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Conheça “Punho Negro”: primeira heroína negra da TV brasileira

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Punho Negro é uma heroína negra, possuidora de super força, ela patrulha as ruas combatendo o crime, ajudando cidadãos e lidando com a burocracia da Associação de Heróis. Seu alter ego é Tereza, que precisa equilibrar as funções heroicas com o casamento, despesas do lar e a criação dos filhos. 

Punho Negro é a estrela da websérie homônima e teve sua primeira temporada exibida em 2018 no Facebook e Youtube. A produção ganhou o prêmio ‘Rio Webfest’ de Melhor Ideia Original no mesmo ano. Agora a heroína vai ganhar a segunda temporada na Wolo TV (streaming que vem focando em conteúdo preto nacional). 

O Mundo Negro conversou com os envolvidos em “Punho Negro” sobre a concepção da série e planos para o futuro. “Queria fazer uma série que falasse da mulher negra e que pudesse trazer algumas dessas questões da nossa sociedade machista e racista e pensei nessa mulher superpoderosa. Principalmente por termos poucas mulheres protagonizando as histórias de heróis, ainda menos mulheres negras”, explicou o diretor e roteirista baiano Murilo Deolino Silva Souza (34). 

Deolino levou o esboço de ideias para o coletivo ÊPA Filmes da qual participa e aí iniciou-se um processo de escrita coletiva que moldaria a personagem para o que viria a aparecer na websérie. Com os aspectos psicológicos da Punho Negro definidos, a equipe do coletivo precisava escolher os atores que dariam vida aos personagens. Uma das produtoras e diretoras do projeto, Milena Anjos, chamou o ator, diretor e roteirista Heraldo de Deus para um teste e após ler as informações aceitou ajudar mesmo que não fosse para interpretar, mas acabou sendo escolhido para viver o Vagner, marido da heroína. 

Sobre seu personagem, Heraldo e equipe fizeram reuniões para discutir o lugar que esse homem negro estava sendo colocado na série. Vagner é afetuoso, mas reproduz algumas opressões. Em uma das cenas mais hilárias da websérie, o marido da Punho Negro liga perguntando sobre o paradeiro de suas cuecas enquanto ela lutava contra um super vilão. 

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Vagner e Tereza parecem discordar das prioridades

Quem empresta rosto e voz para Punho Negro é Carolina Ferreira Alves, 34 anos, atriz e produtora cultural, também convidada por Milena Anjos. “Ela sabia q eu era atriz também e houve este convite. Fiz o teste, já me divertindo demais, além de tratar sobre questões que eu como atriz já me identificava. A partir do momento que fui selecionada, fui convidada a fazer parte do coletivo e consecutivamente do roteiro da trama”, explica Carol. 

A atriz, estrela da série, se identifica com a personagem em vários aspectos. Ao responder sobre os paralelos entre Punho Negro e Carol Alves, a produtora cultural levanta questões densas que perpassam ambas. “Punho Negro mexe em muitas coisas em mim. Ela sabe quem ela é o que pode fazer, é corajosa, até um pouco explosiva. Mas também, com tantas responsabilidades e tantos dedos de dúvidas quanto a sua capacidade, difícil não ser”, analisa. 

Para quem começar a acompanhar a série saberá que está vendo muito de quem é a atriz por trás da máscara e isso traz uma espontaneidade bem-vinda. Punho Negro é carismática e facilmente identificável pelo público, principalmente mulheres pretas que vão conseguir ver um reflexo de suas rotinas mostradas em tela. 

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Carol Alves como a Punho Negro (Imagem: divulgação)

Com uma produção limitada para orçamento, a equipe de produção usou a criatividade para os efeitos especiais. “Nas cenas que Tereza suspende o bandido pelo pescoço ou quando a mãe dela levanta o fogão usando apenas uma mão, filmamos num enquadramento que não revelava que tinham pessoas da equipe suspendendo o fogão e o ator que interpretou o bandido”, revela Deolino. 

