O ator e multiartista Billy Porterrevelou numa recente entrevista para a Vulture que nos ano 90 ele tentou seguir carreira como cantor, mas teve seu sonho interrompido após Céline Dion gravar uma de suas músicas originais. Composta por Porter, a canção de chama ‘Love Is On The Way’ e acabou indo parar, sem o consentimento do artista, no álbum ‘Lets Talk About Love’.
“Foi traumatizante. A indústria era muito homofóbica”, disse Porter sobre sua tentativa de seguir uma carreira como artista solo. “Era tudo uma questão de fumaça e espelhos de tentar fazer o mundo pensar que eu era hétero, que era masculino o suficiente para existir. Então minha gravadora deu minha música para Céline Dion. Deram tudo para ela”, desabafou Porter, que tinha planos de seguir carreira como cantor de R&B.
“Aconteceu naquele momento e eu disse: ‘Acabou. Se isso é tudo que a indústria da música tem a me oferecer, estou farto. Ela pode ficar com isso, vocês podem ficar com isso, estou fora“, destacou ele, que hoje em dia, não culpabiliza Dion pelo ocorrido. “Eu a amo, sem sombra, ela é fabulosa, não se trata de Céline Dion. É sobre os sistemas de opressão que silenciam e rejeitam a nossa contribuição para o mundo.”
Recentemente, Billie Porter lançou seu novo álbum, chamado ‘Black Mona Lisa’, o primeiro projeto após décadas longe da música. “Muitas das músicas do meu álbum têm um tema muito semelhante – chegar ao ponto de reconhecer o seu próprio valor e celebrar a si mesmo”, ele compartilhou em um comunicado. “O mundo tentará dizer quem você é e tentará decidir se você é importante. Nenhuma força ou entidade externa pode decidir isso.”
Como parte das atividades do Festival Afrofuturismo, o principal evento de Futurismo e Diversidade da América Latina sediado em Salvador nos dias 20 e 21 de novembro, o painel “Ancestralidade e Futuro” foi apresentado na tarde desta segunda-feira (20) na Casa Vale do Dendê, localizada no Pelourinho. Neste painel reuniram-se mentes inovadoras e reflexivas, entre elas Grazi Mendes, executiva tecnológica, professora e ativista, e Ubiraci Pataxó, membro da Aldeia de Coroa Vermelha em Santa Cruz Cabrália-BA, que ofereceram perspectivas instigantes sobre o futuro, destacando a importância da coletividade e dos saberes ancestrais. O painel foi mediado por Paulo Rogério, fundador da Vale do Dendê e idealizador do Festival.
Norteado por provocações de como pensar o futuro, expostas pelo mediador Paulo Rogério, o painel abriu espaço para que os apresentadores falassem de suas vivências e dialogassem entre si os seus saberes e semelhanças. “Falar sobre futuro é falar sobre esperança. Esperança é tecnologia, não só de sobrevivência, mas é também tecnologia de projeção de outras realidades”. É o que nos diz Grazi Mendes, sobre a importância de se pensar na construção do futuro através da coletividade. Para ela, é na coletividade que conseguimos os principais avanços. “As mudanças mais significativas, elas sempre vão acontecer no plural, o que não quer dizer que a gente sequestra as subjetividades e não celebra também as jornadas individuais, mas o nosso foco é sempre em abrir caminhos para mais pessoas, porque a gente vai chegar em lugares em que a gente não tem referência, a gente vai precisar ser as nossas próprias referências”, reforça.
O respeito pelo saber ancestral e o poder do diálogo foram destaque nas falas do Ubiraci Pataxó. Para ele, que além de aprendiz de pajé é também cuidador de pessoas e terapeuta indígena, o diálogo, a conversa, o abraço e o encontro, são as maiores tecnologias futuristas, e a atividade oportunizou essas trocas. Rever o que foi feito e que deu certo, e o que foi feito de errado para poder melhorar, é a chave. “Se a gente tivesse plantado mais árvores, talvez a gente não tivesse dando problema. Se a gente não tivesse cortado algumas árvores, talvez a gente não tivesse dando problema. Se a gente tivesse conservado as que estavam ali, a gente teria menos problemas. Então, são vários fatores desse mesmo processo”, esclarece.
Termos como “aquilombamento” e “aldeamento” foram constantemente utilizados nas falas durante o painel, e ouvidas atentamente pelos participantes. A ideia foi reforçar ainda mais a necessidade do coletivo, sem esquecer dos saberes deixados por quem chegou antes.
Ao final da atividade os palestrantes fizeram suas considerações, destacaram a importância do espaço para esse tipo de debate e agradeceram a oportunidade do diálogo. “Aqui, para mim, é maravilhoso! Tempos atrás não se pensava em ter um painel como esse, com palestrantes indígenas, pretos, falando para o seu próprio povo”, diz Ubiraci.“Estamos aqui afirmando um futuro revolucionário que a gente acredita!”, conclui Grazi.
