“Se eu não tivesse fé, alegria de viver, talvez não estivesse contando minha história”, reflete Isabel Fillardis

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“Se eu não tivesse fé, alegria de viver, talvez não estivesse contando minha história”, reflete Isabel Fillardis
Foto: Reprodução

Em entrevista para o programa “Conversa com Bial”, na noite da última quinta-feira (4), a atriz e cantora Isabel Fillardis relembrou sua trajetória. A artista, falou sobre os problemas de saúde que passou nos últimos anos, ela se curou de um câncer na língua e de uma doença dermatológica chamada Líquen Plano Pigmentoso, que causa lesões hiperpigmentadas na pele. 

A atriz se emocionou ao contar para o jornalista, Pedro Bial, que na época em que descobriu a doença de pele fazia propaganda para marcas internacionais de produtos de beleza e que devido à incidência de luz, sua pele ficava escurecida, o que a impossibilitou de trabalhar e tomar sol. “Passei muito tempo sem poder sair ao sol. A primeira vez que fiz isso foi como se tivesse voltando à vida”, contou Fillardis. “Tirei muitas lições daí. Vi quanto efêmero nós somos, quanto são breves nossos momentos, o quanto a vida é agora, o quanto a beleza é muito pouco para minha alma.”

Isabel Fillardis também revelou que deverá lançar sua biografia, que está em processo de escrita pela filósofa Djamila Ribeiro. “Se eu não tivesse fé, alegria de viver, acreditando que amanhã seria melhor, talvez não estivesse aqui contando minha história”, destacou a cantora que está em turnê com “Refeita”.

Mãe de Analuz, Jamal e Kalel, Isabel Filardis também falou sobre as experiências que viveu depois que o filho do meio, hoje com 19 anos, foi diagnosticado com a Síndrome de West quando ainda era bebê. “Uma das coisas mais fortes que me lembro de começar depois de um ano de passar pela fase mais difícil com ele, de poder apresentá-lo e dizer o que estava acontecendo, porque na primeira infância dele não tinha condições de dividir isso com ninguém. Eram muitas internações”, explicou.

Isabel se tornou referência para muitas mães ao falar sobre a atipicidade do filho. Ela contou que muitas mulheres diziam “Isabel, meu filho também é deficiente”, “Agora estou levando meu filho ao parque”, “Agora eu levo meu filho ao shopping”. Ela também destacou as dificuldades que muitos pais passam para conseguir tratamento adequado para os filhos no Brasil, considerando as altas despesas com medicamentos. 

A atriz também refletiu sobre os acontecimentos de sua vida. “Aprendi que as porradas e as dores são para te fazer evoluir. Tudo depende da forma como você vai encará-las, passar por elas”.

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