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Caso Miguel Otávio segue sem desfecho 6 anos após sua morte 

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Mirtes Renata durante ato por justiça para Miguel Otávio
FOTO: AMANDA REMÍGIO/TV JORNAL

Nesta segunda-feira (2), completam-se seis anos da morte de Miguel Otávio Santana da Silva, que, aos 5 anos de idade, foi colocado sozinho em um elevador de um edifício residencial no Recife (PE), em um caso que mobilizou o país e se tornou símbolo do debate acerca da desigualdade racial no acesso à justiça.

Miguel estava sob os cuidados de Sarí Corte Real enquanto sua mãe, Mirtes Renata de Souza, trabalhava no local. Ao sair para passear com o cachorro da família, Mirtes deixou o filho no apartamento. Pouco depois, o menino foi colocado sozinho no elevador e acabou chegando a um andar superior do edifício, de onde caiu.

Em 2023, Sarí Corte Real foi condenada por abandono de incapaz com resultado morte. Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) manteve a pena de sete anos de prisão em regime inicialmente fechado. Apesar disso, ela continua respondendo ao processo em liberdade enquanto a defesa apresenta recursos.

Agora, o caso segue para análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ), etapa que definirá os próximos desdobramentos do processo.

Nos últimos anos, Mirtes Renata tem mantido uma atuação pública em defesa da memória do filho, seguindo na luta pelo cumprimento da decisão judicial. Em diferentes manifestações, ela questiona a demora na execução da pena e denuncia o que considera privilégios concedidos à condenada, como a manutenção do passaporte, a possibilidade de viagens internacionais e a continuidade de atividades acadêmicas enquanto o processo aguarda decisão definitiva.

Em uma publicação compartilhada nesta segunda-feira (2), data que marca seis anos da morte de Miguel Otávio, Mirtes Renata voltou a expressar a sua  indignação diante da espera por uma resposta definitiva da Justiça e cobra o cumprimento da condenação. 

“A Justiça já levou mais tempo para responder do que o tempo que Miguel teve para viver. Eu tenho medo de que a lentidão vença. Tenho medo de que a demora se transforme em impunidade. Tenho medo de que, enquanto a condenada segue vivendo sua vida, viajando, sorrindo e construindo novas memórias, a história do meu filho continue presa em recursos sem fim.Não temos mais tempo.Junho não pode terminar sem uma resposta concreta para Miguel.Junho não pode terminar sem que a condenada seja presa. 2026 não pode ser mais um ano de espera.”, declarou.

Caso na Lapa expõe o medo de envelhecer da classe média alta; lição dos terreiros sobre respeito à velhice e à morte

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Rodrigo França

Há uma cena recente em São Paulo que escancara mais do que parece. Na Lapa, moradores reagiram à presença de casas de repouso e ao trânsito de carros funerários. O incômodo virou debate público, com reportagens da Folha de S. Paulo mostrando o desconforto de quem não quer conviver com o envelhecimento e, principalmente, com a morte.

Mas vamos ser honestos. Ninguém está discutindo trânsito. Ninguém está preocupado com fluxo de veículos. O que está em jogo é outra coisa. É o desejo de manter a ilusão de juventude intacta. É a tentativa de empurrar para fora do campo de visão aquilo que desorganiza a fantasia de controle. A velhice virou um erro estético. Um ruído. Algo que precisa ser escondido para que a narrativa da juventude permanente continue funcionando. Só que ela não se sustenta.

Vivemos mais. Essa é a promessa do nosso tempo. A medicina avançou, a expectativa de vida aumentou. Mas, curiosamente, quanto mais vivemos, menos sabemos lidar com o que isso significa. Queremos os anos extras, mas não queremos ver o que eles produzem. Queremos longevidade, mas recusamos a velhice. Isso não é só contradição. É imaturidade social.

Agora olha para as comunidades de terreiro. O mais velho não é descartado. Ele é referência. É quem sustenta a memória, quem organiza o sentido, quem conecta o presente ao passado. A morte não é um tabu silencioso. É parte do ciclo. A ancestralidade não é discurso bonito. É prática. O mesmo acontece em muitas comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas. O tempo não é uma corrida desesperada. É um fluxo. O mais velho carrega mundo, não peso. Existe ali um entendimento mais sofisticado da existência, algo que o modelo urbano decidiu abandonar em nome da produtividade e da aparência.

