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Torcedor é multado em R$ 22 mil por racismo contra Vini Jr. 

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Foto: Reprodução

A Comissão Estatal contra a Violência, Racismo, Xenofobia e Intolerância no Esporte da Espanha determinou o pagamento de multa de 4 mil euros, equivalente a R$ 22 mil, e a suspensão do direito de frequentar de recintos esportivos por um ano como punição para o torcedor que fez insultos racistas direcionados ao jogador Vini Jr. durante partida entre Real Madrid e Mallorca.

A decisão foi divulgada nesta terça-feira, junto com propostas de punição para outros casos. O torcedor do Mallorca que fez os xingamentos racistas contra Vini Jr. foi flagrado pelas câmeras da TV “DAZN” chamando o jogador de “macaco” durante jogo que aconteceu no dia 5 de fevereiro.

Inicialmente, a polícia espanhola propôs uma multa de 3 mil euros e a proibição de frequentar espaços esportivos por seis meses, o que não foi acatado pela Comissão Esportiva, que preferiu aumentar a punição.

Recentemente, LaLiga decidiu criar uma comissão para cuidar dos casos de racismo contra Vini Jr. A ideia é que em cada do jogo do Real Madrid, inspetores monitorem os setores mais problemáticos de cada estádio. 

Vinícius Jr. tem sido alvo de uma série de ataques racistas por parte de torcedores espanhóis. No dia 26 de janeiro, um boneco vestido com a camisa do atacante do Real Madrid foi colocado enforcado em uma ponte com uma faixa onde estava escrito “Madrid odeia o Real”. Outros casos de racismo contra o jogador já haviam sido registrados em jogos durante o ano de 2022.

Filho de Arlindo Cruz se pronuncia sobre o novo namoro da Babi Cruz: “Ciclos se encerram”

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Fotos: Reprodução/Instagram

Kauan Felipe Cruz, 30, um dos filhos do Arlindo Cruz, 64, se manifestou sobre o novo relacionamento da empresária Babi Cruz, 61, esposa do pai, em entrevista à colunista Fábia Oliveira, do portal Em Off.

“Discordo da condução da situação. Acho que há um pouco de falta de cuidado com a imagem do meu pai, uma pessoa querida por muita gente, e que se encontra doente e sem condições de se defender publicamente”, disse. “Acabamos de sair de um carnaval onde ele foi protagonista na avenida e na apuração, e isso já geraria uma grande repercussão negativa, que se amplificou ainda mais”, lamenta Kauan, que é fruto de um relacionamento extraconjugal do sambista.

Arlindo Cruz sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em março de 2017 e ainda vive com sequelas, em estado vegetativo irreversível, segundo a esposa. A trajetória do cantor foi tema do enredo da Império Serrano em sua homenagem, mas a escola foi rebaixada para a Série Ouro no carnaval do Rio.

“Embora nunca tenha me casado e muito menos estado em um casamento público, entendo que se os ciclos se encerram, devemos fazer as coisas da forma mais clara possível. Fico preocupado sim com a saúde e também com a manutenção do patrimônio e imagem do meu pai”, afirma Kauan, que soube do namoro através da imprensa e acha que a Babi deveria passar a responsabilidade dos bens de Arlindo para um dos irmãos, Arlindinho e Flora, “ou em caso extremo de pressão, o divórcio”.

Na semana passada, Babi Cruz assumiu publicamente o namoro com o empresário André Caetano, que conheceu durante as eleições no ano passado, quando se candidatou a deputada estadual no Rio de Janeiro, e recebeu muitas críticas na web por ainda ser casada com o sambista.

O filho de Arlindo diz que já tinha ouvido rumores na família, mas antes preferiu não se envolver. “Me envolvi agora porque vejo pessoas faltando com respeito ao meu pai, piadinhas em comentários de fotos, e outras coisas. Acho que ele poderia ter paz nesse momento, que é o mais importante”, ressaltou.

Babi Cruz rebate ataques

A empresária voltou a se pronunciar via portal Em Off, com um comunicado que também foi enviado para o grupo da família e que deve ser postado nas suas redes sociais em breve. “Sou mulher, mãe, avó e sempre fui uma esposa dedicada, que zela pela imagem do homem que está ao meu lado por 37 anos com muita preocupação”, iniciou o texto.

