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Rabanada é a festa do café da manhã de Natal; confira a receita

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Foto: Aline Chermoula.

Dourada e macia, ela é indispensável nas ceias de natal.

Rabanada, também conhecida como fatia dourada,fatia parida ou fatia de ovo, é um doce de pão de trigo (pão-de-forma, baguete ou outro) em fatias que, depois de molhadas em leite, vinho ou calda de açúcar, são passadas por ovos e fritas ou assadas.As rabanadas fazem parte de muitas mesas da consoada em Portugal, e em várias ceias do Brasil.

São servidas polvilhadas com açúcar de canela ou regadas com calda de açúcar, xarope de bordo ou mel.Trago esta receita de rabanada e um convite para você tornar a rabanada uma iguaria de seu dia a dia.

Separe:

3 pães franceses amanhecidos

2 xícaras (chá) de leite

½ lata de leite condensado

3 ovos

½ xícara (chá) de óleo para fritar

½ xícara (chá) de açúcar para polvilhar

canela em pó e cravo em pó a gosto para polvilhar

PREPARO

1. Corte os pães em fatias médias. Reserve.

2. Numa tigela, coloque o leite e o leite condensado e misture com uma colher. Reserve.

3. Em outra tigela, bata os ovos com um garfo até ficar uma mistura homogênea.

4. Leve uma frigideira com óleo ao fogo para aquecer.

5. Na tigela com o leite, coloque algumas fatias de pão e deixe de molho por 1 minuto. Transfira para uma peneira e escorra o excesso do leite.

6. Passe as fatias pelos ovos batidos e coloque imediatamente na frigideira. Deixe cada lado dourar por 2 minutos. Retire as rabanadas com uma escumadeira e transfira para um prato forrado com papel-toalha. Se o óleo ficar muito sujo, passe-o por uma peneira forrada com papel-toalha.

7. Num prato fundo, misture o açúcar e a canela. Polvilhe as fatias com a mistura.Recheie com doce de leite ou creme confeiteiro.
Sirva a seguir.

Me conta, você costuma rechear as rabanadas de natal?

Professor circula entre estudantes vestido de supremacista branco e escola se omite; veja vídeo

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Professor circula com roupa de supremacista entre estudantes.
Professor circula com roupa de supremacista entre estudantes. Foto: Reprodução

O professor de História da Escola Estadual Amaral Wagner, em Santo André, Luiz Bartolo, teria circulado entre os estudantes da escola vestido com roupas alusivas à Klu Klux Klan, movimento supremacista branco, durante os jogos escolares da instituição, em outubro de 2021. A ação foi registrada em vídeo por estudantes. De acordo com a professora de sociologia da instituição, Hainra Asabi Alves, nenhuma justificativa pedagógica foi apresentada para o uso da roupa.

“A justificativa dele já mudou inúmeras vezes. No primeiro momento ele disse que não teve intenção de ofender ninguém. Depois que começamos a pressionar, ele vem mudando a narrativa dele, mas até o momento não apresentou nenhuma proposta de reparação ou de pedido de desculpas. Na verdade, o que ele vem fazendo é tentar justificar a ação dele”, detalha a professora. Um ato antirracista foi convocado pelo Quilombo Dandara para quarta-feira, às 15h em frente à escola.

Uma das justificativas que teria sido apresentada pelo professor, foi a de que ele pretendia ensaiar uma peça de teatro. “Mas ele não apresentou o texto dessa possível peça de teatro, então, de novo, o uso dessa roupa está fora de contexto. Se fosse uma peça de teatro onde estava sendo discutida a questão, ok. Mas não foi o que ele fez aqui. Ele simplesmente vestiu a roupa e saiu andando pelo meio dos alunos, sem nenhum tipo de contexto, sem nenhum tipo de conversa”, detalha Hainra.

De acordo com Hainra, a direção da escola também não se manifestou publicamente a respeito da gravidade do caso, e nenhuma ação de reparação ou pedido de desculpas foi apresentado. “A gente vem cobrando a direção da escola e eles vêm simplesmente se manifestando e dizendo que estão tomando as medidas cabíveis, mas não fez uma reparação, um pedido de desculpas público. É muito séria a questão em si. Há vários dias a gente vem tentando algum tipo de mediação e a situação só vem piorando porque tanto o professor quanto a direção, vêm numa perspectiva de tentar justificar o ato”, explica a professora.

Em uma reunião na última segunda-feira (20), o Conselho de Classe aprovou que a escola se manifeste publicamente por meio de suas redes sociais contra o fato ocorrido e inclua em seu plano político-pedagógico temas e discussões referentes à questão racial, o que já é previsto em lei.

