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Fenty Beauty Coffee Party chega em Salvador, aberto ao público, limitado à ordem de chegada

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Foto: reprodução

Sempre antenada aos movimentos culturais regionais e globais, a Fenty Beauty traz pela primeira vez ao Brasil a Fenty Beauty Coffee Party, e Salvador é a cidade escolhida para receber essa experiência única. O evento surge como um espaço para criar conexões, descobrir o tom perfeito de base Fenty Beauty, tomar um café e se divertir em um ambiente que celebra diversidade e autenticidade. O movimento também terá edições no México, Caribe e outros países ao redor do mundo, reforçando seu alcance global.

Em Salvador, a Fenty Beauty Coffee Party acontece no dia 6 de setembro, no Trapiche Barnabé, das 10h às 18h. O evento será gratuito, aberto ao público e por ordem de chegada, garantindo que todos possam participar de forma organizada.

Os participantes terão à disposição uma programação completa, com música, cafés especiais e a oportunidade de realizar o Shade Matching, serviço exclusivo da Fenty Beauty, onde profissionais auxiliam cada pessoa a encontrar o tom perfeito de base, garantindo uma experiência personalizada e interativa.

Com capacidade para 1.000 pessoas, o evento promete reunir fãs, curiosos e amantes da beleza em um encontro que combina cultura, diversão e conexão. A Fenty Beauty Coffee Party em Salvador reforça a proposta da marca de celebrar diversidade e criar experiências memoráveis, tornando cada visita um momento especial dentro do universo da beleza.

Local: Trapiche Barnabé – Avenida Jequitaia, 05
Horário: das 10h às 18h
Capacidade: 1.000 pessoas
*Evento sujeito à lotação

Criadora do ‘Parditude’ pode ser processada por ataques à identidade racial de Camila Pitanga, diz advogado

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Fotos: Reprodução/Instagram e Tavinho Costa

Após reafirmar sua identidade como mulher negra no último episódio do podcast ‘Mano a Mano’ do Mano Brown, Camila Pitanga tem sido alvo de ataques e fake news nas redes sociais. A página “Parditude”, criada por Beatriz Bueno, compartilhou uma foto adulterada para questionar a negritude da atriz e até insinuar dúvidas sobre a paternidade de Antônio Pitanga.

No post, a página afirmava: “Camila Pitanga e sua mãe quando era bebê. Sim, ela nasceu loira e por isso suspeita-se que seu pai biológico seja o ex-marido da mãe, um francês”, acompanhada de uma imagem manipulada. Após críticas pela falta de comprovação, o post foi arquivado, mas Beatriz Bueno continuou a publicar stories com conteúdos tendenciosos, chamando o caso de “muito grave”.

Nos stories, ela questionou a legitimidade da autoafirmação negra de Camila, afirmando que “Quando uma figura pública se coloca como referência e fala de raça pro público, existe também a responsabilidade de trazer transparência sobre suas origens.” e sugerindo possíveis inconsistências na identidade racial da atriz.

Segundo o advogado Dr. Hédio Silva Jr. em entrevista ao site Mundo Negro, as ações da jovem podem gerar consequências legais sérias para ser responsabilizada tanto civil quanto criminalmente.

Na esfera civil, Beatriz pode responder por dano moral coletivo, por violação à honra e dignidade de um grupo racial, e também por dano individual à personalidade de Camila Pitanga, já que a identidade racial é um direito de personalidade protegido por lei. “O Brasil é signatário de tratados internacionais que asseguram a primazia da autoidentificação. Não pode, essa moça querer virar agora uma espécie de tribunal de papel pardo ali, tribunal, que ela define a identidade racial das pessoas.”

No âmbito criminal, ela poderia ser processada por injúria simples, por atacar a honra subjetiva da atriz e violar a imagem que Camila tem de si mesma. “Não a injúria racial, a injúria simples, porque ao fazer isso, ela viola a honra subjetiva, a imagem que a Camila tem de si própria, chamada honra subjetiva”, explica Dr. Hédio.

