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Cantora cabo-verdiana Mayra Andrade e brasileira Luedji Luna estão entre os destaques do Festival Salvador Jazz

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Foto Mayra Andrade: Lorena Dini Foto: Luedji Luna: Henrique Falci

No próximo final de semana, 18 e 19 de maio, Salvador recebe o Festival Salvador Jazz, no Largo da Mariquita, no Rio Vermelho. Gratuito, o evento contará com a atração internacional, a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade e com a apresentação de Luedji Luna, nascida na capital baiana.

Uma das maiores cantoras da sua geração, Luedji Luna se apresenta no primeiro dia de festividades. Ela venceu o Grammy Latino de  “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira”, com o disco ‘Bom mesmo é estar debaixo d’água’.

Mayra Andrade é um dos destaques do segundo dia. A cabo-verdiana possui uma trajetória musical multicultural. Combinando o crioulo cabo-verdiano, referências brasileiras e a sofisticação do jazz parisiense, a artista se destaca como uma das vozes mais relevantes da atualidade.

Além das vozes femininas de destaque, o Festival Salvador Jazz também terá shows do pianista Jonathan Ferr, eleito o Homem do Ano pela revista VAM MAGAZINE e aclamado como o artista que está revolucionando o Jazz no Brasil. Precursor do Urban Jazz no país, Ferr tem se destacado por entrelaçar fronteiras musicais, buscando popularizar o jazz e embalar sonhos nas periferias.

Também se apresentam a banda paulista Bixiga 70, o grupo Spok Quinteto, liderado pelo renomado maestro Spok, a orquestra de Cumbia, Sonora Amaralina, Ubiratan Marques, integrante da banda BaianaSystem e fundador da Orquestra Afrosinfônica e o percussionista Marcos Suzano, reconhecido internacionalmente por seu estilo inovador de tocar pandeiro.

O avanço do povo negro após abolição, mesmo sem reparação histórica

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Foto: Reprodução

Texto: Rachel Maia

O povo negro lutou por sua liberdade e, depois da abolição da escravatura, mesmo sem reparação histórica por quase 400 anos de escravização, seguiu adiante. Já é sabido que as desigualdades que atingem principalmente o povo negro correspondem à herança da escravidão e do racismo que impediu que os mesmos tivessem uma vida digna e justa. 

A realidade que vivemos traz reflexos de um ontem recente, um passado de descaso e falta de planejamento que afeta a sociedade como um todo. Em minhas palestras, dialogo com pessoas de diversos saberes, posicionamentos políticos e contextos sociais. O que, no entanto, todos têm em comum é a percepção de que poderíamos estar em outra posição em matéria de equidade de direitos e oportunidades.

Nessa data, 13 de maio de 2024, 136 anos da assinatura da Lei Áurea (que colocou em liberdade mais de 700 mil indivíduos escravizados – sem, no entanto, garantir a eles direitos, trabalho e moradia), desejo ressaltar que somos mais do que as nossas dores. De acordo com o Censo 2022, somos 203,1 milhões de brasileiros sendo 56% de pessoas negras. Ou seja: uma potência. Se, hoje, eu, mulher preta de uma família sem recursos financeiros, ocupo a cadeira número um e tenho relevância para sociedade, deve-se ao fato de que sou filha de um povo que luta por seu lugar de pertencimento, com a força e a sabedoria da ancestralidade. 

Quando há oportunidades (e batalhamos para que elas existam cada vez mais), são notórios os nossos avanços. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve um aumento de 400% de negros nas universidades entre 2010 e 2019, após a Lei de Cotas (Lei n° 12.711/2012), implementada há pouco mais de 10 anos. 

Nos últimos anos, empresas e a sociedade em geral se movimentaram para que pessoas negras ocupassem lugares de destaque. O trainee da Magazine Luiza com recorte de raça, por exemplo, fomentou o ingresso de profissionais negros em cargos de liderança, uma forma de promover igualdade de oportunidades e direitos. Tal programa correspondeu a um marco transformador no mercado, cujo impacto gera o que nomeio de um “chamamento” para novas práticas de inclusão racial.

