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Alicia Keys produzirá comédia romântica para a Netflix

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O portal de notícias Deadline publicou nesta terça-feira (11) que Alicia Keys vai produzir uma nova comédia romântica para a Netflix, ainda sem título ou previsão de estreia, cujo tema central são os laços de amor e família.

O projeto será estrelado por Christina Milian, Jay Pharoah e Sinqua Walls. Todos eles estão sob a direção de Steven Tsuchida, que já dirigiu episódios de “Cara Gente Branca”, “Younger” e “On My Block”.

O roteiro acompanha uma aspirante a cantora chamada Erica, que acaba sendo contratada para cantar no casamento do ex-noivo. A protagonista acaba se apaixonando novamente pelo ex, algo que gera uma grande confusão.

Essa não é a primeira vez que Keys trabalha com a Netflix, a artista, foi produtora do filme “Dançarina Imperfeita”, que chegou à plataforma no último dia 7 com Sabrina Carpenter no papel principal.

Confira o trailer:

Blackout: Filme AfroFuturista ambientado em 2048 é um dos selecionados no 48º Festival de Cinema de Gramado

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Blackout, o filme Afrofuturista ambientado em 2048 de Rossandra Leone estará no 48º Festival de Cinema de Gramado, um dos maiores e mais importantes festivais de cinema do Brasil.
O filme conta como Luana (Adrielle Vieira), uma jovem negra e periférica, junto com seus iguais e comunidade subverte o sistema racista e machista vigente em busca de uma sociedade igualitária, mostrando que podemos tudo.

O que está nas frente das câmeras, prevalece atrás dela, é uma equipe majoritariamente feminina, negra e periférica que fez 2048 virar realidade no cinema contando com apoio e colaboração de nomes como o do ator, diretor, dramaturgo e cientista social Rodrigo França e do cineasta Clementino Junior.

Em novo formato multiplataforma, o Festival de Cinema de Gramado será transmitido de 18 a 26 de setembro pela TV, no Canal Brasil, e por streaming. Este ano, serão 14 títulos de oito estados e Distrito Federal escolhidos entre 428 inscritos, sendo Blackout um deles.

Assista ao trailer:

Coalizão Negra por Direitos vai entregar pedido de Impeachment contra Bolsonaro à Câmara Federal

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Presidente Jair Bolsonaro falou que o Covid-19 era apenas uma 'gripezinha'

A Coalizão Negra por Direitos, frente que reúne mais de 150 instituições que defendem direitos da população preta, entregará à Câmara Federal, nesta quarta-feira (12), o 56º pedido de impedimento contra o presidente da República Jair Bolsonaro.

Apontando crimes de responsabilidade na violação dos direitos individuais e sociais por negligência ao combate à pandemia e na insuficiência de medidas que deveriam estar voltadas as populações em situações de vulnerabilidades no Brasil, a Coalizão Negra anuncia que “impeachment é uma imposição humanitária”.

O protocolo do documento deve acontecer às 11h na Câmara Federal, seguido de um ato no gramado da esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional e entre os Ministérios da Justiça e da Saúde.

A Coalizão afirma que no Brasil, as mais de 100 mil mortes por COVID-19 têm cor, classe social e se dão em territórios de maioria negra. O documento pedindo o impeachment de Bolsonaro reúne o apoio de 600 entidades e instituições.

A denúncia, que será entregue ao Presidente da Câmara Rodrigo Maia, pede em uma das partes o devido apoio à causa pelos governantes e afirma ainda que, “A​ Coalizão Negra por Direitos insta o Presidente da Câmara Federal, Sr. Rodrigo Maia, solicitar a abertura de procedimento de impeachment contra o Presidente da República Sr. Jair Bolsonaro, e o consequente afastamento do cargo e perda do mandato pelos crimes de responsabilidade ao exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, pelas violações ao livre exercício dos poderes, pelos crimes que atentam à probidade administrativa e à segurança interna.”

