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Conheça a história de Nathália Cristina, farmacêutica que conseguiu bolsa para estudar em Londres

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Vinda de São Gonçalo, região metropolitana do estado do Rio de Janeiro, Nathália Cristina, 26 anos, conquistou seu espaço e sonho na área da saúde. Farmacêutica e técnica em enfermagem conseguiu uma bolsa para o Chevening, que é oferecida pelo órgão do Reino Unido FCO – Foreign Commonwealth Office. Na qual cursará o mestrado do curso Health care and social care management and policy (Politica e Gestão saúde e social) na London Metropolitan University, com tudo pago, desde os cursos universitários aos gastos pessoais. 

Entrevistamos a Nathália a fim de entendermos o processo seletivo e para que sua história sirva de inspiração para outros jovens negros. Confira!

MUNDO NEGRO: Como foi seu processo na escolha da sua graduação e durante a faculdade?

NATHÁLIA: Sempre soube do meu dom pra área da saúde, fui criada pelo meus avós, minha avó tem 50% do corpo queimado. Esse dom de cuidar vem de muito tempo. Fiz curso técnico de enfermagem junto com ensino médio. Eu me decepcionei um pouco por não poder ajudar mais o paciente, pois faltavam muitas coisas no Pronto Socorro central de São Gonçalo, onde eu estagiava. Gosto muito de química e resolvi fazer farmácia e me encontrei na profissão realmente. Como milhares de brasileiros, a vida era corrida, trabalhava como técnica de enfermagem numa clínica particular durante o dia e ia pra faculdade à noite. Aos fins de semana tinha que estagiar e estudar. Foram cinco anos muito cansativos.

Nathália comemora sua bolsa / Imagem: Acervo pessoal

MUNDO NEGRO: Qual maior dificuldade que você enfrentou e como conseguiu superá-la?

NATHÁLIA: Ser mulher e negra no Brasil é bem difícil, viu. É um desafio constante de ter que provar sua capacidade pela inteligência, por quem se é. O racismo e preconceito já estão embutidos na sociedade de tal forma que ser diferente do que a sociedade espera vira tabu. Quantas vezes eu já não ouvi que eu tinha que ser passista de escola de samba, acontece uma sexualização do modelo da mulher negra de curvas acentuadas. As pessoas te olham pela sua cor, olham pro jeito do seu cabelo, te julgam. Mas olha… eu sou muito fiel a mim mesma, de onde eu vim e aonde eu quero chegar. Eu traço meus objetivos e trabalho duro para consegui-los.

MUNDO NEGRO: Fazer mestrado é sempre visto com bons olhos perante a sociedade. Qual a sensação de conseguir a bolsa e o que espera da sua vida após o mesmo?

NATHÁLIA: O processo pra conseguir essa bolsa foi longo e cansativo. Estou me sentindo aliviada agora, confesso, risos. Porém muito animada com a novo desafio. Mais ainda, eu bato muito na tecla de representatividade. Acho que conseguir essa bolsa é pra mim mais que uma realização própria, é mostrar pra sociedade, pra pessoas de comunidades carentes, mulheres, negras, que sim, a gente consegue. Disputei com muitos candidatos que estudaram em colégios bilíngues, não tiveram que trabalhar e estudar, mas eu consegui, respeitando minha própria história, com trabalho e dedicação, cheguei até aqui. A mudança começa com si mesmo, então vamos ser mudança e fazer a diferença. Eu espero extrair o máximo dessa experiência, aprender como eles entregam uma saúde de melhor qualidade do que a que temos aqui no Brasil, como ser uma boa líder, como criar e gerenciar políticas. 

Nathália com seus colegas de trabalho / Imagem: Acervo pessoal

MUNDO NEGRO: Fale um pouco sobre o curso, a instituição e o programa:

NATHÁLIA: A universidade em Londres é diretamente parceira do NHS (National Health Service), que é equivalente ao nosso SUS, a propósito o SUS foi inspirado no NHS. Lá eu quero aprender como gerenciar recursos com qualidade e a criar a mudar políticas do sistema público de saúde. O SUS é muito bom, as pessoas não tem ideia disso. O que falta no SUS é gerenciamento de qualidade, precisamos de profissionais da área da saúde com perfil de liderança, para fazer as mudanças necessárias para que possamos entregar saúde com qualidade a população.

