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Especialista em combinar doceria cearense com Pâtissière francesa: o confeiteiro Marcos Wandebaster faz sucesso com seus bolos personalizados

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Fotos: Reprodução/Instagram

Imagine a delícia de comer um bolos personalizados e doces que “nascem do encontro com a doçaria cearense com a Pâtissière francesa”? É assim que o chef confeiteiro Marcos Wandebaster, morador de Fortaleza, descreve as suas especialidades para o público para qual ele empreende da capital de Ceará e região metropolitana, em entrevista ao Mundo Negro e Guia Black Chefs.

Para preparar os bolos personalizados para aniversário e casamentos, cobertos com Buttercream e na Pâtissière francesa, Marcos destaca suas preferências individuais. “Busco ir pelo caminho da valorização dos insumos locais e dos pequenos produtores para desenvolver uma confeitaria brasileira/cearense”, destaca.

Cupcake Red Velve com Buttercream de Cream Cheese (Foto: Reprodução/Instagram)

“A minha cozinha vem, principalmente das minhas mais velhas. Minha tataravó ensinou à sua filha, que ensinou a sua filha… até chegar à mim. Quem me ensinou primeiramente a cozinhar e confeitar foi Tia Luciêne, que tem 82 anos”, diz o chef, orgulhoso da sua carreira construída a partir das mulheres da família.

Profissional especializado desde 2019, atualmente Marcos também está trabalhando na confeitaria do restaurante Mangue Azul, cursando gastronomia na universidade, além de ser um pesquisador da química, biologia e física dos bolos.

Bolo sabor manga e maracujá (Foto: Reprodução/Instagram)

“Através da minha pesquisa com cultura alimentar cearense e química da confeitaria, estou escrevendo um livro (e buscando patrocínio para tal’) com historiografias e conteúdos científicos voltados ao ofício de fazer bolos”, diz o chef.

Entre os mais pedidos pelos clientes de seu empreendimento, Marcos destaca o “Bolo Brigadeiroom (massa de chocolate feita com rapadura), Bolo Sweet Boom (massa com farinha de castanha de caju com recheio de doce de leite com flor de sal), Charllote (com massas de bolo e biscoitos franceses e frutas da estação) e Tarte au Citron”.

Para encomendas, acesse o instagram: @chefmarcoswandebaster

Reality show e a estrutura que forma sujeitos preconceituosos

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Foto: Reprodução/Globo

Texto: Tainara Ferreira

Todos os anos, quando as edições de reality se iniciam, várias temáticas retomam à cena, principalmente nas redes sociais. Desde 2021, temas como racismo têm fomentado diversos episódios e debates a respeito. O que devemos pontuar nestes moldais é que os realities são nada mais que, um recorte de como nossa sociedade está organizada. Os atravessamentos oriundos dele, são os mesmos que enfrentamos, quando possuímos a lente do letramento político, racial ou de gênero, no nosso dia a dia. 

Para identificá-lo é necessário colocar esta luneta. Existe, uma parcela da população que não é impactada por essas problemáticas, pois vivem numa situação de falso conforto oriunda do desconhecimento e consequentemente, não identificação do preconceito, do racismo, do machismo em suas relações. E muitas vezes em suas próprias atitudes.

O letramento racial é muito importante para fomento dessas discussões nos espaços públicos e de poder – hoje tendo como grande palco disso as redes sociais – quando outrora já se foi o rádio e a televisão. Este atravessamento também é importante para que cada individuo identifique em si mesmo, os signos e símbolos do racismo e supremacia branca, desde a invasão portuguesa no território brasileiro. Somos, fruto do meio, que capacita sujeitos com todos esses preconceitos independente do lugar de fala que a cor de pele lhe indica ter.

O racismo estrutural organiza o Brasil para que o letramento não chegue aos brasileiros e brasileiras. Os dispositivos legais ainda não acompanham essa descontinuação que mesmo contemplada em algumas legislações não há aplicabilidade necessária, colocando os crimes de racismo e afins, à beira da impunidade. 

E como combater este cenário de mais de 500 anos? Utilizando as ferramentas de poder. A comunicação, é uma grande ferramenta que conecta sujeitos que falam o mesmo código. Ou não. E a discordância é altamente necessária para formação do pensamento crítico. Quanto mais programas em rede nacional que movimentem essas pautas mais uma parcela da população irá buscar e propor debates do gênero. Mesmo que muitos ainda não estejam prontos para esta conversa. 