Compreender, respeitar e celebrar o Brasil em toda a sua diversidade irá nos conduzir para posturas mais propositivas. A prática da equidade já movimentou positivamente a nossa sociedade e, por isso, agora podemos falar sobre representatividade em distintas áreas – do setor executivo ao político, do campo artístico ao médico, do âmbito financeiro ao educacional. Acredito que estamos reconstruindo o país em conjunto. Precisamos seguir lutando por nossos direitos unindo forças com aliados rumo a essa luta que é de todos nós. Que avancemos para um futuro mais equitativo. 

Que lei é essa, Isabel?

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Foto: Antonio Luiz Ferreira - Brasiliana Fotográfica/Wikimedia Commons / Guia do Estudante

Texto: Jarbas Vargas Nascimento / Professor Pesquisador – PUC-SP

Depois de mais de trezentos anos de escravização da população preta, publicou-se, no Rio de Janeiro, a Lei Imperial n. 3 353, de 13 de maio de 1888, mais conhecida como Lei Áurea, que determinou o seguinte: “Art. 1º. Fica declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Art. 2º. Revogam-se as disposições em contrário.” Uma Lei assinada pela Princesa Imperial Regente Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, cujo nome, no mínimo quantitativamente, é mais extenso do que os dois artigos da Lei, que encenam a extinção da escravização no Brasil.

O descompromisso dessa Lei não permite que ela seja um divisor de águas de um longo período de opressão e de objetivação humana na história do Brasil. Ao indiciar libertação, a Lei Imperial não dá valor algum ao escravizado e naturaliza a negação da identidade preta. Que Lei frágil, apressada e descuidada é essa, Isabel, que não transformou o escravizado em cidadão, que não assumiu o compromisso de indenizá-lo pelo tempo de cativeiro? Que projeto é esse que, pela produção ideológica, não propõe a regulamentação legal do trabalho livre, que não vislumbra uma reordenação social? Que Lei é essa, Isabel, que condena a população preta a continuar desintegrada, ocupando uma posição marginal eternamente na sociedade brasileira? 

Sua Lei, Isabel, apenas textualiza uma manobra, pois não tornou os pretos livres das mazelas e dos desígnios da elite branca; ao contrário, juridicamente falando, a sanção dessa Lei edificou uma base elitista branca, capitalista e burguesa sobre a qual se definiu, na sociedade brasileira, o racismo estrutural, o apagamento da identidade, a marginalização social e o historicídio dos sujeitos pretos como produtores de conhecimentos. Por conta da promulgação dessa Lei tão sucinta, abstrata e desviante de um ideal de liberdade, o dia 13 de maio não pode ser incluído no calendário oficial nacional como uma data festiva e de comemoração. 

Expomos aqui, criticamente, nossa decepção, para ressaltar o fato de que ratificar a extinção da escravização, conforme proposto na Lei Áurea, parece-nos ser um comportamento de confirmação histórica da hegemonia política da elite branca dominante, que deve ser obviamente questionada. As marcas e os mecanismos linguístico-discursivo-ideológicos materializados na Lei Áurea ainda que representem falsamente uma conquista, não apresentam valor moral consistente e nem tampouco articulam o ideal de os pretos reescreverem sua própria história. Como sujeitos escravizados, impossibilitados de qualquer manifestação, que alterasse o teor da Lei, para escrever nosso destino, deveríamos virar essa página de nossa história e continuar propondo pautas emancipatórias que garantam um futuro melhor para a população preta e para nosso país.

Autopromoção e marca pessoal: Sem limites éticos na tragédia do RS

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Reuters / Diego Varas.