Quando você rejeita o velho, você está rejeitando o seu próprio futuro. Não existe exceção. Não existe blindagem. Não existe filtro que segure o tempo. Enquanto isso, um outro dado desmonta completamente essa fantasia de controle. Hoje, vemos cada vez mais jovens morrendo. Violência, desigualdade, colapso da saúde mental. A morte não está esperando a velhice chegar. Ela já está atravessando a juventude. Percebe o paradoxo?

A gente esconde quem viveu muito e naturaliza a morte de quem mal começou. Isso não é só incoerente. É brutal. O carro funerário incomoda porque ele quebra a encenação. Ele lembra que existe fim. E, num mundo que se construiu em cima da ideia de performance constante, falar de fim é quase um ato subversivo. Mas ignorar isso tem custo.

Uma sociedade que não sabe olhar para a morte também não sabe viver plenamente. Porque viver sem a consciência do fim é viver anestesiado, superficial, sempre adiando aquilo que importa.

As comunidades tradicionais entenderam algo que a gente insiste em desaprender. O respeito ao mais velho não é caridade. É inteligência coletiva. É reconhecer que o tempo não é inimigo, é estrutura.

Não adianta admirar essas comunidades de longe e continuar reproduzindo a lógica que descarta o envelhecimento no seu cotidiano. Não adianta transformar ancestralidade em estética e continuar tratando o velho como problema. Isso é incoerência fantasiada de sensibilidade.

Quando o tempo marcar você, onde você quer estar? Num mundo que esconde, ou num mundo que acolhe? Porque esse debate não é sobre a Lapa. É sobre o tipo de humanidade que você está ajudando a construir. E, principalmente, sobre o tipo de velhice que você vai merecer.

Hilton Cobra leva legado do teatro negro para A Nobreza do Amor

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Hilton Cobra ao centro, caracterizado como Chinua em A Nobreza do Amor
Foto: Estevam Avellar/ TV Globo

A trajetória de mais de quatro décadas de Hilton Cobra no teatro brasileiro se reflete em Chinua, personagem que interpreta na novela das seis A Nobreza do Amor, da TV Globo. Na trama, o ator e diretor baiano dá vida a Chinua, conselheiro do rei Cayman II e uma das figuras centrais da resistência ao golpe liderado por Jendal, personagem de Lázaro Ramos.

Fiel à família real destronada, Chinua permanece em seu posto mesmo após a mudança de poder e se torna um importante aliado de Dumi na luta pela restauração da ordem no reino. A presença de Hilton Cobra no papel tem chamado atenção pela construção de uma representação digna, complexa e altiva da realeza africana ambientada nos anos 1920.

A escolha do ator para interpretar Chinua dialoga com sua rica trajetória artística construída ao longo de mais de quatro décadas. Nascido no município de Feira de Santana, na Bahia, o artista é uma das principais referências do teatro negro brasileiro contemporâneo, com atuação marcada pela valorização das culturas negras e pelo fortalecimento de espaços de protagonismo para artistas negros no teatro e na televisão brasileira.

Sua trajetória nos palcos começou no final da década de 1970, quando protagonizou o espetáculo Solta-me Orelha, dirigido por Luiz Marfuz. Em 2001, fundou a Companhia dos Comuns, coletivo inspirado no legado do Teatro Experimental do Negro, criado por Abdias Nascimento. Também esteve à frente da Fundação Cultural Palmares entre 2013 e 2015, período em que contribuiu ativamente para o fortalecimento de políticas voltadas à preservação da cultura afro-brasileira.

Entre seus trabalhos mais conhecidos está o solo Traga-me a Cabeça de Lima Barreto, espetáculo criado em comemoração aos seus 40 anos de carreira e que contou com diversas apresentações pelo Brasil, propondo uma reflexão crítica sobre racismo científico, intelectualidade negra e memória histórica por meio da obra e da trajetória do escritor Lima Barreto.

Hilton Cobra integrou o elenco de Medida Provisória, filme dirigido por Lázaro Ramos e inspirado na peça Namíbia, Não!, de Aldri Anunciação, e, ao longo dos anos, consolidou-se como ator, diretor, gestor cultural e articulador de iniciativas para impulsionar a produção cultural negra no Brasil.

Em A Nobreza do Amor, o artista reforça seu legado e sua presença na televisão brasileira ao interpretar um personagem com uma narrativa pautada em valores como lealdade e sabedoria, contribuindo para ampliar a visibilidade de personagens negros no audiovisual.

