A cantora Adriana Calcanhotto apresentou em sua live “Um show só”, transmitida neste último sábado (5), sua nova música “Dois de Junho” que faz referência a morte do menino Miguel.
O nome da música refere-se ao dia em que Miguel morreu após cair do 9º andar de um dos prédios mais elitizados de Pernambuco, conhecido como Torre Gêmeas, onde sua mãe trabalhava como empregada doméstica.
Miguel foi deixado com Sarí Côrte Real, enquanto sua mãe, Mirtes, passeava com a cachorra da patroa em meio a pandemia e pedidos para que trabalhadores não essenciais fossem dispensados e permanecessem em casa. No dia 1º de julho, Sarí foi indiciada por abandono de incapaz que resultou em morte.
Adriana Calcanhotto emocionou diversos internautas durante a apresentação da música em sua live. Um dos trechos falava “Miguel Otávio, primeiro e único. Trinta e cinco metros de voo do nono andar. Cinquenta e nove segundos antes de sua mãe voltar. O destino de Ícaro, o sangue de preto, as asas de ar.”
A atriz Indira Nascimento - Foto: Reprodução Instagram
A atriz Indira Nascimento propõe uma reflexão necessária em tempos pandêmicos. Por meio da sua arte, ele recorre à tecnologia para usar o Youtube como plataforma para o seu espetáculo “Ensaio sobre ter Voz”, que será apresentado ao vivo no dia 13 de setembro, às 20h, direto do Teatro Flávio Império.
Indiara venceu o Prêmio de Melhor Atriz coadjuvante pelo curta “Mercadoria” de Carla Villa-Lobos, pelo Cine Tamoio Festival (2017). No Streaming, atuou na série “3%” da Netflix, No cinema estreou o longa “Cidade Pássaro” do dir Matias Mariani na Berlinale Panorama (2020). Na TV, atuou nas séries “Rotas do Ódio” da Universal Tv, “Os Ausentes da TNT. (estréia 2021) e Apresenta o programa “Momento Trailer” do Canal Like (Net/Claro -estréia em outubro 2020). No teatro Atuou no espetáculo “O Jornal- The Rollingstone” com direção do Kiko Mascarenhas e do Lázaro Ramos.(2018), escreveu, atuou e dirigiu o solo “Ensaio Sobre Ter Voz”.
O solo usa a poesia para trazer reflexões sobre o mundo atual, mas dentro de uma perspectiva emocional de uma mulher negra. O texto foi adaptado para traduzir a complexidade dos dias de isolamento por conta do coronavírus.
A peça propõe um percurso afetivo entre memórias do passado e o momento presente, incluindo os conflitos com a atualidade. Indira explica que durante o espetáculo ela conduz o público numa jornada em direção a cura.
“A ideia de cura está presente no meu trabalho sempre. Acredito que a cura pode acontecer por diferentes caminhos, é um processo individual e intransferível que cada ser humano percorre. E sim, eu acredito que retomar a nossa voz, nosso discurso, nossa narrativa nos levam em direção a cura também”, detalha atriz.
Quem assistiu recomenda. É o caso da atriz Juliana Alvez. “Indira tem uma fala leve e ao mesmo tempo potente e muito verdadeira. Me tocou profundamente. Obrigada por nos dar voz! Obrigada por mostrar que é possível!!!” – Juliana Alves, atriz e ativista
Graças a implementação da lei de cotas, a presença de estudantes negros no ensino superior aumentou muito nos últimos anos. Entretanto, quando se fala dos docentes, a inclusão ainda não chegou. Entre os professores de universidades do Brasil, apenas 16,4% deles são negros (autodeclarados como pretos ou pardos).
A informação vem de um levantamento realizado pelo Quero Bolsa, plataforma de bolsas de estudo e vagas no Ensino Superior, utilizando dados do Censo da Educação Superior de 2018, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.
Quando se olha para as faculdades de ensino superior públicas, a taxa cai ainda mais, correspondendo a 14,4% dos docentes. No ensino privado, a proporção é de 18%. Lembrando que, segundo dados do Censo do IBGE, a proporção de negros no país é de 53,6% da população.
Entre os professores negros no ensino superior:
31,3% tem doutorado como a titulação máxima;
45% tem mestrado como a titulação máxima;
23,7% tem especialização como a titulação máxima;
5,4% tem graduação como a titulação máxima;
4,5% tem graduação como a titulação máxima.
