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Thelminha emociona participantes do BBB21 em ação do Dia das Mulheres

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Imagem: Rede globo/Reprodução

A Avon, uma das patrocinadoras do BBB21, celebrou o Dia Internacional da Mulher com uma ação no Big Brother Brasil. Levando a vencedora da edição anterior, Thelma Assis, de volta para a casa mais vigiada do Brasil e compartilhando histórias de mulheres inspiradoras na vida de cada participante do programa.

A iniciativa faz parte da campanha #OlhaPraEla, promovida pela marca e, após o momento emocionante, cada brother foi convidado a enviar uma maleta com produtos Avon para as mulheres homenageadas do dia e que apareceram no telão. O dinheiro arrecadado nessa propagada do BBB será revertido em ações de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

“É muito poderoso levar essa pauta para um programa como o BBB, que tem como natureza gerar diálogo dentro e fora da casa. A nossa ideia foi justamente trazer todo mundo pra conversa, através de histórias que se conectam com a vida das pessoas. Toda mulher enfrenta desafios apenas por ser mulher e celebrar as nossas conquistas é também um jeito de continuar a luta”, afirma Mariana Hasselmann, Diretora de Conteúdo da Wunderman Thompson Brasil.

O Dia Internacional da Mulher é uma data especial para a marca de cosméticos Avon, que há 135 anos estimula o poder de escolhas, o empreendedorismo e a autonomia feminina. Alguns participantes se emocionaram ao ouvir as vozes das mulheres que perpetuam a sua vida, como a jogadora Camilla de Lucas, que chorou muito ao ver a foto de Dona Lucicreide, sua mãe.

Logo na primeira frase, Camilla se emocionou bastante. Quando viu a foto da mãe, ela gritou: “Eu estou com saudades, mãe. Te amo, mãe”.

Cinema Independente abre portas para que jovens baianas disputem prêmios Brasil afora

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Segundo dados do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as mulheres negras são o grupo com a menor representação dentro do Cinema Brasileiro. A pesquisa foi feita com base nas informações das bilheterias disponibilizadas pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) entre 1995 e 2018, que analisou 240 longas-metragens considerados  os 10 mais assistidos de cada ano analisado. Enquanto mulheres brancas chegam a ocupar 21% dos cargos de diretoras e 34% de roteiristas, mulheres negras sequer pontuam no circuito comercial.

É em busca de conquistar esses espaços que jovens baianas negras tem investido no mercado do cinema e do audiovisual brasileiros e já colhem alguns frutos. Como é o caso da diretora e roteirista Ana do Carmo, de 23 anos, co-fundadora da produtora baiana Saturnema Filmes, que já tem no currículo 17 prêmios nacionais e internacionais, diretora de oito curtas-metragens exibidos em países como EUA, Canadá, Escócia e Índia, além de dirigir o curta “A Mulher no Fim do Mundo”, vencedor de cinco prêmios no Brazil International Monthly Independent Film Festival, e de “Sol a Pino”, um dos três longas-metragens selecionados para a Gira de Projetos Zózimo Bulbul com apoio da Netflix e Telecine.  “É um mercado que não está interessado em nossas potências enquanto artistas, mas sim em tokenizar nossos corpos nos pagando 1/3 do que temos direito. Somos minorias nas salas de roteiro, onde muitas vezes estamos ali apenas para evitar “equívocos racistas”, como se um corpo representasse a totalidade da vasta negritude desse país. A maioria dos laboratórios de roteiro são todos voltados para longas-metragens e séries, cujas produtoras precisam ter grande porte e já dispor de uma produtora executiva que já tenha tido experiências com projetos grandes. Não somos ensinadas, tampouco incentivadas, a sermos empresárias”, analisa.