O Site Mundo Negro entrou em contato com a escola, mas foi informado por uma servidora, que o assunto seria tratado somente pela Secretaria Municipal de Educação de Santo André. A Secretaria não atendeu nem retornou as nossas ligações. A redação também não conseguiu contato com o professor.

Veja a ação do professor no vídeo:

Influenciadora GKay declara que Rihanna está ‘velha’ e ‘ultrapassada’

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GKay (29 anos) e Rihanna (33 anos) / Reprodução / Redes Sociais

Um dos assuntos mais comentados do Brasil nesta segunda-feira (20), em nova publicação da Folha de São Paulo, a influenciadora brasileira GKay comentou que a cantora Rihanna está “velha” e “ultrapassada”. Em tom de deboche, conforme indica publicação da coluna de Mônica Bergamo, GKay foi questionada sobre a possibilidade de utilizar inspirações de maquiagem, tendo Rihanna como influência.

“Eu gosto de ficar que nem a Kylie Jenner [influenciadora da família americana, de socialites Kardashian]”, diz GKay. Em seguida, envia áudio para o stylist: “Tem que mandar referência das Kardashians. A Rihanna tá velha”. O profissional tinha enviado uma foto da cantora como inspiração para maquiagem.

“Essas divas ultrapassadas, Rihanna, Madonna, passaram. A nova geração somos eu, Luara [Fonseca, Youtuber], Deolane [Bezerra, influencer] e Kylie”, finalizou rindo.

Declaração de GKay não foi bem recebida pelos fãs de Rihanna, que viram fala como um verdadeiro ataque. Aos 33 anos, Rihanna foi classificada pela Forbes como a cantora mais rica do mundo, em 2021.

Após repercussão, GKay pediu desculpas e declarou que utilizou frase como ‘meme’ e que não estava em tom sério durante conversa. “Jamais falaria isso em tom sério”, comentou.

The Voice Brasil: confira os participantes negros que estão na semifinal

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Nesta segunda-feira (20) acontecerá a semifinal do “The Voice Brasil”, onde os 2 finalistas de cada time irão se apresentar individualmente. 

A partir das 22h45min, a semifinal da 10ª temporada terá voto popular e pontuação bônus dos técnicos.

Os 10 semifinalistas são: Gustavo Matias e Lysa Ngaca, do time de Carlinhos Brown; Bruno Fernandez e Dielle Anjos, comandados por Claudia Leitte; Hugo Rafael e WD, representando a equipe de Iza; Carlos Filho e Gustavo Boná, defendendo o time de Lulu Santos, e Fernanda de Lima e Giuliano Eriston, disputando pela vaga no grupo conduzido por Michel Teló. Os cinco candidatos que avançarem voltam ao palco do reality na quinta-feira (23) para disputar a grande final. 

Entre eles, colocamos em destaque as pessoas negras dessa edição, entre elas: 

Lysa Ngaca – Lysa tem 25 anos e é de Luanda, Angola. Nas Audições às Cegas, ela escolheu entrar para o time de Carlinhos Brown.

Bruno Fernandez – Ele é carioca e sua voz ficou conhecida pelas ruas e trens do Rio de Janeiro. O cantor chamou a atenção do público ao cantar Alcione logo na primeira fase do programa e está no time de Claudia Leitte. 

Hugo Rafael – Cantor, compositor e multi-instrumentista de Sorocaba (SP) faz parte do Grupo Sambô. Com raízes no heavy metal, ele chegou a participar de uma banda que fazia homenagem aos Ramones na adolescência.

WD – Com 28 anos e é de Campinas, SP. Ele cantou uma música autoral ‘Eu Sou’ nas Audições e entrou para o Time IZA.

Gustavo Boná – Gustavo tem 25 anos, mas começou cantar desde os sete. Virginiano, buscou o aperfeiçoamento logo cedo, cantando na igreja da sua comunidade, o que fez seu amor pela música aumentar cada vez mais. Entre suas experiências na juventude estão uma banda com os primos na adolescência e apresentações em barzinhos, até que chegou o momento que ele decidiu fazer dessa inspiração, sua profissão.

Barack e Michelle Obama são as pessoas mais admiradas do mundo em 2021

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Michelle Obama e Barack Obama / AFP

De acordo com a YouGov, empresa líder internacional de pesquisa de mercado, Barack Obama e Michelle Obama são as pessoas mais admiradas do mundo, em 2021. De forma geral, importantes líderes políticos, grandes empresários, artistas renomados e atletas reconhecidos encabeçam a lista dos homens e mulheres mais admirados do mundo. Para realização do ranking, o estudo deste ano entrevistou mais de 42.000 pessoas, distribuídas por 38 países.