O Festival Afrofuturismo segue até amanhã, com outros painéis e talks. Confira a programação completa na página do festival em: https://afrofuturismo.com.br/.
As emoções desempenham um papel crucial em nossas escolhas financeiras. Ao considerar o recorte de raça, destacam-se diferenças significativas na experiência da população negra com relação ao dinheiro. Fatores históricos e estruturais contribuem para um cenário específico, influenciando a forma como os indivíduos negros lidam com suas finanças.
A dismorfia financeira refere-se a uma condição na qual as pessoas têm uma visão distorcida de sua situação financeira. Assim como a dismorfia corporal, onde as pessoas veem imperfeições inexistentes em sua aparência física, a dismorfia financeira leva os indivíduos a perceberem a saúde financeira de maneira desproporcional, muitas vezes gerando ansiedade e comportamentos prejudiciais. A relação do povo negro com o dinheiro vai além de números e transações, ela é impactada pelo racismo vivido cotidianamente e todo o histórico de desigualdades.
A relação distorcida com o dinheiro tem raízes históricas, desde os tempos da escravidão até os dias atuais. Durante séculos, as comunidades negras enfrentaram a negação de oportunidades econômicas, resultando em um déficit de recursos acumulado ao longo do tempo.
A comparação social desproporcional é uma característica frequente da dismorfia financeira sentida pela pessoa negra. A tendência a se comparar e traçar objetivos financeiros para se igualar ou superar os demais é um sentimento comum e uma nova escravidão, onde o indivíduo se sente preso à ideia de que precisa manter uma imagem percebida de sucesso para prosperar ou ser respeitado. E sempre fica a sensação de que sempre falta algo. Vazio.
Outra situação que reflete a dismorfia financeira na população negra se revela também no comportamento inverso ao da ostentação. O indivíduo mesmo tendo uma renda estável, vive com medo constante de gastar dinheiro, ainda que somente com suas necessidades básicas. Ele evita investir em si mesmo ou em experiências enriquecedoras, temendo que cada centavo gasto seja um passo em direção à ruína financeira e retorno à pobreza em que viviam seus antepassados. E o descaso com essa situação causa impacto negativo na sociedade, inclusive, afetando a economia, uma vez que somos maioria em quantidade, um país que negligencia mais da metade da sua população tende a não prosperar.
Outro comportamento prejudicial gerado pela dismorfia financeira também está em evitar olhar o extrato bancário ou discutir finanças com a família, ou seja, desconsiderar a realidade financeira, o que pode levar a decisões inadequadas e falta de planejamento, ao comportamento de gastar por impulso e posterior endividamento.
O problema da dismorfia financeira afeta a maioria da população negra, e também a parcela que decide empreender. Muitos acham que ter o próprio negócio é a única alternativa diante da dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, por exemplo. Mas achar que precisa empreender para sobreviver e não para viver um propósito, é outro reflexo dessa dismorfia.
O debate em torno do tema terá espaço no Afro Fashion Day, evento marcado para o dia 25 em Salvador, durante uma ativação do Will Bank. A instituição realizou a primeira pesquisa sobre Dismorfia Financeira no Brasil. O estudo oferece uma visão da relação emocional da população com o dinheiro, com especial atenção ao recorte racial. Um dos dados da pesquisa indica que 71% das pessoas acreditam que precisam se esforçar mais para conquistar o que os outros ganham facilmente.
Lidar com as finanças desperta sensações. A escassez se materializa na falta, não só de dinheiro, mas de pertencimento. Existem barreiras invisíveis que julgam quem é adequado a cada espaço. A partir dessa ótica, podemos pensar na educação financeira como uma estratégia que deveria começar pelo autoconhecimento e todo processo de compreensão das emoções que o indivíduo associa ao dinheiro.
A dinâmica entre emoções e finanças é um terreno complexo e muitas vezes negligenciado. A dismorfia financeira, esse fenômeno só recentemente estudado, destaca como nossas percepções distorcidas podem influenciar nossas decisões de maneiras sutis e, por vezes, nos prejudicando e acentuando desigualdades. Quando se nasce negro no Brasil, superar as dificuldades financeiras e prosperar também vai depender de um olhar mais profundo para dentro de si.
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*Priscilla Arantes é gerente de comunicação do Sistema B Brasil, e articuladora do Coletivo Pretas B, um projeto que apoia mulheres negras na rede do Sistema B Brasil por meio de mapeamento, mentoria, consultoria e capacitação, e fundadora do Instituto Afroella.
Na última semana, o The New York Times revelou que o rapper e produtor musical Sean ‘Diddy’ Combs estava sendo processado pela ex-namorada, Cassie, pelos crimes de estupro e abusos físicos. Agora, novas informações mostram que os dois fecharam um acordo milionário e que a vítima teria desistido da ação legal que movia contra Diddy.
