A Escola de Samba Vai-Vai utilizará uma música do grupo Racionais MC’s como inspiração para o samba enredo em 2024. A agremiação escolheu o sucesso ‘Capítulo 4, Versículo 3’ como base para a criação do título ‘Capítulo 4, Versículo 3 – Da Rua e do Povo, o Hip Hop: Um Manifesto Paulistano’. A ideia é mostrar a rua como espaço em constante disputa pela arte na cidade de São Paulo. Além disso, a escola pretende celebrar os 40 anos da cultura Hip Hop no Brasil, exaltando a arte urbana por meio de suas vertentes – DJ, MC, Break e Grafitti.
Com o intuito de trazer para o centro do palco da cidade as manifestações culturais das periferias, que foram marginalizadas e escondidas , o enredo de samba da Vai-Vai para 2024 utilizará a linguagem popular dos MCs e DJs do Rap. Por meio dessa abordagem, a agremiação tem o desejo de reivindicar a ocupação de espaços e o pleno reconhecimento das expressões artísticas e culturais consideradas periféricas, abordando temas como a igualdade racial, o combate à intolerância religiosa e a valorização da diversidade em todas as suas formas, o diálogo se faz evidente e necessário.
Ensaio da ‘Vai-Vai’. Foto: Pedro Magrod.
O título em si é uma rima, um verso, tem ritmo. E é esse ritmo que queremos levar pra avenida, levar a cultura genuinamente popular para os holofotes, fazendo justa homenagem a todos os talentos que nunca receberam seu devido valor”, justifica Sidnei França, carnavalesco da Vai-Vai. O desfile acontece no dia 10 de fevereiro de 2024.
Nesta quarta-feira (19), o ator Igor Rickli, de 39 anos, registrou uma queixa na polícia do Rio de Janeiro. Segundo o artista, diversas ameaças estão feitas à sua esposa, Aline Wirley, 41, que está confinada no BBB 23. As informações foram confirmadas pela revista QUEM, que destacou ainda a forma como o filho do casal, Antônio, de apenas 8 anos, também passou a receber ameaças nas redes sociais.
Ainda de acordo com a jornalista Fábia Oliveira, do site Metrópoles, Igor compareceu à delegacia em conjunto com sua advogada. Eles pedem que os responsáveis pelas ameaças sejam identificados. Foi informado também que ameaças constantes como “vou enterrar seu filho e a sua mulher também”, direcionadas a Igor, foram utilizadas por perfis diversos na internet.
Igor publicou uma nota oficial sobre o caso, através das redes sociais. “Foi feito um Registro de Ocorrência por crimes de ameaça e, com isso, inaugurada uma investigação. O objetivo é apurar a autoria dos crimes“, diz o comunicado. “Para isso, o delegado solicitará ao Judiciário o acesso aos dados da conta registrada na plataforma vinculada ao perfil, para que seja possível a identificação do responsável pelas postagens criminosas. Uma vez identificado, o autor será intimado a prestar depoimento na delegacia e responsabilizado por seus atos. O Twitter também será notificado para fornecer os dados da conta. O delegado também poderá solicitar a exclusão da conta da plataforma, em razão de seu uso para a prática de crimes”.
Em março deste ano, Igor publicou uma carta aberta em homenagem à esposa. “Meu amor, você e eu estamos num grande processo de cura… do nosso corpo, da alma, da comunicação, da nossa visão… você está num papel muito difícil aí sem conseguir enxergar exatamente o jogo como a gente vê aqui de fora e acabou ficando numa encruzilhada“, destacou ele. “Que a tua intuição te aponte o caminho. Me afeta e dói ver você aí passando por acusações duras e frias. Mas esse é o game. E a gente escolheu estar nele. Eu estou aqui, sempre”.
A novela ‘Vai Na Fé’ continua movimentando as redes sociais. Nesta última noite de terça-feira (18), os personagens Vini (Guthierry Sotero) e Yuri (Jean Paulo Santos) se beijaram pela primeira vez dentro da trama. O carinho entre eles foi marcado apenas por um selinho, já que Yuri ainda não se sente totalmente pronto para seguir com o relacionamento. “É sobre respeitar o tempo de cada um”, celebrou o ator Jean Paulo numa publicação através do Instagram.
Nas redes, os internautas comemoram a construção amorosa dos personagens e a representatividade em torno do casal negro. “A representatividade de poder ver duas pessoas pretas da Comunidade tendo voz em uma novela é muito emocionante”, disse um usuário. Outras frases como “finalmente”, “o melhor casal” e “fofos” também foram comuns na internet.
