“Acaba pelo amor de Deus!” é o meme que representa a maioria dos brasileiros neste momento. O último paredão doBBB 23, que resultou na eliminação da Larissa no último domingo, alcançou apenas 22 milhões de votos, se tornando o paredão com a menor participação do público.
Antes, a menor quantidade de votos havia sido no primeiro paredão do reality show, com a eliminação da Marília, que contabilizou 32 milhões de votos. A primeira eliminação de Fred Nicácio foi a que mais engajou o público, resultando em 222 milhões de votos.
O influencer Dantas publicou no Twitter a comparação na quantidade de votos no paredão final das últimas quatro edições do programa. O BBB 20 obteve 236 milhões de votos. Já na edição 21, que resultou na eliminação do economista Gil do Vigor, foram 514 milhões de votos. No ano passado, foram 278 milhões. Uma diferença muito grande em relação a este ano, com apenas 22 milhões.
ComAline Wirley, Bruna Griphao e Amanda Meirelles como finalistas do reality show, os índices de audiência também têm sido bem negativos. O último paredão registrou apenas 12 pontos. No final de semana, o Globoplay anunciou o acesso gratuito na plataforma para assistir todas as câmeas do pay-per-view.
Na semana passada (19), um dia após a eliminação daDomitila Barros, o BBB 23 registrou a segunda pior audiência na história do programa com 10,8 pontos, ficando atrás apenas do BBB 14, que registrou 10 pontos.
As “desérticas” são as finalistas que disputam o grande prêmio no valor de R$2,88 milhões. A grande final será na noite desta terça-feira (25).
O músico Jon Batiste, 36, vencedor do Grammy “Álbum do Ano“, em 2022, vem ao Brasil para realizar shows entre os dias 19 e 21 de maio, em São Paulo e Rio de Janeiro.
Em entrevista à coluna Mônica Bergamo da Folha de São Paulo neste final de semana, o pianista disse que pediram para ele tocar com a Anitta. “Você conhece esse nome?”, perguntou à jornalista. Questionado se ele gostaria de se apresentar com a funkeira, Batiste revelou o seu desejo: “O que eu queria mesmo era tocar com a Lia de Itamaracá”.
A cantora pernambucana, de 79 anos, respondeu o artista com muita alegria na manhã desta segunda-feira (24), no Instagram. “Ai mamãe… Também não vejo a hora desse encontro acontecer @jonbatiste. Estou aguardando ansiosamente por esse dia”.
Jon Batiste será uma das grandes atrações da primeira edição do C6 Fest, que será realizado entre os dias 19 e 21 de maio no Parque Ibirapuera, em São Paulo (com um pequeno braço simultâneo no Vivo Rio). Samara Joy, que venceu o Grammy Latino de Artista Revelação neste ano, em disputa com Anitta, também irá se apresentar no evento.
Porém, diversos fãs do cantor estão o defendendo destes ataques. “Brasileiros vindo atacar Jon porque ele conhece Lia de Itamaracá e não sabe quem é Anitta. É o mesmo que obrigar MC Pipokinha a conhecer Louis Armstrong, Miles Davis, Nina Simone. Só parem, estão passando vergonha”, destaca um internauta.
Ministra também falou sobre a criação de um programa para proteger atletas negros de discriminação racial na Europa
Neste domingo (23), a Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, reforçou o combate ao racismo contra brasileiros na Europa em colaboração com autoridades portuguesas. Um dos assuntos abordados pela ministra foi a criação de um programa para proteger atletas brasileiros de racismo sofrido dentro e fora do campo.
Em uma comitiva com o presidente Lula à Portugal, a ministra Anielle Franco participou da 13ª Cimeira Luso-Brasileira, que não acontecia há seis anos, e fechou um apoio com o país para o enfrentamento ao racismo e xenofobia sofrida por brasileiros.
Em uma reunião com a ministra de Assuntos Parlamentares de Portugal, Ana Catarina Mendes, um dos motivos levantados para o apoio é o relatório anual de 2021 da “Igualdade e Não Discriminação Racial e Étnica”, da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR), de Portugal.
