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Projeto “África Diversa” discute cultura afro-brasileira e africana

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Foto: Reprodução/Internet

Entre os dias 19 e 23 de abril, a edição 2021 do projeto “África Diversa” abordará os temas “Escravidão no Brasil”, “Escravidão no Rio de Janeiro”, “Narrativas Africanas” e “Narrativas Afro- brasileiras”. 

A programação será digital, gratuita e exibida pelo Facebook. O evento conta com mesas de debate, oficinas e vídeos, com participações de Milton Guran, Elisa Larkin Nascimento, Rafael Galante, Sérgio Pererê, Rogério Athayde, entre outros. 

“Estamos em plena década afrodescendente, que vai até o ano de 2024. Os desafios para o reconhecimento e justiça na abordagem desses temas e pontos, como o racismo, ainda são imensos. Queremos colaborar através de reflexões sobre temas culturais para a inspiração de ações e práticas que possam trazer ganhos sociais, principalmente para as populações negras””, relata Daniele Ramalho, gestora e curadora do projeto.

Sobre o África Diversa:

O projeto foi criado em 2011, proclamado pela UNESCO como o Ano Afrodescendente. Naquele momento, a cidade preparava o projeto Porto Maravilha, que criou o Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, no Cais do Valongo. Nesses 10 anos, muitas questões mudaram, assim como o olhar sobre as temáticas das culturas africanas e afro- brasileiras também.

Programação

Dia 19 de abril

9h30 – Abertura

  • Daniele Ramalho, curadora e gestora do África Diversa
  • Tabué Nguma- diretor do programa “Rota dos Escravos”, na UNESCO

10h- Mesa “Cais do Valongo: silenciamentos, patrimonialização e reparação”

Debate sobre os processos de patrimonialização do Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, no Cais do Valongo, abordando os silenciamentos, enquadramentos e desafios que envolvem a elaboração de um circuito em torno da memória e história da escravidão na cidade do Rio de Janeiro.

Participantes:

Milton Guran, coordenador-geral do FotoRio e membro do Comitê Científico Internacional do Projeto Rota do Escravo da UNESCO.

Simone Vassalo – Tem experiência na área de antropologia do patrimônio, antropologia da diáspora afro-brasileira, antropologia dos museus e antropologia urbana. Atualmente, desenvolve uma pesquisa sobre as representações da escravidão na Zona Portuária do Rio de Janeiro a partir dos sítios arqueológicos Cais do Valongo e Cemitério dos Pretos Novos.

18h- Oficina “Literatura oral de Ifá”

Contar histórias é uma das maneiras de compreender a condição humana. Neste sentido, a possibilidade de transmissão dos conteúdos narrativos cria mecanismos dinâmicos para o ambiente cultural, tornando-se importante elemento constitutivo da vida em sociedade. A literatura oral de Ifá cumpre estes mesmos papéis, sendo também expressão de “cura”, no contexto da consulta oracular. A oficina “Literatura oral de Ifá” pretende discutir estes aspectos, a partir de uma abordagem tanto religiosa quanto filosófica. A oficina é ministrado pelo babalaô, escritor e pesquisador Rogério Athayde.

Inscrição

Dia 20 de abril

10h- Mesa “Matriz Africana no Rio de Janeiro: protagonismos negros e desafios sociais”

Serão discutidos temas como renda, escravidão e liberdade. Juliana Barreto Farias contará sobre o livro “Mercados Minas: africanos ocidentais na Praça do Mercado do Rio de Janeiro (1830- 1890)”, obra fundamental no estudo da historiografia da escravidão no Brasil, onde a autora aborda o papel dos africanos e africanas minas que atuaram no comércio do Mercado da Candelária e os lugares por eles ocupados. Já Elisa Larkin trará as pesquisas de seu livro “O Sortilégio da Cor”, com importantes análises em torno de questões identitárias, explicando suas teses sobre racismo e negritude.

Participantes:

Juliana Barreto Farias – Investigadora do Centro de História da Universidade de Lisboa. Tem experiência em produções editoriais e na área de história, com ênfase na história do Brasil, da África e da diáspora africana.

Elisa Larkin Nascimento – atua no IPEAFRO, Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros e coordena o tratamento técnico e a difusão do acervo de Abdias Nascimento.