Não sou muito fã de romance lgbtqia+ mas a representatividade de poder ver duas pessoas pretas da Comunidade tendo voz em uma novela é muito emocionante. https://t.co/zXvWyk6uxT
Outro internauta comemorou a ‘descoberta de sexualidade sadia’ sendo representada em ‘Vai Na Fé’ pelo personagem Yuri. “Que cena linda e emocionante. Que necessário assistir, a descoberta da sexualidade de uma maneira sadia. Que importante é ver esse amor nascendo e crescendo. Uma história de amor gay de verdade“, publicou o usuário.
Que cena linda e emocionante. Que necessário assistir, a descoberta da sexualidade de uma maneira sadia. Que importante é ver esse amor nascendo e crescendo. Uma história de amor gay de verdade. Obrigado @rosanesvartman . 🌈💖 https://t.co/noH8ZxSWVz
Nesta segunda-feira (18), a rapper Megan Thee Stallion concedeu uma entrevista para a revista Elle e desabafou sobre como foi sua vida desde que levou um tiro do rapper Tory Lanez. Ela revelou que nunca imaginou que as pessoas não acreditariam sobre ela ter levado um tiro e que isso atrapalhou sua vida artística.
Depois de não comentar sobre o caso por um tempo e o recente pedido de novo julgamento em defesa de Tory Lanez. Megan Thee Stallion, dona do hit “Savage”, decidiu se abrir sobre seu trauma, pela última vez, na edição de maio da revista Elle.
Em julho de 2020, Tory Lanez atirou em Megan dentro de um carro após uma discussão. O rapper negou as acusações, mas foi condenado no final de 2022.
Foto: Adriana Raquel/Elle
Megan escreveu a revista que nunca imaginou que as pessoas não acreditariam sobre ter levado um tiro, mas que não se coloca como papel de vítima, ela se sente como uma sobrevivente. Antes do caso, Tory era um amigo próximo dela. “Não apenas sobrevivi ao ser baleado por alguém em quem confiava e considerava um amigo próximo, mas superei a humilhação pública de ter meu nome e reputação arrastados na lama por aquele indivíduo para o mundo inteiro ver”, escreveu Megan.
Ela também comentou que não foi apenas desacreditada, como seu agressor também ria da situação na internet e viu muitos colegas da indústria musical zombando sobre o caso. “Nunca passou pela minha cabeça que as pessoas não acreditariam em mim. Ainda assim, eu sabia que a verdade e os fatos incontestáveis prevaleceriam. Eu tinha trabalhado muito duro para chegar a este ponto em minha carreira para deixar que as provocações me pararem.”
Ela também revela que por causa do trauma acabou desenvolvendo depressão e ansiedade e isso atrapalhou sua vida artística. “A verdade é que comecei a cair em depressão. Eu não sentia vontade de fazer música. Eu estava em um lugar tão baixo que nem sabia sobre o que queria fazer rap.”
Atualmente ela ainda tem ansiedade, mas está em um lugar mais feliz agora e que escrever em um diário e orações ajudaram a chegar neste lugar.
Megan disse que essa foi a última vez que fala sobre o caso na imprensa e que não pretende mais reviver a experiência mais traumática da sua vida. “Pelo bem da minha saúde mental, não pretendo continuar revivendo a experiência mais traumática da minha vida indefinidamente. Estou escolhendo mudar a narrativa porque sou mais do que apenas meu trauma”, comentou a rapper.
Por fim, ela diz estar animada com seu “renascimento” e animada com suas novas músicas que estão por vir. “Este é um renascimento de um eu mais feliz e saudável. Sou um sobrevivente e tenho – e continuarei – a abraçar os altos e baixos da minha jornada. Estou animado para voltar à música, porque fui muito transformado. Estou brincando com novas músicas e novos sons que mal posso esperar para que todos ouçam”, finalizou a artista.
Em dezembro de 2022, Tory Lanez foi condenado a 20 anos de prisão por três acusações: agressão com arma semiautomática, porte de arma de fogo carregada e não registrada em um veículo e disparo de arma de fogo com negligência grosseira. Recentemente ele pediu um novo julgamento e aguarda a decisão do juiz.