Estar no Nordeste, longe do eixo Sul-Sudeste, também dificulta o processo de conquistar mais espaço no mercado e emplacar produções. Para a produtora executiva da Saturnema Filmes, Rubian Melo, de 31 anos, essa distância do centro das negociações é o mais difícil na sua função. “A questão é mais o acesso, o ‘como você entra no mercado audiovisual’, que é um mercado muito fechado. Por a gente estar no Nordeste, temos poucas produções. Vem de uma cultura do audiovisual que depende da Ancine e com esse desfecho atual da Agência, que não está mais financiando filmes, o cenário está ruim para todo mundo também”, explica.  Mas, algumas iniciativas voltadas para a população negra tem abertos caminhos promissores e possibilidades de contarem suas próprias histórias, como: a APAN – Associação de Profissionais Negros do Audiovisual, a Wolo Tv, o Nicho 54, a Gira de Projetos Zózimo Bulbul, o Centro Afrocarioca, os festivais de cinema negro independentes, e eventos locais como o Nordeste Lab e o Películas Negras Lab: Formação de Roteiristas Iniciantes, este último promovido pela própria Saturnema.

Se postos como de diretor e roteirista são esmagadoramente ocupados por homens brancos, segundo o GEMAA, algumas funções como figurinista e direção de arte são ocupadas majoritariamente por mulheres. Adriele Regine tem 30 anos e é designer e diretora de arte da Saturnema Filmes. Para ela,trabalhar nessa área foi uma decisão pelo amor à profissão e à arte, e também pela possibilidade de criar outros mundos a partir do cinema. Porém, esta pode não ser a realidade de outras jovens que encontraram na direção de arte o lugar. “Acho importante a gente ocupar todos os espaços, mas a direção de arte é um dos lugares que mais as meninas se formam e trabalham. A gente precisa compreender se a escolha em ser diretora de arte é de fato uma escolha ou se é um lugar que a gente entendeu que  nos cabe. Eu entendo essa presença feminina na arte partindo desse lugar também de começar a questionar o quanto você está ali por querer estar mesmo, principalmente no cinema. Sempre nos é dado, nos empurrado que a delicadeza, o toque feminino, mas talvez a gente queira mais, né?! Para esse dia 8 de Março, o que mais importa é que a gente entenda o que a gente quer, e se quiser mais, entender que a gente pode querer mais”, finaliza Adriele Regine.

Cinema Independente

O sonho de Vilma Martins era ser escritora de fantasias, tipo Harry Potter e O Senhor dos Anéis. O cinema parecia uma realidade distante para ela. “Como uma menina negra, numa escola particular, num meio muito branco, eu achava que esse tipo de arte, de profissão, não era pra mim. Ser cineasta, ser roteirista, fazer filmes não era uma coisa para pessoas como eu.” Hoje, aos 27 anos, Vilma atua como diretora, roteirista e produtora e faz parte do Sujeito Filmes. O coletivo criado em 2017 por mais quatro pessoas, com o intuito de contar histórias do cotidiano protagonizadas por pessoas negras, participou em fevereiro do Toronto Black Film Festival 2021, no Canadá, com participação e exibição do curta-metragem 5 Fitas. “A gente tem um lema que é que a gente faz cinema (in)dependente porque dependemos muito um dos outros, inclusive de produtoras parceiras por exemplo, que tem feito vários trabalhos conosco”, comenta.

Além das dificuldades enfrentadas ao trabalhar com cinema independente, como a falta de financiamento e apoio, Vilma Martins ainda encara dificuldades no set de gravações. “Ser uma mulher negra no audiovisual é todo dia você ter que se reafirmar, acreditar na sua autoestima, acreditar em si mesma, não se deixar levar pelas dificuldades, pelas injustiças. Mas, a gente cada vez mais está ganhando nosso espaço justamente por todo esse poder, diria assim: a gente tá ganhando, tá tomando, a gente tá fazendo acontecer”, finaliza.

