Derek Chauvin, ex-policial de Minneápolis que usou o joelho para sufocar George Floyd por cerca de nove minutos em 25 de maio, foi libertado após pagar fiança de US$ 1 milhão (R$ 5,62 milhões). Registros do tribunal indicam que ele usou uma agência de fiança para pagar pela libertação.
De acordo com o jornal The Washington Post, parentes não identificados do ex-policial lançaram uma campanha de arrecadação online em agosto para levantar o valor necessário para a liberação. A iniciativa, no entanto, naufragou. Até esta quarta-feira, a campanha havia reunido menos de US$ 4.000 (R$ 22,45 mil).
O ex-agente foi libertado sob condição de não voltar a trabalhar em segurança pública e de não se aproximar da família de Floyd. Também terá de abrir mão de suas licenças para usar armas de fogo.
Chauvin e os outros três ex-agentes que participaram da ação que matou Floyd serão julgados em março. Ele pode pegar até 40 anos de prisão. Os outros três policiais foram indiciados como cúmplices. Em uma audiência em setembro, os réus disseram que usaram força de forma adequada contra Floyd, porque ele estava agindo de modo agressivo. As imagens da ação, no entanto, mostram que Floyd estava dominado no chão e pedindo para ser liberado.
American singer and songwriter Johnny Nash posed in a park in London in 1972. Nash would have a hit record with the song 'I Can See Clearly Now' in this year. (Photo by Michael Putland/Getty Images)
O compositor e cantor de reggae Johnny Nash faleceu nesta terça-feira (6). A informação foi confirmada pelo seu filho ao canal CBS Los Angeles. Nash faleceu em sua casa nos Estados Unidos, mas a causa da morte ainda não foi divulgada.
O cantor ficou conhecido pela performance com o cover de A very special love, de Doris Day, e Wonderful world, de Sam Cooke e teve seu sucesso reconhecido por sua música I can see clearly now, lançada em 1972. A canção ficou no topo da lista da Billboard após vender mais de 1 milhão de cópias.
O cantor nasceu em Houston e iniciou a carreira nos anos 1950, além de ter atuado no filme Take a giant step, em 1959. Nash lançou dois álbuns, I can see clearly now, em 1977 e Johnny Nash Collection, em 1977. Entre seus singles estão Hold Me Tight, You Got Soul, Cupid, Stir It Up, I Can See Clearly Now, There Are More Questions Than Answers, Tears On My Pillow, Let’s Be Friends, (What A) Wonderful World e Rock Me Baby.
O YouTube anunciou nesta quarta-feira (7) uma lista global deprojetos originais dedicados a amplificar as vozes negras, dando continuidade ao compromisso da plataforma de celebrar um amplo e diversificado conjunto de perspectivas. Os novos projetos foram viabilizados por um fundo de US $100 milhões anunciado em junho pela CEO da plataforma, Susan Wojcicki. Batizado de Fundo Vozes Negras do YouTube, vai trazer produções como uma série de documentários da ativista Patrisse Cullors, co-fundadora do Black Lives Matter.
O Fundo Vozes Negras do YouTube será dedicado a amplificar e desenvolver as vozes de criadores e artistas negros e suas histórias. Nos próximos três anos, esse fundo global será usado para adquirir e produzir programação do YouTube Originals e apoiar diretamente criadores e artistas negros, inclusive no Brasil, para ajudá-los a prosperar no YouTube.
“O YouTube está empenhado em destacar histórias baseadas na comunidade e nos problemas que pessoas negras e de outras comunidades marginalizadas enfrentam todos os dias”, diz Susanne Daniels, chefe global de conteúdo original do YouTube Originals. “Agora, mais do que nunca, é essencial que nós possamos desenvolver, dar suporte e visibilidade para conteúdo criado por e para a comunidade negra”, completa.
“Raça nunca foi um problema simples, especialmente no Brasil, e os eventos ao longo dos últimos meses abriram portas de diálogo e ação”, diz Bibiana Leite, Diretora de Desenvolvimento de Parcerias de Conteúdo do YouTube e líder do programa #YouTubeBlack no Brasil. “Em todo o YouTube, temos uma tremenda oportunidade e responsabilidade de contribuir com essas conversas sobre justiça racial de uma forma significativa. Por meio do fundo e de outras iniciativas, continuamos o importante trabalho de amplificar as vozes negras, tornando o YouTube um lugar melhor para criadores negros, educando as pessoas sobre diversidade e centrando os negros como protagonistas de suas próprias histórias”.