18h- Oficina “Linha do Tempo dos Povos Africanos”

A oficina trabalha com a Linha do Tempo dos Povos Africanos e respectivo Suplemento Didático, criados por Elisa Larkin Nascimento. Partindo da apresentação, pela autora, dos conteúdos das duas peças, a metodologia da oficina se baseia no diálogo com as pessoas participantes. Além de perguntas e respostas, a professora busca explorar sugestões e iniciativas apresentadas por educadores, artistas e profissionais presentes.

Inscrição

Dia 21 de abril

10h- Mesa “O Reinado e a Herança Africana: culturas musicais e identidades afro- diaspóricas”

Rafael Galante pesquisa os processos de transformação, (re)criação e incorporação das culturas africanas e suas musicalidades no Brasil, tendo em vista a agência histórica (cri)ativa dos músicos africanos escravizados oriundos de Angola e do Congo que, entre os séculos XVI e XIX, construíram em diáspora as bases de boa parte das músicas populares contemporâneas. Sérgio Pererê traz, em seu trabalho musical, uma forte conexão com a ancestralidade, entre o congado, o candomblé e outras referências africanas e da diáspora, com sua voz potente e afetos que o atravessam.

Participantes: Sérgio Pererê, compositor, percussionista, poeta e ator; Rafael Galante, historiador e etnomusicólogo.

18h- Oficina “Ser agudá é ser brasileiro da África”

Nesta oficina, o fotógrafo e antropólogo Milton Guran apresentará a sua experiência de pesquisa antropológica realizada nas Repúblicas do Benin e do Togo, em dois momentos (1996 e 2010), sobre a construção da identidade agudá, enfatizando o papel da fotografia como plataforma privilegiada de observação e de registro de fenômenos sociais visualmente relevantes, que apoia a produção de conhecimento cientificamente controlado sobre as sociedades fotografadas.

Inscrição

Dia 22 de abril

10h- Mesa “Narrativas de Liberdade Negra: trajetórias africanas e afro-brasileiras”

Debates sobre temas da escravidão e da liberdade, através de trajetórias de protagonismos negros em experiências africanas e afro-brasileiras.

Participantes:

Ana Flávia Magalhães Pinto – ativista dos Movimentos Negro e de Mulheres, atualmente é coordenadora da regional Centro-Oeste do GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh e integrante da Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros.

Mônica Lima – professora de História da África, coordenadora do Laboratório de Estudos Africanos (LEÁFRICA) da UFRJ. Escreveu o livro Heranças Africanas no Brasil (CEAP,2009).

18h- Oficina “Brincadeiras das Crianças de África”

Criança é criança em qualquer lugar. Todas gostam de brincar, correr, cantar, jogar e ouvir histórias. No Continente Africano não poderia ser diferente. Que tal aprender algumas dessas brincadeiras baseadas nas recolhas e pesquisas realizadas pelo autor Rogério Andrade Barbosa em diferentes países africanos?

Inscrição

Dia 23 de abril

14h- Oficina “Entre a marimba e o piano: músicos e musicalidades negras no Brasil do século XIX”

Ministrada pelo historiador e etnomusicólogo, Rafael Galante. Sua pesquisa envolve a história social das musicalidades afro-brasileiras. O intuito principal é refletir sobre a diáspora das culturas da África Central ocidental no Brasil, tendo em vista a importância primordial de seu legado cultural, artístico e filosófico para a formação das tradições culturais afro-brasileiras.

Inscrição

18h- Mesa de encerramento: “Carolina Maria de Jesus e Lélia Gonzalez. Lugares de negras: produção de conhecimento e possibilidades”

Participantes:

Raquel Barreto – historiadora e pesquisadora especialista nas autoras Angela Y. Davis e Lélia Gonzalez com dissertação sobre o tema. É co-curadora da exposição da Carolina Maria de Jesus, um Brasil para os brasileiros, que acontecerá no Instituto Moreira Salles, em São Paulo, no segundo semestre de 2021.Fernanda Felizberto – docente do Departamento de Letras da UFRRJ e pesquisadora das narrativas de mulheres negras, presente nas literaturas africanas, negro-brasileira, afro-americana e afro-latina.

