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Comunidade indígena cria criptomoeda para arrecadação de recursos

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Foto: Marcela Bonfim/AmReal

Como muitos dos povos indígenas na antiguidade, os Suruí Paiter e os Cintas-Largas, comunidades dos estados de Rondônia e Mato Grosso viviam de forma simples nos últimos anos. Porém com a chegada da pandemia do COVID-19, a parte dos impactos como o garimpo ilegal e o agronegócio, a existência de ambas as comunidades ficou comprometida. Com isso, se uniram e idealizaram a moeda OYX, que está em fase final de criação e será lançada no dia 11 de novembro no evento online Blockchain Connect 2020, às 18h. 

A ideia é garantir uma renda mínima, segurança alimentar e integração das aldeias criando um efeito de união entre elas, criando uma estrutura que possibilite o desenvolvimento de outros projetos na região. Laço de união entre os dois povos – que são, historicamente, rivais – Elias Oyxabaten Surui é uma voz da comunidade que idealizou um projeto: a criação de uma criptomoeda que viabilizasse, de forma emergencial e contínua, a arrecadação de recursos para a região. “É uma ideia minha de união. A intenção é trabalhar com os dois povos e mostrar serviço para auxiliar as duas comunidades na região”, afirma.

Os recursos gerados pelo ativo digital serão destinados a construir e manter projetos nas regiões onde vivem os indígenas, nos estados de Rondônia e Mato Grosso. A expectativa é que, com o sucesso da iniciativa, seja possível investir em mais plataformas, que permitam a venda de artesanato e criação de trabalhos para a população das tribos. Todo o restante do dinheiro será para investir em mantimentos básicos e na estrutura da região. 

“Fomos abandonados à própria sorte pelo Governo Federal durante a pandemia do coronavírus”, conta Elias, que trabalha no Distrito Sanitário da Saúde Indígena e ajuda jovens na região com o desenvolvimento de projetos. “Além dos ataques nas terras indígenas, o governo vem atacando os direitos dos povos indígenas. Queremos mudar essa história: tudo o que buscamos é um auxílio básico, que viabilize a retomada de trabalhos, artesanato e cuidados básicos de saúde”, afirma.  

Há décadas, os cintas-largas pedem maior atenção ao povo na região. Por diversas ocasiões, o garimpo ilegal ao leste de Rondônia foi tema de discussões junto ao Governo Federal, que nos últimos anos passou a ignorar as mortes provocadas pela situação.  

Para acompanhar o lançamento no dia 11 de novembro, às 18h, acesse: https://blockchainconnect.com.br/. O site oficial da OYX, em fase de construção, pode ser acessado aqui: https://oyxabaten.com/.

Gestação e o mito de que a mulher preta é mais forte

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Foto: Thinkstock

Uma década depois de ter sido a mãe eu me pego em dualidade comigo mesma entre querer ser mãe novamente e não querer lidar com tudo mais uma vez.

Após assistir o filme italiano “18 Presentes” que narra a história de Anna (Benedetta Porcaroli), uma garota que vai descobrindo a história da mãe, que morreu logo após seu nascimento, por meio de presentes deixados à ela para cada aniversário. Junto com as lembranças, há cartas que a guiarão em diferentes momentos da vida. Contando assim, de forma resumida, parece tranquilo, mas não se engane: o drama de 1h54 de duração pega muito mais pesado e eu entrei em colapso de tanto chorar.

A premissa do filme é verdadeira. O roteiro é inspirado na história da italiana Elisa Girotto. No dia do nascimento da filha, Anna, ela foi diagnosticada com um câncer de mama avançado. O casamento com o pai da menina, Alessio Vincenzotto, aconteceu um mês depois de receber a notícia. Sabendo da gravidade do caso, ela começou a preparar presentes para que fossem entregues à filha a cada aniversário, até atingir a maioridade. Elisa morreu aos 40 anos em setembro de 2017, pouco depois de Anna completar 1 ano de vida.

Ainda assim, não parece ter motivos suficientes para desencadear uma crise de choro, não é mesmo?

Bom, tentarei explicar, mas fui expulsa de casa aos 16 anos quando engravidei. Passei anos sem falar com a minha mãe. Tive uma gravidez difícil, de muito choro. Não tenho sequer uma foto grávida e preciso me esforçar pra me lembrar de como era a minha barriga durante os 9 meses de gestação.

E quando chegou a hora mais importante na vida de uma mãe, a violência obstétrica veio e me atingiu em cheio.

Voltemos rapidamente à noite de domingo, dia 16 de maio de 2010. Nessa data por volta das 23h eu comecei a sentir dores de contração. A meia noite fui para o hospital. Passei a madrugada em uma pré sala de parto, ao meu lado tinha uma mulher branca mais velha, também em trabalho de parto.