Confira os novos YouTube Originals viabilizados com recursos do Fundo
● Resist – Estreia em outubro de 2020
Série documental de 12 episódios, retrata o trabalho e os desafios de organizações que lutam contra um projeto de US $ 3.5 bilhões da cidade de Los Angeles para expansão carcerária e examina questões como o policiamento excessivo de bairros negros e pardos, encarceramento em massa, entre outros temas sensiveis. É um olhar emocionado sobre as motivações e lutas diárias do movimento local, apresentando histórias incrivelmente inspiradoras, como a de Patrisse Cullors (cofundadora do Black Lives Matter) e outros.
● HBCU Homecoming 2020: Meet Me On The Yard– Livestream, estreia em 24 de outubro
Com as HBCUs (Faculdades e Universidades Historicamente Negras) em todo o país cancelando seus homecomings anuais devido à pandemia global, o YouTube em parceria com Jesse Collins Entertainment e Live Nation Urban levará a comemoração para o mundo virtual. A transmissão de duas horas será preenchida com tradições que marcam o começo do ano letivo nos Estados Unidos e vai levantar fundos para instituições de ensino negras. Performances, shows, bandas marciais, alunos e ex-alunos representando o legado das HBCUs farão parte da programação.
● Testemunhe, tome uma atitude – Parte dois (título provisório) – Livestream, estreia em dezembro de 2020
Após o sucesso do primeiro especial “Testemunhe, tome uma atitude”, que foi o primeiro projeto do YouTube Originals proveniente do Fundo Vozes Negras do YouTube, esta sequência vai inspirarnovamente a comunidade global da plataforma agir pela justiça racial unindo criadores do YouTube, figuras públicas e vozes influentes.
● Jantar com a Família Onyx – Estreia no início de 2021
Junte-se à Família Onyx (+6 milhões de inscritos somados) para uma conversa à mesa do jantar que você gostaria que sua família tivesse! Esta nova série Kids & Families reúne essa família multigeracional para muita diversão e conversas abertas sobre a vida e o que está acontecendo no mundo. Os convidados do jantar semanal ampliam a conversa com diferentes perspectivas, histórias instigantes e percepções valiosas.
● Barbershop Medicine(título provisório) – Estreia em 2021
In Barbershop Medicine O objetivo do YouTube é colocar o “público” de volta na Saúde Pública, explorando o impacto que raça e status socioeconômico têm na saúde e na longevidade. A barbearia há muito tempo se tornou central para a dinâmica de muitas comunidades negras, como mostra o ensaio clínico de redução da pressão arterial que proporcionou educação e atendimento em barbearias. Com base neste conceito de medicina comunitária, o especial reunirá músicos, médicos renomados, criadores e membros da comunidade em uma barbearia histórica para discutir as preocupações de saúde mais urgentes da atualidade e aumentar a conscientização – de vacinas a diabetes, de câncer a saúde mental e muito mais.
Cartaz da animação "Eu sou Caipora" / Ilustração Anderson Awvas
Com o título “Eu sou Caipora: A menina e o poder das matas”, a animação em 3D conta a história de Luana, uma menina negra do interior de São Paulo, cujo sonho é ser bióloga. Apaixonada pelos animais, faz tudo para protegê-los. Conta com sua inspiração na sua vovó e seu fiel amigo Quiquinho, um macaco prego. Após ter seu amiguinho capturado para contrabando, a protagonista parte em busca do resgate de Quiquinho e os demais animais. Para essa missão, Luana se inspira em uma das histórias que sua avó contava: a história da Caipora. E essa história possui um encanto muito maior do que ela poderia imaginar!
A animação é um projeto que está sendo organizado pelo ilustrador e designer carioca Anderson Awvas junto do estúdio de animação Vivárte Produções, de São Paulo. Anderson também criou um projeto chamado Folclore BR: Uma nova visão, cuja ideia principal é buscar novas maneiras de falar do folclore brasileiro junto da cultura pop.
Saiba todos os demais detalhes da campanha estão na página da plataforma emcatarse.mr/eusoucaipora
As cantoras Ludmilla e Lellê comandam a apresentação do Prêmio - Foto: Reprodução Instagram
O tradicional Prêmio Sim à Igualdade Racial acontece em um novo formato nesse próximo sábado, dia 10. Pela primeira vez o evento será transmitido pela TV e o Multishow foi o canal escolhido para que o público, de casa, possa prestigiar o principal prêmio focado no reconhecimento de pessoas que contribuem para um país racialmente mais justo.
