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Exposição ‘Imaginação Radical’ celebra 100 anos de Frantz Fanon no Museu das Favelas

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Obra Robinho Santana

O Museu das Favelas anuncia a abertura de sua nova exposição, Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon, que estreia em 25 de novembro de 2025, em São Paulo, marcando também os três anos da instituição. A mostra chega após o sucesso de público de Racionais MC’s: O Quinto Elemento e celebra o centenário de um dos pensadores mais influentes do século XX, refletindo sua relevância para a arte, a política e os movimentos sociais atuais.

Com curadoria de Thais de Menezes, co-curadoria de Jairo Malta e expografia de Gisele de Paula, a exposição reúne mais de 130 obras e apresenta artistas de diversas nacionalidades, incluindo Brasil, Colômbia, Argélia, Marrocos, Bolívia, Venezuela, Angola e Espanha. Entre os destaques, estão Dalton Paula, Bruno Baptistelli, Rebeca Carapiá, JX, Juliana dos Santos, Nenesurreal, Tau Luna e Mayara Amaral, mostrando a influência contínua de Fanon sobre gerações de ativistas, artistas e intelectuais.

Segundo Natália Cunha, diretora do Museu das Favelas, a exposição reforça o posicionamento da instituição como espaço de reflexão e produção crítica. “Para Fanon, os povos historicamente marginalizados precisam narrar a si mesmos para resgatar humanidade, dignidade e protagonismo. Esta mostra é um convite para reimaginar o mundo a partir das tecnologias sociais e ancestrais das favelas, e inaugurar durante o Mês da Consciência Negra reforça ainda mais seu significado.”

A expectativa é receber mais de 80 mil visitantes até maio de 2026. O Museu das Favelas está localizado no Largo Páteo do Colégio, no Centro Histórico de São Paulo, e funciona de terça a domingo, das 10h às 17h, com entrada gratuita. É necessário retirar ingresso antecipado no Sympla ou na recepção, sujeito a lotação. Visitas mediadas devem ser agendadas previamente.

Mais informações em museudasfavelas.org.br.

Wanderson Dutch lança ‘África para Colorir’ no Dia da Consciência Negra em São Paulo

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O educador, escritor e roteirista Wanderson Dutch lança em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o livro África para Colorir – Volume 1: Princesas e Rainhas Africanas. A obra, que une arte, educação e ancestralidade, apresenta 50 mulheres africanas que marcaram a história do continente, rainhas, guerreiras, curandeiras e líderes espirituais — em ilustrações criadas para colorir.

Mais do que um livro, África para Colorir é uma ferramenta pedagógica e afetiva que busca reconstruir a autoestima e a representatividade negra na infância. O projeto nasce em resposta à negligência do sistema educacional brasileiro em aplicar a Lei 10.639/03, que determina o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas. “Colorir é um ato político quando a cor da pele e a cor da história foram apagadas por séculos”, afirma o autor.

O lançamento acontece na Expansão Cultural, no Capão Redondo (SP), a partir das 15h, com o tema O futuro é ancestral. O evento contará com apresentações artísticas, oficinas e atividades para crianças, reafirmando o compromisso de Dutch com uma pedagogia decolonial e libertadora. Paralelamente, o autor promove uma campanha de arrecadação para distribuir 200 exemplares gratuitos do livro a crianças de periferias, fortalecendo o acesso à leitura e à representatividade.

Mais informações e apoios: acesse www.lermais.com.br, entre em contato pelo e-mail noticiaemovimento@gmail.com ou acompanhe nas redes @wandersondutch e @lermais_br no Instagram.

‘Quilombo’: a história de Ganga Zumba, Zumbi, Dandara e o poder da fé na luta contra a escravidão

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Antonio Pitanga e Zezé Motta em 'Quilombo' (Foto: Divulgação)

Neste artigo especial para o Novembro Negro e Dia do Cinema Brasileiro, celebrado em 5 de novembro, recordei do filme ‘Quilombo’ (1984), estrelado por grandes estrelas como Antonio Pitanga, Tony Tornado, Grande Otelo, Zezé Motta e Antonio Pompeo, exibido no Festival de Cannes e premiado no XXIV Festival de Cinema de Cartagena.

Dirigido por Cacá Diegues, um dos importantes nomes do movimento Cinema Novo, e baseado nos livros ‘Ganga Zumba’ e ‘Palmares’, o filme se passa em meados de 1650, quando um grupo de pessoas escravizadas se rebela em um engenho de Pernambuco e segue em direção ao Quilombo dos Palmares em busca da liberdade, junto aos ex-escravizados. 