Aíla Oliveira, de 23 anos, também compartilha das experiências vividas no Cinema Independente baiano. Se não há dados de mulheres negras nas principais funções analisadas na pesquisa do GEMAA, ela prova que a mulher negra pode ocupar diversos postos. “Sou produtora e cineasta, atuo, pesquiso, crio, copio, escrevo, organizo, planejo e tô sempre envolvida em otimizar correrias e pensar nas melhores dinâmicas de funcionamento para as coisas, para as ideias, para as relações e para os laços”. Apresentando-se de forma múltipla, Aíla conquistou no ano passado o edital emergencial Sesc Convida e escreveu e dirigiu o documentário Boa Reza, que conta a história de sua família e as experiências de viver em meio à pandemia da Covid19. “Eu enxergo uma potente possibilidade de materializar narrativas que constantemente tentam ser quebradas, polarizadas e diminuídas dentro de uma perspectiva e alcance. Eu  acredito que o cinema proporciona e materializa essas vozes, essas histórias, esses rostos e essa trajetória de fortalecimento. Enquanto mulher negra, eu sinto que eu tô colocando o meu rastro no mundo, que eu tô propagando a minha trajetória porque é muito forte”.

Links de trailers de filmes citados:

– Filme 5 Fitas: https://vimeo.com/469141899

– Filme A Mulher no Fim do Mundo: https://vimeo.com/330289406

Dicas de cuidados dignas de spa para quem tem pele negra fazer em casa

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Foto: Nappy

No Dia Internacional da Mulher não tenha dúvidas que você merece um tempo para se olhar e cuidar de você. Mulheres negras precisam celebrar sua existência sempre e o autocuidado é um chamego que gente precisa se dar.

Em parceria com as esteticistas Arina Gabriela e Silvana Fontoura selecionamos dicas de cuidado para rosto e pé feita especialmente para nossas leitoras.

 Spa para pés por Silvana Fontoura ,do livro pele negra segredos revelados.

E por que não trazer um pouco da nossas terapias vindas da nossa ancestralidade ?

No século vIII A.C mais precisamente no egito ,os faraós eram negros de origem núbia , o egito é conhecido pelas terapias e rituais de Banhos , entre eles o ecalda pés , terapia milenar , que melhora a circulação sanguínea , relaxa a musculatura e traz sensação de em estar .

Vamos aprender como podemos fazer um escalda pés digno de um Faraó Núbio ou melhor de uma Rainha Núbia ?

Receita de Escalda pés de Rainha :

  • Aqueça água
  •  Despeje a água em um ofurô  para pés ou balde
  • Acrescente a água  quente , duas gotas de óleo essencial de lavanda ou alecrim
  • Acrescente  ervas ou chás de sua preferência
  • Acrescente  sal grosso
  • Pétalas de flores
  • Antes de descansar os pés no ofurô realize uma esfoliação nos pés com creme esfoliante de sua preferência , massageie e retire os grânulos com uam toalha umedecida ,
  • Descanse os pés dentro do ofurô
  • Para finalizar realize uma massagem nos pés com um creme hidratante de sua preferência .

Com essa terapia seu dia vai ser em melhor.

Skin Care , pelo do rosto, por Arina Gabriela.

Que tal uma rotina de Sim Care rápida e prazerosa. Para isso, separamos uma lista do que você vai precisar e ainda deixamos uma trilha sonora para o *seu momento*.

Anote aí:

  • Sabonete facial (suave e de sua preferência).
  • Protetor Solar

Gosta de máscaras de argila?

Argila verde para peles oleosas e acnéicas
Argila branca para peles com manchas
Argila amarela ou rosa para rejuvenescer

Como usar:

1 colher de sopa de argila + soro fisiológico , uma quantidade para que a mistura fique na consistência de uma pasta
Aguardar 15min e ir borrifando . Não deixar secar.
Retirar e finalizar com um hidratante de sua escolha

Esses itens podem ser comprados em uma drogaria, manipulados ou use o que tiver em casa mesmo. O importante é o autocuidado.