“Não desejo ao meu pior inimigo, se é que os tenho, tudo o que passei nesses últimos anos, fui ao fundo do poço e lá me revitalizei para seguir adiante. Diante disso, não posso admitir ser tratada como vilã, pois em nenhum momento, desrespeitei, denegri, maculei, constrangi a imagem do Arlindo, dos meus filhos, netos, amigos e fãs”, diz um trecho do texto.

“Nada do que aconteceu ou acontecerá na minha vida, me impedirá de cuidar com todo amor e carinho da saúde do Arlindo, assim como sempre fiz. Todos os que convivem comigo têm a total ciência que a prioridade da minha vida é a saúde do Arlindo e sempre será, inclusive as dezenas de centenas de profissionais da área da saúde que acompanham o nosso caso durante todo esse tempo sabem o quanto já abdiquei da minha vida por ele, e, aos que não convivem, acompanham mesmo que à distância”, afirma a empresária.

Fonte: Em Off

Brancos, aliados?

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Foto: Freepik

A sistemática repressão policial, dado o seu caráter racista − segundo a polícia, todo crioulo é marginal até que se prove o contrário − tem por objetivo próximo a imposição de uma submissão psicológica através do medo. − Lélia Gonzalez

Texto: Ricardo Correa

Os brancos sempre procuram se esquivar das acusações que mencionam os seus privilégios. Eles mudam de conversa, resmungam, confrontam e até alteram a fisionomia mesmo em silêncio. Isso acontece tanto com aqueles que se assumem aliados (os posicionados politicamente à esquerda) e os defensores das práticas racistas (os posicionados politicamente à direita). Apesar de que os comportamentos racistas independem do campo ideológico, portanto a crítica cabe para ambos os grupos. Os brancos não querem reconhecer o fato de que as suas vidas são permeadas de privilégios em cima do sofrimento do povo negro. Eu até imagino o choque que sentem ao ouvir que tudo conquistado é resultado de privilégio racial. O orgulho construído em função do mérito é golpeado, pois acreditam que os próprios esforços foram responsáveis pelas conquistas pessoais (diplomas, bens materiais, bons empregos). Eu também compreendo que essa crença é reforçada pela educação, afinal, desde a infância somos estimulados a acreditar na meritocracia. Por exemplo, os pais presenteiam os filhos por se comportarem adequadamente, tirarem notas boas na escola, etc. Os professores na sala de aula estimulam o comportamento operante dos alunos: entregue o trabalho, ganhe ponto positivo; não entregue o trabalho, ganhe um ponto negativo. Nessa lógica que contamina, as crianças crescem achando que na sociedade somente prospera quem se esforça.

Por outro lado, os negros, em sua maioria, são ensinados no ambiente familiar um pouquinho diferente. Muitos pais e parentes dizem que devemos duplicar os esforços com relação aos brancos, assim seremos “alguém na vida”. No entanto, mesmo seguindo literalmente essa orientação o resultado quase sempre é desfavorável.

Seguimos com a vida estagnada na mesma condição social que iniciamos a jornada de esforços, somos tomados por frustração, adoecimento (físico e mental), entre outras situações lamentáveis. Na dinâmica do capitalismo a lógica que sustenta as desigualdades raciais opera em concordância: estagnação/declínio econômico de uma massa de negros e ascensão econômica dos brancos. Isso é um fato inconteste.

Com essas questões entranhadas na cultura brasileira, os “aliados” confrontam os nossos apontamentos, e, inconformados, apelam para a questão de classe. Argumentam que “negros e pobres brancos na favela são todos iguais”, e por essa razão não podem ser tachados de privilegiados. Como se a cor da pele não fosse o fundamento que coloca os brancos em vantagem. Nem tudo é material, ora essa! Não precisamos de nenhuma explicação complexa para contestar o fator classe como parâmetro de igualdade entre negros e brancos numa sociedade racista. O simbólico − representado pela raça −, sempre se sobressai quando a igualdade é aparente. Se não fosse assim, a epígrafe deste texto estaria equivocada, e os negros não seriam a maioria dos mortos em ações policiais.