Segundo o estudo, os brasileiros são um dos que mais sofrem racismo em Portugal. Dos motivos apresentados no documento, 39,2% é por causa da nacionalidade, 17% pela cor da pele e 16,9% pela origem etnico-racial.
Anielle Franco também pretende replicar algumas praticas que dão certo no país vizinho para o Brasil, como o observatório de racismo e discriminação mantido por pesquisadores da Universidade de Lisboa. “Foi muito importante ouvir da própria ministra que o Brasil está ainda mais avançado do que Portugal no letramento racial, ainda que saibamos que a gente precisa evoluir muito”, disse a ministra após a reunião.
A reunião também contou com a presença do ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. “Foi uma reunião bastante produtiva, onde fizemos propostas essenciais, primordiais. Acolhemos também as demandas dos brasileiros e brasileiras que aqui vivem”, comentou Anielle.
Também foi levantada na reunião a criação de um programa para combater o racismo no mundo dos esportes sofridos por atletas brasileiros em terras europeias. Segundo relatátorios do “Discriminação Racial no Futebol”, realizada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, a maioria dos casos acontecem no futebol. Em 2021, houve o registro de 158 casos de racismo.
“Contudo, o ano de 2021, mesmo tendo ocorrido sem a presença do público em boa parte dele, bastou o retorno dos torcedores aos eventos esportivos para evidenciarmos como um ano que igualou o número recorde de discriminação e preconceito no esporte brasileiro, que foi 2019, com 158 registros. Em relação ao ano anterior, 2020 foi um aumento de 97,5%”, comentou um dos pesquisadores do relatório.
Um dos casos mais recorrentes é o do jogador do Real Madrid, o brasileiro Vini Jr. Nos últimos meses o atleta vem sofrendo ataques racistas no campo, fora dos jogos e na internet.
O programa de combate ao racismo por atletas terá o apoio do Ministério dos Esportes e também será debatido na Espanha, próximo destino da comitiva do presidente.
Pouco mais de um ano depois de compartilhar os registros de seu pedido de casamento, a ginasta olímpica Simone Biles postou, no último sábado (22), as fotos oficiais da união com o jogador da NFL Jonathan Owens. “Eu aceito 🤍 oficialmente owens 🤍”, celebrou a jovem de 26 anos na legenda do Instagram.
As fotos compartilhadas pela atleta mostram o casal em um clima romântico, chegando em um prédio que parece ser um tribunal. Em um dos registros os dois parecem estar na presença de um celebrante. Uma semana antes dos registros da cerimônia, os dois compartilharam a foto da certidão do casamento.
Owens também compartilhou os registros do casamento em seu Instagram com a legenda “Minha pessoa, para sempre”. Nos comentários, Biles, que agora assume o sobrenome de Owens respondeu “eu te amo, marido”.
A ginasta e o jogador de futebol americano anunciaram o noivado nas redes sociais no dia 15 de março de 2022. “Não posso esperar para passar a eternidade com você. Você é tudo o que eu sonhei e mais. Vamos nos casar NOIVO!”, compartilhou ela na época. Na ocasião, Owens também celebrou o noivado nas redes sociais “acordei esta manhã com uma noiva”.
Os dois estão juntos desde março de 2020, quando se conheceram através de um aplicativo de namoro, no início da pandemia do Coronavírus. O relacionamento veio a público em agosto daquele ano.
A cantora e empresária Preta Gil, 48, revelou em vídeo publicado neste domingo (23) no Instagram, que vai entrar em nova fase no tratamento contra o câncer no intestino. “Os meus médicos resolveram que eu não vou mais fazer quimioterapia, que eu vou partir direto agora para radioterapia. Então eu começo daqui uma semana. Essa semana agora será de exames preparatórios”, conta.
“Eu tô muito muito confiante, cheia de fé, muita força pra lutar, pra vencer essa batalha”, diz animada com o novo processo do tratamento.
