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Caso Miguel: Sarí Corte Real tem os bens bloqueados pela justiça de Pernambuco

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Sarí Corte Real em entrevista para Fantástico/Globo

O prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, e sua esposa, Sarí Corte Real tiveram seus bens bloqueados nesta quinta-feira (1º), após determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6).

A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho de Pernambuco para garantir o pagamento  da  indenização  por  dano  moral, referente ao processo que julga os vínculos empregatícios de Marta  Maria  Santana  Alves e sua filha, Mirtes Renata, que trabalhavam como empregadas domésticas na residência do casal até junho deste ano.

Mãe e filha encerraram os vínculos com os patrões após a morte do filho de Mirtes, de cinco anos de idade. Ele caiu no 9º andar do edifício Píer Maurício de Nassau, mais conhecido como Torre Gêmeas, localizado no Bairro de São José, área central do Recife, onde o casal possui um apartamento.

A criança, conforme investigação da Polícia Civil, acidentou-se após ser deixada sozinha no elevador do condomínio por Sarí, enquanto sua empregada – e mãe do menino – passeava na rua com o cachorro da patroa.

Após a enorme repercussão do caso, a nível nacional, irregularidades nas relações empregatícias de Marta, Mirtes e outra funcionária do casal, Luciene Raimundo Neves, foram trazidas à tona: as três trabalhavam como domésticas nas residências da família, mas tinham vínculos formais com a Prefeitura de Tamandaré/Pernambuco.

De acordo com a decisão do TRT-6, Sérgio Hacker e Sarí poderão pagar um valor de até R$ 2 milhões na ação coletiva por danos morais. 

Na sua decisão, o juiz frisa os argumentos da promotoria, afirmando que  “a discriminação  estrutural relações  de  trabalho  doméstico,  com  ‘práticas,  hábitos,  situações  e  falas  embutidos  em  nossos costumes  e  que  promove,  direta  ou  indiretamente,  a  segregação  ou  o  preconceito.  É  a naturalização  da  violência  social,  marcada  pela  estigmatização  da  pessoa  e  pela  imposição  de características   negativas   e   de   subalternidade”.  

Informações coletadas por: Diário de Pernambuco

Projeto educativo busca potencializar e ressignificar identidades africanas

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O curso de Educação Patrimonial “Valongo, Cais de Ideias” terá duração de 3 meses e o compromisso com o “não esquecimento”, não só com a memória dos negros escravizados que aportaram no Cais do Valongo, mas também ressaltando a importância histórica e cultural desse patrimônio para a sociedade. O objetivo é potencializar a ressignificação das identidades construídas e reconstruídas na diáspora. “Valongo, Cais de Ideias” faz parte do projeto de reestruturação que entende o sítio arqueológico como local de memória, de fatos e eventos sensíveis para a história da humanidade.

Escravização e apagamento são duas, dentre tantas palavras, que atravessam a população negra e estão muito fortes e presentes quando se trata do Sítio Histórico e Arqueológico do Cais do Valongo.  Em formato virtual, a trajetória educativa do curso inicia sua primeira fase convidando professores da rede pública e educadores museais a participar, gratuitamente, dessa reflexão sobre Patrimônio, Memória e Diáspora, pensando estratégias no presente e para o futuro” – afirmam Luis Araújo e Jéssica Hipolito, responsáveis pelo projeto. 

Com investimentos da empresa chinesa State Grid Brazil Holding (SGBH), gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura, IRPH e CDURP, bem como apoio do INEPAC e supervisão e apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o sítio histórico ganhará melhorias de infraestrutura, sinalização, valorização cênica e turística. O canteiro de obras para a instalação do guarda-corpo está em fase de licenciamento. Os projetos de sinalização direcional, iluminação cênica monumental e os painéis expositivos já foram elaborados e aguardam aprovação final pelo IPHAN.