Eliminada com 59,94% dos votos no Big Brother Brasil 2023, na noite da última terça-feira (18), a modelo Domitila Barros fez uma reflexão sobre suas alianças durante o jogo e comentou em entrevista que se “sentia pertencente” ao quarto Fundo do Mar, onde dormiam a maioria dos participantes negros. “No quarto Fundo do Mar eu me sentia pertencente, cuidada, valorizada pelos meus valores”, destacou.
A sister conta que permaneceria no mesmo quarto se pudesse. “Eu permaneceria no grupo do Fundo do Mar. Desde a primeira vez que eu pisei lá, eu senti muito aquele quarto. Eu tinha consciência de que, por vários motivos, erros, problemas e temáticas, só sobrou o Top 6 para a gente chegar. Mas eu escolheria o mesmo grupo, as mesmas pessoas”, destacou.
“Uma coisa que eu tenho escutado muito desde que saí é que eu poderia ter me vinculado mais às pessoas do quarto Deserto. Não sei se viram, mas eu tentei, só que não foi possível. Tanto é que, no meu primeiro jogo da discórdia, eu pedi humildemente que me dessem uma chance de isso acontecer. No quarto branco, isso ainda continuava como tema, porque nem meu nome era possível de se memorizar, de tão irrelevante que a minha presença dentro da casa era”, contou.
Ela também contou que entendeu que Bruna Griphao era uma de suas maiores adversárias na casa. “Eu entendi, quando saí e com a volta da Larissa que não só havia uma discussão sobre erros e acertos, mas ali tinha uma coisa meio embaçada, que eu não sei dizer se é adversária ou não. Depois de assistir a alguns vídeos, eu acredito que, em boa parte do jogo, eu e Bruna éramos adversárias”.
Em entrevista para Patrícia Ramos e Vivian Amorim no bate-papo com eliminado, Domitila se surpreendeu com o carinho de ex-participantes com ela. O médico, Fred Nicácio, um dos melhores amigos da ativista social na casa, contou que Gil do Vigor e Julitte mobilizaram suas torcidas em favor da sister.
Após ser preso sob acusação de violência doméstica, o ator Jonathan Majors, 33, perdeu grandes projetos que estava escalado. O filme “The Man in My Basement” que iria estrelar e produzir, a cinebiografia do cantor Otis Redding e uma campanha publicitária para o time de beisebol Texas Rangers, segundo o Deadline.
A notícia surge após o portal também divulgar que a Entertainment 360, agência de talentos, rompeu o contrato com Majors, alegando questões envolvendo o comportamento pessoal do ator. A The Lede Company, empresa de relações-públicas, também deixou de representá-lo. Majors deverá comparer ao tribunal em 8 de maio para responder pelas acusações agressão e assédio.
Apesar das polêmicas, a Marvel permanece com o ator, que interpreta o vilão Kang. O personagem aparece na 2ª temporada de Loki, da Disney +, e continua escalado para estrelar Vingadores: Dinastia Kang, de 2025, e Vingadores: Guerras Secretas, de 2026. Major também continua no elenco do novo filme de Spike Lee, “Da Understudy” e interpretará a lenda do basquete Dennis Rodman no filme “48 Horas em Vegas“.
De acordo com as mensagens, a mulher escreveu ao ator dizendo: “Eu disse a eles que foi minha culpa tentar pegar seu telefone”. Ela também relatou que estava “furiosa” por Majors ter sido preso e que havia deixado claro que as acusações de agressão e assédio direcionadas a ele não tinham sua aprovação. “Reiterei [para a polícia] que isso não foi um ataque”, escreveu a mulher, que em outro momento da mensagem se mostrou preocupado com o destino do ator.
Contrários a uma atriz negra no papel de Cleópatra, na série documental ‘Rainha Cleópatra’, que será lançada dia 10 de maio pela Netflix, internautas criaram uma petição racista pedindo o cancelamento da série que tem produção executiva de Jada Pinkett-Smith. A petição chegou a reunir cerca de 62 mil assinaturas.
A change.org baniu a petição da plataforma, mas os comentários e críticas acerca da escolha de uma atriz negra para o papel da rainha do Egito continuaram a ser feitos de maneira agressiva na internet. Diferente de quando Cleópatra era interpretada por mulheres brancas, fato que nunca gerou indignação dos espectadores.
A série chega após o lançamento de ‘Rainhas Africanas: Njinga’, que apresentou a história da governante guerreira do Reino do Dongo, no dia 15 de fevereiro deste ano. “Não costumamos ver ou ouvir histórias sobre rainhas negras, e isso foi muito importante para mim, assim como para minha filha, e apenas para minha comunidade poder conhecer essas histórias, porque existem muitas! Cleópatra é uma rainha que muitos conhecem, mas não em sua verdade“, contou Jada em nota oficial.