Preta também revelou que passou a última semana se recuperando em casa e melhorou muito o estado de saúde. “Faz toda diferença, porque a casa da gente é a casa da gente. Comer comidinha de casa, tá perto da família, dos amigos, que estão agarradinhos em mim, foi fundamental pra que eu tivesse essa melhora”, conta.
Animada, a cantora agradeceu o carinho e preocupação de fãs e amigos. “Conto com vocês sempre nas orações, na torcida, emanando energias positivas pra mim, que chegam viu gente. Chegam tudo até mim. Chega o amor, as orações, e isso faz muita diferença nesse processo de cura que eu estou vivendo”.
“Obrigada mais uma vez por todas as mensagens de amor e carinho, e vamos pra cima porque não tenho outra opção a não ser lutar. E isso eu sei fazer muito bem, então vou continuar lutando”, finaliza.
Sara Silva Raimundo, cofundadora e COO da legaltech Unicainstância, faleceu na última sexta-feira (21), durante uma viagem à Nova Orleans, Louisiana, Estados Unidos, aos 32 anos.
“Sara estava sozinha a caminho do evento Brazil at Silicon Valley, para o qual foi convidada a participar como ouvinte, quando sentiu dores no peito durante o voo. Ela recebeu os primeiros socorros ainda no voo, sendo encaminhada após um pouso de emergência ao hospital mais próximo, onde, infelizmente, não resistiu e veio a falecer”, detalha a publicação do amigo e sócio Gilmar Bueno Jr.
Agora, amigos e familiares lutam para arrecadar o valor necessário para trazer o corpo de volta ao Brasil o mais rápido possível. “Até o momento, temos como gastos: (i) US$ 21.490,00 (aprox. R$ 112.000,00) para os serviços funerários (preparo do corpo e translado); (ii) R$ 2.560,00 de taxa do Cemitério Jardim da Saudade, de Paciência, no Rio de Janeiro/RJ; (iii) aprox. US$ 15.000,00 (aprox. R$ 76.000,00). para arcar com os trâmites burocráticos da situação (além de um representante da família com sua presença lá, hospedagem e alimentação, ainda sem estimativas de custo)”, explica na publicação.
A irmã Tamires Silva Raimundo disponibilizou a chave pix para receber a doação: tamires.sr456@gmail.com. “Qualquer valor é bem-vindo”, ressalta.
Junto com o Gilmar, Sara fundou a Unicainstância, que ajuda consumidores com indenizações por cobranças indevidas em contas de luz, água e afins. “Mulher, negra, periférica, órfã de mãe, empreendedora, sonhadora, determinada e resiliente, Sara inspirou todos a sua volta”, diz publicação de Gilmar.
O cabelo é certamente um elemento muito importante para valorização da estética negra. É através dos múltiplos penteados que expressamos nossa identidade e também é a partir do encontro que promovemos com a finalidade de ‘arrumar nossos cabelos’ que nos aproximamos enquanto pessoas negras, compartilhamos nossas histórias e dividimos um momento tão importante de identificação.
O uso do pente quente é bastante conhecido por muitas mulheres negras. Quem não se lembra de ver uma tia, uma avó ou de ter passado um pente de metal pelos cabelos com objetivo de conquistar o aspecto alisado? O pente quente também conhecido como pente de pressão ou pente alisador, costumava ser aquecido em fogão comum e também em tomada. “Pente Quente” é o nome do livro da escritora e cartunista norte-americana Ebony Flowers, que traz uma coleção de histórias em quadrinhos sobre o cabelo de mulheres negras.
Foto: Reprodução/”Pente Quente – Ebony Flowers”
Para o Mundo Negro, a autora contou sobre as experiências pessoais que a inspiraram para escrever “Pente quente” e destacou que escreveu o livro “para mulheres negras”.
Como as experiências compartilhadas das mulheres negras sobre pentear o cabelo inspiraram você a escrever o livro?