O impacto e a importância das Dora Milaje para o Universo Marvel nos cinemas e nos quadrinhos

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Foto: Disney +

O final do terceiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal levou os fãs a loucura com a aparição repentina de Ayo (Florence Kasumba) e envolveu Wakanda na história. O que empolgou muito os fãs de Pantera Negra e principalmente os fãs das Dora Milaje, mas afinal, quem são as Dora Milaje? Vamos falar um pouquinho sobre elas.

Essencialmente as Dora Milaje são um grupo de mulheres guerreiras de Wakanda responsáveis pela proteção do Rei, mas não apenas isso, como dito por Okoye (Danai Gurira) em Pantera Negra, o papel das Dora Milaje envolve também proteger o reino e a paz entre as tribos de Wakanda.

Dora Milaje Pantera Negra

Nos quadrinhos as guerreiras selecionadas são das diferentes tribos de Wakanda e possíveis futuras rainhas de Wakanda, o que garante a todas as tribos uma possibilidade de ter um pezinho na realeza. Os reis de Wakanda acabam utilizando essa relação diplomática como uma forma de manter os reinos unidos. No Universo Cinematográfico Marvel não fica muito claro até que ponto isso será adaptado, uma vez que aparentemente a própria general tenha um relacionamento com W’kabi (Daniel Kaluyaa) e nada é dito sobre essa relação matrimonial com o grupo.

Treinamento Dora Milaje nos Quadrinhos

Como alguns fãs no Twitter notaram, as Dora Milaje parecem ser inspiradas pela força de luta feminina conhecida como Dahomey Amazons. O exército tinha outros nomes, incluindo Mino, que significa “Nossas Mães” na língua Fon.

O Mino protegia o Reino Africano de Daomé, que estava localizado no que hoje é a República do Benin. Elas foram chamados de Dahomey Amazonas pelos gregos que as encontraram porque os gregos se lembraram das guerreiras femininas de sua mitologia, as mesmas guerreiras que inspiraram as amazonas de Themyscira em Mulher Maravilha. O Mino foi oficialmente dissolvido depois que o Reino de Dahomey foi conquistado e transformado em um protetorado francês.

Inclusive, aqui vai uma curiosidade, a atriz Florence Kasumba, além de interpretar Ayo como uma Dora Milaje também é uma Amazona de Themyscira em Mulher Maravilha, a senadora Acantha.

Florence Kasumba como Senadora Acantha em Wonder Woman e Ayo em Black Panther

Falando um pouco mais dos quadrinhos uma das histórias mais aclamadas das Dora Milaje foi escrita por Ta-Nehisi Coates em que ele narra a história de Aneka que sentenciada à morte uma das Dora Milaje se revolta e decide livrar Wakanda das mãos dos déspotas líderes de tribos que aflige as mulheres. É extremamente interessante acompanhar o arco das personagens que ganham cada vez mais apoio de outras mulheres e juntas lutam em territórios Wakandanos contra a opressão instituindo inclusive tribunais públicos e dando muita dor de cabeça ao reinado de T’Challa.

Casal Aneka e Ayo

Aneka vive um relacionamento lésbico com Ayo e muito se especulou sobre isso acontecer entre Ayo e Okoye no universo cinematográfico Marvel, mas não aconteceu. O que não se exclui essa possibilidade uma vez que Aneka ainda não apareceu e uma série sobre Wakanda está sendo produzida por Ryan Coogler.

Conseguem notar o impacto e importância dessas personagens pros universo de super heróis? As Dora Milaje carregam consigo histórias importantes que refletem a luta por emancipação de mulheres negras e o livre relacionamento entre duas delas. Não a toa em 2018 a revista Black Panther: World of Wakanda, de Roxane Gay recebeu o prêmio GLAAD (Gays and Lesbians Alliance Against Defamation) com histórias do casal lésbico de Dora Milajes.

No quarto episódio de Falcão e o Soldado Invernal descobrimos que Ayo lidera uma equipe de Dora Milaje para a captura de Barão Zemo (Daniel Bruhl), uma vez que ele seja o responsável pela morte do rei T’chaka. É nesse episódio que temos uma belissima demonstração da força e potência do grupo que foi capaz de derrotar, sem muita dificuldade, dois Vingadores (Bucky e Falcão) e dois soldados treinados (Walker e o Estrela Negra).

