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Outubro Rosa: Mulheres negras têm 57% mais chances de morrer de câncer de mama no Brasil

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Foto: National Cancer Institute/Unsplash

Um dado alarmante divulgado no ano passado voltou a a ser repercutido neste Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização e ao combate ao câncer de mama e do colo do útero. Um estudo do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelou que mulheres negras têm 57% mais chances de morrer de câncer de mama do que mulheres brancas no Brasil.

A pesquisa, intitulada ‘Mantus — Mulheres Negras e Câncer de Mama Triplo Negativo: Desafios e Soluções para o Sistema Único de Saúde (SUS)’, iniciada em 2022, analisou quase mil pacientes atendidas pelo INCA e confirmou a relação entre a cor da pele e os casos do tipo mais agressivo da doença, o câncer de mama triplo negativo (TNBC) — mais comum entre mulheres pretas. O estudo traçou o perfil completo das mulheres mais afetadas pela doença no país, considerando aspectos sociais, comportamentais, ambientais e biológicos.

Os dados mostram que os problemas de maior incidência de morte de mulheres negras por câncer começam na falta de rastreamento da doença. “No Brasil, destaca-se a menor proporção de exames nas mulheres autodeclaradas como pardas (54,4%), seguidas das autodeclaradas pretas (56,5%). Observa-se que, com exceção da Região Sudeste, a cobertura da mamografia em menos de dois anos, em mulheres pardas de 50 a 69 anos, foi menor em todas as Regiões do Brasil”.

A proporção de mulheres da população-alvo, que têm entre 50 a 69 anos, que nunca fizeram mamografia é mais expressiva nas Regiões Norte (42,1%) e Nordeste (33,7%). O estado do Amapá é a região com maior número de mulheres que nunca fizeram mamografia (53,2).

O estudo levanta algumas hipóteses que ajudam a entender o alto índice de mortalidade de mulheres negras por câncer de mama, entre eles, fatores modificáveis como hábitos e exposições a produtos e serviços que possuem propriedades prejudiciais para a saúde, como o consumo de alimentos ultraprocessados, dificuldade de acesso a diagnóstico e tratamento, diagnóstico com doença avançada, dificuldade de completar o tratamento e tratamentos pouco eficazes.

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, foram estimados 73.610 casos novos de câncer de mama em 2024. A estimativa de risco é de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. Apenas cerca de 1% dos casos ocorre em homens.

Olhos cansados? Dra. Liana Tito Francisco dá dicas essenciais de saúde ocular na era das telas para um olhar bonito e saudável

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Foto: arquivo pessoal

O brilho constante das telas de celulares, computadores e televisões tornou-se uma característica inescapável da vida moderna, mas nossos olhos estão pagando o preço. A sensação de vista cansada, o ressecamento e até dores de cabeça são queixas cada vez mais comuns nos consultórios oftalmológicos. Para entender como combater esses sintomas e proteger nossa visão a longo prazo, conversamos com a Dra. Liana Tito Francisco, oftalmologista e Mestre em Neurociências e Comportamento pela USP, que compartilhou orientações valiosas.

Para quem busca alívio imediato, a Dra. Liana destaca medidas práticas que podem ser facilmente incorporadas à rotina. A primeira, e talvez a mais simples, é a hidratação. “Beber bastante água”, explica a médica, “ajuda a lubrificar os olhos, diminuindo o desconforto”. Além disso, ela recomenda a famosa “regra do 20-20-20”, uma técnica simples para aliviar a tensão ocular. “A cada 20 minutos, a pessoa deve pausar durante 20 segundos e olhar a 20 pés, ou seja, olhar para o horizonte. Essas medidas ajudam a diminuir o desconforto do tempo prolongado de telas”, detalha.

No entanto, para garantir uma saúde ocular duradoura, é preciso ir além do alívio momentâneo. A prevenção é a chave, e isso envolve uma mudança de hábitos. Uma das principais recomendações da Dra. Liana é criar uma barreira entre a tecnologia e o descanso. “Uma hora antes de dormir, nada de tela”, adverte. Ela também incentiva a busca por um equilíbrio mais saudável entre o mundo digital e o real. “Manter-se mais tempo ao ar livre, praticar atividade ao ar livre e entretenimento ao ar livre ajuda a desconectar, melhora a saúde ocular e reduz sintomas como dor de cabeça que aparecem no final do dia”, afirma.

