A publicitáriaJuliana Marins teria morrido cerca de 20 minutos após sofrer uma queda durante uma escalada no Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, segundo a autópsia realizada no Hospital Bali Mandara, em Denpasar. A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (27) pelo médico legista Ida Bagus Putu Alit.
Segundo o legista, “o impacto foi intenso e ocorreu nas costas da vítima. Estimamos que a morte tenha ocorrido por volta de 20 minutos após o ferimento”, afirmou em coletiva de imprensa.
Indagado sobre relatos de que a brasileira teria apresentado sinais de movimento após a queda, ele se limitou em dizer que as conclusões se baseiam exclusivamente nos dados da autópsia. “Não há evidências de que a vítima tenha sobrevivido por um longo período após o acidente”, declarou.
A morte de Juliana teve ampla repercussão internacional especialmente em razão do tempo que o resgate levou para ocorrer, que levou quatro dias e precisou contar com voluntários. Família e internautas apontaram a negligência dos procedimentos adotados pelas equipes locais.
As circunstâncias da queda seguem sob investigação pelas autoridades indonésias. O corpo passou por autópsia em Bali, onde também estão sendo conduzidos os trâmites para repatriação. O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso por meio da embaixada brasileira na Indonésia.
Relembre o caso
Natural de Niterói (RJ), Juliana Marins viajava pela Ásia desde fevereiro. Antes de chegar à Indonésia, havia passado por Filipinas, Tailândia e Vietnã.
O acidente ocorreu em 20 de junho, quando a brasileira teria tropeçado e escorregado, caindo cerca de 300 metros abaixo da trilha. Turistas testemunharam a situação cerca de três horas depois e alertaram familiares pelas redes sociais, compartilhando a localização, fotos e vídeos, incluindo imagens feitas com drone.
Uma mobilização online reuniu voluntários, socorristas e autoridades locais. Após quatro dias de buscas, o corpo de Juliana foi localizado sem vida.
Elas estão de volta! Brandy e Monicavão dividir o palco na primeira turnê conjunta da carreira, e o nome não poderia ser mais simbólico: “The Boy Is Mine”. Trata-se de uma homenagem ao clássico de 1998 que marcou uma geração e dominou o topo da Billboard por 13 semanas seguidas.
Duas das vozes mais poderosas e influentes do R&B anunciam uma turnê que vai passar por 24 cidades dos EUA, começando no dia 16 de outubro e encerrando com chave de ouro no dia 7 de dezembro. A tour ainda contará com participações especiais de Kelly Rowland, Muni Long e do novo vencedor do American Idol, Jamal Roberts.
Além do hit “The Boy Is Mine”, que virou símbolo de uma era no R&B, Brandy e Monica também brilharam juntas em “It All Belongs to Me” (2012) e no recente remix com Ariana Grande, que rendeu à dupla uma nova indicação ao Grammy, mais de duas décadas após o estouro inicial.
Após a repercussão da carta pública do curador Hélio Menezes e das renúncias de Rosana Paulino e Wellinton Souza ao Conselho de Administração, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo se manifestou oficialmente nesta quinta-feira (26). Em nota, a instituição afirma que a saída do então Diretor Artístico ocorreu “com base em critérios técnicos, após deliberação formal dos órgãos competentes da entidade, o Conselho de Administração e a Assembleia Geral, em estrita observância aos ritos legais e estatutários”.
Segundo a AMAB (Associação Museu Afro Brasil), que faz a gestão da entidade, a decisão teria sido motivada por divergências entre os objetivos de atuação do diretor e os limites orçamentários da instituição. O comunicado também afirma que foi oferecida a Hélio Menezes a possibilidade de permanecer como Curador Contratado, mas que não houve retorno por parte dele até o momento.
“A medida foi motivada pela ausência de consenso quanto aos termos de atuação do diretor. Apesar dos esforços mútuos, não foi possível alcançar um acordo que equilibrasse as expectativas do diretor então com os limites orçamentários que regem a atuação da AMAB, enquanto entidade responsável pela gestão de recursos públicos”, diz o texto.