Este ano, Barack Obama destronou a posição de Bill Gates, que em 2020 foi eleito o homem mais admirado do mundo. Michelle Obama, por outro lado, segue ocupando o cargo de mulher mais admirada do mundo pelo terceiro ano consecutivo. Destaque da lista feminina também é dado para Oprah Winfrey, que há anos se mantém dentro do TOP 20. Os resultados refletem que dentre outros aspectos, atributos como, trabalho humanitário, o impacto de suas ações ou o trabalho que realizam fora de seu campo profissional são levados em grande consideração por parte do público.

Com equipe negra, Yuri Marçal lança sua nova marca de óculos, a ‘One Thunder’

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Yuri Marçal / Divulgação

O humorista e empresário Yuri Marçal está com novidades. Já está disponível no mercado, seu segundo empreendimento, a marca de óculos “One Thunder”, lançada ao lado do seu sócio Luiz Fernando de Almeida.

Divulgação / site oficial / One Thunder

Com uma equipe exclusivamente negra e com o desejo de tornar referência no setor do Brasil, além de entregar aos clientes conceito e representatividade, um dos objetivos do empreendimento é mostrar que independentemente de raça, gênero, crença, estilo, classe social, entre outras características individuais, todos devem ser valorizados.

Segundo a “One Thunder”, marca deseja colocar as pessoas pretas em posição de destaque, mostrando que elas podem estar em qualquer lugar na sociedade. Confira produtos já lançados aqui.

Jarbas Vargas Nascimento lança o livro ‘ Discurso, Cultura e Negritude’

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Prof. Dr. Jarbas Vargas Nascimento / Discurso, Cultura e Negritude

Já está disponível o livro ‘Discurso, Cultura e Negritude‘, de Jarbas Vargas Nascimento. Obra é descrita como uma coletânea de textos, com linguagem acessível, que apresenta resultados de pesquisas realizadas no âmbito do Grupo de Pesquisa, sob a liderança do Prof. Dr. Jarbas Vargas, do Programa de Pós-Graduação em Língua Portuguesa da PUC-SP. Livro, que faz parte do 4º volume da Série Discurso e Cultura, aborda temas relacionados ao discurso, à cultura e à negritude.

Capa do livro ‘Discurso, Cultura e Negritude / Editora Blucher

O livro, publicado pela Editora Blucher (open acess) foi definido como de interesse para pesquisadores, estudiosos e estudantes de várias áreas do conhecimento, na medida em que introduz discussões sobre a negritude, o antirracismo e suas relações com a discursividade e a cultura.

Confira mais detalhes sobre o livro ‘Discurso, Cultura e Negritude‘ e saiba como adquirir aqui.

O AUTOR

Dentre diversos títulos, o Prof. Dr. Jarbas Vargas Nascimento é pós-doutor na área de Letras, pela UNESP – Campus Assis, Doutor em Letras (Semiótica e Linguística Geral) pela Universidade de São Paulo – USP, Mestre em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ele é ainda professor titular do Departamento de Português da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Já lançou, pela editora Blucher, 7 livros, incluindo ‘Discursos Constituintes’ e ‘Língua, Literatura e Ensino’.

“O povo não pede pra namorar comigo”, diz Gil do Vigor em entrevista

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Foto: Caique Borges/Globo

O economista Gil do Vigor disse em entrevista à Quem que não se considera famoso, já que não recebe muitos pedidos de namoro. “Na Farofa da Gkay, você acha que vinham conversar comigo? Que nada. Vinham pedir foto. Até me pedem selfie, mas não pedem um beijinho”, desabafou o ex-BBB.

Passando a temporada de férias do PhD no Brasil. Gil disse que pretende passar as festas de final de ano com a família e também viajar pelo País e se abriu sobre o “preconceito” que tinha contra pessoas que têm dinheiro. “Não via lógica em ver gente que tem fama e tem dinheiro reclamando da vida. Quebrei a cara porque dinheiro e fama não diminuem as dificuldades”, confessou e prosseguiu: “Todos somos seres humanos e dinheiro não compra felicidade, dinheiro não compra tudo.”

Gil considera que 2021 foi “o ano dele”, em referência às conquistas que foram possibilitadas a partir de sua presença no BBB. “No BBB, me sentia o homem mais feliz do mundo. Deus me deu muito mais do que eu pedi. Graças a Deus, consegui mudar a vida da minha família. Às vezes, nem parece que é real. Tudo o que idealizei está acontecendo”, disse.