Entre eles está Ganga Zumba (Tony Tornado), príncipe africano e futuro líder do quilombo, que se torna padrinho de Zumbi (Antonio Pompeo). Anos depois, Zumbi se tornará símbolo da luta pela liberdade ao confrontar as ideias conciliatórias de seu padrinho e liderar Palmares contra o maior exército já mobilizado na história colonial do Brasil, ao lado da sua companheira Dandara (Zezé Motta).

Tony Tornado em ‘Quilombo’ (Foto: Divulgação)

O filme ‘Quilombo’ retrata os nossos heróis negros que lutaram pela liberdade, perseveram a cultura e a disciplina com os rituais religiosos. Se na sociedade atual nos desanimarmos com o racismo e as desigualdades, a gente pode assistir esse filme para nos conectarmos com os nossos ancestrais de forma cinematográfica para compreender como a fé aos orixás foi importante na luta contra a escravidão.

É necessário manter uma disciplina, respirar e ouvir seus orixás, que lhe ajudarão a compreender os verdadeiros aliados em uma luta. Não é uma tarefa fácil, mas é o que mantém o nosso povo de pé até hoje.

A trilha sonora também é outro marco do longa de produção brasileira-francesa, composto e gravado na voz do majestoso Gilberto Gil. Lançado em 1984, o LP ‘Bande Originale du Film Quilombo’ foi lançado inicialmente na Europa e depois distribuído no Brasil, se tornando um registro simbólico da resistência negra e da ancestralidade. 

O filme está disponível no YouTube e o álbum está disponível nas plataformas de streaming. Viva Ganga Zumba! Viva Zumbi! Viva Dandara!

‘Carreiras Negras’: Livro destaca trajetórias de executivos de grandes empresas e organizações brasileiras

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Foto: Divulgação

Lideranças negras que ocupam cargos estratégicos em grandes empresas e organizações brasileiras compartilham suas histórias e aprendizados no livro ‘Carreiras Negras’, lançado em outubro pela Editora Jandaíra. A obra, escrita por Talita Matos e Eliezer Leal, analisa o contexto histórico e social do trabalho no Brasil e apresenta estratégias para fortalecer a presença, o poder e a permanência de profissionais negros em espaços de decisão.

Com prefácio do filósofo Renato Nogueira, o livro reúne histórias inspiradoras de executivos e executivas que atuam em companhias como Aline Lima, head de diversidade, equidade e inclusão da Natura para a América Latina, e Powerlist Mundo Negro 2025; Luana Ozemela, vice-presidente de impacto social e sustentabilidade no iFood; Luciane Malta Rodrigues, gerente sênior de Relações Institucionais no MOVER; Cosme Bispo, gerente da unidade de impacto da Fundação Lemann, entre outros.

“É um livro no qual eu e o Eliezer olhamos para as nossas experiências pessoais e para a vivência de pessoas próximas, com atenção para a construção social do Brasil. Os aprendizados vêm de projetos e encontros com mais de 2.000 profissionais negros nos últimos 5 anos. A partir disso, nós propomos algumas saídas aos desafios enfrentados por pessoas negras ao se verem em um lugar de liderança em grandes empresas, ou mesmo com conselhos para aquelas que buscam alcançar esses lugares”, explica Talita Matos, cientista social com mestrado em educação inclusiva e mais de 20 anos de atuação em diversidade e inclusão.

Eliezer Leal, sócio da consultoria Singuê, com mais de duas décadas de experiência no setor de tecnologia, além de atuar como coach e conselheiro, destaca que o livro é também uma forma de devolver à sociedade os aprendizados acumulados ao longo dessa jornada. “O Carreiras Negras vem em um momento de consolidação do nosso conhecimento, como uma devolutiva à sociedade de tudo o que aprendemos e construímos na nossa própria jornada. Enquanto os números mostrarem um ambiente desigual no mercado de trabalho, temos que falar, escrever e conversar sobre o lugar ocupado por pessoas negras”, afirma.

Segundo a PNAD Contínua 2024, do IBGE, 56,4% da população brasileira em idade de trabalhar se declara preta ou parda, mas a maioria ainda está fora dos cargos de comando. Os autores reforçam que repensar as estruturas corporativas é essencial para transformar esse cenário.