Texto de Patrícia Carneiro

Desde o dia 03.05.2024, estamos vivendo, como gaúchos e gaúchas, o maior desastre ambiental da história no Rio Grande do Sul. No dia seguinte, 04.05.2024, o nível do Lago Guaíba atingiu 5,31 cm, inundando a capital e a região metropolitana e causando um impacto sem precedentes. Até o momento, os danos incluem: 88% dos municípios do estado atingidos, 339.928 desalojados e um total de 1.951.402 pessoas afetadas diretamente, enfrentando falta de luz, água potável e bloqueios totais e parciais de rodovias, segundo dados da Defesa Civil no dia 11.05.2024. Com o principal aeroporto inundado, estamos literalmente ilhados. Em Porto Alegre, onde moro, um evento semelhante ocorreu em 1941, 83 anos atrás, quando o Rio Guaíba (aqui chamado de Lago) atingiu 4,76 cm, levando 32 dias para baixar abaixo da cota de inundação. Sem nenhum plano de contenção ou gestão de crise ambiental, a partir deste dia, assistimos à espetacularização da tragédia, embalada sob o rótulo da comunicação em tempo real para a população gaúcha e para o mundo.

Como um desastre, agora, após uma semana, é possível olhar para trás e entender os incômodos que foram sendo gerados desde a “cobertura” pelo Governador, que a cada dia se supera, incluindo um agradecimento no Twitter às antenas de internet de Elon Musk, até os vídeos editados com fundo musical para ornar as distribuições de alimentos e os pedidos de PIX dos influenciadores. Nesta análise, eu deveria categorizar: políticos, influenciadores digitais nativos e aspirantes a celebridades que perceberam que a tragédia gera audiência pela comoção, que por sua vez gera engajamento, seguidores, números e repercussão. E, de repente, a internet foi inundada em um desastre online com a temática de desastre, tragédia, RS, enchente, como doar, onde doar e, neste caos informativo online, o ambiente tornou-se perfeito para as fake news, conteúdos de ódio, polarização política, intolerância religiosa e medição de bondade, ação e colaboração virtual.

Quem sou eu para fazer uma análise desta? Sou uma profissional de comunicação social com mais de 25 anos de atuação como estrategista de marca e conteúdo, com sólida formação em Branding, Relações Públicas e Publicidade. Portanto, conhecimento não me falta para escrever o que tenho ouvido em voz baixa: quanta autopromoção. Basta abrir as redes sociais, especialmente o Instagram, para ver a descida de ex-BBBs para voluntariar, de personalidades locais e influenciadores de todos os portes pelas timelines. Mas para fazer o julgamento, é preciso analisar as postagens, o tratamento dado à informação. Se você analisar, vai sobrar poucos fazendo o certo: foco informativo na situação, com fontes citadas e confiáveis e que se colocam em segundo plano, pois o foco sob o holofote deveria ser a mensagem, seguindo regras éticas de não gravar e veicular crianças, idosos, corpos mortos e assim por diante. Ou controlar seu nível de opinião, sabendo o poder que tem para impactar milhares de pessoas que agem em efeito manada. Influência responsável está escassa neste momento.

Mas mesmo que fosse uma constatação técnica empírica, só tive coragem de escrever este artigo após duas provas cabais do fenômeno: o primeiro é um monitoramento de listening mostrando o salto de audiência em perfis claramente com prática de autopromoção, e o segundo foi ver um briefing de influência que pedia a citação do Instituto com a citação da liderança junto. Se me faltavam provas, elas chegaram nas minhas mãos, confirmando o que minha amiga e jornalista Silvia Nascimento sempre diz. Na investigação da fonte, eu tinha o histórico comprovado de autopromoção e aí junta Lé com Cré… e está montado o nosso quadro do CSI.

Outro fato e prova cabal foi fazer uma análise de comentários onde as pessoas identificam a prática de autopromoção e ainda resumem: Mas ao menos está fazendo. Como é que é? Vamos continuar seguindo a lógica do “Rouba, mas faz”? Este tipo de lógica é danosa e leva a fenômenos onde personalidades atingiram status messiânicos como o guru que orquestrou o suicídio coletivo ou o líder nazista, e assim a história está cheia de exemplos de más influências.