“Punho Negro’’ é um ponto fora da curva na produção audiovisual brasileira. Ao contrário da corrente que vem ganhando força em outros países, com produções capitaneadas por produtores pretos e estreladas também por pessoas negras, o Brasil ainda carece de oferecer entretenimento com boa representatividade. Sobre essa questão, reflete Heraldo”. 

Heraldo defende a criação de uma ponte de diálogos decolonizada. “Eu que além de ator sou roteirista e diretor, procuro cada vez mais, nas minhas criações, propor uma forma de construção com diálogo, criação coletiva, gestão horizontal, transparência onde todes tem a possibilidade de propor pra contar uma história”, conclui. 

Os episódios da primeira temporada de ‘Punho Negro’ são dinâmicos, com a melhor parte do humor vindo das interações entre Tereza e Vagner, que funcionam graças á química entre Carolina e Heraldo. Dá para maratonar em pouco tempo sem medo de ficar entediado. 

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Além da Punho Negro, os vilões também tem problemas em casa (Imagem: divulgação)

Para a próxima temporada, a equipe promete temas mais densos e mais respaldo financeiro para a parte técnica. A segunda parte da saga terá apoio da Oi, um edital de projetos incentivados conseguido através do Fazcultura (programa da Secretaria de Cultura da Bahia que ajuda a financiar projetos culturais). 

Punho Negro terá sua primeira temporada disponibilizada na Wolo TV no dia 9 de maio. Já a segunda temporada tem previsão de estreia para 2 de julho deste ano.

“Estou vendo uma barata”: Bolsonaro, em tom de piada, fala do cabelo Black Power de um dos seus apoiadores

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O presidente Jair Bolsonaro durante solenidade de Ação de Graças, no Palácio do Planalto. Imagem/G1

O presidente Jair Bolsonaro disse, no palácio da Alvorada, nessa quinta-feira (6) a um homem que pediu para tirar foto com ele, que estava vendo uma “barata” em seu cabelo.

O rapaz se aproximou e pediu para tirar foto com o Presidente, por ser um dos seus apoiadores. Então, Bolsonaro olhou o cabelo do dele, mirou para o segurança, deu um sorriso e fez o comentário:

“Tô vendo uma barata aqui. Hahaha”.

Logo após a “brincadeira”, tirou foto com o seu seguidor. A conversa estava sendo transmitida em uma live em um canal de suas redes sociais que acompanhava Bolsonaro no Palácio da Alvorada.

Segundo o G1, na terça-feira (4), Bolsonaro fez comentários similares também em conversa com apoiadores. Ao ver um simpatizante com o cabelo ‘black power’, Bolsonaro disse, aos risos:

“O que que você cria nessa cabeleira aí?”

“Tem muita coisa”, respondeu, rindo, o homem, que depois tirou uma foto ao lado de Bolsonaro.

Fonte: G1 Notícias

Residente em Paris, engenheiro negro brasileiro lança o primeiro livro a analisar futura Rede 6G

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Foto: reprodução/Arquivo pessoal

Paulo Sérgio Henrique Rufino, engenheiro brasileiro lança junto ao Professor Doutor Ramjee Prasad ”6G – A estrada para a futura rede sem fio em 2030 ”, o primeiro livro a analisar a futura Rede 6G, que tem previsão de implementação global a partir de 2030.  

Apesar do 5G ainda não estar a pleno vapor, a próxima tecnologia já está sendo pensada e desenvolvida.  Se estipula que o planejamento do serviço de novas redes leve em média 10 anos.

. A Rede 6G causará mudanças radicais em todos os aspectos da relação do homem com a tecnologia. Esse é o tema que norteia o livro escrito pelo engenheiro e doutorando brasileiro Paulo Sergio Rufino Henrique e o Professor Doutor Ramjee Prasad. 