Tenho a impressão de que os “aliados brancos” pensam em combater o racismo somente na superfície, ignorando completamente a abolição dos privilégios para não afetar suas vidas. Isso não é antirracismo. Portanto, se eu estiver correto não podemos acreditar em uma aliança com potencial de mudança coletiva e revolucionária. O combate ao racismo passa pelo compromisso dos brancos no repúdio aos próprios privilégios, que, enquanto existirem, poderão ser utilizados no processo de luta. E ninguém precisa dizer que existem pessoas brancas empenhadas na justiça racial. Eu acredito. Entretanto, continuo me apegando às palavras do revolucionário sul-africano Steve Biko “Claro que existem alguns brancos bons tanto quanto existem alguns negros ruins. No entanto, o que nos interessa aqui são as atitudes de grupo e a política de grupo. Uma exceção não faz uma mentira ou a regra − ela apenas a fundamenta.”

‘Vai na Fé’: O amor negro de Sol e Ben, que transmite alegria e otimismo ao público

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Foto: Divulgação / TV Globo.

Por Ivair Augusto Alves dos Santos

Estou apaixonado por Sol (Sheron Menezzes), a protagonista da novela ‘Vai na Fé’. Quando ela entra em cena, todos os olhares são pra ela. Uma linda mulher negra que irradia alegria, sensibilidade, muita luta e uma ginga que nos leva a sonhar.

Quando vi a cena do reencontro de Sol com seu primeiro amor Ben (Samuel de Assis), isto me levou a pensar em nosso primeiro amor, quando o futuro é visto com alegria, otimismo, e não há desafios que não possam ser superados. Me veio à cabeça o livro Walden II – Uma sociedade do futuro , de Skinner, que desenha uma sociedade sem conflitos, de cooperação, em que todos são felizes- uma utopia. No livro, os jovens são estimulados a valorizar o seu primeiro amor e a casarem. O primeiro amor é descrito como o mais puro, mas completo e rico de emoções. Um momento mágico em nossas vidas, onde todos os sonhos são possíveis.

Sol e Ben formaram um casal apaixonado, com uma entrega absoluta, algo que talvez nunca tenha se repetido. Quando eles se encontram, ficam paralisados e a memória volta com a dor do rompimento. A imagem deles, jovens casais, nos alegra e nos leva a pensar: puxa vida, eu também tive um primeiro amor.

Sol e Ben se encontram após 20 anos. Foto: Reprodução / TV Globo.

A primeira coisa que nós espectadores pensamos é: será que é possível um recomeço? Talvez até possa acontecer no desenrolar da novela, mas agora vamos nos fixar na descrição do primeiro amor em nossas vidas. Todos nós temos na memória, a primeira paixão por um companheiro, ou companheira. Muitas vezes acontece no ambiente de escola, num período de incertezas e medos de não passar por ridículo. Sem saber como se comunicar, o que dizer, sem saber se será correspondido, tudo se torna um furacão de emoções.

Amar pela primeira vez é nadar em mar aberto, sem saber nadar e ficar onde dá em pé, mas é inevitável o risco de se decepcionar. Qualquer gesto e olhar nos alimenta a sonhar com a felicidade. Sol e Ben se apaixonaram, dançaram, se amaram, e viveram intensamente aquele momento de encontro de dois jovens negros, despreocupados com o futuro. O primeiro amor também tem riscos.

O que preocupa a sociedade brasileira, pais e famílias, são as taxas de maternidade na adolescência que ainda são elevadas no Brasil, resultado da ausência de uma educação sexual nas escolas e diálogo. O primeiro amor não precisa terminar em gravidez na adolescência, que atinge todas as classes sociais. Ele apresenta, no entanto, marcadores de desigualdade de geração, de raça, de classe muito específicos, sendo mais frequente justamente nos grupos de maior vulnerabilidade social. Precisamos conversar com meninos e meninas, um diálogo aberto, com amplo apoio da sociedade.

Sonhamos e valorizamos o primeiro amor em nossas vidas. A novela ‘Vai na Fé’ nos possibilita que a ficção se aproxime da realidade e nos leve a muitas reflexões. Nos leva a afirmar que amar sempre vale a pena.