Para mim – para meus amigos e minha família – o cabelo é um aspecto tão importante de nossa vida. O cabelo negro é sobre passar tempo juntos. O cabelo é expressão e intimidade. O cabelo também é cultura pop. O cabelo é história compartilhada e pessoal. O cabelo negro, tanto na América como em todo o mundo, está entrelaçado com o legado da supremacia branca, classe, desigualdade e capitalismo. Ao escolher criar histórias sobre cabelo negro, eu sabia que também estaria abordando tantos outros aspectos da vida negra. O texto é o cabelo – minhas histórias apresentam tranças, fazer um relaxamento, enrolar nosso cabelo e usar perucas – e a textura é o que também me importo em discutir – laços familiares, perda da inocência, racismo cotidiano perpetuado pela ignorância.
Foto: Reprodução/”Pente Quente – Ebony Flowers”
O cabelo é um elemento de identidade muito importante na cultura negra. Qual é a importância de falar sobre isso em “Pente Quente”?
Eu escrevi “Pente Quente” para mulheres negras. Dito isso, espero que qualquer pessoa curiosa sobre cabelos negros, cultura e quadrinhos o leia. Se “Pente Quente” permitir que um público amplo compreenda melhor alguns dos aspectos mais íntimos da cultura do cabelo negro, ficarei feliz.
Para alguns leitores, talvez “Pente Quente” seja uma janela para aspectos da vida negra. Para outros, “Pente Quente” refletirá diretamente memórias e jornadas pessoais de cabelo. É difícil para mim separar minha experiência como mulher negra e minhas várias narrativas sendo uma mulher negra nos Estados Unidos, de minha experiência com o cabelo.
Por exemplo, muitas mulheres negras com cabelos crespos têm experiências compartilhadas que envolvem certos marcadores culturais percebidos, como o primeiro relaxamento, o primeiro tecido ou o “big chop”. É claro que a história individual e a tomada de decisão pessoal são impactadas por realidades sociais maiores. O racismo e o sexismo desempenham um papel significativo na moldagem das histórias em “Pente Quente” em uma experiência compartilhada. Eu acredito que se qualquer mulher negra com cabelo crespo fizesse quadrinhos sobre suas experiências – seja como ficção ou não-ficção criativa – muitas de nós acabaríamos com histórias que encapsulam um espectro compartilhado de emoções que lidam com encontros racistas e misóginos. Essas histórias também ressoariam com muitas pessoas cujas diferenças visíveis e decisões cotidianas são facilmente marginalizadas.
Para pessoas que não têm experiência pessoal direta com alguns dos temas do meu livro, “Pente Quente” será uma oportunidade para elas olharem, ouvirem e testemunharem. Eles terão a chance de ver pessoas negras em nosso cotidiano, apenas tentando viver nossas vidas.
Livros, é claro, têm feito isso há algum tempo. Autores como Octavia Butler, James Baldwin, Zora Neale Hurston e Toni Morrison lançaram as bases para futuros escritores criarem histórias sobre pessoas negras e para pessoas negras – sem ter que se desculpar ou racionalizar a existência dessas narrativas. Com “Pente Quente”, eu estou desenhando novos capítulos da narrativa cotidiana de nosso povo através de quadrinhos. Eu faço histórias, que acontecem de serem quadrinhos, sobre pessoas e vidas negras sem ter que explicar sua existência para leitores não negros.
Foto: Reprodução/”Pente Quente – Ebony Flowers”
Por que você escolheu as histórias em quadrinhos como estilo literário para contar a história?
Eu adoro fazer histórias em quadrinhos. É meu processo e meio preferido de contar histórias.
No dia 29 de abril acontece no Rio de Janeiro, a segunda edição do Red Bull Dance Your Style, competição global de danças urbanas. Aberto ao público, o torneio se transformará em uma grande pista para os dançarinos mais talentosos do país se enfrentarem em busca de uma vaga na competição mundial, que acontece na Alemanha, em novembro. A trilha sonora do evento passa pelo hip hop, house, locking e freestyle dominam a pista.
