constantemente reforçadas. Esse funcionamento também exige uma perspectiva racial. Se a visibilidade nas redes é mediada por algoritmos e pesquisas já apontam desigualdades no alcance de conteúdos produzidos por pessoas negras, não podemos pressupor que todos partam das mesmas condições para transformar presença digital em influência e, posteriormente, influência em capital político.
E por fim, a desregulamentação desse espaço, que torna possível, ainda que com sanções posteriores, a divulgação de inverdades, as agressões mais contundentes e até mesmo, falas, que seriam imediatamente proibidas e execradas em debates ou entrevistas, tais como “sim, eu sou machista”.
O grande risco é de que em um cenário no qual, o campo político migra cada vez mais para informalidade, e a fuga do rito democrático, na mesma intensidade e sentido contrário, cada vez personalidades notórias nas redes sociais, em sua maioria pessoas brancas, sem experiência política, se tornem possíveis candidatos (as), aos mais variados pleitos.
Historicamente, vemos este fenômeno ocorrer no Brasil, sobretudo em cargos de vereadores, deputados estaduais e federais. Vimos, casos como o do comediante, Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como Tiririca eleito deputado federal. A lista de influenciadores(as) e comediantes eleitos democraticamente para liderar nas esferas municipais e estaduais ao longo dos últimos anos não tem fim.
Há dois anos vimos o mesmo fenômeno, ocorrer nas eleições municipais. Alguns dos candidatos mais bem cotados a posição de prefeitos, não tinham nenhuma experiência prévia no campo político, porém fizeram uma campanha expressiva, que gerou crescimento estrondoso nas redes sociais.
Profetizo aqui neste artigo do site Mundo Negro que se seguirmos no rumo atual em alguns anos veremos um influenciador comediante, possivelmente homem e branco, sem nenhuma experiência prévia na política se tornar presidente da república apenas com base em uma forte campanha nas redes sociais. Se você acha que é impossível, lembro que em 2019, a Ucrânia ofereceu um dos exemplos mais emblemáticos dessa transformação. Volodymyr Zelensky, um comediante sem experiência política anterior, chegou à Presidência com 73,22% dos votos no segundo turno. Sua campanha rompeu com parte da lógica tradicional da disputa eleitoral e apostou fortemente na comunicação direta com o eleitor pelas redes sociais.
Atrizes e fãs pedem presença de Cacau Protásio na sequência da novela; assessoria confirma que convite ainda não chegou.
Publicações da Globo sobre o elenco confirmado da novela viraram palco de campanha do público, com atrizes como Juliana Alves, Jeniffer Nascimento e Tia Ma somando-se ao pedido por uma personagem que a própria emissora reconhece como uma das mais lembradas da trama original.
As postagens da Globo nas redes sociais anunciando os primeiros nomes de Avenida Brasil 2 renderam uma enxurrada de comentários cobrando a volta de Cacau Protásio como Zezé. Os pedidos partem tanto de fãs quanto de colegas de profissão, caso da atriz Juliana Alves, que reagiu ao anúncio do elenco com “Que elenco maravilhoso! Podia ter a Cacau Protásio também”, comentário que já soma 402 curtidas. A atriz Jeniffer Nascimento questionou diretamente se a novela “vai ter” a colega de profissão, mensagem que já passa de mil curtidas. Tia Ma também aproveitou o espaço para se declarar fã, escrevendo estar “ansiosa para ver a Cacau novamente” e pedindo para ser chamada de “Amendoim”, apelido usado por Zezé na trama original, em comentário que reuniu 215 curtidas.
A assessora de Cacau, Juliana Palmer, confirmou ao programa Noveleiras de Plantão, da LeoDias TV, que a atriz não recebeu nenhum convite da Globo até o momento. “Ainda não tive tempo hábil de conversar com a Cacau sobre essa notícia, mas posso dizer que ela nunca omitiu, em nenhuma entrevista, o desejo de reviver a Zezé. Por isso, a divulgação dessa lista me pega de surpresa e, confesso, me entristece”, afirmou. Juliana citou ainda uma pesquisa interna feita pela própria emissora, na qual Zezé apareceu entre os três personagens mais lembrados de Avenida Brasil, e defendeu a versatilidade da atriz, “que transita da comédia ao drama com uma facilidade gigantesca”.