O evento começa a partir das 17h e a apresentação será feita pelas cantoras Ludmilla e Lellê.
“O Prêmio é uma forma de homenagearmos os agentes dessa mudança no Brasil, que são exemplos de engajamento, comprometimento e influência na causa”, explica Luana Genot, afirma Luana Génot, Diretora-Executiva do ID_BR.
O teatro e a dança negra também estarão em cena. A música fica a cargo de convidados especiais em performances exclusivas, entre eles Iza, Martnália, Margareth Menezes, Rosa Maria Calling, entre outros.
O espetáculo contará ainda com uma roda virtual de convidados entre eles Thelminha Assis, Babu Santana, Flávia Oliveira, Rodrigo França, Mc Sophia, Luís Miranda, entre outras personalidades negras. A direção musical é de Zé Ricardo, o roteiro final e a direção artística de Elísio Lopes Jr.
Com 11 categorias divididas entre os pilares de educação, empregabilidade e cultura, a premiação reconhece pessoas, empresas e organizações que são agentes da mudança na questão da igualdade racial (veja a lista de indicados aqui).
As indicações aconteceram nos meses de janeiro e fevereiro de 2020 e o Instituto recebeu mais de 16 mil nomes e projetos, mas, o Prêmio, que aconteceria presencialmente no mês de maio, precisou ser adiado por conta da pandemia.
Os vencedores serão escolhidos por um conselho julgador formado por nomes como o advogado Silvio Almeida, a jornalista Flávia Oliveira, o chef João Diamante, a publicitária Samantha Almeida, o apresentador Luciano Huck, a VP de marketing da Pepsico Daniela Cachich, as atrizes Regina Casé e Patrícia Pillar, entre outros. Os ganhadores receberão em casa suas estatuetas, que levam a obra “Mad World”, de Vik Muniz.
O Prêmio Sim à Igualdade Racial Horário: 17h Onde assistir: Facebook do ID_BR e na TV, pelo Multishow
Nesta terça-feira (6), dia em que a Mc Carol completa 27 anos, a cantora lançou “Conto do Vigário”, uma ode ao funk das antigas. Na faixa, já disponível em todas as plataformas de música digitais, a “rainha do deboche” esbraveja sobre a frustração de ter todas as suas coisas furtadas de casa, após um noite de sexo, caindo em um golpe.
Com um beat que referencia o saudoso MC Vulk Vulk e homenageia a raiz do estilo que a consagrou, MC Carol celebra seu novo ciclo. O single é o primeiro de uma série de composições inéditas que serão lançadas nos próximos meses. Honrando a veia cômica – que é característica da artista – as músicas vão abordar temas como a sexualidade do ponto de vista feminino, além da gordofobia e o machismo, questões que a MC combate no dia a dia.
Cria do morro do Preventório, em Niterói, MC Carol é um dos nomes de relevância do funk carioca. Sucesso com músicas como “Minha vó tá maluca”, registradas em DVD da Furacão 2000, a MC ficou conhecida pelo grande público em 2015, ao participar de “Lucky Ladies”, reality show da FOX. Em 2016, lançou “Bandida”, seu primeiro álbum, e surpreendeu ao cantar temas como a realidade das comunidades, a sexualidade e o feminismo. Com esse trabalho, a MC mostrou que o funk pode ser usado como arma, para dar a letra sobre ser resistência. Deste disco, surgiram sucessos como “Não foi Cabral”, “Delação Premiada” e “100% Feminista”.
Em seu Instagram, a artista divulgou o vídeo de Conto do Vigário; Confira:
A piauiense Luma Brito comemorou os seus 12 anos com uma festa inspirada no movimento “Vidas Negras Importam” a decoração levava as cores preto, amarelo e o símbolo do movimento negro, no bolo haviam desenhos de mulheres negras com turbante.
Além de mostrar o orgulho pelo movimento, a adolescente decidiu homenagear também 4 personalidades negras, foram elas: O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, a ex-primeira-dama, Michelle Obama e a jogadora de futebol brasileira Marta.
Foto: Arquivo Pessoal /Polyanna Brito
Em conversa com o G1 Luma disse que a ideia da festa surgiu de uma necessidade de conscientização e de um dever de abordar o racismo.
“Como eu sou negra também, senti como se fosse um dever fazer essa festa para tentar conscientizar as pessoas. Comecei a pensar nesse tema na semana do meu aniversário. Acordei e me veio a inspiração”, disse Luma
A menina de apenas 12 anos, já sofreu com situações racistas fora do país, o pai de Luma Afrânio Luiz era jogador de futsal e devido a sua profissão precisou morar com a família na Rússia.