Sempre digo que o limite da autopromoção é onde está o holofote e o tamanho da vaidade ferida em não se ver incluída em rankings de destaque e reconhecimentos. Tenho o hábito de fazer perguntas: quantas pessoas atendidas, onde, quando? Mostre-me… Porque, junto com a influência, vem a confiança. E estamos em plena crise de confiança quando todo mundo começa a pedir PIX, mas a água segue faltando. Se você é influenciador, liderança ou ativista, pense duas vezes antes de integrar o time dos sem noção e sem ética em uma tragédia como esta e como as que virão. E pare simplesmente de jogar o holofote em si… o holofote ilumina inclusive este desvio.

Academia Brasileira de Cinema lança vídeo com narração de Lázaro Ramos para arrecadar doações para o RS

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Foto: Divulgação.


Devido à tragédia ambiental no Rio Grande do Sul, a Academia Brasileira de Cinema criou um vídeo para ajudar os afetados. O vídeo, narrado pelo ator Lázaro Ramos e compartilhado nas redes sociais da Academia, incentiva doações e destaca organizações como CUFA, Correios e MTST que estão coletando donativos. Além disso, o vídeo mostra cenas de mais de 50 filmes gravados no estado, incluindo obras de diretores como Sérgio Silva e Jorge Furtado.

Nesse momento tão difícil para o Rio Grande do Sul, todos nós, da Academia Brasileira de Cinema, mandamos nosso apoio e nossa solidariedade. Que nossos irmãos, artistas, realizadores, produtores, exibidores e técnicos que fazem o cinema Brasileiro do Rio Grande do Sul, possam ter esperança mesmo em um momento tão trágico e em breve voltar a sonhar e a fazer o Brasil inteiro sonhar, sorrir e se emocionar com suas histórias“, destaca Lázaro.

Em nota, a Academia também se solidariza com os trabalhadores do audiovisual gaúcho e espera que o setor e o estado se recuperem e voltem a emocionar o país com suas histórias nos cinemas. 

Gabi de Pretas diz que está realizada com a maternidade solo: “Meus filhos são o projeto da minha vida”

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Foto: Catarina Ribeiro.

A apresentadora e youtuber Gabi de Pretas está na capa da revista Ela. Para o veículo, ela declarou que está realizada com a maternidade solo e compartilhou imagens de seus filhos Clara Lua, de 6 anos, e Mário, de 11. “[Ter filhos] foi uma escolha minha. Tenho vontade de ter um relacionamento sério, sim, mas a criação deles sempre será uma responsabilidade minha. Se eu queria tanto ser mãe, por que não adotar? Meus filhos são o projeto da minha vida e não tem nada mais importante do que eles”, destacou Gabi.

A influenciadora, que possui mais de 630 mil seguidores no Instagram, contou detalhes sobre o processo de adoção de seus filhos. “Sinto que realmente dei à luz quando os conheci. Fiquei muito feliz, mas também bateu um medo, insegurança se eu daria conta”, disse Gabi para a revista Ela.

“Soube ali que eram eles, na hora disse para uma amiga: ‘Acho que achei meus filhos’”, relembrou de Pretas. “Meu filho tem deficiência intelectual, e no meu cadastro original não havia essa especificação. Aceitei a condição, mas entendo que teria sido difícil se não fosse minha situação financeira, que me permite buscar suporte adequado, e minha família, que me apoiou muito”.

Gabi também contou que não planeja ter mais filhos. “É incrível acompanhar o desenvolvimento das crianças, vê-las crescendo. Mas não sou dessas mães que pede: ‘Tempo, passa devagar’, sou do tipo que suplica: ‘Tempo, passa no seu tempo’”, finalizou.

“Tenho muito medo de expor esse bebê à exaustão”, diz IZA em seu primeiro Dia das Mães

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Foto: Hick Duarte / Glamour Brasil.

Mamãe do ano, a cantora IZA estrela uma das capas de maio da revista Glamour Brasil. Grávida de 4 meses, a artista revelou ao veículo como pretende criar seu primogênito, fruto do relacionamento com o jogador Yuri Lima. “Estou em êxtase. Sempre tive o sonho de ser mãe. É uma coisa que faz parte da minha vida, não sei muito bem o porquê, mas me acho extremamente maternal com a minha equipe, minha família, meus amigos”, diz a dona do álbum ‘AFROFHIT’.