Paulo Sérgio é engenheiro elétrico brasileiro formado pela FESP (Faculdade de Engenharia de São Paulo) e pós-graduado em rede 5G pela Universidade Brunel de Londres. Atualmente, ele é doutorando sobre a Futura Rede 6G, no Departamento CTIF Global Capsule na Universidade de Aarhus,na Dinamarca e trabalha na Spideo de Paris como Chefe de Operações e Integrações. Prasad é professor de tecnologias futuras para inovação do ecossistema empresarial na Universidade Aarhus, na Dinamarca.  

Paulo Sérgio com resultado de sua pesquisa (Imagem: acervo pessoal)

Os autores explicam, baseado em pesquisas científicas, a diferença entre as redes de celulares desenvolvidas até hoje, entre as antigas e as contemporâneas, detalhando quais intenções principais para suas funcionalidades, que vão além de simplesmente assistir a um filme no streaming sem travar. 

O 6G possibilitará a integração de cidades inteligentes, desde uma megalópole como São Paulo até um lugar menor como Ribeirão Preto ou os confins da Nova Zelândia. Para que se possa chegar ao padrão esperado de velocidade de conexão 1 TB (terabyte) por segundo e frequência na faixa dos terahertz (THz). Essa velocidade, hoje ainda impossível, possibilitará comunicações holográficas e em 3D em tempo real.  

Novas tecnologias serão criadas para distribuir o poder do 6G e países como a China já vem testando as próximas possibilidades. Outros tópicos abordados no livro de Paulo Sérgio e Prasad são as comunicações ópticas sem fio (transmissão de dados sem o uso de cabos), o rádio holográfico, além de futuras demandas que serão criadas com o surgimento de novas pesquisas do 6G.  

Em “6G – A estrada para a futura rede sem fio em 2030” os autores também abordam o conceito de ‘Sociedade 5.0’ (um modelo de organização social em que tecnologias como inteligência artificial e internet das coisas são usadas solucionar as necessidades humanas). A intenção é melhorar significativamente a vida da população. 

Ter Paulo Sergio Rufino Henrique, um engenheiro brasileiro negro como pioneiro no entendimento da nova tecnologia pode ser indício de que o 6G, de fato traga uma nova era para solucionar a qualidade de vida de diversos setores da população mundial. Até 2030 poderemos conferir

Com a música “Dilúvio”, a rapper Karol Conká tem o melhor lançamento da carreira no Spotify

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Foto: divulgação/Dilúvio

Pela primeira vez, um lançamento de Karol Conká entra no chart, o single “Dilúvio” lançado na grande final do Big Brother Brasil foi considerado o melhor lançamento da rapper e alcançou a 43º posição no Spotify, ficando na frente de artistas como The Weeknd, Jorge & Mateus, Mc Livinho, Bruno Mars, e outros.

Nas primeiras 24 horas “Dilúvio” já contava com mais de 200 mil reproduções na plataforma. Nas redes sociais, o retorno de Karol ao BBB21 se tornou um dos assuntos mais falados, no Twitter, a rapper dominou 4 TTs  #2 Karol (140k) | #11 Mamacita (90K) | #23 Jaque | #26 Dilúvio

“Só mais um dia de luta (ah ah)
Depois do dilúvio (uh uh uh)“, diz a música que marca o recomeço da rapper.

Animação para proteger meninas negras do racismo e bullying na internet é lançada

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Imagem: Bruna Bandeira

O Geledés, Instituto da Mulher Negra, anunciou com o apoio da SaferNet, ONG referência na defesa e na promoção dos direitos humanos na internet, e do Instagram, o lançamento de ‘Racismo e Bullying: Como proteger jovens negras?’,  uma nova série de animação sobre as formas de discriminação que jovens negras sofrem e o impacto em suas vidas.

Com o objetivo de educar e fomentar a discussão sobre o tema, a série, ilustrada por Bruna Bandeira, dirigida por Day Rodrigues e produzida pela agência Mutato, será protagonizada por Guta, uma menina negra de 13 anos que sonha em ser cineasta e guiará conversas com diferentes especialistas sobre como combater bullying e racismo, além de oferecer dicas de como meninas negras podem se proteger no Instagram e ter uma experiência mais segura e positiva na rede. 