Perfis das parceiras:

Arina Gabriela

Netflix divulga trailer da 2ª parte de Lupin

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A Netflix liberou nesta sexta-feira (5) o trailer da segunda parte de Lupin, a série sobre Assane Diop (Omar Sy), ladrão refinado que age sobre o pseudônimo de Arsène Lupin, ladrão de casaca que é um personagem clássico da literatura francesa. Os novos episódios mostram Lupin atrás de Hubert Pellegrini (Hervé Pierre) e tentanto resgatar o filho, Raoul (Etan Simon), do vilão.

Na trama, o ladrão vivido pelo astro Omar Sy (de Intocáveis) se inspira no personagem para realizar um grande assalto, utilizando o mesmo talento de Lupin em seus delitos. Cheia de reviravoltas, a atração tem direção de Louis Leterrier, o cineasta do thriller Truque de Mestre – filme que, inclusive, serve de parâmetro para o clima da série.

A série, que se tornou o maior sucesso de língua francesa da plataforma, teve 10 episódios originalmente gravados. Entretanto, a Netflix dividiu a exibição desses capítulos em duas partes, disponibilizando apenas cinco deles em 8 de janeiro. Por isso, a empresa assumiu que “a segunda parte já estava confirmada antes mesmo da primeira lançar“.

A estreia dos novos episódios vai acontecer neste ano, mas a Netflix ainda não confirmou a data; Assista ao trailer:

Espetáculo “Sobejo – Porque ainda é preciso gritar” vai realizar lives e apresentações ao vivo no mês da mulher

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Foto - Andréia Magnoni

O espetáculo SOBEJO é um chamamento ao combate contra a violência a mulher. Num momento em que os casos de violência doméstica se agravaram, intensificados pela pandemia e que o isolamento social representou também o silenciamento das vítimas que agora passam mais tempo com seus agressores.

O projeto “SOBEJO – Porque ainda é preciso gritar” idealizado pela atriz e produtora Eddy Veríssimo traz novamente em cartaz um peça de denúncia e guerrilha que se propõe a realizar três apresentações ao vivo do monólogo Sobejo, com estreia no dia 08 de março – Dia da Mulher. Data escolhida para reafirmar o compromisso com a vida e bem estar de mulheres e meninas.

O monólogo interpretado pela mesma, indicada na categoria de melhor atriz para o Prêmio Braskem de Teatro em 2016, conta com trilha sonora de Roquildes Júnior e tem direção do dramaturgo Luiz Buranga.

O espetáculo narra a história de Georgina Serrat, uma mulher que vê sua saúde mental, felicidade e sonhos destruídos quando descobre no casamento a face violenta do marido. O projeto promove ainda um circuito de seis lives com especialistas no combate ao feminicídio, que acontecerá após a exibição do espetáculo (gravado) no Youtube.

A cada encontro, a atriz recebe mulheres que estão na linha de frente no combate a todas as formas de violência contra a mulher, representantes da Ronda Maria da Penha, Conjunto Penal Feminino de Salvador, Ministério Público da Bahia da Vara da Violência Doméstica, Delegacia de Apoio à Mulher (DEAM) – Brotas, Coletivo de Mulheres do Calafate e também da Secretaria de Política para Mulheres (SPM). SOBEJO – porque ainda é preciso gritar é um chamamento ao público a não se calar perante a todas as formas de violência que uma mulher está suscetível: física, moral, sexual, patrimonial e psicológica.

Foto /Divulgação: Andréia Magnoni

Os ingressos estão nos valores de R$10 (meia) e R$20 (inteira) e podem ser adquiridos através da linklist do espetáculo ou através da plataforma online do Teatro Gamboa Nova onde ocorrerão as apresentações ao vivo, sempre às 19h.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) e terá apresentações no dia 08/03 a 06/04 às 19h na Plataforma Virtual do Teatro Gamboa Nova (espetáculo) e Youtube (lives), no valor de R$20 (inteira) / R$10 (meia).

“Dona de mim”: Em homenagem ao dia da mulher, Iza lança nova versão da música com participações especiais

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Imagem: Reprodução/Instagram

A música “Dona de mim”’, um dos maiores sucessos da cantora e compositora Iza, recebeu uma nova versão em homenagem ao dia das mulheres com participações especiais de Lauana Prado, Majur, Mariah Nala, Marvvila, Negra Li e Urias.

