Samuel Marques, ex-participante do The Voice Brasil, foi vítima de racismo em uma academia da rede Smart Fit no bairro da Graça, em Salvador (BA). O artista compartilhou o caso nas redes sociais no domingo (5), publicando um vídeo no momento em que é xingado de “urso do cabelo duro”.
Nesta segunda-feira (6), o cantor registrou boletim de ocorrência e a Polícia Civil agora investiga o caso como injúria racial. “Esse é um passo fundamental para legitimar o que aconteceu, porque racismo não é mal-entendido, não é piada, não é exagero — é crime”, escreveu nas redes sociais. Imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas e testemunhas são ouvidas na Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin).
Em entrevista à TV Bahia, Samuel relatou que o episódio ocorreu quando aguardava um aparelho na academia. Ao terminar o exercício, o racista olhou para Samuel e disse: “você parece um personagem”. Quando questionado, completou: “você parece com o urso do cabelo duro”. Samuel começou a filmar o diálogo, registrando a repetição da ofensa. O suspeito, ao ser acusado de racismo, tentou se justificar dizendo que tem um genro negro e que fazia “brincadeiras” desse tipo.
O cantor afirmou que procurou por um funcionário da academia, que confirmou já ter recebido reclamações sobre o homem. “Ele me falou que é algo recorrente, que outros alunos já tinham notificado, mas que nada tinha acontecido porque ninguém tinha filmado.”
Em nota, a Smart Fit declarou que “não tolera nenhum tipo de discriminação e que se solidariza com o aluno”, mas não informou se o agressor ainda frequenta a unidade.
Bastante abalado, Samuel aparece emocionado no vídeo. “Na hora que aconteceu não consegui nem raciocinar, mas depois que acontece é severo demais, é doloroso”, desabafou.
Samuel Marques participou do The Voice Brasil em 2019, integrando o time de Michel Teló após cantar Feeling Good. Eliminado na Rodada de Fogo, ele foi convidado por Ivete Sangalo para se apresentar no Carnaval de Salvador. Formado em Bacharelado em Canto Lírico pela UFBA, atualmente Samuel atua como professor de canto e backing vocal de Saulo.
Alberto Cordeiro, diretor de Estratégia, Transformação e Governança da Natura, é o único brasileiro de grande empresa a figurar na lista MIPAD 2025 – Global Top 40 Under 40, reconhecendo pessoas afrodescendentes mais influentes com menos de 40 anos em parceria com as Nações Unidas. Em entrevista exclusiva ao Mundo Negro, Cordeiro afirmou que o prêmio é, acima de tudo, uma responsabilidade: “Representar não apenas uma trajetória pessoal, mas um coletivo historicamente sub-representado em espaços de influência, é algo que levo com seriedade e compromisso”. Para ele, a nomeação valida anos de dedicação à liderança com propósito.
Cordeiro destaca que seu trabalho vai além da representatividade. O diretor de estratégia busca estruturar oportunidades para talentos negros de forma sustentável, criando plataformas como a Conferência Juntos, que já impactou milhares de profissionais por meio de contratações, bolsas e outras oportunidades. “Mais do que representar, procuro agir com consistência e intenção. Porque presença por si só é um passo, mas presença com influência e capacidade de decisão é o que realmente transforma ecossistemas”, explica.
Entre os próximos passos, Alberto pretende integrar diversidade de forma estratégica nos negócios. “Sigo comprometido em aprofundar o debate sobre equidade racial nos espaços de poder que ocupo. Isso significa trazer consistência, dados e intencionalidade às conversas, mesmo em conversas informais. Provocar reflexões estruturadas, formar aliados e manter esse tema ativo nas agendas decisórias são movimentos contínuos e estratégicos para a transformação que desejamos”, conclui.
Foto: Divulgação
Entrevista completa abaixo:
MN: Como você recebeu a notícia de ter sido nomeado pelo MIPAD-Nações Unidas como uma das Pessoas Afrodescendentes Mais Influentes com menos de 40 anos? O que esse reconhecimento representa para você pessoalmente e para sua trajetória profissional?