“Racismo é uma violência sistêmica, uma violência de apagamento dos corpos não brancos. Ele acontece desde o momento que a gente não tem uma memória das resistências negras, a partir do momento em que simbolicamente somos violentados em relação à religião de matriz africana, festas e culturas populares. Tudo isso inclui o racismo, principalmente a animalização dos corpos negros, da criação de estereótipos e de um lugar que não leva a consideração à humanidade e sim a violência.” Explica Day Rodrigues, diferenciando do que seria o bullying.

“O bullying é direcionado a alguém , não tá envolvido em um todo, tem a ver com um individuo e não a origem racial da pessoa.” Completa ela.   

A série contará com três vídeos que serão publicados durante todo o mês de abril no canal do IGTV do Portal Geledés e sua primeira apresentação ocorreu no dia nacional contra o Bullying, que segundo a diretora do projeto, tem uma grande diferença com o racismo e que deve ser reconhecida pela população.

A série em forma de IGTV conta com a animação feita por Bruna Bandeira, mulher preta e ilustradora, criadora da página “Imagine e Desenhe”, na qual fala com muito orgulho sobre ela. “A Imagine e Desenhe é uma rede de apoio. Sem tabus, onde pessoas se comunicam, trocam informações e se ajudam a todo momento. É onde refletimos que se a luta não for por todos, não estará sendo por nenhum de nós!” Explicou Bruna

Festival Fixe celebra o Dia Internacional da Língua Portuguesa

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Para celebrar o Dia Internacional da Língua Portuguesa  (5 de maio), será realizado entre os dias 5 e 9 de  maio a primeira edição do Festival FIXE (lê-se fiche), evento enaltece a cultura lusófona. A programação oferece atividades gratuitas e online de diferentes linguagens como música, cinema, moda, literatura, teatro, gastronomia e artes visuais representando países de países que tem o português como língua oficial como Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Portugal, Cabo Verde e Brasil.

Na moda, estilistas contextualizam a origem das capulanas na África. Sobre cinema, já na sexta-feira (7), conversa com o ator e diretor de cinema luso-guineano Welket Bungué com mediação da cineasta Joyce Prado.

Algumas indicaçoes de literatura lusófona que o Festival Fixe oferece (Imagem: divulgação)

Entre dezenas de atrações o público poderá ver palestras e performances da cantora moçambicana radicada em Portugal Selma Uamusse, o escritor e músico angolano Kalaf Epalanga e a chef de cozinha e pesquisadora baiana Aline Chermoula. O evento também conta com apresentações musicais de Marissol Mwaba, Rico Dalassam, Kunumi MC, Amaura , Pedro Mafama , Zudizilla, entre outros.

Para os fãs de cinema que querem conhecer mais da produção lusófona, uma das atrações é a mostra de cinema, com 15 filmes produzidos em Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Cabo Verde. A plataforma Todesplay manterá os filmes disponíveis gratuitamente até o dia 20 de maio.

Toda a programação está disponível no site oficial do evento.

O designer gráfico e ilustrador Willian Santiago morre aos 30 anos, vítima da Covid 19

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Na noite da última terça-feira (4), morreu o artista Willian Santiago (30) em decorrência de complicações da Covid_19. Santiago estava internado há pelo menos um mês em um hospital de Londrina, no Paraná.

Em declaração à Folha de Londrina, o amigo e fotógrafo do designer gráfico, Guilherme Benites disse que “Willian piorou muito no domingo e sofreu uma parada cardíaca por volta de 20h15 da última terça-feira

Willian era artista reconhecido internacionalmente e tinha vencido o prêmio Jabuti em 2017 pela arte feita no projeto “Kidsbook Itaú Criança”. Em sua última postagem no Instagram, exibia com orgulho a capa do livro “Visão das Plantas” escrito pela angolana Djaimilia Pereira de Almeida, romance que fala de um passado sombrio compartilhado por África, Portugal e Brasil. O artista trabalhou com marcas como Netslé, Itaú, Natura e Sesc.