Com um conceito único em que o público é o júri, os 16 participantes competem no formato 1×1, sem saber qual música irá tocar – por isso, a capacidade de improviso do dançarino é um elemento-chave para se destacar. Entre os anfitriões da competição, estão Aline Constantino, produtora do Laboratório Fantasma; e ZULU, dançarino e integrante do ballet do cantor Djonga. Os dois profissionais conversaram com o MUNDO NEGRO e comentaram sobre a experiência no evento. Ambos acreditam que o Red Bull Dance Your Style é uma competição de predominância negra. “Acredito que o evento tem uma carga representativa muito forte. Começando pelos curadores que são dois artistas negros; você tem duas pessoas pretas como hosts do evento e quando você olha pro DJ, tem uma pessoa preta lá, olha pros dançarinos, tem vários artistas pretos também. E aí, você pensa… É sobre isso! É sobre olhar pro lado e se reconhecer, se inspirar“, diz Aline.
Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pooll.
O dançarino ZULU diz que o Hip Hop é um exemplo de música que cria essa conexão com o público preto. ‘Na verdade, acho que a galera preta vem cada vez mais consumindo dessa cultura, consumindo do evento, consumindo desse espaço. É claro que é um espaço miscigenado, é um espaço para todos e todas, mas a galera preta acaba se identificando muito com a cultura hip hop, acaba querendo estar ali, querendo estar perto”, destaca ele. “Foi e ainda é uma ferramenta de fala muito grande para essa galera preta, não só na dança, mas também na música que a gente vê ali. O MC e o DJ são instrumentos de fala, instrumentos onde a galera consegue se colocar, consegue se expressar, então acaba que isso também agrega e a galera se sente confortável e à vontade no evento“.
MUNDO NEGRO: Como é a sensação de ser anfitrião do Red Bull Dance Your Style?
ZULU: Acho que é um misto de emoções que, sinceramente, não tenho palavras exatas para descrever o sentimento e a felicidade de quando tem um evento, quando tem o Red Bull Dance Your Style, quando eu sei que eu vou ser chamado para poder estar ali no microfone, isso pra mim é maravilhoso. Fico sempre querendo saber quando será o próximo, e tudo isso foi uma descoberta, porque eu comecei sendo host de eventos que a gente fazia no Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense, em Duque de Caxias, e que não tinha ninguém para ficar no mic. Então meio que a necessidade foi criando o MC, e a partir dessa necessidade hoje posso chegar onde eu estou chegando, devagar, pisando com calma, e isso sempre é maravilhoso.
ALINE CONSTANTINO:Primeiramente, é muito especial e gratificante ser apresentadora. Ter esse reconhecimento me dá uma sensação de que eu estou no caminho certo. Em segundo lugar, é uma responsabilidade grande, porque é um evento de alcance mundial e sua presença ali precisa ter um porquê, e você não representa mais só você, sabe?! Então, estar ali como mulher preta, me comunicando com o público, divertindo a galera e as batalhas, trazendo representatividade é algo muito forte e que me deixa muito grata.
ZULU e Aline Constantino. Foto: Tauana Sofia/Red Bull Content Pool.
MUNDO NEGRO: Para você, qual a principal característica que um dançarino precisa ter para avançar na competição?
ZULU: Eu acho que o dançarino ou dançarina tem que ser um show à parte, um showman, uma showgirl, é uma competição que você está ali contra o oponente, mas ao mesmo tempo que é uma competição você está contra você mesmo também. E o público também participa disso, então precisa ter um pouco de carisma, envolver a galera com a energia, a energia tem que transbordar, tem que transbordar com o público porque ele faz parte disso, e o público é inteligente, sabe o que é bom e o que não é.
Não dizendo que um é melhor que o outro, mas naquele momento da batalha só um pode avançar, então eu acho que é importante a energia do dançarino transbordar e tocar quem está assistindo. Nem sempre mais musicalidade ou mais habilidade basta, acho necessário colocar alma, gana, coração, se entregar imerso no processo, tocar e transbordar.
ALINE CONSTANTINO:Falando especificamente desse evento, acho que existem coisas que se conectam: Criatividade, Carisma e Propriedade. Quando você se apropria de quem você é, da sua dança, da sua técnica, você fica livre também pra criar, pra percorrer pelos caminhos sem se perder. E aí, quando você junta o carisma com tudo isso, acredito que vira uma combinação poderosa. Você cria uma identidade que abraça o público ou jurados.