Alberto: Receber a nomeação do MIPAD, em parceria com as Nações Unidas, foi uma honra imensa. Ao mesmo tempo, um momento de pausa e reflexão. Fui surpreendido com a notícia, mas o sentimento mais forte foi de responsabilidade. Representar não apenas uma trajetória pessoal, mas um coletivo historicamente sub-representado em espaços de influência, é algo que levo com seriedade e compromisso.
Pessoalmente, esse reconhecimento valida anos de dedicação a uma agenda intencional com propósito claro: transformar contextos, ampliar vozes e entregar resultados com impacto social.
É simbólico porque consolida uma jornada marcada por escolhas muitas vezes contramajoritárias, mas sempre alinhadas a valores de equidade, excelência e liderança com propósito.
Profissionalmente, essa nomeação é um marco estratégico. Ela reforça que é possível conciliar performance com consciência, e que ocupar espaços de decisão sendo quem somos, com autenticidade e visão de futuro é uma vantagem competitiva, não um risco.
O prêmio não é apenas sobre o que construí até aqui, mas sobre o que essa visibilidade pode abrir em termos de novas conexões, agendas globais e oportunidades de gerar impacto sistêmico.
Ser reconhecido entre as Pessoas Afrodescendentes Mais Influentes com menos de 40 anos é um indicativo de que nossa presença é relevante, e necessária, na construção de soluções para os desafios contemporâneos. A representatividade é importante, mas é a representatividade com entrega que transforma estruturas. E é essa entrega que sigo comprometido em ampliar.
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MN: De que forma você acredita que seu trabalho contribui para ampliar as vozes e oportunidades para outras pessoas negras?
Alberto: Acredito que o verdadeiro impacto se dá quando o propósito encontra estrutura. É nessa interseção que tenho concentrado meu trabalho: promovendo a inclusão de pessoas negras de forma estratégica e sustentável, com foco tanto em acesso quanto em permanência em espaços de influência.
Tenho buscado atuar em duas frentes que se complementam: a criação de mecanismos concretos para acelerar talentos negros e a provocação ativa de mudanças dentro das estruturas de poder já estabelecidas. Esse posicionamento se materializou, por exemplo, na criação da Conferência Juntos, uma plataforma coletiva que nasceu com o objetivo claro de ampliar a presença negra em posições de destaque e que, hoje, já contabiliza milhares de pessoas impactadas por meio de contratações, bolsas e oportunidades de desenvolvimento profissional.
Mas esse compromisso não se limita a grandes iniciativas. Ele também se traduz no dia a dia: nas mentorias que ofereço, nos conselhos dos quais faço parte, nas políticas que ajudo a desenhar e nas decisões que buscam garantir que portas abertas permaneçam acessíveis a quem vem depois.
Mais do que representar, procuro agir com consistência e intenção. Porque presença por si só é um passo, mas presença com influência e capacidade de decisão é o que realmente transforma ecossistemas.
MN: Quais foram os principais desafios que você enfrentou no caminho até aqui e como eles moldaram sua visão de liderança e influência?
Alberto: Ao longo da minha trajetória, enfrentei desafios que, embora individuais, refletem dinâmicas estruturais. Ser uma pessoa negra no Brasil significa lidar, de forma contínua, com microagressões, subestimações sutis, e por vezes explícitas, que afetam não apenas a autoestima, mas a performance e a percepção de valor profissional.
Durante muito tempo, esses obstáculos consumiram energia estratégica que poderia ter sido direcionada para inovação, liderança e crescimento. Reconhecer esse padrão foi essencial para que eu pudesse ressignificar minha trajetória, redirecionar esforços e assumir o protagonismo com mais intencionalidade.