Muito se questiona sobre o retorno do grupo a série e eu acredito que enquanto Barão Zemo estiver a solta teremos Dora Milajes a seu encalço.

A importância de se explorar cada vez mais um grupo de guerreiras composto por mulheres negras no Universo Marvel vai muito além de cenas de ação impactantes, mas também reflete a representatividade e diversidade que Kevin Feige, produtor e diretor da Marvel Studios, prometeu para o futuro das histórias.

Deixo aqui a indicação de algumas histórias já publicadas no Brasil pela editora Panini que envolve as Dora Milaje e o icônico relacionamento entre Ayo e Aneka. Pantera Negra: Uma Nação Sob Nossos Pés Vol. 1,2 e 3 ainda pode ser encontrado para compra online.

E ai, o que você espera para o futuro das personagens no universo Marvel? Será que Falcão e o Soldado Invernal será a deixa para Reino de Wakanda explorar definitivamente a impactante e importante história das Dora Milaje no universo cinematográfico da Marvel? Esperamos que sim

Projeto traz, de forma gratuita, podcast sobre debate cultural da população negra

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Google fotos

Experimento sonoro a ser disponibilizado em formato de podcast, “Khosu Iroko Loco”, traz episódios sonoros e uma videoarte em libras, a partir do texto inédito “Revenguê” do artista visual Yhuri Cruz. O acesso gratuito à obra virtual será disponibilizado a partir do dia 20/04 em redes sociais e plataformas de streaming como o Spotify e o Canal do YouTube.

Dividida em 3 episódios com duração de até 15 minutos e sem estímulos visuais, a experiência de rádio-teatro proporciona ao ouvinte a liberdade para criar novas imagens a partir dos corpos e vozes negras dos performers e criadores Tainah Longras e Rômulo Galvão.

A equipe de criação de foi composta por artistas que desenvolvem pesquisas sólidas e inventivas em cada uma de suas áreas de atuação. Todos os artistas são negros e oriundos do Estado do Rio de Janeiro, de cidades como Petrópolis, Rio de Janeiro e Niterói, que com suas criações artísticas contribuem para a construção identitária da comunidade negra fluminense.

A equipe busca contribuir para a reconstrução epistemológica do povo preto em diáspora no Brasil, fomentar a criação de novos textos de dramaturgia preta fluminense, democratizar o acesso a arte em plataformas gratuitas (Spotify e Youtube) para pessoas de todo o Brasil e do mundo e diminuir as barreiras de acessibilidade criando um produto artístico que dialoga com pessoas cegas e pessoas surdas.

Em formato de podcast, o diretor e performer Mauricio Lima – criador do projeto Museu dos Meninos premiado pelo Prince Claus Fund – que conta com a interlocução da pesquisadora e professora doutora em poética, Maria Ignez de Souza Calfa, propõe uma série radiofônica afrofuturista de ficção científica que parte do texto inédito “Revenguê” do artista visual Yhuri Cruz.

Para possibilitar e expandir o alcance da produção cultural e fortalecer o combater ao Capacitismo, “Khonsu Iroko Loco” terá a transposição das obras sonoras para uma versão em vídeo com interpretação em LIBRAS e legendas em português, com a finalidade de construir uma experiência visual para o público surdo, e assim, todos possam também ter uma experiência sensorial com o trabalho.

Presença Negra: Djamila Ribeiro participa de conversa sobre profissionais negros promovida pelo Mercado Livre

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Foto: Flavio Teperman

Nesta quinta-feira (15), às 19h, será realizado o MeliTalks – Presença Negra, plataforma de conteúdo exclusiva da empresa líder em tecnologia para e-commerce e serviços financeiros da América Latina – o Mercado Livre. Em sua primeira edição, a live irá abordar a “A potência negra no mercado de trabalho”, como estratégia de diversidade e inclusão para a promoção de equidade de acesso às oportunidades de trabalho.

Nessa conversa, irão participar Djamila Ribeiro, mestra em Filosofia Política e considerada uma das 100 mulheres mais influentes do mundo pela BBC; Diego Araujo Santos, Gerente Senior de Marketplace do Mercado Livre; e Ayodele Camargo, Supervisora de Aquisição de Talentos do Mercado Livre. O bate-papo será comandado pela jornalista Carla Vilhena e transmitido nos canais oficiais do Mercado Livre no Youtube e Instagram .