Trabalhar por uma sociedade menos desigual e discriminatória, é uma batalha recente. Onde, nem aqueles que falam deste tema estão totalmente preparados. Somos seres humanos providos de qualidades e defeitos, em uma jornada infinita de constante evolução. É aceitável errarmos neste processo necessário e diário. Mas o conhecimento atrelado ao discurso movimenta as estruturas. Mecanismos esses feitos para privilegiar a branquitude no Brasil. Essa última comunidade, muito bem organizada, se movimenta todos os dias para não perder seus privilégios. E nós, população negra, precisamos também nos sistematizar. 

No continente africano, essas discussões ocidentais não lhes atravessam. Lá, independente da cor de pele, todos são seres humanos. O que não acontece no Brasil. O seu fenótipo chega primeiro que você. E se você for um preto, com roupas simples numa rua deserta, é muito provável que alguém esconda o celular ao te ver. Isso se amplifica se você for uma mulher negra num espaço de poder predominantemente branco. Você terá que realizar uma prova todos os dias para validar a sua capacidade de ocupar aquele espaço. Ocupação de espaço essa que muitas mulheres pretas nem chegam a alcançar, pois ainda estão presas e afixadas nos territórios das comunidades periféricas. 

A tal da meritocracia. O racismo é estrutural. Nas oportunidades que não chegam para uma parcela da população que mesmo em século 21, não consegue acessar espaços, muito menos ter poderes. E é nesse circuito que os problemas sociais se maximizam, como a evasão escolar, a crescente de jovens na criminalidade e tráfico de drogas, bem como no uso precoce desses entorpecentes. 

Mas, isso não é de agora. A começar, pelo Direito à memória que ainda não temos. Estudos recentes já defendem que a história do Brasil precisa ser recontada. O que garante a Constituição Federal, de reconhecer que estamos amparados a este direito juridicamente, nos faz correr a passos largos atrás dessas memórias, nos ajudando contar mais sobre a escravidão, visto que ela durou mais tempo do que a própria abolição.

São mais de 300 anos para combater menos de 140 anos de uma falsa liberdade. Há pouco tempo os negros eram tratados como mercadoria, nessa diáspora que disseminou, matou, torturou, estuprou sua população. E a história segue sendo contada. 

As políticas de reparação precisam atingir como entendemos a formação do nosso próprio país. De nossa própria cultura dentro desse epistemicidio que ignora tudo que o povo negro produz. Porque estes, ao longo dos anos só foram retratados de duas formas: como pacíficos ou como raivosos. O Binarismo que impossibilita um ser humano, que nem considerado humano é, pois, muitos acreditávamos que os corpos pretos nem dor sentiam, poderiam produzir conhecimento, muito menos se fossem mulheres negras à contar por Esperança Garcia.

Visto que o patrono da abolição no Brasil é Luiz Gama. Os recortes estão desde a invasão. E num reality, é óbvio que isso será evidenciado. As pessoas esquecem que estão sendo filmadas e depois, só são elas mesmas. E é assim a nossa estrutura social.

É essa estrutura, ainda tão solidificada que pode ser combatida através desse levante de ideias. Através do conhecimento libertador das mentes negras que ainda não se reconhecem como tal. Que não possuem a tão famosa consciência negra fortemente discutida no mês de novembro. E será que não deveria ser em setembro? Resistir não é apenas o único caminho. Precisamos nos emponderar o quanto antes.

Rodriguinho dispara contra Davi após ser confrontado ao vivo no BBB24: “Só um cara comum da Bahia”

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Fotos: Divulgação/BBB

A nova formação do paredão no BBB 24, realizada na noite desta sexta-feira (12), tem agitado as redes sociais! O público deve votar em quem fica, disputado entre Davi, Juninho e Thalyta e a eliminação será neste domingo (14). 

Em menos de uma semana, o motorista de app discutiu com Maycon, a “tia da merenda”, antes de ele ser eliminado e agora tem conquistado ainda mais o público, depois de confrontar o líder Rodriguinho ao vivo, ao ser indicado pelo pagodeiro para a berlinda.