Entre os direitos que a coalizão Negra afirma que Bolsonaro violou estão eles: Direito constitucional e universal à saúde; Direito constitucional à saúde pública;​​ Direito à não discriminação racial;​ Direito ao patrimônio histórico e cultural das comunidades quilombolas;​​ Direito ao acesso à informação e liberdade de expressão;​ entre outros.

O pedido seguirá para Câmara dos Deputados e cabe ao presidente aceitá-lo para começar o processo contra o mandato do presidente eleito.

Kamala Harris é escolhida vice-presidente de Joe Biden, sendo a primeira negra candidata ao cargo

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O candidato à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, escolheu a senadora Kamala Harris para integrar a vice-presidência em seu mandato. Biden foi vice-presidente do governo Obama e já tinha falado que gostaria de ter um vice-presidente mulher negra ao lado dele.

Senadora pelo estado da Califórnia desde 2017, Harris chegou a se apresentar como pré-candidata à Casa Branca e liderou algumas das pesquisas internas do Partido Democrata. Kamala apareceu como uma defensora dos protestos à favor de George Floyd, morto de asfixia por um policial, tendo ido pessoalmente a uma manifestação em frente à Casa

Se o democrata vencer a eleição, Kamala Harris será a primeira mulher negra a exercer o cargo de vice-presidente dos EUA. Especialistas denominaram a escolha como histórica.

Biden usou as redes sociais para anunciar o nome de Harris nesta terça-feira (11). “Eu tenho a grande honra de anunciar que escolhi Kamala Harris — uma lutadora destemida pelos pequenos e uma das melhores servidores públicas do país — como minha parceira de chapa”, escreveu.

Joe Biden ainda falou que “Na época em que Kamala era procuradora-geral, ela trabalhava em estreita colaboração com Beau. Observei enquanto eles atacavam os grandes bancos, levantavam os trabalhadores e protegiam mulheres e crianças de abusos. Eu estava orgulhoso na época, e agora estou orgulhoso de tê-la como minha parceira nesta campanha.”

O presidente Donald Trump reagiu a escolha falando que seu concorrente ao cargo acabou de sair do centro e se tornar um homem de “esquerda”. Uma crítica ao democrata.

Série “Um Maluco no Pedaço” pode ganhar reboot com narrativa dramática

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A The Hollywood Reporter afirmou nesta terça-feira (11) que Will Smith, Benny Medina e Quincy Jones estão trabalhando em um reboot da sitcom do clássico “Um Maluco no Pedaço”. De acordo com fontes da revista, o material já estaria, inclusive, em disputa por 3 plataformas de streaming: HBO Max, Netflix e Peacock.

Em março de 2019 surgiu no YouTube um trailer da produção “Bel-Air”. A narrativa tinha como proposta revisitar o clássico “Um Maluco no Pedaço” em uma versão dark.
Ambientada nos Estados Unidos, no presente, “Bel-Air” deve ser lançado como uma série e a expectativa é de que contenha episódios de 1h. A narrativa segue uma linha oposta à adotada pela série original, estabelecendo-se como um drama que desenvolve da jornada de Will rumo às mansões fechadas de Bel-Air.

Repaginado, o projeto mergulhará fundo nos conflitos, emoções e preconceitos inerentes aos personagens, aspectos que de acordo com a revista eram impossíveis de ser explorados totalmente em um formato de comédia de 30 minutos. Também foi especificado que os criadores devem reservar um espaço para diversão, ainda que em menores proporções.

Quem detém os direitos do projeto é a Westbrook Studios, uma divisão da produtora de Jada Pinkett Smith e Will Smith.

Confira o trailer de Bel-Air:

Dia do advogado: conheça Zaira Castro, jurista antirracista que luta pelos direitos das mulheres

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Dra. Zaira Castro, Advogada e Jurista negra - Foto: Reprodução Instagram



“Eu fui tão injustiçada que eu decidi buscar por justiça”, Zaira Castro fala sobre sua trajetória enquanto mulher negra e suas ambições enquanto mulher negra no direito.