Na última sexta-feira (14), Domenica Dias se formou em Artes Cênicas e seus pais, o rapper Mano Brown e a empresária Eliane Dias, fizeram homenagens a ela em suas redes sociais.
Mano Brown, conhecido por ser um dos integrantes de um dos maiores grupos de rap nacional da história, Racionais MC’s, disse em uma postagem no Instagram que o bacharel da filha o fez relembrar das suas próprias lutas e que a filha possui mais dedicação do que ele jamais teve.
“Ontem minha Neguinha se tornou Bacharel em Artes Cênicas numa cerimônia emocionante que me fez pensar nas lutas do Passado e como fazer pra Raça ascender nesse País. Domenica tem uma dedicação e disposição que eu mesmo jamais tive e isso eu dou muito valor! Só posso agradecer ao Altíssimo e aos Orixás pela vitória parcial alcançada!”, disse o rapper na postagem.
Eliane Dias, empresária e uma das fundadoras da produtora Boogie Naipe, parabenizou a filha por mesmo com a pandemia e o último governo ela não desanimou. Ela revelou também ter insistido para a filha fazer faculdade no início e que hoje a filha reconhece que valeu a pena.
“Faz as coisas complexas de forma complexas sem atalhos para acabar logo, sem querer cortar caminho. Ela tem que admitir que um dia me disse que não ia fazer faculdade e eu disse, que tinha que ir viver esta experiência e que eu fazia questão que ela estudasse. Hoje reconhece o quanto valeu a pena. Ainda não me agradeceu por eu insistir, mas está valendo pois minha meta, com ela neste sentido, foi alcançada”, disse a Eliane.
Nestes últimos dias, além do bacharel, Domenica Dias conseguiu realizar outro grande feito. A atriz é a protagonista do filme brasileiro Levante, que foi um dos sete selecionados esta semana para a Semana da Crítica, do Festival de Cannes 2023. O longa conta a história de uma promissora jogadora de vôlei que descobre estar grávida e tenta abortar.
Em seu Instagram, ela disse estar orgulhosa. “Uma emoção tão grande que o coração tá doido virado na alegria. Estamos entre os 7 filmes em competição nessa sessão, contando uma história linda, urgente y absolutamente política. QUE ORGULHO, GENTE!”
Depois de participar do BBB 22, o velocista Paulo André, 24, anunciou o retorno às competições durante uma coletiva de imprensa, na noite desta terça-feira (18), no Shopping Vitória, em Espírito Santo. O semifinalista olímpico dos 100 metros nos Jogos de Tóquio, confirmou sua participação no Desafio CBAt/CPB, que será realizado no dia 30 de abril, em São Paulo.
Porém, o que era para ser um dia apenas de boas notícias, ele foi alvo de ataques midiáticos, ao circular um vídeo com acusações de estrelismo. Um vídeo que circula nas redes sociais, aparece o PA chegando no evento rodeado de amigos, porém, os sites e perfis de entretenimento, os trataram como seguranças.
A “Choquei” foi uma das páginas que fez a acusação, com esta chamada: “Ex-bbb Paulo André chega com dezenas de seguranças em evento em shopping e se depara com baixo público”. O atleta rebateu no Twitter. “Alguém aí já tinha visto segurança de braço quebrado?”, diz em referência a um dos amigos que aparece na imagem.
Em outras publicações na rede, Paulo André desabafa sobre o caso. “É por essas e outras que o nosso Brasil não vai pra frente, fizemos um movimento voltado pro esporte, não era sobre mim, pra quem acompanhou viu que todos os atletas da associação Paulo André estavam lá representando o esporte, que é transformador, que faz diferença na vida de muita gente, e tem gente preocupado com pessoas andando comigo (que nem eram seguranças) e eu tava cagando pra quantas pessoas iam me receber, minha missão era passar meu sentimento de voltar, trazer visibilidade pro esporte”.
“Triste deparar com essas maldades depois de ter feito uma parada maneira, que pra nós do atletismo e do Espírito Santo era algo inalcançável!”, finaliza.
No Instagram, Paulo André fez stories desabafando mais contra as mídias que estão atacando ele. “Estou vendo umas páginas de fofoca, umas manchetes assim: ‘Paulo André chega em local e se surpreende porque não tem público’. Irmão, surpreso eu ia ficar se tivesse uma multidão de gente lá para falar de atletismo”.