“Eu estou bem posicionado dentro da casa, até agora não apresentei nenhuma falha. Falo com todos, me dou muito bem com todos. Acho que o voto do Rodriguinho pra mim foi um voto de muita emoção e sem estratégia nenhuma, e isso faz dele um péssimo jogador”, disse em seu discurso pela permanência.

https://twitter.com/bbb/status/1745994753127096726

No entanto, Rodriguinho não gostou nada das falas de Davi e o criticou para os outros da casa, inclusive com falas problemáticas. “O Davi não tem nada: é só um cara comum da Bahia. O que ele tem a mais? Fala pra mim!”, disse para o Lucas Pizane, que logo o rebateu. “Também não tenho história nenhuma a contar, também sou só um cara da Bahia”. Mas o pagodeiro insiste no termo usado: “Já tinha você, pra quê outro, igual?”.

https://twitter.com/bbb/status/1746101073280909746

O ex-BBB Gil do Vigor foi um dos internautas que elogiou a postura do motorista. “Valorizem a coragem do Davi de falar NA CARA, passando do tom ou não mas pelo menos ele segura o rojão. Mas quem decide são vocês!”, escreveu no X (antigo Twitter).

“Desculpa, gente. Mas a pessoa que tem coragem de peitar o Rodriguinho em rede nacional merece meu respeito só pela coragem kkkkkkkk eu acho que nessa hora eu ia bambear um tiquinho”, disse a influenciadora Preta Demais.

“Luther King – O Musical” impacta nossas vidas como negros

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Crédito: Fellipe Santiago Fotografia

O espetáculo “Luther King – O Musical” é arrebatador, imperdível, emocionante e didático. A todos que se dedicam a entender a luta do movimento pelos direitos civis nos anos da década de 1960 nos Estados Unidos vai surpreender pela riqueza de informações.

Percebo que o musical foi inspirado no livro “Autobiografia de Martin Luther King”, organizado por Clayborne Carson e brilhantemente traduzido por Carlos Medeiros. A primeira parte é dedicada ao episódio de Rosa Parks.

Em 1º de dezembro de 1955, a sra. Rosa Parks recusou-se a deixar seu lugar quando o motorista de um ônibus lhe pediu que se levantasse e passasse para a parte traseira do coletivo. Ela estava sentada na primeira fileira de uma seção não reservada a negros. Todos os lugares atrás estavam ocupados, e se ela seguisse a ordem do motorista teria de ficar de pé para ceder o lugar a um passageiro de sexo masculino que tinha acabado de pegar o ônibus. De uma forma digna e tranquila, tão característica de sua radiosa personalidade, ela se recusou. Em resultado disso, foi presa. Era o tempo de leis segregacionistas e de um racismo amparado pela legislação.

Crédito: Fellipe Santiago Fotografia

O que impressiona na plateia que assistia ao espetáculo é a imediata identificação com os atores negros e a reação a todas as cenas, que foram seguidas de aplausos entusiasmados. É como se a realidade do Sul dos EUA retratasse a dura situação do racismo no Brasil.
É impossível entender o ato da sra. Parks até se perceber que um dia a xícara da paciência acaba entornando e a personalidade humana solta um grito: “Eu não aguento mais isso.” Sua recusa em passar para a parte traseira do ônibus foi uma afirmação para o mundo, intrépida e corajosa, de que ela atingira o seu limite. Quantas pessoas não se sentem como Rosa Parks diante do racismo sofrido diariamente?

Um aspecto que se destaca para a reflexão é o papel dos pastores, sobre o qual Martin Luther King afirma o seguinte: ”…tenho a convicção de que qualquer religião que professe uma preocupação com as almas dos homens, mas não esteja igualmente preocupada com as favelas a que eles estão condenados, com as condições econômicas que os estrangulam e com as condições sociais que os debilitam, é uma religião espiritualmente moribunda, que só falta ser enterrada.”

Luther King com a certeza foi um dos maiores líderes do século XX e uma de suas conclusões impactantes sobre sua luta em defesa dos direitos da comunidade negra é a bela afirmação “Passei a perceber que ninguém abandona seus privilégios sem uma forte resistência. Percebi também que o propósito subjacente da segregação era oprimir e explorar os segregados, e não apenas mantê-los separados. Mesmo pedindo por justiça dentro das leis segregacionistas, os “poderes constituídos” não estavam dispostos a nos atender. Justiça e igualdade, percebi, nunca viriam enquanto a segregação permanecesse, pois o propósito básico desta era perpetuar a injustiça e a desigualdade.”