Duas enfermeiras nos acompanhavam madrugada a dentro. A moça mais velha gritava muito de dor, eu apenas me retraia. As enfermeiras passavam de um lado para o outro falando “a novinha vai ter o bebê primeiro que você”, “para de gritar, seja forte como ela”, “a moreninha é forte, nem grita”. Às 5h50 meu filho nasceu, ali, na sala de pré parto, depois de eu gritar falando “ele vai nascer”. Eu nem sei como é uma sala de parto. Permaneci ali até as 8h30, suja de sangue com o meu filho no colo.

Hoje aos 26 anos e depois de contar essa história inúmeras vezes de como eu praticamente fiz o meu parto, consigo enxergar a violência que sofri. A tal da violência obstétrica sobre a mulher, e principalmente sobre a mulher preta por ser considerada mais forte.

Voltando para o filme, ele desencadeou todo aquele choro porque hoje, uma década depois, eu sinto uma imensa vontade de ser mãe novamente. Ver no filme como aquela gravidez foi desejada, planejada e cultuada foi como um murro no meu estômago mostrando que eu nunca tive nada disso.

Coisa que talvez fosse, digamos, simples de resolver se não fosse um grande cisto no ovário em 2016 e lá fui eu passar por uma cirurgia, quase que uma cesariana com direito a corte e a famosa anestesia raque e um terrível pós operatório. Segundo o médico são poucas as minhas chances de voltar a engravidar.

Todo esse texto são reverberações que vem de dentro pra fora de mim. Sem adolescência, sem uma gravidez planejada e sem poder ter uma lembrança bonita do considero ser o momento mais importante na vida de uma mulher, o nascimento do seu filho.

A mulher preta realmente é muito forte.

HiperSexualização do Corpo Negro, Transformação do Afeto em Objeto

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Por: Paulo Alexandre Roscoe*

Você é um “negão” da cor do pecado, com certeza é dotado e bom de cama! Tenho fetiches por negão! Sempre fui a fim de ir pra cama com um negão! Nossa imagino esse negão na cama deve fazer um estrago! Deve ter a pegada esse negão, sem sombra de dúvida.

Pode parecer engraçado para alguns, ou até mesmo clichê, ou ainda uma recordação da música de Alcione – Meu Ébano, mas sabia que isso é comumente escutado pelos homens negros seja eles heteroafetivo ou homoafetivofetivo.

Do ponto de vista da tutela da construção social de raça, o  negro do gênero masculino, carrega uma carga negativa neste contexto, e certas definições que antes mesmo dele se auto conhecer, já estão estipuladas pelos outros. Basta um pouco de pesquisa e estudo, para saber que desde os tempos sombrios da escravidão o negro, foi categorizado como objeto e um ser dominado, que está ali para realizar certos trabalhos, dentre eles os braçais, de forvça e lavroura, ou ainda o absurdo de satisfazer  a lascivia dos seus dominadores.

O antropólogo  Dr.Osmundo Pinho – Mestre e Doutor em Ciências Sociais, em seu brilhante artigo “Qual é a identidade do homem negro?”, nos afirma que: “O corpo negro masculino é fundamentalmente corpo-para-o-trabalho e corpo sexuado. Está fragmentado em partes: a pele; as marcas corporais da raça (cabelo, feições, odores); os músculos, ou força física; o sexo, genitalizado dimorficamente como o pênis, símbolo falocrático do plus de sensualidade que o negro representa e que, ironicamente, significa sua recondução ao reino dos fetiches animados pelo olhar branco”.

Me recordo como se fosse ontem, próximo dos meus 22 anos, uma grande amiga me disse numa conversa, onde falávamos amenidades, que eu como negão deveria ser bom de cama, e que varias mulheres deviam “se atirar em cima de mim”, eu estranhei a afirmação e deixei claro que para a mesma que eu era homoafetivo, ela mesmo assim insistia em dizer, então os homens “se atiram em cima de ti”, onde complementou como um negão deste gay, é um desperdício, imagina só.

Acontece que mesmo tendo anos de amizade, ela sequer detinha conhecimento de outros relacionamentos prévios meus, ou relacionamentos duradouros em que ocorreu a apresentação do meu companheiro a ela, ou sequer tinhamos “ficado”, ela simplesmente deduziu que pela minha cor, e pelo meu porte físico e tamanho (tenho 1,86 de altura), que eu deveria ser bom de cama no sentido violento e agressivo, como nos filmes pornôs em que os estereótipos de negros sejam eles heteros ou gays, são os bons de cama e tratam com agressividade seus parceiros(as), quase um ato animal sem afeto, agindo com um impulso sexual sem qualquer racionalidade.

Eu mesmo já fui hipersexualizado, e usado como “troféu” para um ex-relacionamento onde eu era o “nossa amigo, tirou a sorte grande, olha esse negão que você está namorando” antes mesmo de saber possivel qualidades, minha cor, meu corpo foi sexuado e usado como objeto de ganho e mérito para outros, que sequer conhecem minha história.