Quando a publicidade brasileira entendeu que o Brasil era a referência

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Rua decorada com bandeira do Brasil e menino jogando bola.
Foto: Getty Images

Por: Dayane Oliveira

Com a proximidade do Cannes Lions International Festival of Creativity, eu tenho pensado muito sobre uma mudança silenciosa — mas extremamente poderosa — que aconteceu na publicidade brasileira nos últimos anos: o momento em que paramos de olhar para fora em busca de validação criativa e começamos, finalmente, a reconhecer o Brasil como referência.

Por muito tempo, a comunicação brasileira acreditou que sofisticação criativa era sinônimo de aproximação com códigos internacionais. As grandes referências vinham de campanhas estrangeiras, de estéticas globais e de uma ideia quase implícita de que, para parecermos modernos, premium ou inovadores, precisávamos nos afastar da nossa própria identidade.

Mas talvez a grande virada da publicidade brasileira tenha acontecido justamente quando entendemos o contrário: o que nos coloca no centro não é tentar parecer outra coisa.

É assumir, sem pedir licença, o nosso próprio jeito de criar. E isso mudou tudo.

Recentemente, assisti a um vídeo sobre códigos visuais brasileiros e fiquei pensando no quanto elementos que antes eram vistos apenas como “populares”, “informais” ou até “cafonas” passaram a ocupar um lugar estratégico dentro da construção criativa contemporânea.

As tipografias de feira.
O cachorro caramelo.
Os memes virais.
As manifestações culturais.
As cores exageradas.
O improviso brasileiro.
O humor da internet.
O funk.
O São João.
A linguagem periférica.
Os regionalismos.

Tudo isso deixou de ser tratado como adjacência cultural para virar ferramenta criativa. E talvez esse seja um dos movimentos mais interessantes da publicidade brasileira recente.

Porque o Brasil percebeu que seu diferencial competitivo não estava na tentativa de reproduzir uma estética global pasteurizada — mas justamente na potência cultural que já existia aqui.

Hoje, vemos marcas buscando cada vez mais territorialidade, autenticidade e repertório local. Não porque virou “trend”, mas porque o comportamento contemporâneo exige verdade cultural. As pessoas reconhecem quando existe construção real de linguagem — e também percebem quando existe apenas apropriação estética. E a internet brasileira teve um papel fundamental nessa virada.

Durante anos, o Brasil foi tratado apenas como consumidor de tendências digitais globais. Mas, aos poucos, a lógica se inverteu. A linguagem da internet brasileira começou a influenciar formatos, narrativas, comportamento e estética em escala internacional.

Os memes brasileiros atravessaram fronteiras.
Os creators brasileiros viraram referência de linguagem.
A estética periférica deixou de ser nicho.
A cultura popular virou centro criativo.

E isso não aconteceu por acaso.

Aconteceu porque existe uma potência cultural muito difícil de reproduzir artificialmente. O Brasil cria linguagem a partir da convivência, do humor, da limitação, da criatividade cotidiana e da mistura constante de referências. Talvez por isso a publicidade brasileira continue sendo uma das mais observadas do mundo.

Mas acredito que existe uma diferença importante agora: antes, éramos reconhecidos pela execução criativa. Hoje, começamos a ser reconhecidos também pelo repertório cultural. E isso é uma mudança enorme.

Porque significa entender que a nossa potência não está apenas na capacidade de criar boas campanhas — mas na capacidade de transformar comportamento, estética e identidade em linguagem universal.

O que antes era visto como excesso, informalidade ou “brasilidade demais”, hoje aparece como diferencial competitivo.

E talvez essa seja uma das mudanças mais simbólicas da publicidade contemporânea: o Brasil deixou de ocupar as adjacências da criatividade global quando entendeu que nunca precisou pedir referência emprestada.

Nosso jeito de ser sempre foi, também, nosso jeito de criar. E foi exatamente isso que nos colocou no centro.

Tony Tornado deixa elenco de ‘Quem Ama Cuida’ para reduzir ritmo de trabalho

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Foto: Reprodução/Instagram @leorosariophotos Foto: Reprodução/Instagram @leorosariophotos

Ator e cantor pediu para sair da novela das nove da Globo após rotina intensa em “Êta Mundo Melhor!”. Saiba quem seria seu personagem na trama de Walcyr Carrasco.