O Cais do Valongo faz parte do nosso compromisso em apoiar a reconstrução da identidade brasileira, atuando em prol da proteção e preservação da herança cultural e histórica da sociedade. Ao promover ações educativas sobre o local colaboramos para manter vivo um espaço que é referência não só para os brasileiros, mas para toda a humanidade”, declara o vice-presidente da State Grid Brazil Holding, Anselmo Leal.

 Os módulos expositivos, elaborados por um time de especialistas em culturas negras da diáspora, e que tem caráter de exposição permanente, vão propor ao público reflexão crítica sobre a escravização, a diversidade dos povos africanos que influenciaram na formação do Brasil, a ressignificação das identidades conhecidas e desconhecidas e reposicionará os africanos como sujeitos históricos e de resistência que, não à toa, formaram a região conhecida como “Pequena África”.

Dentro do processo de reconstrução, de fortalecimento da necessidade de um diálogo sólido entre o Cais do Valongo e a sociedade, o trabalho de valorização da história, da memória e da cultura africana e afro-brasileira que nos constitui não se dará apenas presencialmente, mas também através do Site (www.caisdovalongo.org.br), do Facebook e Instagram @ocaisdovalongo que visam a uma maior socialização do bem.

O Cais do Valongo foi considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, em 2017, por ser o único vestígio material do desembarque de cerca de 1 milhão de africanos escravizados nas Américas.  Esta é a segunda grande intervenção no local desde a obtenção do título e tem, entre outros objetivos, a missão de difundir o valor histórico do local. O sítio arqueológico foi redescoberto em 2011 durante obras de revitalização da Prefeitura na zona portuária do Rio de Janeiro, na operação urbana Porto Maravilha. Rapidamente, recuperou seu significado na memória da escravidão no mundo e hoje é parte importante da área da cidade conhecida como “Pequena África”.

PSOL ameaça retirar campanha de Wesley Teixeira por receber patrocínio de homem branco

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Wsley Teixeira. Candidato a vereador de Duque de Caxias/Rio

Wesley Teixeira, jovem negro, líder de um movimento de cursinhos pré-vestibulares e candidato a vereador de Duque de Caxias, Rio De Janeiro, foi ameaçado pelo PSOL a retirar sua candidatura do ar, após buscar recursos para patrocina-la.

Wesley teve sua a candidatura apoiada por Sueli Carneiro, do Instituto Geledés, e pelo advogado e diretor da Open Society Foundations para a América Latina Pedro Abramovay, que usaram seus contatos para buscar recursos de campanha e conseguiram por volta de 70 mil reais.

O dinheiro foi investido por gente como Armínio Fraga Neto, além de Beatriz Bracher e João Moreira Salles, herdeiros do Itaú. Contudo o partido em que o militante negro faz parte, não gostou do apoio de homens brancos na candidatura e ameaçou Wesley, pedindo sanções caso não devolva as doações.

“Exigiram que Wesley devolvesse o dinheiro, o que me parece uma falta de compreensão do que está acontecendo no Brasil. O fascismo não será derrotado sem diálogo com outros setores. Aqui não se trata de alianças ou concessões (que certamente serão necessárias) mas de aceitar um apoio sem condições, que pode viabilizar uma das eleições que, como eu disse, pode ser uma das mais importantes para a esquerda no longo prazo”, escreveu Abramovay.

O ativista Douglas Belchior, professor da Uneafro, questionou nas redes: “Se fosse um lourinho Zona Sul teria o mesmo tratamento? Seria alvo da mesma desconfiança?”

O partido não se pronunciou, mas está sendo acusado de racismo diante das redes sociais.

O jovem se pronunciou diante as redes sociais:

“Abuso de poder”: Sergio Camargo exclui Benedita da Silva da lista de Personalidades Negras da Fundação Palmares

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A deputada federal e candidata à Prefeitura do Rio, Benedita da Silva, foi retirada da lista de personalidades negras da Fundação Palmares nesta quarta-feira (30) pelo presidente da entidade, Sérgio Camargo, que alegou que a decisão foi tomada por Benedita responder a um processo por improbidade administrativa.