No dia 11 de agosto é comemorado o dia do advogado, e inúmeros juristas negros fazem um excelente papel na luta contra o racismo institucional do Brasil e a doutora Zaira Castro é uma delas.

A jurista teve seu primeiro contato com a área cedo, aos 8 anos de idade enfrentou o seu pai no tribunal e ali descobriu o que queria fazer de sua vida, se tornar uma advogada e lutar por justiça.

Muitos acontecimentos de sua infância e adolescência reverberaram nas suas escolhas de formação e hoje a advogada tem forte presença no ramo de Direito da Família e na luta contra a violência doméstica. Zaira tem ainda participações em diversos coletivos, e na companhia de outras juristas luta pelo espaço e reconhecimento de mulheres e negras na advocacia.

Em conversa com o Mundo Negro, a jurista contou um pouco de sua trajetória no direito, relembrou onde já esteve e onde pretende chegar nessa caminhada por um país mais justo para as mulheres e sem racismo.

MUNDO NEGRO
Nos conte um pouco sobre sua trajetória na área, motivação para a escolha do direito e sua área de atuação?

ZAÍRA CASTRO

Eu tinha oito anos de idade, o meu pai não me registrou de fato, e a gente foi parar na justiça, por uma decisão minha. Estávamos eu minha mãe e ele, que diante daquilo tudo dizia que não era meu pai e eu lembro que a juíza pediu para eu sair da sala e eu fiquei no corredor, mas escutava a discussão deles. E no final a juíza me chamou e conversou comigo, ela disse que era uma menina muito inteligente e perguntou o que eu queria fazer e eu lembro que naquele momento eu disse que queria cursar direito e ela olhou para mim e disse “Então estude! Para que amanhã você possa mostrar ao seu pai onde você conseguiu chegar” Para amanhã você estar aqui sentada nesse lugar”.

Na minha família eu fui a primeira a ter uma graduação e apesar do meu pai não ter me assumido, isso me motivou a ser alguém melhor. Cresci vendo minha mãe sofrer, uma mulher, negra, e solteira criando eu e minhas irmãs com muita dificuldade, eu olhava e não queria passar por aquilo. E essa história dos meus oito anos de idade diante de uma juíza dentro de um fórum diante dos meus pais é o que me conduz a história do direito, tanto que eu atuo em muitos casos de família. Tá aí o princípio de tudo foi a partir daí que começou minha história com direito, quando criança eu sofria tanto racismo, tanta coisa, tanto preconceito… Eu acho que durante toda minha vida eu fui tão injustiçada que eu decidi buscar por justiça e minha história é um pouco disso. 

MUNDO NEGRO

Quando falamos sobre juristas negras, já imaginamos que seja uma grande dificuldade ocupar esse espaço majoritariamente masculino e branco, como foi para você as primeiras experiências, enquanto mulher negra advogando?

ZAIRA CASTRO

Como jurista Negra as primeiras experiências no âmbito do jurídico, foram muito complicadas principalmente nas questões da delegacia de atendimento à mulher, porque eu normalmente era barrada, não era tratada como advogada. Então passei a ter que andar com a carteira da OAB na mão para não ser questionada, se eu era advogada ou não. Era chegar no fórum e ter que ficar mostrando a carteira, perguntavam se eu realmente era a advogada do processo. Porque, por mais arrumada que eu estivesse, pela questão do racismo eu sempre era questionada. Num primeiro momento foi muito complicado lidar com isso, a área do direito é elitista as leis foram criadas para os brancos, eu acho que de início a lei ela é até um pouco racista, é um sistema muito complicado pra lidar.

MUNDO NEGRO

Nos conte sobre seus planos na sua carreira, sua colaboração no coletivo Minissaia e no coletivo Abayomi – Juristas negras pode nos contar um pouco sobre a finalidade desses projetos, e a importância da existência deles?