Camilla de Lucas comemora a sua primeira capa de revista

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Capa da revista Ela de setembro, Camilla de Lucas tinha somente três amigos na escola particular onde estudou, em Nova Iguaçu, durante a adolescência. “Lembro-me perfeitamente do dia em que todos eles faltaram, e eu não tinha com quem lanchar. Fiquei meia hora dando voltas pelo colégio, porque sentia vergonha de passar esse tempo sentada sozinha”, contou em entrevista, ao rememorar o isolamento sofrido por ser uma das duas únicas pessoas negras da sala.

Hoje com 25 anos, quase dez anos depois de concluir o ensino médio ela se tornou um dos mais recentes fenômenos das redes sociais no Brasil. A “blogueirinha real” e que faz publis pra dezenas de marcas, sem que o conteúdo fique forçado ou chato, soma mais de 6 milhões de seguidores, juntando Instagram, Tik Tok, YouTube e Twitter, e é vista como expoente de uma nova geração de influenciadores.

“Fui entrar na internet só em 2017, quando já tinha me curado dos problemas de autoestima, e tudo aconteceu meio sem querer”. Camilla passou anos da sua vida acreditando nas palavras racistas que lhe foram ditas “não entendia porque me achavam feia”. O tempo passou, Camilla amadureceu e percebeu que as pessoas estavam levando em conta a cor da sua pele: “Chegava na sala, me zoavam e, naquela época, a única opção era engolir o choro”.

Agora rainha da internet segue ganhando o mundo, a primeira parada é a capa da revista Global, mas com certeza não será a última; Confira:

Pretas no Topo: Márcia Silveira é a nova diretora do Sistema B Brasil

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O Sistema B Brasil oficializou a contratação de sua nova diretora de comunicação. Márcia Silveira vai responder diretamente à diretora-executiva Francine Lemos e irá liderar o time de articulação e comunicação, com o objetivo de moldar a imagem e a reputação do movimento B no Brasil.


O Sistema B é uma organização parceira do B Lab desde 2012, responsável pelo engajamento, divulgação e promoção local de todo movimento B no Brasil e América Latina. Ele articula um movimento global de pessoas que usam os negócios para a construção de uma economia mais inclusiva, equitativa e regenerativa para as pessoas e para o planeta.

Desde janeiro, por meio de uma parceria com o ID_BR, o Sistema B Brasil passou a trabalhar com foco na pauta de diversidade e inclusão racial dentro da organização. Em junho, a parceria também proporcionou o lançamento do Manifesto Seja Antirracista, que estimula o comprometimento de se educar sobre temática racial, apoiar pessoas negras, denunciar o racismo e dissociar a trajetória de negros exclusivamente a casos de racismo. No caso das empresas, o documento pede mais transparência em relação aos programas de diversidade, estimulando que todas publiquem o número de negros em cargos executivos, tracem metas de empregabilidade até o fim do ano e dediquem horas de treinamento para que seus funcionários tenham acesso à educação racial.

Márcia Silveira é jornalista, com MBA Executivo pela COPPEAD/UFRJ e extensão em Marketing e Empreendedorismo pelo International Entrepreneurship Center, de Boston-EUA. Antes de chegar ao Sistema B Brasil, trabalhou a reputação de marcas e líderes como o time de vôlei Rexona-Ades, a Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro e a empresa brasileira de cosméticos Beleza Natural.

‘Na Prosa’: Lab Fantasma lança programa com apresentação de Monique Evelle

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Nesta segunda-feira (7) a empreendedora Monique Evelle estreia o ‘Na Prosa’, novo programa de entrevistas produzido pela Laboratório Fantasma, hub criativo do rapper Emicida e de seu irmão, o cantor, compositor e empresário Evandro Fióti.


A atração, que entra na grade da LAB Fantasma TV, na plataforma Twitch, trará conversas sobre autocuidado com artistas e personalidades da mídia.
Desde a estreia do canal, tínhamos o objetivo de colocar na programação assuntos para além da música. Queremos resgatar a auto-estima do nosso povo, produzindo conteúdo autêntico, inovador, provocador e de alta qualidade, fazendo com que os brasileiros se conectem com a sua afrodescendência, tenham orgulho e valorizem o seu passado,
projetando um futuro diferente da realidade que vivemos até aqui”
, afirma Evandro Fióti, CEO da Laboratório Fantasma.