Em carta aberta publicada nas redes sociais nesta quarta-feira (25), Hélio havia mencionado que sua demissão ocorreu em meio a um período de grave problema de saúde e relatou que a instituição não teve respeito e práticas éticas desejáveis durante a sua internação hospitalar.
Entre as denúncias feitas pelo curador, ele também destacou que dois conselheiros do Museu Afro Brasil que renunciaram ao cargo, estavam entre as poucas pessoas negras com poder real de decisão dentro da instituição.
Em nota divulgada pelo Museu, eles lamentam o que chamou de “ataques pessoais”. A instituição defendeu os membros do Conselho, afirmando que foram eleitos por unanimidade e que atuam com base em “critérios técnicos, experiência em governança e compromisso com a sustentabilidade institucional da AMAB”. E destacaram que “a pluralidade de trajetórias profissionais, inclusive de lideranças executivas negras em espaços de cultura, é um valor que deve ser respeitado e valorizado”.
Ainda em relação às saídas de Rosana Paulino e Wellinton Souza, o Museu anunciou que a Rosana enviou sua decisão por e-mail no dia 24 de junho, e Wellinton formalizou sua saída no dia seguinte. A entidade afirmou que “endereçaremos os casos de acordo com o que rege a governança de nossa instituição”.
Além de relatar como foi a sua demissão, Hélio Menezes também destacou que o Museu Afro Brasil tem práticas de pessoalismo, pouca transparência e pessoas em cargos de poder que são contra a diversidade e o protagonismo negro. “Se nossos trabalhos criativos, nossas articulações políticas, estéticas e intelectuais não conseguem atingir o tutano do poder institucional, por que prosseguir?”, deixou o questionamento na carta aberta. A instituição não se aprofundou nesses detalhes em nota divulgada.
Leia a nota do Museu Afro Brasil na íntegra:
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, gerido pela Associação Museu Afro Brasil (AMAB), informa que a decisão de encerrar a relação institucional com o então Diretor Artístico foi aprovada com base em critérios técnicos, após deliberação formal dos órgãos competentes da entidade, o Conselho de Administração e a Assembleia Geral, em estrita observância aos ritos legais e estatutários. A medida foi motivada pela ausência de consenso quanto aos termos de atuação do diretor. Apesar dos esforços mútuos, não foi possível alcançar um acordo que equilibrasse as expectativas do diretor então com os limites orçamentários que regem a atuação da AMAB, enquanto entidade responsável pela gestão de recursos públicos. Inclusive, foi oferecida ao ex-diretor a possibilidade de seguir como Curador Contratado, proposta para que, até o momento, não houve retorno. A Associação também lamenta os ataques pessoais dirigidos à Presidência do Conselho de Administração, eleitos por unanimidade, e cuja atuação é pautada por critérios técnicos, experiência em governança e compromisso com a sustentabilidade institucional da AMAB. A pluralidade de trajetórias profissionais, inclusive de lideranças executivas negras em espaços de cultura, é um valor que deve ser respeitado e valorizado. Com relação à menção de renúncia de dois membros do nosso Conselho de Administração, Rosana Paulino informou por e-mail no final do dia 24/06/2025 o seu pedido e Wellington Souza no início da tarde de hoje, dia 25/06/2025. Endereçaremos os casos de acordo com o que rege a governança de nossa instituição.
Enquanto marcas se preparam para o marketing verde visando a COP30, Domitila Barros fala ao Mundo Negro sobre racismo ambiental e cobra rastreabilidade ética na publicidade brasileira
A publicidade está preparando suas lonas verdes para a COP30, mas em muitos bairros do Brasil, o que se estende é a lona do desespero. Enquanto marcas e agências se mobilizam para aparecer bem na foto da próxima Conferência do Clima da ONU, que será realizada em Belém (PA) em novembro, comunidades negras e periféricas já enfrentam, cotidianamente, os efeitos de um colapso climático silencioso, seletivo e perverso.
“É impossível falar em sustentabilidade sem falar em racismo. O colapso climático tem cor, território e histórico. E ele se agrava toda vez que a publicidade decide fingir que não vê”, dispara Domitila Barros, ativista, comunicadora e consultora internacional em sustentabilidade e marketing ético, em entrevista exclusiva ao Mundo Negro.