Foto: PAUL ARCHULETA/FILMMAGIC
Em um comunicado emitido por ela na sexta-feira, 17, e publicado pelo jornal Daily Star, Cassie compartilhou a seguinte mensagem: “Decidi resolver este assunto amigavelmente, nos termos em que tenho algum nível de controle”. Ela ainda agradeceu aos fãs, à família e seus advogados “pelo apoio inabalável” que recebeu.
De acordo com as informações do advogado de Cassie, Douglas Wigdor, que não revelou os termos do acordo, a decisão foi tomada para “satisfação mutua”. “Estou muito orgulhoso da Sra. Ventura por ter a força para tornar seu processo público”, comentou.
Na quinta-feira, 16, o jornal New York Times noticiou que uma ação movida por Cassandra Ventura, o nome verdadeiro da cantora Cassie, revelava que Sean Diddy Combs, iniciou um padrão de controle e abuso contra ela quando a cantora ainda tinha 19 anos, logo depois do início da relação, que incluía “forçá-la a usar drogas, agredi-la e forçá-la fazer sexo enquanto a filmava na presença de prostitutas”. O processo estava sendo conduzido no Tribunal Distrital Federal de Manhattan, nos EUA.
No processo ainda diz que em 2018, perto do fim do relacionamento, “Sr. Combs forçou a entrada na casa dela e a estuprou”. No ano seguinte o casal terminou o relacionamento.
“Depois de anos em silêncio e escuridão, estou finalmente pronta para contar a minha história e para falar em meu nome e em benefício de outras mulheres que enfrentam violência e abuso nos seus relacionamentos”, disse Cassie em comunicado.
Por meio de seu advogado, Ben Brafman, Diddy negou as acusações: “Sr. Combs nega veementemente essas alegações ofensivas e ultrajantes. Nos últimos seis meses, Combs foi sujeito à persistente exigência de Ventura de 30 milhões de dólares, sob a ameaça de escrever um livro prejudicial sobre a sua relação, que foi inequivocamente rejeitada como chantagem flagrante. Apesar de ter retirado a sua ameaça inicial, a Sra. Ventura recorreu agora a uma ação judicial repleta de mentiras infundadas e ultrajantes, com o objetivo de manchar a reputação do Sr”, diz Brafman.
A partir desta terça-feira, 21, Salvador recebe a primeira edição do Festival Internacional do Audiovisual Negro do Brasil (Fianb). O evento, que terá exibição de filmes, painéis e mesas de discussão, acontece dentro da programação do Salvador Capital Afro e vai até o dia 25 de novembro no Cine Glauber Rocha, nos Polos Boca de Brasa e na sede do instituto Odun, terá atividades gratuitas que podem ser acessadas a partir da inscrição no site: https://linktr.ee/associacaoapan.
Com o tema “Transatlanticidade”, inspirado no conceito criado pela historiadora negra Maria Beatriz Nascimento, as ações do festival contarão com a participação de convidados de diferentes países como Burkina Faso, Colômbia e Inglaterra. O Fianb tem como objetivo fomentar diálogos e discussões sobre pertencimento e criações audiovisuais negras do Brasil e do mundo, num contexto das diásporas afro-atlânticas.
Criado pela Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), o festival, que já está na 4ª edição em São Paulo, será realizado na capital baiana através de uma parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). A programação completa pode ser acessada no site https://www.fianb.com.br/.
A coordenadora de Audiovisual do SalCine, Milena Anjos, destaca que Salvador sediar o Fianb representa a efetivação de mais um espaço de trocas para os realizadores negros da cidade. “Entendo que os festivais desempenham um papel de extrema relevância na cadeia do audiovisual, que perpassa lançamento e difusão de obras, formação de público, vitrine para novos talentos e network. Recepcionar o Fianb, um festival que dá protagonismo ao cinema realizado por pessoas negras, é reforçar o nosso interesse na construção de espaços que potencialize o audiovisual soteropolitano, cada vez mais diversos”, avalia.
Tema – De acordo com a presidenta da Apan, Tatiana Carvalho Costa, o tema deste ano foi escolhido como inspiração, mas também como homenagem à pesquisadora, já que a obra e vida de Beatriz está muito presente nos trabalhos da associação. “A pesquisa da Maria Beatriz Nascimento sobre Quilombos, por exemplo, nos fornece nessa perspectiva que ela mesma coloca da dimensão ideológica do Quilombo como a ficção participativa e um poder de correção da nacionalidade. Por isso que a gente sempre se reafirma nesse lugar das construções coletivas, atravessadas pela ideia da ancestralidade, compreendendo a centralidade como algo presente. Quase como algo que anima o nosso presente e nessa perspectiva de futuro”, explica.
Seminário – Como parte do festival, na quarta (22) e quinta-feira (23), no Cine Glauber Rocha, também acontecerá o Seminário Internacional Transatlanticidade, para pensar a participação diaspórica no Festival Pan-Africana de Cinema e Televisão de Uagadugu (Fespaco). Nomes como Alex Moussa Sawadogo, diretor do Fespaco, June Givanni, uma das detentoras do maior arquivo de cinema pan-africanista do mundo, e Salim Fayad, codiretor da Mostra Itinerante de Cinema Africano da Colômbia (Muica) estão na programação de ambos os eventos.