ZAIRA CASTRO

Acaba que na área a fica gente muito sozinha né, sofre a solidão… Por isso que muitas agora estão se unindo e participando de coletivo de juristas negras para unir forças, nesse enfrentamento.

Na grande São Paulo foi feito uma pesquisa nos grandes escritórios e só 1% dos advogados contratados nesses escritórios são negros. Daí você tira como é o âmbito do jurídico, quantos advogados negros, bem estruturados nós vemos? Juízes, promotores e procuradores?  Então é uma área que a gente tem que estar enfrentando, deliberando, atuando, lidando e indo de encontro até com a própria LEI enfrentando e questionando isso.

O coletivo minissaia tem como objetivo reunir influenciadores digitais para dar oportunidade de mostrar o quanto mulheres são protagonistas, críticas sociais e mulheres de personalidade marcante. Então essas são algumas da motivação do coletivo, ele propõe o empoderamento feminino, dá visibilidade as formadoras de opinião quanto à ativismo social, produção de ideias geração de conteúdo, luta e todo o enfrentamento de violencia contra a mulher, gordofobia, transfobia, e o racismo. O projeto foi idealizado por Rodrigo Almeida justamente para reunir influenciadoras e para movimentar mesmo, dar voz e ocupar espaços.

Abayomi – Juristas negras é uma coletiva de afroempreendedorismo Social com o objetivo de combater de maneira estratégica o racismo estrutural. E ele oferta a capacitação, aperfeiçoamento, empoderamento e treinamento para criar condições efetivas de inclusão da população negra em espaço de poder, com foco em cargos nos orgãos que compõem o sistema de justiça. Sou parceira do Abayomi – Juristas negras que tem toda metodologia de estudo pra colocar mulheres negras em ascensão e em espaços de poder. A gente acredita no “eu sou porque nós somos” e caminhamos para ocupar esses espaços de poder e enfrentar o racismo estrutural.

E unindo todos esses coletivos que busquei uma advocacia mais afrocentrada, já que eu atuo nessa frente de combate ao racismo, violência contra a mulher, intolerância religiosa. Eu milito muito nessa questão de defesa e contra a injustiça, em parceria com o Dr. Fernando Santos e Dr. Luanda Rodrigues, a gente foca em ajudar os nossos, fazer uma advocacia com atuação na ocupação de espaço no jurídico, nos fortalecendo. Por que não é fácil sermos respeitados, normalmente confundem a gente com o cliente e não como o patrono advogado da causa, quando chega no fórum. Então temos buscado a erradicação do racismo estrutural.

MUNDO NEGRO

No ano de 2020 muito se falou sobre racismo e o movimento “black lives matter”, mas as campanhas não se estendem, e o antirracismo não é colocado em prática no dia a dia. Juridicamente falando o que têm sido feito hoje, para mudar essa realidade? Para evitar que corpos negros continuem sendo assassinados e marginalizados?

ZAIRA CASTRO

Infelizmente quando nós lidamos com um racismo estrutural, (que houve inclusive uma legislação que exterminavam os nossos) pra erradicar a desigualdade, o racismo e mudar essa realidade, além de toda a ocupação, vozes e luta, nós precisamos nos unir mais, de uma forma estratégica, e como diz a promotora Livia Vaz constranger a branquitude e para além disso, movimentar. Por isso a ideia de ocupar os espaços de poder, porque a gente entende que quem tem poder é aquele que caneta, então a gente só pode mudar esse país racista, se a gente estiver ocupando esses espaços. Apesar de sermos mais de 56% da população, a gente não consegue eleger governantes pretos, a gente não consegue ter em sua maioria, juízes, promotores, procuradores e advogados negros atuando bem estruturados com grandes escritórios. Para evitar que corpos negros continuem sendo assassinados e marginalizados, a gente precisa para além de ocupar esses espaços se unir de forma estratégica. Mesmo que todos os coletivos e militantes se unam de forma uníssona e estratégica a gente precisa de uma mudança parlamentar, políticas públicas e que os governantes possam ter um olhar e mudar isso, investir na educação e no sistema judiciário. Além dos espaços que já vem sendo ocupado na mídia, as vezes falta mais, é naquele momento e depois passa. precisamos de ações diárias e concretas, atos para além dos discursos, em geral, pra branquitude para os políticos, judiciário e parlamentários, serve para todos nós. Só vai existir mudança a partir da consciência individual, o mundo está passando por isso para se evoluir, como indivíduos precisamos ressignificar o que foi estruturado.