A própria Cacau já havia comentado o assunto antes da divulgação da lista oficial. Em entrevista à CNN Brasil, disse que ficaria feliz em reencontrar a personagem e chegou a imaginar uma versão mais madura, ainda fofoqueira e vivendo um romance. Ao jornal Extra, resumiu o vínculo com o papel: “Zezé mora no meu coração”.
Segundo a assessoria, não existe até agora contrato ou negociação em andamento com a Globo, mas também não se descarta uma mudança de cenário. “Não sei se a Globo tem alguma carta na manga ou se está preparando alguma surpresa, mas o fato é que, até o presente momento, Cacau não foi convidada”, disse Juliana, que agradeceu à mobilização dos fãs nas redes sociais.
A novela reúne 20 nomes já confirmados no elenco, entre eles Adriana Esteves, Murilo Benício e Débora Falabella, sob direção artística de Ricardo Waddington e roteiro de João Emanuel Carneiro. A estreia está prevista para janeiro de 2027, e a expectativa em torno de um possível convite para Cacau segue alimentada pelos próprios comentários que a Globo recebe em suas redes.
Duda Santos vai interpretar Daiane dos Santos no cinema/Foto: Divulgação
A atriz Duda Santos está intensificando a preparação física para interpretar a ginasta Daiane dos Santos no cinema. Para viver a atleta em “A Menina Que Voa”, cinebiografia dirigida por Yasmin Thayná, Duda está treinando seis dias por semana, seguindo uma dieta específica e passando por testes de caracterização. A preparação também inclui o trabalho com o coreógrafo Rony, responsável pela apresentação de Daiane ao som de “Brasileirinho”, em 2003, que se tornou um dos momentos mais marcantes da carreira da ginasta.
“A caracterização já começou, ela usava aparelho e eu já comecei a me acostumar”, diz Duda.
A atriz, de 25 anos, foi anunciada como protagonista do longa em julho deste ano. O projeto acompanha a trajetória de Daiane, especialmente o período entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, quando ela enfrentou barreiras sociais, raciais e esportivas até se consolidar como uma das principais atletas da ginástica artística brasileira. As filmagens estão previstas para começar em janeiro de 2027.
A preparação é considerada um dos principais desafios do papel. Além do treinamento físico, Duda vem se aproximando da própria Daiane para compreender seus gestos e sua trajetória. A ex-ginasta será consultora durante o processo de filmagem e roteirização, contribuindo com relatos sobre sua experiência.
Daiane foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha de ouro em um Mundial de Ginástica Artística, em 2003. Na mesma competição, apresentou o duplo twist carpado, movimento que recebeu o nome de “Dos Santos” em homenagem à atleta. No ano seguinte, nos Jogos Olímpicos de Atenas, ela também apresentou o movimento que ficou conhecido como “Dos Santos 2”.
Com produção da Maria Farinha Filmes, em coprodução com a Ashé Ventures, fundada por Viola Davis, Julius Tennon e Maurício Mota, e a Globo Filmes, “A Menina Que Voa” ainda não tem data de estreia definida. A distribuição será feita pelo selo Manequim, da Vitrine Filmes.
Para celebrar 10 anos de carreira e a despedida da turnê Bye Bye Caju, cantora aposta no tom Loiro Escuro Universal, da L’Oréal Paris, e preserva a raiz como símbolo de continuidade.
Para celebrar uma década de carreira e a despedida da turnê Bye Bye Caju, Liniker apresenta uma nova versão de seu visual. A cantora e embaixadora de L’Oréal Paris apostou na tendência “morena iluminada”, com o tom Excellence Nudes 6U Loiro Escuro Universal, da linha Excellence Nudes, para renovar os fios sem abrir mão da raiz que acompanha sua trajetória.
A mudança acompanha um momento simbólico na carreira da artista. Depois de uma trajetória marcada por diferentes fases estéticas e musicais, Liniker escolheu transformar a aparência como parte desse novo capítulo, mantendo elementos que fazem parte de sua identidade.
“Mudar nem sempre é sobre cortar pela raiz, mas também sobre regar o que já tá ali e deixar florescer”, afirma a cantora.