Esse processo coincidiu com a chegada de apoios institucionais e individuais consistentes (mentores, programas de desenvolvimento, lideranças que apostaram no meu potencial). Foi esse suporte que me deu a estabilidade emocional e estrutural necessária para performar em alto nível. E essa vivência moldou profundamente minha visão sobre liderança.
Hoje, enxergo a liderança como a capacidade de criar ecossistemas de confiança e desenvolvimento. Liderar é abrir espaço para que outras pessoas floresçam com liberdade, clareza de propósito e suporte real. É uma gestão baseada em inclusão intencional, onde o sucesso individual é construído a partir de um compromisso coletivo.
Se alcancei esse espaço, é porque alguém apostou. E minha responsabilidade agora é retribuir sistematizando esse ciclo de oportunidades para que ele se torne regra, não exceção.
MN: Quais são os próximos projetos ou metas que você pretende desenvolver para potencializar ainda mais o impacto que já vem causando?
Alberto: Uma das principais frentes que estou desenvolvendo atualmente é o fortalecimento da conexão entre diversidade e estratégia de negócio, não como narrativa, mas como competência essencial para sustentabilidade, inovação e geração de valor no longo prazo.
Tenho atuado para demonstrar, de forma concreta, como a inclusão qualificada de diferentes perspectivas melhora a qualidade das decisões e amplia a capacidade de inovação das organizações. Seja em fóruns estratégicos ou no desenho de políticas corporativas, meu foco tem sido integrar diversidade como parte essencial do negócio, e não como uma pauta acessória.
Além disso, sigo comprometido em aprofundar o debate sobre equidade racial nos espaços de poder que ocupo. Isso significa trazer consistência, dados e intencionalidade às conversas, mesmo em conversas informais. Provocar reflexões estruturadas, formar aliados e manter esse tema ativo nas agendas decisórias são movimentos contínuos e estratégicos para a transformação que desejamos.
Meu objetivo é consolidar projetos que não apenas falem sobre impacto, mas que o entreguem com escala, mensuração e perenidade.
A influenciadora Jacira Doce anunciou neste domingo (5) uma pausa “de alguns dias” em suas redes sociais, compartilhando com os seguidores o cansaço e o desgaste que sente por estar constantemente conectada. Em vídeo publicado, ela explicou que a pressão de se manter presente e produzir conteúdo diariamente tem sido difícil de conciliar com seu próprio ritmo e limites.
“Eu acho que ser uma rede social sobre números despersonifica muito a nossa relação”, afirmou Jacira, ao refletir sobre a diferença entre o que ela gostaria que fosse a relação com seus seguidores e a dinâmica imposta pelas plataformas.
No vídeo, a influenciadora falou sobre comparações constantes e a sensação de não estar fazendo o suficiente: “Eu me comparo muito, eu acho que isso é uma falha grande, e aí eu sempre acho que estou fazendo menos. Eu sempre acho que eu tinha que fazer muito mais, que eu tinha que estar presente todo dia, que eu tinha que postar vídeo todo dia, que eu tinha que saber de mais assuntos pra falar de mais coisas. É um ritmo muito acelerado pra mim. Eu acho que ainda não aprendi a jogar o jogo do algoritmo, e eu sinceramente não sei se eu quero. Não sei se é o que faz sentido pra mim.”
Apesar do desgaste, Jacira destacou que seu afastamento será temporário. “Vou fazer uma pausa de alguns dias, e eu queria dar uma satisfação porque levo a nossa relação, de verdade, muito a sério. Mas eu estou muito cansada. É um trabalho muito diferente dos outros que eu já tive, porque eu não consigo tirar ele da minha cabeça. Eu não consigo desligar o computador, igual eu fazia na sexta-feira, e só voltava na segunda. Cansa muito, desgasta muito.”
A influenciadora pretende retomar em breve a interação de forma mais autêntica: “Eu queria muito que isso aqui fosse só uma relação minha com vocês. Vou compartilhando a minha vida e as minhas coisas, o meu jeito de pensar e a minha visão de mundo, e aí a gente vai estabelecendo uma relação saudável e frutífera.”