No norte e nordeste presença é maior:
Entre os estados, a maior proporção de professores negros é no Amapá, com 55,6%. A menor é no Rio Grande do Sul, com 2,8%. Confira:
Entre os alunos que realizam pesquisa na graduação, apenas 36,2% são negros. A taxa entre os alunos que têm bolsa de pesquisa é de 37,9%.
No dia 2 de outubro, KL JAY lançará o single Território Inimigo com as vozes de Amiri, Jota Ghetto e Anarka. A inspiração para o título da música veio do filme Duro Aprendizado com Ice Cube, Regina King e Laurence Fishburne, que foi dirigido pelo finado diretor John Singleton.
Segundo KL JAY a saída para o povo preto é o Pan-Africanismo frente a violência e o racismo.O pan-africanismo é um movimento de unidade, de caráter social, filosófico e político, que busca defender os direitos do povo africano. “A visão é essa, temos que fazer o dinheiro girar entre nós“, completa KL JAY.
Para a MC Anarka a mensagem da música é apontar que: “O Brasil foi formado e construído por mãos pretos escravizadas. Nós somos vistos como os maiores inimigos do pais. Não somos bem vindos”.
Amiri acredita que a música muito expressiva e necessária. Para o rapper o som é uma síntese dos olhares de como a sociedade observa e julga os brancos e como ela encara os negros.
Jota Ghetto completa o trio nos feats. “Os trabalhos com a música surgiram a mais de um ano, numa época pós morte da Marielle Franco, vários casos de racismo e nisso o KL Jay viu a urgência no debate“, explica Jota. A música denuncia: “Enquanto eu converso vários pretos morrem“, para Jota Ghetto o foco com essa música é levar informação e educação pra cabeça da molecada preta.
João Bosco era presidente da Associação Nacional dos Empresários e Empreendedores Afrobrasileiros (Anceabra). O órgão, criado em 1997, foi o primeiro do país voltado para os negros no setor. Considerado um dos grandes nomes na luta pela causa negra no Brasil, João Bosco de Oliveira morreu nessa quarta-feira (9), aos 60 anos. Vítima de complicações do novo coronavírus.
João Bosco Borba também foi integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico, como representante da comunidade negra, nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Diretor do Instituto de Motricidade de Brasília, João Bosco era pós-graduado em psicomotricidade e terapeuta corporal com ênfase em bioenergética. Ele, havia feito uma palestra on-line, em maio deste ano, sobre a saúde mental em tempo de isolamento social causado pela pandemia da Covid-19.
Quantos veículos brasileiros vivem se “enganando” nas manchetes ao se referir a um criminoso branco como “estudante, jovem e suspeito” e quando se trata de pessoas negras é “bandido, traficante e ladrão”. A mídia é racista, e uma prova disso é que esse é também um dos grandes problemas no combate ao racismo nos EUA.
A atriz Viola Davis fez um apelo em seu Instagram, analisando duas manchetes diferentes envolvendo um jovem negro assassinado em 2012 e um jovem branco acusado de assassinato em 2020, na qual ao se referir ao negro, a manchete do veículo o criminalizava. Enquanto amenizava para o assassino branco acusado de matar dois manifestantes dos recentes protestos de “Black Lives Matter”
Manchetes
“Autópsia revela que Trayvon Martin tinha traços de maconha no momento da morte” (Trayvon Martin foi assassinado por um guarda branco próximo a sua casa em 2012)
“O adolescente Kyle Rittenhouse suposto atirador, foi visto limpando pichações antes de atirar” (Kyle matou dois manifestantes negros em um protesto contra a violência policial nos EUA)
Debates sobre o assunto
Para o que Viola Davis está tentando chamar atenção é no racismo presente na construção dessas manchetes, enquanto mesmo desarmado Trayvon Martin (negro) foi assassinado em seu bairro por um guarda branco, os veículos noticiaram o caso de forma que os vestígios de maconha no corpo “justificassem” o assassinato do jovem.
Já mesmo após ter sido preso pelo assassinato de duas pessoas e com comprovações de porte ilegal de armas Kyle Rittenhouse (branco) é tratado pelo mesmo veículo como “suposto atirador adolescente”.