A frase traduz a proposta da transformação: olhar para o que já foi construído e, a partir disso, permitir novas possibilidades. Para Liniker, o resultado representa quem ela é neste momento. “Grandona e sem medo”, define.
A relação entre Liniker e L’Oréal Paris já passou por diferentes projetos. A artista esteve em Paris para uma campanha de Elseve Óleo Extraordinário e, agora, a parceria ganha um novo capítulo com a linha Excellence.
Cida Bento é co-fundadora do CEERT/Foto: Divulgação
Cida Bento, psicóloga, escritora, autora de “O Pacto da Branquitude” (2022) e co-fundadora do CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), disse estar se sentindo otimista quanto ao rumo das empresas na busca por mais representatividade e pessoas negras em cargos de liderança.
Ao “Escute as Mais Velhas”, podcast apresentado por Sueli Carneiro e Neca Setubal, Cida relatou um pouco de sua jornada como uma das criadoras do CEERT, em 1990, e comparou o passado com o presente, apontando mudanças reais e visíveis no mercado de trabalho.
“Eu sou muito otimista e vejo muito mais mudanças do que eu esperava em organizações onde, não só o CEERT, mas outras organizações fizeram um trabalho por dentro”.
O Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) é uma organização da sociedade civil brasileira fundada em 1990, dedicada ao enfrentamento do racismo e das desigualdades raciais e de gênero. A instituição desenvolve pesquisas, projetos, formações e iniciativas nas áreas de educação, mercado de trabalho e políticas públicas.
De acordo com a fala de Cida, o CEERT vem fazendo um trabalho interno potente na sociedade, no que tange a inclusão de pessoas pretas e periféricas no mercado de trabalho, dando a possibilidade de crescimento e ascensão social.
Estudos apontam associação entre maior diversidade racial e étnica, especialmente na liderança, e melhores indicadores de desempenho financeiro. Entre os possíveis mecanismos estão maior acesso a talentos, compreensão dos consumidores, diversidade de perspectivas e engajamento dos funcionários.
Porém, ainda assim é importante frisar que não basta apenas a presença de pessoas negras nas empresas, mas é preciso oferecer oportunidades de crescimento e carreira.
Cida Bento aponta, ainda durante a entrevista, que o CEERT trabalha para o fomento dessa economia nas organizações: “Naquela instituição que o CEET esteve, há seis anos, quando estive lá, tinha uma pessoa negra. Hoje, quase 40% do quadro [de funcionários] é negro. E não é só lá, porque do mesmo jeito que você tem pessoas resistindo, você tem pessoas dizendo, tem que mudar esse negócio: ‘não quero ser cúmplice dessa coisa, vamos mudar’”.
O podcast “Escute as Mais Velhas” é apresentado por Sueli Carneiro e Neca Setubal, da Fundação Tide Setubal, e tem como premissa escutar, estudar e dar voz para mulheres potentes da atualidade brasileira. Produzida pela Rádio Novelo, o programa pode ser ouvido no Spotify, Deezer, Amazon Music e outros streamings de áudio.
Academia Brasileira de Cinema escolhe Feito Pipa, de Allan Deberton, para representar o país na disputa por Melhor Filme Internacional no Oscar 2027
A Academia Brasileira de Cinema definiu Feito Pipa como o representante do país na corrida pelo Oscar 2027, na categoria de Melhor Filme Internacional. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) e dá início à campanha oficial do longa de Allan Deberton rumo à indicação.
Dirigido por Deberton, o filme acompanha Gugu, garoto de quase 12 anos apaixonado por futebol, vivido por Yuri Gomes, que mora no sertão do Ceará com a avó Dilma, papel de Teca Pereira. A trama ganha o conflito central quando surge a chance de o menino deixar a vida que conhece para morar com o pai, Batista, interpretado por Lázaro Ramos.
Antes de chegar à seleção nacional, Feito Pipa já havia conquistado o Urso de Cristal de Melhor Filme pelo júri jovem e o Grande Prêmio do Júri Internacional na mostra Generation Kplus do Festival de Berlim. Em Gramado, o longa levou os prêmios de Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante, além do voto popular e de uma menção honrosa a Yuri Gomes. A distribuição no Brasil fica a cargo da Paris Filmes, com estreia nos cinemas marcada para 5 de novembro.