A questão problemática, que me faz voltar ao início do texto, e ao grande questionamento deste texto, seria da objetificação do negro, a transformação do afeto em mero objeto de prazer alheio, sem qualquer pensamento no outro, apenas no prazer daquele que transforma o outro em objeto

Imaginem se eu fosse um homem cisgênero hetero branco, sequer precisaria estar redigindo este texto acerca da hiperssexualização do meu corpo, ou da inevitável naturalização da objetificação que os corpos negros sofrem para satisfazer as fantasias sexuais dos brancos, e nos tornamos o troféu sexual que eles ostetam muitas vezes por ai.

Podemos ainda tratar isso de uma maneira bem simplória, onde é fato comum é de conhecimento de que os homens brancos exercem, com todo direito, sua sexualidade  e seus desejos sem que aquilo os categorize emocionalmente, intelectualmente e/ou sexualmente o transformem em mero objeto de desejo e realizador de fantasias das demais pessoas.

A classica hipersexualização, está presente no dia a dia e de certas maneiras são as mais sutis, para que sejam naturalizadas e passem a certos olhos e ouvidos desapercebidos, em especial basta vermos que a maioria dos “modelos negros estão usando sungas brancas, com o proposito de marcar seu orgão genital” e “ativar” a imaginação sexual dos seus visualizadores, visando chamar atenção e focar na sexualização ao extremo do corpo negro.

A Hipersexualização dos corpos negros, inibem ou ainda me atrevo a dizer reduzem o exercicio da sexualidade ou da possibilidade da pessoa se mostrar sem pré-julgamentos sexuais em sua plenitude ser transformado em objeto, tirando-lhe a capacidade por óbvio de amar seu corpo, sem amarras e sem relfexos e consequencias de julgamentos que sequer deveriam existir.

O simples fato de “postar uma foto” de sunga, lhe retira toda a sua capacidade intelectual negra, seu conhecimento se reduz, lhe é decotado a possibilidade de ser um homem negro pensante, e lhe extrai ainda a capacidade de ser um humano emocional, para lhe dar uma classificação de objeto sexual visando a satisfação do imaginário branco e suas fantasias com os corpos negros, na qual insistem em trazer a tona, de maneira ainda que me atrevo a dizer bem perversa e retoma a mentalidade colonizadora de sermos “escravo para satisfazer seu prazer” e não a visualização do outro como um humano.

Muito embora, a hiperssexualização é na verdade um problema de quem o faz, não de quem se mostra, de quem se sente bem com o próprio corpo, mas está confortável em sua própria pele, nem sempre somos capazes de visualizar desta maneira, por sermos ensinados muitas das vezes em que nossos corpos são “públicos”. 

Trazer para a reflexão acerca do que é a beleza, estética, atributos físicos é um exercício extremanente relevante e necessário para o entendimento que levam quaisquer seres humanos a projeções imagéticas de sexualidade propia e do outro, além do erotismo contido. Tais projeções ainda ajudam a termos um pouco do entendimento onde sobrevoam questões de onde o corpo negro masculino fora construído socialmente por meio da erotização e objeto de desejo dos brancos.

A necessidade do homem negro, ao meu ponto de vista no debate é de fato entender que ele não tem nenhuma necessidade de se  encaixar nos estereótipos criados pela sociedade, ou aqueles criados para satisfazer as fantasias dos brancos, e que ele pode ir além da questão sexual e afirmar sua sexualidade na totalidade da forma que lhe achar melhor e mais conveniente, sem receio de ser objetificado para atender os desejos, e entender que está tudo bem se amar, gostar de seu corpo, sem préjulgamento ou necessidade de aprovação.

É necessário que todo o restante do conjunto que engloba o meio de convívio, seja dele de contato direito ou não,  ter a capacidade de observar que não somos apenas um corpo sexuado, ou objeto para a satisfação de seus desejos, mas sim homens por inteiros, pensantes, racionais, e com emoções que devem ser respeitadas e não reduzidas ao falo.

Então fica o convite, qual foi a ultima vez que você homem negro, se viu como pessoa que você enxerga aos seus olhos, e não com os olhos dos objetificadores que o transformam em saciador de suas fantasias?

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Paulo Alexandre Roscoe é Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas, e Pós Graduando em MBA em Gestão de Recursos Humanos pela IBF. Atuando em Direito do Trabalho, amante de pesquisas científicas relacionadas a racismo, intolerâncias, e escravidão contemporânea e nos ultímos 03 anos, transitou em sua carreira atuando com Customer Success e Brandings para maior contato com público. Sempre em busca de novas e melhores maneiras de fazer a diferença, tem estudado e focado em ações anti-racista, busca e valorização pela ancestralidade, e conexão com a diaspora africana,e na luta contra o racismo.