MUNDO NEGRO

Para falar sobre conquistas, no mês de junho você teve sua foto espalhada pelas ruas da Capital paulista, na campanha que mostra e incentiva o trabalho de mulheres pretas no combate ao racismo. Qual a importância desse trabalho em tempos como esse e como está sendo essa experiência? Tem gente nova chegando no seu perfil, como têm sido falar sobre racismo para esse público novo?

ZAIRA CASTRO

A campanha estar espalhada pelas ruas da capital paulista para mim, foi importante. É uma questão valorização, porque eu fui contratada para estar nesses painéis, eu estava enquanto profissional, jurista, mulher e negra. Eu como negra retinta, ser reconhecida na grande São Paulo para mim, foi de um afago inenarrável, reconhecimento que me trouxe muita gratidão. Me fez perceber que lutando a gente vence, eu escolhi o caminho do direito e amo esse caminho, se tiver que dar a minha vida e doar em prol dos nossos é o que farei e estou fazendo…

Eu tenho sido convidada para outros eventos, para dar entrevista, para participar de grandes palestras, tudo isso pra mim tem sido de grande valia, mostra que temos avançado um pouco.

Eu fiquei feliz, tem chegado pessoas novas no meu Instagram, mas eu ainda percebo que por se tratar de uma mulher negra retinta, não traz a quantidade que traria se fosse uma mulher branca ou se tivesse uma pele mais clara.

Nosso Brasil tem muito ainda que evoluir nesse paradigma de quebra de racismo, falar sobre racismo para as pessoas tem sido muito tranquilo, mas a questão não é o falar, é o praticar. Para mim não basta falar, quero que meus atos e minha vida propaguem o mundo, é o que busco, sempre falo com essência e com meu coração, busco por verdade e justiça, o reconhecimento tem sido bom, por meio desses painéis, mas poderia ser melhor, se não fosse o racismo.

Zaira Castro é bacharela em direito, advogada. Especialista em direito público. Conhecida publicamente como Jurista Negra pela atuação em causas antirracistas. Atua na área de direito de família desde a faculdade e já fez a diferença na vida de dezenas de mulheres vítimas de violência doméstica e segue fazendo, é um nome a ser homenageado no dia de hoje. Segundo a jurista, a luta antirracista não se vence sozinho, e a ocupação de pessoas negras nos espaços de poder é um caminho para isso, para além da sua formação a advogada se dedica em projetos com foco na capacitação de juristas negros no enfrentamento ao sistema racista do país.

Milton Nascimento se emociona ao ganhar certidão de reconhecimento paterno do filho adotivo

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O cantor Milton Nascimento, se emocionou ao receber de Augusto, seu filho adotivo, uma certidão emoldurada que o reconhece como seu pai. O momento foi publicado nas redes sociais. Mesmo sem poder dar um abraço, Augusto entregou o presente ao pai que se emocionou muito. “Mas nem um abraço?”, disse o músico.

Na legenda do vídeo, Augusto descreveu momentos de sua vida que o fizeram ter tal atitude: “E lá se vão uns bons, lindos e felizes anos desde que nos descobrimos pai e filho. Me lembro muito do incômodo que meu pai sentia antes de a gente decidir entrar com o processo de adoção e ‘oficializar’ o que já era uma realidade há muito tempo para nós dois. Lembro também que, durante todos os dias, até que saísse a sentença, ele me perguntava, de forma completamente impaciente e incansável, se tinha alguma novidade”.