Natural da periferia do Recife, Domitila carrega no corpo e na fala o atravessamento de duas urgências: a da justiça social e a da justiça ambiental. Ela já palestrou em 12 países, foi reconhecida como Influenciadora do Ano em Sustentabilidade pelo WIBA Awards em Cannes, atua como embaixadora das Fronteiras Planetárias nos Jogos Mundiais Universitários FISU 2025 e colabora com o Greenpeace. Mas é a partir de sua vivência nos territórios racializados do Brasil que ela constrói sua crítica mais urgente: sustentabilidade sem compromisso com a equidade é só mais um privilégio pintado de verde.
A face racial do colapso
No Brasil, 85% das pessoas que vivem em áreas de risco ambiental são negras ou pardas, segundo o IBGE. A cada novo desastre, seja no litoral norte de São Paulo, nas encostas do Rio de Janeiro, nas enchentes do Rio Grande do Sul ou nos bairros baixos do Recife, o padrão se repete: as mortes não são apenas causadas pela chuva, mas pela negligência política, pelo racismo estrutural e pela lógica de um país que normaliza a exclusão.
Domitila é direta: “Quem morre nas tragédias ambientais do Brasil é quem sempre foi empurrado para a margem. Não adianta encher os aeroportos de banners sobre biodiversidade se o povo preto continua sendo removido sem política de moradia, se os quilombolas são assassinados e os indígenas são silenciados. A publicidade precisa parar de posar de ambientalista enquanto lucra com o silêncio.”
Com a proximidade da COP30, cresce a pressão para que o Brasil assuma protagonismo na agenda climática global. Mas, internamente, o país enfrenta retrocessos sérios, como a recente aprovação no Senado do PL 2159/2021, conhecido como PL da Devastação, que desmonta o licenciamento ambiental e abre caminho para obras e empreendimentos em áreas sensíveis sem avaliação adequada de impacto.
“Ao mesmo tempo que diz liderar a pauta ambiental, o Brasil afrouxa leis que protegem biomas e ignora as vozes das comunidades tradicionais. Isso é greenwashing institucional. E muitas marcas embarcam nesse discurso superficial porque é mais fácil vender utopia do que encarar a verdade: não existe futuro possível sem reparação histórica e redistribuição de poder”, critica Domitila.
Na visão da ativista, a publicidade brasileira, especialmente a de grandes marcas, tem sido covarde. “Estamos em 2025, às vésperas da COP30, e ainda vemos campanhas genéricas sobre sustentabilidade, com slogans recicláveis, mas práticas descartáveis. Onde estão os quilombolas nas campanhas? Onde estão os catadores? Onde estão os corpos reais que fazem a economia circular girar neste país?”
Ela lembra que a publicidade ajudou a construir símbolos de consumo, beleza e pertencimento no Brasil e, por isso, tem o dever de desconstruí-los. “Não é sobre vender produtos ecológicos a quem pode pagar. É sobre devolver dignidade a quem sempre sustentou esse país com trabalho invisível. É sobre quem a marca escolhe colocar no centro da história ou deixar de fora dela.”
Rastreabilidade é poder
Para Domitila, marcas que desejam ocupar espaço com coerência na COP30 precisam mais do que presença institucional. Precisam fazer autocrítica, rever cadeia de produção, abrir os bastidores e garantir rastreabilidade ética. “Não adianta estar na COP com tenda climatizada se não sabe dizer quem costurou seu uniforme, quem colheu o que você serve no coquetel, ou onde vai parar seu lixo. O consumidor negro e periférico está atento. A era da ingenuidade passou.” Ela afirma que regeneração é o novo prestígio. “Saber de onde vem, para onde vai, com que impacto… Tudo isso é status. E se a publicidade não entender isso agora, vai ficar obsoleta.”
Domitila encerra com uma provocação direta ao mercado: “Não é mais tempo de influenciar sem responsabilidade. Celebridades, agências e empresas precisam decidir de que lado da história vão estar. O mundo está observando. E as periferias também”.
