O Fundo Agbara, voltado ao empoderamento financeiro de mulheres negras, realizará uma mega aula com a Taís de Sant’Anna Machado, autora do livro “Um pé na cozinha“, trazendo o tema ‘Diálogos temporais – a importância do trabalho culinário de mulheres negras desde o período da escravidão e as condições de trabalho de cozinheiras negras nos dias atuais’.
O programa Ajeum potencializa iniciativas de mulheres negras periféricas de todo o Brasil que tenham geração de renda proveniente do ramo da alimentação.
Cada edição do programa é acompanhada de duas mega aulas para todo o público, que tem como objetivo compartilhar saberes, e esse encontro chega para abrir o momento de trocas.
A primeira mega aula do programa foi com a chef Aline Chermoula, sobre ‘Caminhos ancestrais: um olhar para nossa culinária afrodiaspórica‘ e está disponível no Youtube. Assista abaixo:
O Prime Video divulgou o trailer do seu primeiro filme original africano “Gangs of Lagos“, com previsão de estreia na plataforma no dia 7 de abril.
O suspense mergulha no mundo “corajoso” de Lagos, na Nigéria, através do ponto de vista de um grupo de amigos. Juntos, o trio navega pela vida nas ruas de sua cidade.
O longa é dirigido pela renomada cineasta Jáde Osiberu. “Estou emocionada por apresentar ao público esta história épica e o talento da lista A da Nigéria com o lançamento de Gangs of Lagos”, disse Osiberu. “É uma grande oportunidade de elevar as histórias nigerianas em escala global com o Prime Video”, comemora.
O filme conta com grandes estrelas nigerianas no elenco, como Tobi Bakare, Adesua Etomi-Wellington, Chike Osebuka, Chioma Chukwuka e Iyabo Ojo.
“Gangs of Lagos é uma história única sobre família e amizade, tendo como pano de fundo a ação e cenários impressionantes das ruas de Lagos”, conta Wangi Mba-Uzoukwu, chefe da Nigerian Originals, Prime Video. “Como o primeiro original nigeriano a ser lançado no Prime Video, Gangs of Lagos define o tom e o padrão, com o enredo autenticamente nigeriano em um gênero tão popular em todo o mundo, tornando-o um filme para nosso público em casa e no exterior.”
Este é o início de um investimento na indústria cinematográfica não apenas do continente africano, mais especificamente de Nollywood, que é a segunda maior do mundo.
Foto: Getty Images for LACMA ; Reprodução/Redes Sociais.
O cantor Lil Nas X, 23, desembarcou no Brasil nesta quarta-feira (22). Utilizando um colar com as cores do país, o astro atendeu alguns fãs que aguardavam por ele no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O norte-americano é uma das principais atrações do Lollapalooza. Ele se apresenta no dia 24 de março, sexta-feira.
finalmente estou aqui! vou comer o cu do brasil! 😍🤤🤤
Através do Twitter, Lil Nas X interagiu com o público brasileiro e publicou em português: “finalmente estou aqui! vou comer o c.. do Brasil”. Em outra postagem, o artista se surpreendeu ao ver capivaras pela cidade de São Paulo. “Por que o Brasil tem esses hamsters com bundas grandes? Estou gritando”, brincou.
Lil Nas X iniciou sua carreira musical em 2018, lançando sua primeira música “Shameless” no SoundCloud, mas foi em 2019 que ele ganhou destaque mundial com o hit “Old Town Road”. A música, que mistura elementos de country e rap, se tornou um fenômeno viral nas redes sociais e alcançou o topo das paradas musicais em vários países. Desde então, o astro tem lançado várias outras músicas, incluindo “Panini”, “Rodeo” e “Montero (Call Me By Your Name)”, esta última gerando polêmica devido ao seu conteúdo explícito e ao videoclipe provocativo.
Além de suas músicas, Nas X também é conhecido por sua presença nas redes sociais e por sua abordagem irreverente e inclusiva. Ele frequentemente usa sua plataforma para apoiar causas sociais, como a comunidade LGBTQ+ e a saúde mental. Sua carreira ainda está em ascensão e ele é considerado uma das maiores promessas da música atualmente.
Foi aprovada no Parlamento da Uganda, na última terça-feira (21), uma lei que prevê severas punições para pessoas que se identificarem como LGBTQIAP+ no país africano. Em alguns casos, a punição pode chegar à pena de morte.
O projeto de lei foi apresentado por Robina Rwakoojo, presidente para assuntos jurídicos e parlamentares. Segundo informações compartilhadas por O Globo, o documento aprovado afirma ainda que pessoas que se identificarem como LGBTQIA+ podem ser condenadas a até 20 anos de prisão.
A presidente da Câmara de Uganda, Annet Anita Among afirmou que a lei foi aprovada em tempo recorde. A homossexualidade já era considerada ilegal no país da África Oriental.