IZA revelou que, apesar de ser uma figura pública, não pretende expor seu bebê com frequência na internet. “Tenho muito medo de expor esse bebê à exaustão, porque as pessoas estão sem limites. Ainda não tenho definido se vou mostrar o rostinho, mas tenho a certeza de que não vou ficar postando ele o tempo inteiro”, relatou.

Nas redes sociais, celebrando o seu primeiro Dia das Mães, a cantora dedicou a música ‘Um amor puro’, de Djavan, para todas as mamães do Brasil. “Hoje é dia das mães e o meu primeiro curtindo essa data com meu mini talismã crescendo forte aqui dentro. Hoje eu dedico essa música pra todas as mães e filhos que tem a troca mais potente que existe no universo! Um amor puro“, escreveu IZA.

Maternidade e Carreira: Uma missão possível, mas desafiadora

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Foto: Reprodução/Freepik

Vamos ser honestos e aceitar que a vida pessoal e a profissional sempre estiveram entrelaçadas. Antes, o que existia era uma divisão de tempo e espaço, mas, na realidade, tudo sempre esteve interligado. Nossos filhos já faziam parte do nosso dia a dia no trabalho, e as obrigações profissionais frequentemente invadiam nossos lares.

Com a chegada da pandemia, as barreiras físicas que mantinham essas áreas separadas desapareceram, e a discussão sobre como conciliar carreira e vida familiar tornou-se inadiável. As mulheres não deveriam ter que escolher entre ser MÃES e ter uma CARREIRA, mas a realidade mostra que a maioria luta para manter o equilíbrio entre esses dois mundos. 

Um estudo do ano de 2023 da Revista Crescer revela que:

  • 69% das mulheres com filhos na primeira infância acreditam que seu crescimento profissional é mais lento em comparação com aquelas que não optaram pela maternidade.
  • 39% das mães na primeira infância relatam ter perdido oportunidades de trabalho devido à gravidez.
  • 44% das mulheres com filhos consideram a escolha da maternidade uma decisão pessoal e familiar, enquanto apenas 9% se sentem mais confortáveis para ter filhos no início da carreira.

 A noção de que a maternidade limita a carreira feminina é uma realidade dura, sustentada pelo fato de que muitas mulheres são demitidas até dois anos após retornarem da licença-maternidade.

Quando focamos nas mulheres negras e das periferias, percebemos que a pandemia as impactou de maneira distinta, exigindo uma abordagem diferenciada. No Brasil, segundo a última Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, em 2018, indicou que 63% dos lares chefiados por mulheres negras no Brasil se encontravam abaixo da linha da pobreza, vivendo com renda mensal de aproximadamente R$420,00.

Mulheres negras, muitas vezes com menor escolaridade, não puderam se beneficiar do trabalho remoto. Elas predominam nos setores de atendimento ao público que não são essenciais, como limpeza, alimentação, beleza, hotelaria e entretenimento.

Os efeitos dessas circunstâncias na saúde mental são evidentes: a sobrecarga de trabalho, a falta de redes de apoio e a pressão para atender a todas as expectativas levam a sentimentos de frustração, exaustão, irritabilidade e estresse elevado.

Segundo um estudo realizado em 2022, pelo Centro de Estudos da Cor da Pele (CECOP) e Instituto Avon, a maternidade intensifica as desigualdades já existentes no mercado de trabalho para mulheres negras, expondo-as a diversas formas de discriminação e racismo.

As mulheres negras mães enfrentam dificuldades para conciliar as demandas da maternidade com as exigências do trabalho, o que pode levar à sobrecarga de trabalho, esgotamento físico e emocional, e até mesmo ao abandono da carreira. A falta de apoio familiar e social, a ausência de políticas públicas adequadas e a discriminação no ambiente de trabalho contribuem para os desafios enfrentados pelas mulheres negras mães. O estudo destaca a importância de políticas públicas que promovam a igualdade racial e de gênero no mercado de trabalho, como a criação de creches públicas, a ampliação do período de licença-maternidade e a flexibilização da jornada de trabalho.