O Mundo Negro entrou em contato com a Beatriz Bueno, mas ela não retornou até o fechamento da matéria. 

“Isso é desconhecer a própria história”

O professor doutor em administração Hélio Santos, pioneiro a trabalhar impacto social no pós-Abolição, conversou com o Mundo Negro em maio deste ano, sobre onda de separação ou exclusão dos pardos da comunidade negra. 

“Desde o primeiro Censo, em 1872, eles aparecem juntos, ou seja, 16 anos antes da Abolição. A mistura é nossa base, fruto do estupro que ocorreu com nossas mulheres pretas escravizadas e indígenas por séculos. Quem quer tirar isso são os jovens, desinformados por essas novas ondas, e isso me deixa muito bravo. Isso é desconhecer a nossa própria história”, afirmou.

Bando de Teatro Olodum celebra 35 anos com espetáculo ‘Erê’ e manifesto pelas vidas negras

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Foto: Maise Xavier

O Bando de Teatro Olodum completa 35 anos de trajetória e marca a data com a volta aos palcos do espetáculo ‘Erê’, em cartaz de 5 a 28 de setembro, no Teatro Gregório de Mattos, em Salvador. As apresentações acontecem às sextas e sábados, às 19h, e aos domingos, às 18h.

Sob concepção de Lázaro Ramos, com direção de Zebrinha (José Carlos Arandiba) e Cássia Valle, dramaturgia de Daniel Arcades e direção musical de Jarbas Bittencourt, ‘Erê’ é um manifesto contra o racismo e a violência que interrompe vidas negras diariamente.

A peça é inspirada em ‘Erê pra toda a vida/Xirê’, apresentada pelo Bando em 1996 no Festival Carlton Dance, e que já percorreu palcos no Rio de Janeiro, São Paulo e Londres. Em Salvador, estreou em 2015, nas comemorações de 25 anos do grupo. Agora, a montagem ganha uma nova leitura, atualizada para o Brasil de hoje, ainda marcado por chacinas e assassinatos de jovens negros.

Foto: Maise Xavier

Além de resgatar sua história, o Bando abre espaço para o futuro: três novos talentos negros de Salvador, selecionados em audição, se juntam ao elenco completo, que conta com nomes como Valdinéia Soriano, atriz que brilhou nas novelas ‘Volta por Cima’ e ‘No Rancho Fundo’, da TV Globo.

“O Bando inteiro em cena. 35 anos de histórias, afetos e lutas pulsando no mesmo compasso. Do Erê que nasceu na música, passou pela poesia cênica, ao que agora floresce no encontro de gerações”, define a atriz e diretora Cássia Valle, integrante do grupo há mais de três décadas.

Para ela, o espetáculo é ao mesmo tempo festa e denúncia: “Veteranos e novos integrantes, todos juntos como uma biblioteca viva, guardando memórias e inventando futuros. Um corpo coletivo amadurecido, mais denso e mais belo, que encara um tema urgente: a morte dos jovens corpos pretos. Este Erê é festa e ferida, canto e denúncia, celebração e resistência. É o Bando inteiro dizendo: a vida preta é sagrada”.

Foto: Maise Xavier

Tradição e Reinvenção

A montagem revisita cenários de Hélio Eichbauer e Alberto Pitta e figurinos icônicos de produções como Cabaré da Rrrrraça, mesclando referências históricas com criações inéditas de jovens estilistas. As cores vermelho e branco, em homenagem a Xangô, marcam o espetáculo.

“A concepção tem mosaicos de memórias. Já que estamos indo para o palco celebrar, vamos revisitar cenários, figurinos e referências que fizeram parte da nossa história. As músicas de Jarbas Bittencourt terão novos arranjos, e os textos de Daniel Arcades serão trabalhados com mais ousadia, incorporando improvisos que são tão característicos do Bando”, completa Cássia.