Em resposta, a deputada disse que o ato de Camargo é “abuso de poder”, relatou estar sendo atacada de forma racista nas redes sociais e afirmou que entrará na Justiça contra os agressores. “Sou uma mulher forte e a luta nunca para”, disse no Twitter. A deputada também disse que Sérgio Camargo é um “capitão do mato” que age a mando de Bolsonaro. Após a resposta, o presidente da Fundação Palmares ameaçou processar Benedita por injúria racial.

https://twitter.com/dasilvabenedita/status/1311498775995744256

Leia a íntegra da nota de Benedita da Silva se posicionando sobre as acusações:

A candidata da coligação “É a vez do povo”, Benedita da Silva, tem sofrido nas redes sociais, nos últimos dois dias, ataques orquestrados de robôs, incluindo posts racistas e preconceituosos contra a população das áreas pobres do Rio de Janeiro.

Simultaneamente, a Presidência da República escalou seu mais notório capitão-do-mato, o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, para interferir no processo eleitoral do Rio de Janeiro e atacar a candidata. Os capitães-do-mato eram negros serviçais de fazendeiros que capturavam escravos fugitivos antes de 1888.

O serviçal de Bolsonaro anunciou unilateralmente a retirada do nome de Benedita da Silva da galeria da lista de Personalidades Negras da Fundação Palmares, alegando que ela responde a processo. Com 40 anos de vida pública, a deputada Benedita da Silva já foi vereadora, deputada, senadora, secretária, governadora e ministra, sem jamais ter sido condenada sequer em primeira instância.

O mesmo serviçal de Bolsonaro já havia excluído da galeria da Fundação Palmares heróis como Zumbi dos Palmares e Nelson Mandela. Benedita continua, portanto, em boa companhia, enquanto o capitão-do-mato segue sua desprezível carreira de bajulador.

A reação dos racistas coincide com a apresentação de um projeto de lei, de autoria da deputada Benedita da Silva, que reserva para os negros 20% das vagas nas ações financiadas com recursos públicos em parceria com organizações não governamentais.

Assim como fez recentemente ao ser atacada de maneira racista por um elemento radicado em Belém do Pará, deputada Benedita da Silva vai à Justiça para denunciar os crimes de racismo e para que sejam reparados os danos causados, e denunciará à Justiça Eleitoral a interferência indevida do Poder Executivo Federal no processo eleitoral do Rio de Janeiro.

Coligação “É a vez do povo”

“Eu amadureci com a vida” Jojo Todynho desabafa em A Fazenda 12

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Reprodução

Em conversa com as outras participantes do reality Jojo Todynho se emocionou ao lembrar da sua infância e de tudo que passou até chegar onde está “Eu amadureci com a vida” disparou a cantora.

Embora a cantora faça muito sucesso com o seu jeito de ser e renda muitos memes no reality, ela carrega muita experiência e em vários momentos deu show de sensatez no programa.

“Eu vendia picolé na rua com 9 anos pra ajudar a comprar comida pra casa, isso quando dava pra comprar. Vivia nas feiras catando verdura, fruta no chão pra gente comer. Eu já fui xingada de tanto nome desde quando eu era pequena, além de tudo vivia fugindo dos tiros pra não morrer.” Desabafou a cantora contando um pouco de sua história.

A conversa iniciou quando Jojo criticou as atitudes do cantor Biel, e falou sobre maturidade e história de vida “Eu amadureci com a vida (…) ele soltou pipa no ventilador”.

Jojo tem apenas 23 anos e já trabalhou como camelô, telefonista, babá, cuidadora de idosos, vendedora de picolé entre outros empregos informais. Em 2018 sua carreira como cantora começou a dar certo, mas enquanto uma mulher negra da periferia a cantora carrega uma história de muitas dificuldades.

“Eu apanhei muito da vida, a pior porrada que levei foi a fome.” Disparou Jojo para as amigas.