A Visão das Plantas' imagina capitão de navio negreiro impune e rodeado de  flores - 26/03/2021 - Ilustrada - Folha
Arte de “A Visão das Plantas” feita por Willian Santiago

Willian também foi ilustrador do primeiro livro infantil escrito pelo aclamado cronista Luis Fernando Verissimo,”O Sétimo Gato”. Em 2010 ilustrou a capa do livro “Mockingbird”, de Kathryn Eskine, sobre os massacres na Virginia Tech University, em 2002. O livro ganhou os prêmios National Book Award de Literatura Juvenil, Golden Kite Award de Ficção.

Willian nasceu em Londrina e se formou na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Suas obras são marcadas pelas cores vibrantes que remetiam á temas muit brasileiros.

Entre as personalidades que prestaram homenagens estão o ator Paulo Vieira, a roteirista Renata Corrêa e a cartunista Laerte Coutinho.

Google e Fundo Baobá vão apoiar ONGs com foco em equidade racial e justiça com R$1 milhão

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Foto: divulgação/Baoba

Hoje, (5) o Fundo Baobá para Equidade Racial, com apoio do Google.org, braço filantrópico do Google, lança o edital “Vidas Negras: Dignidade e Justiça” para apoiar ONGs negras que atuam no enfrentamento do racismo, da violência racial e incorreções que ocorrem no sistema de Justiça Criminal no Brasil.

Por meio do edital, a iniciativa vai selecionar 10 instituições filantrópicas brasileiras e apoiá-las com R﹩ 100 mil para cada e, assim, garantir a execução de projetos que viabilizem ações de enfrentamento a esses problemas.

Além do apoio financeiro, cada uma das 10 entidades receberá suporte técnico para o fortalecimento institucional das organizações, participarão de jornadas formativas. As lideranças das entidades selecionadas receberão, de forma virtual, capacitação e ferramentas de planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de projetos, captação de recursos, entre outros temas importantes para o fortalecimento institucional.

As organizações interessadas devem apresentar suas propostas para um dos temas a seguir:

a) Enfrentamento à violência racial sistêmica;

b) Proteção comunitária e promoção da equidade racial;

c) Enfrentamento ao encarceramento em massa entre adultos e jovens negros e redução da idade penal para adolescentes;

d) Reparação para vítimas e sobreviventes de injustiças criminais com viés racial.

As inscrições poderão ser feitas a partir de 05 de maio até de junho, às 23h59 (horário de Brasília) no site do Fundo Baobá para Equidade Racial .

Enfrentamento ao racismo

“No ano em que o Fundo Baobá celebra 10 anos de existência, o lançamento do Programa Equidade Racial e Justiça e deste edital é uma oportunidade para a comunidade negra intervir em alguns efeitos e promover mudanças positivas. Apenas as ações de políticas públicas não têm sido suficientes para conter a crescente escalada de violências e outras violações de direitos que assolam a população negra brasileira”, diz Selma Moreira, diretora executiva do Fundo Baobá.

A ação filantrópica financiada por Google.org e liderada pelo Fundo Baobá voltada para grupos coletivos negros, organizações e movimentos sociais também negros, é resultado de um esforço coletivo para o enfrentamento ao racismo e promoção da equidade racial. O edital Vidas Negras: Dignidade e Justiça será mais uma oportunidade de a população negra fortalecer estratégias de ativismo e resistência frente às injustiças raciais recorrentes, envolvendo e engajando comunidades, vítimas, sobreviventes e aliados.