Para Zebrinha, revisitar ‘Erê’ neste momento é reafirmar a força de um coletivo que resiste e se reinventa: “A arte do Bando sempre esteve ligada à celebração e à denúncia. Erê é a síntese disso: a gente canta, dança e conta histórias para afirmar que as vidas negras importam e precisam ser preservadas. Ter o elenco inteiro no palco e novos talentos é um presente para o público e para a nossa história.”

A movimentação cênica da nova temporada traz novamente a marca registrada do grupo: o corpo-ritual, que mescla cantos, danças e gestos das tradições afro-brasileiras reelaboradas pela linguagem contemporânea.

SERVIÇO

Espetáculo Erê do Bando de Teatro Olodum

Quando: 5 a 28 de setembro de 2025, sextas e sábados, às 19h; domingos, às 18h

Onde: Teatro Gregório de Mattos, Praça Castro Alves, Centro, Salvador-BA

Ingressos: R$40 e R$20 (meia)

Da Raiz à Mesa: curso oferece aulas online e gratuitas de culinária afro-brasileira

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Transformar saberes e sabores da ancestralidade em negócios de sucesso é um caminho que exige criatividade, estratégia e conexão com a própria história. É exatamente isso que o curso “Da Raiz à Mesa: Prosperando com a Gastronomia Afro-Brasileira”, uma parceria do Instituto Feira Preta com o Instituto Assaí, propõe aos empreendedores negros e a todos que desejam investir na gastronomia de matriz africana.

O curso, totalmente online e gratuito, oferece ferramentas para quem busca empreender de forma consciente e estratégica, unindo tradição culinária e planejamento de negócio. A proposta vai além de ensinar técnicas: é um convite para que cada participante reconheça a própria identidade, a história de sua cultura e o potencial de transformar esses elementos em um empreendimento sólido.

Entre os conteúdos abordados estão:

  • Afroempreender como prática ancestral e autoconhecimento
  • Criar negócios com identidade e memória
  • Produzir, precificar e planejar com técnica
  • Vender com presença digital, fidelização e afeto

Mais do que uma capacitação, o curso é um espaço de valorização da gastronomia afro-brasileira, oferecendo inspiração e orientação para que cada empreendedor possa transformar tradição em oportunidade de negócio.

Inscreva-se agora: bit.ly/CursoDaRaizAMesaProsperandoComAGastronomiaAfrobrasileira

Representar negritude e deficiência é afirmar potência: a experiência profissional de uma mulher negra PCD na loja da Sephora

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A experiência de compra de pessoas negras com deficiência costuma esbarrar em barreiras visíveis e invisíveis. Não é só sobre encontrar o tom certo de base, é ter acesso real aos testers, a um tempo de atendimento que respeita o corpo, a uma linguagem que não infantiliza. Em espaços de prestígio, quando há representatividade e escuta, a jornada ganha leveza e autonomia.

Nas lojas da Sephora, essa presença tem mudado rotas. Tamires Cabral Ferreira, caixa na Sephora do Shopping Cidade Jardim, descreve uma relação com a beleza que começou no cuidado e se ampliou para a expressão. “A primeira lembrança que me vem à mente é da minha adolescência, quando eu já era super dedicada ao skincare. Mais tarde, me apaixonei por maquiagem, especialmente pelas maquiagens artísticas. Hoje, ela é quase uma extensão da minha personalidade”, conta.

Do lado profissional, houve virada. “Antes da Sephora, eu nunca tinha tido uma oportunidade de trabalho formal. Como mulher negra com deficiência, cresci escutando mais ‘não’ do que qualquer outra coisa. Chegar à Sephora foi como abrir uma porta que parecia trancada por muito tempo”, diz Tamires.