Sessões especiais – O Fianb terá uma extensa programação de cinematografia negra. As mostras Transatlanticidade, Fespaco e o Festival Internacional Kilombinho, com obras voltadas para o público infantojuvenil, irão ocupar o Cine Glauber Rocha, o Polo Boca de Brasa do Subúrbio 360, em Coutos, e o Instituto Audiovisual Mulheres de Odun (iAMO), em Fazenda Grande IV. As sessões especiais propostas pela Mostra Transatlanticidade e Mostra Fespaco exibirão filmes alinhados às discussões propostas pelo festival, do catálogo nacional, além de obras representativas do Fespaco e do cinema colombiano realizado em parceria com a Manos Visibles e a Escola Foco.
Painel realizado durante o Festival Afrofuturismo foi mediado por Izabella Azevedo, com as participações de Igor Miranda e André Argôlo
Explorando as fronteiras entre tecnologia e inclusão, o Festival Afrofuturismo, promovido pelo Vale do Dendê, mergulhou em questões cruciais nesta segunda-feira (20), durante a celebração do Dia da Consciência Negra. O encontro foi realizado no Museu da Energia, no Pelourinho. No painel “Inteligência Artificial e Impacto Social”, mediado por Izabella Azevedo, as mentes visionárias de Igor Miranda, professor doutor da Universidade do Recôncavo da Bahia (UFRB), e André Argôlo, CEO da Quickup, falaram sobre como traçar novos horizontes na interseção entre avanços tecnológicos e equidade social.
No meio das discussões sobre os ataques da inteligência artificial na sociedade, alguns enxergam a tecnologia como uma ameaça iminente a certas profissões. No entanto, há uma visão alternativa que vê a IA como uma aliada valiosa no avanço da inclusão e acessibilidade. Durante o painel, uma das reflexões trazidas foi: a urgência de desenvolver tecnologias acessíveis para que as pessoas sejam capazes de buscar novos recursos.
Izabella Azevedo, Igor Miranda e André Argolo
Para Igor Miranda, pesquisador de IA há mais de 15 anos, esse é um tema de grande relevância para pensar o futuro da comunidade negra. “A inteligência artificial tem uma presença muito forte. Pensar isso atravessado em situações de impacto social foi uma escolha muito acertada e fundamental para que o Festival Afrofuturismo se mantenha conectado ao que está acontecendo na atualidade”, disse.
Igor acredita que diversidade é a chave para conseguir ter tecnologia. “Vamos precisar reestruturar nosso sistema de educacional para conseguir fazer com que a inteligência artificial esteja presente desde a base“. Ressalta ainda a necessidade da comunidade preta desenvolver tecnologia, já que, cada população tem necessidades especificas e esse desenvolvimento se dá a partir de um pensamento crucial, “Qual a intencionalidade dessa tecnologia? Qual o seu propósito? A tecnologia, ela é neutra?”.
Discussões como estas, na visão de André Argolo, são precisas. Ele acredita que Salvador pode se tornar um berço cultural em tecnologia, por suas características. “São coisas que podemos discutir em comunidade para estruturar Salvador para o futuro. Eu ficaria muito feliz de ver Salvador iniciando esses projetos. […] A gente precisa entender que o mercado sofre revoluções, a sociedade precisa se preparar para monitorar e entender o impacto causado por essas tecnologias. Hoje entendo que precisamos de políticas para que isso aconteça”, finalizou.
Ao fim do painel, durante o bate-papo com o público, os participantes ressaltaram ainda o papel que a IA desempenha na sociedade, proporcionando avanços importantes e que existe um potencial de criar soluções inclusivas e acessíveis, impactando positivamente vários setores da vida cotidiana, como a inclusão digital, acessibilidade, saúde e bem-estar, educação personalizada, entre outros.