“Injustiças raciais provocam marcas e traumas que estarão sempre presentes na vida das vítimas, de seus familiares, de suas comunidades. Isso jamais poderá ser completamente reparado. Mas, em muitos casos, poderá ser evitado”, completa a diretora executiva do Fundo Baobá, Selma Moreira.

Em 2020, o CEO do Google e da Alphabet, Sundar Pichai, reafirmou a importância de se reconhecer o racismo como um problema global e reforçou o compromisso de colaborar com o trabalho de organizações atuantes no combate ao racismo e a desigualdade em países como o Brasil. O Google.org anunciou então a destinação de US﹩ 500 mil (cerca de R﹩ 2,5 milhões) em doações para organizações sem fins lucrativos que trabalham para promover a justiça racial no país.

O Fundo Baobá foi uma das entidades contempladas pelo Google.org no Brasil por meio de recurso que seria utilizado para a seleção e apoio continuado a organizações de todos os estados brasileiros com foco no enfrentamento ao racismo em suas regiões de atuação.

“Temos um compromisso global por equidade racial e inclusão que no Google se traduz em ações internas e externas, seja adotando medidas para aumentar a representatividade negra em cargos de liderança em nossa empresa, seja apoiando o trabalho de organizações que lutam contra o racismo e a desigualdade”, diz Flavia Garcia, head de Diversidade, Igualdade e Inclusão no Google para América Latina e Canadá. “Com esse apoio, queremos promover mudanças que sejam significativas e duradouras pela equidade racial no Brasil, ampliando o alcance do legado de transformação social das organizações negras a serem financiadas por meio do Fundo Baobá”.

Além do Fundo Baobá, o Google.org destinou US﹩ 100 mil para o Núcleo de Pesquisa em Justiça Racial e Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), liderado pelos professores Thiago Amparo e Marta Machado, com o objetivo de melhorar a coleta de informações sobre o estado da justiça racial no Brasil, a partir da análise de estudos de caso, dados e visualização das dimensões raciais da violência policial no Brasil.

Sobre o Fundo Baobá

O Fundo Baobá para Equidade Racial é o primeiro e único fundo dedicado exclusivamente à promoção da equidade racial para a população negra no Brasil. Criado em 2011, o Fundo Baobá é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo mobilizar pessoas e recursos, no Brasil e no exterior, para o apoio a projetos e ações pró-equidade racial para a população negra. O Fundo Baobá prioriza apoio a iniciativas negras alinhadas a outros três eixos programáticos: educação; desenvolvimento econômico; comunicação e memória. A missão do Baobá é o desenvolvimento de uma agenda filantrópica para a promoção da equidade racial para a população negra calcada em valores como ética, efetividade na gestão e transparência. O Baobá faz parte da Rede de Filantropia para Justiça Social.

Sobre o Google.org

O braço filantrópico do Google apoia organizações sem fins lucrativos voltadas a questões humanitárias e aplicam inovação escalável e orientada por dados para solucionar os maiores desafios do mundo. Aceleramos seus progressos conectando-as a uma combinação única de apoio que inclui financiamento, produtos e conhecimentos técnicos de voluntários do Google. Buscamos nos envolver com as pessoas que fazem acontecer, causando impacto positivo para as comunidades que representam, e cujo trabalho tem potencial de produzir mudanças significativas. Queremos um mundo que funcione para todos – e acreditamos que tecnologia e inovação são peças fundamentais para este objetivo.

“O que pra eles é errado, para nós é conto de fadas”, diz Orochi em nova música sobre seu relacionamento

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Foto: reprodução/Instagram

No último ano, o rapper Orochi dono da música “Amor de Fim de Noite” recebeu diversas críticas ao anunciar o seu namoro com a blogueira Lara. A crítica partiu do fato do cantor em suas letras de rapper enaltecer mulheres negras, enquanto na vida pessoal só foi visto se relacionando com mulheres brancas.

No trecho de uma das músicas mencionadas, o rapper diz “Minha pequena deusa africana, adoro sua vibe espontânea” e ao ser questionado sobre a letra em uma foto com a namorada loira, o rapper respondeu: “na África só tem preta ?”