“O Presença Negra nasceu para ouvir e dar voz a temas importantes que geram debates de qualidade e relevância. Não poderíamos deixar de abordar a inclusão de profissionais negros no mercado de trabalho, visto que um dos objetivos do Mercado Livre é contribuir para a carreira e aprendizado de muitos que buscam iniciar sua jornada profissional e que compartilham da mesma cultura que a companhia“, conta o líder do Mercado Livre no Brasil, Fernando Yunes. “Esperamos informar e emocionar, assim como acontceu em nosso último episódio, em que discutimos Empreendedorismo Negro” finaliza Yunes.

Para acessar a programação completa do MeliTalks, basta acessar o site http://www.melitalks.com.br .

Serviço:

MeliTalks – Conversas que Inspiram | Presença Negra – A potência negra no mercado de trabalho

Data: 15 de abril de 2020

Horário: 19h

Transmissão: Canais oficiais Youtube e Instagram do Mercado Livre

Site: www.melitalks.com.br

“Marina sumida”: Ex senadora fala de estratégias para abafar a voz da mulher na política

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Imagem: Getty fotos

A professora, ambientalista e política brasileira, Marina Silvia, venho a público em suas redes sociais na terça-feira (13), para falar sobre um tema recorrente na internet, o “Marina sumida”, frase usada por muitas pessoas na internet para deslegitimar e invisibilizar seu posicionamento político.

Marina disse que diariamente fala com a imprensa, publica artigos, participa de lives e entrevistas, mas, mesmo estando sempre mostrando seus posicionamentos de forma perspicaz, internautas e imprensa a chamam de “sumida” ou “a que aparece apenas de 4 em 4 anos”. A ex-ministra do meio ambiente fez uma observação interessante sobre esse tema, “se isso fosse realmente verdade, como essas pessoas poderiam fazer esses comentários todos os dias?”

É válido demostrar que a frase remete a uma invisibilidade social e politica sobre a imagem da Marina Silva, que é uma mulher negra com 33 anos de política, disputando seu primeiro cargo em 1986 e chegando em Brasília aos 35 anos, em 1994, sendo a senadora mais jovem da história da República.

“Todos os dias, posiciono-me sobre os mais diversos temas que afetam a vida dos brasileiros, inclusive, sobre os desgovernos de Bolsonaro e, para saber disso, bastava fazer o básico, uma simples checagem com poucos cliques.” Escreveu ela.

“Marina Sumida”, é uma frase que mostra um preconceito endossado além da internet, já que, a grande mídia a repete em diversas matérias, contribuindo para gerar as diversas formas de desvincular suas ações, falas e posicionamentos no campo em que ela defende e está inserida desde que começou seus mandatos.

Veículos de imprensa, como o “Istoé”, que publicou matérias informando em que a política estava sumida e voltou, usando palavras como “voltei” e “quebrei o silêncio”, formaram um pensamento equivocado e desnecessário sobre Marina Silvia, fortalecendo seu apagamento na memória populacional e uma suprema de que uma das poucas mulheres que se candidata para presidente do país ão tem voz no nacionalmente.

O pensamento irreal de que Marina se posiciona apenas nas eleições faz com que ela se torne alguém que não seja ouvida pelos cidadãos, quando, na verdade, deveria está sendo percebida por todos.

Indicado ao Oscar “Dois Estranhos” denuncia a insistência de policiais em matar pessoas negras

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Foto: Divulgação/Netflix

Alerta Spoiler!

O curta-metragem da Netflix indicado ao Oscar 2021 é real, forte e gera gatilhos, mas é necessário! Em uma crítica ao sistema racista e a violência policial, o curta de Travon Free e Martin Desmond recria morte de George Floyd, Breonna Taylor e outras pessoas negras, fazendo um apelo: diga o nome deles!

O filme mostra o pesadelo eterno de um jovem negro que vive em um ciclo perverso que prova que não importa sua situação ou condição, a cor da pele tem relação direta com o racismo que ceifa a vida de muitos pelas mãos do Estado. A história é sobre a relação desse jovem e um policial branco.