Com seu jeito cômico, Jacira ainda completou: “Não é nada assim, ‘sabe, a Jacirinha enlouqueceu?’ Ainda não, mas eu preciso fazer essa pausa”, concluiu.
O vídeo de Jacira Doce reforça o debate sobre a pressão e o ritmo acelerado das redes sociais, mostrando que nem sempre estar online significa estar confortável com o jogo dos números e métricas.
“[Quero] ter personagens ricas, interessantes, que ultrapassem e atravessem a questão racial. Que representam seres humanos e histórias interessantes, independente da cor da minha pele.” Durante sua participação no quadro Negritudes, apresentado por Maju Coutinho no programa Fantástico deste domingo (5), Belize Pombalcompartilhou um sonho enquanto atriz, após falar sobre o grande sucesso da sua personagem Consuelo em ‘Vale Tudo’.
Belize destacou o prazer de interpretar Consuelo. “Tendo essa possibilidade de ver uma personagem que traz luzes e sombras de um ser humano, isso é interessante”, afirmou, celebrando também a representação da família da personagem na trama. “É uma família que traz amorosidade, mas também de uma maneira muito humana. Que tem discussões, altos e baixos. É bonito ver isso, uma família possível, para nós também, pessoas pretas ali com estrutura financeira, bem estabelecida, com amor, com diálogo, mas também com seus desafios, acho que humaniza. É muito importante pra gente”, disse.
Ao ser questionada sobre um conselho que daria, a atriz reforçou o poder da educação e da persistência. “Estudar da melhor forma que você puder, no melhor lugar que você alcançar, sem medo. Pra melhor universidade que você puder alcançar, pública, particular. O melhor que tiver. E se permita. Às vezes o melhor que a gente pode dar no trajeto, não é exatamente o idealizado, mas vai fazer diferença no fim das contas. Pelo menos para mim, eu percebo que o fundamental foi o continuar ‘apesar de’.”
A avó de Belize foi quem a ensinou a ter fé. “Acho que foi uma das melhores heranças que a minha avó me deixou, além da fé na educação, mas a fé nesse contexto espiritual também. E acho que nada disso eu fiz sozinha. Ao mesmo tempo que eu sei que eu conquistei isso também com o meu trabalho, entrega, dedicação. Mas não conquistei nada sozinha, não é só meu. A gente ganha tudo. E é preciso agradecer.”
Na reta final da novela, o último capítulo de ‘Vale Tudo’ será exibido na próxima semana, dia 17 de outubro.
O ator, designer e criador de conteúdo Fábio Marxx , cuiabano, vivendo em São Paulo, conhecido pela personagem Sheyla Christina , transformou o mês do seu aniversário em uma curadoria diária de arquitetura. Ao longo de outubro, sempre às 8h, ele publica a série “31 anos, 31 dias, 31 arquitetos”, destacando profissionais que expandem o repertório do campo, com ênfase em mulheres negras e em estéticas que fogem do eixo eurocêntrico. Os conteúdos com profissionais negros serão feitos em parceria com o Mundo Negro, em formato de collab no Instagram.
Em entrevista ao Mundo Negro, Fábio disse que revisita uma estratégia que mudou sua carreira: “eu escolhi o meu mês de aniversário porque, assim como aconteceu cinco anos atrás, eu postei um vídeo por dia em outubro. Sheyla Christina virou essa potência. Agora quero um novo posicionamento como influenciador, sem abandonar o humor, e trazer uma frente mais informativa”. Ele explica que o impulso atual nasce de um olhar mais estruturado: “lá atrás eu já pensava em constância, propósito e marketing. Hoje faço o mesmo, só que com o Fábio”.