Roteiro de sofrimento e dor na Serra Gaúcha

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Foto: wavebreakmedia_micro/Freepik

Por Ivair Augusto Alves dos Santos

Estamos habituados a ver imagens da Serra Gaúcha como modelo de prosperidade, com famílias brancas e donas de belos vinhedos que produzem 90% do vinho do país. Também como instâncias turísticas onde paulistas, mineiros, cariocas e todos os brasileiros se orgulham de ver a pujança do agronegócio, com a crescente e competitiva indústria do vinho.

Na semana passada, conhecemos o outro lado da Serra, com homens trabalhando de maneira análoga à escravidão. Homens trazidos da Bahia para trabalhar na colheita da uva viajaram durante dias em condições precárias, mal alimentados, sem a mínima higiene e iludidos com um salário de R$ 3000,00 reais. Uma prática comum de exploração humana durante o período da colheita, que parece ser do conhecimento dos proprietários que sabem fazer um falso marketing do seu produto e da maneira de viver na Serra.

Três trabalhadores chegam ofegantes ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Bento Gonçalves, cidade situada na Região Serrana do Rio Grande do Sul. O que eles relataram aos agentes levou à descoberta de um galpão com cerca de 240 trabalhadores em condições precárias. A oferta de trabalho prometia, segundo os aliciados, salário de R$ 3 mil, alimentação e alojamento incluídos, o que não se concretizou quando chegaram ao Rio Grande do Sul. O grupo chegou a Bento Gonçalves de Salvador (BA) no dia 2 de fevereiro, após quatro dias e meio de viagem. Os depoimentos são fortes e não deixam dúvida sobre a banalização do mal.

“A gente saía às 4h e ia para as fazendas trabalhar catando uva. Voltava 22h, 23h. O carro largava a gente lá, para ficar esperando [ele voltar], e tratavam a gente como se fôssemos bicho. Pegavam as quentinhas com a comida azeda e davam para a gente comer. Diziam: ‘vocês têm que comer isso mesmo, porque baiano bom é baiano morto’. A gente é pai de família, trabalha”, contou uma das vítimas, sob forte indignação.

“Tomei cadeirada, spray de pimenta, estou com os dentes moles. Eu escutei eles falando que um carro estava vindo para levar para me matarem. O tempo dos escravos eu não vivi, acho que nem minha bisavó viveu. Hoje vai existir escravo de novo? Não vai. O que depender de mim, não vai, eu vou abrir minha boca, eu vou falar que tá errado”.

Há um sentimento de solidariedade e de perplexidade entre os grandes produtores: Salton, Cooperativa Garibaldi e Aurora, que alegam desconhecer as condições desumanas dos trabalhadores baianos.

O Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho estão realizando diligências e se comprometeram a cobrar das empresas as indenizações. Mas há um valor que se perdeu na cadeia produtiva desses vinhos: a dignidade humana.

Fica difícil beber uma taça de espumante e não pensar na dor e sofrimento dos trabalhadores.

Espetáculo inspirado no livro ’12 anos de escravidão’ estreia em SP

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David Júnior em "12 anos ou Memória da Queda" (Foto: Ale Catan)

Inspirado no livro “12 anos de escravidão”, de Solomon Northup, o espetáculo “12 Anos ou Memória da Queda” protagonizado por David JúniorBruce de Araujo e Cintia Rosa, estreia no dia 2 de março, às 19h, no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo.

A peça, que estreou em 2022 no CCBB RJ, conta a história real de um homem negro no século XIX que, após aceitar um trabalho que o leva para outra cidade, é sequestrado e escravizado por doze anos. A temporada segue até 9 de abril com sessões às quintas e sextas, às 19h; e aos sábados e domingos, às 17h.