“Nós temos uma ligação forte”: Sandra Sá e o filho Jorge de Sá revelam cumplicidade na parceria dos negócios e na vida familiar 

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Foto: Reprodução/Instagram

Sandra Sá, 68, considerada a rainha do soul brasileiro, com grandes sucessos como “Olhos Coloridos” e “Retratos e Canções”, continuou fazendo shows enquanto estava grávida de Jorge de Sá. Após a gestação, o filho continuou a acompanhar muito o trabalho da mãe de perto, e hoje, aos 39 anos, o ator e empresário, que tem cuidado da carreira da mãe.  

Apesar das personalidades diferentes de cada um, eles afirmam que fazem um ótimo trabalho juntos. “A gente separa o lado familiar do trabalho de uma forma muito boa. A minha mãe sabe separar melhor. Não brigamos, não discutimos nem ficamos sem nos falar. Mas, quando tem qualquer entrave, minha mãe tem a habilidade de realmente ligar um botão profissional e debater tudo o que precisa”, disse Jorge de Sá em entrevista especial de Dia das Mães, ao Mundo Negro. 

Criado no meio artístico, conversas sobre questões raciais e de diversidade sempre fluíram naturalmente entre mãe e filho. E sendo uma mulher bissexual, Sandra Sá conta na entrevista que nunca precisou se assumir para o filho: “Sempre agi naturalmente sem aquele temor do pecado ou de qualquer outra coisa. Na verdade, acredito que ele foi percebendo e quando chegamos a falar sobre isso, é como se sempre soubéssemos. Nós temos uma ligação forte, a gente se sente e sabe muito um do outro”. 

Foto: Reprodução/Instagram

Leia a entrevista completa abaixo:

Em 2015, você assumiu publicamente que é bissexual. Como foi a experiência de contar isso ao seu filho?

Sandra Sá: Na minha ideia, não aconteceu essa separação de que assumi publicamente ou não, porque sempre fui uma pessoa que agi naturalmente, do meu jeito. Eu sempre vivi sem a preocupação de não posso ou não vou assumir. Acho que não teve essa conversa de ‘vem cá, meu filho. Eu quero conversar com você’. Sempre agi naturalmente sem aquele temor do pecado ou de qualquer outra coisa. Na verdade, acredito que ele foi percebendo e quando chegamos a falar sobre isso, é como se sempre soubéssemos. Nós temos uma ligação forte, a gente se sente e sabe muito um do outro. 

Quando Jorge era pequeno, você se preocupava em como abordaria a questão racial e da diversidade? Como isso atravessa a relação de vocês enquanto família?

Sandra Sá: Sempre foi tudo muito natural, sem precisar sentar para falar sobre isso ou aquilo ou apontar coisas. Eu sempre fui muito do exemplo, de agir naturalmente, de ser uma pessoa verdadeira e estar sempre antenada no que estão fazendo no mundo e na vida e como estão agindo com você.

Jorge, quando você era pequeno e via a sua mãe trabalhando tanto, já imaginava que gostaria de trabalhar com ela ou como ela? Como Sandra te inspirou na vida pessoal e profissional?

Jorge de Sá: Não imaginava que a gente trabalharia junto, mas ela sempre foi uma grande inspiração de força e de devoção ao relacionamento mãe e filho. Agradeço por tudo que fez por mim. Eu falava: ‘Quero ser assim. Quero ser um pai assim. Quero fazer isso’. Sempre observava a minha mãe trabalhar e ela sempre fazia acontecer. Para mim, sempre ficou muito claro que, se eu buscasse, aconteceria.

Foto: Reprodução/Instagram

Você já disse em outras entrevistas sobre a dificuldade financeira para realizar o sonho de jogar basquete no exterior aos 12 anos, e como isso também lhe inspirou a fundar o DCEI depois de alguns anos. Como foi contar com o apoio da sua mãe nesses dois momentos da sua vida? 