Monique Evelle começou a empreender com 16 anos, quando fundou o Desabafo Social, laboratório de tecnologias sociais aplicadas à educação, comunicação e geração de renda. Um dos pilares de seu trabalho sempre foi promover a inclusão de pessoas negras e usar sua visibilidade para trazer à tona reflexões e conversas sobre a sociedade. Essa atuação
rendeu prêmios e reconhecimentos, em 2017, ela foi listada pela revista Forbes Brasil como um dos destaques brasileiros abaixo dos 30 anos.

“Vai ser incrível ter a Monique comandando um programa sobre auto-cuidado e bem estar no nosso canal. Hoje, ela é uma das empreendedoras e criadoras de conteúdo mais relevantes do Brasil. A voz dela conosco vai reforçar ainda mais o caminho que acreditamos
na transformação da sociedade e do mundo”,
diz Fióti.


Entre 2016 e 2017, Monique foi uma das repórteres do programa Profissão Repórter, da TV Globo. Ela relata que está animada para voltar a fazer entrevistas e com sua estreia como apresentadora na LAB Fantasma TV. “Desde que pedi demissão do Profissão Repórter,
muitos convites apareceram. Mas nenhum fez tanto sentido do que ter um programa com foco em trazer leveza, resgatar conversas e ser um papo aberto e horizontal quanto o Na Prosa”.


Nascida em Salvador, Monique promete dar destaque para personalidades baianas. No primeiro episódio, ela conversa com a cantora Ivete Sangalo.
O programa vai ao ar toda segunda-feira no canal da LAB Fantasma TV na plataforma Twitch às 19h.

Chadwick Boseman ganhará estátua na cidade onde nasceu

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De acordo com o TMZ, o prefeito Terence Roberts confirmou que Chadwick Boseman ganhará uma estátua na cidade onde nasceu, em Anderson, Carolina do Sul, nos EUA. A notícia vem após moradores do local assinarem uma petição para que o monumento do ator substitua um da Confederação. Segundo um porta-voz, a prefeitura está avaliando ideias de como melhor honrar Chadwick e já contataram um artista.

A estátua contará com um mural e outros elementos artísticos. Contudo, ainda não se sabe onde ela ficará. Ela não poderá ocupar o lugar do general Robert E. Lee, conhecido por ter lutado pelo exército escravagista da Confederação na Guerra Civil norte-americana, pois para remover o monumento é necessária a aprovação de dois terços do parlamento do estado.

Boseman faleceu no dia 28 de agosto, aos 43 anos, devido a um câncer no cólon. Ele estava em filmes como “Marshall”, “Da 5 Bloods: Irmãos de Armas” e “Ma Rainey’s Black Bottom”. O tweet que anunciou a perda do astro se tornou o mais curtido da história da rede social, de acordo com o próprio Twitter.

Minissérie Revolta dos Malês se classifica para prêmio do International Black Film

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Cenas da minissérie Revolta dos Malês

Ao lado de obras nigerianas e inglesas a série brasileira de 2019 produzida pelo Sesc TV ficou entre as cinco finalistas da categoria Melhor Narrativa Internacional. O International Black Film Festival já está em sua 14º edição e tem como missão exibir produções que levem às telas as histórias negras contadas em termos historicamente corretos e do ponto de vista de seus protagonistas, e é o que “Revolta dos Malês promete.

A série “Revolta dos Malês” narra a história de africanos muçulmanos, trazidos da Nigéria e escravizados no Brasil, que se rebelam contra a opressão e iniciam uma luta pela liberdade, mas que teve também motivação religiosa. Com apenas 5 capítulos a minissérie conta um pouco do triste passado escravocrata do Brasil que é pouco falado.

Confira a presentação da série:

Considerado o maior levante que ocorreu na Bahia no início do século XIX, a Revolta dos Malês tinha como objetivo libertar todos os negros escravizados da religião islâmica, além de matar pessoas consideradas traidoras – independentemente da etnia – e, assim, tomar o poder para transformar a Bahia em um estado muçulmano.

A produção tem como fio condutor a história de Guilhermina, uma mãe que luta para libertar a sua filha da escravidão e tenta comprar a sua própria liberdade.