A Uganda é um país cristão e conservador que vive uma onda homofóbica que também atravessa a África Oriental, onde está localizado. Agora, o projeto deve seguir para aprovação do presidente Yoweri Museveni, no poder há 37 anos.
O influenciador Ad Junior comentou nas redes sociais como a nova legislação é prejudicial para a comunidade LGBTQIAP+ de Ugandense “Hoje, Março de 2023, infelizmente o governo de Uganda mudou q constituição e infelizmente pessoas gays vão ser julgadas a pena de morte no país. Um país que ja matava e perseguia pessoas LGBTQIAP+”, disse.
Cridemar Aquino e Clayton Nascimento foram premiados
Nesta terça-feira (21), aconteceu a 33ª edição do Prêmio Shell de Teatro, no Rio de Janeiro, e artistas negros realizaram uma caminhada para comemorar o grande número de indicados ao prêmio. Essa é a primeira vez que tantos artistas negros são indicados para diversas categorias na premiação, que também foi marcada pela primeira atriz trans premiada na história.
Com o objetivo de celebrar as indicações e refletir sobre a representatividade negra, os artistas se reuniram no Hotel Selina, no Centro do Rio de Janeiro, e fizeram uma caminhada até o 33º Prêmio Shell de Teatro, considerada uma das maiores premiações da categoria. “É emocionante ver que tantos artistas com bagagens diversas e com anos de contribuições importantes para o teatro possam ser laureados no mesmo prêmio”, diz Cridemar Aquino, ganhador na categoria ator pela interpretação de Laila no espetáculo “Joãosinho e Laíla: Ratos e urubus larguem minha fantasia!”.
Cridemar Aquino | Foto: Divulgação
Além de Cridemar, o ator Clayton Nascimento também foi premiado na mesma categoria pela atuação em “Macacos”, que discute racismo estrutural. “Que esse prêmio chegue à casa de cada preto pobre da periferia e ele veja que é possível sonhar”, disse o ator em seu discurso.
Clayton Nascimento | Foto: Ageimagem / Divulgação
Outro destaque da noite foi a premiação de Verónica Valenttino por sua atuação em “Brenda Lee e o palácio das princesas”, ela foi a primeira atriz trans premiada em 33 edições.
Após indicação do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, 60, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 77, aprovou a escolha de Rodrigo Monteiro, 53, para a diretoria de fiscalização do Banco Central (BC). Caso a indicação se concretize, Monteiro se tornará o primeiro diretor preto da história da autarquia especial.
Rodrigo Monteiro é servidor de carreira do BC. Ele é formado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e trabalhou nos últimos 18 anos na área de fiscalização, sendo 11 como chefe-adjunto do departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias.
A nomeação de Monteiro precisa agora ser aprovada pelo Senado. Nesta última terça-feira (21), Lula assinou um decreto que garante reserva de 30% para pessoas negras em cargos comissionados e de confiança no governo federal. A medida faz parte de um pacote anunciado durante cerimônia no Palácio do Planalto, que celebrou os 20 anos de políticas de igualdade racial. De acordo com texto, foi estabelecido o prazo de até 2025 para que a administração pública alcance o percentual mínimo de reserva de vagas.
Segundo dados obtidos pelo portal g1, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 918 trabalhadores em condições análogas à escravidão entre janeiro e 20 de março de 2023.
Além de ser uma alta de 124% em relação ao volume dos primeiros três meses de 2022, também é um recorde para um primeiro trimestre em 15 anos. Superada pelo total de 2008, em que 1.456 pessoas foram resgatadas.
Os números foram compilados pelo auditor fiscal Maurício Krepsky, chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), do MTE.
Goiás e Rio Grande do Sul são os estados com o maior número de trabalhadores resgatados pelos auditores do MTE em condições análogas à escravidão.
A Casa do Reencontro tem dado o que falar nas redes sociais, desde que os nove eliminados ficaram confinados desde a noite desta terça-feira (22), para votação da repescagem que levará dois deles de volta para o BBB 23.
Mas a tristeza de Fred Nicácio abalou os fãs que tanto o aguardavam pela presença dele. Desde ontem, o médico priorizou conversar mais com a Tina Calamba e pouco tem dialogado com os outros ex-brothers. “Parece um pesadelo estar nesse lugar com essas pessoas, eles me fizeram muito mal”, acordou em prantos nesta manhã.
Tina e Fred Nicácio se reencontrando. A que foi chamada de Olhar Maldoso e o que foi chamado de opressor de coração ruim pela mesma pessoa que foi expulsa. #BBB23pic.twitter.com/em5OoHgJyv
O abalo de estar, principalmente, com pessoas que cometeram o crime de racismo religioso contra ele (Key Alves, Gustavo e Cristian), não significa que o médico queira desistir do reality show. “Muitos comentários sobre o semblante e o jeito “quietinho” do Fred. Sabemos BEM tudo que ele passou. Tadeu deu a oportunidade da desistência e ele NÃO DESISTIU, ele quer entrar SIM. Não tem outra justificativa para a não ser a readaptação. Não vamos desanimar! 🙏🏾 #VoltaFred”, escreveu a equipe do ex-brother nas redes sociais.