“Às vezes, as pessoas me viam e me perguntavam se meu cabelo era de verdade, queriam tocar em mim para saber se eu era de verdade. Eu chorava porque me sentia muito estranha, perguntava para Deus porque ele tinha me feito assim. Me achava feia”, lembrou a adolescente.
A mãe de Luma contou que o interesse da filha pelo tema veio das notícias durante as ondas de protestos que aconteceram ao redor do mundo. “Ela acompanhou mais, foi se interessando, se aceitando e resolveu fazer diferente. Hoje, minha filha gosta de ter o cabelo cacheado”, disse a mãe da adolescente.
Os protestos do movimento “Vidas Negras Importam” fez com que Luma se visse de outra forma, e despertou na adolescente o orgulho de sua cor e seus traços.
O MTV EMA 2020 divulgou, nesta terça-feira (6), os indicados à premiação deste ano. A lista da 27ª edição conta com os brasileiros, Emicida, Djonga e Ludmilla. As estatuetas serão entregues no dia 8 de novembro em cerimônia ao vivo transmitida pela MTV em 180 países e territórios.
Os cantores e cantoras brasileiros estão todos juntos na categoria Melhor artista brasileiro. Entre os ritmos celebrados estão o funk pop de Ludmilla, e o rap de Emicida e Djonga. Além de celebrar os brasileiros, neste ano, o MTV EMA 2020 tem três novas categorias: Melhor artista latino, Melhor vídeo por uma causa e melhor apresentação ao vivo. A votação fica aberta no site oficial até 2 de novembro.
Confira a lista com os indicados – pretxs – ao EMA 2020:
Melhor artista brasileiro Djonga Emicida Ludmilla
Clipe do ano Cardi B – WAP ft Megan Thee Stallion DJ Khaled – POPSTAR ft Drake Karol G – Tusa ft Nicki Minaj The Weeknd – Blinding lights
Artista do ano The Weeknd
Música do ano DaBaby – Rockstar ft Roddy Ricch Roddy Ricch – The box The Weeknd – Blinding lights
Melhor colaboração Cardi B – WAP ft Megan Thee Stallion DaBaby – Rockstar ft. Roddy Ricch Karol G – Tusa ft Nicki Minaj
Melhor grupo Chloe x Halle
Artista revelação DaBaby Doja Cat Roddy Ricch
Melhor artista latino Ozuna
Melhor artista de hip-hop Cardi B DaBaby Drake Eminem Megan Thee Stallion Roddy Ricch Travis Scott
Melhor vídeo por uma causa Anderson .Paak – Lockdown H.E.R. – I can’t breathe Jorja Smith – By any means
Melhor artista push Brockhampton Doja Cat Lil Tecca
O livro “Maioria Minorizada: um dispositivo analítico de racialidade“, de Richard Santos, comunicólogo, rapper, ativista de movimentos negros / sociais e professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) é a primeira obra da Coleção Pensamento Negro Contemporâneo (Editora Telha). Uma Live de Lançamento acontece nessa quinta-feira (8), às 19h30, no Facebook da Editora Telha, para celebrar a dupla estreia.
A Deputada Estadual (SP) Leci Brandão, que assina a orelha do livro; Maria do Carmo Rebouças (Professora da UFSB), autora do prefácio; Ângela Guimarães, presidenta licenciada da União de Negros e Negras pela Igualdade (Unegro) e Juliana Cézar Nunes (Cojira/DF, Pretas Candangas), coordenadora do Sindicato de Jornalistas Profissionais (DF), lideranças de movimentos negros e sociais são as convidadas da Live de Lançamento.
“Estar virtualmente com essas mulheres negras, representantes de áreas de atuação acadêmica e ativismo em comum, além de representativas da própria Maioria Minorizada, foi a forma que encontramos para fazer do lançamento uma celebração coletiva em tempos de pandemia”, afirma Richard Santos.
A obra visa introduzir ao público o dispositivo analítico de racialidade Maioria Minorizada, um signo de representação unificador do discurso e proposta de emancipação negra. O autor compreende Maioria Minorizada como o grupo social majoritariamente formado por pretos e pardos (negros), conforme categorização do IBGE, que formam a maioria demográfica da população brasileira, mas se constitui em “minoria” no que se refere ao acesso a direitos, serviços públicos, cidadania, representação política. Ao mesmo tempo, são “maiorias” em todo o processo de espoliação econômica, social, cultural e como vítimas de todas as formas de violência.