“Infelizmente a gente sabe que o atletismo e o esporte não têm essa visibilidade. Ainda mais aqui no estado do Espírito Santo. Para falar de atletismo a gente tem que batalhar muito para ter uma multidão de gente me esperando para uma coletiva de imprensa”, completa.
Neste dia 19 de abril é celebrado no Brasil o Dia dos Povos Indígenas. Essa data tem como objetivo contribuir para a preservação da cultura e da história dos povos indígenas. Além disso, serve como um momento importante de reflexão sobre a luta contra o preconceito e discriminação, bem como a necessidade de garantir a manutenção de seus direitos.
“O dia dos povos indígenas vem para combater os preconceitos e estereótipos que por anos foram perpetuados com o antigo ‘dia do índio’. Vem para mostrar que somos diversos, falantes de mais de 274 idiomas, presentes em todo o território nacional e para além dele. Que com a mudança do nome, acompanhe também o que o dia representa”, conta Kaê Guajajara, cantora, escritora e atriz, em entrevista ao MUNDO NEGRO. “Que seja um dia de conscientização sobre os povos indígenas e suas histórias, em que indígenas sejam convidados a repensar a educação do país no que diz respeito a história nacional. Que parem de fantasiar as crianças com estereótipos racistas e passem a educá-las verdadeiramente“.
Os povos originários têm uma história rica e diversificada no Brasil. São mais de 300 etnias diferentes, com suas línguas, tradições, conhecimentos e modos de vida únicos, sendo uma parte essencial da identidade cultural e da história do país. Apesar da enorme importância, os indígenas ainda lutam por visibilidade. “A invisibilização dos povos indígenas é uma estratégia colonial de séculos para roubo de nossas terras. Diluem e transformam os povos indígenas em classificações distintas para desenquadrá-los da condição de indígena e assim poder se apropriar do que seriam seus direitos”, destaca Kaê. “A educação brasileira fornece um pensamento de que os povos indígenas estão no passado, reforçando estereótipos que favorecem essa visão colonial, mostrando que indígenas hoje (isso quando falam indígenas e não “índios”) estão apenas distantes, no mato, não entendem e falam diferente, estão a parte da sociedade. Quando na verdade, estamos em todos os lugares, e fortalecer esse imaginário que nos distancia no tempo e no espaço, serve apenas para convencer a população de que não temos direito a ser quem somos, a ter o que é nosso, e a viver como vivemos“.
Sõnia Guajajara, Ministra dos Povos Indígenas. Foto: Governo Federal / Reprodução.
Ao assumir o cargo de Ministra dos Povos Indígenas, em janeiro deste ano, Sônia Guajajara, destacou a manutenção de país com um olhar atento às necessidades dos povos originários. “Sabemos que não será fácil superar 522 anos em quatro. Mas estamos dispostos a fazer desse momento a grande retomada da força ancestral da alma e espírito brasileiros. Nunca mais um Brasil sem nós”, afirmou Guajajara. Esse 19 de abril pode ser usado como uma oportunidade de conscientização e reflexão sobre as questões que afetam os povos indígenas atualmente, como a luta pela demarcação de terras, a preservação do meio ambiente, a defesa de seus direitos territoriais, culturais e humanos, e a superação dos desafios enfrentados, como a discriminação, a violência e a marginalização.
Kaê celebra a chegada de Sônia como Ministra, mas também destaca que muito ainda precisa ser feito. “Pessoas comprometidas com o combate ao racismo, o antirracismo, devem sempre incluir indígenas pois combatemos essa invasão e preconceitos há 5 séculos nessas terras“, pontua a artista. “Desde 1500, os invasores brancos mudam seus líderes com o tempo, que ora intensificam o genocídio, ora diminuem. Acabamos de sair de um governo que intensificou, proporcionando grandes invasões e destruindo qualquer proteção aos povos indígenas, agora entramos em um que toma posse junto de uma liderança indígena, nomeia a primeira mulher indígena para presidência da FUNAI e abre o Ministério dos povos indígenas, sinalizando avanços e comprometimento com nossos direitos. No entanto, o tempo de governo é curto, e nada garante que o próximo tenha a mesma tendência, e ainda temos tempo a correr nesse que acabou de se iniciar para avaliar como serão implementadas as mudanças necessárias. Tenho fé na força dos indígenas que estão envolvidos nesse momento com o intuito de avançar com os direitos para todos os indígenas no país e espero que tenhamos sucesso“.
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