“Me sinto ainda em missão. Achei que tinha terminado na primeira vez, na segunda vez e cá estou eu na terceira vez. Se Oxum me trouxe até aqui no curso das águas do seu rio é pq aqui que tenho que estar. Vamos ver aonde a água de Oxum vai desaguar”, disse Dr. Fred esperançoso com a repescagem.
O público já pode votar para escolher dois participantes na repescagem no site do Gshow. Os eliminados ficarão confinados na Casa do Reencontro até quinta-feira (23)
Tyler James em Todo Mundo Odeia o Chris | Foto: Reprodução
Por muitos anos Tyler James Williams deu vida ao icônico Chris de “Todo Mundo Odeia o Chris” e além da fama o ator se tornou uma das crianças mais bem pagas de Hollywood. Ele faturava uma média de U$ 250 mil (R$ 1,3 milhão) por episódio, sendo o terceiro maior cachê pago a um ator mirim de Hollywood.
Tyler James tinha apenas 12 anos quando deu vida ao personagem principal de Todo Mundo Odeia o Chris, que além de um cachê milionário rendeu também reconhecimento mundial e o prêmio de melhor ator em série de comédia pela NAACP. Mesmo anos depois do fim da série, seu cachê ainda é um dos maiores entre os atores mirins de Hollywood, ficando atrás de Angus T. Jones (U$ 300 mil), que interpretava o Jake de “Two and a Half Men”, e Milly Bobby Brown (U$ 350 mil), que deu vida a Onze de Stranger Things.
Tyler James ainda é uma das crianças mais bem pagas da história de Hollywood | Foto: Dreamstime
A série Todo Mundo Odeia o Chris, criada pelo comediante Chris Rock, estreou na televisão em 2005 e durou até 2009, mas até hoje é assistida e aclamada pelo público, principalmente no Brasil. Atualmente, Tyler James interpreta o Gregory em Abbot Elementary.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil volta a ter uma pauta antirracista e com prioridade para o continente africano.
Depois de mais de uma década, o Itamaraty começa a dar passos na direção de retomar o tempo perdido nas relações com o continente africano. Desde o governo Dilma que África não tem merecido a devida atenção. Os países africanos estão hoje entre aqueles com as maiores taxas de crescimento do mundo.
Esta semana o Ministro Mauro Vieira ofereceu um almoço para os Embaixadores do grupo africano em Brasília. O continente africano, em razão de vínculos culturais e históricos e de importantes fatores políticos e econômico-comerciais, é de interesse estratégico permanente para o Brasil. Esta prática diplomática havia sido ignorada nos últimos anos.
O presidente Lula telefonou para o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ontem, 21 de março de 2023, Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial. Com o comando da Secretaria Geral do Itamaraty, a Embaixadora negra Maria Laura da Rocha retomou o Núcleo Diplomacia e Negritude. No Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, o Itamaraty anunciou uma série de iniciativas de promoção da igualdade racial.
No ano de 2023, o Itamaraty, em parceria com outros ministérios, irá oferecer 60 bolsas para negros para se prepararem para ingressar na carreira diplomática. Será criado o prêmio “Milena Oliveira de Medeiros”, a ser concedido ao aluno cotista negro ou aluna cotista negra com melhor desempenho no Curso de Formação de Diplomatas, além de medalha e estágio em posto no exterior ou matrícula em curso relacionado à atividade diplomática.
O prêmio reconhece o desempenho dos alunos cotistas. Presta também homenagem à diplomata Milena Oliveira de Medeiros, bolsista do Programa de Ação Afirmativa, que nos deixou prematuramente no exercício de suas funções, mas continua a ser fonte de inspiração para seus colegas.
Essas iniciativas são importantes diante do passado que anulou qualquer iniciativa de promoção da igualdade racial e reduziu drasticamente as relações com o continente africano. Depois de 20 anos o contexto é diferente e os desafios não são menores.
A comunidade negra ainda está muito distante de reconhecer que política exterior é uma política pública que tem tudo a ver com nosso quotidiano. Os desafios de crescimento do país, a empregabilidade da juventude negra, passam pelo continente africano. É necessário repensar o modo como se tem feito as coisas até aqui. Hoje há uma exigência de investimentos de alta qualidade no setor de energias, transporte, educação, saúde e na investigação. No reconhecimento da autonomia estratégica do continente africano, mudança na relação nutrida por “uma nova maneira de pensar, que inclua todo o ecossistema, e não apenas a ajuda financeira”.
Devemos trabalhar para combater os estereótipos sobre a África e nos colocar como parceiros na busca de soluções em conjunto. E para isso a comunidade negra, jovens negros universitários precisam colocar no seu radar de perspectivas de trabalho e empreendedorismo o continente africano.
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