A gravação inédita faz parte de uma campanha promovida pela gravadora Warner Music em parceria com o TikTok para propagar a valorização da liberdade e das conquistas femininas e a produção do novo conteúdo foi gravado por uma equipe majoritariamente feminina.

Na nova versão, ao iniciar a música, Iza pronuncia “Donas de Si. Aquelas que educam, aquelas que trabalham, as que são mães, as que não querem ser… As que são trans, as que são sis, aquelas que sabem quem são, aquelas que não se calam. Mulheres diversas, unidas, em movimento. Mulheres que não têm medo de errar, que se perdem pelo caminho, mas não param, diferentes, mas juntas, inspirando, conectando, ajudando uma a outra a afirmar: sou dona de mim“.

https://www.youtube.com/watch?v=JyshCLO5okU

Vale lembrar que “Dona de Mim” foi originalmente lançada como parte do álbum de estreia da Iza, que chegou às plataformas digitais em 2018.

Ludmilla se torna a 2ª mulher brasileira mais ouvida no Spotify

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Foto: Reprodução/Internet

Hoje, no dia internacional da Mulher, a cantora Ludmilla ocupou o TOP 10 do Spotify há algumas semanas, se tornou a 2° artista brasileira feminina com mais ouvintes mensais na plataforma, ao todo são 7.775.268

A funkeira ultrapassou Luísa Sonza e se tornou a 2º cantora brasileira com o maior número de ouvintes mensais no Spotify BR, ficando atrás apenas de Anitta

Ludmilla, é a mulher negra mais ouvida do Brasil na plataforma, a cantora vem acumulando sucessos e se mantém no Top 200 do Spotify com, “Rainha da Favela”, com mais de 100 milhões de plays combinados, “Deixa de Onda”, que tem mais de 30 milhões de plays combinados, e o recém-lançado “Pra Te Machucar”, parceria com Major Lazer, ÀTTOOXXÁ e Suku Ward, que em 15 dias de lançada, já possui mais de 10 milhões de milhões de plays combinados.

No pagode, “Numanice ao Vivo”, projeto da artista todo dedicado ao pagode, acumula números expressivos, principalmente no que diz respeito ao segmento, nas plataformas digitais. Combinados, todos os streams totalizam mais de 70 milhões de plays.

Em 2020 Ludmilla fez história ao se tornar a primeira mulher negra latina a bater a marca de 1 bilhão de streams em suas músicas no Spotify.

Confira o ranking atual:

1° – Alok 18.413.020
2° – Anitta 15.090.364
3° – Barões da Pisadinha 9.058.503
4° – Wesley Safadão 8.454.025
5° – Gustavo Lima 7.984.134
6º – Vintage Culture 7.841.245
7º – Ludmilla 7.775.268
8º – Luísa Sonza 7.728.129
9º – Zé Neto&Cristiano 7.706.248
10° – Marília Mendonça 7.629.350

Saudação: Ana Mametto estreia programa em homenagem à música afro-brasileira

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Foto: Divulgação

A cantora, atriz e jornalista Ana Mametto trabalha no lançamento do seu novo projeto. Trata-se do programa Saudação, que estreia a partir da próxima quarta-feira (10) no canal da baiana no Youtube

Escrito e apresentado por Ana, o projeto tem como ponto de partida o seu mais recente disco, com o mesmo nome do programa, que faz um tributo às raízes musicais da cultura afro-brasileira, homenageando grandes nomes da MPB. 

Saudação traz quatro episódios inéditos que serão lançados sempre às quartas-feiras, reunindo música e entrevistas com convidados que vão falar sobre as obras dos homenageados. A homenagem a Clara Nunes abre a agenda do programa, que segue com edições em homenagem ao disco Afro-sambas, de Vinícius de Moraes e Baden Powell, Os Tincoãs e Dorival Caymmi. Assuntos fundamentalmente relacionados à cultura afro-brasileira aparecem em meio à conversa de Ana Mametto e convidados. Em pauta, temas como origem e ancestralidade, representatividade, luta antirracista, musicalidade africana e da Bahia, intolerância religiosa, entre outras questões estarão na pauta das conversas.