Embora o cansaço visual seja comum, é fundamental saber quando ele pode indicar um problema mais grave. A Dra. Liana alerta para sinais que não devem ser ignorados, como “dor de cabeça intensa, turbação visual, dificuldade para enxergar” ou perceber que está “pulando a linha ou trocando letras” durante a leitura. Esses sintomas, segundo ela, indicam a necessidade de uma avaliação oftalmológica imediata.

A especialista é enfática ao afirmar que a prevenção é o melhor caminho. “Todos os pacientes, adultos e crianças, devem passar por uma consulta oftalmológica pelo menos uma vez ao ano, independente do tempo de tela”. Para aqueles que apresentam sintomas, o diagnóstico correto pode levar a tratamentos como “o uso de óculos, colírios lubrificantes e exercícios ortópticos”, que são prescritos caso a caso para restaurar o conforto e a saúde da visão.

Powerlist Mundo Negro 2025 realiza a quarta edição da premiação que celebra mulheres negras inspiradoras 

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Homenageadas na Powerlist (Foto: Divulgação)

A realização da Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias 2025, nesta sexta-feira, 17 de outubro, foi marcada por muita emoção e reconhecimento. A premiação, que chegou à sua quarta edição, reuniu homenageadas como Cida Bento e Majur, além de outras personalidades que protagonizam transformações em diversas áreas da sociedade brasileira, em um evento realizado na Casa Manioca, em São Paulo, patrocinado pelo Grupo L’Oréal e pela Natura.

Silvia Nascimento, fundadora e Head de Conteúdo do Mundo Negro, apresentou o evento e destacou as dez mulheres que se tornaram referências em seus campos de atuação — da tecnologia às artes, da gastronomia à liderança corporativa.

“Eu vi a Powerlist mudando a vida de muitas pessoas, então todo ano eu me sinto tocada por esse evento, é um trabalho realmente de uma comunidade. Eu acho que é importante a gente ocupar esses espaços, acessar o espaço que a gente quiser e como estamos entre a gente fica até melhor. A gente só se acha possível, quando a gente vê outras pessoas”, celebrou a jornalista no início do evento. 

Dez trajetórias que inspiram o Brasil

O público acompanhou a cerimônia de entrega dos prêmios, conduzida por Silvia e pelo trio de apresentadoras, a advogada Fayda Belo, a Coordenadora de RH da L’Oréal Produtos Profissionais, Amyla, e fundadora do AfriHub, Sauanne Bispo. As homenageadas foram chamadas ao palco e compartilharam falas potentes sobre liderança, ancestralidade e transformação.

“Eu tenho maior respeito pelo Mundo Negro. Eles têm muito medo daquilo que nós somos e podemos ser. Tem mais de cem anos que a gente está dando outra cara para esse país. É outro cabelo, é outro conceito de estética, outro jeito de falar de tecnologia. Então, a gente tem que saber que a gente apavora quem quer manter as coisas do jeito que está. E como várias disseram, ‘não tem volta’”, afirmou Cida Bento, escritora do livro ‘O Pacto da Branquitude’ e fundadora do CEERT, ao receber o prêmio na categoria Trajetória Transformadora. 

Majur também compareceu à cerimônia para receber o seu prêmio e chamou Najara Black ao seu lado, outra vencedora da Powerlist, para contar ao público a importância da empreendedora no início da sua carreira artística. “Uma surpresa imensa, eu não sabia que ela estaria aqui. Eu cantava nos bares e eu ganhava uma pizza para poder cantar. E esta mulher que vocês estão vendo aqui, que construiu a carreira há 20 anos, ela abriu a loja no shopping principal de Salvador uma vez, e me viu. Muito obrigada pro resto da minha vida, foi um dos primeiros lugares que eu cantei fora dos bares, foi dentro de um lançamento da loja. De lá, comecei a encontrar outras pessoas e cada uma delas me levava a um outro lugar, a um novo nível. Muito obrigada”.

As premiadas deste ano pelo júri técnico são: Majur, na categoria Cultura, Artes e Entretenimento, celebrada por sua força artística e representatividade; Aline Lima, Head de Diversidade, Equidade e Inclusão da Natura para a América Latina, em Liderança Corporativa; Lívia Rodrigues, pesquisadora e cientista, em Educação e Ciência; Amanda Graciano, referência em inovação e tecnologia, em Tecnologia e Inovação; Vetusa Santos Pereira, por sua atuação social e comunitária, em Diversidade e Impacto Social; e Cida Bento, reconhecida por sua Trajetória Transformadora, referência nacional na luta por equidade racial e de gênero.