Completando 96 anos de vida e em plena atividade profissional, o ator e cantor Tony Tornado decidiu recalcular sua rota na televisão e pediu para deixar o elenco de Quem Ama Cuida, a próxima novela das nove da TV Globo. O artista, que segue contratado da emissora, avaliou que o ritmo intenso e exaustivo das gravações recentes de Êta Mundo Melhor! exigiu muito fisicamente, optando por priorizar produções com cronogramas mais curtos e menos desgastantes daqui para frente.

A decisão de diminuir o ritmo não significa uma aposentadoria. Em entrevista recente, o artista veterano reforçou que não cogita parar e que pretende seguir ativo enquanto puder, destacando seu amor por fazer shows, viajar e sentir o carinho do público. A escolha atual reflete, na verdade, uma gestão estratégica de sua própria saúde e carreira.

Na história assinada por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, Tony daria vida ao Doutor Osmar Vaz, um milionário de postura rígida, marcado por dores do passado e que guardava um segredo misterioso que o afastou do amigo Arthur, interpretado por Antonio Fagundes. Osmar entraria na segunda fase da trama como o pai de Silvana, personagem vivida pela atriz Belize Pombal. Na narrativa, o núcleo de Belize tem papel central: ela é uma viúva cujo filho, Tiago, assumirá o comando da joalheria da família após a morte do tio, travando uma disputa direta com a prima Ingrid, papel de Agatha Moreira.

A saída de Tony Tornado mexe nos planos dos autores, que agora buscam um novo nome para o papel do patriarca. Enquanto o público acompanha os próximos passos da carreira histórica de Tony, a presença de Belize Pombal no elenco principal da novela das nove garante a continuidade da potência e da representatividade preta em papéis de destaque e alta densidade dramática no horário nobre.

Série documental sobre o julgamento de Michael Jackson estreia amanhã na Netflix

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Foto: The Grosby Group

Série documental em três episódios reconstrói os bastidores do julgamento de 2005 com depoimentos de jurados, testemunhas e membros da defesa. Estreia em 3 de junho.

A plataforma de streaming Netflix lança em seu catálogo a série documental Michael Jackson O Veredito nesta quarta-feira dia 3 de junho de 2026. A nova produção audiovisual dividida em três episódios reconstrói detalhadamente os bastidores do julgamento por abuso infantil enfrentado pelo cantor. O processo criminal que mobilizou a imprensa global ocorreu na Califórnia e terminou com a absolvição total do artista de todas as queixas apresentadas na época após meses de sessões no tribunal americano.

O projeto de não ficção pega carona no recente sucesso comercial alcançado pela cinebiografia intitulada Michael nas salas de cinema de todo o mundo para debater a memória do músico sob um novo ângulo. De acordo com informações publicadas originalmente pelo Metrópoles a nova produção obteve um acesso inédito aos detalhes da disputa judicial iniciada no ano de 2003. A narrativa busca apresentar uma perspectiva direta e informativa ao expor as dinâmicas de poder e as estratégias jurídicas do caso.

A direção da obra ficou sob a responsabilidade do cineasta Nick Green enquanto a profissional Fiona Stourton assumiu as funções de produção para a plataforma de streaming. O grande diferencial dessa nova abordagem sobre o tema consiste na reunião de depoimentos de pessoas que acompanharam as sessões oficiais da corte de perto. O público terá acesso a relatos exclusivos fornecidos por integrantes do corpo de jurados além de testemunhas oculares antigos acusadores e membros das equipes de defesa.

Os realizadores do projeto destacaram em comunicado oficial que o debate em torno do cantor continua vivo mesmo duas décadas após o encerramento do caso. Os profissionais pontuaram que o documentário oferece uma perspectiva inédita sobre os fatos ocorridos na corte que por muito tempo permaneceram distantes do conhecimento do grande público. A estrutura textual evita adjetivos melodramáticos para priorizar o caráter puramente jornalístico e técnico que envolve uma das maiores coberturas da imprensa.

Ouvir as mesmas músicas repetidamente ajuda o cérebro a lidar com emoções

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Foto: magnific

Pesquisas mostram que ouvir as mesmas músicas repetidamente revela traços emocionais e de personalidade. Entenda o que a ciência explica sobre esse comportamento.