“Trabalhei no Mc donald’s, era humilhada e xingada gratuitamente, foi ali que eu resolvi mudar, quando uma madame, daquelas loiras cheias de joias, olhou em mim dos pés a cabeça e falou: ‘anda logo com meu pedido sua negra’, eu joguei todo o refrigerante na cara dela, pedi minha demissão e fui embora, com a cabeça erguida.” completou Jojo

Jojo ralou desde muito cedo e com muito trabalho conseguiu mudar a sua história e de sua família por isso a cantora garantiu que nenhum “filhinho de papai mimado vai tirar onda com ela em reality”

Filme com Chadwick Boseman e Viola Davis ganha primeiras imagens

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A Netflix liberou as primeiras imagens de “A Voz Suprema do Blues”, o último filme gravado por Chadwick Boseman. Na produção, o ator interpreta um ambicioso trompetista dos anos 1920 que está determinado a alavancar a carreira em Chicago, apesar de todas as dificuldades.

Leia também: Netflix: Viola Davis e Chadwick Boseman vão estrelar filme produzido por Denzel Washington

Além de Chadwick, o filme conta com as atuações de Viola Davis, Glynn Turman, Colman Domingo e Michael Potts. Todos eles estão sob a direção de George C. Wolfe, que comanda o projeto com um roteiro baseado em uma peça escrita por August Wilson.

Chadwick Boseman faleceu em agosto, após quatro anos de luta contra um câncer de cólon. O ator ficou bastante conhecido por ter interpretado T’Challa, o rei de Wakanda, no filme “Pantera Negra”. Em homenagem ao legado dele, a Disney inaugurou um mural incrível em Orlando, nos Estados Unidos; Clique aqui para conferir.

Veja as primeiras imagens de “A Voz Suprema do Blues” com estreia prevista para o dia 18 de dezembro.

Enegrecer a Política cria plantão jurídico gratuito voltado para candidaturas negras

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A iniciativa Enegrecer a Política realizou na noite de quarta-feira (30), a live “Tira-Dúvidas Jurídicas”, na sua página do Facebook. O espaço apresentou o serviço que teve início na última semana: um Plantão Jurídico gratuito voltado especificamente para perguntas de candidatos e candidatas negras, fazendo parte de uma série de iniciativas inéditas desenvolvidas para o fortalecimento de candidaturas negras nas Eleições 2020 .

Além da live, o Plantão Jurídico continua diariamente. Perguntas podem ser enviadas de seg. a sex., das 15h às 17h, com exceção de quarta., cujo horário será das 9h às 11h, tanto pelo e-mail juridico@enegrecerapolitica.org como pelo whatsapp (38) 99731-7069. As pessoas também podem fazer stories na rede Instagram marcando @enegrecerapolitica com perguntas.

Fernanda Oliveira, advogada do Enegrecer a Política e especialista em Direito Eleitoral explica como é importante o acesso a um plantão jurídico gratuito para as candidaturas negras. “Essa assessoria tem um papel muito importante para qualificar o processo e para se ter um cunho igualitário para dar equidade, para que essas candidaturas negras possam disputar assim como as candidaturas brancas e ter sucesso no pleito eleitoral”, enfatiza Oliveira.

O Enegrecer a Política é uma iniciativa nacional voltada ao mapeamento e estímulo a candidaturas negras antirracistas e comprometidas com os direitos humanos para o aumento da representatividade nos espaços de disputa e poder.
A iniciativa composta sete coletivos, organizações e movimentos sociais de todo o Brasil: Bigu Comunicativismo, Blogueiras Negras, Coletivo de Mulheres Negras Maria-Maria, Fórum Marielles, Mulheres Negras Decidem, Observatório Feminista do Nordeste e Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas.


Inscrições para o 1º Encontro Nacional de Candidaturas Negras

Também estão abertas as inscrições para o 1º Encontro Nacional de Candidaturas Negras, com a reunião de candidaturas antirracistas e defensoras dos direitos humanos e movimentos sociais. O calendário contará com debates, conversas, apresentação das candidaturas e uma live cultural. As inscrições podem ser realizadas por candidatas e candidatos negros de todo o Brasil, além de movimentos sociais interessados na pauta, no site enegrecerapolitica.org.