“Esse momento difícil de pandemia nos faz revisitar muitas coisas dentro de nós, e esse álbum vem para saudar artistas que têm uma ligação direta com a minha carreira e que são fundamentais para a cultura afro-brasileira”, destaca. A ideia começou com o disco de mesmo nome, lançado em agosto, que saúda a ancestralidade da cultura afro-brasileira, e ao mesmo tempo as influências musicais da artista baiana.

“Saudação” também vem para consolidar a carreira de mais de 10 anos na música de Ana Mametto, sendo seu primeiro projeto inteiramente digital, apresentando a pluralidade de talentos que vão além da música. A artista é também atriz e apresentadora.

“Meu filho não teria um título e houve o medo dele nascer escuro” Em conversa com Oprah, Meghan Markle fala sobre a realeza

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Imagem: Reprodução/ A CBS Primetime Special

Na primeira entrevista desde que Meghan Markle e o marido, príncipe Harry, anunciaram os planos de se afastar de cargos importantes na família real britânica, a atriz se descreveu como a vítima de um Palácio de Buckingham obcecado por imagem, que pesava em tudo, desde o “quão escura” seria a cor da pele do filho Archie até a frequência com que ela almoçava com os seus amigos.

Meghan revelou na entrevista com a jornalista Oprah que sentia-se tão solitária dentro da família real que, muitas vezes, pensou em acabar com sua dor pelo suicídio e que não entendia o motivo dela não ter tido ensinos sobre a cultura do país, como Kate e Diana tiveram, e o motivo dela sempre sair como “vilã” para a imprensa do Reino Unido.

“Eu estava realmente com vergonha de dizer isso na época e com vergonha de ter que admitir para Harry, especialmente, porque eu sei quantas perdas ele sofreu. Mas eu sabia que se não dissesse, eu o faria – e eu simplesmente não queria mais estar viva”, disse ela.

Imagem: Reprodução/ A CBS Primetime Special

O príncipe Harry, de 36 anos, e Meghan Markle, de 39, concederam a entrevista exclusiva à Oprah Winfrey. O papo começou a ser transmitido exatamente às 20h do horário de Washington D.C., capital dos Estados Unidos, e às 22h do horário de Brasília neste domingo (7).

Na entrevista, Meghan, que está em sua segunda gravidez, anunciou que estava esperando uma menina e revelou alguns motivos de ter tomado a decisão, em conjunto com o seu marido, de se desvincular da família real.

A conversa começou com a entrevistadora falando “Parecia um conto de fadas, uma nova era da monarquia. Até que eles decidiram sair da monarquia. E pela primeira vez eles falam a sua versão da história”, diz Oprah ao iniciar a reportagem especial.

Meghan falou, logo no inicio, que não queria uma cerimônia grande em seu casamento, mas era obrigatório o ter na realeza, e que, ao conhecer a rainha Elizabeth ela foi “amável e adorável”. Disse ainda que, as pessoas da corte real são diferentes de seus cargos e sempre as lhe trataram muito bem, mas isso mudava ao envolver o título que elas carregavam.

Antes do casamento real, o casal fez uma cerimônia íntima, só ela e Harry, no quintal de casa e após isso disse o quanto se sentia solitária vivendo com a família real.

 “A gente queria nosso casamento para gente. Só a gente no nosso quintal”, contou.

“Não vou viver minha vida com medo. Não sei como que eles podem esperar que depois de todo esse tempo iríamos ficar silenciosos se eles perpetuam mentiras a nosso respeito. Eu perdi meu pai, eu perdi um bebê. Já perdi tantas coisas, mas eu estou de pé. As pessoas têm de saber que existe outro lado e que a vida vale a pena ser vivida”, completou.