Nas horas vagas, gosta de praticar esportes, corrida e AMA cinema, movido pela música, acredita que pode mudar o estado de espírito das pessoas, e valorizar o sagrado  afroancestral e ajudar as demais pessoas.

“Favela não venceu”, diz Taty Quebra Barraco

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A funkeira Taty Quebra Barraco - Foto Reprodução Faacebook

Taty Quebra Barraco usou um texto do Diretor e produtor audiovisual Leo Harris para expor sua opinião sobre a real situação das favelas no RJ.

O texto postado nas redes sociais da funkeira é direcionado aos MCs que usam seu sucesso para afirmar que a favela venceu, quando na verdade, quem venceu foi só o artista. As comunidades tanto do RJ como de outros cantos do país, ainda são as regiões de maior escassez e vulnerabilidade. Sem contar que nas favelas é que acontecem as maiores atrocidades relacionados à violência policial, com mortes e desaparecimento de corpo de pessoas inocentes.

Confira o texto na íntegra:

“FAVELA NÃO VENCEU

RECADO AOS MCS

Antes de Falar que a Favela Venceu, Veja se vc não está confundido ( MINHA VIDA MUDOU) com ( FAVELA VENCEU )
Já perdi as contas de quantos MCs veio gravar aqui na Favela ostentando carros e motos e nao Dão nem Obrigado quando vão embora.

Parem de usar a FAVELA para promover a Fama, Carreira e Nome de artistas que só pensam no próprio Rabo.

Parem de vir em datas Especias com Falsidades e doações de Coisas velhas e próximas da Validade como se fossemos cachorros atrás dos seus restos.

Não usamos Roupas somente no Natal,
Nossas Crianças precisam de atenção o ano todo e não somente no dia 12 de Outubro,
Aqui ainda as pessoas passam fome, Frio e todas as Necessidades que vcs já estão cansados de saber que existe

Então Pensem Bem antes de Querer promover sua Vida Falando Que A Favela Venceu.
a Favela não venceu porra nenhuma.
“

Anielle Franco, Valesca Popopuza, Karok Conka e Fabrício Boliveira foram alguns dos artistas que comentaram apoiando a postagem de Taty.

Uma dupla de cantores inventa caso de racismo para promover sua música

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Elisama e Junior - Foto: Reprodução Instagram

Tem gente indo longe demais para ganhar engajamento. Na tarde de sábado começou a circular um vídeo, onde uma suposta diarista negra estaria sofrendo ataques gordofóbicos e racistas. Ela então usou suas redes sociais para denunciar o patrão que a filmou e estava zombando de uma pessoa “preta, gorda e de cabelo duro” que queria ser cantora famosa.

Todo mundo ficou revoltado com o teor do vídeo, entre eles a influenciadora Camilla de Lucas.

Em pouco tempo a verdade veio a tona. Elisama Alves é cantora e não doméstica e o “patrão” é seu amigo de longa data Junior Launther. Os dois fizeram a pegadinha para chamar a atenção das pessoas para uma música que eles estão lançando juntos, que se chama “Me respeita”.

“Nós somos cantores e atores (artistas) e queremos levar a nossa voz e o que temos para dizer para as pessoas. Ser desconhecido é como não ter voz… ainda mais no país que vivemos. Sem dinheiro e sem NINGUÉM nos apoiando, decidimos por criar uma situação (que, a propósito, ja aconteceu comigo-Flor) que chamaria atenção das pessoas e assim, conseguiríamos dar voz a nossa arte”, explicou a cantora no perfil do amigo.

Eles fizeram um outro vídeo explicando que foi tudo de caso pensado para viralizar.

“Criar um vídeo fake, soltar na internet, para que as pessoas compartilhasse e pudessem me ‘hatear’ e causar esse caos foi a forma que a gente encontrou para fazer as pessoas ouvirem”, disse o Junior.

Muita gente não gostou.

O tom do vídeo original despertou várias emoções em pessoas que lidam com racismo e gordofobia de forma cotidiana, o famoso gatilho que é real e tem consequências.

Kamala Harris faz história como a primeira negra e a primeira mulher vice-presidente dos Estados Unidos

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Kamala Harris primeira negra e a primeira mulher vice-presidente dos Estados Unidos - Foto: Reprodução Instagram

Enquanto a América se despede do turbulento mandato de quatro anos de Donald Trump, o país também inaugura um novo capítulo histórico, com Kamala Harris assumindo o reinado como a primeira vice-presidente negra. A senadora da Califórnia, que foi a primeira mulher negra e a primeira asiático-americana na chapa presidencial de um grande partido, também será a primeira mulher americana a ocupar o cargo.

Harris soube da notícia junto com milhões de americanos na manhã de sábado, quando várias redes anunciaram Joe Biden como presidente eleito, encerrando oficialmente a corrida contra Trump.

A senadora capturou sua empolgação em um vídeo postado no Twitter.