Crédito: Fellipe Santiago Fotografia

Se você não viu o espetáculo, recomendo que assista e reveja muitas vezes o musical que está em cartaz de quinta a domingo, em vários horários, até o dia 13 de fevereiro, no Teatro Nissi, em São Paulo, na Avenida Brigadeiro Luís Antonio, 884, conhecida “Broadway Paulista”. (Clique aqui!)

Família de Sorte: nova comédia de Viviane Ferreira aborda a relação dos brasileiros com reality shows

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Foto: Stella Carvalho

Diretora de uma das comédias mais divertidas do ano passado, ‘Ó Pai, Ó 2’, a cineasta Viviane Ferreira acaba de finalizar as filmagens de seu novo longa, ‘Família de Sorte’, que combina humor, questões sociais e a relação dos brasileiros com reality shows ao estilo de Big Brother Brasil.

Foto: Stella Carvalho

Os protagonistas do filme são o casal Maicon (Robson Nunes, de ‘Tim Maia’, ‘Carandiru’) e Jennifer (Micheli Machado, de ‘Todas as Flores’, ‘Quanto mais Vida, Melhor’) que também são um casal na vida real e pela primeira vez contracenam juntos em um filme.

Foto: Stella Carvalho

Na história, Jennifer trabalha em uma clínica pediátrica, enquanto Maicon era segurança de um galpão até ser demitido, o que o faz querer se inscrever para um reality show ao estilo Big Brother Brasil. Sua mulher, no entanto, também é inscrita pelo irmão, Cleitinho, sem que ela saiba e acaba sendo selecionada, deixando Maicon a cargo da casa e das duas filhas, Riana e Bionce . Chega então uma nova fase na vida dessa família, que tem de lidar com a fama, e com novas dinâmicas domésticas quando Maicon precisa assumir os cuidados da casa e das filhas na ausência de sua esposa.

Foto: Stella Carvalho

O filme conta com um elenco majoritariamente negro e combina humor com reflexões sociais, assim como outros trabalhos de Viviane Ferreira que são voltados para um audiovisual identitário. A diretora contou em entrevista que só aceitou dirigir o projeto sob uma condição: rir com as pessoas negras e não rir das pessoas negras.

Foto: Stella Carvalho

A maneira estereotipada como as pessoas negras têm sido historicamente retratadas no nosso audiovisual faz com que todas as vezes que a gente pense em um elenco negro, a gente o coloque automaticamente agindo contra o racismo e não simplesmente vivendo. A gente merece viver, sonhar, se emocionar e pensar uma vida em plenitude”, disse em entrevista.

Foto: Stella Carvalho

Com roteiro da dramaturga e roteirista Maria Shu (das segundas temporadas das séries ‘Irmandade’ e ‘Bom Dia, Verônica’), o longa também traz no elenco Júlio Silvério, Letícia Soares, Ricardo Oshiro, entre outros.

O produtor Caio Gullane também apontou, em entrevista, a importância de colocar personagens negros na tela. “Nós precisamos criar um imaginário brasileiro, considerando que o país é majoritariamente afrodescendente, com histórias positivas de um cotidiano menos de exceção, não ligado à marginalidade”.

Família de Sorte chega aos cinemas no segundo semestre de 2024 com distribuição da Warner Bros. Discovery.

Ator Amaury Lorenzo sofre abordagem no aeroporto do Galeão e indica racismo: “deve ser meu cabelo, minha pele”

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Foto: Jeff Segenreich

Astro da novela ‘Terra e Paixão’, da TV Globo, o ator Amaury Lorenzo sofreu uma abordagem no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Sem maiores justificativas, o artista foi impedido de embarcar e precisou ser revistado. Ele relatou toda a situação através do Instagram, nesta tarde de sexta-feira (12).

[Estou] No aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e tive que ficar descalço, sem conseguir embarcar. Estou preso aqui, sem conseguir embarcar, com a desconfiança de que estou levando alguma coisa. Triste, né? Pois é. Deve ser o meu cabelo, a minha pele”, lamentou.

Lorenzo não deu mais detalhes sobre o caso, mas no vídeo, ele aparece sendo revistado, descalço e recebendo orientações de uma agente do aeroporto. “A gente conversa depois”, disse o ator após ser proibido de continuar gravando.