Durante a gravidez de seu primeiro filho, Meghan falou que descobriu que ele não receberia um título na família real e pensou “a primeira criança de cor desta família não receberá o título de príncipe, não entendo o motivo”.

Quando Harry e Meghan se casaram, a rainha Elizabeth deu ao casal os títulos de duque e duquesa de Sussex. No entanto, durante a sua gravidez, Meghan foi informada que o filho não receberia o título real de Príncipe.

A duquesa afirmou que Archie não ter Príncipe no nome foi uma decisão da família real. “Não sabíamos que era um menino, que era o Archie e eles disseram que não queriam que ele fosse um príncipe, que ele não receberia segurança. Isso no final da gravidez. Ele não seria um príncipe ou princesa, isso afetaria a segurança dele. Se soubéssemos, a gente teria criado toda uma proteção em volta dele”, contou.

Imagem: Reprodução/ A CBS Primetime Special

Não tem explicação, não tem versão. Eu ouvi  muito pelo Harry, Foi uma decisão que eles acharam que era apropriada. Ele ser chamado de príncipe era importante. Se isso significasse que ele estaria seguro, sim. A ideia do meu filho não estar a salvo. O primeiro membro de cor dessa família não ter recebido o título. Não é direito deles tirar isso. Durante a minha gravidez que eles resolveram mudar a convenção. Não foi nossa decisão, apesar de eu não ter claridade do que vem com o título, e apesar da mina experiência de dor, não pediram para gente fazer a foto com o Archie como parte da tradição. Vocês podem dizer ao mundo que vocês tiraram o título dele e não nos pediram para fazer a foto (como Diana e como Kate)”, desabafou.

Após esse trecho, Meghan revelou que “Nos meses quando eu estava grávida, [disseram] ele não terá o título, não terá segurança. E tiveram muita preocupação da cor da pele do bebê”, Oprah então a questionou “eles tinham medo que seu filho fosse muito escuro?”

A duquesa então respondeu que não dirá o nome da pessoa que iniciou essa conversa na família real, mas sim, o medo de que Archie fosse ‘escuro’ perpetuava por lá.

“Eu sou canadense. Sou uma mulher de cor. Sei da importância da representatidade. Alguém que se parece como você nessa posição é um reflexo do mundo. Em todas as épocas, mas especialmente agora”, acredita.

Após isso, a entrevistadora e o casal falaram sobre a saída da família real, suas obrigações diante o título de Harry e viagens que precisavam ser feitas antes de se desvinculares do título. Meghan afirmou que senti-se bem mais livre após sair do palácio e que vive com seu marido, filho e cães.

Viajar com pouca grana: 5 dicas do livro da Manoela Ramos, a escritora viajante

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*Por Lucas de Matos

Depois dos 4 anos na Universidade e vivenciando a rotina exaustiva de cidade grande, a publicitária Manoela Ramos decidiu que aquele modelo de vida não era o dela. No último semestre da graduação, foi convidada por uma amiga adepta ao estilo alternativo de viagens a passar 10 dias na Chapada dos Veadeiros (GO). Aquela conexão profunda com a natureza do lugar foi o insight que precisava: em 2016 botou a mochila nas costas, separou umas miçangas, e meteu o pé Brasil afora, conhecendo novas paisagens e se aprofundando em sua busca por autoconhecimento. A jornada de Manoela continua e já soma mais de 18 estados, tornando-se referência para muita gente, sobretudo mulheres negras que se identificaram com sua narrativa de independência e liberdade.

Depois de um ano na estrada, a publicitária lançou o livro ‘Confissões de viajante (sem grana)’, buscando ganhar dinheiro para continuar sua lida, e usando a sua habilidade de escrita para contar sua própria história. E não é que a pretinha inspirou mesmo?! O livro já vendeu mais de 2 mil cópias físicas, está em sua segunda edição, figurou em listas de mais vendidos na Amazon, e Manoela já conta com mais de 20 mil seguidores em seu Instagram. Detalhe: o livro é produzido, escrito, revisado, editado e diagramado pela própria. O romance é mais que um diário de bordo; nele encontramos vários gatilhos sobre autoconhecimento, além de histórias sobre pessoas e lugares de um Brasil ainda não reconhecido. Seguem algumas dicas que a escritora viajante nos conta em seu diário de bordo:

1 – Mochila cheia? Caia fora!