O economista ganhou um documentário na Globoplay, Gil Na Califórnia, que fala sobre a vida do economista nos Estados Unidos durante o PhD, além de situações inusitadas e o choque cultural vivenciado por ele. Sobre esses choques de cultura, ele disse que uma grande barreira foi a comunicação, que vai muito além do idioma. “Eu consegui me comunicar bem, mas tinha medo de alguma expressão gerar mal-estar, especialmente dentro da sala de aula. Para mim, a comunicação era algo mais conturbado que o idioma”, refletiu.

“Na Atividade”: Nova música de Iza em parceria com talentos de periferias será exibida na TV aberta nesta segunda

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Foto: Divulgação.

A cantora Iza colabora com nove jovens músicos originários de periferias do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraíba na criação da faixa inédita “Na Atividade”. A canção, que transita pelo afrobeat, ganha videoclipe no YouTube de Devassa, a marca idealizadora do projeto que reverencia a pulsante criatividade brasileira na música. Essa experiência foi registrada na série “Criatividade Tropical: Abre as Portas para o Gueto”, aberta para não-assinantes do Globoplay.

Os jovens músicos cantarão a música “Na Atividade” pela primeira vez na televisão durante o primeiro bloco do intervalo da semifinal da 10ª edição do programa ‘The Voice Brasil’, veiculado em rede nacional pela TV Globo. É no dia 20 de dezembro, próxima segunda-feira, logo após a novela ‘Um Lugar ao Sol’.

“Na Atividade” ganha forma em rima, poesia, swing percussivo e violino, por meio de beat produzido pelos hitmakers Pablo Bispo e Sérgio Santos, que também flerta com o pagodão, o rap e o funk. Composta em menos de uma semana, a letra se sobressai por reunir nomes desconhecidos e de diferentes realidades na busca por representatividade. “Vem, brota aqui no gueto / Tem música de rua / da minha e da sua / É o que bate no som / Vem, tá tranquilo mesmo / Pode vir sem medo / É só encostar pra ver”, arremata trecho do pré-refrão.

Foto: Divulgação.

Embora IZA tenha um papel de “líder”, os jovens músicos assumem o protagonismo dos vocais principais da faixa, munidos pelo espírito da parceria. Originário do Rio de Janeiro, o cantor Lukinhas ‘LK’ acumula parceria com Emicida e Rashid na música “Pipa Voada”, além de ter emplacado a coautoria do hit “A Queda”, da Glória Groove, após a participação na série. A compositora e cantora conterrânea Sabrina Azevedo desenvolve um trabalho premiado na poesia. A rapper Stefanie Roberta representa a cena hip hop de São Paulo, tendo colaborado com MV Bill e Rincon Sapiência. O baixista paraibano Italo Viana é mestre em música, tendo feito parte da banda da cantora Simone.

O cantor baiano Rafael Porrada compôs hits para Léo Santana e o grupo Paragolé, enquanto o percussionista soteropolitano Leo Oliveira foi músico acompanhante do Denny Denan, atual vocalista da Timbalada, e a percussionista Nanny Santos já desfilou no Cortejo Afro, tradicional bloco do carnaval de rua de Salvador. O mineiro Melk é conhecido por tocar sucessos do funk no violino, o mesmo instrumento da Izandra Machado, natural do Rio Grande do Sul, que se divide entre o ensino e o empreendedorismo musical.

Dirigido por Aisha Mbikila, o videoclipe da faixa “Na Atividade” também transmite a essência do processo colaborativo empreendido por múltiplos artistas na criação de uma música do zero. O audiovisual foi rodado na Toca do Bandido, estúdio de gravação no Rio de Janeiro, transitando pela estética de um reality, com personagens reais interagindo entre si, e a poesia sonora. As referências foram o universo dos seriados e o segmento de videoclipes de música pop gravados em estúdios.

Seriado

A série “Criatividade Tropical: Abre as Portas para o Gueto” está liberada para não-assinantes no Globoplay, estruturada em quatro episódios de cerca de 17 minutos. O documusical com roteiro dirigido por Mbikila reflete sobre a jornada pela qual os jovens de periferia passam para viver da música, cuja a IZA é uma exceção que conseguiu ascender ao mainstream. O cuidado em manter e explicar as gírias locais de um grupo eclético é uma característica marcante da produção.

Como a maioria dos jovens de periferia, a trajetória dos músicos do projeto é marcada por adversidades sociais, que impactaram na autoestima deles. A série captura momentos em que esses protagonistas questionam o merecimento de colaborar com uma popstar. Essa discussão é amplificada por Larissa Luz, espécie de madrinha do projeto. A cantora explica que os povos pretos são ensinados a não celebrarem conquistas, mas seguir com as batalhas da vida.