Nas categorias de voto popular, as vencedoras são: Najara Black, na categoria Moda e Beleza, pelo trabalho que valoriza a estética negra; Cricielle Muniz, em Criadora Digital, destacando-se pela construção de narrativas autênticas nas redes; Sônia Oliveira Santos, em Destaque em Gastronomia, celebrada por sua atuação que une ancestralidade e inovação culinária; e Jamile Lima, premiada como Empreendedora que Inspira, exemplo de liderança e impacto econômico no afroempreendedorismo.

Um encontro de celebração e conexão

A programação teve início com o talk “Mulheres Negras e Luxo”, mediado por Márcia Silveira, Head de Diversidade e Inclusão para Advocacy e Influence na L’Oréal Brasil, com participação de Nina Silva, CEO do Movimento Black Money e a influenciadora Natalia Lessa. O debate abordou como o conceito de luxo pode ir além do consumo, sendo também sobre pertencimento, cuidado e respeito.

Durante a conversa, as convidadas destacaram a importância de redefinir o olhar sobre o luxo a partir da experiência de pessoas negras, valorizando o atendimento, a narrativa e o pertencimento. Márcia relembrou que recentemente, a L’Oréal Brasil lançou a pesquisa ‘Racismo no Varejo de Beleza de Luxo’, que revela que 91% dos consumidores negros das classes A/B já enfrentaram algum tipo de situação racista em estabelecimentos de luxo.

“Essa pesquisa gerou um treinamento muito específico para que não só as mulheres que trabalham na L’Oréal e atendem luxo pudessem estar preparadas para nos receber, mas também pessoas de outras empresas. Estamos desdobrando isso para além de uma pesquisa, para ação. E uma das ações mais incríveis que foi anunciado esse ano foi um Código de Defesa do Consumidor Negro. Estamos ensinando de fato essas pessoas a receberem da gente exatamente um depara do código de consumidor que existe, mas com um viés fortíssimo para entender como tratar pessoas negras dentro desses ambientes de luxo”, afirmou. 

Durante o evento, as atrizes Jessica Marques e Edvana Carvalho, da novela ‘Vale Tudo’, que encerra nesta sexta-feira (17), gravaram uma mensagem especial às homenageadas. No vídeo exibido durante a cerimônia, Jessica afirmou que a trajetória de sua personagem, Daniela, “representa a força e a paixão pela justiça”, e que, assim como ela, parabenizou as premiadas por abrirem caminhos e inspirar outras mulheres negras. Já Edvana ressaltou a relevância de interpretar personagens pretas em papéis diversos, longe de estereótipos, e declarou sentir-se representada pelas premiadas da Powerlist.

Viver a pauta é transformar o cotidiano

No segundo talk do dia com o tema “Fazer a pauta, viver a pauta”,  trouxe reflexões sobre o papel das lideranças negras dentro das organizações. Mediado por Silvia Nascimento, o diálogo contou com Aline Lima e Marcele Gianmarino, Gerente de Igualdade, Diversidade e Inclusão da Sephora, que abordaram os desafios de sustentar a pauta de diversidade sem sobrecarga e a importância de criar estruturas corporativas verdadeiramente inclusivas.

Aline relembrou de como não gostava de ser negra na infância e acompanhou outras crianças em Salvador que também estavam passando por isso. Além de ouvir como as mulheres negras improvisavam para hidratar a pele. “Quando houve o lançamento de uma linha óleo em creme, eu gosto muito de dizer que pra mim essa é a potência de uma inteligência coletiva. Não foi a Natura que criou, foram essas pessoas que já faziam. A Natura apenas se adequou. E eu falo que foi uma grande co-construção. Hoje poder trabalhar numa empresa de beleza, influenciar, que o negócio seja um negócio mais diverso, é fazer as pazes com a minha criança interior e com várias outras que não vão precisar passar.”

Encerrando o evento, Silvia Nascimento agradeceu às premiadas, parceiras e patrocinadores, Natura e Grupo L’Oréal, reforçando o compromisso de continuidade da premiação.

O público ainda participou de um momento de networking, fotos e confraternização, celebrando não apenas as dez premiadas, mas também a força coletiva das mulheres negras que seguem mudando histórias todos os dias.