Agora a sentença saiu e Augusto já pode incluir o nome Nascimento aos documentos. “Estávamos no aeroporto quando recebemos a notícia, e ele deu um grito ali mesmo e me abraçou por vários minutos. E, depois que tive os documentos alterados, ele pedia a minha identidade para mostrar a todos os amigos que encontrava”.

Carioca de nascença, mas mineiro de coração, Milton Nascimento está passando a quarentena na casa do filho, Augusto, em Juiz de Fora (MG).

https://www.instagram.com/p/CDrwBh2hoeh/

Nia DaCosta será diretora de Capitã Marvel 2

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Nia daCosta atuará como a diretora de Capitã Marvel 2, planejado para estrear em julho de 2022 nos cinemas.
Antes de Nia, estavam sendo cogitadas para o cargo de diretora Olivia Wilde (Fora de Série) e Jamie Babbit (Nunca Fui Santa).

Com a informação divulgada pela revista Deadline, a norte-americana será a primeira mulher negra a comandar um grande filme de super-herói.

No entanto, o trabalho de Nia, aclamado pela crítica, foi essencial para a decisão da Marvel. DaCosta tem conquistado notoriedade desde que produziu o filme indie Little Woods, em 2018, longa que deixou no radar de diversos produtores executivos, incluindo Jordan Peele, que a selecionou a dedo para a direção de Candyman, que teve sua data de lançamento adiada em decorrência da pandemia.

‘Em Casa com Babu’: Babu Santana ganha série de quatro episódios no Gshow

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“Em casa com Babu” será exibida no Gshow a partir desta quarta-feira (12) e contará com quatro episódios, um por semana.“O ‘Em Casa com Babu’ é um convite para vocês conhecerem mais intimamente a minha vida. Vamos ter bate-papos sobre masculinidade, sobre a minha carreira, sobre paternidade, respeito com muita gente interessante”, contou o ator.

De sua casa, onde todo o conteúdo será gravado, Babu entrevistará convidados especiais por chamada de vídeo sobre temas como família e afeto, carreira, desconstrução, preconceito e respeito. E, dividirá sua própria experiência sobre cada um desses assuntos com o público.

No primeiro programa, Babu receberá a médica e ex-BBB Thelma, o ator Jonathan Azevedo e o comentarista e ex-jogador de futebol Junior para falar sobre família.

Jovem é perseguido e morto por policiais no dia do seu aniversário

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Rogério Ferreira da Silva morreu neste último domingo, 09, após abordagem policial

Rogério Ferreira da Silva Júnior saiu de moto para comemorar seu aniversário de 19 anos, mas morreu baleado na tarde de domingo (9) após ter sido perseguido e abordado por dois policiais militares de motocicletas, na Zona Sul de São Paulo. Familiares e amigos acusam os agentes da Polícia Militar (PM) de atirarem mesmo ele estando desarmado.
Os próprios policiais admitem, não terem encontrado nenhuma arma com a vítima.

O PM que atirou no rapaz alegou que disparou em legítima defesa porque achou que ele estivesse armado e fosse a atirar. Os dois agentes da PM foram afastados preventivamente dos serviços de rua para o que o caso seja investigado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM.

A Polícia Civil e a Corregedoria ainda vão analisar o vídeo gravado por câmera de segurança que mostra o momento que Rogério pilotando sozinho a moto que tinha pego emprestada de um amigo; Assista ao vídeo:

Inicialmente, a Polícia Civil e a Corregedoria da PM concordaram com a versão dos policiais e entenderam que se trata de “legítima defesa putativa”, que é aquela na qual o indivíduo imagina estar em legítima defesa, reagindo contra uma agressão inexistente. Mas isso não impede que essa posição mude no futuro durante as investigações.

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