Sobre o critério de seleção, Fábio é direto: “parte da diversidade. Quero falar de gente que faz a diferença no mercado, que sustenta o discurso no trabalho. Pesquiso mulheres que fizeram e fazem história, pessoas negras e não brancas do Brasil e de outros países. Quando olhamos para África, Índia, Japão e para quem consome a estética brasileira, fica evidente que a linguagem muda porque as vivências são diferentes”. A ambição do projeto é oferecer material de apoio para estudo e descoberta: “que as pessoas conheçam esses profissionais e vejam o trabalho de quem está transformando a arquitetura”.
Até agora, quem já apareceu
David Adjaye — arquiteto britânico-ganês ligado a obras icônicas como o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, em Washington, D.C. Na série, Fábio sublinha arquitetura como identidade, memória e histórias que os espaços carregam.
João Gabriel — um dos nomes da nova geração da arquitetura brasileira. Soteropolitano, negro, já foi destaque na Forbes, é colunista da Casa e Jardim e assina mais de 120 projetos em 17 estados e 3 países. Fábio pontua sua atuação ao recuperar a memória de Tebas na CasaCor Bahia e defende que arquitetura é também voz, resistência e legado.
As próximas publicações seguirão o eixo de diversidade, repertório internacional e referências brasileiras fora da rota eurocêntrica.
‘Rute e Boaz’, adaptação bíblica produzida por Tyler Perry e DeVon Franklin, lançada na semana passada, tem dominado o ranking mundial da Netflix. O filme conquista o público com uma narrativa que mistura romance, fé e drama, trazendo a clássica história da bíblia com uma visão contemporânea dos dias atuais. Top 1 no Brasil, a produção chegou a alcançar o primeiro lugar no mundo durante a semana de lançamento.
Ambientada no Tennessee, a narrativa acompanha a jovem Rute (Serayah) que deixa a cena musical de Atlanta para cuidar da uma viúva idosa Naomi (Phylicia Rashad) e, nesse processo, encontra Boaz (Tyler Lepley), o amor de sua vida e a mãe que nunca teve. “A história de amor de Rute e Noemi é configurada para ser tão importante quanto a de Rute e Boaz. Afinal das contas, é Noemi quem leva Rute a Boaz, então essas duas peças se entrelaçam.”, explica a diretora Alanna Brown em entrevista ao Tudum.
“Estou emocionado em iniciar minha parceria com DeVon Franklin com Rute e Boaz. Eu não poderia estar mais animado para que o mundo tenha essa oportunidade de ver uma história de amor tão poderosa. Mal posso esperar para que o público em todos os lugares assista ao filme”, afirma Perry.
Foto: Divulgação/Netflix
DeVon Franklin complementa: “Tyler e eu somos grandes amigos há mais de 15 anos. Então, quando ele me chamou para trabalharmos juntos em filmes que pudessem elevar o espírito humano, agarrei a oportunidade e não poderíamos ter um parceiro melhor do que a Netflix para nos ajudar a inspirar o mundo. Rute Boaz foi um verdadeiro trabalho de amor. Esta história clássica tem um significado tão profundo para mim e para tantas outras pessoas ao longo de gerações. Estou muito animado para que o público assista a este filme!”
Escrito por Michael Elliot e Cory Tynan, o filme é fruto da parceria criativa entre os estúdios Franklin e Tyler Perry com a Netflix, sob contrato plurianual de produções inspiradas na fé. A produção executiva é de Angi Bones, Tony L. Strickland e Bart Lipton.
Por muito tempo, a experiência de usar maquiagem foi, para mulheres negras, uma arte de adaptação. Misturar tons, inventar soluções e ajustar expectativas virou rotina. Mas o que acontece quando o acerto vem de primeira? Quando a fórmula respeita sua pele em tom, textura e tratamento? A Best Skin Ever, novo lançamento da Sephora Collection, responde com mais do que promessas. Responde com experiência de uma marca conhecida globalmente por unir beleza e representatividade.