Confira a programação completa de amanhã (21)
ESTAÇÃO DA LAPA
10h às 13h – WORKSHOP ASSUNTOS DEL SUR – DANIELA GALVIS
CASA VALE DO DENDÊ
SALA VATAPÁ 10h – DENDÊ TALKS 11h – DENDÊ TALKS – COM MARCELLO SOUZA 12h – INTERVALO PARA ALMOÇO 14h – DENDÊ TALKS – FÁBIO NEVES 15h – DENDÊ TALKS – ROSEANE VIEIRA 16h – DENDÊ TALKS – TAAG 17h – DENDÊ TALKS – FELIPPE GUERRA
SALA ARROZ DOCE – TALKS INTERNACIONAIS 10h – GETRUDE MATSHE 11h – RONNEL PERRY 12h – INTERVALO PARA ALMOÇO 14h – ADAH PARRIS 15h – TÂNIA TOMÉ 16h – MIKAL ANDERSON 17h – YOLANDA METHVIN
MUSEU DA ENERGIA
10h30 – PAINEL: MÚSICA NEGRA GLOBAL RAONIR BRAZ E FILIPE ARAGÃO MEDIAÇÃO: PYEDRA BARBOSA 12h – INTERVALO PARA ALMOÇO 14h – PAINEL: CRIADORES DE CONTEÚDO E AFROEMPREENDEDORISMO 16h – PAINEL: EXPERIÊNCIAS SOBRE DIVERSIDADE NA AMÉRICA LATINA DANIELA GALVIS E ANA MOSQUERA MEDIAÇÃO: LILIAN PINHO
MUSEU EUGÊNIO TEIXEIRA LEAL
10h30 – PAINEL: NARRATIVAS PRETAS PARA A MÍDIA ANTONIO JUNIÃO E FERNANDA RAMOS BRAZIL MEDIAÇÃO: ROSALVO NETO 12h – INTERVALO PARA ALMOÇO 14h – PAINEL: MERCADO DE TRABALHO E TECNOLOGIA PARA MULHERES KAREN SANTOS, LORENA BISPO E AMANDA VIEIRA MEDIAÇÃO:ANDRESSA TAIRINE 16h – PAINEL: MODA E TECNOLOGIAS SOCIAIS ISA SILVA E JORGE LUCA MEDIAÇÃO: CÁSSIO KAIAZZO
FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
10H às 18H ARENA GAME ESTÚDIO ÁFRICA STÚDIO TAAG ANIPÓLITAN
CASARÃO 17
SALÃO DE NEGÓCIOS 17h às 19h – MEETUP CORPORATIVO
LARGO TEREZA BATISTA
10H – BOAS-VINDAS 10H10 – PAINEL: OS DESAFIOS NA SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA E COMO A COMUNICAÇÃO EM ESCALA PODE SER ALAVANCA CHAVE DE POLÍTICAS DE PREVENÇÃO DRA. JAQUELINE GÓES , IGOR ROCHA, DEH BASTOS E ANGEL VASCONCELOS. 11H30 – PAINEL: COMO A TECNOLOGIA PODE AJUDAR NO EMPREENDEDORISMO? JOÃO BARCELOS, DU CARMO E DELIENE MOTA 15H30 – MOMENTO FALA: A FORÇA FEMININA E O PROTAGONISMO NO EMPREENDEDORISMO E NA GERAÇÃO DE RENDA DOS TERRITÓRIOS JUCI CARDOSO. MEDIAÇÃO: MÁRCIO LIMA 16H – PAINEL – O PRESENTE: “OS DESAFIOS DAS PESSOAS NEGRAS NAS CARREIRAS EM TECNOLOGIA ANA DIAS, EDMAR AMORIM, THIAGO GUEDES E CAMILA OLIVEIRA 17H – PAINEL: TREINAR SKILLS COMPLEMENTARES + AMPLIAR O REPERTÓRIO DE INOVAÇÃO = TRILHAS ESSENCIAIS PARA ALCANÇAR OS FUTUROS POSSÍVEIS ALEXANDRE RIBEIRO, MICHELLE OLIVEIRA, ANDREZA MAIA E MARIO GOMES 18H – SHOW A MULHERADA 20H – SHOW ILÊ AYÊ
LARGO QUINCAS BERRO D’ÁGUA
19H – APRESENTAÇÃO – UDI – LANÇAMENTO DE ÁLBUM 20h30 – APRESENTAÇÃO MUZENZA
O Novembro Negro de 2023 foi um com os menonres investimentos em projetos da comunidade negra dos últimos anos. O mundo pós – George Floyd que parecia uma nova era onde não se precisaria explicar o óbvio sobre comunidade negra e dinheiro, voltou ao velho normal.
Projetos tradicionais não aconteceram por falta de investimentos, como um evento no tradicional espaço Aparelha Luzia que fica em São Paulo, cidade mais rica do país.
Eventos da programação do Salvador Capital Afro, sofreram com a falta de apoio de marcas que têm produtos para pessoas negras e se dizem inclusivas.
Será que é um reflexo de um ano difícil? A resposta está quando olhamos para campanhas feitas nos meses das mulheres e comunidade LGBTQI+. Há algumas teorias sobre o que anda acontecendo entre comunidade negra e as marcas.
“Infelizmente, a ‘Primavera Preta’ passou, e as marcas estão segurando cada vez mais a verba para ações afrocentradas. Este ano, vários projetos foram para as ruas sem patrocínio, inclusive aqueles realizados fora do eixo Rio-São Paulo, enfrentando dificuldades ampliadas pelo racismo e xenofobia. No entanto, os discursos de diversidade de empresas e agências ainda são usados em revistas de publicidade e palcos”, alfineta Julio Beltrão, Diretor artístico na Music2/Mynd.