No prefácio, Renato Nogueira resume o espírito da obra: “O que está em jogo aqui não é apenas a ascensão de indivíduos. É a possibilidade de que as carreiras negras sejam também plataformas de inovação social, de redistribuição simbólica, de cura coletiva. São movimentos que deslocam o eixo do mérito isolado para a ética da interdependência – aquele que nos ensina que o crescimento de um só tem mais sentido quando reverbera em muitos”.

Feira Preta Festival anuncia line-up e realiza edição inédita em Salvador

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O Feira Preta Festival revelou os primeiros artistas confirmados de sua edição inédita em Salvador, que acontece entre os dias 28 e 30 de novembro de 2025 no Distrito Criativo, com atividades concentradas na Praça Maria Felipa. O evento encerra o calendário do programa Salvador Capital Afro, consolidando a cidade como um dos principais polos da cultura afro-diaspórica no mundo.

Com o tema “Axé – Revolução que dá baile”, o festival chega à Bahia destacando a força da música preta contemporânea e suas raízes. A estreia em solo baiano será marcada pelo protagonismo de artistas locais que representam a pluralidade sonora e estética da cultura negra.

“Pensamos numa programação que reflita o verdadeiro molho da Bahia e que reverencie o Axé desde suas origens nos terreiros até à contemporaneidade, com os bailes e paredões de Salvador, passando pela tradição dos blocos Afro”, explica Adriana Barbosa, fundadora e diretora executiva do Feira Preta.

Entre os nomes já confirmados estão Jau, Sued Nunes, Afrocidade, Rachel Reis, Pagode Por Elas, A Dama do Pagode, Yan Cloud, Vírus Carinhoso, Ministereo Público SoundSystem e Batekoo. A programação é gratuita mediante doação de 1kg de alimento não-perecível, destinado a instituições sociais locais

A seleção de artistas reforça o propósito do Feira Preta de valorizar a produção cultural negra em suas diversas expressões. Do pagode ao afrobeats, do reggae ao R&B, o line-up reflete a diversidade das sonoridades negras que movimentam a economia criativa e mantêm viva a ancestralidade da música baiana.

Além das apresentações musicais, o Festival Feira Preta Salvador contará com uma extensa programação que inclui feira de afroempreendedores, desfiles de moda, talks sobre empreendedorismo, cultura e economia preta, além de stand up, gastronomia, mapping, games e atividades infantis, reforçando o caráter plural e comunitário do evento.

Programação musical

Sexta, 28 de novembro
Praça Maria Felipa
18h às 20h – Alvorada dos Ojás

Sábado, 29 de novembro – Palco Axé (apresentado por Nubank)
Mestres de cerimônia: Tia Má e Ícaro Bonfim
12h – DJ Eduardo Brechó
13h – Sued Nunes convida Josyara
15h – Afrocidade convida Broken Pen
17h – Jau convida Rachel Reis
19h – EdCity Fantasmão

Palco Paredão – parceria com Batekoo e HitLab
MC: Cleidson Baby
12h – Artistas do Feira Preta Cria Música
13h15 – Batalha Rap
13h55 – Slam Fya: Do Ódio ao Amor
14h30 – Experiência Jamaica
15h30 – Shook na Voz
16h30 – Lunna Montty
17h30 – LEVYSSO
18h30 – Freshprincedabahia
19h45 – Jeffinho
20h30 – Tia Carol

Domingo, 30 de novembro – Palco Axé
MCs: Tia Má e Ícaro Bonfim
12h30 – Pagode Por Elas com Rai Pereira convidam A Dama e Nath BR
14h – Yan Cloud convida Vírus Carinhoso
15h50 – Ministereo Público
18h40 – Baile Essencial
19h – O Kanalha

Palco Paredão
MC: Tia Carol
12h – DJ Allexuz
13h – Artistas Feira Preta Cria Música
14h15 – Acerte e Ganhe com Raoni Oliveira
15h15 – DJ Allexuz
16h – Tiago Simas
17h – DJ Belle
18h – Samba Orisun
19h40 – Samba Trator

Olivier Rousteing deixa a direção criativa da Balmain após 14 anos

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Foto: © AFP via Getty Images

Olivier Rousteing, um dos nomes mais influentes da moda contemporânea, anunciou nesta quarta-feira (5) sua saída da direção criativa da Balmain, após 14 anos à frente da maison francesa. A notícia foi divulgada nas redes sociais da marca.

Rousteing assumiu o comando da Balmain em 2011, aos 25 anos, tornando-se o designer não fundador mais jovem a liderar uma grande grife de Paris — e o primeiro homem negro a ocupar o cargo em uma casa de moda tradicional francesa. Sua trajetória abriu caminhos e redefiniu o que significa ocupar posições de poder em um setor historicamente excludente.