Ainda segundo o autor, a construção do conceito de Maioria Minorizada e do dispositivo analítico conjugam a vivência em comunidade com sua caminhada intelectual: “Minha obra e trajetória são um compromisso intelectual de permanente justiça epistêmica articulado a um esforço de interpretação da realidade histórica e a produção intelectual daí advinda. Pesquiso, escrevo e estudo para romper, de uma vez por todas, com o complexo colonial, com o racismo e o epistemicídio”.
Trechos do Livro:
“É fazer ver que os instrumentos utilizados para nos sacar a voz e subalternizar, fazendo-nos ventríloquos de nossos algozes, seres de cidadania mutilada, não foram tão eficientes assim, estamos vivos, ainda que carregando alvos nas costas, produzimos conhecimento a partir do saber acumulado e das vivências experienciadas. Enunciamos.”
“Dessas invisibilidades, opressões e discursos para a vida (anti-morte), é que nasce a reafirmação da cultura e ocupação do espaço na disputa do poder. Dessas experiências e lugares é que vimos os(as) intelectuais negros(as) atravessando fronteiras, rompendo barreiras invisíveis para se fazerem humanamente visíveis, presentes e contribuintes da sociedade contemporânea. É do campo da Maioria Minorizada, dos territórios negros a que foram postos, é que vimos ecoar conhecimentos e saberes insurgentes, reveladores de sua cognição complexa e de possibilidades não determinadas pela parede da opressão. “
“Ao apresentar esse novo paradigma, Maioria Minorizada, me alinho à práxis das ciências sociais latino-americanas que têm uma vocação crítica de questionar o paradigma dominante, de buscar formas de emancipação e gerar reflexões que vão além da mera reprodução de pressupostos construídos em outros contextos. Assim, recupera-se a história não contada, a versão dos invisibilizados, a oralidade, os métodos não cartesianos, as verdades não estabelecidas, a alteridade.”
a foto a cantora Iza , cantora e compositora indicada na categoria Midia & Cultura - fotografada por: Alex Santana
Nesta semana foi divulgado a lista global de Afrodescendentes Mais Influentes de 2020 (MIPAD – Most Influential People of African Descent), para destacar a contribuição positiva feita por pessoas de ascendência africana nos setores público e privado em todo o mundo.
O MIPAD faz parte da agenda global da ONU e possui chancela de diferentes governos e instituições para a promoção de cooperação estratégica para afrodescendentes de todo o mundo. Uma iniciativa global da sociedade civil em apoio à Década Internacional das Nações Unidas para os Afrodescendentes.
Em resposta ao atual movimento global de combate às desigualdades raciais e de gênero, a Edição de 2020 foi intitulada como “Global Reckoning”, com o tema “Representação é importante”. E, “no espírito de reconhecimento, celebramos e mostramos personalidades excepcionais nas mais altas posições do mundo nas mesas de tomada de decisão nas 4 categorias de premiação: Política e Governança, Negócios e Empreendedorismo, Mídia e Cultura, e Ativismo e Humanitarismo”.
Neste ano, temos cerca de dez nomes brasileiros entre homenagens especiais e a lista de premiados distribuídos nas quatro categorias: “nosso trabalho é reconhecer e conectar durante todo o ano grandes empresários, artistas, executivos, ativistas, políticos e influenciadores de toda diáspora africana e países africanos para potencializar novos negócios, fomentar oportunidades e abrir diálogos estruturados na criação de soluções sistêmicas para a população negra em todo mundo, como uma só nação“, disse a Country Director da instituição no Brasil, Nina Silva.
A lista foi oficialmente revelada na Cerimônia de Reconhecimento e Premiação do MIPAD, que ocorreu após a abertura da 74ª Assembleia Geral da ONU; Confira os brasileiros premiados nesta edição:
Edição especial: Paulo Paim, senador da república Política & Governança: Erica Malunguinho, deputada estadual e educadora Negócios & Empreendedorismo: Alan Soares, empresário fundador do Movimento Black Money; Samantha Almeida, head Twitter Next no Twitter Brazil Midia & Cultura: Iza, cantora e compositora; Leo Santana, cantor; Renan Souza, editor internacional na CNN Humanitarismo & Ativismo: Brenda Agi & Betty Agi – fundadoras da ong Compaixão Internacional; Ingrid Silva – bailarina e ativista.
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