O significado de estar ali extrapola a função. “Representar a negritude e a deficiência ao mesmo tempo é mostrar que existimos, que temos potência, sensibilidade, estilo e voz. É abrir caminho.” Na própria rotina, Tamires sintetiza a chave que virou. “A Sephora me mostrou que maquiagem não é sobre esconder, é sobre revelar.Estar nessa função é mostrar para outras meninas negras, com deficiência, que elas também podem estar aqui, sendo referência, sendo admiradas, sendo elas mesmas. E que beleza não tem molde fixo, ela se expande quando a gente ocupa com verdade”.

Tamires Cabral Ferreira, caixa na Sephora do Shopping Cidade Jardim – Foto: Divulgação

Ir a uma loja preparada é encontrar diversidade de produtos e um atendimento que considera o corpo e a rotina real de quem compra. Entre as dúvidas mais frequentes estão a escolha da base com subtom correto, contorno que valoriza sem acinzentar, finalizadores que definem sem ressecar e ferramentas que facilitem a aplicação com conforto. Quando a profissional ajusta linguagem, tempo e demonstração, o espelho devolve segurança e a cliente volta. “O que mais transformou minha rotina e até minha relação comigo mesma foi descobrir a maquiagem artística. E o mais bonito é que isso também mudou a forma como eu me enxergo. Hoje, eu não me vejo mais tentando me encaixar, eu me vejo criando. Criando beleza com o meu rosto, com a minha história e com as referências que carrego”.

O programa que dá vida a experiência da loja

Em paralelo a essas histórias, a Sephora lançou o Beleza sem Barreiras, um programa nacional de contratação e desenvolvimento para pessoas com deficiência, com 35 vagas em 28 cidades e etapas acessíveis conduzidas por um time diverso, incluindo recrutadoras, curadoras e professoras PCD, além de mentoria com lideranças e indicação como talento acelerado para o ecossistema LVMH. “Incluir apenas no backstage é esperado. Incluir também no protagonismo da loja, no mercado da beleza, é pioneiro. Rompe com a lógica capacitista e essa é a responsabilidade que assumimos”, afirma Marcele Gianmarino, Gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão da Sephora Brasil.

Marcele Gianmarino, Gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão da Sephora Brasil.

O censo mais recente da Sephora Brasil registra um quadro com diversidade crescente, presença de pessoas negras e de pessoas com deficiência também em posições de liderança e metas públicas até 2025, como contratar 50% de pessoas negras e 6% de PCD, acompanhadas de ações contínuas de letramento, acessibilidade e desenvolvimento.

É muito mais do que estar na loja, é abrir caminho. É mostrar para outras meninas negras, com deficiência, que elas também podem estar aqui, sendo referência, sendo admiradas, sendo elas mesmas. E que beleza não tem molde fixo ela se expande quando a gente ocupa com verdade.

Programa Beleza sem Barreiras

Quem pode se inscrever: pessoas com deficiência

Cargos: atendente de loja e caixa

Abrangência: 28 cidades, com etapas adaptadas e mentoria com lideranças

Diferencial: indicação como talento acelerado para o ecossistema LVMH e parceiros

Link para inscrição do programa sejaponte.com/Inscreva-seBelezaSemBarreiras 

Contato para dúvidas: sembarreiras@sejaponte.com

Privilégios cristãos comprovam mito da perseguição praticada pelo STF

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Foto: Gustavo Moreno/STF

Passados 135 anos desde que Deodoro da Fonseca instituiu famoso decreto demarcando fronteiras entre Estado e religião, entre interesse público e interesse religioso, o sistema jurídico e parte da jurisprudência permanecem apegados ao cristianismo compulsório herdado do período colonial e tratado ainda hoje como religião oficial de Estado.

É certo que a primeira Constituição republicana, a mais laica de todas as constituições, por assim dizer, inspirou fortemente a Constituição vigente, mas é também verdadeiro que frequentemente a proteção do sentimento religioso é tratada como exclusividade de um único segmento num país em que o IBGE cataloga milhares de expressões religiosas, sem esquecermos dos 10% de brasileiros ateus ou agnósticos.