Seu trabalho foi vestido por estrelas como Beyoncé, Rihanna, Zendaya e Tyla, consolidando a estética glamourosa, poderosa e inclusiva que se tornou sua assinatura.

Foto: Divulgação

“Expresso minha sincera gratidão a Olivier por sua extraordinária contribuição à Balmain. A liderança visionária de Olivier não só redefiniu os limites da moda, como também inspirou uma geração com a sua criatividade ousada, autenticidade inabalável e compromisso com a inclusão. Estamos imensamente orgulhosos de tudo o que foi alcançado sob a sua direção e ansiosos por ver o próximo capítulo da sua jornada se desenrolar com o mesmo brilhantismo e paixão”, declarou Rachid Mohamed Rachid, CEO da Mayhoola e presidente da marca.

Matteo Sgarbossa, CEO da Balmain, também destacou a importância do legado de Rousteing: “A contribuição e a paixão de Olivier ao longo dos últimos anos deixarão uma marca indelével na história da moda.”

Em nota, o estilista celebrou sua trajetória. “Ao olhar para o futuro e para o próximo capítulo da minha jornada criativa, sempre guardarei este tempo precioso no meu coração.”

Durante sua gestão, Rousteing transformou a Balmain em uma das marcas mais desejadas do mundo. O faturamento saltou de 30 milhões de euros, em 2012, para cerca de 300 milhões em 2024. Ele também foi responsável por reviver a alta-costura da maison, em 2019, e lançar a linha Balmain Beauty, em parceria com a Estée Lauder, em 2023.

Anok Yai é eleita Modelo do Ano 2025

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Foto: Dimitrios Kambouris/Getty Images

O British Fashion Council surpreendeu o mundo da moda ao anunciar antecipadamente a vencedora do prêmio Modelo do Ano 2025. A escolhida foi Anok Yai, nascida no Egito, que tem se destacado como uma das maiores representantes da nova geração de supermodelos negras nas passarelas internacionais.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (5) pelo perfil oficial do BFC no Instagram, quase um mês antes da cerimônia oficial, marcada para 1º de dezembro, em Londres.

Com uma trajetória marcada por conquistas históricas, Anok Yai teve um ano de destaque absoluto. A modelo abriu desfiles de marcas como Ferragamo, Coperni e Hugo Boss, e encerrou apresentações de Ralph Lauren, Fendi, Vetements e Messika, além de marcar presença em nomes de peso como Saint Laurent, Mugler, Tom Ford, Calvin Klein, Bottega Veneta e na aguardada estreia de Matthieu Blazy na Chanel.

Além das passarelas, Anok foi rosto de grandes campanhas – entre elas, a fragrância Alien, da Mugler, e ações comerciais para a Gap. Também brilhou na passarela do retorno da Victoria’s Secret e estampou capas de revistas como Vogue França, Allure e Perfect Magazine.

Diferente dos anos anteriores, em que cinco modelos eram indicadas ao prêmio, em 2025 o BFC optou por anunciar diretamente a vencedora, após uma votação conduzida por um grupo seleto de especialistas da indústria da moda. O júri contou com nomes como Laura Weir (CEO do BFC), Campbell Addy (fotógrafo), Carlos Nazario (estilista) e Sophia Neophitou-Apostolou (editora da revista 10).

Taís Araujo denunciou Manuela Dias ao compliance da Globo após discordar com os rumos da personagem Raquel em ‘Vale Tudo’

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Fotos: TV Globo/ Fábio Rocha e Globo/Lucas Teixeira

Mesmo após o fim de ‘Vale Tudo’, a novela segue rendendo nos bastidores da TV Globo. Segundo informações do portal F5 da Folha de São Paulo, a atriz Taís Araujo procurou o setor de compliance da emissora para registrar uma denúncia relacionada a um desentendimento com a autora Manuela Dias, após discordâncias sobre os rumos da sua personagem Raquel.

A atriz teria procurado a roteirista em agosto para expressar seu incômodo com o fato de a protagonista ser retratada em meio a muito sofrimento. Taís também relatou pressões vindas de movimentos negros dos quais participa, que manifestaram decepção com a forma como a personagem vinha sendo construída.