Julio Beltrão, Diretor artístico na Music2/Mynd – Foto: Reprodição
“O Novembro Negro não foi como esperávamos comercialmente. Acredito que fatores como distrações da atualidade podem ter contribuído para a diminuição de jobs para os nossos criadores negros. Essa observação para mim destaca a importância de uma reavaliação e revitalização por parte de marcas e instituições, envolvendo ativamente pessoas negras para garantir e defender a importância da data”, acredita Allex Hios, Executivo de contas pleno da Brunch.
Allex Hios, Executivo de contas pleno da Brunch – Foto: Reprodução Instagram
Ricardo Silvestre, CEO da Black Influence, agência com foco em creators negros, também dissertou sobre o tema em uma postagem nas redes sociais. “As tentativas são inúmeras, mas falta intencionalidade em de fato fazer parte da transformação da indústria”, disse o empresário que ainda lembrou que a comunidade negra brasileira movimenta anualmente quase 2 trilhões de reais.
Ricardo Silvestre CEO da Black Influence, – Foto: Instagram
Para Simone Bispo, publicitária e diretora de comunicação do coletivo “Publicitários Negros”, a crise econômica não explica esse apagão publicitário dentro do Novembro Negro. “Existe uma questão de crise econômica, porém o racismo faz com que nós, pessoas negras, tanto enquanto influenciadores, criadores de conteúdo e profissionais, sejamos os que mais eles preferem cortar. Faz só um postzinho e tá tudo certo. Quando existem demissões em massa, quem são as primeiras pessoas a serem cortadas? As pessoas negras. Então eu acredito que a ligação das duas coisas, mas ela deixa o racismo muito evidente”.
Simone Bispo, publicitária e diretora de comunicação do coletivo “Publicitários Negros” Foto: Arquivo pessoal
“Sim, as marcas realmente reduziram o Novembro Negro. Existe uma redução da pressão social sobre a questão racial a partir da eleição do novo governo. Com essa diminuição dessa pressão social, as marcas se sentiram menos pressionadas a continuar investindo e os antigos comportamentos voltaram a acontecer. Então, você tem um ano com projetos relevantes que não tiveram apoio ou tiveram apoio bem menor. Sim, tem a questão de crise, etc., mas mesmo assim, é visível que é uma escolha porque outros projetos ‘não-negros’, ainda tiveram grandes investimentos”, analisa Felippe Guerra , CEO da Brasis Mídia.
Felippe Guerra, CEO da Brasis Mídia – Foto: Reprodução Instagram
Será que as marcas estão tendo mais medo de se associar às pautas negras? Para Patrícia Carneiro, publicitária, planner e estrategista de marcas e pesquisadora de narrativas emergentes, esse seria um dos diagnósticos de um Novembro Negro tão ruim. “Eu acho que a minha visão é que o tema novembro negro está gerando medo, medo nos posicionamentos. Tem um sentimento das pessoas brancas no Brasil de que a causa negra está tomando uma proporção muito grande e que as pessoas podem se sentir muito empoderadas e que daí não vai ser legal”. E ela finaliza: “E vou te dizer o porquê do medo, porque a geração Z é diferente da nossa geração que demonstrava menos as insatisfações. Então hoje eu vejo que as marcas sentem que novembro negro é um tema polêmico, é um tema sensível, então para que eu vou investir para fazer ação de marca e ser cancelado ou ter o meu discurso e a prática confrontados na realidade. Então vou me retrair e não vou tocar nesse tema”.
Patrícia Carneiro, publicitária, planner e estrategista de marcas e pesquisadora de narrativas emergentes – Foto: Reprodução Instagram
Imagine se a comunidade que movimenta trilhões de reais por ano, fizesse a opção de comprar apenas de marcas quem investem em projetos negros? Quem sobreviveria no mercado?
Bárbara Carine, Manoel Soares e Angel Vasconcelos durante painel da "Vila Ifood Acredita" no Festival Afrofuturismo | Foto: Divulgação/Vale do Dendê
O “Festival Afrofuturismo”, realizado pelo Vale do Dendê, hub de inovação, chega ao seu quinto ano, com uma programação disposta a discutir várias esferas da economia criativa sob a perspectiva do futurismo e da diversidade. Nos dias 20 e 21 de novembro, em Salvador (BA), muitas mesas e vários encontros acontecerão no Centro Histórico da capital baiana, a partir do mote “De Volta para o Futuro”.
Na “Vila Ifood Acredita”, uma das empresas patrocinadoras do evento, um dos painéis da programação trouxe ilustres presenças baianas: o jornalista e apresentador Manoel Soares e a escritora e educadora Bárbara Carine. A dupla esteve ao lado de Angel Vasconcelos, diretora de equidade do Ifood.
A mesa “Inovação, tecnologia, educação e políticas de equidade a serviço da redução das desigualdades”, realizada no Largo Tereza Batista, no Pelourinho, colocou em cena a importância de uma formação consciente e o papel das tecnologias ancestrais para “hackear o sistema”. Dessa forma, é possível criar caminhos para que pessoas negras escalem espaços que são negados por uma sociedade que opera na “tradição” racista.