A Prefeitura de Niterói (RJ) informou, na noite desta quarta-feira (25), que irá arcar com os custos do traslado do corpo da publicitária Juliana Marins, 26, morta após uma queda no vulcão Rinjani, na Indonésia, e sofrer com a negligência nas operações de resgate.
Em publicação nas redes sociais, o prefeito Rodrigo Neves (PDT) afirmou ter conversado com a irmã da brasileira, Mariana Marins, e garantido o apoio da gestão municipal. “Reafirmei o compromisso da prefeitura de Niterói com o translado da jovem para nossa cidade, onde será velada e sepultada. Que Deus conforte o coração da linda família de Juliana e de todos os seus amigos e amigas”, disse.
Em nota, a administração municipal informou que também será responsável pelos trâmites do sepultamento, que ocorrerá em Niterói, na região metropolitana do Rio.
A decisão ocorre após o Ministério das Relações Exteriores informar que, por lei, não pode custear esse tipo de despesa. Segundo o Itamaraty, a assistência consular não inclui o pagamento de traslado ou sepultamento de brasileiros no exterior, salvo em situações humanitárias.
Diante da negativa, o ex-jogador de futebol Alexandre Pato chegou a se oferecer para financiar o traslado do corpo. A repatriação deve ser organizada nos próximos dias.
O corpo de Juliana foi localizado na terça-feira (24), após quatro dias de buscas, e deve passar por necrópsia nesta quinta-feira (26). Ele foi içado da encosta do vulcão na manhã de quarta-feira (25) e levado ao Hospital Bayangkara.
Relembre o caso
Juliana estava desaparecida desde sexta (20), quando caiu de uma trilha no Monte Rinjani, em Lombok. Segundo familiares, ela tropeçou e escorregou por cerca de 300 metros. Mesmo consciente e com os braços em movimento, não conseguiu sair do local. Foi avistada por turistas horas depois, que alertaram a família com a ajuda de imagens e coordenadas de geolocalização.
Além da negligência denuncia pelos familiares com a demora para resgatarem Juliana, as operações ainda enfrentaram dificuldades por conta da topografia íngreme, das pedras escorregadias e da intensa neblina, o que retardou o acesso das equipes ao local do acidente.
Desde 2020, ao menos oito pessoas morreram e cerca de 180 se acidentaram no vulcão, um dos principais destinos turísticos da Indonésia. Visitantes e especialistas apontam falhas na infraestrutura de segurança, como ausência de sinalização, socorro lento e falta de equipamentos adequados.
Um símbolo da arte e culturas africanas e afro-diaspóricas no mundo, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujoestá sendo alvo de denúncias graves como a prática de pessoalismo, pouca transparência e pessoas em cargos de poder que são contra a diversidade e o protagonismo negro, divulgada em carta aberta do Hélio Menezes, que ocupou a Direção Artística da instituição por um ano e cinco meses.
O curador anunciou a sua demissão, além da renúncia dos conselheiros Wellington Souza e Rosana Paulino. “Se nossos trabalhos criativos, nossas articulações políticas, estéticas e intelectuais não conseguem atingir o tutano do poder institucional, por que prosseguir?”, iniciou o texto publicado nas redes sociais, nesta quarta-feira (25).
Hélio contou sobre os avanços conquistados durante sua gestão, junto com outros profissionais, como a produção de mais de uma dezena de exposições temporárias, o primeiro inventário da história do museu e a criação da Rede de Acervos Afro-Brasileiros, que conecta espaços culturais negros em todo o Brasil.
“Assumi essa função com o compromisso de contribuir para a reestruturação de um museu que enfrentava graves fragilidades em todas as suas diversas áreas de atuação, para além da dimensão artística”, destacou.
Apesar dos bons resultados, segundo o curador, o processo de reestruturação encontrou barreiras profundas: “Enfrentar estruturas decisórias consolidadas por práticas marcadas por informalidade, pessoalismo e pouca transparência, ainda majoritariamente compostas por perfis alheios à diversidade e ao protagonismo negro que o Museu representa (ou deveria representar), sem envolvimento com o mundo das artes plásticas e visuais, revelou-se uma coreografia impossível de habitar”, afirmou.