E para dar a vida aos personagens de forma intensa e fiel, a série tem como protagonistas descendentes africanos. “Foi um momento de encontro com atrizes e atores afrodescendentes talentosos. Elaboramos uma construção artística que nos levou a um aprofundamento fundamental para nosso ofício. Éramos um grupo empenhado não somente em contar, mas em conhecer nossa própria história”, expõe o diretor Jeferson De.

 O cineasta completa: “Como diria James Baldwin ‘[…] podemos até conhecer os fracassos de uma pessoa, mas nem sempre conhecemos sua luta’. Foi esta luta de mulheres e homens que queríamos conhecer e contar”.
A série “Revolta dos Malês” é uma excelente oportunidade para conhecermos um pouco mais da história e luta dos nossos antepassados através do olhar de pessoas pretas e pela atuação e entrega de pessoas pretas.

A série está disponível gratuitamente e livre de cadastros no Sesctv on demand, vale a pena conferir esta obra.

“Faça você mesmo”: Erika Januza dá dicas de como repaginar móveis e cômodos da casa

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Erika Januza é atriz, modelo e durante o período da quarentena também virou a melhor pessoa para se seguir e acompanhar sobre reformas de ambientes. 

Erika iniciou sua carreira como atriz em 2012 protagonizando a minissérie Suburbia. E, agora ela realiza uma série de vídeos sobre reformas em seu apartamento. Os vídeos são publicados no Instagram da atriz e vão desde “como trocar seu piso sozinha“, passando por uma pintura de geladeira (que eu não teria coragem de fazer) até uma repaginada no quarto

 A transição de Érika passa pelos cômodos do seu apartamento e chegam até o seu cabelo. Nesta semana a atriz comemorou a evolução da sua transição capilar: “Um crespo em transição diária!”, escreveu em legenda. 

A atriz, que cortou as mechas para as gravações da novela “Amor de Mãe”, exibiu os cachos definidos para os fãs. A publicação gerou uma onda de comentários de mulheres pretas que se inspiraram em Januza para também iniciar a transição: “Me inspirei no seu corte e hoje sou outra mulher. Gratidão!”, contou uma das fãs. “Verdade verdadeira. Todo crespo vive em transição”, escreveu outra. “Toda vez que você postar fotos eu vou estar aqui para exaltar você”, reforçou uma terceira.

O combo Érika Januza, reforma e transição capilar está sendo um respiro nesse período. 

Movimento antirracista cresceu no Brasil após morte de George Floyd, diz pesquisa

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Mural de George Floyd no local de sua morte em Minneapolis Foto de: Caroline Yang para o New York Times

Segundo a Zygon AdTech o levantamento que ocorreu entre os meses de maio, junho e julho de 2020 apontou que o pico de engajamento ao movimento “Vidas Negras Importam” já registrou 1,6 milhão de tweets em um só dia no país.

O estudo foi iniciado no dia 12 de maio (véspera da celebração da abolição da escravatura no Brasil) e analisou o engajamento, perfil dos usuários e os conteúdos dos movimentos antirracistas no twitter, em 4 etapas diferentes. Foram elas: de 12/05 a 26/05 Período anterior ao caso do George Floyd, de 27/05 a 07/06 no momento de maior repercussão do caso, 08/06 a 19/06 após a alta do caso, e de 20/06 a 19/07 na “nova fase” do movimento.

Analisando esses períodos foi possível entender que, mesmo após o momento de maior repercussão do caso na mídia e nas redes sociais a média de publicações diárias que remetem ao movimento antirracista teve um aumento de 46%. Indo de 8,2 mil (pré manifestações e mobilizações nas rede) para 12,1 no (pós manifestações e mobilizações) os número do pós se mantiveram estáveis e é hoje considerado o “novo normal” do movimento.

Embora o caso de George Floyd tenha sido o estopim para as discussões raciais nas mídias digitais e tradicionais, apenas 7,7% do total de publicações citavam o nome dele. Lembrando que aqui no Brasil, uma semana antes da morte de George Floyd, já se falava sobre a morte de João Pedro, menino de 14 anos, morto a tiros dentro de casa durante ação policial.

Casos como o de George Floyd ocorrem todos os dias no Brasil, aqui a cada 23 minutos um jovem negro é morto e na maioria dos casos, pelas mãos dos agentes de segurança. No Brasil, os assuntos mais populares que dão início aos debates raciais são violência (28,9%) e manifestações de rua (15,4%).