Carlinhos Brown, outro padrinho dos músicos, traz à tona a importância da oralidade para a cultura afrodescendente. O músico revisita a origem da música pop no Candomblé e da presença do matriarcado na percussão. O projeto é idealizado pela agência HNK Lab, com produção da Trace Brasil, ecossistema pioneiro na criação audiovisual afrourbana no país, com produção executiva e criativa de Alberto Pereira Jr. A obra tem curadoria de talentos da Digital Favela e estratégia de mídia digital da iProspect (Red Star).

Confira:

Tati Villela recebe prêmio de melhor atriz no Festival do Rio

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Foto: Reprodução.

Protagonista do filme “Mundo Novo”, dirigido por Álvaro Campos, atriz colhe os frutos de sua atuação 

“Estamos vivendo um período histórico onde as novas narrativas e novos imaginários são essenciais para a evolução da nossa sociedade”, destaca a niteroiense Tati Villela, ganhadora do Troféu Redentor na categoria melhor atriz na competição oficial da Première Brasil que aconteceu nesse domingo (19), na 23ª edição do Festival do Rio, o maior festival de cinema da América Latina. Dando vida à advogada Conceição, no filme “Mundo Novo”, de Álvaro Campos, esse é seu primeiro longa, já estreando como protagonista, gravado durante a pandemia no Vidigal e Leblon, o filme narra as complexidades da relação entre o casal inter-racial Cons e Presto.

“Esse prêmio tem uma grande importância na minha vida, na minha carreira e no cinema brasileiro. Esse prêmio mostra a importância de atores e atrizes pretos habitarem de forma igualitária o audiovisual e o cinema, principalmente no país. Esse prêmio não tem como ser só meu, ele é dedicado a todas as atrizes negras que vieram antes de mim e abriram a mata, coração e o tapete vermelho para eu poder estar aqui. É de um simbolismo gigante ele chegar nas minhas mãos nesse momento, onde precisamos cada vez gerar oportunidades iguais para todos”, destaca Tati.

Em outras categorias ganharam o prêmio especial do júri o filme “Medida Provisória”, de Lázaro Ramos. Melhor direção/ficção, Anita Rocha da Silveira por Medusa e Laís Bodansky por “A Viagem de Pedro”. Romulo Braga como melhor ator por “Sol”. Lara Tremouroux, por “Medusa”. Sérgio Laurentino como melhor ator coadjuvante por “A Viagem de Pedro”. O troféu de melhor roteiro ficou com Álvaro Campos e elenco também pelo filme “Novo Mundo”. Melhor direção/documentário com Murilo Salles com “Por Uma Baía”. Melhor fotografia por “Casa Vazia”, Ivo Lopes Araújo. Já o prêmio de melhor montagem ficou com Eva Randolph por “Uma Baía”. 

Tendo na bagagem uma carreira consolidada no teatro, a niteroiense, de 35 anos, que nasceu no Morro do Cubango, por meio desse reconhecimento colhe os frutos de sua entrega a essa personagem. 

Com uma economia reservada, Cons, como é carinhosamente conhecida, é uma advogada com uma carreira promissora, já Presto, mais jovem que ela, é um artista cheio de sonhos. Durante o período de isolamento social, eles se aproximam mais intimamente, e Presto decide morar com Cons em sua casa localizada no Leblon. 

“A minha personagem é a Conceição, uma mulher que tenta enxergar no Presto, o homem para dividir a vida, para casar, morar no mesmo lar e constituir uma família”, conta a atriz. 

Rompendo barreiras numa sociedade que marginaliza a imagem da mulher negra, a vida de Tati se confunde com a de sua personagem no que tange a força negra feminina em meio ao racismo estrutural. “É importante representarmos mulheres negras bem sucedidas no audiovisual. Precisamos nos acostumar com essa realidade. O mercado está cheio de atores negros ávidos para trabalhar e querendo oportunidades para poder representar personagens múltiplos, contribuindo para a formação de novos imaginários, novas narrativas, trazendo para o centro da cena outras perspectivas e  subjetividades”, pontua. 

E completou dizendo: “É uma grande honra ter competido ao lado de outras atrizes e fazedores de arte que eu tanto admiro como Lázaro Ramos, Taís Araújo, Ailton Graça, Joelzito Araújo, entre outros. Estou muito feliz em mostrar o meu trabalho nesse festival e comemorar a volta presencial aos cinemas”, conclui.

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