O atual momento foi determinante para a montagem contar com David Júnior no elenco. “Estamos tocando numa ferida social, econômica, estrutural do nosso país que precisa ser falada. Me sinto muito realizado como artista pelo tema e pela equipe técnica incrível que conseguimos reunir neste trabalho. Enquanto tivermos pessoas sendo descartadas da sociedade apenas por representar o seu lugar de negro, com todo este discurso de ódio, invisibilidade e descaso com os corpos negros precisaremos colocar estes assuntos em voga. É importante estar em cena no momento em que estamos vivendo, falando dessas mazelas antigas e, ao mesmo tempo, tão atuais na nossa sociedade”, pontua o ator.

Na temporada do Rio de Janeiro, David Júnior protagonizou a peça com Dani Ornellas (Foto: Ale Catan)

Bruce de Araujo ressalta a maneira como o tema é retratado em cena. “A peça foge dos clichês como são apresentados normalmente quando a gente trata de escravidão contemporânea, ou do racismo em suas mais diversas formas. O texto é direto, é atual, mas ele vem de uma maneira muito poética, muito bonito. E esse olhar poético faz com que as pessoas saiam do espetáculo potencializadas para promover uma mudança.”

A atriz Cintia Rosa comemora seu retorno ao teatro depois de 11 anos sem subir ao tablado. “Fazer meu retorno falando dessa história e poder ressignificá-la para que ganhe contornos mais leves e de vitória no final é uma grande alegria. Estar com esse elenco e com essas diretoras foi uma cura coletiva para mim, que me deixa extremamente feliz. Essa peça fala de uma história universal, mas que precisa ser falada o tempo inteiro, pois vemos histórias de racismo todos os dias. É um espetáculo para refletir sobre as várias formas de escravização moderna.”

Sinopse:

12 anos ou A memória da Queda é inspirado no livro 12 Anos de Escravidão, de Solomon Northup. Com dramaturgia original de Maria Shu e texto final de Onisajé, que também assina a direção com Tatiana Tiburcio, o espetáculo teatral traz à tona uma temática pulsante na atualidade: a escravização de corpos negros. O projeto tem como inspiração a história real de Solomon – um homem negro que após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, é sequestrado e escravizado por 12 anos. No elenco, David Júnior, Bruce de Araujo e Cintia Rosa.

Serviço:

Espetáculo 12 anos ou Memória da Queda

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo 

Temporada: 2 de março a 9 de abril de 2023.

Horário: Quintas e sextas, 19h | Sábados e domingos, 17h.

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia) em bb.com.br/cultura e bilheteria do CCBB

Duração: 80 minutos

Classificação indicativa: 12 anos.

Capacidade: 120 lugares

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, São Paulo – SP 

Grupo errado? Web aponta a importância de Aline Wirley se aliar aos participantes negros no BBB

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Foto: Reprodução/BBB

Neste domingo (26), durante a formação do paredão no BBB 23, a casa se dividiu em votar apenas na Aline Wirley e no Cezar Black para protegerem seus respectivos grupos. Com o empate, a líder Bruna Griphao salvou a Aline, que é sua aliada no jogo.

A psicóloga Sarah Aline, declaradamente fã e amiga da cantora, conversou com ela e pediu desculpas por ter votado nela, o que deixou a ex-Rouge pensativa pela falta de aliança das duas no jogo. “Fico me questionando por que a gente não joga junto. Será que é uma falha minha não tentar estar mais com você, mais com a galera? Eu não sei, esse é o meu jeito”.

Ambas choraram emocionadas e se resolveram no final da conversa. Mas com a web apontou a importância de Aline se aliar aos participantes negros dentro da casa. A equipe da cantora também está com a campanha #ForaNicacio nas redes sociais.

https://twitter.com/AlineWirley/status/1630095048015589378

Ela está no quarto Deserto, aliada ao Mc Guimê, Bruna Griphao, Larissa, Fred Desimpedidos, Amanda e Cara de Sapato, sendo a única negra no grupo e sempre votando apenas nos negros, como o Fred Nicácio e ontem, no Cezar Black, do quarto Fundo do Mar.

Fred Nicácio está novamente no paredão com o Cezar Black e o Cara de Sapato. A equipe da Aline Wirley está apoiando o aliado Cara de Sapato e pedindo para o público eliminar o Fred.