“Conseguimos”, disse o homem de 56 anos em um telefonema para Biden. “Conseguimos, Joe. Você será o próximo presidente dos Estados Unidos.”

Em parceria com a Play9, Ad Junior estreia série “Futuro Negro” no YouTube

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Foto: Divulgação

O criador de conteúdo e apresentador Ad Junior entra para o time de parceiros da Play9, estúdio de conteúdo de João Pedro Paes Leme, Felipe Neto e Marcus Vinícius Freire, com uma grande novidade: a produção “Negro Futuro” a nova série trará conversas com convidados especiais.

Na série “Futuro Negro”, Ad e seus convidados fazem projeções de cenários em que o povo negro está inserido de forma igualitária, adquirindo protagonismo nas ações. E para comentar essas projeções, Ad recebe em seu canal o ativista Raull Santiago, o estudante e youtuber Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, a executiva fundadora do Movimento Black Money Nina Silva e Dona Jacira, escritora, figurinista, avó e mãe de 5 filhos Jaqueline (em memória), Katia, Katiane, Evandro e Leandro (Emicida). A série conta com quatro vídeos sobre educação, economia, tomada de consciência e política. A estreia está prevista para o dia 07 de novembro, e os vídeos serão publicados semanalmente.

No decorrer dos episódios, os assuntos vão de política a ancestralidade e para o primeiro episódio da série com o comunicador Raull Santiago,será debatido a questão da política como instrumento de tomada de poder e de mudança social e também será discutido os pilares essenciais para que o negro consiga abrir espaço dentro da sociedade, com foco na educação. 

E no episódio com Dona Jacira, o último do quadro, o assunto é ancestralidade e, Dona Jacira fala sobre a importância de pessoas negras reivindicarem lugares que façam sentido em suas vidas. Eles também fazem uma reflexão sobre o racismo nas produções literárias e maternidade negra. 

Os vídeos estão sendo gravados remotamente, respeitando as medidas de isolamento social e a intenção principal da série é mostrar dimensões para a construção de um futuro negro!

“Eu fico muito feliz em saber que em 2020 as pessoas começaram a entender que a nossa pauta tem valor para além do ativismo. Que ela é importante para a compreensão dos contextos históricos que criaram as situações de desigualdade no país. Por isso, acredito que estar na rede com mais apoio e com mais investimento mostra que essa atenção vai além do entretenimento, vai para o entretenimento educativo, a união entre educação, informação e entretenimento. Pra mim, essa parceria é extremamente importante, estou muito agradecido e feliz”, conta Ad.

O canal trará ainda muitas dicas de filmes, séries, livros, críticas sobre acontecimentos da história a partir de uma perspectiva africana e reflexões sobre os temas em alta na semana.

Os vídeos vão ao ar todas às terças e sábados, às 11h no canal do Ad Junior

Linn da Quebrada, Martte e Bia Ferreira estão no lineup do Festival Mix Brasil

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Foto: Gabriel Renne

Entre os dias 11 e 22 de novembro, acontece o Mix Music, a parte musical do 28ª Festival Mix Brasil, um dos mais importantes eventos de cultura dedicados à diversidade do mundo. Nesta edição online, apresentará shows viscerais, ao vivo e gratuitos, com artistas importantes da cena LGBTQIA+, Linn da Quebrada, Martte, Bia Ferreira e Jaloo, são os nomes confirmados no lineup.

No dia 11/11 às 20h30, Linn da Quebrada, cantora, atriz, travesti e ativista que tem alcançado e conquistado territórios em outros países com sua performance combativa, faz o show de abertura do festival. Médica e monstra de si mesma, a artista faz uma investigação sobre sua própria corporalidade e suas potências narrativas, a partir de performances ora inspiradas no repertório de seu álbum “Pajubá”, ora com o processo experimental “Trava Línguas”. 

O cantor e compositor de pop soul, considerado uma das grandes apostas do mercado fonográfico nacional, Martte, se apresenta no dia 14/11 às 20h. Influenciado em sua sonoridade e composição por artistas como Tim Maia, Michael Jackson, Beyoncé e Amy Winehouse, e mesclando seus estilos musicais favoritos – R&B, pop, brasilidades e música eletrônica –, Martte tecia sua própria estética musical.

Já Bia Ferreira, multi-instrumentista, cantora e compositora que conceitua sua arte como MMP: Música de Mulher Preta, faz seu show no dia 20/11 às 20h. Suas canções são leitura obrigatória para o vestibular da Universidade de Brasília (UnB) e estão presentes nos livros didáticos do sistema Sesi-SP. 

O show de encerramento do festival no dia 22/11 às 20h fica por conta do  cantor e compositor Jaloo. Prestes a completar 32 anos de idade, Jaloo tem a missão de dialogar com o seu tempo e de expressar as mazelas e alegrias de suas experiências. Entre o muito que mudou, entre seus dois álbuns, descobriu sua voz e o que ela representa musicalmente. “Encontrei meus agudos, antes eu era muito grave”.