Em sua defesa, o rapper disse que quando escreveu “Amor de Fim de Noite” ele se relacionava com uma mulher negra:

“Vários dizendo que meu discurso é ‘desonesto’ ou que eu me aproveito da mulher preta para ganhar dinheiro na música e namoro uma branca. Mas muitos não sabem que a música ‘Amor de Fim de Noite’ foi lançada dia 3 de outubro, e eu namorava com uma preta quando fiz”, postou em suas redes sociais.

Mas a explicação não foi bem recebida, pois em outro momento o rapper teria dito que estava solteiro quando escreveu o rap: 

Além disso, alguns fãs questionaram o fato dessa mulher negra que ele supostamente dedicou o rap nunca ter sido vista com o cantor, e insinuaram que ele não a assumiu:

Em “Sobre Nós” o rapper decidiu rebater as críticas sobre o seu relacionamento, Orochi aparece ao lado de sua namorada trocando carinhos e canta:

 “O que pra eles é errado, para nós é conto e de fadas” “elas julgam você porque queriam estar aqui” “elas todas montadas e você toda gostosa” como resposta para aqueles que o acusaram de ser ‘palmiteiro’ e usar mulheres negras para hitar as músicas.

Em outros momentos o rapper já falou sobre “Palmitagem” e disse que “Esse bagulho é mó escroto” e que “O amor não deve ser questionado”. O rapper classificou as críticas como inveja e preconceito.

https://www.instagram.com/p/COd1n8WH8yL/

Testemunha do caso Miguel é ouvida sem os advogados da mãe do menino estarem presentes

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Imagem/Diário de Pernambuco

Mirtes Renata, mãe de Menino Miguel, que faleceu após cair de um prédio de luxo em Recife sob os cuidados da patroa dela, não foi informada da audiência com testemunha do caso da morte de seu filho e pediu uma anulação da audição.

A testemunha, que não será revelada para não atrapalhar as informações da investigação, foi ouvida com a presença apenas dos advogados de Sarí Corte Real e do representante do Ministério Público, sem a presença do representante da vítima, o advogado de Mirtes.

Mirtes Renata Santana de Souza, que era empregada doméstica no prédio em que o seu filho faleceu, protocolou na segunda-feira (03) um pedido de anulação da audição de uma testemunha do caso, ela quer saber o motivo que deu para que a testemunha seja ouvida sem a presença de seus advogados.

Trata-se de uma testemunha que seria ouvida na Comarca de Tracunhaém/PE. Apesar de os advogados de Mirtes terem requerido, reiteradamente, informações acerca das distribuições das cartas precatórias para participar das audiências de instrução nas referidas comarcas, a escuta da testemunha acabou ocorrendo sem que fossem notificados.

Como o ocorrido aconteceu sem que Mirtes e seus advogados sequer fossem informados da data e tendo como os únicos advogados presentes no ato os de Sarí Corte Real, que responde ao processo por abandono de incapaz com resultado morte, e o representante do Ministério Público, a mãe está tentando comprovar ilegalidade na última oitiva.

“O fato gera nulidade processual, ou seja, invalida essa audição de acordo com o artigo 564 do Código de Processo Penal, uma vez que é direito da própria mãe de Miguel, representada por meio de seus advogados, realizar perguntas às testemunhas do caso. Com isso, a oitiva das testemunhas deixa de ser imparcial, favorecendo apenas a uma das partes, que, no caso, é a da acusada, a esposa do ex-prefeito de uma das cidades de Pernambuco, Tamandaré.” Informa uma nota oficial para a imprensa de seus advogados.

O fato demonstra as dificuldades diárias de acesso à justiça e os entraves enfrentados por Mirtes para conseguir a responsabilização efetiva de Sari. A morte de Miguel completará 1 ano no dia 2 de junho de 2021, sem que a fase inicial do processo tenha sido encerrada.

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