Sua demissão ocorreu em meio a um delicado processo de saúde. “A deliberação e o anúncio da minha destituição ocorreram durante um período de grave problema de saúde, ao longo de uma internação hospitalar delicada e de convalescença ainda em curso, sem a observância de práticas institucionais que prezem por critérios mínimos de respeito e cuidado, e distantes de qualquer protocolo ético desejável”, relatou com mais denúncias.
Rosana Paulino e Wellinton Souza, que renunciaram ao Conselho de Administração da Associação do Museu Afro Brasil, estavam entre as poucas pessoas negras com poder real de decisão dentro da instituição, segundo o comunicado.
Com a saída das lideranças negras, houve recuo de artistas, instituições culturais e parceiros que haviam firmado compromissos para o biênio 2025/26, afetando projetos, doações de obras e o plano de reestruturação da exposição de longa duração do museu.
Apesar do tom de despedida, Hélio finaliza com esperança de que o projeto visionário de Emanoel Araujo, o fundador do Museu, possa florescer sob novas formas de governança, à altura de sua importância simbólica. “Não o deixemos morrer em vida”, alerta.
Com estreia marcada para o dia 15 de julho, logo após a novela ‘Vale Tudo’, o reality show Chef de Alto Nívelpromete aquecer a disputa na cozinha. Entre quase 15 mil inscritos, 24 participantes foram selecionados para mostrar seu talento e disputar o prêmio de R$ 500 mil, mentoria com chefs renomados e o título inédito que nomeia o programa.
Divididos em três categorias — cozinheiros da internet, profissionais e amadores — os participantes vêm de diversas partes do Brasil e levam para a Torre das Cozinhas uma rica mistura de sotaques, técnicas e histórias de vida. Entre eles, se destacam nomes negros que já chegam fazendo história e levando representatividade em espaços de visibilidade nacional.
Conheça os participantes negros abaixo:
Allan Mamede | Cozinheiro da internet
Vencedor do Que Seja Doce (GNT) em 2023, Mamede soma quase 200 mil seguidores nas redes, onde compartilha sua vivência e receitas autorais que mesclam afeto e sofisticação. No Chef de Alto Nível, ele quer ser referência para jovens negros e periféricos como ele.
Foto: Globo/Beto Roma
Bruno Manoel, o Preto | Cozinheiro da internet
Conhecido como Preto na Cozinha, o pernambucano soma mais de 800 mil seguidores e conquistou o Brasil ao vencer o Que Delícia! no Mais Você. Criado pela irmã após perder a mãe na adolescência, Preto vê na culinária uma ponte entre sua história e seu futuro.
Foto: Globo/Beto Roma
Adriana Veloso | Cozinheira profissional
Natural do Maranhão, com raízes no Pará e vida no Rio de Janeiro, Adriana é referência em gastronomia amazônica e comanda um restaurante premiado. Ela chega com a missão de valorizar a comida raiz.
Foto: Globo/Beto Roma
Kelma Zenaide | Cozinheira profissional
Mineira, neta de quilombola, Kelma é um verdadeiro patrimônio da culinária afro-brasileira. Com um buffet voltado à comida de terreiro e uma formação que une gastronomia e literatura afro, ela é a tradução da memória viva no prato.
Foto: Globo/Beto Roma
Lucas Correia | Cozinheiro profissional
Lucas, o paranaense que hoje vive em Pernambuco, e com experiência internacional em Moçambique, une diversidade, repertório e visão social em sua trajetória. Já foi professor de gastronomia e aposta em uma gastronomia humanizada.
Foto: Globo/Beto Roma
Raphael Santos | Cozinheiro profissional
Nascido no Rio e radicado há 9 anos em Lisboa, Raphael quer voltar ao Brasil para abrir um restaurante com o pai, seu maior ídolo. Formado na escola clássica francesa, o chef carrega orgulho da gastronomia de matriz africana.
Foto: Globo/Beto Roma
Dih Vidal | Cozinheira amadora
Dona de casa e vendedora de roupas, a baiana Dih mora em São José dos Campos (SP) e quer realizar o sonho de abrir o seu próprio restaurante. Casada e mãe de dois filhos, quer mostrar a força da mulher preta que sonha e realiza.