Em nota, o aeroporto RIOgaleão informou que repudia qualquer forma de discriminação e informou que outras pessoas também passaram pelo processo, que se deu de forma aleatória. “O RIOgaleão repudia qualquer forma de discriminação e reafirma seu compromisso com a igualdade e a diversidade. A inspeção aleatória do Aeroporto Internacional Tom Jobim é definida por acionamento automático realizado pelo equipamento de Raio-X, que leva em conta um percentual de passageiros que passam por cada aparelho. O mecanismo segue rigorosamente as normas estabelecidas na Resolução DAVSEC nº 02-2016 dos Procedimentos de Inspeção de Segurança regulamentados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), declarou a empresa, em nota.

“Durante a inspeção do Sr. Amaury Lorenzo, que foi conduzida com respeito e cordialidade pelos Agentes do aeroporto, outras pessoas também passaram pelo mesmo procedimento em outros equipamentos Após a inspeção, o ator embarcou normalmente”, finalizou o RIOgaleão.

Essa não é a primeira vez que o intérprete de Ramiro sofre com ataques. Em dezembro de 2023, após vencer o prêmio de ‘Artista Revelação’, Lorenzo declarou que estava sendo ameaçado. “Amigos e amigas, não precisa disso. Estou recebendo ameaças de morte. Ameaças de fãs de outra artista, bem triste. Que Deus possa iluminar vocês”, publicou ele, à época.

Quem cuida não tira férias: A economia do cuidado sobrecarrega principalmente as mulheres negras

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Foto: Arquivo Pessoal.

No fim de 2023, aproveitei o recesso de Natal e Ano Novo e as férias escolares para fazer minha sonhada mudança de estado, de São Paulo para a Bahia. Em situações como essa, fica evidente para mim, a importância de ter uma rede de apoio e estar trabalhando em uma empresa flexível que considera o contexto da economia do cuidado. 

O assunto parece novo para muitas empresas, principalmente, depois do maior destaque que recebeu ao ser escolhido como tema da última redação do Enem, mas é um problema antigo e bastante ligado à pauta antirracista. A desigualdade de raça e gênero na economia do cuidado é um fenômeno alarmante, evidenciado por números que revelam disparidades significativas. 

Globalmente, mulheres realizam aproximadamente 75% do trabalho de cuidado não remunerado, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT); e são mulheres negras cerca de 62% dos trabalhadores domésticos no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao destacar as dificuldades específicas enfrentadas por mulheres negras, a primeira delas é a invisibilidade. É fundamental lembrar que, para grande parte da sociedade, o trabalho de cuidado desempenhado por elas ainda é invisível. Essa falta de reconhecimento tem sido um fator determinante na perpetuação de ciclos de desigualdade que afetam diretamente a autonomia financeira e profissional dessas mulheres.

Mulheres negras também encontram mais obstáculos ao acesso a oportunidades educacionais e profissionais, impactando diretamente sua participação em setores mais valorizados economicamente. Isso amplifica a disparidade no acesso a empregos que reconheçam e remunerem adequadamente o trabalho relacionado ao cuidado.

Nesse contexto, é imprescindível refletir que essa conciliação de trabalho e férias escolares não é igualmente acessível. Mulheres negras enfrentam barreiras adicionais, resultantes de desigualdades históricas e estruturais. E está longe de ser uma questão isolada, a realidade cruel é sentida em todos os segmentos sociais, um exemplo prático: a mãe que não consegue tirar férias junto com o filho pequeno, muito provavelmente vai contar com uma mulher negra como rede de apoio paga. 

A falta de flexibilidade no ambiente de trabalho, somada às responsabilidades familiares, gera um fardo desproporcional a todas. A empatia empresarial se revela cada vez mais necessária para compreender as demandas específicas enfrentadas pelas mães durante as férias escolares e outras situações impostas pela maternidade. As empresas, ao adotarem políticas flexíveis, como horários de trabalho adaptáveis e opções de trabalho remoto, contribuem para a promoção do equilíbrio entre vida profissional e familiar.

Iniciativas empresariais que promovam equidade salarial, oportunidades educacionais igualitárias e reconhecimento do trabalho não remunerado são essenciais para criar uma sociedade justa e inclusiva. A conscientização dessas disparidades é o primeiro passo para a implementação de mudanças significativas em direção a uma economia do cuidado verdadeiramente equitativa.