Sobre a Powerlist Mundo Negro

Criada em 2022, a Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias reconhece e celebra o protagonismo de mulheres negras em diferentes áreas, com base em critérios de impacto, consistência, relevância social e contribuição à representatividade. Neste ano, a seleção pela primeira vez, foi feita a partir de votação popular e júri técnico composto por mulheres negras de referência em suas áreas.

Em quatro anos, a premiação se consolidou como um dos principais reconhecimentos dedicados à excelência negra no Brasil, reunindo público, marcas e lideranças comprometidas com a equidade racial e de gênero.

Kaldi: o bar de sucesso que agita a Islândia e foi fundado por um baiano

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Foto: Lilja Jons/Arquivo pessoal George Leite

O que começou como um intercâmbio se transformou em uma trajetória de sucesso no norte da Europa. George Leite, de Feira de Santana, é o fundador do Kaldi, um dos bares mais conhecidos de Reykjavik, capital da Islândia. O espaço é famoso pela produção própria de cerveja e gin, e por contar com um cardápio composto por mais de 200 opções de bebidas de diferentes países. O sucesso do Kaldi tornou o brasileiro uma referência no empreendedorismo local.

A Islândia encantou George em 1998, quando ele chegou ao país como estudante e nadador de 19 anos. O que seria uma breve experiência acabou se tornando um novo lar. A virada aconteceu por meio do polo aquático, esporte que o levou a conquistar uma bolsa de estudos na Universidade de Reykjavik, onde se formou em Administração.

Foto: Divulgação/Kaldi

Os primeiros anos foram desafiadores com o clima extremo, as longas noites de inverno e a paisagem sem árvores exigiram adaptação. Mas George rapidamente aprendeu o islandês enquanto trabalhava em um bar de alto padrão. A experiência o inspirou a abrir o próprio negócio.

Em 2013, nasceu o Kaldi Bar, nome inspirado na expressão local “fáum okkur í eina kaldi” (“vamos tomar uma gelada”). O foco sempre foi o público islandês, o que, segundo George, se tornou um diferencial. “Apesar de receber uma grande quantidade de turistas, meu foco são as pessoas daqui e de alguma forma isso se tornou o nosso diferencial”, explicou em entrevista ao g1 em 2023.

Foto: Hallur Karlson/Arquivo pessoal George Leite

O sucesso do Kaldi consolidou o baiano como um dos primeiros homens negros a empreender na Islândia. Hoje, ele também comanda uma fábrica de soda, uma distribuidora de bebidas e um escritório de audiovisual, além de oferecer consultorias para bares e restaurantes.

“Se eu falasse que nunca rolou um olhar torto, eu estaria mentindo. Sou um homem preto, estrangeiro, que abriu um negócio em um país 99% branco. Mas desde que cheguei na Islândia, fui muito bem recebido. O fato de ser negro despertou na população uma curiosidade positiva: um negro que se destacou em um esporte de brancos, que concluiu a faculdade. Aprendi a usar o fato de ser fisicamente diferente das pessoas locais ao meu favor. Então, minha estratégia sempre foi entregar simpatia e sorrisos”, afirmou na época.

Mais de duas décadas após deixar a Bahia, George Leite se tornou uma referência de sucesso fora do Brasil. Como resultado, o Kaldi ainda foi eleito “Bar com a Melhor Atmosfera de 2023” e vencedor do prêmio de “Melhor Coquetel do Ano de 2024” pelo Reykjavik Cocktail Week (RCW).

Taís Araujo faz pausa na TV em 2026 após se decepcionar com os rumos de Raquel em ‘Vale Tudo’

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Foto: TV Globo

Taís Araujo decidiu dar uma pausa na televisão em 2026, após viver Raquel no remake de ‘Vale Tudo’, novela das nove da TV Globo que chega ao fim nesta sexta-feira (17). A atriz, um dos grandes nomes da teledramaturgia brasileira, optou por descansar sua imagem e dedicar o próximo ano a novos projetos e à família. A informação é do blog Outro Canal da Folha de São Paulo.

De acordo com fontes próximas, Taís ficou decepcionada com os rumos de sua personagem e com a forma como a trama se desenvolveu, especialmente na reta final. Apesar disso, ela afirma ter buscado dar profundidade e dignidade à Raquel, mesmo diante do esvaziamento do papel.