Foto: Globo/Beto Roma
Flan Souza | Cozinheira amadora
Baiana de Salvador, Flan mora em São Paulo e carrega no tempero as memórias da mãe e da avó. Técnica de enfermagem, estudante de gastronomia e pesquisadora acadêmica da alimentação, ela é puro amor pela cozinha.
Foto: Globo/Beto Roma
Gilmar Francisco | Cozinheiro amador
Capixaba de nascimento e carioca por escolha, Gilmar é médico nutrólogo e anestesista. Após enfrentar a obesidade, se dedica em ajudar outras pessoas a cultivarem uma conexão mais equilibrada com a comida.
Foto: Globo/Beto Roma
Marina Cabral | Cozinheira profissional
Paraense de Belém, Marina vive em São Paulo e comanda uma empresa que distribui insumos amazônicos para restaurantes do Sudeste. Aprendeu a cozinhar com o pai e é movida pela relação afetuosa com a filha, que a incentivou a entrar no reality.
Amante da natureza, do esporte e das viagens, Juliana Marins cresceu em uma família que valorizava experiências ao ar livre. E foi justamente esse amor compartilhado que traz um certo conforto ao pai da jovem publicitária, após sua morte trágica durante uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão ativo de 3.726 metros em Lombok, na Indonésia.
Depois de um trabalho de mais de sete horas, o corpo de Juliana foi finalmente retirado do desfiladeiro onde ela caiu no último dia 20 de junho, durante uma caminhada. As condições climáticas e o terreno íngreme dificultaram o resgate, que precisou ser feito manualmente por uma equipe local de salvamento. O corpo agora segue para um hospital da região para os trâmites legais.
O pai de Juliana, Manoel Marins, usou as redes sociais para falar sobre a filha, que teve a morte confirmada enquanto ele ainda viajava para a Indonésia, vindo de Niterói, onde ela vivia. Para ele, o fato de a filha ter partido fazendo o que mais amava dá à família um pequeno alívio em meio à dor:
“E como você estava feliz realizando esse sonho. E como nós ficamos felizes com a sua felicidade. Você se foi fazendo o que mais gostava e isso conforta um pouco o nosso coração.”
Em seu depoimento, Manoel revelou detalhes da personalidade da filha, uma jovem independente que tinha como compromisso cuidar dos pais no futuro:
“Você sempre foi muito especial. Sapeca, inquieta, de sorriso lindo e uma imensa vontade de viver intensamente. Sempre preocupada comigo e com a Estela. Dizia que iria cuidar de nós na nossa velhice, embora eu lhe dissesse que isso não era necessário, que você deveria viver a sua vida.”
As fotos de Juliana nas redes sociais mostram que a paixão pela aventura, pelo esporte e pelo contato com a natureza era uma marca da família. Esse vínculo ficou também nas palavras do pai, na despedida emocionada que ele publicou:
“Ficaremos, na certeza de nos reencontrarmos um dia e fazer aquele voo de parapente que estávamos programando para o seu aniversário. Lá no céu, o bom Deus há de nos proporcionar isso. Daqueles que sempre te amaram: papi, mami e Mari.”
Enquanto no Brasil a versão do reality Chef de Alto Nível, que estreia no próximo dia 15 de julho, terá uma bancada de jurados formada apenas por chefs brancos, Alex Atala, Jefferson Rueda e Renata Vanzetto, nos Estados Unidos o programa conta com uma jurada negra: a chef Nyesha J. Arrington. Um contraste que chama a atenção e levanta uma pergunta. Quem é essa chef que hoje ocupa um dos espaços de maior visibilidade na TV gastronômica americana?
Filha de pai negro e mãe coreana, Nyesha J. Arrington nasceu na Califórnia e formou-se no Art Institute of California – Los Angeles. Construiu sua trajetória em cozinhas estreladas, sob chefs como Josiah Citrin no Mélisse e Joël Robuchon em L’Atelier, até se tornar chef executiva no Wilshire Restaurant, em Santa Monica. Seu trabalho sempre refletiu uma combinação de técnica refinada com respeito às suas raízes culturais.