Afro Presença: Bayer, Google, Magalu e Ambev e outras grandes empresas estão no “Mural de Empregos”

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O Afro Presença acontece até o dia 2 de outubro e é 100% online e gratuito. Oficinas de capacitação, palestras, debates e acesso à vagas em grandes empresas fazem parte da programação. O evento focado na inclusão de pessoas é fruto da parceria do Pacto Global da ONU e Ministério Público do Trabalho.

Na parte de oportunidades de trabalho para  jovens universitários e demais profissionais negros, o Afro Presença oferece no site do evento o Mural de Empregos.

As maiores empresas nacionais e internacionais estão oferecendo vagas para pessoas negras. É só entrar no site  http://afropresenca.com.br/   e ver as oportunidades para os diversos perfis que as empresas estão buscando. Google, Bayer, Itaú Unibanco, Magalu, Natura&Co, Vivo e Ambev são algumas das empresas presentes no Mural, sendo algumas delas com programas de estágios focados em estudantes negros.

Quem sabe você não trabalha na empresa dos seus sonhos.

Parceria Globo e Coca-Cola: Papai Noel Negro do especial de Natal entrou para história da TV

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Milton Gonçalves e Zezé Motta são Orlando e Neusa no especial de Natal 'Juntos a Magia Acontece' — Foto: Estevam Avellar/Globo

Juntos a Magia Acontece”, especial de Natal de 2019 da Globo foi a primeira parceria da emissora com uma marca, no caso a  Coca-Cola, para a produção de um programa de televisão. O especial de grande sucesso de público e critica, trouxe uma família negra e um Papai Noel negro para TV, com muita poesia e representatividade sendo a assistido por mais de 28,8 milhões de pessoas.

A história dessa parceria de sucesso  foi um dos temas da noite do primeiro dia do Afro Presença, evento focado na inclusão de pessoas é fruto da parceria do Pacto Global da ONU e Ministério Público do Trabalho. Participaram do painel Beatriz Azeredo, Diretora de Valor Social da Globo, Anamarina Abrantes, Gerente de Marketing de Coca-Cola e Líder do Comitê Racial Blacks at Coke, Camila Pitanga, Atriz, Cleissa Martins, Roteirista e Marcio Borges, VP executivo e diretor-geral da WMcCann Rio.

O especial de natalino que teve enredo escrito por Cleissa Martins, conta a história da família Santos. Neuza (Zezé Motta) é a matriarca, que morre às vésperas do Natal, deixando as relações desestruturadas. O marido, Orlando (Milton Gonçalves), fica sem chão; a filha, Vera (Camila Pitanga), se vê sobrecarregada; o filho, André (Fabrício Boliveira), retorna à casa depois de um grande período ausente e Jorge (Luciano Quirino), marido de Vera, está atualmente desempregado. Letícia (Gabriely Mota), a netinha de 9 anos, está diante dos questionamentos típicos sobre a existência do Papai Noel.

“Esse projeto me arrepia pessoalmente. Foi aquele momento que juntei minha família para gente se emocionar e foi emocionante ter se visto nessa história contada em primeira pessoa de uma forma super representativa e com a narrativa certa”,   detalha Anamarina Abrantes, da Coca-cola . Ela ainda disse que a marca de bebidas foi a responsável pela figura estética do velhinho de pele e barba brancas como a imagem do Papai Noel e que agora é o momento de ressignificar isso. Em termos de negócios a parceria foi uma forma desruptiva de mostrar conteúdo fora do estilo tradicional da publicidade.

Ana ainda citou uma pesquisa do Google e Ipsos que diz que consumidores só enxergam a marca como inclusiva, quando ela representa a diversidade do dia a dia delas. “Esse especial possibilitou que marca fosse inclusiva e isso também impactou nos negócios. Quando os consumidores enxergam a diversidade, eles são mais propensos a comprar essa marca”.