A relação com a Globo também teria sido afetada, já que a atriz esperava uma abordagem diferente para sua personagem quando recebeu o convite para integrar o elenco. Ainda assim, ‘Vale Tudo’ trouxe bons resultados para Taís, que ampliou ainda mais sua presença no mercado publicitário e firmou novos contratos com marcas durante o período em que a novela esteve no ar.

Em 2026, a artista pretende se afastar de trabalhos longos e concentrar-se em uma nova peça teatral, que está em fase de aquisição de direitos, além de seguir com compromissos comerciais e aproveitar mais o tempo ao lado da família.

No desfecho de ‘Vale Tudo’, Raquel termina ao lado de Ivan (Renato Góes), vivendo com o marido e o neto, Salvador, enquanto Maria de Fátima (Bella Campos) parte em busca de um “final feliz” ao lado de um homem rico.

Taís Araujo tem contrato fixo com a TV Globo até o fim de 2027.

Ale Santos promove webinar imersivo sobre Afrofuturismo e suas aplicações na educação

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Foto: Reprodução/Instagram

O escritor, roteirista e ativista Ale Santos, autor de ‘O Último Ancestral’ e ‘Rastros de Resistência’, realiza no próximo sábado, 25 de outubro, às 14h, um webinar exclusivo sobre Afrofuturismo e o papel das narrativas negras na construção de futuros descolonizados.

Com duração de duas horas, o encontro propõe uma imersão nos conceitos e nas práticas afrofuturistas aplicadas à educação, literatura e desenvolvimento pessoal, ampliando o olhar sobre o protagonismo negro no presente e no futuro.

Entre os temas que serão abordados estão: O que é Afrofuturismo; Raízes da literatura afrofuturista; Fundamentos do Afrofuturismo brasileiro; Análise de obras nacionais; e Grupo exclusivo de discussão com pesquisadores.

A proposta do curso é estimular uma reflexão sobre o poder educacional da ficção científica e de outras expressões culturais que projetam o povo negro como agente de transformação e inovação no futuro.

Ale Santos é um dos principais nomes do Afrofuturismo no Brasil. Suas obras exploram o entrelaçamento de ancestralidade, tecnologia e resistência negra, abrindo caminhos para novas gerações de leitores e educadores.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas neste link. O investimento é de R$80 até o dia 20 de outubro, e R$130 após essa data. O pagamento pode ser realizado via Pix.

Esposa de Akon solicita €100milhões no divórcio e tribunal descobre apenas US$ 10 mil na conta do cantor

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Foto: reprodução

Após quase três décadas de casamento, a esposa de Akon, Tomeka Thiam, solicitou o divórcio e exigiu €100 milhões como compensação. No entanto, investigações judiciais revelaram que a conta pessoal do cantor contém apenas US$ 10 mil, enquanto a maior parte de sua fortuna estaria registrada em nome de sua mãe.

A solicitação de €100 milhões por parte de Tomeka Thiam reflete sua alegada contribuição significativa na construção do império multifacetado de Akon, que inclui a indústria musical, investimentos imobiliários e a iniciativa Akon Lighting Africa.

A descoberta de que a maior parte da riqueza de Akon está registrada em nome de sua mãe gerou especulações sobre a possibilidade de o cantor ter transferido seus ativos para proteger seu patrimônio durante o processo de divórcio. Especialistas em direito de família alertam que essa situação pode complicar o processo de divisão de bens, caso seja confirmado que os ativos não estão sob o controle legal de Akon.

Até o momento, nem Akon nem seus representantes se manifestaram publicamente sobre o andamento do processo de divórcio. O caso continua a atrair atenção internacional, levantando questões sobre estratégias financeiras em situações de separação e a complexidade das disputas patrimoniais.

De que mulheres para o STF estamos falando?

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Foto: Antonio Augusto/STF

Por: Fayda Belo – advogada, TEDx Speaker e consultora em crimes de gênero e direito antidiscriminatório

Com o anúncio da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, reacendeu-se o debate sobre a urgência de uma nova indicação feminina para o Supremo Tribunal Federal, hoje composto por dez homens e apenas uma mulher, a ministra Cármen Lúcia.

Mas antes de celebrar a ideia de “mais uma mulher”, é preciso fazer uma pergunta essencial: de que mulheres estamos falando?

Desde o Império, o poder no Brasil foi planejado, exercido e reproduzido por homens. Em mais de 130 anos de existência, o STF teve apenas três mulheres em sua composição, e todas elas, mulheres brancas.