Em aprofundação da pesquisa, foi possível ter acesso aos perfis das pessoas que levantavam as # e mediavam debates de combate ao racismo nas redes sociais durante esses períodos.  E além dos ativistas e influencers negros estavam os adolescentes fãs de cultura oriental (K-pop ou mangá).

Além do assunto estar sendo mais debatido na mídia, e mais pessoas e empresas estão se comprometendo com a luta antirracista, os jovens passaram a se engajar mais com a causa após os tristes acontecimentos de 2020, de forma que mantém o assunto no topo dos mais comentados e pressiona a sociedade para mudanças.

Lucas Reis, CEO da Zygon AdTech comentou sobre esses resultados e a importância da pesquisa “A discussão antirracista mudou de patamar no Brasil, e este estudo ajuda a quantificar isso. Achamos que é importante pra sociedade que esse assunto tenha maior repercussão, e ficamos orgulhosos em contribuir para esse debate com um estudo feito por uma equipe majoritariamente formada por pessoas negras (…)”

Pretos no Job: Plataforma oferece vagas de emprego para comunidade negra

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Preto no JOB é uma plataforma em que as empresas vão poder contratar profissionais negros de diversas áreas. Para isso basta a empresa se cadastrar e divulgar suas vagas de forma gratuita, sendo o foco a contratação de um cidadão negro.
A plataforma também irá permitir que candidatos negros cadastrem seu currículo. Neste caso será necessário criar uma conta e pagar uma taxa anual. Qualquer profissional pode se cadastrar, desde prestador de serviços gerais a engenheiros, médicos, gestor financeiro.

Desde o fim de 2019 pensamos na criação de uma plataforma que dessa visibilidade a profissionais negros por todo o Brasil. Agora o projeto está na terceira fase que é a divulgação da plataforma junto a empresas e a comunidade negra de todo o Brasil.
O Preto no JOB é a primeira plataforma automatizada de vagas de empregro para negros em todo país”.


Com o atual contexto econômico e sanitário fica claro a importância de um projeto como este, já que está estatisticamente comprovado que os negros são os que mais sofrem com o desemprego e essa realidade aumenta em épocas de crise financeira.
Também é comum empresas informarem que não sabem onde encontrar profissionais negros e por esse motivo raramente são contratados em determinadas empresas e cargos.

Pretos no Job

“Somos uma Start Up constituída por negros sedeada em Brasília-DF, com 10 anos de serviço na área de T.I. e há dois anos como AJAD COMUNICAÇÃO LTDA.
Além da plataforma Preto no JOB temos o App Ubuntu usado no Distrito Federal uma ferramenta que traz a comunidade negra informações e conectando comerciantes negros com consumidores.
Trabalhamos em vários projetos e pela frente muito outros devem nascer e varias parcerias, sempre usando a tecnologia como ferramenta de conexão com o público alvo”.

Conheça a plataforma : www.pretonojob.com.br

Jeniffer Dias dirige filme com Yuri Marçal e equipe 100% preta

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Jennifer na direção com Yuri Marçal - Foto: Reprodução Instagram

A classe artística foi a mais afetada pela pandemia. Felizmente artistas pretos resistem e criam em tempos tão complexos. O isolamento social estimulou o casal Jeniffer Dias e Yuri Marçal a criarem juntos, mas precisamente lançando um filme.

“No início da quarentena Yuri teve a ideia de gravarmos algo em casa. Achei incrível, topei e falei que além de atuar eu gostaria de dirigir! Ele falou com um amigo que também ficou super animado e escreveu o roteiro. A partir daí, o que seria um projeto gravado pelo celular, virou um filme lindo, e muito significativo para nós!”, explicou Jeniffer ao site Mundo Negro.

A história do filme é sobre um casal em crise e sua convivência durante o isolamento social, uma realidade de muitos casamentos e namoros desafiados durante a pandemia.

“Como produtora, pensei em cada detalhe com muito cuidado e carinho, tive o prazer de fechar com uma equipe toda preta, majoritariamente feminina e super competente, que eu já admirava o trabalho.Ainda não temos a data de lançamento, estamos na fase de montagem, mas estamos ansiosos pra mostrar pra todo mundo”, finalizou Jeniffer.

Além dela e Yuri, Késia Estácio, Nathália Cruz, Lílis Soares, Mayara Aguiar e Jhonatan Marques também fazem parte do projeto.

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