Com 30 tonalidades distribuídas em cinco intensidades, incluindo faixas como medium tan e deep que dialogam com a diversidade da pele brasileira, a base une performance, cuidado e praticidade no mesmo frasco. E quem prova isso com propriedade é Angélica Silva, maquiadora e criadora de beleza, que testou a novidade e detalhou a experiência. “Uma camada e pronto”, disse. “Ela oferece uma média cobertura que você ainda consegue construir em menos de um minuto. É prática, confortável, com acabamento super natural. Parece que eu não tô de base. Só que estou.”
O diferencial não se limita à cobertura. A fórmula reúne 86% de ingredientes de skincare, incluindo ácido hialurônico e extrato de algas, com atuação em hidratação, firmeza e suavidade da pele ao longo do tempo. Ou seja, não é só sobre maquiar, é sobre cuidar. “O que torna essa linha muito interessante é a junção de maquiagem com skincare. É aquela coisa que você passa e sente: não só estou cobrindo, estou tratando. E isso faz diferença”, afirma Angélica. No combo com o corretivo da mesma linha, disponível em 20 tons, o resultado ganha precisão. “Parece que eu nunca tive olheira na minha vida. Era isso que eu precisava.”
A durabilidade é outro ponto de atenção, com até 16 horas de uso confortável, sem craquelar e sem pesar. O preço sugerido é de R$ 149. O pincel da linha tem encaixe anatômico e contribui para aplicação rápida e uniforme, reforçando a proposta de uma rotina objetiva com aparência de pele real.
Para completar o look, a Sephora Collection apresenta os batons Rouge Is Not My Name, com curadoria de cores do nude ao vermelho vibrante e diferentes acabamentos, desenhados para dialogar com vários tons de pele.
Em São Paulo, a Sephora montou um pop-up no Shopping Eldorado, aberto até 5 de outubro, para testagem assistida, escolha de subtom e distribuição de brindes. A ativação busca reduzir barreiras comuns a quem costuma precisar misturar bases para chegar ao tom ideal, ao oferecer atendimento especializado e contato direto com a fórmula.
A Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias chega à sua quarta edição reconhecendo mulheres negras de destaque em diversos setores da sociedade. Entre as premiadas deste ano, Cida Bento, autora do livro O Pacto da Branquitude, se destaca como uma das grandes referências da premiação, sendo reconhecida na categoria Trajetória Transformadora, escolhida pelo Júri Técnico da Powerlist.
Cida Bento é pesquisadora, escritora e psicóloga, com uma carreira marcada pelo compromisso em compreender e denunciar as estruturas do racismo no Brasil. Seu livro O Pacto da Branquitude se consolidou como uma obra de referência ao analisar a branquitude como um sistema que perpetua privilégios e desigualdades raciais, oferecendo uma contribuição significativa para os estudos sobre raça e para a reflexão pública sobre discriminação estrutural.
O prêmio na categoria Trajetória Transformadora reconhece mulheres que, por meio de sua trajetória, criaram impacto social consistente e inspirador. A escolha de Cida Bento pelo Júri Técnico reforça o reconhecimento da sua relevância e legado, evidenciando a importância de seu trabalho tanto no campo acadêmico quanto no social.
O Júri Técnico da Powerlist é formado por lideranças de destaque em diferentes setores estratégicos, incluindo economia, comunicação e inovação. Ele atua avaliando impacto, consistência de carreira, relevância pública e inovação, garantindo que as vencedoras sejam escolhidas com base em critérios sólidos e transparentes. Entre os nomes que compõem o comitê estão executivas, fundadoras de instituições, jornalistas e especialistas em diversidade, cuja experiência confere legitimidade ao processo de seleção.
Em 2025, a premiação conta com o apoio institucional de Natura e Grupo L’Oréal, reforçando ainda mais sua relevância cultural e social.
A cerimônia oficial da Powerlist 2025 está marcada para o dia 17 de outubro, na Casa Manioca, em São Paulo, momento em que serão celebradas todas as premiadas, consolidando o evento como referência nacional no reconhecimento de mulheres negras que mudam histórias.