Esse dado revela o quanto os espaços de poder e decisão no universo jurídico ainda permanecem reféns de uma lógica patriarcal e colonial, sustentada por um racismo epistêmico que invisibiliza, deslegitima e silencia a intelectualidade das mulheres negras.

O racismo epistêmico retira das mulheres negras o direito de serem reconhecidas como elaboradoras de conhecimento, formuladoras de teoria e intérpretes legítimas da justiça, desqualificando o conteúdo do saber e as credenciais pelo corpo que as carrega, impedindo que o sistema jurídico se beneficie da pluralidade de intelectualidades e epistemologias que poderiam corrigir vieses, ampliar horizontes e
humanizar decisões.

Quando o debate público sobre a vaga no STF se limita a “ter uma mulher”, sem racializar à discussão, ele reproduz o mecanismo de reconhecer o gênero como critério de inclusão, mas mantém a branquitude como critério de legitimidade e a exclusão continuam apenas sem o constrangimento do racismo declarado.

O discurso de que “basta ser uma mulher” parece progressista, mas é uma armadilha retórica, pois desracializa o debate e transforma o gênero em uma categoria isolada, produzindo uma igualdade seletiva que beneficia apenas algumas mulheres e deixa intactas as estruturas que mantêm as demais à margem.

Da mesma forma, o argumento de que não importa a cor, desde que seja uma mulher soa inclusivo, mas é, na verdade, a defesa da manutenção da branquitude como norma, o que no Direito, é o que se chama de discriminação indireta: não se proíbe explicitamente a presença de mulheres negras, mas se estrutura o discurso e o processo de escolha de modo a garantir o mesmo resultado de exclusão.7

Trata-se de uma forma de perpetuar um sistema de justiça que se diz imparcial, mas continua estruturalmente excludente.

A indicação que o presidente Lula fará para a vaga deixada por Barroso é, portanto, uma oportunidade histórica de romper com essa lógica. Não se trata apenas de corrigir o desequilíbrio de gênero, mas de enfrentar o pacto da branquitude que mantém mulheres negras afastadas das mais altas instâncias do poder jurídico.

O Brasil não precisa apenas de mais uma mulher no Supremo. O Brasil precisa que essa mulher seja uma mulher negra, porque a história já mostrou que é possível ampliar a presença feminina sem alterar as hierarquias raciais que sustentam o poder.

Por isso, a não indicação de uma mulher negra não será apenas uma omissão política, será também um ato de continuidade colonial, que reafirma quais corpos podem decidir e quais só podem ser julgados.

O que está em debate, portanto, não é apenas gênero, mas quais experiências, saberes e epistemologias o Estado brasileiro considera dignos de ocupar o vértice do seu sistema de justiça.

Nia Long e Larenz Tate se reencontram em novo drama romântico da Netflix inspirado no álbum de Maxwell

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Foto: J. Countess/Getty

Nia Long e Larenz Tate, estrelas do clássico ‘Love Jones’ (‘Uma Loucura Chamada Amor’), de 1997, estão prestes a se reencontrar nas telas em um novo drama romântico sem título, dirigido por Eugene Ashe, responsável pelo aclamado ‘O Amor de Sylvie’. A informação foi revelada pelo Deadline.

O projeto, aprovado pela Netflix, marca mais uma colaboração entre os dois atores que recentemente trabalharam juntos no filme biográfico Michael Jackson, da Lionsgate. Fontes próximas ao projeto revelam que o filme foi oferecido à empresa após uma reestruturação na Amazon.

‘Uma Loucura Chamada Amor’ (Foto: Divulgação)

Inspirado no álbum de estreia do cantor R&B Maxwell, ‘Urban Hang Suite’, o roteiro está sendo mantido em segredo. Ashe assina a direção ao lado de Kay Oyegun, roteirista e produtora conhecida por seu trabalho na série ‘This Is Us’. A produção é assinada por James Lopez, Charles D. King e Poppy Hanks, do Macro Film Studios, com Maxwell, John D. Hammond, Long e Tate como produtores executivos.

‘Uma Loucura Chamada Amor’, dirigido por Theodore Witcher, é um marco do cinema romântico dos anos 1990 em Chicago, contando a história de Darius Lovehall (Tate), jovem poeta e romancista, e Nina Mosley (Long), fotógrafa, cujo romance cativou uma geração. Em ‘Michael’, de Antoine Fuqua, com lançamento previsto para 24 de abril de 2026, Long interpreta Katherine Jackson, matriarca da família, enquanto Tate vive Berry Gordy, lendário executivo da Motown Records.