“Impressionante como os pretos na casa são usado como linha de frente”, apontou um internauta no Instagram do Site Mundo Negro. “Aline está votando junto com pessoas que não vão priorizar e proteger ela, já a Sarah tem Marvvila, Gabriel e Fred que vão proteger ela. Aline está no quarto errado!”, disse outro.

“O Fred está sendo perseguido e massacrado, a consciência da Aline não a alerta do que tem por trás disso, até racismo religioso ele sofreu!”, escreveu outra internauta.

https://www.instagram.com/p/CpLHgocteRq/

Pais processam mulher que fez grafite com rosto de criança negra sem autorização

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Foto: Reprodução

Mais um caso de uso indevido da imagem de uma criança negra está ganhando as redes sociais. Desta vez, porque o rosto da filha de dois anos de idade do casal Marina Oare e Thiago Soares foi exposto sem autorização em um grafite feito por uma mulher branca e agora estampa o muro de um conjunto habitacional localizado na Zona Leste de São Paulo.

O casal denunciou o caso nas redes sociais através de um vídeo, onde explicam que só ficaram sabendo que a imagem da filha havia sido utilizada depois que a autora do grafite compartilhou um vídeo em que mostrava sua participação no projeto Grapixurras, no início deste ano. Marina seguia a artista no Instagram e ficou incomodada ao ver o rosto da filha ilustrando o muro.

A mãe da criança explica que entrou em contato com a artista, mas a conversa não foi suficiente para que ela conseguisse que o grafite fosse apagado. “Foi uma conversa que, à princípio, parecia se resolver facilmente, mas depois ficou bem desconfortante porque ela se apoiou dentro da branquitude dela, a arte dela, que ela não é uma pessoa ignorante, enfim, vários recursos de homenagem, de feminismo, de representatividade da mulher preta”, contou.

Marina explicou que tentou se comunicar com o evento em que a mulher participou, mas que não teve respaldo. “Foi um mega evento com artistas diversas. Nossa conversa foi apenas com a artista e tentei me comunicar com o evento, mas o evento não deu nenhum respaldo”.

“Ela conseguiu essa foto porque nós trabalhamos em um evento em comum, um projeto chamado Arte e Revitalização, que está em apoio conosco também contra essa situação e nós entramos com uma outra medida”, explicou a mãe.

Sem conseguir que o grafite fosse apagado, os pais procuraram a justiça e estão processando a artista por uso indevido de imagem. “A gente preferiu usar os meios legais para a gente agir para que nossa raiva e nossa indignação, nossa reação, não fosse usada contra nós. Nós somos pretos, pessoas pretas no Brasil. A gente sabe que a nossa reação ao racismo é sempre utilizada contra nós. Nós trabalhamos nesse período, entre o grafite que foi feito e esse vídeo tem um período de tempo onde nós procuramos conselhos jurídicos, advogados, para gente tomar as medidas cabíveis”, detalhou o pai da criança.

“A gente tem sabido que isso tem acontecido com certa frequência, principalmente com crianças. A gente olha, vê que crianças tem sido utilizadas como forma de aferir lucro, ganhos, prestígio sem que os pais sejam consultados”, reiterou Thiago Soares. “Essa ação que nós estamos fazendo é um sentido de que dê um basta à ideia de que nossos corpos, que a nossa imagem é uma imagem alheia, uma imagem pública, uma imagem que não se precisa pedir, não se precisa ter autorização, como se fosse um objeto a ser pego, ser utilizado e depois descartado”, destacou.

Para ajudar a custear o processo, Marina Oare e Thiago Soares criaram uma rifa e estão oferecendo quadros e ensaios fotográficos, além de outros trabalhos.  

Michael B. Jordan confronta repórter que fez bullying com ele na escola: “eu era o garoto cafona, lembra?”

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Foto: Reprodução / Redes Sociais.

Durante o recente tapete vermelho do filme ‘Creed III’, em Los Angeles, o ator Michael B. Jordan, 36, encontrou uma antiga colega de escola. A mulher, chamada de Lore’l, fazia bullying com o consagrado ator e, segundo a própria, ela costumava criticar a forma como B. Jordan conduzia a carreira. “Eu era o garoto cafona, lembra?”, disparou o ator, que mesmo em frente às câmeras, mostrou insatisfação ao reencontrar a mulher.