Confira a programação completa:

11/11 – 20h30 – Linn da Quebrada (30′) Música | Plataforma: InnSaei (abertura)

14/11- 20h00 – Martte (60′) Música | Plataforma Youtube MixBrasil

20/11 – 20h00  – Bia Ferreira (60′) Música | Plataforma: Youtube MixBrasil

22/11 – 20h00 – Jaloo (60′) Música  | Plataforma: Youtube MixBrasil (encerramento)

Serviço
28° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

11 a 22 de novembro| GRATUITO

Programação completa: mixbrasil.org.br

Classificação Indicativa: 16 anos

Deezer lança canal ‘Cultura Negra’ para exaltar a música preta brasileira

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Foto: Carlos Sales

Para celebrar e discutir os assuntos importantes que o dia da Consciência Negra propõe, a Deezer disponibiliza na página inicial e de forma fixa na guia ‘explorar’, em todo o mundo, o canal “Cultura Negra”, com informações sobre igualdade racial e justiça por meio de podcasters, influenciadores e artistas que também usarão suas vozes para homenagear todas as pessoas negras que revolucionaram o cenário musical. 

O canal está dividido por módulos que incluem playlists de artistas, escolhas do editor e podcasts de produtores negros. Todos os conteúdos originais que serão lançados no mês de Novembro, como o faixa a faixa, o podcast ‘Essenciais’ e os episódios do podcast ‘Pop Story’ serão uma homenagem à artistas negros. Entre as surpresas, está o lançamento da “Playlist da Minha Vida”, onde personalidades como Ludmilla, Rashid, Neguinho do Kaxeta, Karol Conka e Rodriguinho compartilharão as 10 faixas mais importantes de sua carreira enquanto comentam sobre elas. 

Para exaltar a diversidade cultural na música brasileira, a plataforma de streaming também ganhará mais duas playlists com foco em artistas negros de ritmos brasileiros: Axé de Protesto e Pagode. Estas se somam às outras diversas playlists nacionais e internacionais – que são atualizadas constantemente – e focam em diversos gêneros como Pop, Funk, MPB, Rap, R&B, Soul, Hip-Hop e muito mais, permitindo assim que o público tenha acesso a uma grande variedade de vozes, incluindo artistas em ascensão.

Com a intenção de também homenagear os artistas que já fizeram história, diariamente, a plataforma escolherá um álbum clássico para evidenciar grandes nomes, como Arlindo Cruz, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus e Racionais MC’s. 

“Olhamos sempre de forma humana pra nossa plataforma para promover a igualdade racial e a justiça. Ao longo da história, os músicos negros fizeram música que o mundo inteiro ama, porém, nem todos os artistas e criadores negros estão recebendo a atenção e o respeito que merecem, e queremos mudar isso, uma vez que música não é apenas música, é história também, e há muito dela na cultura negra”, comenta Vithor Reis, editor da Deezer, responsável pela curadoria do canal e que é negro. 

Todas as playlists e novidades já estão disponíveis na plataforma e podem ser acessadas diretamente pela home do app ou no canal de Cultura Negra. 

Confira o perfil de cada personagem do especial “Falas Negras” dirigido por Lázaro Ramos

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Foto: Globo / Victor Pollak

A TV Globo exibe no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, o especial ‘Falas Negras’, com 22 depoimentos reais de pessoas que lutaram contra o racismo e pela liberdade, a favor da justiça, em registros biográficos ou em vídeos que a História nos ofereceu. Essas falas históricas são interpretadas por atores, todas em primeira pessoa, em um projeto criado por Manuela Dias, sob a direção de Lázaro Ramos. Desde os relatos coloniais de Nzinga Mbandi, que datam de 1626, aos ensinamentos pacifistas de Martin Luther King Jr., passando pela veemência de Malcolm X e Angela Davis, até a força de Marielle Franco, ou as dores de Mirtes Souza, mãe do menino Miguel, e Neilton Matos Pinto, pai de jovem João Pedro, ‘Falas Negras’ mostra que o espírito de luta e de resistência dos povos afrodiaspóricos ultrapassa a barreira do tempo, os limites territoriais, e permanece vivo até os dias de hoje.

Lázaro Ramos, junto da assistente de direção Mayara Pacífico, conduziu por dez dias ensaios feitos de forma remota, onde o elenco contou com a preparação da atriz Tatiana Tibúrcio e teve aulas sobre a trajetória dos personagens dadas pela antropóloga Aline Maia, que também é consultora do especial. “Procuramos atores que fossem bons contadores de história, porque o projeto, na verdade, é isso. Ele não tem grandes movimentos de câmera e mudanças de cenários, aposta na capacidade de os atores contarem bem essa história, que é o que vai fazer com que o espectador se envolva com ela”, explica Lázaro.