De acordo com fontes ouvidas pelo F5, o diálogo entre as duas acabou se tornando uma discussão. Após o episódio, Taís levou o caso ao setor de ética da emissora com o objetivo de ampliar o debate sobre a representação de pessoas negras nas produções globais. A atriz também teria apontado a diminuição da presença de sua personagem na novela, limitada a poucas cenas, muitas delas ligadas a ações de merchandising.

O conflito teria acontecido antes da entrevista de Taís à revista Quem, em que ela revelou publicamente estar insatisfeita com os rumos da protagonista. A fala gerou desconforto em Manuela Dias, que, segundo o F5, também teria registrado sua própria queixa contra a atriz no compliance, alegando quebra de conduta interna. Desde o episódio, as duas não mantêm contato.

Pessoas próximas à atriz afirmam que Taís não guarda ressentimentos, mas reforça o desejo de promover mudanças estruturais na emissora e garantir que personagens negros sejam representados com mais complexidade, diversidade e potência nas tramas brasileiras.

Live com Dr. Hédio Silva Jr. orienta sobre inclusão de processos no Mutirão Racial 2025 do CNJ

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Fotos: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil e Divulgação

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará o Mutirão Racial 2025, entre os dias 17 e 21 de novembro, uma iniciativa inédita de julgamento e impulsionamento de processos com ênfase na temática racial e religiosa em todos os tribunais do país, além de aplicar o “Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial” e a Resolução CNJ sobre direitos quilombolas.

A ação promete ser um marco no enfrentamento ao racismo e no fortalecimento do acesso à Justiça para pessoas negras e vítimas de intolerância religiosa.

Para quem quer se preparar para esse momento histórico do judiciário brasileiro, as entidades JusRacial e IDAFRO realizarão uma live gratuita com o advogado e professor Dr. Hédio Silva Jr., que dará orientações no próximo sábado, 8 de novembro, às 11h, sobre como peticionar e argumentar para incluir seu processo no Mutirão Racial.

“No final do mês de novembro, o Conselho Nacional de Justiça vai promover um Mutirão racial para julgamento e impulsionamento de processos envolvendo a temática racial ou religiosa em todos os tribunais do Brasil, em todas as instâncias. No próximo sábado, para que você saiba como peticionar, como argumentar, para que o seu processo, envolvendo discriminação racial ou religiosa, seja inserido nesse mutirão racial, eu estou fazendo uma live gratuita. Se inscreva e eu te espero lá”, destacou o Dr. Hédio em um vídeo publicado nas redes sociais.

Serviço

Live ao vivo: 8 de novembro (sábado)
Horário: 11h
Plataforma: Zoom
Inscrições: forms.gle/QCFou6FwMRXUhftf6

Angela Davis será produtora executiva de série e documentário sobre Assata Shakur

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Foto: Reprodução

A trajetória e o legado da revolucionária Assata Shakur, um dos nomes mais emblemáticos da luta negra nos Estados Unidos, ganharão vida nas telas. Com produção executiva de Angela Davis, outra referência na luta pelos direitos civis, um documentário e uma série de ficção estão em desenvolvimento sob a direção dos irmãos Giselle e Stephen Bailey. A informação é do Deadline.

Assata Shakur, nascida Joanne Chesimard, foi integrante do Exército de Libertação Negra (BLA) e viveu exilada em Cuba após escapar de uma prisão nos Estados Unidos, em 1979. Ela morreu em 25 de setembro, aos 78 anos, em Havana, onde recebeu asilo político. Os novos projetos contam com autorização de sua filha, Kakuya Shakur.

Além de Angela Davis, o advogado Lennox Hinds, que defendeu Assata nos tribunais, concedeu aos cineastas acesso exclusivo a materiais inéditos. A parceria promete lançar um olhar potente e sensível sobre uma das mulheres mais perseguidas e admiradas da história da luta negra.

Em comunicado, os diretores afirmaram que “a história de Assata é importante para todos os americanos, pois revela os poderes que nos dividem e nossa capacidade de cura”.

Os irmãos Bailey, cineastas jamaicano-americanos, figuram entre os “40 Under 40” da DOC NYC e têm trabalhos reconhecidos pela HBO e Netflix. Giselle Bailey, além de diretora, foi bolsista da Firelight Media e da Concordia Fellowship, tornando-se uma das vozes mais promissoras do documentário contemporâneo.

O projeto conta com apoio de importantes instituições do cinema independente, como o Sundance, Firelight Media, Concordia Fellowship e Chicken & Egg Films, que concedeu uma bolsa financiada pelo Fundo de Equidade Criativa da Netflix.

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