A repórter negou a crítica, dizendo que tinha sido mal entendida. “Eu não disse isso. Me entenderam errado, certamente”, contou ela, tecendo em seguida uma série de elogios ao ator.

Michael B Jordan. Foto: Reprodução / Youtube

Em 2021, Lore’l chegou a criticar o relacionamento de B. Jordan com Lori Harvey, 26. A repórter declarou num podcast que até achava ele legal, mas ele era ‘cafona’. “Para ser honesta com você, nós o provocávamos o tempo todo por conta do seu nome, Michael Jordan [como o jogador de basquete]. Vamos começar por aí, ele não era nenhum Michael Jordan. E ele também vinha para a escola com um portfólio de fotos dele para agências de atuação. Morávamos em Newark. Nós zombávamos dele, tipo: ‘O que você vai fazer com esse portfólio idiota!?’ E agora olhe para ele!”, tentou contornar a repórter. “Sabem, a gente se conhece lá da Chad Science em Newark”.

Ao final da entrevista, o astro de ‘Creed III’ virou as costas e seguiu com o evento. Apesar do climão instaurado, Lore’l declarou: “Bem, você não é mais cafona”. Porém, Michael já estava de costas e preferiu não continuar com a conversa.

Oscar: Em 95 anos de premiação, apenas uma mulher negra venceu o título de ‘Melhor Atriz’

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Foto: Getty Images.

O Oscar 2023 acontece no próximo dia 12 de março e, mais uma vez, a categoria de ‘Melhor Atriz’ não possui mulheres negras entre as indicadas. Os números são chocantes. Mais de 3100 estatuetas foram entregues ao longo dos 95 anos da premiação. Desse total, apenas 18 estatuetas, entre as mais diversas categorias, foram entregues para mulheres negras. Num recorte maior, trazendo para a categoria de atuação principal, apenas Halle Berry, 56, em 2002 venceu a estatueta mais importante do cinema.

Halle Berry com o Oscar 2002 de ‘Melhor Atriz’. Foto: Getty Images.

À época, Berry recebeu o prêmio por seu papel no filme “A Última Ceia” (Monster’s Ball), dirigido por Marc Forster, 54. Matematicamente, o número de mulheres negras premiadas em toda história do Oscar equivale a menos de 1%. Este ano, nem mesmo as atuações brilhantes de Viola Davis, 57, em ‘A Mulher Rei’, Danielle Deadwyler, 40, em ‘Till – A Busca por Justiça’ ou ainda Keke Palmer, 29, em ‘Não! Não Olhe!’ foram suficientes para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

A primeira mulher negra a ganhar um Oscar foi Hattie McDaniel, em 1940, pela sua atuação em “E O Vento Levou”. No entanto, ela foi impedida de sentar na mesma mesa que os colegas brancos durante a cerimônia de premiação devido à segregação racial. Foi preciso esperar mais de 30 anos para que outra mulher negra, a atriz e cantora Diana Ross, 78, fosse indicada ao prêmio, em 1972. De lá pra cá, nomes pontuais como Whoopi Goldberg, 67, Viola Davis e Lupita Nyong’o, 39, também venceram a honraria.

Viola Davis em ‘A Mulher Rei’. Foto: Divulgação / Sony Pictures.

A última mulher negra a conquistar o Oscar foi Ariana DeBose, 32, em 2022, pelo filme “Amor, Sublime Amor”. Ela foi reconhecida com o prêmio de ‘Melhor Atriz Coadjuvante’. Durante o discurso, DeBose celebrou o momento histórico em sua carreira. “Olho pro passado e vejo vê uma mulher negra abertamente queer e afro-latina que encontrou sua força na vida por meio da arte. E é isso que acredito que estamos aqui para celebrar”, disse ela.

Em 2023, Angela Bassett, 64, concorre ao prêmio de ‘Coadjuvante’ pela atuação no filme ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’. Além disso, a figurinista do aclamado filme da Marvel, Ruth Carter também concorre ao prêmio de ‘Melhor Figurino’, assim como Rihanna, 34, busca pela estatueta de ‘Melhor Canção Original’.

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