Lázaro Ramos confessa que, desde o seu primeiro contato com os textos, ficou mexido. “Quando li o material todo, fiquei parado por um tempo pensando em como que eu ia lidar com aquilo. Mas, ao mesmo tempo, sei que tudo aconteceu de verdade, não tem ficção aqui. É o que a nossa História produziu. Então, senti como um convite para refletir sobre como a gente vê a História. O meu desejo é que as pessoas se sintam motivadas a agir. É a nossa História, foi o que nós produzimos. E aí? O que faremos com isso?”, devolve ele.

Confira o perfil de cada personagem de Falas Negras

Nzinga Mbandi (Heloisa Jorge) – A rainha do Reino do Dongo e Matamba nasceu na Angola e viveu entre 1583 a 1663, e simboliza a resistência africana à colonização e a comercialização de escravos. Foi uma rainha combatente, destemida, chefiou pessoalmente o exército até os 73 anos de idade.

Olaudah Equiano (Fabrício Boliveira) – O escritor nigeriano, que viveu entre 1745 e 1797, foi sequestrado e escravizado quando tinha 11 anos e negociado por comerciantes locais. Ele foi enviado através do Atlântico para Barbados e depois para a Virgínia. Por lá foi vendido a um oficial da Marinha Real, com quem viajou pelos oceanos por cerca de oito anos, período em que aprendeu a ler e escrever. Conseguiu comprar a própria liberdade, e, em Londres, ele se envolveu no movimento para abolir a escravidão. Em 1789, ele publicou sua autobiografia, que é um dos primeiros livros publicados por um escritor negro africano.

Toussaint Louverture (Izak Dahora) – O líder da Revolução do Haiti viveu entre 1743 e 1803, foi escravizado até os 30 anos, e ainda assim aprendeu a ler e escrever. Ao ganhar a alforria, em São Domingos (atual Haiti), Toussaint liderou o levante que conduziu os africanos escravizados a uma vitória sobre os colonizadores franceses, aboliu a escravidão no local. Capturado e preso em 1802, ele deixou o Haiti sob o comando de Jean-Jacques Dessalines, que venceu a revolução e, em 1804, proclamou a independência de São Domingos.

Harriet Tubman (Olivia Araujo) – Ex-escravizada, tem data de nascimento imprecisa, tida como 1820 ou 22, e viveu até 1913. Ela se alistou como cozinheira e enfermeira durante a Guerra Civil Americana para espionar e captar informações, e ali ajudou na fuga de centenas de escravizados dos territórios dominados das fazendas do sul dos Estados Unidos rumo ao norte do país, onde não havia escravidão, e ao Canadá.

Mahommah G. Baquaqua (Reinaldo Junior) – Ex-escravizado, viveu entre 1820 e 1857, nasceu na África Ocidental, no atual Benin, veio em um navio negreiro que aportou em Pernambuco. Mas o trabalho em um navio mercante, que o levou para Nova York, mudou sua vida completamente. Naquela época, os estados do Norte dos Estados Unidos já tinham abolido a escravidão, e Baquaqua conseguiu fugir. Em Detroit, publicou sua biografia, que é um dos poucos registros da época contados nas palavras de um negro escravizado no Brasil, e que descreve em detalhes os hediondos castigos cometidos contra os escravizados no país.

Virgínia Leone Bicudo (Aline Deluna) – Socióloga e primeira mulher psicanalista brasileira, nasceu em São Paulo e viveu entre 1910 e 2003.  Cofundadora da Sociedade Brasileira de Psicanálise, é uma das responsáveis por importantes publicações na área.

Luiz Gama (Flavio Bauraqui) – Importante líder abolicionista, jornalista e poeta brasileiro, nasceu em Salvador e viveu entre 1830 e 1882.  Filho de um descendente de portugueses com uma escravizada liberta, a revolucionária Luiza Mahin, foi vendido pelo próprio pai, depois que sua mãe foi exilada por motivos políticos. Autodidata, se tornou um dos advogados abolicionistas mais atuantes do país, responsável pela libertação de centenas de negros mantidos no cativeiro.

Rosa Parks (Barbara Reis) – Ativista dos direitos civis, nasceu nos Estados Unidos e viveu entre 1913 a 2005. Atuava no Montgomery, capital do Estado de Alabama, no Sul dos Estados Unidos, centro dos maiores conflitos raciais do país. É tida como a “mãe do moderno movimento dos direitos civis” nos Estados Unidos.

Nelson Mandela (Bukassa Kabengele) – Advogado, presidente da África do Sul, viveu entre 1918 e 2013. Mandela liderou o movimento contra o Apartheid – legislação que segregava os negros no país. Condenado em 1964 à prisão perpetua, foi libertado em 1990, depois de grande pressão internacional. Recebeu o “Prêmio Nobel da Paz”, em dezembro de 1993, pela sua luta contra o regime de segregação racial.