“Vocês estão em dívida por isso @nypost, vocês são parte do problema. Artistas, nós precisamos boicotar publicações que continuam criminalizando pessoas negras inocentes, mesmo após eles terem sido assassinados pela lei!!! Isso é cruel e traumatizante para os familiares deixados pela vítima. Vocês são cruéis e sem coração!!!”. Desabafou Viola.
No Brasil, a influencer @gabidepretas tem abordado o mesmo tema em um quadro do seu canal no Youtube, onde ela leva familiares de vítimas de violência policial, e debatem sobre as narrativas dos veículos e a luta contra propagação de fake news que tornam a dor dos familiares mais duradoura.
Até o momento, no quadro já compareceram a Bruna da Silva, mãe do Marcus Vinícius, morto em operação policial em 2018 e Anielle Franco irmã de Marielle Franco, vereadora assassinada em março de 2018. As familiares das vítimas falaram sobre a dificuldade de lidar com o crescimento das fake news que apagam a imagem dos seus entes e os matam outra vez, porém moralmente.
Em um ano marcado pelas lutas do movimento negro, é importante discutir racismo para além das violências físicas, pois muitos conteúdos que consumimos é construído em cima de racismo e desrespeito com pessoas negras. Como Viola pediu, o boicote a esses veículos que não nos respeitam e não respeitam nossas dores é essencial.
A atriz e modelo Lívia Silva - Foto: Reprodução Instagram
A partir do dia 14 de setembro, o canal GNT passa a reprisar a 4ª temporada da série Sessão de Terapia, dirigida e protagonizada por Selton Mello, que interpreta o psicanalista Caio.
A série é irresistível para quem ama os dilemas humanos, que não escolhem cor, religião e classe social. Apesar da maioria dos pacientes serem brancos ao longo das temporadas, a quarta traz personagens negros bem especiais. Um dos consulentes, Nando, interpretado por David Júnior tem questões raciais muitos presentes nos seus dramas pessoais e na sua relação com a esposa Maria Lúcia, interpretada por Belize Pombal.
Se as problemáticas dos adultos nos trazem reflexões sobre nós mesmos, quando o paciente é bem mais jovem, o enredo bate diferente. A imagem que temos é que adolescentes têm problemas sim, mas a não ser que você conviva e tenha atenção focada no lado emocional dos mais jovens, é bem provável que não perceba que o sofrimento deles também passa do limite do suportável. Suas dores afetam a mente, o coração e alma, mesmo que nas redes sociais eles pareçam plenamente felizes. Prova disso é o crescente número de suicídio entre adolescentes.
Lívia Silva, de 15 anos, que interpreta Guilhermina nessa última temporada da série vai fazer você parar de respirar cada vez que ela paralisa seus lindos olhos, perdida em pensamentos que nem o seu terapeuta consegue desvendar.
É uma atuação impactante que conta a história de uma menina negra, fruto de um relacionamento inter-racial de uma família rica.
Guilhermina [Livia] ao centro com sua mãe Carmem [Fania Espinosa] e seu pai Thomas [David Wendefilm] – Foto: Reprodução Instagram [Clique para abrir o perfil no Instagram]
Entre os apegos com as bonecas e o mundo sem controle das redes sociais, esse personagem é um dos mais marcantes da série e tem forte impacto no protagonista.
O Mundo Negro conversou com a Lívia para entender mais sobre o processo de construir a Guilhermina.
Mundo Negro: Como foi construir esse personagem tão complexo e de que forma você e o Selton Mello trabalharam juntos?
Lívia Silva: Ao me preparar para as gravações de Sessão de Terapia, foi necessário realizar um trabalho de pesquisa, assistindo aos episódios e temporadas anteriores. Fizemos apenas leituras de roteiro antes de iniciarmos as gravações, pois o Selton gosta de deixar o ator mais livre para se conectar com o personagem, sendo assim tive total liberdade poética para deixar as falas da Guilhermina de uma forma mais natural, uma forma que se encaixasse na minha linguagem. Isso fazia com que eu me sentisse muito mais a vontade para criar e experimentar sensações novas em relação a Guilhermina.
Sua personagem aborda os perigos do sedutor ambiente das redes sociais. Que mensagem você gostaria de passar para garotada baseado na experiência da Guilhermina?