Basta observarmos a menção a Deus no preâmbulo da Constituição Federal, a fixação de crucifixos em espaços públicos, a previsão do uso da Bíblia nos regimentos das casas legislativas, a mensagem religiosa nas cédulas do real  ou a proeminência dos feriados religiosos, leia-se cristãos.

No âmbito tributário, é visível a elasticidade atribuída à imunidade tributária das entidades religiosas, alcançando patrimônio, renda e serviços.

Entre imunidades e isenções, desonera-se o IPTU – Imposto Territorial Urbano (imóveis próprios ou alugados); ITR – Imposto Territorial Rural; IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores; Imposto de Renda; ITCMD – Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação. Em determinados estados e municípios há também benefícios incidentes sobre ICMS – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal de Comunicação e ISS – Imposto sobre Serviços.

Na seara das renúncias e isenções, o governo do capitão que trata quilombolas como animais promoveu verdadeira farra perdoando dívidas que custaram aos cofres públicos um prejuízo da ordem de 2 bilhões de reais, além de isentar contribuições previdenciárias sobre “salários” de pastores –  alguns deles bilionários, como é público e notório.

Não por acaso, portanto, o recenseamento de 2022 aponta que atualmente o Brasil possui mais CNPJ de organizações religiosas, 70% das quais neopentecostais, do que escolas e hospitais somados.

No plano legislativo, desde as câmaras de vereadores, passando pelas assembleias legislativas e alcançando o Congresso Nacional, proliferam-se as bancadas evangélicas. Lembremos também do republicano critério utilizado pelo capitão para indicar um nome para o Supremo Tribunal Federal: independentemente de notório saber jurídico ou reputação ilibada, bastaria que fosse “terrivelmente evangélico”.

Sim, conforme ele próprio vociferou há poucos dias – “O que vale pra mim é a lei de Deus” – confessando com todas as letras seu desprezo pela legalidade às vésperas de ser julgado pelo STF justamente por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, entre outros crimes.

Ainda que referida confissão seja tratada pelo processo penal como fato superveniente e, em regra, não possa influenciar o julgamento da ação penal 2.668, trata-se de mais uma prova de conduta pautada pelo embuste, fisiologismo e despotismo.

Para robustecer o quadro de privilégios jurídicos assegurados ao segmento cristão, basta lembrar que crescem as decisões judiciais que asseguram a apenados a remição/redução da pena em razão de participação em evento religioso, curso religioso à distância ou leitura da Bíblia.

À luz desse contexto, não merece qualquer crédito a chorumela segundo a qual pastores estariam sofrendo perseguição religiosa por parte do STF.

Lembremos que o Estatuto de Roma define perseguição religiosa como a “privação intencional e grave de direitos fundamentais”, coerente com definição do Estatuto dos Refugiados – “circunstância de fundados temores de risco à vida ou à liberdade em função de religião”.

No Brasil, a liberdade dos cristãos, notadamente dos neopentecostais é tão ampla que parte deles age impunemente para fazer dos conselhos tutelares ou das escolas públicas uma espécie infame de “puxadinho de templo religioso”.

Era o que faltava, portanto, pretender transformar liberdade religiosa em impunidade penal religiosa.

Impunidade reivindicada, a propósito, para atacar as instituições democráticas tanto quanto para ultrajar e perseguir diariamente as religiões afro-brasileiras, cujos adeptos(as) estes sim têm fundadas razões para temer por sua liberdade e integridade física, psíquica e moral. 

Hédio Silva Jr., Advogado, Mestre e Doutor Direito pela PUC-SP, ex-Secretário de Justiça do Estado de São Paulo (2005-2006), fundador do Jusracial, é autor de “Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial: Teoria e Prática, Vol 1”, Ed. Emó.