A autora do especial Clessia Regina Martins falou sobre a experiência desse trabalho de autoria sua e de massiva representatividade negra. “Não tinha como existir esse especial sem ter sido feito por pessoas negras ou interpretado por pessoas negras. Na dramaturgia a gente diz que as histórias que a gente vê na cinema, na TV e no teatro, todas já existem e que são uma repetição, mas eu acredito que têm histórias que ainda não foram contadas, porque a gente não representou algumas pessoas e alguns grupos”.

“Não sejamos ingênuos , o projeto também foi uma estratégia comercial , mas calcada em em ações afirmativas , em um projeto genuíno e é esse tipo de aliança que acreditamos para o mundo e para o Brasil. Acho que a melhor forma da gente se contrapor a esse histórico racializado ,de tanta dor e desconforto é entender que branquitude e pretitude têm que andar juntos”, refletiu a Camila Pitanga.

“Essa parceria com a Coca-Cola mostra essa agenda contemporânea da Globo. Esse momento que a gente está vivendo tem um protagonismo das empresas, mas tem principalmente da sociedade que está em movimento”, comentou Beatriz da Globo.

Anamaria da Coca- Cola trouxe alguns dados sobre negros na publicidade onde uma pesquisa aponta que 68% da população negra não se enxergam na publicidade. “Hoje a gente vê mais mulheres negras nas peças de mídia, mas elas não são protagonistas. Agora a gente precisa trazer a narrativa certa e pautar no protagonismo” e acrescentou ”nada sobre nós, sem nós”.  

O Afro Presença acontece até o dia 2 de outubro e é 100% online e gratuito
 Acesse www.afropresenca.com.br

Afro Presença discute diversidade com líderes do mercado financeiro

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Líderes do mercado financeiro se reuniram na manhã dessa quarta-feira, 30, para falar sobre diversidade no mercado de trabalho durante o primeiro dia do Afro Presença, evento focado na inclusão de pessoas negras em grandes empresas, fruto da parceria do Pacto Global da ONU e Ministério Público do Trabalho.

A mesa foi composta  Leila Melo (Itaú/Unibanco), Vanessa Lobato (Santander) ,Vanessa Lobato (Santander), Gilson Filkenstein (B3), Glaucimar Peticov (Bradesco) com moderação da jornalista Mariana de Sousa Bispo (Rede Globo).

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“As novas lideranças são fundamentais para a nova consciência. Isso também impacta no engajamento no quadro de funcionários. Quando falamos de diversidade, temos que ver o aspecto da inclusão, é aquele história entre a diferença em ser convidado para festa e ser convidado a dançar”, disse Glaucimar do Bradesco.

“Precisamos colocar o tema racismo sobre a mesa. Somos um país de 54% de população negra, entre pretos e pardos e isso não está representado nas companhias. Eu acho um presente ter essa pauta no Santander porque me fez aprender sobre diversidade. O olhar do aprendizado e empatia nos faz entender melhor a situação”, defendeu Vanessa, do Santander.

Gilson explicou que dentro da B3, que é uma companhia centenária, depois da fusão o tema diversidade está recebendo a devida atenção, com métricas definidas. “Fizemos parcerias com muitas entidades, abrimos diálogo para conversar sobre o assunto. O que mais nos norteou foram três grandes metas que são criar um ambiente livre de assédio  onde todos podem ser quem são, garantir representatividade dos grupos minorizados, feito por meio da contratação e currículo cego, programa de estágio e manter sempre a abertura para diálogo e inclusão”, detalhou o CEO que disse que o grupo étnico racial é o mais avançado na companhia.

“Nós temos consciência da nossa responsabilidade no crescimento da comunidade negra no Brasil. Essa é uma questão essencial e de sobrevivência das empresas, em termos de representatividade e os estudos mostram como valorizar a diversidade faz empresas mais sucedidas e criativas”, Leila Mello, diretora executiva do Itaú Unibanco

O Afro Presença acontece até o dia 2 de outubro e é 100% online e gratuito. Oficinas de capacitação, palestras, debates e acesso a vagas de estágio para universitários em grandes empresas fazem parte da programação. Acesse www.afropresenca.com.br

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