Neste domingo, 5 de outubro, o ‘Fantástico’ exibe o terceiro episódio da temporada do quadro “Negritudes”, com a atriz Belize Pombal como convidada. Em entrevista com Maju Coutinho, Belize compartilha sua trajetória artística, desde os primeiros passos no teatro aos 11 anos, até sua formação na Escola de Artes Dramáticas da USP, em São Paulo. Crescida em uma família de oito mulheres, ela destaca a importância da educação e do acesso às melhores oportunidades para se desenvolver profissionalmente.
Reconhecida por seu talento, Belize Pombal vem conquistando destaque na televisão brasileira. Além de seu papel atual na novela ‘Vale Tudo’, interpretando Consuelo, a atriz participou de séries de sucesso como ‘Justiça 2’ e ‘Sessão de Terapia’, no Globoplay, e da primeira fase da novela ‘Renascer’. Seu trabalho tem sido celebrado por retratar personagens complexos e inspiradores, contribuindo para a representatividade negra na dramaturgia nacional.
Durante a entrevista, Belize também reflete sobre a família que interpreta na trama de horário nobre. Ela ressalta que mostrar uma família preta com amor, diálogo e desafios humaniza as histórias na televisão e reforça a importância da representatividade. A atriz aproveita para compartilhar conselhos às jovens artistas: buscar o melhor em sua formação, sem medo, e se permitir sonhar grande.
Crédito: Globo/Lethicia Amâncio
O ‘Fantástico’ deste domingo começa logo após o ‘Domingão com Huck’, trazendo uma oportunidade para o público conhecer mais sobre a trajetória e a visão de uma das atrizes negras mais promissoras da televisão brasileira.
O projeto “COMO REPARAR? Reconstituir, Restituir, Recontar, Escrever e Representar (imagens, textos, corpos) entre o passado colonial e o tempo presente”, coordenado por Aza Njeri e Ana Kiffer, foi contemplado em 2024 pelo Edital nº 08/2024 do Programa CAPES/COFECUB Brasil–França, uma das iniciativas mais prestigiadas e tradicionais de cooperação acadêmica internacional entre Brasil e França. A proposta é o único projeto selecionado da PUC-Rio entre os 36 aprovados em todo o país.
“Ser contemplada junto com minha equipe com o Edital CAPES/COFECUB com um projeto internacional feito por mulheres que pautam reparação, contra colonização, cultura e arte mostra não apenas a excelente produção de pesquisa de ponta que fazemos, mas também um novo lugar de debate de temas que interferem diretamente nas humanidades negras”, afirma Aza Njeri. “Afinal, temos muita produção crítica de qualidade para pautar o debate a nível mundo.”
O projeto reúne pesquisadoras brasileiras da PUC-Rio — Aza Njeri (coordenadora), Ana Kiffer, Mariana Patrício Fernandes e Flavia Trocoli (UFRJ), Luciana Sacramento Moreno Gonçalves (UNEB) — e pesquisadoras francesas, coordenadas por Tiphaine Samoyault (EHESS), com participação de Anne Lafont (EHESS) e Zahia Rahmani (INHA). A equipe propõe uma abordagem interdisciplinar sobre reparação histórica, memória da escravidão, restituição de patrimônios e produção de novos arquivos sobre o passado colonial, a partir do pensamento do filósofo Édouard Glissant, centrando o debate em diálogos entre o Brasil e a França.
Entre as ações previstas estão a criação de arquivos digitais, publicações bilíngues, núcleos interdisciplinares de debate e mobilidade internacional de pesquisadores. Mais do que uma pesquisa teórica, a iniciativa se inscreve em um movimento concreto de transformação social e acadêmica, alinhada à Lei 10.639/2003, reforçando o compromisso da PUC-Rio com a produção de conhecimento crítico e inovador sobre as humanidades negras.