Professora negra aprovada em 1º lugar na USP tem concurso anulado após ação judicial de candidatos brancos

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Foto: Reprodução/Instagram

A professora e doutora em Literatura Érica Bispo, que conquistou o primeiro lugar em concurso para docente na USP (Universidade de São Paulo) na cadeira de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, teve sua aprovação anulada após ação judicial movida por concorrentes brancos que questionaram sua qualificação e levantaram suspeição sobre a banca avaliadora.

Recentemente, a professora denunciou o caso nas redes sociais. “Eu fui a única candidata preta a me candidatar a fazer esse concurso, e seis candidatos brancos entraram com recurso, alegando, dentre outras coisas, que eu não tinha capacidade para me tornar professora da USP. Eles alegaram que eu tive um certo favorecimento, alegaram uma suspeição da banca”, relatou. Érica destacou que o recurso “tem um caráter discriminatório” e reforçou “Eu passei por mérito, em primeiro lugar”.

Ao longo da semana, Érica continuou a fazer outros vídeos detalhando o que vem acontecido com ela desde que foi aprovada no concurso. “A anulação é baseada na ideia de uma amizade íntima entre mim e duas professoras da banca. As provas? Seis fotos aleatórias retiradas de redes sociais, que são fotos de eventos e congressos da área de literaturas africanas, que é uma área bem pequenininha, entre 2019 e 2022. São fotos que são do Rio de Janeiro, Moçambique, de Natal, São fotos em grupos, e que definitivamente não provam uma amizade íntima”, disse no segundo vídeo publicado.

Segundo Érica, as fotos foram aceitas pela universidade e ela perdeu a vaga. “A procuradoria da USP considerou essas fotos, mais uma legenda em que dizia: ‘entre amigos é muito bom’, como prova cabal para anular o concurso, desconsiderando totalmente que a banca é composta por cinco professores e que os cinco professores me deram notas super consistentes e bastante altas o tempo inteiro. Ou seja, não houve um favorecimento. O concurso foi anulado por um mero indício.”

No terceiro vídeo, a professora também afirmou que teve dificuldade para apresentar a sua defesa. “Imagina que você é acusado de alguma coisa, você prepara sua defesa, mas na hora do julgamento, você descobre que ninguém leu aquilo que você escreveu. Foi isso que aconteceu no meu caso com a USP”, relatou.

“Quando eu fui notificada de que havia um processo administrativo que poderia vir a anular o meu concurso, eu me manifestei por e-mail dentro do prazo, mandei mais de uma manifestação e, dentre elas, uma manifestação técnica elaborada pelos meus advogados. O processo andou, o concurso foi anulado e depois do concurso anulado eu pedi o processo inteiro. E aí quando eu tomei eficiência do processo inteiro, eu descobri que a manifestação técnica que tinha sido elaborada pelos meus advogados não foi incluída. Ou seja, foi me negado o direito à ampla defesa. O conselho universitário votou sem, ao menos, ter ciência daquilo que eu estava argumentando para me defender. Em outras palavras, a USP não só validou essas acusações frágeis, como também não garantiu que eu tivesse o meu direito à ampla defesa”, denunciou Érica.

No último vídeo publicado nesta terça-feira (14), Érica finaliza dizendo que nem todos dentro da USP ficaram de acordo com a decisão. “A primeira instância em que isso passa, que é a congregação da FFLCH rejeitou o recurso e concordou comigo, me deu razão, tanto que eu tive meu concurso homologado. Depois da decisão da congregação, o processo sobe para outra instância, passa para a Procuradoria da USP e para o Conselho Universitário da USP. Nessa outra instância, a Procuradoria resolveu acolher o recurso, mesmo com esses argumentos frágeis”.

“Ou seja, a alta cúpula da Universidade optou por ignorar a decisão tomada na congregação e validar a narrativa que questionava o mérito de uma professora negra que foi aprovada por unanimidade. Eu penso que uma instituição do tamanho da USP deveria proteger a lisura dos seus processos, dos seus concursos. E pra isso precisaria proferir decisões baseadas muito mais em fatos comprovados e apurados do que em indícios”, finaliza a professora, afirmando que em breve irá publicar outro vídeo detalhando mais sobre o caso, envolvendo a decisão do Ministério Público.

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