SERVIÇO
Red Bull Dance Your Style
Data: 29/04/2023
Horário: 19h
Local: Sacadura 154 – R. Sacadura Cabral, 154 – Saúde, Rio de Janeiro – RJ, 20081-262
Empreender no Brasil é um desafio: criar e gerenciar um negócio próprio, assumindo os riscos que envolvem o processo de começar e administrar uma empresa em meio a um ambiente de negócios complexo e burocrático, além de questões como a alta carga tributária, a falta de acesso a crédito e a infraestrutura precária em algumas regiões do país, torna a aventura insustentável.
Ainda assim, o empreendedorismo no país teve um crescimento significativo nos últimos anos, especialmente a partir dos anos 2000. São diversas oportunidades para quem une criatividade e inovação ao criar um negócio, sobretudo em setores como tecnologia, energia renovável e serviços. Esse aumento pode ser explicado por diversos fatores, como a estabilidade econômica na ocasião, a maior acessibilidade ao crédito e a mudança na mentalidade dos brasileiros em relação ao empreendedorismo.
O surgimento do MEI (Microempreendedor Individual) em 2008 foi um marco importante para a formalização de pequenos negócios no Brasil. O MEI é uma categoria criada pelo Governo Federal que permite que pessoas que trabalham por conta própria possam se formalizar, pagando uma taxa mensal reduzida e tendo acesso a benefícios previdenciários e a serviços bancários com condições especiais.
Foto: Getty imagens
Desde a sua criação, o MEI tem sido uma opção atrativa para muitos empreendedores brasileiros. Ele foi o caminho escolhido também para os milhares de desempregados que surgiram com um contexto político, social e econômico dos últimos anos. Abrir seu próprio negócio foi uma opção encontrada por quem perdeu seu emprego. Atualmente, são mais de 14 milhões de registros ativos. Só em 2021 foram 3 milhões de cadastros.
A formalização dos pequenos negócios também contribuiu para o crescimento do empreendedorismo periférico, conceito que descreve a atividade empreendedora que ocorre em áreas periféricas ou regionalmente marginalizadas. Ou seja, em regiões com menor acesso a recursos econômicos, sociais e culturais.
No Brasil, o empreendedorismo periférico tornou-se uma forma importante de geração de renda e desenvolvimento local. Mas se para o empreendedor não periférico o cenário econômico já é desafiador, imagine para quem foi (e ainda é!) historicamente marginalizado, limitado ao trabalho braçal e com capital intelectual desvalorizado ou roubado. E, apesar da ferramenta de formalização, o desemprego ainda é um grande problema no Brasil (e sabemos que nas periferias, esse é um cenário ainda mais desolador). Nos últimos anos, a taxa de desocupação tem sido alta, chegando a atingir 14,7% em 2020, segundo dados do IBGE. Isso significa que muitas pessoas que perderam seus empregos optaram por abrir seu próprio negócio, muitas vezes sem muita preparação ou planejamento adequado. E como valorizar e visibilizar diferentes culturas e saberes descolonizados, aplicados em uma atividade profissional?
Foto: Freepik
De acordo com a Adriana Barbosa, idealizadora da Feira Preta e CEO do Preta Hub, ambos negócios voltados para empreendedores periféricos, a solução está no trabalho em rede. Adriana revolucionou o empreendedorismo negro e periférico quando, em 2002, lançou a Feira Preta, o maior festival de cultura afro da América Latina. E com a bagagem (pesada!) de mais de 20 anos de Feira Preta, ela afirma que a participação coletiva é forte aliada para fomentar e valorizar negócios periféricos.
Em 2022, foi realizado o projeto “Conversando a gente se aprende”, parceria do Preta Hub com o Sistema B Brasil, com intuito de desenvolver ações, compromissos e práticas de promoção das equidades interseccionais. A ideia era trazer a óptica de raça e social para dentro do Movimento B e na sua relação com seus diversos stakeholders, ampliando ainda mais o impacto positivo.