Ao abordar a economia do cuidado sob a perspectiva de raça e gênero, é possível identificar muito além dos problemas, mas também oportunidades de promover uma sociedade mais justa e inclusiva. A conscientização e a ação coletiva são fundamentais para superar as desigualdades arraigadas e construir um futuro em que todas as pessoas, independentemente de raça e gênero, tenham suas contribuições reconhecidas e valorizadas.

Em síntese, a economia do cuidado demanda uma mudança de paradigma nas práticas empresariais. Ao considerar a jornada dupla das mulheres enquanto mães e profissionais, a empresa também dá um passo na construção de um sistema econômico mais inclusivo, equitativo e regenerativo para as pessoas e para o planeta.

Priscilla Arantes é gerente de comunicação do Sistema B Brasil, e articuladora do Coletivo Pretas B, um projeto que apoia mulheres negras na rede do Sistema B Brasil por meio de mapeamento, mentoria, consultoria e capacitação, e fundadora do Instituto Afroella.

Angola recebe 1º Encontro Internacional Black Sisters in Law, realizado por rede global de advogadas negras

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Foto: Rotina Mídia

Angola está recebendo o I Encontro Internacional Black Sisters in Law, promovido pela rede global de advogadas negras ‘Black Sisters in Law’, fundado pela advogada brasileira Dione Assis. O evento vai até o dia 14 de janeiro e reúne advogadas negras e personalidades renomadas com o objetivo de fortalecer laços, promover a diversidade e impactar o futuro da advocacia.

Com o apoio do Mover (Movimento pela Equidade Racial), o intercâmbio jurídico e cultural  recebe especialistas como a Dra. Ana Celeste, Secretária de Estado da Justiça e Direitos Humanos de Angola; e líderes jurídicos, como Dr. Sebastião Teixeira Vinte e Cinco, provável candidato à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, que compartilham com outros profissionais do Direito suas experiências e trajetórias.

    Dione Assis, fundadora da Black Sisters in Law, durante evento em Angola | Foto: Rotina Mídia

A escolha de Angola como sede do encontro não foi aleatória, mas sim estratégica. Dione Assis, fundadora da Black Sisters in Law contou os motivos pelos quais a organização escolheu o país africano para o primeiro encontro: “Angola faz todo o sentido, porque o Brasil desde o início é um grande parceiro de Angola, inclusive foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola e desde então vem tratando grandes parcerias com o país. Nós também temos muitas advogadas aqui em Angola que fazem parte da Black Sisters in Law e aí foi a nossa oportunidade de nos conectarmos com elas pessoalmente”.

Foto: Rotina Mídia

Com mais de 3 mil participantes em todo o Brasil e no exterior, incluindo países como a Angola, onde o evento acontece, a Black Sisters in Law também planeja estabelecer uma embaixada da organização em Angola: “Para o futuro nós temos alguns projetos, o primeiro deles é a constituição de uma embaixada da Black Sisters in Law aqui em Angola para reunir e fortalecer a advocacia das mulheres negras aqui e também iremos fazer um intercâmbio prático permitindo que as advogadas angolanas possam ir para o Brasil, estagiar nos nossos escritórios”.

Apenas 6% das advogadas brasileiras são negras

De acordo com dados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dos mais de 1,3 milhão de advogados brasileiros, apenas 6,02% são mulheres negras. Neste sentido, o encontro não se limita ao compartilhamento de experiências, mas também busca fortalecer a influência global das advogadas negras. 

“O Brasil, apesar de ter a maior proporção de advogados por habitante, ainda enfrenta disparidades e essa é uma das frentes de atuação do Mover: impulsionar carreiras negras para um mercado representativo, seja em negócios renomados ou em empreendimentos próprios”, comenta Natália Paiva, diretora-executiva do Movimento.

 

Namorado de Halle Bailey, rapper DDG conta porque o casal resolveu esconder a gravidez do público: “as pessoas são estranhas”

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Foto: Reuters

A cantora e atriz, Halle Bailey, e o rapper DDG, também conhecido pelo trabalho como youtuber, surpreenderam fãs e seguidores ao revelarem recentemente que são pais de Halo, nascido no final do ano passado. A notícia dominou manchetes depois de uma gravidez que vinha sendo mantida em segredo pelo casal. Segundo o rapper, os dois decidiram manter a gestação sob sigilo porque “as pessoas são estranhas”.