Ouvir as mesmas músicas repetidamente não é apenas uma questão de gosto. Pesquisas interdisciplinares sugerem que o hábito revela aspectos profundos da estrutura mental e emocional do ouvinte, ligados à busca por segurança, ao processamento de sentimentos e a traços específicos de personalidade. A conclusão parte de uma reportagem do jornal O Globo publicada em 30 de maio de 2026, que reuniu estudos de diferentes áreas para explicar por que tantas pessoas ignoram milhões de faixas disponíveis nas plataformas de streaming e voltam sempre para as mesmas canções.

Um relatório do Center of Music in the Brain aponta que a música ativa o sistema de recompensa do cérebro. Ao ouvir uma canção favorita, o organismo libera dopamina, substância associada à sensação de prazer. Esse mecanismo gera uma dependência positiva que leva o ouvinte a repetir a experiência, transformando a música em ferramenta de regulação emocional.

O pesquisador Daniel Levitin, autor do livro “This Is Your Brain on Music”, também estudou como essa repetição ativa áreas cerebrais ligadas ao prazer e à memória afetiva, reforçando a conexão entre canções conhecidas e bem-estar psicológico.

Os traços de personalidade influenciam diretamente esse comportamento. Estudo publicado pela revista WebMD identificou oito comportamentos específicos em pessoas que repetem as mesmas músicas, concluindo que o hábito está associado a conforto na previsibilidade e a alta inteligência emocional.

Segundo a pesquisa, esses ouvintes não evitam emoções intensas, ao contrário, se engajam ativamente com elas, usando as canções para processar experiências e acessar sentimentos profundos. Para pessoas introvertidas, a repetição funciona ainda como recurso de preparação emocional, criando um espaço sonoro seguro diante de situações sociais desafiadoras ou de sobrecarga mental.

Em um ambiente marcado pela incerteza e pelo excesso de estímulos, músicas conhecidas oferecem estabilidade e sensação de controle. Pesquisadores chamam esse fenômeno de “efeito de familiaridade”: quando o cérebro já conhece uma melodia, ele não precisa processar informações novas, o que reduz o esforço cognitivo e gera conforto imediato. Esse mecanismo explica por que a repetição musical se intensifica em momentos de ansiedade, estresse ou cansaço emocional, funcionando como uma âncora mental que ajuda o ouvinte a se reorganizar internamente.

A confeiteira de Bangu que entrou na UFRJ aos 51 anos e conquistou pódio nacional com um bolo de literatura de cordel

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Foto: arquivo pessoal

Flávia Agripino, de Bangu, ingressou na UFRJ aos 51 anos e conquistou o 2º lugar na AbraChefs com um bolo inspirado na literatura de cordel. Conheça sua história.

É um bolo de verdade? Dá pra comer? Essas são as primeiras perguntas que nos vêm à cabeça quando nos deparamos com o trabalho da confeiteira Flávia Agripino, de Bangu, Zona Oeste Carioca. Um talento aprimorado na sua trajetória de 15 anos de confeitaria e que agora ganha dois capítulos especiais: o ingresso aos 51 anos para cursar o Bacharelado em Gastronomia da UFRJ e o reconhecimento técnico dos pares em um concurso nacional. Flávia é uma daquelas personagens que nos inspira.

Quando entrei em sala de aula e a vi, rolou uma conexão que eu nem sei explicar – são coisas que a racionalidade não nos ajuda a desvendar. Madura, segura de si (sem ser arrogante) e com um propósito: fazer um curso superior em uma universidade pública federal. A motivação veio do filho Flávio, que a inscreveu no Enem e no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) – plataforma em que o pretendente à vaga no ensino superior federal concorrer às vagas nas instituições públicas. Ao lado dos filhos e da sobrinha (que também estudam na UFRJ) formam uma família que acessa a educação superior pública de qualidade. E posso dizer com conhecimento de causa que Flávia é uma aluna que vai continuar se destacando.

Foto: arquivo pesssoal

Nessa linda trajetória de uma empreendedora na confeitaria, suas vendas ajudam a complementar a renda de sua família com os doces e bolos. E, agora, em 2026, veio recentemente o reconhecimento técnico dos pares no concurso nacional da Associação Brasileira de Chefs de Cozinha e Bartenders AbraChefs, ficando em segundo lugar com o bolo “Brasilidades: Literatura de Cordel”. Delicado, cheio de detalhes, lindo e gostoso. Quem viu se encantou e tudo era comestível. De acordo com a confeiteira:

“Eu usei pasta americana como cobertura, e várias técnicas para os detalhes, tudo era comestível: como uma bandeira de tecido comestível, a “terra” era uma farofa de amêndoas, as pedras de noz pecã e os livretos de papel arroz. O recheio foi uma cocada com castanha do Brasil e uma ganache de maracujá com infusão de baunilha”.