E sob o direcionamento da Adriana, que percorreu essa estrada sem pavimento e se tornou referência, reuni aqui algumas sugestões de caminhos para que as empresas possam se tornar fortes aliadas nessa luta pela justiça social e redução das desigualdades.
Existem diversas maneiras de apoiar os negócios periféricos: fornecer capacitação e treinamento em gestão de negócios, acesso a recursos financeiros e tecnológicos, criar parcerias com empreendedores locais, apoiar a organização de redes e associações de empreendedores e investir em projetos de desenvolvimento comunitário.
Além disso, as empresas podem contribuir para a promoção da diversidade e da inclusão, reconhecendo e valorizando as iniciativas periféricas, e incorporando a visão dessas empresas em suas estratégias de negócios. O importante é sempre ter um olhar verdadeiramente empático e disposto a entender realidades e necessidades diferentes desse público. As empresas precisam compreender essas diferenças se querem abraçar a diversidade. Com essas medidas, é possível contribuir de maneira mais efetiva para transformar a realidade econômica e social das comunidades periféricas e construir um ambiente de negócios mais justo e sustentável, capaz de criar pontes com realidades múltiplas.
Se queremos diminuir a desigualdade social, apoiar o empreendedorismo periférico é uma forma de ampliar a distribuição de renda, abrindo portas para uma população que não costuma ter acesso a elas. O empreendedorismo periférico é considerado uma forma de resistência à falta de oportunidades e à exclusão social, pois permite que as pessoas criem seus próprios negócios e gerem renda não só para si, mas para suas comunidades, trazendo o dinheiro para focos diferentes dos centros tradicionais, onde esse público ainda é excluído. Mais sustentável do que um negócio periférico eu desconheço. E a intencionalidade de valorizar e visibilizar diferentes culturas e saberes descolonizados é o que impacta positivamente especialmente comunidades periféricas, e promove o equilíbrio social e um futuro inclusivo.
A lenda do tênis e empresária Serena Williams anunciou nesta semana o lançamento de sua nova produtora de multimídia, a 926 Productions. A produtora deve fechar um contrato de TV inicial com a Amazon Studios, segundo informações divulgadas pelo The Hollywood Reporter.
“Com o lançamento da 926 Productions, pretendemos elevar as vozes femininas e diversificadas por meio de um conteúdo que fale com todos”, disse Williams em comunicado emitido para a imprensa. A estrela mundial do tênis acrescentou que está muito animada para começar este próximo capítulo da sua carreira ao lado de Caroline Currier, nomeada presidente da produtora. “Estou muito animada para começar este próximo capítulo da minha carreira ao lado de Caroline, uma mulher que entende a arte de contar histórias e é apaixonada por desenvolver a indústria do entretenimento em novas direções. Estou ansioso para colaborar com ela e desenvolver projetos únicos que inspirem o público em todas as plataformas.”
Além de sua nova produtora, Serena Williams administra diversas empresas, incluindo a Serena Ventures, sua firma de capital de risco de grande sucesso, que levantou US$ 111 milhões em financiamento este ano. A empresa canaliza dólares de investimento para startups lideradas por fundadores sub-representados, incluindo mulheres negras, um grupo há muito esquecido nos círculos de VC. Segundo Williams, a Serena Ventures foi criada com a missão de dar oportunidades a fundadores em uma variedade de setores.
Em março de 2022, Serena Williams anunciou que levantou US$ 111 milhões e investiu em cerca de 60 startups, treze dos quais são unicórnios. Com sua nova produtora, a empresária consolida sua carreira em várias áreas de atuação.
Serena Williams se despediu das quadras no dia 2 de setembro de 2022, em uma partida contra Ajla Tomljanovic do US Open. Com a presença da filha, a tenista também recebeu homenagens de personalidades como Michelle Obama, Tiger Woods, LeBron James e Oprah Winfrey que destacaram a carreira brilhante de Williams: “Que sorte termos podido ver uma jovem filha de Compton crescer para ser uma das maiores atletas de todos os tempos”, escreveu Michelle Obama em seu Twitter.
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