No inicio da semana, DDG publicou um vídeo no seu canal do Youtube para falar sobre esse novo momento de sua vida, e mostrou imagens dele interagindo com a barriga da cantora. Os boatos sobre a gravidez circularam ao longo de 2023, mas o casal optou por manter silêncio sobre o assunto: “Apenas estávamos esperando a hora certa para dar a notícia. Tem havido muita especulação”, disse ele ao lembrar como foram perseguidos pelos Paparazzi.

De acordo com informações publicadas pela revista Essence, para o astro do YouTube, a escolha de manter a notícia em segredo foi uma tarefa difícil, para ele. “Foi mais difícil para mim do que para ela, com certeza, porque ela não está nas redes sociais como eu. Mídia social é o que eu faço. É por isso que estou aqui hoje”, disse.

O YouTuber também comentou sobre a pressão e a invasão de privacidade que acompanham a fama. “Isso é uma das minhas maiores realizações, e eu não pude mostrar isso de verdade, mas foi por uma causa melhor porque as pessoas são estranhas”, acrescentou. “As pessoas estão muito envolvidas nos meus negócios, nos nossos negócios, neste momento. Então, definitivamente, isso tornou muito mais fácil trazê-lo ao mundo sem um monte de opiniões.”

Na madrugada do dia 7 de janeiro, a intérprete de ‘A Pequena Sereia’ compartilhou uma publicação com a foto das mãos do bebê, com uma pulsei escrito o nome do pequeno, Halo. Na legenda, ela escreveu: “Apesar de estamos com alguns dias do ano novo, a melhor coisa que 2023 fez por mim foi trazer ao mundo meu filho. Bem vindo, Halo. O mundo está desesperado para te conhecer”.

BBB 24: Após eliminação, Maycon é consolado pela esposa: “Eu sei que tu quis me respeitar em todos os momentos”

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Foto: Globo/Fábio Rocha

Primeiro eliminado do Big Brother Brasil 2024, o catarinense Maycon Cosmer conversou com a esposa Franciane de Souza durante o Bate-papo BBB, apresentado por Thais Fersoza e Ed Gama. Ao ver a companheira na tela, o cozinheiro chorou e foi consolado por Franciane, que tranquilizou o marido após ter gerado polêmicas nas redes sociais por ter falado sobre as roupas da modelo, Yasmin Brunet: “Fica tranquilo. Eu sei que tu quis me respeitar em todos os momentos”, disse ela.

Após receber apenas 8,46% dos votos para seguir na disputa, Maycon, de 35 anos, foi o primeiro eliminado da edição deste ano do Big Brother Brasil. Ele dividiu o paredão com Giovanna Lima (42,02%) e Yamin Brunet (49,34%), que receberam a maioria dos votos para permanecer na casa.

A saída do cozinheiro foi marcada por polêmicas que geraram uma repercussão negativa nas redes sociais. Uma delas foi uma piada capacitista feita por ele durante a primeira prova do líder, quando sugeriu apelidar a perna amputada do atleta Vinicius Rodrigues. Maycon também falou sobre as roupas de Yasmin Brunet.

Ao justificar suas falas sobre a modelo, ele disse: “Eu fiquei com medo de pegarem esse take e jogarem na internet e fazerem maldade com meu ponto de vista. De verdade, era essa a conversa. Eu tenho medo de chegar perto e ser mal interpretado. Foi isso o que aconteceu”, afirmou.

Foto: Reprodução/Globo

Quando Franciane de Souza, esposa do agora ex-BBB apareceu na tela, Maycon começou a chorar e foi consolado por ela. “Oi, meu marido, eu te conheço. Fica tranquilo. Eu sei que tu quis me respeitar em todos os momentos, mas você não sou usar as palavras corretas. Eu te amo, fica tranquilo. Eu tô com saudade de você”, disse.

Franciane defendeu o marido sobre suas falas relacionadas à Yasmin Brunet: “Essa questão com a Yasmin, eu falei aqui ainda “ela é tão gata”, mas poxa, você levou muito a sério e tu não soube usar as palavras, porque tu é uma pessoa que gosta de estar perto de todo mundo e as tuas melhores amizades são mulheres. Nosso convívio de amizade são mulheres. Fico triste porque as mulheres interpretaram de outra forma. Tu estava nervoso, tu estava ansioso, eu te conheço”, afirmou.

Ela também aconselhou o marido a escutar mais as pessoas: “Escuta um pouco mais. Deixa as pessoas falar. Tenta observar o que elas estão falando”.

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