James Baldwin (Angelo Flavio) – Escritor, dramaturgo, poeta e crítico social, nasceu nos Estados Unidos e viveu entre 1924 e 1987. Na escola, seu talento para a escrita foi notado desde cedo e foi estimulado por professores. Em Paris, escreveu o livro semiautobiográfico ‘Go tell it on the mountain’, publicado em 1953 e considerado pela revista Time, em 2005, um dos 100 melhores romances de língua inglesa do século 20.

Malcolm X (Samuel Melo) – Ativista de direitos civis, nasceu nos Estados Unidos, viveu entre 1925 e 1965. Por influência dos irmãos aderiu ao islamismo. Por conta de sua inteligência, oratória, personalidade forte, logo arrebatou multidões. Com o tempo, seus discursos ficaram cada vez mais concorridos e inflamados. Assim como sua popularidade cresceu, aumentou sua rejeição e fez inimizades que o levaram a ser assassinado. 

Milton Santos (Aílton Graça) – Geógrafo, jornalista, advogado e professor universitário, nasceu em São Paulo, e viveu entre 1926 e 2001. É reconhecido mundialmente como um dos maiores geógrafos brasileiros e, em 1994, foi consagrado com o Prêmio Vautrin Lud (algo como o prêmio Nobel da Geografia) e tem mais de 40 livros publicados em sete línguas.

Martin Luther King (Guilherme Silva) – Pastor batista e ativista político, nasceu nos Estados Unidos, viveu entre 1929 e 1968. Dentro do movimento negro, lutava pela igualdade civil entre negros e brancos e tinha como estratégia de luta o método da não-violência e a pregação de amor ao próximo, inspiradas nas ideias cristãs.

Nina Simone (Ivy Souza) – Cantora, compositora e ativista pelos direitos civis, nasceu nos Estados Unidos, viveu entre 1933 e 2003. Usava suas canções para expressar sua revolta com os conflitos raciais que testemunhou desde a infância no Sul dos EUA.

Lélia Gonzalez (Mariana Nunes) – Historiadora, antropóloga e professora, nasceu em Belo Horizonte, e viveu entre 1935 e 1994. Intelectual que dedicou parte de seu trabalho a analisar os efeitos da nefasta combinação entre racismo e sexismo na situação das mulheres negras, além de discutir a linguagem e criar as noções de amefricanidade e pretuguês.

Muhammad Ali (Babu Santana) – Maior pugilista da História, eleito “O Desportista do Século”, nasceu nos Estados Unidos, viveu entre 1942 e 2016. Ali nasceu Cassius Clay e a vitória no pugilismo veio junto com sua conversão ao islã e a mudança de nome. Ele passaria então a se chamar Muhammad Ali. Convocado, recusou-se a ir à guerra do Vietnã e desafiou o governo americano. A atitude rendeu a cassação de seu título de pesos pesados e o deixou por três anos longe dos ringues até que a Suprema Corte decidisse a seu favor.

Angela Davis (Naruna Costa) – Filósofa e ativista, nasceu em 1944 nos Estados Unidos. Ainda adolescente ela organizou grupos de estudo inter-raciais, que acabaram perseguidos e proibidos pela polícia. Foi perseguida por sua associação com o partido comunista americano e com os Panteras Negras, condenada e presa sem provas. Depois da prisão, Angela se tornou uma influente professora de história e passou a militar contra o sistema carcerário norte-americano.

Luiza Bairros (Valdineia Soriano) – Administradora e cientista Social, nasceu em Porto Alegre, viveu entre 1953 e 2016. Foi um dos nomes mais atuantes do Movimento Negro Unificado (MNU), a principal organização da comunidade negra do país na segunda metade do século XX, também ficou marcada por sua trajetória política. Foi secretária de Promoção da Igualdade Racial da Bahia entre 2007 e 2011 e ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil, entre 2011 e 2014.

Marielle Franco (Taís Araujo) – Vereadora, socióloga, ativista de direitos humanos, nasceu no Rio de Janeiro, no Complexo da Maré, viveu entre 1979 e 2018. Eleita vereadora em 2016, presidiu a Comissão de Defesa da Mulheres e foi executada na noite de 14 de março de 2018. Sua morte virou um marco e motivou protestos por vários países do mundo. Ainda hoje o caso não foi desvendado. A vereadora defendia as causas das mulheres, negros, LGBTs e da periferia.

Mirtes Souza (Tatiana Tiburcio) – Mãe do menino Miguel Otávio, que morreu após cair de um prédio de luxo no Recife.

Neilton Matos Pinto (Silvio Guindane) – Pai do adolescente João Pedro Matos Pinto, assassinado na favela do Salgueiro, em São Gonçalo.

Jovem protesto George Floyd (Tulanih Pereira) – Atriz interpreta um misto de depoimentos de manifestantes à época do trágico episódio que culminou com a morte de George Floyd, dando início a uma onda de protestos em várias partes do mundo.

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