Foto: arquivo pessoal

Credo, que delícia! Deu vontade em mim e em você? Se você está no Rio de Janeiro (RJ) ou na região metropolitana e quer um bolo que entrega beleza, história do cliente por meio de uma escuta ativa dos desejos do aniversariante e verdade gastronômica, a confeiteira Flávia Agripino te espera! Embora a gente coma também com os olhos, o sabor, estrutura e textura também importam.

Empreendimento: @flaviaagripinodoceria

Preto Gourmet

Breno Cruz é o criador do Prêmio Gastronomia Preta, do Pretonomia e do Festival Gastronomia Preta. Pós-doutor, professor de Gestão na Gastronomia, Empreendedor Social e autor de 15 livros nas áreas de Administração e Gastronomia

I Love Boosters’, filme estrelado por Keke Palmer, Naomi Ackie e Taylour Paige, chega ao Brasil em outubro

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Foto: Divulgação

O filme “I Love Boosters”, novo trabalho do diretor e roteirista Boots Riley, teve sua estreia confirmada nos cinemas brasileiros para o mês de outubro, após o lançamento nos Estados Unidos. O filme marca o retorno do cineasta às telas desde o aclamado “Desculpe Te Incomodar” (2018).

Conhecido por combinar humor ácido, crítica social e elementos do surrealismo em suas produções, o diretor volta a explorar temas como consumo, poder e desigualdade por meio de uma narrativa que mescla ação, moda e sátira política em seu enredo.

A narrativa gira em torno de um trio de protagonistas negras e é estrelada por Keke Palmer, que dá vida a Corvette, líder de um grupo de mulheres que realiza roubos em lojas de luxo para enfrentar uma poderosa magnata da indústria fashion, interpretada por Demi Moore. Ao lado de Palmer, o elenco principal reúne Naomi Ackie e Taylour Paige.

Ackie é conhecida por interpretar Whitney Houston no filme biográfico “I Wanna Dance with Somebody”, lançado em 2022, produção que narra a trajetória de uma das vozes mais marcantes da história da música. Já Taylour Paige ganhou reconhecimento internacional por sua atuação em “Zola” (2020).

A produção teve sua estreia mundial durante o South by Southwest Film Festival (SXSW), em março, onde chamou atenção pelo estilo visual ousado ao acompanhar a história de um grupo de pessoas que pratica furtos em estabelecimentos comerciais, conhecidos como “boosters”. Durante o filme, o trio decide voltar suas ações contra uma influente figura do universo da moda, permitindo a construção de um enredo que utiliza recursos como o humor e a estética fashionista a fim de discutir questões relacionadas à concentração de poder, status social e consumo.

“I Love Boosters” chega aos cinemas brasileiros em outubro com um histórico de destaque devido aos elogios da crítica internacional pela originalidade e capacidade de mesclar temas como protagonismo feminino, consumismo e moda em uma narrativa cativante e pouco convencional.

Serena Williams volta às quadras após quase 4 anos

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Foto: Reprodução

A atleta norte-americana conhecida por ser a maior campeã do tênis feminino na Era Aberta, Serena Williams, confirmou seu retorno às quadras após quase quatro anos longe das competições. Williams disputará, ainda em junho, a chave de duplas do WTA 500 de Queen’s Club, em Londres.

O anúncio foi feito pela própria tenista em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (1º), por meio de um vídeo compartilhado com seus seguidores: “Acho que todo mundo ouviu as notícias” e completou: “Boas notícias se espalham rapidamente”.

Pouco depois, o torneio confirmou oficialmente sua participação com uma imagem da tenista acompanhada da mensagem: “A rainha voltou”. Serena recebeu um “wildcard” para integrar a competição, que terá início no dia 8 de junho. Segundo informações divulgadas pela BBC, a norte-americana voltará às quadras ao lado da canadense Victoria Mboko, de 19 anos, uma das promessas do circuito internacional.

Serena possui 23 títulos de Grand Slam em simples, sendo dona de uma das carreiras mais premiadas da história do esporte em nível mundial, construindo um legado de representatividade e superação nas quadras e abrindo caminhos para novas gerações de atletas negras no esporte.

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