Assim como nos EUA, no Brasil a violência tem cor! Segundo os dados do Mapa da violência, a cada 23 minutos um jovem negro é morto no Brasil. Assim como no curta-metragem da Netflix, os jovens negros não conseguem sair desse looping.

Diariamente policiais confundem guarda-chuva, bíblia, celular, canos e outros objetos com armas de fogo e tiram a vida de pessoas negras. Os corpos negros são marginalizados, assim, a violência e abuso de poder sempre ganham. Assim como no curta, o caso fica em aberto e nos faz refletir: quando esse pesadelo vai acabar?    

O curta foi o vencedor do prêmio de Melhor Curta Metragem do African American Film Critics Association – AAFCA e está na disputa do Oscar

Foto: Reprodução/Instagram

Netflix divulga documentário sobre Chadwick Boseman que ficará no streaming por apenas 30 dias

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HOLLYWOOD, CA - MARCH 04: Chadwick Boseman arrives at the 90th Annual Academy Awards at Hollywood & Highland Center on March 4, 2018 in Hollywood, California. (Photo by Steve Granitz/WireImage)

A Netflix anunciou o lançamento de um documentário sobre o ator Chadwick Boseman que deve estrear neste sábado (17), ficando disponível no catálogo do streaming por apenas 30 dias. O título do projeto é “Chadwick Boseman: Portrait of an Artist”.

A intenção dele é oferecer um olhar íntimo sobre o artista, que faleceu em agosto do ano passado aos 43 anos, após quatro anos de luta contra um câncer de cólon. Entre as participações do documentário, estão Viola Davis, Denzel Washington, Spike Lee, George C. Wolfe, Branford Marsalis e Phylicia Rashad. Todos eles tiveram a chance de trabalhar com Chadwick.

Assista ao trailer:

O último filme gravado pelo artista antes da morte foi “A Voz Suprema do Blues”, que estreou em dezembro na Netflix. O longa tem ganhado destaque nas premiações, chegando até a render a Chadwick uma indicação póstuma na categoria de Melhor Ator no Oscar 2021

Robson Maia é eleito presidente da ‘Federação Estadual Rio de Atletismo’

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Imagem: Divulgação

No último sábado (27), quinze clubes reuniram-se em Assembleia Geral e fundaram a “Federação Estadual Rio de Atletismo (FERAt)”.

 A nova entidade nasce diante de enormes desafios e tem como finalidade assumir a representação institucional do atletismo do Rio de Janeiro junto com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e iniciar uma jornada de resgates, organizações e realizações ancoradas nas boas práticas desportivas.

 A ousada iniciativa consagrou os ex-atletas Robson Maia (presidente), e Jorge Archanjo (vice-presidente), como gestores da FERAt para o exercício 2021-2024.

Foi um evento de extrema importância do tema e um dos desafios imprescindíveis dos eleitos será reconduzir o atletismo do Rio de Janeiro à uma agenda consistente que permita aos atletas, técnicos, árbitros, clubes e parceiros atuarem como protagonistas e usufruir de um ambiente inspirador e coletivo.

Começando praticamente do zero a nova federação está estruturada dentro dos atuais conceitos de gestão e transparência da ‘Lei Pelé’.

Robson José Maia da Silva é ex-velocista e fora das pistas, a comunicação foi o fio condutor da trajetória de ambos e reforçou a similaridade de ideias sobre a renovação que o atletismo fluminense merece vivenciar.  O jornalista viveu e registrou por muitos anos a Amazônia.

Formado em Cinema faz do audiovisual sua forma de expressar o vínculo com o atletismo. Os projetos “A Cor da Vitória” e “Documenta Atletismo”, ambos direcionados a preservação de memória, têm a sua assinatura.

Ao assumir  a presidência da FERAt, Robson, em conjunto com Jorge Archanjo, ratifica o valor do esporte como plataforma de oportunidades e transformação social.

O projeto da nova federação nasceu em 2015, num momento o qual a perspectiva era vaibilizar uma candidatura às eleições da Federação de Atletismo do Estado do Rio de Janeiro (FARJ). Porém, após o conhecimento de informações sobre a situação fiscal e trabalhista da referida entidade, a proposta em fundar uma nova representação emergiu.

Já em 2020, a partir do segundo semestre, inúmeras reuniões presenciais, pela internet, debates e tratativas evoluíram até 27 de março de 2021, data consagrada para este novo capítulo do atletismo do Rio de Janeiro.