A vaga era disputada com outros cinco títulos: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins; 100 Dias, de Carlos Saldanha; A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai; Nosso Segredo, de Grace Passô; e A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo.
A 99ª edição do Oscar acontece em 14 de março de 2027, no Dolby Theatre, em Hollywood, com transmissão ao vivo às 20h no horário de Brasília para mais de 200 territórios.
Prime Video cancela Cangaço Novo após duas temporadas; Alice Carvalho, Thainá Duarte e Allan Souza Lima integravam o elenco do faroeste.
O Prime Video encerrou Cangaço Novo depois de duas temporadas no catálogo. A confirmação chegou ao Omelete diretamente do streaming, após o site O Vício antecipar a informação, e coloca fim à trajetória dos irmãos Vaqueiro sem qualquer sinalização de continuidade.
Produzida em parceria com a O2 Filmes, a série colocou três atores negros no centro de um faroeste ambientado no sertão nordestino, gênero historicamente dominado por elencos brancos na teledramaturgia brasileira. Allan Souza Lima interpreta Ubaldo, que ao retornar à terra da família encontra as irmãs, vividas por Alice Carvalho e Thainá Duarte, envolvidas com o cangaço local. As filmagens aconteceram em Cabaceiras, na Paraíba, cidade que se tornou point de produções audiovisuais no gênero.
A primeira temporada estreou em agosto de 2023 e projetou a carreira de Alice Carvalho para outro patamar. A segunda demorou quase três anos para chegar, disponibilizada em abril deste ano com todos os episódios de uma vez, e agora marca o encerramento da história criada por Mariana Bardan e Eduardo Melo, com direção de Fábio Mendonça e Caito Ortiz.
Em publicação nas redes sociais, Alice Carvalho comentou o cancelamento: “Obrigada a todes pelo suporte e carinho com nosso elenco e equipe. Foi uma caminhada definitivamente inesquecível para nós. Triste e inacreditável, mas foge ao nosso controle.”
A plataforma busca profissionais para vagas em Account Management e Strategic Partnership Operations, com diferentes níveis de experiência.
O TikTok Shop está ampliando sua operação e abriu duas oportunidades para profissionais com perfil comercial e inglês avançado. As vagas estão relacionadas ao desenvolvimento e à expansão de negócios dentro da plataforma de e-commerce.
O modelo conecta creators e sellers para a divulgação de produtos diretamente no TikTok, aproximando conteúdo, comércio e audiência em um mesmo ambiente.
Uma das oportunidades é para Account Manager – Home Living, função voltada ao desenvolvimento de sellers dentro do TikTok Shop. A posição também considera profissionais em início de carreira.
A segunda vaga é para Strategic Partnership Operations, com atuação concentrada na prospecção de novos sellers e direcionada a profissionais com maior experiência na área comercial.
As oportunidades integram a expansão do time responsável pelo TikTok Shop. Profissionais interessados devem conferir os requisitos e informações disponíveis para cada posição antes de realizar a candidatura nosite.
Nina Silva leva pelo segundo ano consecutivo reconhecimento do BRICS/Foto: Divulgação
Empresária brasileira venceu pelo segundo ano consecutivo o BRICS Women’s Startup Contest e pretende ampliar atuação em educação, tecnologia, digitalização de negócios e acesso a capital no Sul Global
A empresária, investidora e conselheira Nina Silva foi reconhecida pelo segundo ano consecutivo no BRICS Women’s Startup Contest, durante a semana do BRICS em Nova Délhi, na Índia. Neste ano, ela venceu a categoria Education and Skill Development, que reconheceu o trabalho desenvolvido pelo ecossistema do Movimento Black Money (MBM).
O resultado dá continuidade ao reconhecimento obtido por Nina em 2025, quando venceu a mesma categoria, na modalidade Scale-up, com o Afreektech, braço de educação tecnológica do ecossistema. A nova premiação ocorre após uma semana de agendas empresariais na Índia e chega em um momento em que o grupo busca ampliar sua atuação internacional.
Com cerca de 25 anos de experiência nas áreas de tecnologia, inovação, finanças e gestão corporativa, Nina participou da liderança de mais de 100 projetos de alta complexidade em empresas nacionais e multinacionais antes de empreender. Atualmente, sua atuação está concentrada em iniciativas que conectam educação, tecnologia, dados, capital, digitalização e acesso a mercados.