“Quanto menos tiver para carregar, mais leve será a jornada”: Quem quer experimentar rodar o Brasil com a mochila nas costas, deve se lembrar que aquele item será uma extensão do seu corpo em muitos momentos da viagem. Já pensou fazer uma trilha de mais de 15 km com um peso desnecessário? Leve apenas o que for indispensável para o seu mínimo conforto e subsistência, e aproveite a jornada com menos peso e preocupações.

2 – Vivencie o lugar

“Descobri um estilo de vida muito interessante: sendo nativa em todos os lugares e não gastando quase nada”: Mais do que turistar e conhecer os pontos badalados, quando se chega em determinado destino interagindo e estreitando laços com a comunidade que já habita ali, você ganha uma maior confiança daquelas pessoas, e elas terminam te acolhendo. Além de visitar locais que só nativos sabem o acesso, você também aprende muito com as histórias e visões de mundo diferentes que eles possuem. 

3 – Quer estender a temporada? Arregace as mangas

“Pra viajar “sem grana” você precisa diminuir dois gastos: passagem e hospedagem”: Tirar seu ID Jovem e pedir caronas podem ser boas alternativas para economizar com o seu translado. Quanto à hospedagem, a dica é entrar em aplicativos de “couchsurfing” onde pessoas oferecem “um sofá” para que você consiga um cantinho. Mas se quer estender a temporada, arranje algum serviço. Você pode trabalhar em hostels, restaurantes, nas feiras, vendendo algo nas praias, entre outros. Trabalhar também estreita os laços com os nativos, que passam a te enxergar como um deles, e não apenas como um turista.

4 – A vida é colaborativa

“Comportamento não natural é não colaborar”: Em cada lugar que for, procure uma comunidade de pessoas com as quais você se identifique. Além de ganhar afeto, essas pessoas podem te ajudar a dividir experiências e contas, e darem aquele suporte maroto. Afinal, os perrengues vão existir, e você precisará de uma ou mais mãos. Essa ideia rompe com a lógica da “babilônia”, atributo que Manoela usa para se referir aos grandes centros urbanos, onde imperam a competitividade e a individualidade. Um dos pontos altos do livro é quando a viajante partilha a experiência de uma comunidade de pessoas pretas no Chapada Diamantina, e como isso fez parte de um processo de cura coletiva. 

5 – Desapegue do luxo consumista

“O luxo já é viver viajando”: Fazer reciclagem em feiras, dividir casa com pessoas, andar ao invés de pegar transporte para conhecer alguns cantos. Se você não faz o estilo viajante afortunado, essas são algumas alternativas para você continuar sua rota pelo Brasil. Mas lembre-se: quando estiver financeiramente mais livre, é justo usar sua grana para “charlar” um pouco e incentivar a economia local. 

Gostou? Confira muitas outras dicas nas 136 páginas de  profunda imersão nas viagens (externas e internas) de Manoela. Com uma narrativa simples, direta e perspicaz, ouso dizer que ‘Confissões de Viajante (sem grana)’ tem grande potencial para virar um best-seller. Talvez seja esse o gatilho que faltava para despertar suas viagens, para fora e para dentro.

‘Confissões de Viajante (sem grana)’

Manoela Ramos

2ª Edição (S/ editora. Publicação independente)

136 páginas

R$25 + R$15 frete (Venda no site)


*Lucas de Matos é soteropolitano, 24 anos, Comunicador com habilitação em Relações Públicas (UNEB) e Pós-Graduando em Comunicação e Diversidades Culturais (Faculdade 2 de Julho). É poeta e apreciador da literatura.

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