Foto: Divulgação
Decidida a imprimir sua identidade na cozinha, foi chef e sócia dos restaurantes Leona, de 2016 a 2017, em Venice, e Native, de 2017 a 2019, em Santa Monica. Ambos foram elogiados por críticos como Jonathan Gold, que descreveu seus pratos como o sabor de Los Angeles. Em 2015, foi eleita Chef do Ano pela Eater LA e, em 2012, entrou para a lista Zagat 30 Under 30. Sua cozinha valoriza ingredientes sazonais, memória afetiva e o território em que atua.
Além de sua carreira nos fogões, Nyesha se consolidou na televisão. Participou do Top Chef: Texas, em 2011, e desde 2022 é jurada e mentora do Next Level Chef, transmitido originalmente pela Fox e exibido no Brasil pela HBO. Para ela, ser mentora é um papel essencial. Ajudar chefs em formação a encontrar sua voz e evoluir na profissão é uma missão que leva a sério.
Com presença forte e carismática no programa, Nyesha J. Arrington reforça como a representatividade vai além da cozinha e chega aos espaços de decisão e visibilidade. Um exemplo que ainda falta no cenário brasileiro e que nos lembra da importância de ampliar as vozes e presenças negras em todos os níveis da gastronomia.
A premiada diretora e atriz Naruna Costafaz sua estreia no elenco do musical “Elza”, que volta ao Rio de Janeiro em curta temporada a partir de 27 de junho, no Teatro Claro Mais. A remontagem celebra a memória de Elza Soares (1930-2022) na mesma semana em que a cantora completaria 95 anos.
Criado em 2018, o espetáculo já passou por 15 cidades brasileiras e agora será apresentado pela primeira vez após a morte da homenageada. Além de Naruna, o elenco traz as atrizes Ágata Matos, Janamô, Josy.Anne, Júlia Sanchez, Julia Tizumba e Sara Hana. As sete atrizes negras se revezam para dar vida a Elza em diferentes fases da carreira e da vida pessoal.
Com texto de Vinicius Calderoni e direção de Duda Maia, o musical tem direção musical de Larissa Luz e arranjos de Letieres Leite (1959-2021), maestro da Orquestra Rumpilezz. O repertório mistura sucessos desde discos antigos aos últimos lançamentos da cantora, como “Se Acaso Você Chegasse”, “Lama”, “Cadeira Vazia”, “A Carne”, “Maria da Vila Matilde” e “A Mulher do Fim do Mundo”.
Além de Elza, o musical traz figuras importantes de sua história, como o compositor Ary Barroso (1903-1964), responsável por sua primeira aparição na rádio, e o jogador Garrincha (1933-1983), com quem teve um relacionamento marcado pela violência doméstica.
O espetáculo foi criado quando Elza vivia um momento de consagração, após o lançamento dos álbuns “A Mulher do Fim do Mundo” (2015) e “Deus é Mulher” (2018), que ampliaram seu público e lhe renderam reconhecimento internacional.
“A Elza me disse: ‘sou muito alegre, viva, debochada. Não vai me fazer um musical triste, tem que ter alegria’. Isso foi ótimo, achei importante fazer o espetáculo a partir deste encontro, pois assim me deu base para saber como Elza se via e como ela gostaria de ser retratada”, destacou Calderoni.
Durante os ensaios, o diretor também disse que abriu espaço para que as atrizes colaborassem com o texto, principalmente em temas ligados à experiência de mulheres negras. “Pedi a colaboração delas, das experiências vividas por uma mulher negra. Do mesmo jeito que a Duda propôs muitas coisas, as atrizes também tiveram este espaço.”
A construção musical também seguiu o modelo colaborativo, com as atrizes participando ativamente dos ensaios ao lado da equipe de direção musical e do maestro Letieres Leite, que promoveu oficinas com o grupo. Duas canções inéditas foram compostas especialmente para a peça: “Ogum”, de Pedro Luís, e “Rap da Vila Vintém”, de Larissa Luz.
SERVIÇO
Espetáculo “Elza”
Quando: 27 de junho a 20 de julho Local: Teatro Claro Mais RJ Data: Quinta e Sexta 20h | Sábado 16h e 20h | Domingo 18h Ingressos a partir de R$ 19,80 na Uhuu!