Para Manoel Soares, existe uma indústria que obtém ganhos com a ‘lágrima preta’. “Se você denuncia essa injustiça, você gera lucro para essa indústria”, comenta, a partir das suas experiências recentes. “Por isso, concordo com o rapper e compositor Edi Rock, sobre a ‘técnica avançada do colonizador, [de] colocar um contra ou outro para depois tocar o terror’. Hoje, não tem nada que me faça voltar para o ambiente de televisão”.
O jornalista e apresentador Manoel Soares ao lado de Angel Vasconcelos, diretora de equidade do Ifood | Foto: Divulgação/Vale do Dendê
Comparando as descobertas científicas sobre a teoria da relatividade de Einstein com a metafísica das religiões de matriz africana, ele afirma que a tecnologia é a magia de hoje. “Se a teoria da relatividade de Einstein também fala sobre a manipulação de elementos físicos para acessar outra dimensão, ela simplesmente tenta descrever as ‘macumbas’. Porque a gente manipula elementos físicos, na esquina, para alcançar outras dimensões. A tecnologia precisa ser afrocentralizada porque, se isso não acontecer, nós ficaremos fragilizados. O mundo, hoje, é digital. A digitalização é ancestral”, conclui.
PODER DA EDUCAÇÃO – Doutora pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e autora do livro “Como ser um educador antirracista: para familiares e professores” (2023), Bárbara Carine está à frente do perfil @uma_intelectual_diferentona, no Instagram, e contou sobre a experiência de cultivar a consciência racial no percurso educativo de crianças na Escola Afro-Brasileira Maria Felipa, em Salvador. “Trabalhamos com a pedagogia de positivação das existenciais, o reforço positivo, para potencializar nossas crianças. Assim, quando a dor chegar, elas poderão enfrentá-la de um lugar diferente ou, quem sabe, nem senti-la”.
A escritora e educadora Bárbara Carine (@uma_intelectual_diferentona) | Foto: Divulgação/Vale do Dendê
Ela acredita que é preciso causar o desconforto de narrativas tidas como “verdades”. “Nossos alunos vivenciam saberes e experiências para compreender que não há uma narrativa única. Historicamente, a gente não é treinado para acessar essas questões. Por isso, letramento racial é desvelar a realidade”.
Angel Vasconcelos, diretora de Equidade do Ifood, também compartilha da crença do impacto que o poder educativo é capaz de causar. “Através da educação, humanizamos líderes”. Ela lembrou de sua busca por inclusão ao longo de 25 anos de carreira no mundo corporativo da tecnologia. “Se, hoje, existem vagas afirmativas no ambiente empresarial, pessoas como eu precisaram correr riscos. Nada dava mais para ter privilégios sozinha”.
Ela compartilhou estratégias que desenvolveu para trazer mais diversidade para os contextos profissionais pelos quais transitou na liderança. “É preciso escalar iniciativas que funcionam, como o método da Escola Maria Felipa. Devemos estar conectados a uma ancestralidade que nos ilumina nessa digitalização. Assim, contribuir com a redução das desigualdades. Toda empresa que a gente pode iluminar para vir conosco já é uma conquista”, completa.
Para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra, neste 20 de novembro, o Mundo Negro selecionou 5 dicas de filmes brasileiros que contam a história de personalidades negras brasileiras que foram importantes para o Brasil, por meio da luta contra a escravidão, contra a ditadura militar ou pela relevante contribuição cultural para o país.
São histórias biográficas que remetem o público à reflexão sobre como o racismo e a escravidão ainda permeiam na sociedade, mas que inspiram a comunidade negra a sonhar.
Leia a lista completa abaixo:
1 – Doutor Gama
Dirigido pelo diretor Jeferson De, a cinebiografia de Luiz Gama (César Mello), um dos mais maiores abolicionistas do mundo, mostra como ele, um homem negro do século XIX, conseguiu advogar para libertar mais de 500 pessoas escravizadas. Disponível no Globoplay.
2 – Pixinguinha, Um Homem Carinhoso
Vida e obra de Alfredo da Rocha Vianna Junior, o Pixinguinha (Seu Jorge), contada desde suas primeiras apresentações na flauta até a composição de suas muitas obras-primas, como “Carinhoso”. Negro e neto de escravizados, ele foi um gênio à frente do seu tempo. Disponivel na Apple TV + e Telecine.
3 – Pureza
Pureza (Dira Paes) arruma um emprego em uma fazenda e acaba testemunhando o tratamento brutal de trabalhadores rurais escravizados. Agora, além de buscar pelo filho desaparecido, ela precisa escapar de lá e informar as autoridades sobre as atrocidades. Globoplay e Telecine.