Aos jovens assim como eu, deixo meu alerta sobre os riscos da internet. Atualmente esse tem sido um espaço onde muitos expõe suas opiniões, nem sempre de forma positiva, o que pode causar ansiedade, estresse e até mesmo depressão em quem recebe essas opiniões. Por isso, é importante saber filtrar aquilo que lemos, compartilhamos e até mesmo falamos na internet, a fim de não causar danos a nós e ao outro. Conversem sempre com seus familiares, eles sempre nos darão apoio e aconselhamento, para que possamos tirar o melhor proveito dessa ferramenta tão importante que temos hoje.
Na última sexta-feira (4), o casal de criadores de conteúdo Kizzy Terra e Hallison Paz venceram o Pitch de Criadores durante o Youpix Summit, maior evento de influência do país. Os cinco finalistas que se apresentaram na transmissão ao vivo do evento foram selecionados dentre os 400 participantes do Creators Boost, programa de aceleração para criadores de conteúdo digital produzido pela Youpix. Algumas horas antes, o casal também já havia vencido o Desafio de Marcas do Magalu, em que apresentaram uma proposta de projeto de conteúdo para atender a um briefing da marca.
Kizzy é cientista de dados e Hallison, doutorando no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e começaram sua apresentação destacando como suas trajetórias são incomuns em um país desigual como o Brasil e como a educação transformou suas vidas e se tornou parte de sua missão conjunta. No projeto Programação Dinâmica ensinam sobre programação, ciência de dados e inteligência artificial e promovem discussões sobre novas tecnologias e seus impactos na sociedade. Segundo os criadores, o objetivo é ajudar uma parcela maior e mais plural da população a terem acesso a uma educação de qualidade, desenvolverem autonomia e pensamento crítico e acessarem mais oportunidades.
Programação Dinâmica é um projeto de conteúdo criado e desenvolvido por Kizzy e Hallison. “Nossa Missão é ajudar mais pessoas a terem acesso a educação de qualidade, a desenvolverem autonomia e pensamento crítico e experimentarem uma mudança de perspectiva para usufruir de mais oportunidades. Para isso, ensinamos sobre programação, ciência de dados e inteligência artificial e promovemos discussões sobre novas tecnologias e seus impactos na sociedade”.
O CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades em parceria com o Sesc São Paulo, realizará nesta quinta-feira (10), às 17h30, um encontro online para comemorar os 30 anos de atividades da organização. Com a temática “Vidas Negras Importam: Um diálogo sobre Educação e Juventude”, o bate-papo é uma das séries de atividades que marcam a história da organização e celebram mais de três décadas de atuação em defesa da equidade racial e de gênero no país.
Criado em 1990, o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) é uma organização não-governamental que produz conhecimento, desenvolve e executa projetos voltados para a promoção da equidade racial e de gênero.
O encontro a ser realizado pelos canais do CEERT e do Sesc Pompeia, no Youtube, conta com a participação especial do ator Lázaro Ramos; da Coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (IBEAC), Bel Santos e do Diretor de Projetos do CEERT e especialista em Direitos Difusos e Coletivos (Columbia Law School), Daniel Teixeira, com mediação da Professora Adjunta do Departamento de Educação I da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Edilza Sotero.
A parceria entre Sesc e CEERT propõe aprofundar um debate urgente: a preservação da vida da juventude negra frente às tecnologias de extermínio impostas. O momento atual agrava ainda mais as constantes violações de inúmeros direitos, como o acesso seguro e qualificado à educação, saúde e, principalmente, o direito à vida.
Serviço:
CEERT 30 Anos – Vidas Negras Importam: Um Diálogo sobre Educação e Juventude
De acordo com a Variety, a ABC está desenvolvendo o spinoff intitulado “Old-ish”, que irá focar em Earl “Pops” Johnson e Ruby Johnson, interpretados por Laurence Fishburne e Jenifer Lewis, respectivamente.
O criador Kenya Barris atuará como roteirista e produtor executivo do projeto através da Khalabo Ink Society. Fishburne e Helen Sugland também serão os produtores executivos sob o banner Cinema Gypsy, juntamente com a estrela de “Black-ish”, Anthony Anderson.
“Old-ish” ainda não tem data de estreia e marcará quase como um retorno de Barris à ABC, que encerrou o contrato com a ABC Studios e foi para a Netflix em 2018. Desde então, ele criou a comédia “#BlackAF” para o serviço de streaming.