A diferença na repercussão de notícias entre crianças brancas e crianças pretas

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Por: Aquiles Marchel Argolo

Existe uma máxima no jornalismo que diz “notícia é quando o homem morde o cachorro e não o contrário”. Basicamente diz que se algo vira rotina deixa de ser notícia e isso se reflete na pouca ou quase nenhuma cobertura extensa dos meios de comunicação em cima da morte de crianças pretas.

Vejamos o caso do menino Miguel, que ganhou componentes dramáticos, não por ele ser novo demais para morrer de forma tão violenta mas por sua assassina ser uma mulher branca de classe média. A morte do filho de uma empregada foi uma tragédia que ganhou atenção, mais por envolver uma família de classe média alta de um político, do que pelo descaso da patroa Sari Cortes Real com o filho da dona Mirtes.

No caso dos três garotos que estão sumidos há 100 dias, a polícia agiu com descaso notório e especialistas apontaram que o atraso na busca de evidências dificultou muito a resolução do caso e somente ontem se criou uma força tarefa para apurar o que houve com Fernando Henrique, 11, Lucas Matheus, 8, e Alexandre da Silva, 10.

Se fossem três garotos loiros de olhos azuis esse país estaria de cabeça para baixo porque a morte de crianças pretas é normalizada. A não ser que haja envolvimento de classes sociais abastadas no desaparecimento, é possível que esse caso só continue a ganhar relevância pela insistência das mídias alternativas em bater na tecla.

No caso da pequena menina Isabella Nardoni e do Henry, não há nenhuma condenação na cobertura dos jornais que acabam forçando o trabalho ágil da polícia. O problema está na ausência de contraparte.
Mais crianças negras morrem de forma violenta porque não existe segurança pública ou formas de proteger as comunidades dos poderes que se instalam na ausência do Estado e isso não pode amortecer nossos sentidos para a dor das famílias.

Alguém vai dizer “mas todos os casos foram noticiados”. Veja, o que chamo atenção aqui é a diferença no esforço em cobrar que a polícia faça seu trabalho, que é feito de maneira porca quando os crimes ocorrem longe de bairros centrais. Quem tem poder de manter holofote, pressão por resolução é a imprensa.
Não deveria haver hierarquia no valor das vidas de nossas crianças, mas existe.

“Lobo”: Orochi lança seu novo single com participação de MC Poze

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Imagem: 25birdman

O cantor Flávio César Castro, mais conhecido como Orochi, lança nesta terça-feira sua mais nova música, chamada “lobo”. Com clipe, a música é o primeiro lançamento do álbum novo e tem um significado especial para ele, pois, segundo o mesmo, “O lobo é um animal que vive em grupos, as alcateias, e por ser um grande predador, ocupa o topo da cadeia alimentar.”

Carioca e introduzindo o conceito de seu novo álbum homônimo em todas as plataformas digitais e clipe no Youtube, que ficou disponível às 16h, Orochi faz uma referencia a suas origens e uma afirmação que envolve o povo preto na sua mais nova música: “Preto e dinheiro combina com tudo, mas nem tudo você precisa entender”.

Novo integrante da Mainstreet Records, gravadora fundada por Orochi com intuito de lançar e potencializar a carreira de jovens periféricos no mercado fonográfico, MC Poze fez participações especiais e vai agregar e trazer as vivências da rua para a sua mais nova música.

https://www.youtube.com/watch?v=XNROQyD5EH8

Sobre o lançamento, Orochi acrescenta: “Essa música é uma grande homenagem à minha família da Mainstreet, onde cada integrante mata e morre pelo grupo, assim como nas alcateias. Também falo da corrida pela caça, que no nosso caso é o dinheiro e a oportunidade de uma vida melhor para os nossos.” 

A faixa começa com o cantor traçando alguns paralelos da sua vida com as principais características do animal, como os pelos, e reafirmando os laços do grupo. Em cinco linhas, ainda no primeiro verso, o rapper resume a mensagem que quer passar com o single:

“Seja como um lobo, já que conhece os perigos da selva e se mantém no topo. Pense como um lobo, faro aguçado percebe quem é da alcateia ou quem merece fogo”. 

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