4 – Mussum, um Filme do Cacildis
O documentário aborda a trajetória do músico e comediante Mussum, de vocalista do grupo Os Originais do Samba a integrante dos Trapalhões, e como ele mudou a forma de fazer humor na teledramaturgia brasileira. Disponível no Prime Video.
5 – Marighella
Comandando um grupo de jovens guerrilheiros, Carlos Marighella (Seu Jorge) tenta divulgar sua luta contra a ditadura para o povo brasileiro, mas a censura descredita a revolução. Seu principal opositor é Lúcio, policial que o rotula como inimigo público do país. Disponível no Globoplay e Prime Video.
O Ministério da Igualdade Racial anunciou o segundo Pacote Pela Igualdade Racial, com 13 ações que serão realizadas em parceria com com outros dez ministérios e órgãos federais, assinadas presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã desta segunda-feira (20) – Dia Nacional da Consciência Negra, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).
“É com muito orgulho e senso de responsabilidade, que celebramos este primeiro novembro negro em que o Brasil tem um Ministério da Igualdade Racial, como uma ferramenta para garantir a continuidade histórica das políticas públicas, para que sejam cada vez melhores e cheguem em quem mais precisa”, celebrou a ministra Anielle Franco, durante a cerimônia.
No documento, constam programas nacionais, titulações de territórios quilombolas, bolsas de intercâmbio, acordos de cooperação, grupos de trabalho interministeriais, e outras iniciativas que garantem ou ampliam o direito à vida, à inclusão, à memória, à terra e à reparação.
Foto: Rithyele Dantas/MIR
Entre os destaques das ações, o Governo Federal destinará R$ 8 milhões a serem investidos em formação especializada para quem trabalha no atendimento psicossocial de mães e familiares vítimas de violência, elaboração de protocolo para o fluxo de atendimento e definição de diretrizes para supervisionar a rede socioassistencial do Estado.
“Uma das maiores tristezas que se conhece é uma mãe e um pai ter que enterrar uma filha ou um filho. Eu vi isso acontecer na minha casa. O Brasil vê todos os dias nos jornais. E eu afirmo aqui o nosso compromisso para que o Estado cuide dessas famílias já tão machucadas”, destacou a ministra.
Além disso, o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o MIR e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) reafirma o compromisso com a construção de uma agenda de combate à fome, à insegurança alimentar e à pobreza, a partir da qualificação de serviços e equipamentos da assistência social, “agindo a partir do reconhecimento de qual é a cor das pessoas que mais passam fome no nosso país”, disse Anielle.
Foto: Rithyele Dantas/MIR
Para combater o racismo e atenuar seus impactos na infância de crianças negras, quilombolas e indígenas, o MIR também assinou hoje “um memorando para avançar nas estratégias e políticas para uma primeira infância antirracista, com ações em especial no campo da saúde e educação”, junto à Unicef, e aos ministérios da Saúde, do Desenvolvimento Social, da Educação e dos Direitos Humanos e Cidadania.
Confira o destaque de outras ações abaixo:
Caminhos Amefricanos: o programa de intercâmbios Sul-Sul que visa promover o diálogo, a pesquisa, a produção científica, a educação antirracista, as trocas culturais e a cooperação entre Brasil e países da África, América Latina e Caribe, receberá um investimento de R$22.5 milhões. A cada edição, 50 bolsistas do Brasil e 10 bolsistas do país parceiro serão beneficiados por intercâmbios de 15 dias. Os primeiros países a receberem o Caminhos Amefricanos serão Moçambique, Colômbia e Cabo Verde. O Edital de Seleção para a primeira edição, que conectará São Luís/MA e Maputo, será lançado na terça-feira (21). Todas as pessoas beneficiadas terão direito a auxílio de R$24.700 para custear deslocamento, diárias, seguro saúde, solicitação de visto e emissão de passaporte;
Programa Federal de Ações Afirmativas: com um investimento de R$ 9 milhões, o programa busca formular, promover, articular e monitorar políticas que garantam mais direitos e equiparação de oportunidades para mulheres e pessoas negras, quilombolas, indígenas ou com deficiência, levando em consideração suas especificidades e sua diversidade;
Investimentos em Dados e Cultura: R$ 4,4 milhões serão destinados através de um edital para incentivar a produção cultural, economia de axé e agroecologia, pela promoção do desenvolvimento sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e de Terreiros e Quilombolas, em parceria com a FioCruz;
Memória e Reparação: o Acordo de Cooperação Técnica entre MIR e BNDES para implementação de projetos culturais e ações em prol da preservação e valorização da herança africana, como também o fortalecimento das instituições culturais na região da Pequena África e do sítio arqueológico Cais do Valongo, no Rio de Janeiro (RJ);
Plano de Comunicação Antirracista na Administração Pública: O Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) irá propor estratégias de fortalecimento de mídias negras, de promoção da diversidade racial em publicidades e patrocínios do Estado, de diálogo com a sociedade e veículos de comunicação, de formação para porta-vozes, servidores e prestadores de serviço.