Jorge de Sá: Eu percebi que uma das coisas que foi fundamental para mim, mesmo na época sem o dinheiro em si, foi o apoio, a parceria e o amor da minha mãe. Ela me deu suporte, prestou atenção e foi muito cuidadosa comigo em todos os momentos. Ela ficou sabendo no final do projeto, mas acreditou demais depois que soube. Na época, eu fiz um e-mail por ela, já que ela não sabia inglês. Ela falou: ‘Vai, filho, eu confio em você e sei da sua índole. Então, vai em frente’. Foi fantástico. Hoje, já conseguimos mais de mil propostas de bolsas de estudos para jovens estudantes atletas e fechamos grandes contratos e parcerias com famílias com e sem condição financeira. Ou seja, depois de já ter ajudado famílias diversas, de níveis variados, mostrando que é possível jogar e estudar no exterior sem pagar uma agência de intercâmbio. 

Com Jorge sendo o responsável por cuidar da carreira de Sandra, como vocês diriam que é a rotina de trabalharem juntos? Vocês separam o lado familiar do trabalho? 

Jorge de Sá: A gente separa o lado familiar do trabalho de uma forma muito boa. A minha mãe sabe separar melhor. Não brigamos, não discutimos nem ficamos sem nos falar. Mas, quando tem qualquer entrave, minha mãe tem a habilidade de realmente ligar um botão profissional e debater tudo o que precisa. Depois, ela desliga esse botão e liga o botão pessoal, onde é só carinho, amor e não importa se discutimos para chegar em algum consenso profissional. Ela está sempre muito aberta. Minha mãe faz isso com excelência. Eu já misturo um pouco. Se tenho dificuldade em fechar alguma coisa com a minha mãe, e ela fala: ‘Vamos jantar’, eu já fico: ‘Ah, mãe, vou ver’. Mas ela é tão boa nisso, tão generosa, que sempre me convence.

Quais são os projetos que vocês estão trabalhando juntos atualmente? Tem algo que algo já poderiam adiantar para o Mundo Negro?

Sandra Sá: Estamos trabalhando um projeto muito expressivo e podemos falar alguns pontos por enquanto. O primeiro deles é que todo preto que nos conhece já pediu um projeto assim. É algo de muita representatividade, de uma origem muito forte.

“Sua vida recomeça quando você se torna mãe, tudo muda”, diz Rihanna sobre a maternidade

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Foto: Diggzy

A maternidade mudou completamente a percepção de Rihanna sobre o mundo. A artista relata que passou a admirar outros aspectos da vida e que se tornou uma ‘eterna aprendiz’ dos filhos. “Ter um filho abre honestamente um outro lado da vida onde você está agora na matriz com as pessoas que já tiveram filhos”, disse ela para a Vogue Britânica. “Você passa a ter um respeito diferente pelas mães e pelos pais. Sua vida recomeça quando você se torna mãe”.

Foto: Reprodução.

A cantora e CEO da Fenty Beauty acrescentou que ‘tudo muda quando você tem um bebê’. “Oh meu Deus, é lendário”, ela continuou. “É tudo. Você realmente não se lembra da vida antes, isso é a coisa mais louca de todas. Você literalmente tenta se lembrar disso – e há fotos da minha vida antes – mas o sentimento, os desejos, as coisas que você gosta, tudo, você simplesmente não se identifica com isso porque nem se permite mentalmente chegar tão longe porque… Porque não importa.”

https://www.youtube.com/watch?v=ooi0yHspNdQ

Quando seu filho nasceu, em maio de 2022, Rihanna disse que foi uma experiência linda e única. A cantora também já admitiu que deseja ter outro filho, mas sem pressão. “Não posso acreditar”, disse ela. “Essencialmente, de uma pessoa eu me tornei duas. Você entra no hospital como um casal e sai como uma família de três. É uma loucura. E, oh, meu Deus, aqueles primeiros dias são uma loucura. Você não dorme. De jeito nenhum. Nem mesmo se você quisesse.”

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