Issa Rae lança novo livro “Eu deveria estar mais inteligente agora”, com reflexões sobre a sua trajetória

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Foto: Divulgação

Issa Rae, criadora da série ‘Insecure’, acaba de lançar oficialmente o seu novo livro de ensaios ‘I Should Be Smarter Now’ (Eu deveria estar mais inteligente agora). A obra chega pela Amazon Original Stories, um selo da Amazon Publishing, disponível para leitura e traz reflexões pessoais, histórias inspiradoras e lições aprendidas ao longo de sua trajetória.

No livro, Rae mergulha nos bastidores da construção de seu império criativo, mostrando como se manteve fiel à sua visão mesmo diante dos altos e baixos de Hollywood. “Esta coleção é parte confissão, parte reflexão e parte ‘aqui está o que eu gostaria de ter sabido’. Mas, principalmente, é só eu sendo honesta sobre a jornada estranha e maravilhosa de ter grandes sonhos até torná-los realidade”, disse à People em uma entrevista recente.

A editora Julia Sommerfeld destaca que o livro captura a evolução criativa de Issa: “Do sonho de infância com maletas à gestão do seu próprio império midiático, a evolução criativa de Issa é hilária e inspiradora. Estes ensaios capturam sua jornada notável com a sagacidade, a sabedoria e a sinceridade que fizeram milhões de pessoas se sentirem reconhecidas.”

A coletânea reúne seis ensaios, abordando temas como autoconhecimento, colaboração e carreira, incluindo textos como “O negócio de ser eu” e “Brincando bem com os outros”. Rae lembra de sua infância “se comportando com autoridade empreendedora em um telefone de brinquedo em seu quarto”, até a descoberta “do superpoder da colaboração enquanto permanecia assumidamente ela mesma.”

Em “A Geografia da Criatividade”, ela revisita Los Angeles, sua cidade natal, e reconhece a cidade como sua “verdadeira musa”. Em “Eu vejo você me vendo”, Rae detalha a transição de adolescente desajeitada para uma carreira consolidada sob os holofotes de Hollywood.

Já no ensaio “A Arte da Procrastinação Estratégica”, a atriz e escritora fala sobre sua tendência a procrastinar, mas como isso não a impede de ser multitarefa em sua vida pessoal e profissional. A coletânea se encerra com “Eu Quase Sei o Que Estou Fazendo”, em que Rae compartilha aprendizados de uma carreira em constante evolução e a importância de acreditar em si mesma.

Com humor, honestidade e inspiração, “Eu deveria estar mais inteligente agora” promete ser leitura obrigatória para quem sonha e trabalha na construção de grandes projetos.

Gabrielle Union diz que família de Dwyane Wade demorou a confiar nela por causa da diferença de idade

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Foto: Reprodução/Instagram

Gabrielle Union, 52, abriu o coração sobre os desafios que enfrentou para conquistar a confiança da família de Dwyane Wade, 43, no início do relacionamento, especialmente por causa da diferença de idade entre eles. O casal participou recentemente do podcast IMO, de Michelle Obama, acompanhado do irmão da ex-primeira-dama, Craig Robinson.

Durante a conversa, Wade falou sobre o vínculo forte que mantém com a irmã Tragil desde a infância. Union contou que, no começo do namoro, em 2009, a irmã de Wade desconfiava de suas intenções, já que ela era mais próxima da idade da atriz.

“Então, quando conheci a família dele, as irmãs mais velhas, que são mais próximas da minha idade, [se mostraram] imediatamente receptivas. Nos damos bem no bairro. Mas com Tragil, porque ela tem sido a protetora… Ela tem sido a vigilante. Ela tem sido a guardiã para manter [Dwyane] são e para que ele faça tudo o que precisa fazer sem interferência de ninguém”, contou Union. “E antes de eu chegar à fase de esposa, quando estávamos no começo, acho que Tragil e a mãe dele perguntavam: ‘O que você quer? Quem é você, sua senhora mais velha? O que você quer?'”, relembrou.

Gabrielle Union e Dwyane Wade (Foto: Larry Marano/Getty)

O relacionamento de Union e Wade começou após o término dos primeiros casamentos de ambos. Wade se separou da biógrafa Siohvaughn Funches em 2007, enquanto Union, havia se divorciado do ex-jogador da NFL Chris Howard em 2005.