“Receber esse reconhecimento pelo segundo ano consecutivo confirma que construímos uma metodologia com consistência, escala e capacidade de dialogar com desafios que não são apenas brasileiros. O prêmio celebra o que já entregamos, mas também reforça o próximo passo: internacionalizar nossas soluções e construir novas parcerias para ampliar o alcance do ecossistema”, afirma.
Educação e apoio a empreendedores
Um dos principais braços do ecossistema é o Afreektech, voltado à formação em tecnologia. Segundo informações divulgadas pelo grupo, a plataforma online reúne cerca de 20 mil alunos ativos e também mantém atuação presencial no Leste Fluminense, no Rio de Janeiro. Ao longo de sua trajetória, as iniciativas de formação gratuita do projeto já teriam alcançado aproximadamente 50 mil pessoas.
As atividades incluem conteúdos relacionados a dados e inteligência artificial, além de alfabetização tecnológica e financeira. O público inclui mulheres, pessoas negras e moradores de territórios periféricos historicamente menos representados nos setores de maior produtividade da economia.
O modelo também busca conectar a formação a oportunidades profissionais em empresas parceiras. Paralelamente, programas e plataformas do grupo já apoiaram mais de 5 mil negócios, com iniciativas de digitalização, preparação para crescimento, conexão comercial e acesso a capital, incluindo mecanismos de capital semente.
A estratégia é baseada no conceito de Inovabilidade, definido por Nina a partir da combinação entre inovação tecnológica, sustentabilidade, impacto, eficiência operacional e viabilidade econômica de longo prazo. A proposta é transformar conhecimento em propriedade intelectual, qualificação em trabalho de maior produtividade e negócios em ativos com potencial de escala.
Agendas na Índia
Além de receber o prêmio, Nina integrou a delegação empresarial brasileira coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Durante a passagem por Nova Délhi, participou do BRICS WBA Women-Led Development Summit, da cerimônia de premiação e de atividades relacionadas ao BRICS Business Forum.
Na avaliação da empresária, as discussões realizadas durante a semana mostraram que a agenda das economias emergentes está cada vez mais relacionada a temas como infraestrutura digital, cadeias produtivas, sistemas financeiros, inteligência artificial, propriedade intelectual e circulação de capital.
“O aprendizado mais forte da Índia foi perceber que a nova economia será disputada pela propriedade dos dados, dos algoritmos, da infraestrutura digital, do capital e da propriedade intelectual. O Sul Global não precisa substituir uma dependência por outra; precisa ampliar alternativas e capacidade de negociação”, afirma.
Nina também defende uma maior participação das mulheres nas discussões relacionadas a tecnologia e economia. “As mulheres precisam estar nessas pautas não como símbolo, mas participando das decisões sobre tecnologia, financiamento, produtividade e construção de patrimônio”, acrescenta.
Movimento Black Money quer ampliar atuação internacional
O bicampeonato no BRICS ocorre enquanto o Movimento Black Money estrutura uma estratégia de internacionalização. A intenção é levar iniciativas de formação tecnológica e financeira, desenvolvimento de talentos e apoio à digitalização de negócios para outros países do BRICS, nações de língua portuguesa e mercados parceiros do Sul Global.
Segundo o grupo, a expansão deverá ocorrer por meio de parcerias com empresas, governos, fundos de investimento, universidades e organizações locais. A proposta não é simplesmente replicar o modelo brasileiro em outros países, mas desenvolver uma rede de soluções que possa ser adaptada às características de cada mercado.
Nesse processo, a Black Money Inc, holding do grupo, atua na conexão entre educação, tecnologia, dados, capital e mercado. A estratégia busca ampliar a participação de profissionais e empreendedores em setores associados à chamada nova economia.
“O prêmio é uma validação, mas não é o ponto de chegada. Queremos transformar essa visibilidade internacional em alianças, novos mercados e capacidade de escala. O Brasil tem soluções que podem circular pelo Sul Global, e o Movimento Black Money quer ser parte dessa construção”, afirma Nina.
A empresária diz que o objetivo é ampliar o número de pessoas e negócios capazes de atuar na economia como produtores, proprietários, investidores e criadores de valor.
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