Refletindo sobre as preocupações da família de Wade, Union disse: “Eu pensei: ‘Na verdade, nós dois acabamos de nos divorciar, então estamos meio que na mesma situação. Eu não tive um filho aos 20 anos, ainda não tenho filhos e não estou correndo atrás disso, então estou bem. Tenho minha própria conta bancária, então estou bem. Eu simplesmente gosto dele, vamos ver no que dá.”

A atriz reconheceu que levaram alguns anos para construir confiança mútua, mas hoje a relação é harmoniosa. “Agora é fácil, porque estamos todos do mesmo lado”, disse.

Hoje, Union e Wade formam uma grande família: além dos três filhos de Wade de outros dois relacionamentos e o sobrinho, eles são pais de mais duas crianças.

“Não vou renunciar”: Diretora do Banco Central americano afirma que demissão anunciada por Trump é ilegal

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Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images

Após o presidente Donald Trump anunciar a demissão de Lisa Cook, diretora do Federal Reserve (Fed, Banco Central americano), ela afirmou nesta segunda-feira (25) que ação é ilegal e não irá renunciar.

Nomeada em 2022 pelo presidente Joe Biden, Cook se tornou a primeira mulher negra a assumir o posto na instituição, sendo referência internacional em economia e políticas públicas. Em nota divulgada por seu advogado, Abbe David Lowell, ela reafirmou que continuará exercendo suas funções: “Não vou renunciar. Continuarei a cumprir meus deveres para ajudar a economia americana, como venho fazendo desde 2022.”

Trump comunicou a decisão pelas redes sociais, alegando “justa causa” e citando acusações ligadas a hipotecas. A medida, no entanto, é considerada inédita e juridicamente frágil, já que pode ameaçar a independência do banco central americano.

“O presidente Trump alegou ter me demitido ‘por justa causa’ quando não há justa causa prevista em lei, e ele não tem autoridade para fazê-lo”, afirmou Cook ao destacar a ilegalidade do republicano.

Lowell reforçou que todas as medidas legais serão tomadas para barrar o afastamento, que classificou como uma tentativa inconstitucional de interferir na autoridade monetária dos Estados Unidos.

Ao usar a brecha da lei de criação do Fed que prevê a possibilidade de demissão “por justa causa”, Trump abre um embate sem precedentes com a instituição, colocando em xeque tanto a estabilidade do banco central quanto a representatividade histórica de Cook no comando da política econômica dos EUA.

“A Rainha do Funk”: trajetória de Tati Quebra Barraco será contada em cinebiografia

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Foto: Reprodução/Instagram

A trajetória de Tati Quebra Barraco, uma das pioneiras do funk, vai ganhar as telonas. O filme “A Rainha do Funk” está em fase de pré-produção, uma cinebiografia que promete revisitar a vida da artista consagrada pelo hit ‘Boladona’.

O longa será dirigido por Susanna Lira (Mussum, um Filme do Cacildis), com roteiro de Maíra Oliveira, a partir de argumento de Vanessa de Araújo Souza. A data de estreia ainda não foi divulgada.

Segundo a produtora Viralata, o filme irá mostrar a trajetória de Tati para além do palco, destacando sua origem na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, e sua experiência com a maternidade precoce antes da fama.

Nascida como Tatiana dos Santos Lourenço, Tati Quebra Barraco começou a vivenciar o universo dos bailes da Cidade de Deus ainda na adolescência. Aos 13 anos, já era mãe e chegou a trabalhar como cozinheira em uma creche antes de ingressar na música. O reconhecimento nacional veio no início dos anos 2000, com o lançamento de seu primeiro álbum.

Reconhecida como pioneira e referência no funk, sua trajetória já havia sido retratada no documentário “Sou Feia Mas Tô na Moda” (2005), e agora será ampliada para as telas do cinema.

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